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Hoax: O foguetão brasileiro VLS-1 foi lançado em segredo em 23 de outubro de 2008

(O verdadeiro VLS-1 lançado em Outubro)

(O verdadeiro "VLS-1" lançado em Outubro)

O nosso comentador “Revoltado” chamou-nos a atenção para aquela que seria verdadeiramente uma grande notícia: o primeiro lançamento (em segredo) do novo VLS-1 em 23 de Outubro de 2008.

A “notícia” pode ser encontrada em várias fontes, sendo uma das mais extensas:

http://defesabr.com/blog/index.php/26/12/2008/brasil-lancou-em-segredo-novo-vls-1-em-outubro-de-2008
http://port.pravda.ru/cplp/brasil/23-12-2008/25666-foguetevls-0
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=510FDS012

de onde decorreriam vários “ecos”, em fóruns de discussão:

http://www.alide.com.br/wforum/viewtopic.php?f=3&t=1922

Contudo, o cerne da notícia é constante nas diversas fontes, o que faz suspeitar da existência de uma fonte comum e primária.

Não sendo certo, a fonte primária parece ser o jornal russo, com edição portuguesa Pravda.ru. Isto só por si é mau, já que este jornal é conhecido por não verificar as suas fontes e ter critérios editoriais muito duvidosos… Aliás, já falámos aqui dele por várias vezes por essas mesmas razões (VER P.EX AQUI).

Esta parece ser a notícia verdadeira, a fonte remota da primeira:

“Culminando com as festividades alusivas ao Dia do Aviador, comemorado no dia 23 de outubro, data magna da Força Aérea Brasileira, o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno lançou com sucesso o foguete Orion, exatamente às 04h 04min 08seg do dia 27 de outubro, alcançando todos os objetivos da Opereção Parelhas, após quatro tentativas de lançamento, impedidas pelas condições dos ventos.
Apesar da região onde está localizado o CLBI reunir diversos fatores, inclusive meteorológico, favoráveis estrategicamente para lançamento de foguetes. Contrariamente, os valores nominais do vento, nos últimos dias, não foram propícios para garantir a segurança no lançamento do foguete Orion, que por razões técnicas, deve ser inferior a 7,3m/s, ou 26 km/h.
O foguete Improved Orion, que mede 5,7m, é um foguete de treinamento, mono-estágio, não-guiado, estabilizado por empenas e lançado a partir de trilho. Consiste de um propulsor de 419 kg, propelente sólido (combustível sólido) e atinge uma velocidade de 4.700 km/h (quatro vezes a velocidade do som). Possui espaço para embarcar experimentos científicos ou tecnológicos, da ordem de 80 kg. Nesta ocasião, o foguete Orion foi ocupado com equipamentos e instrumentos alemães, voltados para a trajetografia durante a realização do vôo.
O motor-foguete propicia uma fase de decolagem de 5 segundos, e outra tipo cruzeiro, com 21 segundos, totalizando 26 segundos de fase propulsada, o que permiti chegar uma altura entre 95 e 105 km, caindo em alto mar a, aproximadamente, 70 km da costa
A Operação, denominada de PARELHAS, em homenagem a uma das cidades do Rio grande do Norte, alcançou o seu objetivo principal, ou seja o treinar as equipes técnicas do CLBI e da Unidade Móvel de Lançamento de Foguetes do Centro Espacial Alemão, nas atividades de preparação, lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais.
Várias Organizações Militares do Comando da Aeronáutica participaram da Operação, entre elas o Centro de Lançamento de Alcântara e o Instituto de Aeronáutica e Espaço, além do Apoio da Agência Espacial Brasileira.
Com o sucesso do lançamento do foguete Orion, o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno cumpre mais uma etapa do desenvolvimento da tecnologia nacional para a independência do Brasil na área de tecnologia aeroespacial.”

http://www.cta.br/noticias27.htm

Que se encontra no CTA, um sítio absolutamente insuspeito e que refere que nesse dia foi lançado um foguetão, sim… Mas não um VLS-1, um “Improved Orion“. Assim se explica o diferente local de lançamento e o “secretismo” do lançamento. Algures alguem leu esta notícia e com boa ou má fé… Fez a ligação.

A notícia original do Pravda:

“Excessivamente preocupados com a crise financeira, os órgãos de informação brasileiros não informaram o sucesso do lançamento do míssil espacial VLS-1, feito com sucesso no dia 20 de outubro de 2008, partindo da base de São José dos Campos, e não de Alcântara, como era costume.


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A última experiência foi desastrosa. Com problemas de pré-ignição, o lançamento fracassou dando causa a incêndio que destruiu grande parte da base maranhense, além de matar 21 pessoas. Grande lástima, sem dúvida. O sucesso é auspicioso. Vai permitir o lançamento de satélite geoestacionário, proporcionando ao país facilidade nas comunicações, principalmente.


O lançamento foi assistido pelo Ministro da Defesa, Nelson Jobim e pelo Comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juni Saito. Não se entende a causa da notícia não ter sido divulgada na imprensa. Pode acreditar-se que para muitos países não interessava o Brasil ser capaz de colocar satélites em órbita, o que significa também o seu notável desenvolvimento bélico, pois mísseis de muito longo alcance não são bem vistos pelas nações que não os possui. Mesmo as poderosas potências, que além do vetor têm a ogiva nuclear, não ficam muito satisfeitas quando um fato desta natureza é atingido.

É sabido pela comunidade mundial que o Brasil não desenvolve corrida armamentícia, e não possui artefatos nucleares agressivos, mas pode construir em pouco tempo, já que a tecnologia permite com folga que eles sejam construídos em pouco tempo.

Talvez tenha sido esta a razão do fato não ter sido divulgado com alardes. Vizinho nossos podem interpretar o sucesso como uma ameaça, quando na realidade o fato não é este. Quem acompanha o lançamento dos “Sacis”, sempre com fracasso, sabe disto.

Foi um feito respeitável, sem dúvida. São muito poucos países capazes de operações de tamanha envergadura, e é uma consolidação dos velhos so nhos dos cientistas brasileiros, que estão de parabéns.

O Brasil, apesar dos pesares do mundo e dele mesmo, caminha fácil para um futuro de brilho. Todo este trabalho vem sendo desenvolvido com auxilio da tecnologia russa, de acordo com um protocolo firmado entre Brasil e Rússia. Segundo este acordo, os russos auxiliam na transferência de tecnologia de ponta, e o governo brasileiro compromete-se a emprestar a base de Alcântara, para o lançamento de mísseis russos. A base está próxima a linha do equador, o que facilita os lançamentos e diminui os gastos.

Jorge Cortás Sader Filho

Tendo sido este Jorge Sader Filho, o responsável primeiro pela “confusão”.


Fontes:

http://defesabr.com/blog/index.php/26/12/2008/brasil-lancou-em-segredo-novo-vls-1-em-outubro-de-2008
http://port.pravda.ru/cplp/brasil/23-12-2008/25666-foguetevls-0
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=510FDS012
http://en.wikipedia.org/wiki/Improved_Orion
http://www.cta.br/noticias27.htm

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O foguetão brasileiro, o VLS-1, será lançado em 2010 e dos planos subsequentes para o mesmo

(Teste do motor S-43 do VLS-1 in http://www.cta.br)

No mais trágico acidente de toda a história do Programa Espacial Brasileiro, em 22 de Agosto de 2003, 21 técnicos faleceram quando o foguetão VLS-1 que estava a ser preparado para o lançamento explodiu. O acidente decapitou a equipa de desenvolvimento e retardou o programa durante pelo menos cinco anos. Só em Outubro do corrente ano, é que o programa espacial brasileiro re-entrou nos eixos com o teste real de um dos propulsores do foguetão na base de São José dos Campos (ver MAPA).

O teste de queima em banco do motor S-43 foi bem sucedido e provou que o VLS-1 (“Veículo Lançador de Satélites”) do CTA (“Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial”) está novamente encaminhado para retomar o seu pleno desenvolvimento e conquistar para o Brasil o lugar na Exploração Espacial que os outros BRIC já asseguraram há demasiado tempo. O motor S-43 é um elemento essencial do 2º andar do VLS-1, um foguetão que usa somente propelentes sólidos (numa abordagem única no mundo) em todos os seus quatro andares, tendo 19 metros de altura e uma massa total de mais de 50 toneladas. A missão do VLS-1 é a de colocar em órbita uma carga útil de até 115 Kg, numa órbita circular equatorial de até 750 Km.

As alterações introduzidas no S-43 vieram aumentar a segurança do sistema e reduzir as possibilidade de recorrência de um acidente como o de 2003 avaliando o impacto das alterações realizadas na proteção térmica do motor e traduziu-se numa combustão de cerca de um minuto, tendo sido recolhidos diversos parâmetros para análise das repercussoes das alterações realizadas. O novo motor é também mais potente e resulta dos ensinamentos recolhidos na trágica explosão de 2003. Todas as alterações foram enviadas para a experiente Agência Espacial Russa, que a troco de 3 milhões de dólares reveu e aprovou todas as alterações.

O sucesso do teste torna possível cumprir o plano de colocar um satélite geoestacionário brasileiro em órbita, usando o VLS-1 entre 2012 e 2015. Atualmente a dotação orçamental do programa VLS é de 50 milhões de Reais, ou seja 18 milhões de euros (por comparação o novo aeroporto da Ota deve ficar em 3 mil milhões de euros).

O projeto VLS é da competência da “Agência Espacial Brasileira” (AEB) e segundo plano atual até 2012 haverão dois lançamentos experimentais do VLS-1B e o efetivo em 2012. O primeiro lançamento experimental terá lugar daqui a dois anos, em 2010, sem carga e com os depósitos apenas parcialmente cheios, com apenas os dois primeiros estádios e sem qualquer carga útil. No ano seguinte, haverá outro lançamento do VLS-1B, desta feita com os tanques completamente cheios de forma a testar os motores na sua plena potencia e também a capacidade de toda a estrutura de apoio em terra. Em 2012, se o VLS-1B estiver completamente aprovado por estes dois lançamentos experimentais, será feito o primeiro lançamento com um satélite brasileiro. Estando a natureza e utilidade ainda em discussão.

Esperemos portanto que a partir de 2010, o programa espacial brasileiro recupere do seu atual marasmo e da imensa perda e experiência e conhecimentos que resultou da morte de tantos técnicos e cientistas aeroespaciais na explosão do VLS, em 2003. O historial do programa espacial brasileiro não é famoso… O primeiro VLS-1 V1, explodiu no lançamento em 1997 e o mesmo aconteceu com o VLS-1 V2 em 1999 e com o VLS-1 V3, em 2003. Tudo agora parece bem encaminhado, e o Brasil pode vir a juntar-se brevemente ao restrito clube de países capazes de construir, lançar e colocar um seu satélite em órbita terrestre. Falta ainda acompanhar o rumo dos restantes BRIC… A Rússia, que continua a ser uma potencia espacial, a China que já tem uma sonda orbitando a Lua e que envia regularmente astronautas para a órbita terrestre e onde até já a Índia envia com sucesso uma sonda espacial para o nosso satélite natural… Não há planos semelhantes para o Brasil, mas se pelo menos houver um VLS robusto e seguro, talvez a um prazo de dez ou vinte anos possamos vir também a encontrar uma presença lusófona no Espaço…

Fontes:
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