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O UCAV mistério de Kandahar

O UCAV mistério de Kandahar (http://sitelife.aviationweek.com)

O UCAV mistério de Kandahar (http://sitelife.aviationweek.com)

Foi avistado num hangar da empresa norte-americana General Atomics em Kandahar (Afeganistão) um UAV sem cauda, com aspecto furtivo e propulsado a jato. O primeiro avistamento do estranho aparelho ocorreu em 2007 e agora a sua existência foi confirmada por fontes anónimas em Washington.

Parece tratar-se de um UAV com características stealth, herdadas do F-22A Raptor e o facto de ter sido visto neste hangar indica que as experiências que a General Atomic realizou no passado ao colocar num UAV Predator varias características stealth foram continuadas e incorporadas num novo aparelho construído de raiz. Este UAV stealth – segundo os mesmos rumores – seria o produto da famosa Skunk Works da Lockeed Martin, em parceria com a General Atomics.

Fonte:
Air Forces Monthly, outubro de 2009

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O “Carcará”, o UAV brasileiro e sobre a “6ª Geração” de aviões de combate

(O “Carcará”, o UAV brasileiro)

A minha posição é de que não haverá aviões de combate de 6ª geração tripulados por homens. Não, pelo menos, por pilotos que estejam dentro do cockpit. É minha convicção (porque é disto que se trata, de convicções) de que depois do expoente máximo da aviação tripulada de combate, que é atualmente o F-22 Raptor não haverá nenhum avião, do mesmo tipo, que lhe seja francamente superior. O sucessor assim, será um UCAV (“unmanned combat air vehicle“), uma espécie avião não tripulado e uma versão mais evoluída dos atuais UAV (“unmanned air vehicle“) que têm operado regularmente na maioria dos conflitos recentes.

No Brasil, a “Santos Lab” está na vanguarda do desenvolvimento de UAV com a produção e venda dos seus primeiros aparelhos à Marinha Brasileira em 2007. O UAV brasileiro tem o interessante nome de “Carcará“, um falconídeo brasileiro. O UAV tem 1,6 metros de envergadura e os primeiros 18 aparelhos foram vendidos a um preço de 108 mil euros (300 mil Reais) por cada kit de três unidades cada. O nome “Santos Lab” é uma merecida homenagem ao pioneiro brasileiro da aeronáutica Santos Dumont e possuí uma fábrica nos arredores da cidade do Rio de Janeiro.

O “Carcará” tem um custo unitário muito baixo, o que se deve aos materiais utilizados na sua construção: polipropileno expandido e resina termoplástica, materiais muito usados na indústria automóvel e que além de baratos, também tornam o avião leve, praticamente inquebrável e logo, resistente a disparos e a aterragens mais violentas, para além de muito furtivo ao radar. Como outros, o aparelho depende do equipamento de pilotagem automática importado dos EUA e de Israel, o que sucede contudo  sem afetar o preço final, já que, por exemplo,  os Bird Eye 500 da IAI (“Israel Aircraft Industries“) –  idênticos ao Carcar+a – custam perto de 386 mil euros cada unidade, ou seja, mais do triplo do preço do “Carcará”… O aparelho brasileiro consegue voar até altitudes tão altas como os 3500 metros, mas foi concebido para voar normalmente a 200 metros. O seu motor elétrico, garante uma operação silenciosa e discreta. O UAV tem uma velocidade operacional de 40 Km/h e consegue operar durante 60 a 95 minutos e tem  uma câmara móvel com zoom ou um sensor de infra-vermelhos.
Para além da Marinha Brasileira, o UAV já foi também testado pelo famoso Bope (“Batalhão de Operações Especiais”) da Polícia Militar do Rio de Janeiro para acompanhar e identificar operações de tráfico de droga nas favelas do Rio. Contudo, o primeiro pelotão de UAVs equipado com aparelhos da Santos Lab entrou em atividade no “Batalhão de Controlo Aerotático e Defesa Antiaérea” no Corpo de Fuzileiros Navais.
A existência de uma experiência brasileira em UAVs e a concretização da mesma num veículo concreto e já em uso pela FAB é importante no contexto do programa F-X2. Se a opção do momento fôr feita entre um aparelho de 4,5 geração e se (segundo algumas fontes) a proposta francesa fôr a de agregar à oferta dos Rafales F3 o estabelecimento de uma parceria com a construtora francesa Dassault para o desenvolvimento partilhado do nEUROn, entãoo Brasil poderá estar entre os principais atores dos aviões de combate de 6ª geração e, neste caso, dificilmente se poderia excluir desta equação a SantosLab… Com esta importante parceria, o Brasil poderia saltar diretamente dos aviões a turbohélice Super Tucano de 3ª geração para a 6ª geração… É claro que com o esmorecer da credibilidade da participação do Brasil, ao lado da Rússia e da Índia no desenvolvimento do avião de 5ª geração russo, o PAK-FA (ou T-50) surjem algumas dúvidas. Será que agora, que o SU-35 saiu do F-X2 , a França vai deixar cair este convite para a participação no nEUROn?
Como bem sublinhou, Gaitero, um nosso visitante habitual, as empresas que participam no consórcio nEUROn, liderados pela francesa Dassault, como a  a sueca Saab, a grega EAB, a RUAG Aeroespacial suíça e ainda a espanhola EADS CASA e a italiana Alenia, tolerariam um parceiro sul-americano? Dada a dispersão geográfica e até estratégica, já que além de países da OTAN também aqui encontramos uma empresa da sempre neutral Suíça, não seria nada de anormal encontrar aqui também a Embraer, uma das maiores construtoras aeronáuticas do mundo e com longa experiência na construção de aviões militares.
As empresas do consórcio nEUROn assinaram um contrato que as impede de desenvolveram novos caças de 4,5 geração diferentes dos atuais, de forma a concentrarem-se no amadurecimento destes (Gripen, Typhoon e Rafale) e a não desviar energias e recursos do nEUROn e depois poderem avaliar se esta tecnologia está já suficientemente amadurecida para substituir os aviões de combate tripulados. Ou seja… Nada indica que a Europa esteja interessada em desenvolver um avião de 5ª geração. A questão está em saber se o Brasil também não está (o Governo brasileiro parece estar…) e se estão dispostos a deixar entrar empresas brasileiras neste restrito clube.

Fontes:
http://www.uav.com.br/
http://www.iai.co.il/Default.aspx?docID=31794&FolderID=23048&lang=en&PageNum=4
http://www.dassault-aviation.com/en/defense/dassault-aviation-a-magazine-focusing-on-defense/neuron-programm-takes-off.html?L=1

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