Posts Tagged With: Typhoon

O Rafale e o Typhoon são os finalistas do concurso indiano M-MRCA

Eurofighter Typhoon (http://www.defencetalk.com)

Eurofighter Typhoon (http://www.defencetalk.com)

O Ministro da Defesa indiano convidou os dois finalistas do concurso indiano: o Eurofighter e o Rafale para a 4 de novembro apresentarem formalmente as suas propostas comerciais por forma a que o seu governo tome a decisão final de compra.

O vencedor será quem oferecer um preço mais baixo e receberá a encomenda de 126 “Multi-role Combat Aircraft” (M-MRCA) .

Recentemente, em Abril, a Lockheed Martin, a Boeing, a MiG e a Saab tinham sido excluídas do concurso por serem incapazes de cumprirem os requisitos técnicos indianos. Os dois sobreviventes europeus, têm agora a hipótese de vencer aquele que é nos círculos de Defesa chamado de “A Mãe de Todos os Contratos”. Ou seja, um contrato que seria muito interessante para assegurar umas centenas de postos de trabalho nas fábricas da EADS no Reino Unido, Alemanha e Itália. E crucial para assegurar a sobrevivência a prazo do Rafale, avião que ainda não conseguir assegurar um único cliente internacional.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/combat-aircraft-deal-eurofighter-dassault-rafale-shortlisted-37883/#ixzz1brxeQYGB

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A Índia coloca o Eurofighter Typhoon e o Dassault Rafale na lista de finalistas do seu concurso “Medium Multi-Role Combat Aircraft”

Dassault Rafale (http://www.aerospaceweb.org)

Dassault Rafale (http://www.aerospaceweb.org)

Aproxima-se (finalmente) o desfecho com concurso indiano “Medium Multi-Role Combat Aircraft” (MMRCA) no valor de 12 mil milhões de dólares por 126 aparelhos: em setembro, o governo vai começar a seleção final no começo de setembro. Nos finalistas ficaram o Eurofighter Typhoon e o Dassault Rafale, uma seleção que resultou das transferências de know-how e de participação industrial.

Depois da escolha entre o Typhoon e o Rafale, a Índia tomará a decisão se aumenta a encomenda de 126 para 189 (uma opção contratual que poderá ser antecipada) com o subsequente aumento para 20 mil milhões.

Fonte:
http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_channel.jsp?channel=defense&id=news/awst/2011/08/08/AW_08_08_2011_p37-355148.xml

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MMRCA: O “F-X2” indiano tem agora dois novos finalistas: Rafale e Typhoon

MiG-35: menos um no MMRC indiano (http://defense-update.com)

MiG-35: menos um no MMRC indiano (http://defense-update.com)

A Índia anunciou finalmente os finalistas do seu já longo (ainda que não tão longo como o F-X2 brasileiro…) programa “Medium Multirole Combat Aircraft” (MMRCA): o  Eurofighter Typhoon e o Dassault Rafale. O Saab Gripen foi excluído, assim como terão sido também afastados o Boeing F/A-18E/F, o Lockheed Martin F-16 e até o MiG-35 (que muitos acreditavam ser um dos favoritos a ganhar o MMRCA).

Nesta seleção além da surpreendente rejeição do avião russo (uma derrota que colocará a MiG em grandes dificuldades financeiras) surpreende igualmente o afastamento dos dois aviões norte-americanos, dada a imensa pressão diplomática e económica que os norte-americanos derramaram na Índia nos últimos anos.

A decisão final entre o Typhoon e o Rafale dependerá agora das contrapartidas comerciais e industriais e deverá ser conhecida nos próximos meses. O programa prevê a aquisição de 126 aparelhos, mas este número deverá depois ser dilatado, tornando-o no programa mundial mais importante tendo em conta as verbas envolvidas e a quantidade de aviões que estão em equação.

Fonte:
http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_generic.jsp?channel=aerospacedaily&id=news/asd/2011/04/28/02.xml

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Guerra de palavras entre Eurofighter Typhoon e Lockheed Martin F-35

Aproveitando a má imprensa do avião Lockheed Martin F-35, a Eurofighter europeia lançou uma campanha que afirma a superioridade do Typhoon sobre o F-35 em combate aéreo apontando para várias simulações que expõe a superioridade do seu aparelho se este for confrontado com um número superior de F-35s.

A campanha do Typhoon é contudo, mais reativa do que agressiva, já que surge apenas depois dos norte-americanos terem alegado que o F-35 usufruía de uma “vantagem de 6 para 1 no combate aéreo contra qualquer caça moderno”. O outro alvo dos europeus é demolir a alegação de que o F-35 seria um “caça de 5a geração” enquanto que o Typhoon seria ainda um aparelho de 4a.

A campanha da Eurofighter não aparece num momento fora de contexto já que vários países estão a reavaliar a modernização das suas forças aéreas devido às crises orçamentais que assolam a maior parte da Europa. Por exemplo, a Itália cancelou 25 Typhoons de Tranche 3B e agora a Eurofigher terá que procurar novos clientes para estes aparelhos ou simplesmente cancelar a sua fabricação.

O principal argumento da Eurofighter é de que o F-35 é uma plataforma adequada para ar-terra, mas que em ar-ar o Typhoon lhe é claramente superior.

O argumento da Lockheed é de que o “dogfight” é obsoleto e que “a manobrabilidade é irrelevante” porque hoje em dia existem mísseis capazes de atingir um adversário após voltas de 180 graus. A resposta da Eurofighter é de que o F-35 não é realmente stealth e que, logo, pode ser detetado e abatido antes de disparar os seus mísseis. Em simulações internas, a Eurofighter conseguiu que 4 Typhoons – guiados por um AWAC – derrotassem 85% das vezes um grupo de 8 F-35s.

À medida que as dificuldades orçamentais no Reino Unido, na Espanha e em Itália começam a levar à reavaliação da compra de novos Typhoon e que a Lockeed Martin aproveita esta reavaliação para propor a preços mais competitivos a sua alternativa estas guerrilhas serão cada vez mais comuns.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2010/07/27/345265/eurofighter-boasts-typhoon-reign-over-f-35.html

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No concurso indiano MMRCA, o Typhoon e o Rafale levam vantagem…

Dassault Rafale, o provável vencedor do MMRCA indiano (http://defense-update.com)

Dassault Rafale, o provável vencedor do MMRCA indiano (http://defense-update.com)

A força aérea indiana já concluiu a sua avaliação técnica dos seis aparelhos que lhe foram submetidos a concurso no âmbito do “Medium MultiRole Combat Aircraft” (MMRCA) que há de levar à aquisição de 126 aviões por 10 biliões de dólares, com a opção para mais 63.

Os seis aviões em concurso eram o Typhoon, o Rafale, o MiG-35, o Gripen E/F, o Super Hornet F/A-18 E/F e o F-16 E/F Fighting Falcon.

Segundo algumas fontes, os indianos terão classificado o Rafale e o Typhoon como seus eleitos, tendo ficado o Super Hornet como “opção marginal”. O Gripen foi considerado redundante em relação ao programa indiano Tejas. O MiG-35 e o F-16 foram rejeitados porque se baseavam em “plataformas obsoletas”.

Existe na Índia uma longa tradição de uso de aviões franceses, pelo que a opção Rafale é bem provável e poderia aumentar as possibilidades de vitória da construtora francesa no Brasil, tornando simultaneamente o Rafale de um dos aviões menos exportados do mundo num dos mais… a EADS precisa de compensar as recentes reduções de encomendas anunciadas pelos governos britânico e italiano (num total, menos 90 aparelhos!) e assim financiar com esta encomenda o desenvolvimento do Typhoon Tranche 3.

A decisão final quanto ao vencedor do MMRCA será conhecida apenas depois de 2011 com as primeiras entregas a decorrerem logo em 2012 ou 2013.

Fonte:
http://www.defence-update.net/wordpress/20100810_mmrca_shortlist_typhoon_rafale.html

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O Eurofighter Typhoon terá hipóteses de vencer o MMRCA indiano?

EADS Eurofighter Typhoon (www.military.cz)

EADS Eurofighter Typhoon (www.military.cz)

O consórcio Eurofighter está bater-se por um contrato de 10,4 biliões de dólares no concurso indiano “medium multi-role combat aircraft” (MMRCA). Um Typhoon da Luftwaffe esteve recentemente presente num espetáculo aéreo na Índia, mostrando as suas capacidades, como forma de reforçar as suas possibilidades no MMRCA, onde está presente como candidato desde 2007

Existem sinais contraditórios quanto à possibilidade de sucesso do Typhoon no MMRCA… Por um lado, os indianos parecem acreditar que o desempenho do avião está claramente acima dos requisitos, mas por outro, não parecem muito satisfeitos com o preço do caça europeu. O embaixador indiano na Itália, Arif Shahid Khan, terá dito recentemente que o Eurofighter estava a liderar o concurso. Em competição no MMRCA estão também o Rafale, o JAS 39 Super Gripen IN, o F/A-18E/F-IN Super Hornet, o F-16IL e o MiG-35 russo.

Até ao momento apenas a Áustria e a Arábia Saudita compraram Typhoons, além de Espanha, Itália, Reino Unido e Alemanha, países que fazem parte do consórcio construtor.

Um ponto essencial para a vitória do Typhoon no concurso indiano pode acabar por ser o seu motor… Com efeito, a EUROJET Turbo GmbH já admitiu estar disposta a transferir a construção dos motores do aparelho para a Índia e este poderia ser também utilizado para o caça indiano Tejas, sendo esta vantagem provavelmente tão importante como a aparente superioridade técnica do aparelho sobre os seus oponentes no MMRCA… Resta saber se estas duas grandes vantagens serão suficientes para compensar o alto preço do Typhoon, especialmente contra o Gripen e o Super Hornet.

Fonte:

http://www.defpro.com/daily/details/508/

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A Austria recebe o último dos 15 Eurofighters Typhoon

A Áustria recebeu o último dos seus 15 Eurofighters Typhoon em 24 de setembro. A entrega concretiza um negócio assinado em julho de 2003 e coloca a Austria como sendo um dos países europeus com uma das melhores forças aéreas, já que atualmente somente o F-22A e ou SU-30 conseguem bater-se com vantagem contra este interceptor europeu. No total, a aquisição destes 15 aparelhos custou mais de 2,3 biliões de dólares e implicou – para que fosse possível manter o nível inicialmente orçamentado – uma redução de 18 para 15 aparelhos. Estes Typhoon foram construídos na Alemanha, na fábruca de Manching, perto de Munique e o último Typhoon austríaco coloca a frota total de aviões deste tipo muito perto das 200 unidades, somando-se à Austria os aparelhos em operação na Alemanha, Reino Unido, Itália, Espanha e, mais recentemente, Arábia Saudita.

Os Typhoon vão ocupar as missões que eram executadas pela envelhecida frota de F-5.

Hum… Para quando a substituição dos nossos F-16 por um novo tipo de avião?…

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/09/28/332814/pictures-austria-takes-delivery-of-last-eurofighter-interceptor.html

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Estado atual do projeto F-X2: Dassault Rafale; Saab Gripen e Boeing Super Hornet

1. Introdução

A decisão de recomeçar o programa F-X2 por parte do presidente brasileiro Lula da Silva, data de janeiro de 2008. A intenção era e continua a ser a de adquirir 36 aviões de 4,5 geração para substituir os aparelhos mais idosos do inventário da Força Aérea Brasileira, como os AMX, os F-5BR e os 12 Mirage 2000.

O programa F-X2 segue-se ao F-X, de 2001 e cancelado em 2003, por dificuldades orçamentais. O orçamento inicial era de 2,2 biliões de dólares, mas havia a possibilidade latente de uma quadruplicação deste montante, de forma a adquirir até 120 aparelhos.

Este grau de grandeza era imperativo devido à literal evaporação da componente de Defesa Aérea da Força Aérea Brasileira com a retirada dos Mirage III em 2005 e a sua polémica substituição por 12 Mirage 2000 franceses em segunda mão, entregues a partir de 2006. Obviamente, tal combinação de aparelhos – com uma idade média de vinte anos – não contribuiu para a credibilidade da força aérea brasileira… A situação é tanto mais grave quanto se sabe que quase 40% dos aviões em inventário na FAB estão fora de serviço, devido à sua idade e difícil manutenção no inclemente clima tropical brasileiro. Tal situação é insustentável num continente onde o armamento chavista é cada vez mais notório, com um aliado importante na Bolívia, precisamente o principal fornecedor brasileiro de gás natural.

O hiato de qualidade entre o Brasil e os seus vizinhos é particularmente flagrante nos chamados “caças de linha”. Contra a dúzia de Mirage 2000 em segunda mão, os vizinho do país lusófono alinham aviões de 4,5 geração como os SU-30mk2 venezuelanos, os MiG-29 peruanos ou os F-16 de última geração chilenos.

2. Rafale

O concurso F-X2 decorre ainda e até outubro. À partida a vantagem continua a ser francesa. O Rafale precisa desesperadamente de ser exportado, depois dos fiascos que foram a derrota do aparelho em Marrocos, Holanda, Noruega, Arábia Saudita, Singapura, Coreia do Sul, EAU, etc, etc… A vitória no concurso brasileiro seria assim o primeiro sucesso de exportação francês e um sinal claro da competitividade do caça. Para que o Rafale triunfe no F-X2, a transferência de tecnologia é fundamental. Isto mesmo reconheceu o ministro da Defesa brasileiro Nelson Jobim: “Qualquer que seja o contrato final deve estar ligado de perto ao desenvolvimento nacional, de forma a ajudar ao avanço e à criação de uma indústria de Defesa forte”.

Quando Lula convidou Sarkozy para as comemorações do Dia da Independência e terá dito que gostaria de assinar nesse dia vários acordos de Defesa, muitos interpretaram a afirmação como um sinal da vantagem do Rafale no F-X2… Atualmente, a França é o maior fornecedor de armamento ao Brasil e essa vantagem não é de somenos, tornando o Rafale num adversário formidável.

3. O “defunto” Typhoon

No concurso, um dos concorrentes mais forte era o Typhoon da EADS… Este aparelho é hoje, a par do SU-30 russo, o único avião que conseguir opor alguma paridade ao melhor avião de combate do mundo: o F-22A Raptor, mas tem como preço unitário uns notáveis 130 milhões de dólares e isso estava muito aquém das possibilidades brasileiras.

4. O Gripen

O JAS-39 Gripen da Saab sueca tem conseguido uma série de sucessos na exportação em boa parte devido à sua disposição em transferir tecnologia, um dos pontos chaves no F-X2, como já vimos… Os Gripen são aviões muito flexíveis, sendo capazes de descolar de auto-estradas e como estes aviões suecos já operam na África do Sul com os mísseis A-Darter isso facilitaria a integração na FAB. A futura versão do Gripen, a Gripen Demo utilizará o radar Selex Galileo Vixen 500. Os seus motores F404 e F414 são de origem norte-americana e ainda que sejam de bom desempenho implicam que cada Gripen terá sempre que receber um aval de exportação dos EUA… Uma dificuldade que no passado recente impediu a exportação de CN-295 espanhóis à Venezuela e Super Tucanos brasileiros ao mesmo país sul-americano. Provavelmente, a maior fraqueza do Gripen neste concurso é o facto de ter apenas um motor. Isso preocupa os militares brasileiros que o julgam incapaz de patrulhar as extensões águas e territórios do país. Para tentar reduzir estas desvantagens o diretor de marketing da Saab anunciou recentemente que a Gripen International estava preparada para transferir para o Brasil até 50% de toda a produção futura do caça. Ou seja, futuras exportações para países terceiros viriam em metade da Suécia, metade do Brasil. A perspetiva é atraente e estará certamente a ser devidamente pesada em Brasília.

5. O Super Hornet

A proposta da Boeing é o F/A-18E/F Super Hornet, Block II. Como o Rafale é um aparelho passível de ser embarcado no porta-aviões São Paulo. Possível mas ainda que de forma incerta, já que como o Rafale poderá ser operado apenas de forma limitada a partir de um porta-aviões tão pequeno como o SP. A transferencia de tecnologia poderia também ser intensa, pela existência de um forte ramo civil da Boeing que poderia estabelecer interessantes parcerias com a Embraer. A versão Block II já demonstrou ser capaz de voar com um moderno radar AESA APG-79, um factor que não pode ser menosprezado… Contudo, o Super Hornet tem a reputação de uma pobre capacidade aerodinâmica, especialmente frente aos melhores aviões do mundo nesse campo, como o F-22 e o SU-30. É claro que o preço que ronda os 80 milhões de dólares por unidade é uma vantagem invejável, tornando mais barato que qualquer concorrente… Mas adquirir um avião que depende da autorizações do senado para cada compra ou reexportação será uma boa ideia?

Numa movimentação recente, a Boeing reforçou consideravelmente a sua proposta ao somar aos Super Hornet, um nível de detalhe único entre todos os proponentes:
28 F/A-18E Super Hornet,
8 F/A-18F Super Hornet,
76 F414-GE-400 motores: 72 instalados, 4 extra
36 AN/APG-79 AESA Radares
36 M61A2 canhões de 20mm
44 Joint Helmet Mounted Cueing Systems (JHMCS)
144 LAU-127 Lançadores
28 AIM-120C-7 Advanced Medium Range Air-to-Air Mísseis (AMRAAM)
28 AIM-9M Sidewinder short range air-air mísseis.
60 GBU-31/32 Joint Direct Attack Munitions (JDAM)
36 AGM-154 Joint Standoff Weapon (JSOW) precision glide
10 AGM-88B HARM mísseis anti-radar
36 AN/ASQ-228v2 Advanced Targeting Forward-Looking Infrared (ATFLIR) pods de vigilância
36 AN/ALR-67v3 Radar Warning Receivers
36 of BAE’s AN/ALQ-214 Radio Frequency Countermeasures systems
40 of BAE’s AN/ALE-47 Electronic Warfare Countermeasures systems
112 AN/ALE-50 Towed Decoys

Fonte:
http://www.defenseindustrydaily.com/brazil-embarking-upon-f-x2-fighter-program-04179/?utm_campaign=newsletter&utm_source=did&utm_medium=textlink#more-4179

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O Reino Unido não vai ter mais do 184 Eurofighter Typhoon: Menos 47 que o inicialmente previsto


(O Eurofighter Typhoon RAF no Leuchars Airshow de 2009)

O governo britânico declarou recentemente que não se sentia obrigado a adquirir mais aviões Eurofighter Typhoon. Esta notícia surge num contexto em que o Reino Unido está muito aquém dos 232 aparelhos que segundo o memorando de entendimento assinado entre o Reino Unido, a Itália, a Espanha e a Alemanha, se comprometeu a comprar.

Com efeito, a recente decisão de adquirir 40 Typhoons de “Tranche 3A” faz com que o Reino Unido ficará apenas com 184 aviões deste tipo, e destes, 24 foram vendidos à Arábia Saudita num polémico contrato de exportação envolto em suspeitas de corrupção.

O problema para o Typhoon é ainda mais grave do que a contenção britânica, já que todos os outros parceiros do programa cortaram as suas encomendas. De facto, todos, junto, ficaram-se apenas por 107 aparelhos de Tranche 3.

As entregas do Typhoon de Tranche 3 irão começar em 2013. Estando atualmente a ser entregues aviões da Tranche 2, entregues à RAF britânica e aos Sauditas.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/08/19/331233/uk-has-no-obligation-to-meet-232-aircraft-typhoon.html

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A Arábia Saudita começa a receber os primeiros Eurofighter Typhoon

Eurofighter Typhoon em http://www.airplane-pictures.net

Eurofighter Typhoon em http://www.airplane-pictures.net

A Arábia Saudita recebeu os dois primeiros dos 72 Eurofighter Typhoons Tranche 2. Os dois aviões pertenciam originalmente a um lote de 24 aparelhos que deveriam ter sido entregues à RAF. A RAF – apesar de sobrecarregada no Afeganistão – foi assim sacrificada num acordo celebrado entre os governos britânicos e sauditas e viu assim os seus Typhoon voarem – literalmente – para Ryad.

A estes Typhoons construídos no Reino Unido seguir-se-ão 48 montados localmente a partir de kits construídos no Reino Unido, nas fábricas da BAE. Essa montagem terá lugar nas instalações da empresa saudita “Alsalam Aircraft” em Riyadh.

Assim prossegue aquele que é ainda o mais importante contrato de exportação do Eurofighter e que desde cedo esteve envolvido em grande polémica com sucessivas suspeitas de corrupção. Contudo, o contrato assegura a manutenção da superioridade aérea com os seus turbulentos vizinhos e aumenta a independência do reino saudita para com uma elevada dependência do equipamento norte-americano.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/06/29/328963/pictures-saudi-arabias-first-eurofighter-typhoons-head-for-middle.html

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A Itália começa a receber Eurofighters de Tranche 3

//www.aerospaceweb.org)

(Eurofighter Typhoon in http://www.aerospaceweb.org)

A empresa italiana Alenia entregou o primeiro Eurofighter de Tranche 3 à força aérea italiana em 14 de novembro de 2008. Este é o primeiro de 47 Typhoons construído naquele que é o mais avançado padrão do aparelho da atualidade. Todos os Tranche 3 deverão ser entregues à força aérea italiana até 2013.

A produção de aviões de Tranche 2 continua, contudo, até que se alcance o objetivo de produzir 323 Typhoons, entre os quais os 72 para o maior cliente externo do aparelho, a Arábia Saudita.

A Tranche 3 consolida a posição como um dos melhores aviões europeus de sempre e como um dos três melhores aviões de combate aéreo da atualidade, juntamente com o Sukhoi SU-33 russo e o F-22A Raptor, o líder incontestado do grupo. Super Hornet, Rafale e Gripen surgem logo atrás, mas oferecendo menos especialização e custos inferiores.

Fonte:

Air Forces Monthly, janeiro de 2009

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Foi entregue o primeiro Typhoon FGR4 de Tranche 2 à RAF

O primeiro avião Typhoon FGR4 de Tranche 2, um avião Block 8 será entregue na base aérea da RAF (forca aérea britânica) de Coningsby até final do corrente ano. Este Typhoon de Tranche 2 está equipado com um novo computador de missão, aviónica atualizada e novas versões de Software. E há planos para atualizar para este padrão todos os Tranche 1 atualmente operacionais na RAF.

Os Typhoon britânicos de Tranche 1 estão agora presentes num destacamento temporário na Islândia para fazer frente a uma multiplicação dos voos de reconhecimento de Tu 95 e Tu 160 russos.

Fonte:
Air Forces Monthly, Novembro de 2008

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O programa F-X2 do Brasil (atualização): Rafale, Typhoon, Gripen, Super Hornet ou Sukhoi SU-35?

(Rafale F2 operando num Porta-aviões da US Navy)

O programa F-X2 foi inicializado em Janeiro de 2008, a partir das cinzas do defunto F-X abandonado em 2004 por dificuldades orçamentais. O objetivo é agora o de adquirir 36 aviões de 4ª ou 4,5ª geração capazes de – a prazo – substituirem uma série de aparelhos atualmente em utilização na força aérea brasileira.

O cancelamento do F-X teve custos quase imediatos, já que a desativação dos velhos Mirage III BR em 2005 levou à necessidade da compra urgente de 12 antigos Mirage 2000C franceses de forma a não deixar a FAB sem aviões interceptores. Mas esta solução intermédia não resolve verdadeiramente nada. Existem indicações (ver AQUI) de que 37% dos 719 aviões da FAB estão permanentemente no solo devido ao envelhecimento da frota. E isto num contexto em que várias forças aéreas da região se estão a modernizar, como sucede no Chile e especialmente na Venezuela, onde os novos Sukhoi russos vieram introduzir um factor novo no equilíbrio regional. Este desiquilíbro forçou o governo Lula a aumentar o orçamento de Defesa dos 3,5 biliões de dólares de 2007 para 5,65 biliões, um valor que será agora repartido pelas três armas, cabendo ao F-X2 um segmento importante desta verba. De facto, esta verba que parece impressionante à primeira vista é apenas uma tentativa de recuperar o domínio tecnológico que o país teve durante as décadas de setenta e oitenta quando produzia e desenvolvida localmente MBTs (o saudoso Osório), mísseis e lançadores (como o Astros II) e aviões de combate sofisticados como o Tucano ou o AMX. Todo esse balanço se perdeu quase inteiramente na última década e se o Tucano evoluiu para o Super Tucano, este foi infelizmente apenas um feito isolado…

Não deixa de ser paradoxal, que a FAB tenha nalgumas classes dos mais modernos e eficientes aparelhos do mundo (AMX e Super Tucano no ataque ao solo e aviões AWACs baseados no EMB-145), mas que depois, no que concerne à intercepção e defesa aérea tenha como “ponta de lança” os já vetustos Mirage 2000C ex-franceses… Um desiquílibrio que resulta do cancelamento do F-X1 em 2004. Com efeito, até recentemente (2005) o seu caça primário de defesa aéreo era ainda o Mirage IIIBR que serviram na FAB durante mais de três décadas e atualmente para contrapôr às mais recentes aquisições venezuelanas de aparelhos Sukhoi Su-30MKV e F-16 pelo Chile, o Brasil tem apenas 12 Mirage 2000C ex-franceses.

O aumento em 50% do orçamento de Defesa brasileiro já estava a ser antecipado pelo investimento em diversas áreas da indústria de Defesa… Pela parceria com a África do Sul para desenvolver o míssil de curto alcance e de 5ª geração A-Darter.

Atualmente, a competição pela vitória no F-X2 decorre entre o Rafale da francesa Dassault, o Typhoon da EADS, o JAS-39 Gripen da Saab e o Su-35 da Sukhoi, uma lista à qual se juntou recentemente o F/A-18E/F Block II Super Hornet da Boeing. Os rumores deixados no ar pelo ministro da Defesa brasileiro Nelson Jobin recentemente dão crédito aqueles que (como eu) suspeitam que o vencedor será o Rafale. O PT parece também inclinado a favorecer os franceses da Dassault, já que segundo o jornal “O Estado de São Paulo” José Genoíno teria declarado que “a França sempre foi um parceiro melhor. No que respeita à Rússia, todos conhecem as dificuldades e não sabemos o que vai acontecer daqui a dez anos de forma a que possamos garantir as nossas peças de substituição. Os Estados Unidos, tradicionalmente, não transferem tecnologia… Só temos que procurar o preço mais baixo com a maior transferência de tecnologia possível.” Genoíno colocou aqui de facto, o dedo na ferida… O essencial para defender os interesses do Brasil, reforçar a já muito dinâmica industria aeronáutica brasileira é garantir uma adequada transferência de tecnologia.

A França está também numa posição negocial frágil. As suas tentativas para exportar o Rafale para Marrocos, Holanda, Noruega, Arábia Saudita, Singapura, África do Sul, EAU, etc têm sido todos frustados, perdendo concurso atrás de concurso, pelas mais diversas razões.

O Typhoon poderá apresentar também algumas dificuldades no que concerne ao requisito de transferência de tecnologia, mas o maior obstáculo é, de longe, o elevado custo unitário de cada aparelho: 130 milhões de dólares cada, muito longe dos 2,2 biliões disponíveis para 36 caças (61 milhões é o limite disponível por cada aparelho). O Typhoon garantiria uma grande vantagem no que respeita a superioridade aérea, mas o preço elevado afasta o Typhoon dos favoritos do F-X2…

O JAS-39 Gripen da sueca Saab tem oferecido aos seus clientes boas contrapartidas industriais e o “Gripen NG” antecipado pelo demonstrador “Gripen Demo”. O facto de se tratar de uma excelente solução tecnológica, robusta e acessível tem seduzido muitos no Brasil, especialmente entre os nossos mais frequentes comentadores. Contudo, mesmo o Demo/NG continua a oferecer um avião pouco adequado para países continentais e o recurso ao motor norte-americano F414 expõe o aparelho às autorizações de exportação dos EUA, o que pode condicionar o fabrico local da turbina e até eventuais futuras re-exportações de Gripen fabricados localmente.

O Dassault Rafale é a escolha preferida por muitos, contando aqui o próprio redactor do Quintus, admito… Sem me alongar muito na defesa do Rafale, gostaria de listar o facto de ser o único concorrente capaz de operar em porta-aviões, e que o único NAE brasileiro o ex-Foch São Paulo está em estaleiro, substituindo o eixo, e logo é um navio que estará operacional ainda mais alguns anos… E que os A4 já não são um vector adequado para o século XXI… O facto de o Brasil ser um utilizador satisfeito dos Mirage III e dos 2000 (que hoje são a ponta de lança da FAB) aponta também o Rafale como favorito, assim como a disponibilidade francesa para transferir tecnologia (motivada pelo desespero de não haver ainda exportações do aparelho). De facto, a maior fragilidade do Rafale é a relativa raridade de armas integradas, algo que contudo pode ser ultrapassado com relativa facilidade pela via do estabelecimento de parcerias com outros fabricantes-

A opção russa está corporizada no Sukhoi SU-35. Em termos tecnológicos, é provavelmente a opção mais interessante e os russos, prometem transferir tecnologia, ainda que recentemente tenham surgido ecos de alguma reserva neste domínio… A opção pelo SU-35 tornaria o Brasil como a FA com melhores aviões na região, muito superiores aos F-16 chilenos e até aos SU-30 venezuelanos, dando uma vantagem que, de facto, a FAB nunca teve… O preço é excelente, mas o suporte pós-venda e em peças tem uma péssima reputação, a que a FAV venezuelana tem dado aliás amplo eco.

A opção norte-americana está agora reduzida ao F/A-18E/F Super Hornet, Block II da Boeing. Este é, além do Rafale, o único que pode também operar a partir de um porta-aviões como o São Paulo (teoricamente). Em termos de contrapartidas, a Boeing poderá estabelecer algum tipo de transferência de tecnologia civil para a Embraer, compensando assim o tradicional secretismo dos EUA no que respeita a transferências de know-how militar (uma vantagem que compartilha com a EADS/Airbus do Typhoon, aliás). O preço do Super Hornet é interessante, assim como o seu pacote tecnológico, pelo que a opção tem colhido alguns bons ecos entre muitos interessados pelo F-X2. Mas o avião é tido como inferior em manobrabilidade e o preço continua a ser superior ao do SU-35 e do Gripen, mas muito inferior ao do Typhoon.

Uma adição interessante a esta questão foi introduzida aqui pelos comentadores Gaitero e Nosle: Aparentemente, para responder à generosa oferta russa de participação no seu caça de 5ª geração PAK-FA + SU-35, a França estaria a oferecer ao Brasil um pacote de Rafales F3 + UCAV. Estes UCAV são tidos por muitos como o verdadeiro futuro da aeronáutica militar de combate, como a tal 6ª geração de aparelhos que irá tomar o lugar do F-22 Raptor da USAF, do T-50 russo-indiano e dos aparelhos idênticos em desenvolvimento na China e no Japão. Seria uma opção muito interessante e inédita… Mas a tese de que os UCAV poderão ser efetivamente a dita “6ª geração” de aviões de guerra ainda está por provar no terreno…

Fontes:
http://www.defenseindustrydaily.com/brazil-embarking-upon-f-x2-fighter-program-04179/#more-4179?camp=newsletter&src=did&type=textlink
http://militaryzone.home.sapo.pt/osorio-file.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dassault-Breguet_Mirage_2000
http://www.areamilitar.net/DIRECTORIO/TER.aspx?nn=23&p=15
http://en.wikipedia.org/wiki/Embraer_EMB_312_Tucano
http://www.combataircraft.com/aircraft/famx.aspx
http://defesabr.com/blog/index.php/02/09/2008/brasil-pode-fechar-su-35-com-pak-fa/

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