Posts Tagged With: Turquia

A Turquia vai adquirir 100 F-35 por 16 mil milhões de dólares

A Turquia tenciona adquirir 100 aparelhos F-35 com um custo total que ascende aos 16 mil milhões de dólares. Isto mesmo foi recentemente admitido pelo Ministro otomano da Defesa Ismet Yilmaz que acrescentou que os dois primeiros aparelhos devem ser entregues já em 2015.

Estes F-35 vão substituir os 100 aviões F-4 e F-16 da Força Aérea turca e representa um inédito esforço otomano: todos os países que estão a adotar novos aparelhos (como o F-35) estão a planear uma redução numérica em relação aos aparelhos que vêm substituir. Especialmente em se tratando de um aparelho que custa mais de cem milhões de dólares por unidade… A decisão turca é assim inusitada e exprime uma disponibilidade de recursos que não está ao alcance de nenhum dos seus rivais regionais (Síria, Grécia ou Irão) e que exprime bem o atual vigor económico deste país muçulmano.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Turkey_plans_to_buy_100_US_F-35_fighters_report_999.html

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Turquia: Elevado crescimento do PIB e elevado desemprego e lá se vai o modelo

Um relatório recente da OCDE reportou que apesar de um crescimento do PIB de 11% na Turquia o desemprego juvenil em 2009 ascendia a 25.3% (mais 5% que em 2008), que o desemprego de longa duração ascendia a 25.3% e que o desemprego global era de 14.3% em 2009, quase mais 5% do que ano anterior.

Ou seja, o mito que os “economistas residentes da praça mediática” nos querem vender, de que assim (nunca…) que o crescimento da economia portuguesa for maior do que 5% o desemprego começa a cair não é confirmado pelo exemplo turco, onde esse dígito ultrapassa o duplo dígito e irá tornar até 2023 esse país asiático com pretensões a entrar na UE a 10a economia mundial, mas onde o desemprego crónico é elevadíssimo e o desemprego global é até mais elevado que em Portugal! A “solução” para o problema número um das economias não pode ser apenas altos níveis de crescimento, tem que partir também de outros níveis, como a re-localização das economias mercê da instauração de corajosos sistemas de correção dos múltiplos dumpings (humano, laboral, ambiental, etc) que a China impõe ao resto do globo sem esquecer o estabelecimento de formas de facilitação (fim dos subsídios agrícolas) que permitam à América do Sul (Brasil, sobretudo) e à África Subsahariana assumir o seu devido papel de “celeiro do mundo”.

Fonte:
Today’s Zaman, 8 julho 2010

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 13 comentários

Jacaranda, paragem Belek ou Pequena crónica de uma minúscula viagem à Turquia (Belek)


(Fotografia da metade “russa” do hotel)

A viagem a Belek é feita geralmente por voos charter de companhias turcas que utilizam aviões relativamente modernos e confortáveis da construtura norte-americana Boeing. Uma diferença notável, por exemplo, em relação à Croácia, onde os McDouglas MD500 (em 3a ou 4a) mão são ainda utilizados.

O hotel de destino era o Jacaranda Hotel Beach, supostamente em Belek, mas de facto situado noutro local, como depois se viria a confirmar, e apesar da indicação do agente de viagens e para grande confusão logística… Aliás, supostamente o Hotel seria o tal Jacaranda (sem acento), mas a total ignorância de todos os motoristas de táxi e autocarro em relação ao dito hotel provou que este de facto “não existia”, sendo de facto um espaço no interior do Hotel Justiniano, mas ocupado em mais de 80% por alemães e membros de outros países europeus, enquanto que no Justiniano (com quartos enquanto que no Jacaranda a disposição era por bungallows) a ocupacao era quase total de russos. Aparentemente, as duas nacionalidades não se entendem. Vá lá saber-se porquê…

O hotel é moderno, tendo sido construído em 1994 e sofrido uma grande remodelação em 2010. O pessoal é simpático e eficaz, sendo contudo, raros aqueles que falam outra língua estrangeira além do alemão (país que tem hoje quase 30 milhões de emigrantes turcos) e que constituí hoje 80% de todo o turismo na Turquia sendo seguido com perto de 10% de turismo russo, com a particularidade de que estes últimos não gostam de se misturar nem com alemães (nao sendo raras as refregas quando o álcool se cruza com a proximidade) e com a estranha particularidade de se verem muitos cartazes dedicados a russos escritos exclusivamente em cirílico, agencias de turismo locais só para russos e inclusivamente hotéis inteiros (vedados) apenas para hóspedes russos.

A única grande cidade visitada, Antalya, recolhe o nome do seu fundador Atalo I, o rei de Pergamo que é hoje homenageado na praça principal da cidade, tem mais de 770 mil habitantes e é uma das seis grandes cidades da Turquia. Claramente, recebeu uma série de melhoramentos urbanos nos últimos anos, com a construção de uma linha de elétricos rápidos, renovacoes na via e nos passeios pedonais e jardins públicos. Muito limpa, especialmente para os padroes árabes (a Turquia não é um país árabe), a cidade é um testemunho da atmosfera de otimismo que se vive na Turquia com os seus notáveis 11% de crescimento do PIB mas com uns contraditórios 25% de desemprego que é bem visivel nas ruas da Antalya, com os cafés cheios de homens em idade laboral em plena tarde ou homens sózinhos deabulando pelo centro da cidade.

Em toda esta grande cidade turca são raros os vestígios de Portugal, algo compreensível já que somente durante a nossa presença no Índico é que houves contactos intensos com os turcos e nesse contexto quase sempre de inimizade e conflitos militares… Assim e à parte de uma agência do Banco Millenium e de duas t-shirsts de Cristiano Ronaldo, de Portugal, nem um traço… o mesmo não se pode contudo dizer do Brasil, já que é comum encontrar jovens turcos vestidos com padrões da bandeira brasileira.

O hotel Jacaranda Beach Hotel está situado junto a uma praia privativa, com boa areia e excelentes condições. Em termos estritamente hoteleiros, é um merecido hotel de 5 estrelas, idêntico a qualquer outro hotel da mesma classe situado em qualquer outro país do mundo. O serviço tem uma qualidade compatível com a classificação, assim como as instalações e a simpatia do pessoal. O maior problema é mesmo um fraco (ou mesmo nulo) domínio da língua inglesa, já que a esmagadora maioria dos turistas que o visitam são alemães ou russos.

O maior problema do Jacaranda é o… desconhecimento de todos os motoristas de autocarro e de táxi quanto à sua existência. Como o hotel se situa longe de tudo, de qualquer loja ou povoação é preciso ou apanhar um táxi ou um autobus para sair dele ou… andar a pé durante 3 km até à pequena povoacao turística de Kadrye. E cuidado com as saídas do Jacaranda… Como a recepção não tem mapas (incompreensível num hotel de 5 estrelas) e como o título do hotel é “Jacaranda Beach Hotel – Belek” pode ficar a impressão errada de que o hotel é em Belek… Nada disso, fica a 12 km do centro de Belek e a 3 km (ou uma hora a pé) de Kadrye, a cidade mais perto deste e dos outros hotéis que o rodeiam de ambos os lados. A título de exemplo, fica a minha experiência: quando tentei regressar ao hotel, depois de ter ido a Antalya de autocarro, deixaram-me em Belek, a 12 km de distância… felizmente, tinha observado que o Jacaranda ficava mesmo ao lado do Altis, bem mais conhecido, e assim foi possível a um segurança de um hotel em Belek (que falava um inglês gutural) indicar-me num papel que estava a 12 km e apontar-me um taxi que – para nao variar me ludribriou na tarifa – e regressar enfim ao hotel. Porque este desconhecimento? Não é certo, mas parece que o Jacaranda é uma espécie de spin-off do hotel Justiniano criada a partir da sua zona de bungallows e para turistas europeus (sobretudo alemães) enquanto que os quartos “convencionais” do Justiniano ficavam reservados para os hóspedes russos, mais belicosos e particularmente inasmitosos para com os turistas alemães. Aliás, a divisão estendeu-se até à praia, onde um segurança barra a passagem da “praia russa” para a “praia alemã/europeia)…

A visita a Antalya não foi isenta de percalços… optando por ir de autocarro, cedo foi possível observar que não havia empresas públicas de transportes na região, mas apenas multiplas pequenas empresas de transporte de passageiros em que o motorista era o próprio proprietário, empregando depois um homem em cada grande paragem ou paragem terminal para reunir passageiros e – tentar – desviá-los da concorrência. Não parecem empresas “piratas” (como sucede frequentemente em África) já que todos andam com fotocópias de folhas a4 cheias de carimbos e assinaturas que mostram quando alguém questiona a sua legalidade (o que acontece frequentemente). De qualquer forma, todos desviam clientes uns dos outros, por regra, por exemplo, se perto de Kadriye um motorista vir um turista esperando o autocarro para Antalya, pára e diz-lhe que tal autocarro não passa ali, mas que tem que entrar no seu autocarro, que depois em Kadryie passará um autocarro para Antalya, ganhando assim 3 euros (de Jacaranda a Kadrye) que são efetivamente desnecessários, ja que há de facto ligação e que esta custa (ida) 5 euros… Nos autocarros ninguém nos dá bilhete e a viagem ou é paga no interior do veículo por “revisores” não identificados ou é paga no término. É também frequente que estes autocarros interrompam os seus percursos para reabastecerem de gasolina, algo impensável na maioria dos países europeus… Um conselho: ao sair do hotel arrancar a pulseira e não exibir nada que dê a entender o nosso estatuto de turistas, andando idealmente apenas de mãos livres, de forma a não ser incomodado por comerciantes mais agressivos (na Turquia existe crime, especialmente nas grandes cidades, mas em muito baixa intensidade).

Enquanto país em si, a Turquia é bastante diferente de qualquer país europeu. Embora muitos de nós nos queixemos de encontrar raro policiamento a pé em Portugal, na Turquia este simplesmente não existe, nem mesmo nas grandes cidades e o policiamento por automóvel e mota é apenas um pouco menos raro. De facto, apenas à porta de alguns edifícios governamentais é possível encontrar polícias, por sinal muito amistosos, deixando-se fotografar juntamente com turistas mas falando apenas um alemão muito mau…

Tal ausência de forças da autoridade pode explicar o facto de ninguém andar com cinto de segurança e de ser comum encontrar carrinhas e camionetas de caixa aberta cheias de trabalhadores viajando soltos ou agarrados à carroceria. A ASAE também não tem aqui jurisdição… vende-se carne shoarma na rua, assim como bolos em forma de anéis muito apreciados pelos turcos. Nas ruas vêm-se muitos homens conversando sob qualquer sombra, tomando chá de menta ou de maçã em pequenos grupos ou simplesmente deabulando sozinhos na rua, procurando-se sabe-se lá o quê… talvez emprego, já que o desemprego na Turquia é superior a 25%. É comum encontrar engraxadores (homens e mulheres) com as suas exóticas caixas metálicas em degrau e plenas de latas de diversas cores de graxa. Pedintes? Formalmente, não os há, mas encontramos algumas pessoas que levam consigo uma balança de chão onde pesam transeuntes que depois lhes dão em troca do serviço uma ou duas moedas. No único aquartelamento militar que encontrei observava-se um militar, com farda de combate e g-3 espreitando pela fresta da guarita, recordando que a Turquia trava uma guerra interna contra os 4 mil guerrilheiros do PKK que defendem a independencia do Curdistão da Turquia. As mulheres casadas andam de véu, mas nunca de burka e as raparigas solteiras vestem-se como qualquer ocidental, havendo também algumas mulheres maduras sem trajes muçulmanos, provavelmente cristãs. Existe na Turquia uma espécie de campanha política permanente, com cartazes políticos colados em cada cruzamento e infinitas bandeiras nacionais em praticamente todo o lado. Os políticos, curiosamente, fazem-se fotografar sempre na mesma postura, de mao direita levantada e olhando para cima, imitando uma fotografia clássica do fundador da Turquia moderna, Ataturk.

Um pouco por todo o lado vêm-se obras públicas recentes, como um novíssimo (e incompleto) elétrico rápido em Antalya, novas estradas, novos jardins e arruamentos urbanos e novas construções e monumentos públicos. Contudo, o parque automóvel é consideravelmente idoso, havendo alguns carros de marcas turcas. É também relativamente comum encontrar altifalantes nos campos agricolas, junto às numerosas estufas para que os grandes grupos de trabalhadores rurais possam seguir a oração que o muezzin (ou uma gravação) canta a partir da altaneira torre da mesquita mais próxima.

É possível levantar euros ou liras turcas nos Bancos das grandes cidades nas caixas automáticas com o símbolo “visa eletron” ou em cambistas com máquinas de visa. Atenção que estes últimos aparecem também identificados como “bank automat”, ainda que de facto não sejam “automáticos” coisa nenhuma… saiba-se também que não é necessário levantar liras turcas, porque em todo o lado se aceitam pagamentos em euros, ainda que a um câmbio pouco favorável e até algo artificioso.

Alguns preços de referência:
tabaco 2 a 4 euros
taxi de Jacaranda a Kadrye 15 liras
taxi de Belek a Jacaranda 28 liras
autobus de Jacaranda a Kadrye 3 euros
autobus de Kadrye a Antalya 5 euros

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A China e a Turquia discutem por causa da repressão no Turquestão (Xinjiang)

Repressão chinesa na Capital do Turquestão (http://graphics8.nytimes.com)

Repressão chinesa na Capital do Turquestão (http://graphics8.nytimes.com)

A China – esse conhecido campeão dos Direitos Humanos – exige que a Turquia, ou melhor que o seu Primeiro Ministro, Erdogan retire a sua denúncia do Genocídio que o regime colonial de Pequim está a executar sobre a população de língua turca do Turquestão Oriental (Xinjiang, na terminologia chinesa).

Há milhares de uigures desaparecidos e perto de dez mil detidos em prisões chinesas, segundo denunciam grupos de resistência uigures. Foi esta situação que levou Erdogan a falar destes acontecimentos desta forma: “posto em termos simples, um genocídio. Não faz sentido nenhum interpretá-lo de outra maneira”. Isto irritou os chineses – sempre muito sensíveis nestas questões, mas muito displicentes quanto às suas causas – e fez com que o Governo de Pequim fizesse publicar no jornal um “editorial” (na China nada se publica sem passar antes pela censura do Partido) onde se exige que Erdogan “se retracte” de algo que “constitui uma interferência nos assuntos internos da China” (outro chavão usado recorrentemente para o outro país que a China invadiu em 1949: o Tibete).

A China reconhece atualmente 184 mortos em consequência destes “distúrbios raciais”, mas alega que a maioria são colonos Han, oriundos da China do sul… A resistência Uigur fala pelo contrário de pelo menos 400 mortos, todos uigures…

Não esqueçamos contudo que o registo otomano no que respeita a Direitos Humanos está longe de ser exemplar com o negro (e nunca reconhecido) genocídio arménio e o massacre e opressão de muitos milhões de curdos, bem no interior da Turquia. De facto, é como se um genocida se queixasse a outro genocida. Mas é precisamente isto que torna esta história mais interessante… A memória dos Estados é aparentemente muita curta e, seletiva, parece-me…

Ps.: o Genocídio Arménio e a continuada repressão contra os Curdos são as duas razoes fundamentais que me levam a opor-me contra a entrada da Turquia na União Europeia.

Fonte:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1391682

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