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Garcia Leandro: memória de uma conversa sobre Timor Leste

Garcia Leandro (http://idp.somosportugueses.com)

Garcia Leandro (idp.somosportugueses.com)

Num encontro recente da organização da PASC: Plataforma Activa da Sociedade Civil contava-me que em 1975 estava em Timor, numa fragata ao largo de Díli recebeu uma delegação de Liurai (chefes tradicionais) onde estes perante a iminência da invasão Indonésia lhe perguntaram: “Portugal, não nos vai abandonar, pois não?”

Portugal haveria de os abandonar. Garcia Leandro lembra-se ainda de dois navios fretados para embarcar o máximo de pessoal português daquela que sempre fora a “colónia mais abandonada” do Império e da desilusão que sentiu quando o Conselho da Revolução recusou fretar um terceiro navio e da discussão que teve em Lisboa com o conselheiros a propósito da fuga desordenada, inglória e vergonhosa de Timor à medida que o território se preparava para mergulhar em três décadas de repressão e colonização javanesa.

Um detalhe otimista nas suas histórias: nascida em Timor-Leste, durante a sua comissão de serviço, a filha do general (então apenas major) teria votado no referendo pela independência e assim, desta forma indireta, o general acabaria por dar a sua ajuda na libertação timorense do jugo indonésio…

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O chefe das Forças Armadas de Timor-Leste, general Lere Anan Timur, dizer que Timor deve a Portugal “a transformação de uma guerrilha num exército regular”

Não há dúvidas de que Portugal não esteve à altura do que era exigido de si quando retirou de Timor e deixou o povo irmão de Timor à mercê dos invasores javaneses. Mas quando na década de 90 o país inteiro se juntou na defesa inequívoca da causa timorense, Portugal redimiu-se dessa retirada vergonhosa em 1975.

Resulta assim particularmente honroso ouvir o chefe das Forças Armadas de Timor-Leste, general Lere Anan Timur, dizer que Timor deve a Portugal “a transformação de uma guerrilha num exército regular” acrescentando que “foram eles os primeiros a treinar e a instruir os que vieram do mato para  se tornarem numa força regular ou numa força profissional”. A declaração foi produzida no contexto da visita do chefe de Estado-Maior do Exército português, general Pinto Ramalho, um sinal de que a  cooperação técnico-militar entre Portugal e Timor está de boa saúde e recomenda-se, apesar da influência do vizinho australiano e das atuais dificuldades orçamentais portuguesas.

Timor é um país irmão, com o qual Portugal tem uma ligação emocional muito forte e que apesar da distancia, dos atuais problemas financeiros e da presença intimidante de duas grandes potencias regionais (a Indonésia e a Austrália) tem todo o interesse em continuar a manter ligações estreitas com os países da CPLP. Nação pequena, encastrada entre grandes potencias e com um recurso marítimo valioso (o petróleo do Mar de Timor), o país tem todo o interesse em manter uma rede alargada e distante de alianças diplomáticas e militares que assegurem a sua Defesa, de uma forma que os meios militares locais nunca poderão garantir.

Fonte:
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=8317ED76-E89B-4953-9B61-E8387D229BDC&channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021

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Personalidade Lusófona de 2010: D. Ximenes Belo

Academia de Ciências de Lisboa

Apresentação pelo Professor Adriano Moreira

Introdução por Renato Epifânio e

Discurso de D. Carlos Ximenes Belo

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MIL: Fotografias de mais uma entrega de livros para Timor (Associação de Amigos da Diocese de Baucau)

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João Jardim: Lembra-se? “Nem um tostão para Timor!”

A solidariedade a propósito da tragédia na Madeira criou uma natural e compreensível amnésia na sociedade portuguesa. Muitos de nós preferiram esquecer a boçalidade, os dislates e os insultos de Jardim a Portugal e à República. Mas passada a primeira hora, importa recordar de que tipo de personagem estamos a falar e o quanto ela tem prejudicado a Madeira e os madeirenses, aparentando – superficialmente – favorecê-la.

Lembremo-nos de que em 1999, João Jardim clamou: “Nem um tostão para Timor!” Agora, em 2010, não teve qualquer pudor em reclamar do continente que dez anos antes quisera negar aos timorenses, povo que sempre soube manter a língua portuguesa mesmo nos momentos de maior repressão e genocídio durante a ocupação indonésia.

Por isso, quando Timor decidiu enviar 750 mil dólares dos seus próprios fundos para enfrentar emergências para auxiliar a mesma Madeira liderada pelo energúmeno “nem mais um tostão para a Madeira” mostrou por aquela que é sempre a via mais expressiva: a do exemplo, especialmente eloquente quando temos em Timor um dos países mais pobres do mundo e na Madeira uma das regiões mais ricas da Europa.

Bem Haja, Timor!

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O MIL enviou hoje a primeira remessa de livros para Timor-Leste

O MIL enviou hoje a primeira remessa de livros para Timor-Leste. Em breve faremos um apelo público para uma nova recolha de livros. A todos aqueles que colaboraram com esta iniciativa do MIL – como, nomeadamente, a Paula Viotti – os nossos maiores agradecimentos.

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Uma expedição australiana e timorense descobre uma das zonas mais ricas em biodiversidade do mundo ao largo de Timor

Um grupo de investigadores australianos e timorenses a bordo do navio oceanográfico “Timor Tiger” encontrou aquela que é uma das maiores concentrações de baleias e golfinhos jamais registadas. Num único dia, os investigadores descobriram mais de mil animais numa área com não mais do que 50 km de extensão.

O navio “Timor Tiger”, é um navio tradicional timorense com 20 metros de comprimento especialmente adaptado para as atividades oceanográficas. E é o único navio registado em Timor deste tipo.

A expedição confirmou a importância das aguas de Timor como região de passagem de espécies marinhas, entre os oceanos Indico e Pacifico. A coordenação da expedição foi feita pelo “Instituto australiano para a Ciência Marinha” e recebeu o financiamento do ministério timorense da Agricultura e Pescas.

A região pode revelar-se muito importante para a promoção do turismo em Timor, um dos sectores económicos que parecia mais promissor até há pouco tempo e onde menos se fez… A descoberta poderá também atrair a atividade de baleeiros japoneses ou de frotas de pesca industrial chinesas ou indonésias, já que a marinha timorense é pouco mais que simbólica e incapaz de qualquer patrulhamento regular nas suas relativamente extensas águas territoriais.

É uma boa notícia para o pobre Timor e mais uma promessa para o seu desenvolvimento social e económico futuro. Contudo, reflecte de novo (como na recente noticia sobre a descoberta da floresta virgem do Monte Mabu, em Moçambique) onde foi igualmente gritante a ausência de qualquer universidade portuguesa agindo instituições lusófonas locais… Aliás, neste caso, Celestino Barreto de Cunha, diretor das Pescas no Ministério das Agricultura e Pescas afirmou: “Estamos comprometidos em garantir a protecção desta biodiversidade marinha e vamos continuar a procurar aconselhamento científico da Austrália sobre o desenvolvimento sustentável da indústria do ecoturismo”, deixando bem claro que ainda que Portugal seja o maior contribuinte em Cooperação para o jovem Estado, as prioridades do atual governo de Xanana Gusmão se encontram bem mais perto do país da sua esposa do que em qualquer eixo lusófono. O episódio é também mais uma prova da ausência de qualquer política e de recursos para a cooperação cientifica entre universidades portuguesas e entidades lusófonas similares, algo que muito tem a ver com o sistemático estrangulamento financeiro das universidades nos últimos cinco anos…

Fonte:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354825&idCanal=13

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A Indonésia na CPLP, como “observador associado”?

//www2.iict.pt)

(Forte português de Toluco, Ternate, Indonésia in http://www2.iict.pt)

A Indonésia exprimiu recentemente o seu interesse em ingressar na CPLP na qualidade de “membro observador”. Luís Amado, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal e Zacarias da Costa, o seu homólogo timorense já exprimiram o seu apoio a esta adesão, uma eventualidade que decorre dos contatos já realizados pelo embaixador indonésio em Lisboa, Francisco Lopes da Cruz.

Os primeiros contatos neste sentido, começaram em Outubro de 2008, quando uma delegação de parlamentares indonésios visitou a Assembleia da República. Em começos de Novembro, questionado sobre esta possibilidade, Ramos Horta, presidente de Timor e parte diretamente interessada e com “direito de veto moral” a esta adesão exprimiu a sua concordância em termos muito veementes, classificando-a de “excelente ideia”, o que foi reforçado depois pelo MNE timorense acrescentando que Timor-Leste apoiaria essa adesão.

Atualmente, no estatuto de “Observadores Associados”, a CPLP já conta com o Senegal, as Ilhas Maurício e a Guiné Equatorial. A Indonésia – ainda que possa parecer “pouco lusófona” – na verdade é um dos países com mais antigos laços com Portugal. Foi o próprio Ramos Horta que recordou existem milhares de vocábulos portugueses no bahasa, a língua indonésia. Por outro lado. Existem, por exemplo, no Aceh ainda lusodescendentes.

Timor-Leste, já  é membro de pleno direito da CPLP, teria tudo a ganhar com esta adesão, já que agilizaria as relações diplomáticas, comerciais e políticas com o único país do mundo com que tem fronteiras terrestres e com qual tem a maioria das relações económicas. Ramos Horta, dando mostras de um sentido de Estado e de uma visão estratégica que falta a muitos políticos portugueses, infelizmente, dado o estado atual da sociedade timorense a este sentido de Estado e visão não corresponde uma capacidade de gestão… Mas adiante. Ramos Horta levantou a possibilidade de conceder a Malaca, na Malásia, o mesmo estatuto. Aqui há uma longa e enraizada comunidade lusófona, sendo o nome “Silva” muito comum na lista telefónica dessa cidade malaia…

Fontes:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1050271
http://www.cplp.org/Observadores_Associados.aspx?ID=50
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1047998

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Da grave situação de Timor e alternativas para sair da mesma

“em nove anos de liberdade, Timor-Leste não conseguiu assegurar água, luz e esgotos para a sua pequena capital. Baucau, a segunda cidade é apenas uma versão ajardinada da favela que é Dili, graças à gestão autárquica (oficiosa) do bispado.”
(…)
“o bem público e as necessidades do povo são ignorados há nove anos com um desprezo obsceno. O melhor exemplo é a companhia de eletricidade: durante cinco anos, a central de Dili não teve manutenção de nenhum dos 14 geradores – todos oferecidos – ate que a última grande maquina resfolegou.”
“O hospital Nacional Guido Valadares, onde se inaugura esta semana instalações rutilantes, não teve até hoje um ecógrafo decente nem ventiladores nos Cuidados Intensivos”

(…)
“A taxa de mortalidade infantil é apenas superada a nível mundial pelo Afeganistão. A mortalidade pós-parto é assustadora. Entretanto, cada mulher timorense em idade fértil tem em média 7.6 filhos.”
(…)
“cerca de metade dos timorenses vive com menos de 60 cêntimos de euro por dia e, desses, metade são crianças”
(…)
“a filiação de cada timorense continua a ser à respectiva “uma lulik” (casa sagrada) e às linhagens que definem outros territórios e outras leis que não passam por ministros, juízes nem policias, mas por monarcas, oligarcas e chefes de guerra.”

(…)
“Versão moderna dos Estados dentro do Estado: a ultima contagem, confidencial, da conta de 350 acessores internacionais junto do IV Governo Constitucional”
(…)
“A Timor Telecom vai fechar o ano com 120 mil clientes na rede móvel, 12 por cento da população, uma taxa ao nível de países com o triplo de rendimento per capita do timorense.
A maioria dos timorenses não paga o que consome: água, eletricidade, casa, terra, crédito, arroz. Este modelo de pilhagem e esbanjamento é insustentável  na economia”

(…)
“a reintrodução do português só poderá ter êxito com a cumulação de duas coisas: firmeza política, em Dili, sobre as suas línguas oficiais; massificação de meios ao serviço de ambas.
O Instituto Nacional de Linguística tem 500 dólares de orçamento mensal.”
(…)
“No “Babel lorosa”, como lhe chamou Luiz Filipe Thomaz não se fala bem nenhuma das línguas da praça (tetum, português, inglês, indonésio).”

Fonte:
Pedro Rosa Mendes
Público, 25 novembro de 2008

Se esta descrição for minimamente compatível com a realidade (o que dado o profundo conhecimento do local que este correspondente da Lusa tem, é pouco provável)… se o mais recente pais lusófono não é um “Estado falhado”, então não sei o que seja… Apesar de relativas riquezas em terrenos férteis (envolvidos numa duvidosa venda a uma empresa indonésia) e de campos petrolíferos em aguas profundas, Timor ainda não soube criar uma estrutura económica minimamente capaz de assegurar a sobrevivência do seu povo.

A grande parte da responsabilidade por este atroz estado de coisas só pode ser assacado à sua classe política. Incapaz de reger com regras mínimas de boa governança, e destituída da devida autoridade para aplacar as violentas tensões tribais latentes em Timor-Leste, o país caminha a passo acelerado para o colapso… Os recentes ataques a Ramos Horta, o “golpe de Estado presidencial” de Xanana Gusmão obedientemente cumprindo mandamentos do poder colonial australiano, revelam um Estado em desagregação que se prepara para se tornar num protectorado australiano, como já o é a Papua oriental…

Quais são as saídas para Timor? É manifesto que as coisas não podem ir seguindo pelo mesmo passo, ou dentro de muito pouco tempo veremos a Indonésia regressando ao território para aplacar o caos interno, ou, pior ainda, a Austrália enviando tropas de “estabilização – ocupação”. Se a situação chegar a este ponto, será tarde para reverter a marcha… Urge então agir. E esta ação deve ser tomada pela Lusofonia não deixando que estas duas potências regionais: a Indonésia e a Austrália usurpem da independência timorense. Somente forças militares e policiais lusófonas – como aquelas a cuja criação apelamos AQUI – podem pacificar e estabilizar o pais. A administração timorense deve ser suspensa e instalados tribunais civis internacionais capazes de investigar, julgar e condenar os criminosos que tem abusado do Estado e do povo timorenses. O próprio Estado de Timor deve deixar aplacar as suas tensões tribais instituindo um modelo de administração fortemente descentralizado e democrático nas mais pequenas e básicas células municipais, deixando a Administração do Estado a uma entidade multinacional que entendemos dever ser a CPLP. Deve ser definido um período de transição para esta governação internacional, durante a qual as grandes prioridades devem ser colocadas nas infra-estruturas e na Educação de uma população massivamente iletrada e inculta. Findo este período de transição, o povo timorense deve ser colocado a referendo, com todas as devidas opções em aberto, desde o regresso a um governo independente, ao prolongamento da administração internacional por mais alguns anos, ate à própria reintegração com a Indonésia ou Portugal. Tudo deve estar na mesa, e todo o lixo político que atualmente o explora varrido para debaixo do tapete da História.

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Onde está o Xanana que conhecíamos? Suspeitas de corrupção, negócios duvidosos com multinacionais indonésias e… 65 jipões

O governo timorense está a ser muito criticado internamente pela decisão de reservar um sexto da terra arável do seu pequeno país (ou 1/4, segundo a Fretilim) a um projeto estrangeiro para a produção de biocombustível a partir do etanol que deverá ultrapassar os cem milhões de dólares de investimento total. As críticas são lideradas pela Fretilin, na oposição e dizem respeito a um memorando de entendimento entre o Governo de Xanana Gusmão e a multinacional “GTLeste Biotech”, detida (aparentemente) por capitais indonésios.

A GTLeste vai investir neste projeto de produção de etanol mais de 100 milhões de dólares por 100 mil hectares e uma fábrica de produção de etanol e vai garantir à multinacional a utilização desta extensa parcela do pequeno território timorense durante cinquenta anos, com a opção de renovação por mais século. Basicamente, o governo de Xanana entrega a uma multinacional indonésia, durante 50 ou 100 anos um sexto da terra arável do seu país… Posta assim a questão compreendem-se bem as reservas que a Fretilim apresenta quanto a este negócio… Recentemente, a mesma empresa esteve envolvida noutro projeto polémico em que 200 mil hectares eram-lhe cedidos para plantação de árvore da borracha, uma área que corresponde a 5% de todo o território timorense…

O projeto representa uma importante injeção de capital estrangeiro na débil economia timorense e promete absorver dois mil postos de trabalho, um número significativo num país onde alguns estimam existir 80% de taxa de desemprego… Mas a reserva para produção de biocombustível de um sector tão extenso de Timor não vai afectar a produção de alimentos do território, aliás já de si insuficiente? O governo diz que se trata de “terrenos improdutivos”, querendo dizer que não podem ser usados para a produção de alimentos, mas… se a cana do açúcar é compatível com estes terrenos, porque não o será também uma outra produção alimentar? E porque é que estão a ser assinados tantos contratos sempre com a mesma empresa indonésia? Quem está a lucrar com estes contratos? Haverá relação com os numerosos casos de suspeitas de corrupção no seio do governo Xanana Gusmão… Ou será mais um exemplo de má governança como o demonstrado no infeliz episódio dos “65 jipes para os 65 deputados“?

Onde está o Xanana que todos conhecíamos e admirávamos dos anos da Resistência?

Anexo: Contrato entre o governo timorense e a GTLeste Biotech:

In early 2008, the Timor-Leste Minister of Agriculture and Fisheries signed a Memorandum of Understanding with the Indonesian company GTLESTE BIOTECH for a $100 million, 100,000 hectare sugar cane plantation, sugar plant, ethanol plant and power generation facility. The project, which will last for fifty years, is planned for Covalima, Manatuto, Viqueque and Lautem districts.

Click here for more information and documents related to this and other agrofuels projects.

The Timor-Leste Institute for Development Monitoring and Analysis (La’o Hamutuk)
Institutu ba Analiza no Monitor ba Desenvolvimentu iha Timor-Leste
1/1a Rua Mozambique, Farol, Dili, Timor-Leste
P.O. Box 340, Dili, Timor-Leste
Tel: +670-3325013 or +670-7234330
email: info@laohamutuk.org Web: http://www.laohamutuk.org


MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E PESCAS
MEMORANDUM OF UNDERSTANDING (MOU)
The purpose of this Memorandum of Understanding is to set forth the understanding between
the Ministry of Agriculture and Fisheries and hereinafter referred to as Government, and
GTLESTE BIOTECH, hereinafter, (the Parties), to cooperate in the pursuit of profitable
investment opportunities in the Integrated Sugar Cane sector in Timor-Leste, according to the
general terms set forth below:
WHEREAS:
A. The Government of Timor Leste is desirous of seeing the establishment and
operation of profitable ventures in the Agro industry sector, including the set up of
Sugar Cane Plant and Ethanol Plant;
B. GTLESTE BIOTECH, being a foreign investment company, has identified that an
integrated Sugar Cane Industry are investment opportunities wherein it is willing to
create the conditions to set up the implementation of said project, putting together
the right professionals & experts in order to secure the necessary experience,
technical and commercial expertise, financing and market.
NOW, THEREFORE, THE PARTIES DO HEREBY AGREE THAT:
C. The estimated total investment of the project is more than USD.$100.000.000,
including the sugar cane plantation, sugar plant, ethanol plant, and power generation
facility and residential facilities, which are expected to generate more than 2.000
regular employees and more than 8.000 labor direct jobs;
D. The Government acknowledges the fact that it would like to have implemented in
Timor-Leste such an important project;
E. The Government underlines how crucial it is for the approval and successful
implementation of any project of sound supporting financial engineering. Hence, the
Government underlines, it is for an Integrated Sugar Cane Project of such a
magnitude;
F. GTLESTE BIOTECH will take full responsibility for any loan guarantees required
to finance the business venture;
G. The Government will grant the company the exclusive concession of 100.000
hectares of unproductive land and to be utilized for sugar plantation (land site as per
attached), sugar plant and ethanol plant. The Government will not have to come up
with any capital cost. The entire integrated project’s set up costs in Timor Leste and
in other country will be borne by the company or by the cooperation it subsequently
set up to run the entire business properly;
H. The Government shall accord the company a 50 (fifty) years contract to land use,
operate and cultivate the sugar plantation, sugar plant, ethanol plant and other
supporting facilities, and extendable to another 50 (fifty years) contract. The
duration of the first 50 (fifty) years contracted awarded will be irrevocable due to
the high investment costs incurred by the company;
I. The government will support in providing all necessary incentives, export excess of
the company product, licenses, permits for sugar plantation, sugar plant, ethanol
plant and its derivative products ;
J. The Government will guarantee the exclusive rights suitable land use for sugar cane
plantation for the first 10 (ten) years in Timor Leste due to the high cost of building
the supporting infrastructure, training and development of the direct & indirect
labors.
K. GTLESTE BIOTECH will be staffed by qualified personnel from Timor Leste and
or experienced Indonesian assisted also by other foreign technician it necessary;
L. However, the Government stresses that, at this stage, with the level of information
available, this such project are strictly private ventures, with no State participation
of any sort, whatsoever;
M. GTLESTE BIOTECH will establish training & development centre for maintenance,
mechanics, and agriculture in order to transfer technology.
N. GTLESTE BIOTECH will support Timor Leste total consumption of sugar and
ethanol with reasonable prices;
O. GTLESTE BIOTECH will participate the district electricity supplies from the
excess of electricity power from the company’s plants;
P. GTLESTE BIOTECH will provide community facilities such as clinics and sporting
areas.
Q. Entirety. This MOU constitutes the entire understanding and agreement between the
Parties hereto and their affiliate with respect to the subject matter contained herein,
and supersedes all prior or contemporaneous agreements, representations, warranties
and understandings of such parties (whether oral or written). No promise,
inducement, representation or agreement, other than as expressly set forth herein,
has been made to or by the Parties hereto.
R. Construction. This MOU shall be construed according to its fair meaning and not
strictly for or against either Party. This letter does not, and is not intended to impose
any binding obligations on the Parties beyond the intent and promise herein stated.
S. Confidentiality. All information and documents supplied by one Party to any other
pursuant to this MOU shall be treated as confidential by the Parties and shall not be
disclosed to any third party without expressed written consent of the Party who
supplied the information or document. The restrictions and obligations of this
Article shall expire two (2) years after the termination of this Memorandum of
Understanding.
T. Extension and Modification. The Parties may extend or modify the content of this
MOU by mutual agreement.
U. Duration. This Memorandum of Understanding is valid for two years from the date
of its signature below.
V. This MOU is not intended to create any legal obligations by either party. The
proposed project is subject to and conditional upon GTLESTE BIOTECH meeting
all legal requirements set out by the laws of the Democratic Republic of Timor-
Leste with respect to the proposed project.
If the terms and conditions of this MOU are acceptable, please sign and return to us an
original of this letter so that we can proceed with further discussions.
Done and signed in Dili. Timor-Leste, on the 15th January of 2008.
Sincerely,
Mariano ASSANAMI Sabino
Minister of Agriculture and Fisheries
Accepted and Agreed:
For GTLESTE BIOTECH
By Gino Sakiris
Chairman

Fontes:
http://www.laohamutuk.org/Agri/08SugarCane.htm
http://www.laohamutuk.org/Agri/MOU-GTLESTE.pdf

http://dossiers.publico.pt/noticia.aspx?idCanal=666&id=143887

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Petição Online: Por uma força lusófona de Manutenção de Paz

O Espaço Lusófono deve ser um espaço de Paz e, nessa medida, um exemplo para o mundo. Infelizmente, ainda não chegámos ao tempo em que a Paz se garanta sem o recurso a forças policiais e militares. Obviamente, a verdadeira Paz está para além disso – deve ser, sobretudo, resultado de uma contínua acção cívica e cultural. Mas, para que essa acção cívica e cultural produza efeito, é necessária a existência de condições mínimas de segurança e estabilidade.

Os recentes acontecimentos trágicos em Timor-Leste deixaram uma vez mais evidente que existe a necessidade imperiosa de uma força policial e militarizada de manutenção de paz que, no quadro da ONU, possa agir no espaço da CPLP com a eficácia, imparcialidade e compreensão da realidade local que outras forças não lusófonas, naturalmente, não podem ter. Sem que isso exclua, obviamente, uma mais ampla acção no plano cívico e cultural, que deve mesmo ser reforçada.

Esta força já demonstrou a sua necessidade durante o anterior conflito na Guiné-Bissau, quando uma pequena flotilha portuguesa foi capaz de realizar uma missão decisiva nesse país africano e agora tornou a sentir-se a sua ausência em Timor.

A CPLP tem actualmente um estatuto muito mais administrativo, formal e protocolar do que seria de esperar para quem defenda a aproximação lusófona e é nossa convicção de que tal estrutura – simultaneamente policial e militar – deveria surgir no seio da CPLP e dos países que a compõem para criar uma força de reacção rápida capaz de acorrer a qualquer emergência de segurança.

Esta força poderia incluir, tanto quanto possível, unidades policiais oriundas de todos os países lusófonos, de Timor a Cabo Verde e forças navais brasileiras e portuguesas, para além de forças especiais angolanas, brasileiras e portuguesas e um componente de combate e transporte aéreo, de muito rápida intervenção em qualquer país lusófono. Pela própria natureza multinacional desta força, não haveria espaço para que surgissem críticas de “imperialismo” ou de defesa de interesses económicos ou particulares, como sucede frequentemente com missões assumidas pela NATO, Rússia ou pelos países anglo-saxónicos.

Esta força policial e militar poderia, inclusivamente, potenciar a CPLP até um novo patamar de intervenção e participação no mundo e alavancar a defesa da presença do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, bem como prefigurar, a uma nova escala, a formação de uma verdadeira Comunidade Lusófona, enquanto espaço de paz e segurança para todos os povos que o destino quis unir por esse fio de Ariadne chamado “língua portuguesa”.

Se concorda com a criação desta força policial e militar de manutenção da paz da CPLP, assine esta Petição carregando AQUI.

Desde já nos comprometemos a apresentar esta petição a todas as autoridades competentes, nomeadamente, à CPLP.

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO

Comissão Coordenadora

Nota de apresentação:
O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI (novaaguia.blogspot.com), projecto que conta já com quase quatrocentas adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges, Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar no nosso blogue (novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.

Se concorda com esta petição, pedimos-lhe que a reenvie.

Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um mail para:
adesao@movimentolusofono.org

Indicando nome, e-mail e área de residência.

P.S.: Quanto à eficácia de petições como esta recordo que outra, a petição CONTRA as comissões sobre Levantamentos em ATMs (Multibanco) já reuniu perto de 200 mil assinaturas, despertando por várias vezes o interesse dos Media e alcançando mesmo o feito de levar à apresentação de uma Proposta de Lei que será debatida brevemente na Assembleia da República.

Categories: Movimento Internacional Lusófono | Etiquetas: , , , | 7 comentários

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TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

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Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

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Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

Moradores do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Moradores do Areeiro

AMAA

Associação de Moradores e Amigos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

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O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade

Parece piada... fatos incríveis, estórias bizarras e outros micos

Tem cada coisa neste mundo... e todo dia surge uma nova!

O Vigia

O blog retrata os meus pensamentos do dia a dia e as minhas paixões, o FLOSS, a política especialmente a dos EUA, casos mal explicados, a fotografia e a cultura Japonesa e leitura, muita leitura sobre tudo um pouco, mas a maior paixão é mesmo divulgação científica, textos antigos e os tais casos ;)