Posts Tagged With: TGV

TGV: Um buraco financeiro a prazo

Um estudo encomendado pelo ministério das Finanças conclui aquilo que muitos também já descobriram: o TGV nunca será mais do que um sorvedouro infindável de dinheiros públicos. Segundo o estudo, da Universidade do Minho, as linhas de TGV Lisboa-Porto e Porto-Vigo nunca serão rentáveis, sendo eternas fontes de prejuízo. O estudo revela também a motivação para a pressão de Madrid para que estas linhas sejam construídas: o único beneficiário com estas duas linhas é Espanha, que assim aumentará as suas exportações, reduzindo o preço dos seus produtos, conquistando uma ainda maior quota de mercado em Portugal e paradoxalmente, beneficiando as suas exportações e prejudicando ainda mais a balança comercial de pagamentos portuguesa, a expensas do erário público português! Isto é, Portugal investe, e Espanha lucra. Patético…

O estudo indica também que ainda que as restantes linhas possam ter retorno financeiro a prazo (longo…), sobretudo a Lisboa-Madrid, a sua construção vai implicar um aumento da dívida pública portuguesa, em condições mais gravosas hoje, do que em 2009, devido à queda do rating da República pelas agências internacionais de Rating. Ou seja, se já era uma má ideia fazer o TGV em 2009, agora, em 2010, é ainda uma ideia pior!

O estudo conclui, por fim, naquilo que o Governo está a fazer bem: investimentos na renovação das escolas e nas barragens. Uns e outros reduzem o desemprego, qualificam o sistema de ensino – sempre crucial ao desenvolvimento a prazo de um país – e na produção de energia hidroelétrica, essencial para a redução da nossa crónica balança de pagamentos e das nossas emissões de CO2.

O TGV assume assim neste estudo – cujas conclusões serão no essencial ignoradas pelo teimoso Governo do teimoso Sócrates – o papel de poço financeiro de um país endividado e em crise financeira. Poderá gerar chorudos à Mota Engil do “engrenheiro” Jorge Coelho, mas a nós, portugueses e seus descendentes (sejam eles quem forem), será uma dívida piramidal para pagar e uma construção faraónica que sorverá todos os anos milhões de euros aos cofres públicos. O TGV é um erro. Ainda que a linha Lisboa-Madrid seja rentável, não implicará um aumento da competitividade das nossas exportações. A aposta devia ser dada no Pendular, na modernização das suas linhas e na multiplicação de serviço e linhas suburbanas, de forma a oferecer uma alternativa cada vez mais viável aos transportes individuais e rodoviários de pessoas e mercadorias. Não a um TGV que irá beneficiar sobretudo as exportações de Espanha e as visitas de madrilhenos às praias da Caparica…

Fonte:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1483852

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Portugal aguenta o TGV e o Novo Aeroporto?

A quase bancarrota grega deveria estar a fazer refletir os líderes portugueses. A crise financeira de Atenas vai ter um impacto direto e quase imediato em Portugal porque Portugal é apresentado juntamente com Espanha e a Grécia como “os homens doentes” da Europa, a mesma expressão que era usada para descrever a decadente autocracia turca no começo do século XX. A situação na Grécia devia ter feito parar todos os projetos megalómanos que o governo PS lançou para satisfazer os seus lobbies internos na Mota Engil (por via de financiamentos partidários e do lobbying de Jorge Coelho) já que estes dependem fortemente de empréstimos no estrangeiro e que a situação na Grécia já fez disparar a classificação de risco de todos os países do Sul da Europa e, logo, a partir de agora, qualquer obra megalómana será muito mais cara, do que era no ano passado! Mas não, tudo está na mesma, como se a satisfação dos lobbies fosse mais importante que o futuro do país!

Estas obras megalómanas, de retorno duvidoso, ou mesmo certamente negativo, deviam ser riscadas do mapa.

Portugal não tem dinheiro – nem nos privados, nem no Estado – para grandes obras “hidráulicas” no melhor sentido babilónico ou egípcio do termo. E pior: não precisamos delas. O TGV é uma obra estúpida ao mais alto grau: não só não vai utilizar nem tecnologia nem desenvolvida, nem construída em Portugal, porque a venda da Sorefame aos venais canadianos da Bombardier desbaratou a nossa indústria ferroviária. Faria imensamente muito mais sentido desenvolver o sempre embrionário Pendular, capaz de velocidades superiores aos 140 Km/h, nunca alcançadas devido ao estado da via. Renove-se a via, aumente-se a ferrovia e o número de pendulares e obtenha-se praticamente o mesmo retorno do TGV a uma fração do seu custo! Quanto aeroporto… Ele será realmente necessário? Se as companhias aéreas se assumem como responsáveis pela sua parcela das emissões e a prometem reduzir pela via da substituição de aviões, se o preço do petróleo irá novamente disparar para a estratosfera logo que a recessão der mostras claras de recuperação, então, será que os cenários que sustentaram a construção do novo aeroporto se mantêm realistas? Não seria mais razoável – para um país já aquém dos limites do envidivamento – para com obras faraónicas e optar por expandir até ao limite a Portela e tornar o aeroporto de Alverca num aeroporto dedicado a voos “Low Cost”?

Se calhar, sim: O desenvolvimento do Alfa Pendular contra o babilonicamente caro TGV e a opção Portela+Alverca fazem mesmo mais sentido neste clima de sobre-endividamento da República. Ou não. Se a satisfação de ávidos lobbies coelhónicos for mais importante que o bem da República, claro.

Fontes:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u627306.shtml

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1444590

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Uma empresa espanhola ganha (?) o 2º troço do TGV

Ferreira Leite lá fez renascer o fantasma do “perigo espanhol” a propósito do TGV, mas com ou sem fantasma (esse mesmo que oprime a lusofonia na Galiza e ocupa Olivença) lá se vai safando…

Ainda que tivesse sido excluído da fase final das negociações no concurso para a concessão do primeiro troço de alta velocidade Poceirão-Caia (ganha pela portuguesa Mota-Engil), agora, os espanhóis da FCC vieram com a proposta mais baixa de todas para o segundo troço do TGV, entre Lisboa e o Poceirão, o mesmo que inclui a polémica terceira travessia sobre o rio Tejo.

Como o critério do custo é o dominante neste concurso as hipóteses da empresa espanhola ganhar o segundo troço são muito fortes… Isto são más notícias para os consórcios portugueses da Mota-Engil (Altavia) e Brisa-Soares da Costa (Elos). Das duas, mesmo a mais barata, a da Motal-Engil está a 300 milhões de euros da proposta espanhola! Enquanto que os governos espanhóis se desfazem em artimanhas para favorecerem as suas empresas em concursos internacionais, cá em Portugal preparamo-nos para dar de mão beijada um dos investimentos estratégicos do século a espanhóis… Sacrificando emprego em Portugal e que os lucros saiam do país, a caminho de Madrid.

Fonte:
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1398726

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