Posts Tagged With: Templários

Os Templários em Tomar

Charola templária de Tomar (http://cache.virtualtourist.com)

Charola templária de Tomar (http://cache.virtualtourist.com)

1. Antecedentes da fortaleza templária
Alguns defendem a existência de uma fortificação romana no local onde no ano de 1160 se construiu o castelo templário de Tomar. Teria sido sobre as suas ruínas que visigodos e mouros construiriam as suas próprias fortalezas. F. S. de Lacerda Machado, escrevendo em 1936, diria que os templários encontrando ruínas visigóticas e romanas nas margens do rio Nabão as tinham reutilizado na construção do seu castelo. Daqui, as várias inscrições que “emergem da grossa alvernaria, na torrede menagem” além de moedas romanas encontradas no interior do recinto amuralhado.
2. A Charola Iniciática
A Charola dos Templários é um templo construído no interior do castelo e constitui uma prova indirecta da existência de uma vida secreta dos templários. Com efeito, na primitiva construção não existia nenhuma porta para o exterior. Posteriormente, diversas seriam abertas (nomeadamente durante a reforma manuelina da ordem, como diz J. A. Santos no seu “Monumentos das Ordens Militares do Templo de Christo em Thomar”: “Exteriormente não tem porta alguma, pois que os Templários edificaram unicamente para as suas práticas religiosas e não para as devoções do povo”.
Jean Parashi considera que a invulgar inexistência de portas para o exterior se pode explicar pelo uso da Charola exclusivamente para os ritos iniciáticos dos cavaleiros templários. Isso explicaria também a planta circular do templo, quase único em todo a Península. Outro indício que aponta nesta direcção pode ser encontrado na existncia de uma outra igreja templária em Tomar, Santa Maria do Olival, ou seja, para que precisariam de duas igrejas? Seria uma para práticas religiosas tradicionais e a outra para ritos iniciáticos? Que ambas eram para uso exclusivo da ordem está fora de questão, conforme sabemos por uma frase do mesmo autor sobre Santa Maria dos Olivais: Aa pequenez do templo parece revelar bem o fim para que Dom Gualdim Paes o construiu, que foi para as práticas religiosas da ordem; e a singeleza da construção está em harmonia com a simplicidade e quase rudeza de costumes dos monges guerreiros”. Ou seja, ambos os templos eram para uso da ordem, assim sendo que um seria para o culto oficial e “visível” e o outro para as celebrações internas da Ordem “ocultas” e documentadas no processo que o rei de França moveu contra a Ordem? Por outro lado, as regras tradicionais das construções dos templários obrigam a que todas as capelas octogonais tenham, como alicerce, uma capela usada como ossário. Ora essa capela nunca foi descoberta… Estará assim ainda por encontrar?
3. A Tomar Subterrânea
Existem espalhados pela vila de Tomar, e nomeadamente pelo castelo, diversos túneis subterrâneos testemunhados pelas torres de ventilação no interior da fortaleza e nas cercanias de Santa Maria do Olival. É credível que esta rede de subterrâneos se estenda até ao subsolo da Charola partindo do convento. Aliás, são várias as lendas que os mencionam. As mesmas lendas dizem que esses subterrâneos conduziam os neófitos até uma câmara de iniciação que estaria sob o refeitório que está virado para o jardim. Existem provas muitos factuais da existência destes subterrâneos. Durante a reconstrução da igreja de Santa Maria dos Olivais, nos anos quarenta, foi colocada uma lápide na entrada do túnel que se bifurcava até ao mosteiro feminino de Santa Iria (Irene) e até à Praça da República. Passando debaixo do rio Nabão, este troço está actualmente inundado devido à construção da nova ponte. Não longe de Nossa Senhora das Oliveiras encontrava-se o domínio senhorial do nobre visigodo Gastinaldo e da sua esposa Cassia. Investigações feitas na década de 70 levaram à descoberta do subterrâneo que ligava a casa ducal ao Convento de Santa Iria, passando por Nossa Senhora das Oliveiras. Nas pedras que o sustentam podem ser vistos símbolos visigóticos, na forma de cabeças bovinas. O túnel deve ter sido reforçado em várias épocas visto que em diversos pontos do subterrâneo aparecem abóbodas ogivais, possivelmente de origem templária. A entrada deste subterrâneo encontra-se sob uma lápide rectangular que pode ser vista no chão da capela, cuja orientação a distingue das demais e que está virada para o poço de ventilação que se encontra nas proximidades da capela. Este subterrâneo foi usado pelas crianças de Tomar até à cerca de 60 anos atrás. Segundo afirmam essas crianças entretanto envelhecidas, o subterrâneo prolongava-se para sul, numa extensão de cerca de 2 Km. Existirá um outro tunel entre o castelo templário e a capela de Nossa Senhora das Oliveiras, construído durante a construção do castelo. A entrada e a saída estão assinaladas por poços de ventilação, hoje parcialmente atulhados.
Existe uma outra lenda que afirma que existe uma entrada no pátio da entrada do Seminário. As mesmas lendas dizem que essa passagem está guardada por um egrégore. Ligada a esta rede de túneis temos a história contada por Jean Parashi (“Portugal Mágico dos Templários”), diz o autor que em certa altura foi levado por um guarda do castelo até uma das torres da muralha, entrou por uma porta gradeada e desceu por uma escada estreita até uma capela subterrânea.
4. O Tesouro dos Templários
Existem muitas histórias sobre o tesouro dos templários, um tesouro que teria sido levado de França na época do confisco dos bens templários ordenado por Filipe, o Belo. Maurice Guingaud, um dos estudiosos que se debruçou sobre este assunto sugeriu Tomar como o lugar onde teria sido guardado este tesouro. O Tesouro dos Templários não era necessariamente constituido por preciosidades como ouro e pedrarias, mas, segundo alguns, por uma relíquia, a Arca da Aliança ou mesmo o Santo Graal, embarcada apressadamente na última carraca a deixar a Terra Santa após a ofensiva final do exército muçulmano de Saladino. Um escrito da mão de Frei Bernardo da Costa diz que se extraía ouro desde o tempo dos romanos nos arredores de Tomar, nomeadamente da região em que se reunem os rios Zêzere e Tejo (no local preciso das ruínas do castelo templário de Ozêzere), diz ainda esse religioso que essas extracções eram supervisionadas pelos cavaleiros do templo. Ainda segundo este cronista, Dom Sebastião teria ordenado pesquisas em busca destas minas tendo descoberto “muito ouro nas minas que foram abertas” (Olaias, Serra Junqueira e Casais) e muito mais haveriam noutras que não chegaram a ser exploradas (diz que a “duas léguas de Dornes”). Aliás, o seu lugar exacto continua desconhecido. Alguns afirmam que estas minas (e “minas” em portugus antigo referia-se também a “poços” ou “escavações”) eram na realidade o local de deposição do famoso Tesouro Templário, um segredo a que Dom Sebastião teria tido acesso na sua qualidade de Grão Mestre da Ordem de Cristo, herdeira material da Ordem do Templo. A maldição decorrente desta violação do sigilo teria conduzido à desgraça deste funesto monarca. Em reforço a esta tese temos a afirmação do maior romanista português, o Dr. Jorge Alarcão, que não refere nenhuma mina romana na região de Tomar (como afirma o autor eclesiástico).
5. Conclusão
Das linhas que escrevemos se conclue que Tomar merece bem uma visita atenta com olhos de ver. Existem ainda mais pistas do que aquelas que aqui deixámos e o manancial de lendas “templárias” da região é praticamente inesgotável. Mas deixemos ainda mais uma pista. Alguns de vós lembrar-se-ão do meu texto sobre a Arca da Aliança, ora bem, sabiam que autores como o francês Maurice Guingaud, acreditam que a Arca faz parte do Tesouro guardado pelos Templários em Tomar. A ser assim, talvez a Arca de que falei num artigo anterior esteja mais perto do que julgamos..
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O ídolo templário Baphomet e o Código de Atbash

O misterioso ídolo Baphomet dos templários poderia encontrar a raiz etimológica dessa palavra a palavra grega “sophia”, que significa “sabedoria”. A conversão de Baphomet em Sophia resultaria da aplicação do método criptográfico designado de “Código de Atbash”, utilizado desde 500 a.C. Neste código, cada letra é substituída pela letra equidistante, a começar pelo fim do alfabeto.

Os templários terão conhecido o Código de Atbash durante a sua longa estadia no Oriente, onde era usado para fins comerciais e diplomáticos desde o fim dos reinos alexandrinos do Egipto e da Síria. Os templários, estabelecidos no Reino de Jerusalém, logo desde os primeiros tempos, foram forçados a estabelecer vários contactos diplomáticos com a seita islâmica dos ashorassin (“assassinos”) que o usavam frequentemente e talvez tenha trocados com eles mensagens usando esta cifra, ou a tenham decifrado para uso pelos seus próprios fins militares e diplomáticos na Terra Santa. Assim se explicaria este sentido de “Sophia” de “Baphomet”, segundo Gandra.
Fonte:

O Projeto Templário e o Evangelho Português
Manuel J. Gandra

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Da demanda do príncipe dom Pedro pelos arquivos templários de Chipre

Quando em 1425, Pedro visita Nicosia, no Chipre, visita o mesmo local onde, segundo uma tradição citada por Henry Corbin, se teria refugiado o conde de Beaujeu, com outros nove cavaleiros templários com documentos secretos, a coroa do rei de Jerusalém, o candelabro de sete braços do Templo de Jerusalém. Aqui este património secreto da Ordem do Templo teria sido confiado aos cónegos do Santo Sepulcro, uma ordem que se teria fundido com a do Templo, na altura da sua fundação. Com a queda de Jerusalém, os “cónegos do Santo Sepulcro” teriam ganho novamente autonomia e assentado sede em Chipre, onde Pedro os teria visitado.

Que tipo de informação buscaria aqui o infante Pedro? Porque teria empreendido uma viagem tão longa e perigosa num mar infestado por piratas berberes, até um país se relações formais com Portugal? Só uma coisa o poderia ter atraído aqui… A existência de informações que não existiam em mais lado nenhum: arquivos templários que poderia cruzar com outros já conservados em Tomar.

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