Posts Tagged With: Suíça

Na Suíça foi alcançado um novo recorde no número de Iniciativas Cidadãs

A 15 de fevereiro termina o prazo para a recolha de subscrições para uma iniciativa de cidadãos que defende a introdução de um novo imposto sobre heranças milionárias. Além desta, outras cinco iniciativas semelhantes estão agora em fase de recolha de assinaturas, o que reflete um aumento da utilização desta ferramenta e, logo, uma intensificação da Democracia Participativa num dos país que, no mundo, mais adotaram as metodologias da Democracia Direta e Participativa. Depois da iniciativa para taxar heranças acima de 2 milhões de francos suíços, será submetida uma iniciativa para limitar os salários das grandes corporações empresariais, o fim dos incentivos fiscais oferecidos a residentes estrangeiros milionários e… introduzir um salário mínimo (que não existe na Suíça), uma petição que já recolheu 70 da 100 mil assinaturas necessárias.

Em primeiro lugar, note-se que a maioria das iniciativas cidadãs terão um impacto positivo nos orçamentos dos cantões suíços, não se traduzindo em despesa, mas em receita (até no caso do ordenado mínimo, que levará a uma maior cobrança fiscal), em segundo lugar, existe uma inclinação por parte dos suíços para repartir melhor os sacrifícios, estendo-os até aos mais abastados, que em Portugal (país de Democracia Representativa). Por último lugar – e mais importante – estamos perante um número recorde de petições, jamais registado pela Chancelaria Federal. A fase seguinte do processos em curso passa agora pela sua discussão pelo Governo e Parlamento.

A Suíça segue sendo um farol mundial para quem defende a Democracia Direta e Participativa e aqui esta variante de Democracia não só não esmorece, como até se aprofunda. Um exemplo a seguir.

Fonte:
http://www.swissinfo.ch/por/politica_suica/Suicos_lutam_nas_urnas_por_igualdade_social_.html?cid=34928260

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Um estudo da Universidade de Heidelberg prova que a Democracia Direta conduz a uma menos Despesa Pública

Suíça

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Um dos países financeiramente mais equilibrados do mundo é a Suíça. Exemplo disso mesmo é o orçamento de Estado suíço de 2011 onde as despesas foram de 216.8 mil milhões de dólares enquanto que as receitas ascenderam a mais de 222 mil milhões de dólares. Este excedente é raríssimo no mundo desenvolvido e soa em especial contraste com aquilo que se passa nos EUA e, sobretudo, na maioria dos países da União Europeia.

Impõe-se assim a questão: o que fazem os suíços que o resto do mundo não faz? A resposta é simples: “Democracia Direta”.

Esta resposta é a encontrada num estudo da professora Patricia Funk, da Universidade de Heidelberg que demonstrou que a aplicação de métodos de Democracia Direta conduziram a um declínio dos níveis de despesa pública. Em particular, a exigência suíça de levar a um referendo orçamental mandatário o orçamento dos cantões deu aos cidadãos o poder de aprovar ou rejeitar projetos governamentais que excedam um certo limite.

O estudo de Patricia Funk abrangeu mais de cem anos de governação suíça e provou que os referendos orçamentais mandatários reduziram as despesas em pelo menos 12%. Imagine-se quanto melhor estariam Portugal ou a Grécia se os excessos da partidocracia tivessem sido corrigidos durante cem anos pela vontade ativa e vigilante dos cidadãos sobre a forma como os governos malbarataram o dinheiro dos seus impostos…

O sistema de Democracia Direta em vigor na Suíça permite também que os seus cidadãos apresentem iniciativas legislativas mediante a apresentação de uma certa quantidade de assinaturas que varia de cantão para cantão. Esta ferramenta participativa permitiu também reduzir a despesa pública observando o estudo da professora de economia alemã que por cada 1% de redução da quantidade de assinaturas exigida de Cantão para Cantão se observou uma redução da despesa pública de 0.6%.

O estudo de Heidelberg demonstrou que ao contrário do que parece ser um certo consenso popular, a Democracia Direta pode ser financeiramente mais responsável que a Democracia Representativa tradicional: “aparentemente, os eleitores são fiscalmente mais conservadores que os políticos eleitos e as ferramentas da democracia direta ajudam-nos a conseguirem ter as suas preferências melhor representadas nos órgãos de governo.”, concluem os relatores do estudo alemão.

O processo democrático direto suíço funciona bem, mas desenvolveu-se ao longo de séculos, numa sociedade onde os níveis de participação cívica e política são tradicionalmente muito elevados… e os níveis de instrução académica e cultural são dos mais altos do mundo desenvolvido. Assim, há que encarar com algumas reservas a conclusão de que Democracia Direta conduz sempre a menos Despesa Pública. Não é assim… como prova o caso californiano onde recentemente foram apresentados aos cidadãos vários referendos: um fazia subir dramaticamente as despesas com Educação, noutro, exigia-se a redução dos impostos. Os californianos votaram ambos favoravelmente e o resultado foi um Estado em bancarrota efetiva… o que se pode concluir da disfunção californiana é que os eleitores devem ser claramente informados dos efeitos financeiros e fiscais de cada decisão levada a referendo e que… os níveis de cultura financeira e cívica californianos são consideravelmente mais baixos que os suíços… não que o modelo suíço de democracia direta não é exportável para mais nenhum país do mundo, como querem alguns!

Fonte:
http://www.article-3.com/the-inverse-relationship-between-direct-democracy-and-public-spending-911266

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A Suíça vai comprar 22 aviões Saab Gripen E/F

Saab Gripen (http://mb.cision.com)

Saab Gripen (http://mb.cision.com)

A Saab confirmou a venda de 22 aparelhos Gripen à Suíça por um preço total que não deve ultrapassar os 3.1 mil milhões de dólares. As primeiras entregas terão lugar em meados de 2018, terminando em 2021. O modelo suíço será o Gripen E/F. O processo de aquisição foi alvo de muita contestação interna tendo sido o aparelho designado por uma comissão parlamentar como “a escolha que é mais arriscada: técnicos, comerciais, financeiras e no que respeita às datas de entrega” tendo os membros dessa comissão votado 16 contra 9 a favor da suspensão do negócio, um pedido que não contudo escutado pelo executivo…
Atualmente, a defesa aérea suíça está atribuída no essencial a 26 F/A-18C e a aviões F-5 sendo que estes últimos serão substituídos pelos Gripen até final de 2021.

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Swiss_Air_Force
http://www.defencetalk.com/sweden-confirms-sale-of-gripen-to-switzerland-44366/

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Dificuldades com o programa suíço de substituição de caças…

Decorre atualmente na Suíça um grande debate sobre o programa nacional de reequipamento da sua força aérea. Como a maior parte dos países europeus, e ainda que não tenha as dificuldades económicas que assolaram o continente, nem o défice publico que assolou muito países (como Portugal), decorre na Suíça um sério esforço de contenção orçamental. Neste cenário, e perante a ausência total de presença das forças armadas suíças em missões no exterior e de quase nulas ameaças à soberania nacional, muitos questionam a razão de um investimento que vai ascender a 3.8 biliões de euros.

Em risco está a substituição do essencial da força aérea – ainda dependente de aparelhos da década de setenta – por aviões de última geração, capazes de conceder a este país da Europa Central um poder de dissuasão credível durante as próximas décadas de 22 aviões de combate.

Mesmo se as divisões no seio do governo e do partido que apoia o governo vierem a ser ultrapassadas, o referendo nacional que será realizado sobre o tema poderá decidir pelo cancelamento de todo o programa.

Se tal cancelamento surgir, os três finalistas nestes programa de rearmamento perderão uma importante encomenda que pode representar uma quebra de vendas e dificuldades financeiras para os próximos anos… Em espera estão o Eurofighter Typhoon, o Rafale e o JAS39 Gripen que aguardam ansiosamente o desfecho de toda esta celeuma centro-europeia…

Fonte:
http://www.defencetalk.com/swiss-debate-fighter-aircraft-buy-28198/

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A Suíça está com problemas financeiros para substituir a sua frota de caças F-5

A Suíça está com dificuldades para financiar o novo caça para a Força Aérea. O programa tem enfrentado grande oposição pública e deverá ser realizado um referendo a este propósito. Atualmente, se o projeto avançar, o vencedor será um dos três aparelhos em concurso: Gripen, Rafale ou Typhoon. Deverão ser comprados 33 aviões, mas há indícios de que este numero poderá descer a apenas 22 aparelhos. Um número escasso para um país que sempre teve mais aparelhos disponíveis e que persiste numa estratégia isolacionista que o faz contar apenas consigo mesmo para questões de Defesa. Entre os três tipos, o Gripen poderá ser o mais bem posicionado, já que é adequado à diminuta extensão geográfica do país e que o estatuto não alinhado da Suécia, assim como a sua capacidade para operar a partir de estradas e até a existência de aviões Saab na força aérea suíça.

Este é mais um concurso onde a Dassault deposita bastante confiança para realizar a primeira exportação do seu Rafale F3, juntamente com o concurso indiano e brasileiro. Dependo dos resultados destes três concursos, 2010 tanto pode ser um grande ano ou um péssimo ano para os franceses…

O estado duvidoso do concurso suíço demonstra também que nem mesmo a rica Suíça está imune à presente recessão global.

Fonte:
Air Forces Monthly, dezembro de 2009

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Sobre o aparente sucesso da política suíça de combate à Toxicodependência

Na Suíça, a heroína é fornecida aos toxicodependentes por receita médica desde há mais de vinte anos. Ora a Suíça é também o país da Europa onde a idade média de um toxicodependente é mais elevada, rondando hoje os quarenta anos. Por contraste, no Reino Unido, um país que, como Portugal segue o modelo mais tradicional de Combate ao Fenómeno da toxicodependência, essa idade média ronda os 15-19 anos.

Este contraste estatístico deve fazer-nos pensar sobre esta opção suíça por administrar de forma clinicamente controlada droga aos toxicodependentes do seu país. Podemos continuar a atacar um flagelo mundial que destroi tantas vidas e que é indiretamente responsável por mais de 60% de toda a criminalidade de uma forma absoluta e ineficiente, pela via da repressão e proibição, ou podemos ponderar a opção suíça autorizar o seu consumo através de receita médica e da subsequente produção e distribuição gratuita através de empresas publicas criadas especialmente para esse efeito.

Fontes:

Podcast de Doug Henwood

http://www.parl.gc.ca/37/1/parlbus/commbus/senate/Com-e/ille-e/library-e/collin1-e.htm

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