Posts Tagged With: SU-30

180 Sukhoi SU-30 para a Indonésia?

A Indonésia pretende comprar 180 aviões Sukhoi SU-30, tornando-se assim num dos maiores operadores mundiais deste excelente aparelho russo.

Este grande incremento da capacidade aérea indonésia deverá terminar com as hesitações australianas quanto à aquisição de 100 Lockheed Martin F-35s. Mas até agora, a Indonésia não se tem revelado capaz de operar de forma eficiente os Sukhoi (27 e 30) que já tem, revelando estes baixa disponibilidade e elevados problemas de manutenção. Os mesmos problemas aliás, são reportados em relação ao resto da frota militar indonésia (F-5s e F-16s), mas talvez agora que a Indonésia se tornou num dos maiores fornecedores de minerais à China, o país obtenha as verbas necessárias para manter em bom estado a sua força aérea… algo que se conseguir, vai conduzir a uma corrida armamentista na região, com tradicionais rivais indonésios, como a Malásia e Singapura a serem forçados também a reforçar os seus meios aéreos a curto prazo.

Fonte:
http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_channel.jsp?channel=defense&id=news/asd/2010/09/30/03.xml

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A Índia vai duplicar os seus SU-30 até 2015

(Sukhoi SU-30 indiano em http://www.militaryimages.net)

A força aérea indiana anunciou a sua intenção de duplicar a sua frota de aviões Sukhoi SU-30 para o impressionante número de 230 aparelhos. Esta duplicação deverá ocorrer até 2015 e tornará a União Indiana no maior operador mundial daquele que é considerado pelo melhor caça de 4,5ª geração do mundo.

Atualmente, a Índia tem em inventário 98 SU-30, entre 40 fabricados na Rússia em 1996 e o resto fabricado localmente, sob licença num contrato que ultrapassou os 1,46 biliões de dólares. Nem todos estão contudo no padrão SU-30MKI, mais avançado que o SU-30, e esse trabalho está a ser gradualmente conduzido pela empresa aeronáutica indiana HAL. Deverá ser também esta empresa a produzir os novos SU-30, contudo, a empresa indiana tem tido vários problemas com a produção licenciada de aparelhos britânicos (Hawk) e russos (MiG e Sukhoi) evidenciado uma clara falta de capacidade de produção para estas necessidades. Isso poderá levar o Governo indiano a encontrar alternativas à HAL, nomeadamente procurando que a Sukhoi instale localmente uma unidade de produção…

A duplicação dos SU-30 permitiria abandonar todo o obsoleto (e perigoso) inventário de origem russa ainda operacional na Força Aérea Indiana, o qual mesmo hoje é de ainda 250 MiG-21s. A maioria destes aparelhos deveriam ser substituídos pelo HAL Tejas mas este programa tem conhecido dificuldades e atrasos uns atrás dos outros… Aliás, as suspeitas de que a HAL não será capaz de duplicar a produção de SU-30 vêm em parte daqui.

http://en.wikipedia.org/wiki/Sukhoi_Su-30

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Sobre a extraordinária performance dos SU-30 indianos no Red Flag

No exercício “Red Flag”, realizado recentemente nos EUA, os Sukhoi SU-30MKI da IAF não empreenderam combate 1v1 nem usaram o seu impulso vectorial em Nellis. Os combates 1v1 ocorreram apenas em Mountain Home AFB. Em nenhum dos dois encontros os SU-30 se revelaram vulneráveis ou foram abatidos.

Em Mountain Home, os SU-30 demonstraram capacidade virar com impulso vectorial 20 graus por segundo, um valor impressionante e não muito distante dos 28 graus por segundo do F-22A, que não participou do “Red Flag“, apenas aparelhos F-15 e F-16.

O radar dos SU-30 revelou-se muito superior ao dos F-15 e F-16 da USAF, isto apesar dos aviões da IAF terem usado os seus radares apenas no “modo de treino”, que lhe reduz as suas capacidades.

No “Red Flag”, os aviões indianos exibiram uma certa taxa de abates de aviões amigos. Isso foi atribuído ao facto dos aviões da IAF terem cumprido as suas missões simuladas sem estarem ligados “networked” entre si. Os indianos voaram também sem AWACS e sempre a partir do apoio do controlo de terra norte-americano. Foram reportados vários erros do controlo de terra que entendia mal as instruções dos pilotos indianos e os problemas decorrentes do sotaque inglês foram recorrentes, o que explica a taxa de abates fratricidas. Por outro lado, a taxa foi idêntica à sofrida pelos aviões norte-americanos ainda que estivessem completamente “networked”, o que foi alvo de diversos embaraços na USAF…

Por fim, a taxa de “kill ratio” em Mountain View AFB foi impressionante: 21:1 a favor dos Sukhoi indianos e no fim…isso é que conta verdadeiramente.

Fonte:
Air Forces Monthly, janeiro de 2009

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PAK-FA: Hesitações e bloqueios

Embora estejam hoje entre os melhores aviões de combate do mundo, os Sukhoi SU-30 são ainda um descendente direto do SU-27 desenvolvido na antiga União Soviética no começo da década de oitenta. Na época, o SU-27 procurava incorporar toda a tecnologia e ser paritário em relação a todo um conjunto de aviões norte-americanos que serviam na USAF, na época, desde o F-15 até ao F-18. Como resposta a estes aviões, o SU-27 provou ser um sucesso absoluto. Por uma fração do custo unitário, os soviéticos conseguiram fabricar um aparelho que conseguia equiparar-se à maioria dos caças ocidentais e que encontrava apenas no F-15 um adversário superior (e mesmo assim, apenas em certos cenários).

Plenamente conscientes da perda de superioridade que decorria da entrada em serviço de aviões como o SU-27 na força aérea soviética e posteriormente da exportação massiva dos seus descendentes SU-30 para várias forças aéreas no mundo, os EUA começaram a desenvolver um aparelho que lhes devolvesse a superioridade qualitativa que caracterizou a sua força aérea durante a maior parte da Guerra Fria, quase sempre graças ao F-15, ao F-14 e ao F-18. Esse novo elemento seria conhecido mais tarde como o F-22A Raptor. Um avião de 5ª geração, stealth como o desajeitado antecessor F-117, exibindo a mesma supermanobrabilidade dos MiG-29 e SU-30 russos, um radar AESA e com a excepcional “fusão de sensores” integrada por um poder computacional nunca antes embarcado num avião de guerra… Além de tudo o mais, o F-22 era ainda capaz de voar em “supercruise” a velocidades acima do Mach 1, em vez das curtas permanências a essas velocidades de outros aparelhos da sua geração. Já que todas estas extraordinárias características tinham um preço, e um preço violento, da ordem dos 339 milhões de dólares por cada unidade fabricada, houve necessidade de procurar encontrar uma espécie de “F-16” moderno, um aparelho mais barato que o F-22, capaz de ser produzido em grandes números e com uma tecnologia não tão sofisticada que lhe permitisse ser exportado, na mesma linha do F-16 que foi exportado em largos números enquanto o F-117 e o B-2 permaneciam reservados para a USAF, por deterem a mais avançada das tecnologias disponíveis na sua época. Esse aparelho seria conhecido como o F-35 Lightning II e incorporaria algumas características Stealth, um radar AESA menos elaborado do que o do F-22, mas com fusão de sensores, como o novo Super Hornet e o F-22A.

A resposta soviética ao projeto F-22 Raptor – quando ele surgiu em 1986 (ver AQUI) foi o desenvolvimento do projeto MiG 1.44 e, paralelamente, o I-21. Ambos os projetos seriam cancelados por falta de fundos. Após o fim da Guerra Fria, a necessidade de desenvolver um aparelho que devolvesse à Rússia pelo menos a paridade com o F-22A tornou-se evidente, tanto mais porque as verbas resultantes de um conjunto sólido e crescente de aviões Sukhoi se revelavam cada vez mais importantes e porque importava manter estas exportações nas décadas seguintes, com uma oferta consistentemente atualizada surgiu a necessidade de reativar os adormecidos projetos MiG 1.44 e I-21. Os fundos eram contudo ainda uma limitação, daí a busca de parceiros internacionais, e nestes, a Índia, um antigo cliente de aviões de combate russos surgiu imediatamente como o mais lógico e natural dos parceiros. É certo que na Índia há uma espécie de tradução nacional para programas que arrancam, consomem tempo e recursos e depois… não dão em nada. Temos um exemplo disto mesmo no MBT indígena Arjun e no consequente recuo para o T-90S russo… Sinais de que o mesmo pode estar agora mesmo a acontecer com o ressurgimento destes programas russos da guerra fria surgem também agora… É que se a Índia apareceu ao lado da Rússia no desenvolvimento do PAK-FA, e tenha mesmo sido assinado um “protocolo de entendimento” entre as duas nações, um ano depois, em Novembro de 2008, ainda não existe um contrato formal entre os dois Estados. A Rússia diz que vai voar o primeiro PAK-FA já em 2009, mas muitos analistas suspeitam, tendo em conta os problemas encontrados com os novos motores… Agora, que um terceiro provável parceiro, o Brasil, que em tempos foi dado como certo também já se afastou haverá ainda impulso suficiente para continuar a alimentar o programa PAK-FA?

Em termos internacionais, a Rússia deve imperativamente construir um substituto ao SU-30 e garantir a prazo um mercado de exportações muito rentável. Rentabilizar todo o investimento realizado antes nos MiG 1.44 e no I-21, e todo aquele já introduzido depois no PAK-FA é portanto uma opção muito razoável e provavelmente até incontornável. E este é o momento para o fazer. Os EUA têm ainda apenas 62 F-22A e prevêm construir apenas 182. É portanto possível construir a prazo um aparelho que torne a colocar a Rússia numa situação de paridade (ou quase paridade) com a USAF, com a introdução de grandes números de PAK-FAs. Simultaneamente, a obstinação norte-americana em recusar exportar o F-22 pode fazer com que alguns dos seus mais fiéis aliados, que o reclamam, olhem noutras direções em busca de soluções… E assim, o PAK-FA apresentasse com um digno sucessor do SU-30. Por isso, não se compreendem bem as hesitações indianas, nem sequer a falta de interesse russo no programa!

Fontes:
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