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A SpaceX está a desenvolver um lançador pesado, o Falcon X

A SpaceX está a trabalhar num novo motor para um novo lançador, o Falcon X, – ainda maior que o atual Falcon 9 – e que será o lançador mais pesado na companhia criada por Elon Musk, um dos fundadores da PayPal.

O novo motor não será baseado no atual Merlim 1 do Falcon 9 (e que teve uma falha no lançamento da segunda Dragon), mas criado de raiz. O motor receberá a designação de MCT e será várias vezes mais potente que o Merlim devendo estar operacional daqui a um a três anos.

O próximo lançador pesado da SpaceX será assim propulsado pelo MCT e não por uma acumulação de Merlim 1 (como sucede atualmente com o Falcon 9, que tem 9 motores Merlim).

O primeiro Falcon 9 Heavy – ainda com motores Merlim – será lançado no início de 2013 e será capaz de colocar 53 toneladas em órbita baixa, ou seja, o dobro da capacidade do Delta IV Heavy (o lançador mais pesado atualmente à disposição da NASA). Este novo lançador será capaz de lançar ate 200 toneladas, o que o tornaria num dos mais poderosos lançadores da História da Astronáutica.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/news/articles/spacex-aims-big-with-massive-new-rocket-377687/

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A SpaceX completou o desenho da sua versão tripulada da cápsula Dragon

A Dragon tripulada da SpaceX (http://www.bis-space.com)

A Dragon tripulada da SpaceX (http://www.bis-space.com)

A SpaceX completou o desenho da sua versão tripulada da cápsula Dragon. Este desenho foi recentemente revisto pela NASA, com um foco muito especial na componente de segurança, nomeadamente no sistema de abortagem de lançamento SuperDraco. Com a aprovação da NASA, a SpaceX está pronta para a fase seguinte da sua Dragon tripulada.

Simultaneamente, a NASA está a continuar a trabalhar com outras empresas norte-americanas com o objetivo de desenvolverem a cápsula Orion e o seu Space Launch System (SLS), para além do muito polémico lançador pesado que deverá levar a Orion até um asteróide nas próximas décadas.

Fonte:
http://www.tgdaily.com/space-features/64681-spacex-preps-crewed-dragon-ship

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A Aliança entre a Bigelow Aerospace e a SpaceX

O BA 330 da Bigelow Aerospace (http://www.bigelowaerospace.com)

O BA 330 da Bigelow Aerospace (http://www.bigelowaerospace.com)

A SpaceX e a Bigelow Aerospace estabeleceram uma parceria para oferecer viagens turísticas ao Espaço usando cápsulas Dragon e o lançador Falcon. O conjunto será depois usado para colocar esses turistas no hotel orbital da Bigelow.

Este hotel será o BA 330 e irá disponibilizar um total de 330 metros cúbicos com a capacidade para albergar até sete pessoas. O hotel poderá ligar-se a outros módulos idênticos, prevendo-se que até três módulos poderão estar ligados.

Fonte:
http://spaceref.com/news/viewpr.html?pid=37001

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A SpaceX prepara o primeiro lançamento de uma cápsula Dragon para a Estação Espacial Internacional

Cápsula Dragon da SpaceX (http://neil.fraser.name)

Cápsula Dragon da SpaceX (http://neil.fraser.name)

A SpaceX está cada vez mais perto de enviar para a Estação Espacial Internacional (ISS) a sua primeira cápsula Dragon. A primeira cápsula de carga (não tripulada) e o lançador Falcon 9 já foram integrados em Cape Canaveral, na Florida e a data de finais de abril continua a ser a deste primeiro teste.

O voo de abril vai comprovar a capacidade da SpaceX para enviar uma Dragon até à ISS e fazê-la atracar com a Estação. Se tudo correr bem, alguma “carga de demonstração” será posteriormente transferida para a ISS, pela sua tripulação.

Se tudo correr como o previsto a partir de abril de 2012, os EUA deixarão de depender totalmente das Soyuz e Progress russas para enviarem pessoal e mantimentos para a ISS

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/Private_rocket_assembled_for_space_launch_999.html

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A SpaceX vai desenvolver um sistema de lançamento completamente reutilizável

A SpaceX vai desenvolver um foguetão completamente reutilizável. Este projeto foi anunciado por Elon Musk, o seu fundador. O objetivo é desenvolver um veículo capaz de levar cargas e astronautas até ao espaço a uma fração dos custos atuais.

A empresa tem planos para enviar astronautas para Marte entre dez a vinte anos, e depois, de colaborar na sua colonização, algo que requererá o envio para Marte de muitos lançamentos, algo que só poderá acontecer se os custos caírem a pique. É aqui que entra o projeto da SpaceX: desenvolver a partir do Falcon 9 (com custos por lançamento entre os 50 e os 60 milhões de dólares) um foguetão totalmente reutilizável e que além dos custos de uma revisão custe por lançamento apenas o custo do combustível e oxigénio líquido: menos de 200 mil dólares. O foguetão poderia ser reutilizado centenas de vezes, conseguindo-se assim uma grande redução dos custos por lançamento.

Segundo o conceito atualmente em estudo na SpaceX, os dois andares do Falcon 9, depois da separação já em órbita, seriam capazes de regressar a Terra, com propulsão foguete e aterrarem novamente na plataforma de lançamento. Aqui seriam verificados, reabastecidos, reintegrados e lançados novamente, pouco tempo depois.

O foguetão Falcon 9 (que serve de base a este projeto) foi lançado pela primeira vez em dezembro de 2009 e um segundo será lançado com a cápsula Dragon para a Estação Espacial Internacional (ISS) em janeiro de 2012. Não existem ainda datas para o primeiro voo de um Falcon 9 reutilizável.

Fonte:
http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=spacex-unveils-plan-for-worlds-first-fully-reusable-rocket

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A SpaceX também quer ir a Marte

Cápsula Dragon aterrando em Marte (http://crowlspace.com)

Cápsula Dragon aterrando em Marte (http://crowlspace.com)

A SpaceX está a preparar planos para o Planeta Vermelho… Segundo o fundador da empresa, Elon Musk, a cápsula Dragon pode realizar uma missão automática até Marte numa data tão curta como 2016. O empresário acredita que há condições para enviar seres humanos a Marte já dentro dos próximos dez anos.

Nos últimos anos, a SpaceX acumulou uma série de sucessos: O novo lançador pesado Falcon 9 foi testado com sucesso. A cápsula Dragon, também. Antes do final de 2011, a cápsula será testada uma segunda vez, mas desta vez para a Estacao Espacial Internacional. Se tudo correr bem, a Dragon passará a abastecer regularmente a ISS e ganhará o contrato com a NASA que vale 1600 milhões de dólares.

A SpaceX está também prestes a ganhar um outro contrato com a NASA no valor de 75 milhões para a transformação da Dragon de uma nave de carga numa nave capaz de transportar astronautas, algo que deve acontecer antes de 2015.

A empresa trabalha ainda no desenvolvimento de um lançador super pesado, o Falcon Heavy, que deverá realizar o seu primeiro voo já em 2013. Serão precisamente a Dragon e o Falcon Heavy os dois pilares fundamentais da missão marciana proposta pela SpaceX. A empresa propõe a Dragon como plataforma para colocar cargas científicas em órbita no Planeta Vermelho, e a empresa acredita mesmo que a cápsula poderia em Marte mais carga útil do que toda aquela que até hoje já foi levada até ao Planeta Vermelho.

Fonte:
http://cosmiclog.msnbc.msn.com/_news/2011/07/13/7078446-spacex-chief-sets-his-sights-on-mars

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Falcon Heavy: O novo lançador pesado da SpaceX

Falcon Heavy da SpaceX (http://www.inovacaotecnologica.com.br)

Falcon Heavy da SpaceX (http://www.inovacaotecnologica.com.br)

A SpaceX apresentou recentemente detalhes do seu próximo grande projeto: o Falcon Heavy, o mais poderoso foguetão desde o Saturn V e que terá a mesma capacidade para colocar carga em órbita que dois Space Shuttles.

O Falcon Heavy será um lançador muito económico, com capacidade para colocar em órbitas cargas úteis a um preço dez vezes inferior ao atual e com potencia suficiente para enviar sondas até aos planetas exteriores.

A tecnologia do Falcon Heavy é basicamente a mesma do atual Falcon 9, que a empresa vai utilizar para abastecer a Estação Espacial Internacional (ISS).

O baixo custo do Falcon Heavy aumenta a facilidade para enviar missões até Marte, por exemplo a “Mars Sample Return” que está à muito nos planos da NASA que exige uma carga útil maior que a dos Landers marcianos porque há que enviar para o solo marciano um volume suficiente para incluir um foguetão capaz de lançar o Lander até órbita e daqui, até à Terra. Com um lançador menos potente que o Falcon Heavy, há que lançar vários foguetões. Com o foguetão da SpaceX toda a missão pode ser feita com um único engenho.

Com este foguetão a missão conjunta NASA/ESA de “três passos” para trazer amostras do solo marciano até Terra pode ser muito simplificada: em vez de um foguetão a lançar em 2018 com um rover marciano para recolher amostras, seguido de um segundo foguetão com um Lander para recolher essas amostras e as levar até órbita marciana e depois de um terceiro que as recolheria aqui e as levaria até Terra, bastaria um único Falcon Heavy para lançar o conjunto e isto a uma fração do preço do projeto inicial.

O primeiro voo de teste do novo foguetão da SpaceX terá lugar em 2013 o que torna este horizonte de 2018 perfeitamente compatível com esta ambiciosa missão marciana NASA/ESA.

Fonte:
http://news.discovery.com/space/spacex-falcon-heavy-rocket-mars-sample-return-110405.html#mkcpgn=rssnws1

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A Dragon da SpaceX está a ser preparada para transportar astronautas

Dragon, versão tripulada (http://michaelgr.wordpress.com)

Dragon, versão tripulada (http://michaelgr.wordpress.com)

A cápsula Dragon da SpaceX – testada com sucesso em dezembro de 2010 – está agora a ser modificada por forma a ser capaz de transportar passageiros. Tecnicamente, a tarefa não deverá ser particularmente difícil, como admitiu o CEO da SpaceX, Elon Musk, segundo o qual quer a capsula, quer o seu foguetão lançador, o Falcon 9, teriam sido concebidos desde o princípio para levar seres humanos.

Segundo Elon Musk: “A versão de carga da Dragon é capaz de levar tripulação com apenas três modificações chave: um sistema de emergência para abortar descolagens problemáticas, controlos de suporte de vida e assentos.

Dos três sistemas, o sistema de emergência é o mais importante porque poderá salvar a vida dos astronautas caso algo corra mal no lançamento daque que é – recordemo-nos – um sistema “low cost”.

O sistema que será desenvolvido estará passível de ser usado em qualquer momento do voo, até que a Dragon chegue à órbita, regressando depois com a cápsula a Terra o que permitirá que – como a cápsula – seja reutilizada. A SpaceX pensa usar também os foguetes de emergencia para regular e suavizar a aterragem, o que representará um bónus adicional e poderá permitir realizar aterragens em terra firme, como fazem as Soyuz russas, mas sempre sem prescindir dos paraquedas, por forma a garantir níveis de segurança mais elevados.

A Dragon deverá realizar 11 lançamentos de carga e o Falcon 9 17 voos antes de realizar o primeiro voo com seres humanos. Assim, o duo será amplamente testado, eventuais anomalias corrigidas e a SpaceX poderá garantir elevados níveis de segurança.

Fonte:
http://www.space.com/10652-spacex-commercial-space-capsule-dragon-astronauts.html

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A SpaceX está a preparar para outubro o segundo lançamento do Falcon 9

Cápsula Dragon do Falcon 9 (http://www.space-tourism.ws)

Cápsula Dragon do Falcon 9 (http://www.space-tourism.ws)A

A SpaceX está a fazer algumas correções ao software do seu foguetão pesado Falcon 9, preparando o seu segundo voo, a ter lugar já em finais de outubro. Foram também já implementadas diversas modificações no hardware do lançador, respondendo ambas a pequenas anomalias detetadas no primeiro voo do Falcon 9, como uma rotação inesperada do veículo durante o começo da sua ascensão.

O software modificado vai corrigir o ângulo de inclinação do foguetão, quando tal for necessário. Uma válvula de oxigénio líquido do segundo estádio foi também alterada de forma a impedir uma rotação registada pelas câmaras que seguiram cuidadosamente cada fase do voo.

Mas o foco principal da SpaceX é a correcção do problema que levou à falha da reignição do motor do segundo estádio. Esta reignicao não era um dos objetivos principais da primeira missão do Falcon 9, mas tudo indica que será no segundo voo do foguete, pela importância que o domínio de tal técnica representa para qualquer lançador pesado, com ambições de colocar em orbita uma cápsula tripulada.

Os próximos três lançamentos do Falcon 9 vai levar cápsulas Dragon de demonstração, de complexidade crescente, até ao quarto voo, que será já efetivo e que deverá transportar carga para a Estação Espacial Alpha (ISS)

O desenvolvimento do Falcon 9 não foi isento de dificuldades… o primeiro lançamento deveria ter ocorrido em 2007 e foi atrasado sucessivas vezes devido a dificuldades inesperadas no desenvolvimento do seu hardware. Não espantará assim a ninguém se este lançamento de finais de outubro for também ele, adiado, já que nele além do foguetão (agora ligeiramente modificado) vai seguir uma cápsula Dragon, desta feita bem mais complexa que a “caixa vazia” do primeiro voo.

Fonte:
http://www.space.com/missionlaunches/spacex-dragon-space-capsule-launch-target-100907.html

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A viagem a Marte proposta a Obama pela SpaceX

A família de lançadores "Falcon" atuais e previstos da SpaceX

A família de lançadores "Falcon" atuais e previstos da SpaceX

A SpaceX apelou ao governo dos EUA para que focar os seus esforços via NASA num programa estatal de desenvolvimento de um sistema nuclear térmico de propulsão a utilizar numa futura missão marciana e deixar o desenvolvimento de lançadores pesados para as empresas privadas como a SpaceX.

A declaração foi produzida na apresentação de duas novas gerações de lançadores pesados da SpaceX: o Falcon X e o Falcon XX. O diretor de desenvolvimento de foguetes da SpaceX, Tom Markusic acrescentou que “Marte era o objetivo último da SpaceX”.

Estes anúncios parecem indicar que depois dos até agora muito económicos e bem sucedidos Falcon 1 e Falcon 9 a SpaceX está a apontar miras para objetivos mais ambiciosos, já não a colocação de satélites em orbitas baixas (LEO) ou no abastecimento da Estação Espacial Internacional (ISS), a empresa norte-americana irá agora focar-se no Espaço Profundo, provavelmente através de contratos governamentais.

Mas para realizar a transição de uma órbita terrestre para Marte a SpaceX acredita que a forma mais eficiente de o fazer é através de propulsão nuclear térmica. A SpaceX defende que a missão principal devia ser seguida por uma missão secundária transportando abastecimentos com propulsão eletro-solar. Segundo a SpaceX estes estudos deviam começar de imediato, de forma a poder realizar o primeiro voo experimental antes de 2025.

Em termos de Design para a missão a Marte, a SpaceX sugere uma cadeia de módulos ligados entre si por cabos e propulsados por uma série de impulsores eletro-magnéticos em cada módulo transportaria até 4 toneladas métricas de carga levando 390 dias a fazer a viagem de ida e volta de Marte até Terra. No total, a visão da SpaceX prevê 10 módulos circulando entre órbitas terrestres LEO e a órbita marciana com os veículos sendo abastecidos na ISS.

Para a aterragem e descolagem em Marte, a SpaceX propõe um sistema de propulsão a oxigénio líquido e metano com a capacidade de transportar até 35 toneladas. A empresa prevê usar o metano de Marte para abastecer o Lander.

O lançamento desta missão marciana vai depender do desenvolvimento do lançador Falcon 9 Heavy com o novo motor Merlin 2 que poderá estar pronto dentro de 3 anos e após um investimento de um bilião de dólares. Serão 3 destes motores Merlin 2 que darão propulsão ao primeiro estádio do Falcon X, o lançador super-pesado da SpaceX com uma capacidade para colocar em órbita 38 toneladas em órbita baixa LEO. O lançador seguinte será o Falcon X Heavy, com 9 Merlin 2 agrupados em 3 núcleos e com uma capacidade de colocar 125 toneladas em órbita. Por fim, a SpaceX tenciona construir o Falcon XX Com 6 motores num único núcleo e capaz de colocar 140 toneladas em órbita LEO.

Se a Administração Obama aceitar este modelo de uma viagem a Marte desenvolvida por um operador privado, será dada uma autêntica revolução nos métodos de desenvolver a exploração espacial, com custos potencialmente muito mais baixos do que aqueles que a NASA consegue mas… sacrificando os seus tradicionalmente elevados padrões de segurança?

Se Obama aceitar esta proposta a SpaceX acredita que conseguirá colocar um norte-americano em Marte até 2025, desde que se comece a construção e desenvolvimento dos sistemas necessários ainda durante o corrente ano de 2010.

O modelo proposto pela SpaceX é interessante: o governo define um objetivo; abre um concurso e recolhe as melhores propostas dos privados, cabendo à agência espacial nacional (NASA neste caso) escolher a melhor opção. O modelo está a funcionar bem para a substituição do Space Shuttle nos voos de abastecimento para a ISS, será que também funcionaria numa escala tão superior como aquela exigida num voo tripulado para Marte?

Fonte:
http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_channel.jsp?channel=space&id=news/asd/2010/08/05/07.xml&headline=SpaceX%20Unveils%20Heavy-Lift%20Vehicle%20Plan

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A SpaceX testa com sucesso a sua cápsula Dragon

A SpaceX completou com sucesso o primeiro teste de queda (“drop test“) da sua cápsula Dragon no dia 12 de agosto. A cápsula Dragon foi concebida para transportar mantimentos e equipamento e eventualmente, astronautas, para a Estação Espacial Internacional Alpha, realizando também a viagem de regresso a Terra.

O teste de 12 de agosto determinou a segurança e eficácia dos para-quedas da Dragon e o tipo de forças gravitacionais que a cápsula tem que vencer durante a sua descida para o solo tendo sido a cápsula levada até uma altitude de 4200 metros e largada sobre o Oceano Pacífico. Todos os 3 para-quedas foram usados com sucesso, tendo sido abertos primeiro os dois primeiros e menores para-quedas, que estabilizaram a cápsula até à abertura do para-quedas principal.

Com este teste a SpaceX reforça a credibilidade da sua proposta Falcon 9/Dragon para substituir os Space Shuttles após o seu último voo, em 2011, e assim garantir alguma independência tecnológica dos EUA em relação às cápsula russas Soyuz.

Fonte:
http://blogs.discovermagazine.com/badastronomy/2010/08/22/spacex-dragon-drop-test/

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O Falcon 9 está a apenas alguns meses do seu primeiro lançamento

O último teste de motor do novo lançador Falcon 9 foi completado com sucesso. Assim, a SpaceX está a apenas alguns meses de realizar o seu primeiro voo a caminho da Estação Espacial Internacional (ISS).

O teste consistiu num disparo do motor de segundo estádio pela duração total do seu voo.

O foguetão possui dois andares e foi concebido para levar a cápsula Dragon até à ISS.

Além da SpaceX, também a Orbital Sciences Corporation recebeu fundos da NASA para no âmbito do programa COTS “Commercial Orbital Transportation System“, mas esta empresa está nitidamente mais atrasada que a SpaceX num programa inovador e que após o último voo do Space Shuttle será a única forma (além das Soyuz russas) a única forma que os EUA terão daqui a alguns meses para colocarem os seus astronautas na ISS.

Fonte:
http://www.foxnews.com/scitech/2010/01/07/spacexs-falcon-rocket-cleared-spaceflight/

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A SpaceX vai lançar uma cápsula Dragon no primeiro foguetão Falcon 9 em 2010

http://www.spacex.com

(A Dragon da SpaceX http://www.spacex.com)

A SpaceX anunciou que vai colocar um protótipo da sua cápsula reutilizável Dragon no primeiro voo de um foguetão Falcon 9. A Dragon foi desenvolvida no âmbito do programa “Commercial Orbital Transportation Services” (COTS) da NASA que consiste num acordo comercial da agência espacial para o transporte de carga até à ISS em troca de 1,6 biliões de dólares por 12 voos. A introdução da Dragon no primeiro voo do Falcon 9 é intrigante porque em 2005 a SpaceX tinha declarado que tinha vendido este primeiro payload a um “cliente secreto” e se agora se sabe que o payload é a Dragon… Então que voo será este? Será a USAF tentando determinar se o Falcon 9 pode transportar militares ou ser usado como plataforma de reconhecimento espacial? A SpaceX tem que fazer – além deste – mais 3 lançamentos voos com a Dragon de forma a cumprir o seu compromisso COTS da NASA, de onde já recebeu 278 milhões de dólares.

O primeiro Falcon 9 deve estar concluído até finais de novembro de 2009, mas o lançamento pode ter lugar apenas em janeiro de 2010.

A Dragon foi concebida em 2005, internamente na SpaceX e previu logo desde o começo do programa dois compartimentos, um estanque, outro não. A ideia era então a de enviar cargas e astronautas para órbitas LEO. Posteriormente, a SpaceX adicionou a possibilidade de realizar voos de abastecimento até à ISS. Além destes a Dragon tem também um módulo de serviço o “Service Section” com a aviónica, o sistema RCS, os paraquedas e outros equipamentos. A secção despressurizada conterá também os sistemas de apoio aos painéis solares da cápsula e os radiadores térmicos que permitirão a manutenção de temperaturas humanamente aceitáveis no interior da cápsula quando for sujeita à inclemência dos raios solares e estiver longe da camada protectora da atmosfera terrestre.

A cápsula foi concebida para acoplar de forma completamente automática à ISS, mas a tripulação tem a opção de fazer um “manual override” e conduzir ela própria a operação, se algo correr mal nesta delicada operação que pode colocar em risco a cápsula, os seus tripulantes, como também a ISS e os seus astronautas. A capacidade total de carga será de 3600 Kg, incluindo sete tripulantes e carga, dispostos num total de 14 metros cúbicos. Idêntico volume pode ser utilizado na viagem de regresso à Terra. A manobrabilidade da cápsula será garantida por um sistema de foguetes construídos na SpaceX com 1290 kg de propelente.

A cápsula foi desenhada para amarar no oceano depois de uma fase final de descida sob para-quedas, com grande precisão de descida e com baixos Gs. Para proteger a cápsula, a Dragon está equipada com um escudo térmico de alto desempenho.

A cápsula pode funcionar em duas configurações: carga e tripulada, tendo sido concebida para uma rápida transição entre ambas, tendo a segunda como maior diferença a presença de um sistema de fuga, um sistema de controlo manual e um sistema de suporte de vida.

O segundo voo da Dragon terá lugar em 2010 e durará cinco dias, durante os quais a cápsula aproximar-se-á da ISS a um ponto em que conseguirá trocar dados de telemetria com a Estação. Depois afastar-se-á e cumprirá uma bateria de testes antes de regressar a Terra. O terceiro voo ocorrerá no final de 2010, e terá 3 dias de duração, devendo a cápsula funcionar na sua configuração de carga, atracando na ISS e regressando pouco depois à Terra.

Fontes:
http://www.spacex.com/dragon.php
http://www.space.com/missionlaunches/090929-spacex-dragon-prototype.html

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O primeiro voo do Falcon 9 e da cápsula Dragon está perto…

Estamos a apenas alguns meses do primeiro voo do foguetão Falcon 9 da empresa privada norte-americana SpaceX. Neste primeiro voo – a ter lugar algures em novembro – o Falcon 9 irá transportar uma “versão de qualificação” da Dragon, a cápsula que a SpaceX espera poder enviar para a Estação Espacial Internacional (ISS) em voos tripulados e não tripulados.

O objetivo é testar o novo foguetão, o Falcon 9, assim como a Dragon, que será municiada de um número de instrumentos e sensores para esse efeito.

O segundo voo do Falcon 9 será já no âmbito do programa COTS da NASA e será o primeiro de 3 voos a que a SpaceX se obrigou a cumprir de forma a provar a sua capacidade para abastecer a ISS.

A Dragon foi inicialmente concebida para transportar astronautas, pelo que todos os sistemas da versão de carga – usada no âmbito do COTS – são idênticos.

A SpaceX já testou com sucesso o “DragonEye” ou “Laser Imaging Detection and Ranging” (LIDAR), um sensor que será usado para guiar a Dragon durante a sua aproximação à ISS. Recentemente, a empresa testou também a aterragem por paraquedas da sua cápsula reutilizável e com a construção dos dois primeiros Falcon 9 a correr dentro do planeado tudo indica que a Space se prepara para revolucionar o acesso do Homem ao Espaço demonstrando que tal é possível, de forma economicamente rentável e se consumir as imensas torrentes de dinheiros públicos a que as agencias espaciais estatais de todo o mundo nos foram habituando.

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/Dragon_Falcon_9_Update_999.html

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Sobre as cápsulas espaciais tripuladas atualmente em desenvolvimento: a indiana, a Orion Lite da Bigelow Aerospace, a da Excalibur Almaz (EA) e a mais conhecida SpaceX, a Dragon

Não é muito conhecido, mas atualmente estão em desenvolvimento seis engenhos diferentes capazes de colocar Homens no Espaço. Exatamente: seis! Falamos do sucessor das cápsulas russas Soyuz, o Kliper, o CEV/Orion da NASA, da cápsula espacial tripulada indiana ainda em fase preliminar e de três empresas comerciais, a Bigelow Aerospace, a Excalibur Almaz (EA) e a mais conhecida SpaceX.

Os veículos norte-americanos e russos foram concebidos de raiz como sendo capazes de realizarem viagens circum-lunares. A cápsula indiana, não é supostamente capaz de tal, mas como dizem que será capaz de manter 3 astronautas em órbita durante uma semana, não é impossível que pela adição de um módulo adicional de propulsão, lançado num segundo voo e acoplado depois à cápsula, possa também ela, realizar esse feito…


(o veículo orbital indiano em http://www.flightglobal.com)

A Bigelow está também a desenvolver uma cápsula que possa levar turistas e tripulantes até aos hotéis espaciais que espera construir. A capsula (designada de “Orion Lite”) será poderá ser alugada a terceiros, como a missões da NASA e será capaz de se manter em órbita – com turistas – em períodos de até uma semana e com até 7 tripulantes e turistas. Um modelo à escala real foi apresentado em agosto de 2009 e a cápsula deverá voar pela primeira vez em 2012.

A cápsula espacial Dragon, em que trabalha atualmente a SpaceX, deverá realizar o seu primeiro voo para a Estação Espacial Internacional já em 2010, estando agendados 12 voos até 2015, que a NASA contratualizou com a SpaceX por 1,6 biliões de dólares. A SpaceX também já tem clientes para dois lançamentos da versão DragonLab, não tripulada e concebida para realizar experiências automáticas em órbita, regressando depois à Terra.

As duas empresas norte-americanas estão a preparar-se para responderem ao concurso de 50 milhões de dólares por um veículo comercial de transporte tripulado para a órbita terrestre que a NASA vai abrir em novembro.

Uma outra proposta privada é a da Excalibur Almaz que apresentou um modelo à escala real em 2009, no Moscow Air Show. A empresa foi fundada apenas em 2005 por russos e norte-americanos. Como objetivo tem também o turismo espacial, esperando vender até 30 lugares por ano. O primeiro voo da EA deverá ocorrer em 2013. A cápsula está a ser desenvolvida pelo conhecido gabinete aeroespacial russo da NPO Mashinostroyenia a partir de uma cápsula ensaiada pelos militares soviéticos na década de 70. Depois de ter terminado o desenvolvimento desta cápsula, a EA irá começar a trabalhar numa pequena estação espacial de turismo, desenvolvida também ela a partir de uma estação militar soviética da década de 70.

A empresa europeia EADS Astrium está agora a começar a desenvolver uma cápsula tripulada a partir do ATV Jules Verne que recentemente visitou a ISS. Esta cápsula europeia deverá ser tripulada e será capaz de cumprir missões orbitais com até uma semana de duração.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/09/09/331968/us-russian-capsules-vie-for-orbital-domination.html

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O foguetão Falcon 9 da SpaceX está quase pronto para o seu primeiro voo

O primeiro Falcon 9 em http://regmedia.co.uk

O primeiro Falcon 9 em http://regmedia.co.uk

A SpaceX está a prosseguir com a montagem do seu novo lançador Falcon 9. Os testes com o novo motor para o voo inaugural do Falcon estão a ultrapassar etapas sem encontrarem problemas significativos, segundo a SpaceX, e dos nove motores que irão propulsar o primeiro andar do foguetão, seis já passaram os testes de aceitação. Todos os motores deverão estar testados e dados como operacionais até finais do corrente mês de julho. Os motores Merlin 1C foram testados nas instalações de ensaio da SpaceX no Texas.

Os motores que o Falcon9 irá utilizar no vácuo, no seu segundo andar são os “Merlin Vacuum engine” (MVac) e conheceram algums problemas iniciais de desenvolvimento, tendo alcançado nos testes temperaturas excessivas. Os problemas estão contudo a serem resolvidos e há possibilidades de que passem também todos os testes de aceitação até finais do mesmo mês de julho.

O foguetão Falcon9 – sem motores nem combustível – foi colocado na vertical no “Cape Canaveral’s Space Launch Complex 40″, o antigo loal de lançamento dos Titan IV comprado pela SpaceX e os sistemas de controlo de terra, de elevação do engenho e de controlo de lançamento foram todos testados com sucesso ainda no começo deste ano de 2009.

Os tanques de combustível estão também quase concluídos e o combustível necessário está já em armazenamento, estando assim iminente a montagem final do primeiro Falcon 9.

A SpaceX está simultaneamente a preparar o segundo voo do Falcon9 que transportará uma cápsula de demonstração Dragon no âmbito do programa da NASA COTS.

A aviónica do Falcon 9 e da cápsula Dragon está praticamente terminada, mas os sistemas de controlo remoto dos motores Merlin ainda estão a ser construídos, assim como a rede ethernet de 10 Mbit/sec que ligar os dois e as baterias que alimentam esse sistema. A unidade redundante de comunicações entre a ISS e a Dragon terminou com sucesso os testes de qualificação, essenciais para garantir que tudo corre bem quando a cápsula da SpaceX estiver em aproximação à doca de abastecimentos da ISS. A unidade correspondente a instalar na ISS será levada para esta num voo do Space Shuttle a ocorrer ainda no final deste ano.

Fonte:
http://www.spaceref.com/news/viewsr.rss.html?pid=31532

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A SpaceX vai lançar dois satélites argentinos


(Foguetão Falcon 9 em http://www.spacex.com)

A empresa privada norte-americana SpaceX assinou um contrato com a CONAE, a agência espacial argentina, para dois lançamentos em foguetões médio-pesados Falcon 9. Os dois lançamentos deverão colocar em órbita os satélites SAOCOM 1A e 1B de observação da Terra em órbita geosíncronas, capazes de captar imagens do solo, monitorizar recursos naturais e gestão de emergências. O primeiro Falcon 9 será lançado ainda este ano, estando a primeira cápsula não-tripulada Dragon agendada para um segundo voo do Falcon 9. A SpaceX colocou no espaço o primeiro foguetão totalmente construído por uma empresa privada, o Falcon 1, em 28 de setembro de 2008. Sendo este especialmente concebido para manter um baixo custo de lançamento e construção. A empresa tem também um contrato no âmbito do programa COTS “Commercial Orbital Transportation Services competition” da NASA para o envio de 12 cápsulas Dragon para a ISS entre 2010 e 2015 por intermédio de lançadores Falcon 9, como este que será usado pelo satélite argentino.

A CONAE é a “Comision Nacional de Actividades Espaciales”, a agência espacial da Argentina responsável pelo lançamento até à data de três satélites e que conduz diversas parceiras internacionais com agências espaciais de outros países como a NASA, a CSA canadiana, a AEB/INPE do Brasil, ASI italiana, o CNES francês e a ESA europeia.

Os dois satélites seriam réplicas perfeitas um do outro e transportarão um “L-band Synthetic Aperture Radar” e serão integrados com dois satélites italianos COSMO-SkyMed formando a rede argentino-italiana SIASGE “ystem of Satellites for Emergency Management” de gestão de emergências. Os primeiros três satélites italianos foram lançados em 2007 e 2008, sendo 2010 a data estimada para o lançamento do quarto.

Fontes:
http://www.spaceref.com/news/viewpr.rss.html?pid=27985
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dragon_SpaceX

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A SpaceX testa com sucesso o novo motor do Falcon 9

Falcon 9 com cápsula Dragon em http://www.spacex.com

Falcon 9 com cápsula Dragon em http://www.spacex.com

A SpaceX realizou com sucesso um teste de disparo de total duração de voo com o seu novo motor Merlin Vacuum a 7 de março, nas suas instalações em McGregor, no Texas. O motor funcionou durante seis minutos consumindo oxigénio líquido e querosene permanecendo estável durante todo o tempo do teste.

Este novo motor será o sistema de propulsão do Falcon 9 e neste teste provou que é atualmente o motor de hidrocarbonetos mais eficiente em construção nos EUA.

O motor baseia-se no Merlin 1C que serve de propulsor ao Falcon 1 que em 2008 colocou em orbita o seu primeiro satélite.

Em 2008, o Falcon 9 e a cápsula Dragon foram selecionados pela NASA para transportarem carga para a Estação Espacial Internacional depois do último voo do Shuttle, em outubro de 2010. O primeiro voo do Falcon 9 vai ocorrer em finais deste ano e será um teste decisivo para perceber se a empresa consegue satisfazer ou não as suas obrigações com a NASA e assim cumprir a promessa de realizar 12 voos entre 2010 e 2015, transportando até vinte toneladas de carga.

A SpaceX tem como objetivo construir uma família de lançadores e veículos espaciais que com fiabilidade, consigam reduzir os custos de lançamento até um factor de um para dez, em relação aos sistemas convencionais e o facto de ter provado com o Falcon 1 indica que os privados conseguem as mesmas realizações que as grandes agências espaciais, a uma fração dos seus custos e que a inventividade devidamente aguçada pelo instinto do lucro pode desempenhar o papel na exploração do Espaço.

Fontes:
http://www.spacex.com/multimedia/videos.php?id=38&cat=recent
http://www.spaceref.com/news/viewpr.rss.html?pid=27727

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Sobre as ambições lunares da linha “Falcon” da SpaceX

Depois de algumas tentativas falhadas a SpaceX, conseguiu finalmente lançar o primeiro foguetão privado com capacidade orbital do mundo: o Falcon 1. Agora que esse feito foi finalmente cumprido, todas as portas se abrem… Nomeadamente algumas que podemos antever num documento PDF presente no site da SpaceX e intitulado “Lunar Capability Guide – SCM 2008‐005a”. Trata-se tão simplesmente, de um estudo da capaacidade da SpaceX utilizar a sua família de foguetões Falcon para enviar uma missão à Lua.

Agora que o desafio tecnológico imposto pelo envio de uma missão bem sucedida a uma Órbita terrestre baixa está cumprida, graças ao sucesso do Falcon 1, a empresa norte-americana estabeleceu um novo objetivo estratégico: uma viagem de ida e volta à Lua. De novo, procura-se cumprir esse objetivo de uma forma económica mas fiável, num esforço cujo sucesso pode determinar o estabelecimento de formas futuras de explorar e ocupar o Espaço a uma fração dos custos atuais. O quadro de produtos atual da SpaceX consiste em três lançadores: o Falcon 1, já testado com sucesso e o Falcon 1e e o Falcon 9, ambos ainda em fase de desenvolvimento. Dos três, somente o mais potente Falcon 9 consegue colocar diretamente uma nave espacial numa órbita de transferência lunar, após o que a propulsão própria dessa nave a deve ser capaz de levar à Lua após uma viagem de dois ou três dias. Esta concepção de missão é semelhante à cumprida pelas missões Apollo na década de sessenta. Mas é também possível utilizar os Falcon 1 e o Falcon 1e para realizar esta missão, afirma a SpaceX! De uma forma mais económica, um destes lançadores pode ser utilizado para colocar a nave lunar numa órbita alta HEO (“Highly Elliptical Orbit“) e depois, recorrendo a um impulso mais generoso de um motor instalado no veículo lunar, levá-lo a deixar a órbita terrestre.

O Falcon 1

Atualmente, o Falcon 1 oferece o preço de lançamento por quilograma mais baixo do mercado, inferior mesmo ao dos lançadores indianos que detinham anteriormente esse título. O lançador consegue colocar até 420 Kg numa órbita circular de 185 Km, ou em órbitas elípticas de até 8000 Km. Teoricamente, é assim possível colocar um veículo lunar equipado com um motor autónomo que o leve até uma órbita de “injeção translunar” (TLI). O Falcon 1 será utilizado pela SpaceX até meados de 2010, altura em que será substituído pelo Falcon 1e para as mesmas missões.

O preço base para o lançamento de um Falcon 1 é de 7,9 milhões de dólares (preços de Janeiro de 2008 )

O Falcon 1e

O Falcon 1e (“e” de “enhanced” ou “melhorado”) é a próxima geração de lançadores ligeiros da SpaceX. A propulsão será assegurada por um motor Merlin melhorado e um tanque do primeiro estágio mais longo. O lançador será capaz de colocar até mil quilogramas em órbitas baixas LEO de 185 Km ou veículos espaciais em órbitas eliptícas de até 25 mil km. Obviamente, se o veículo tiver um propulsor auxiliar, será capaz de entrar numa TLI e chegar à Lua. O Falcon 1e está disponível a partir de meados de 2010.

Cada lançamento deverá custar cerca de 9,1 milhões de dólares (ainda a preços de Janeiro de 2008 )

O Falcon 9

O lançador pesado da SpaceX, o Falcon 9 será construido em torno da mesma tecnologia de base do Falcon 1, mas disponibilizando uma potencia e capacidades muito maiores e logo, sendo capaz de injetar um veículo diretamente numa TLI, sem recurso a propulsores auxiliares autónomos. O veículo conseguirá colocar em órbita até 1925 Kg de carga útil em TLI. O Falcon 9 deverá ter ser o seu primeiro lançamento em 2010 tendo um preço de lançamento muito superior ao do Falcon 1, de 36,75 milhões de dólares, sendo que a estes se devem somar 10 milhões de dólares se o segundo estágio do foguetão não fôr recuperável.

Fontes:
http://www.spacex.com/FalconLunarCapabilityGuide.pdf
http://spacex.com/falcon1.php

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O futuro dos EUA no Espaço: Cooperação com empresas privadas? (SpaceX e Orbital)

A “Estação Espacial Internacional” (ISS) depende de abastecimentos regulares em ar, água e comida para os seus tripulantes, além de combustível para se manter em órbita estável. Por isso, com a retirada de circulação dos últimos 3 Shuttles em 2010 os EUA deixarão de poder participar nesses vitais abastecimentos. Na altura, os astronautas norte-americanos a bordo da Estação vão depender dos russos para chegar e sair da ISS, mas também do ar, água e da comida trazida pelos cargueiros Progress russos… Suprema humilhação.

Os atrasos do novo lançador dos EUA, o duo Ares-Orion, fazem com que este esteja apenas disponível a partir de 2015 e com o Shuttle fora de serviço em 2010 isso implica cinco anos sem capacidade de lançamentos tripulados. De facto, a coisa é ainda mais grave, porque em abril do ano passado, a NASA informou o Congresso dos EUA que deixaria de comprar espaço nos cargueiros russos Progress a partir de 2011. Assim, e com a NASA fora da equação, restam a ESA europeia com os seus ATVs e o Japão. Ou então, opções privadas de empresas norte-americanas. A NASA em 2006 tinha aberto a possibilidade de empresas particulares desenvolverem um sistema próprio para enviar abastecimentos para a ISS. Em dezembro de 2008, a NASA seleccionou duas empresas, a SpaceX e a Orbital Sciences Corporation para essa tarefa, algo que terão que começar a fazer a partir de 2016.

Elon Musk da SpaceX afirmou que “mesmo quando o Ares-Orion estiver pronto, é desperdício usá-lo para abastecer a Estação. Será incrivelmente dispendioso. Assim a NASA olhou para o sector privado para resolver o problema.”

A SpaceX vai abastecer a ISS com uma versão do seu foguetão Falcon 9, um lançador capaz de colocar quase 10 toneladas de carga útil em órbitas baixas.

//www.skyrocket.de)

(O Taurus 2 in http://www.skyrocket.de)

O Falcon 9 será capaz de colocar em órbita a cápsula Dragon, com três metros e meio de diâmetro, transportando até 2500 kg de carga ou uma tripulação de até sete astronautas. A Dragon regressará à Terra recorrendo a paraquedas para refrear a sua queda até uma amaragem, usando o mesmo método que as cápsulas Apollo. O foguetão Falcon 9 colocará o Dragon em órbita após o que este manobrará de forma autónoma até chegar à ISS. A cápsula estará equipada com uma torre de fuga, de garantirá a ejecção da Dragon em caso de anomalia séria com o foguetão lançador.

O primeiro teste real com o par Falcon 9-Dragon terá lugar em 2010, com uma missão real ainda no mesmo ano, de acordo com os planos da SpaceX.

Além da SpaceX, também a Orbital Sciences Corporation tem uma solução para o envio de abastecimentos para a ISS. A sua solução consiste no foguetão Taurus 2 e da cápsula Cygnus. Contudo, a Cygnus será muito mais limitada do que a Dragon da SpaceX, já que não foi concebida para transportar astronautas para o Espaço, apenas carga útil. A capsula da Orbital poderá transportar até duas toneladas, com módulos pressurizados e despressurizados, como o ATV europeu. Como a SpaceX, a empresa espera realizar o seu primeiro teste na última parte de 2010. O Taurus 2 encontra as suas origens no reputado e fiável foguetão Delta 2, que deixará de ser usado por volta de 2010 e substituído pelos Atlas 5 e pelo Delta 4.

Estas duas soluções, que são perfeitamente compatíveis entre si poderão conceder à NASA os meios suficientes para manter a sua presença autónoma no Espaço e garantir a transição a partir do Shuttle… Poderão até constituir uma alternativa viável mas mais ligeira e menos onerosa aos sistemas atuais da NASA…

Fonte:
http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7800721.stm

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A NASA vai testar uma vela solar num foguetão da SpaceX


(Vídeo do primeiro lançamento do foguetão “Falcon 1” da SpaceX)

A NASA vai incluir na carga útil do foguetão privado “Falcon 1” da SpaceX um “demonstrador tecnológico” de uma vela solar. O foguetão, a lançar ainda em 2008 (ver AQUI), entre 29 de Julho e 6 de Agosto. Este foguetão vai colocar em órbita um mini-satélite que vai estender uma vela solar designada por “NanoSail-D” para testar a validade de um conceito que visa alcançar dois propósitos: afastar satélites desactivados da órbita terrestre e servir como propulsor auxiliar ou principal para sondas inter-planetárias.


(A NanoSail-D in http://www.nasa.gov)

A NanoSail-D foi construída por elementos de plástico e alumínio pesando um total de 4,5 Kg e quando no Espaço vai estender quatro velas de três metros cada uma a partir de quatro mastros extensíveis a partir de uma célula central. A vela solar foi concebida para operar a partir de um módulo designado por “Poly Picosatellite Orbital Deployer” desenvolvido pelo Instituto Politécnico da Universidade da Califórnia.

Se o conceito provar a sua viabilidade, unidades de maiores dimensões poderão ser instaladas em sondas espaciais a caminho de planetas e satélites do Sistema Solar, empurrando-as através das particulas do vento solar que o Sol emite constantemente. De início, a sonda terá velocidades muito baixas, dada a relativamente fraca energia dessas partículas, mas uma vez que a aceleração é constante, ao fim de alguns meses alcançar-se-ão velocidades muito significativas, e sempre sem o consumo de qualquer combustível. Por esta razão é que esta forma de propulsão é particularmente interessante para viagens de longas distância, tipicamente além do sistema Terra-Lua. Alternativamente, um sistema idêntico pode ser instalado em cada satélite e a vela aberta quando este esgotar o seu combustível, caindo na Terra. Com a vela, o satélite desativado pode ser afastado de órbita, ou para órbitas mais altas e menos povoadas de satélites (reduzindo assim o risco de colisão com outros satélites) ou mesmo ser enviado para o Espaço, abandonando a órbita terrestre e qualquer possibilidade de impacto. Num futuro não muito longínquo, podemos até sonhar com naves à vela cruzando o Espaço a caminho dos planetas exteriores, tal como os nossos navegadores levavam as suas naus até às paragens do Extremo Oriente, e recorrendo novamente ao vento… desta feito, ao vento solar.

Fontes:
http://www.nasa.gov/mission_pages/smallsats/nanosaild.html
http://www.spacex.com/launch_manifest.php
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vento_solar

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A “Magic Dragon”: Uma cápsula tripulada que nunca chegaria a voar…

(http://static.flickr.com)Magic Dragon

A primeira cápsula tripulada construída por privados foi construída e entregue à SpaceX para voar no seu Falcon 5. A cápsula “Magic Dragon” foi desenhada pelo britânico Andy Elson, um engenheiro que já concebeu cápsulas para balões de altas altitudes. A cápsula foi criada para levar cinco tripulantes até à Estação Espacial Internacional (ISS) ou para ficar aqui instalada como cápsula de escape de emergência. Cada um dos seus lugares tem um portátil ligado a ele. A versão de carga da “Magic Dragom” não tem naturalmente estes assentos.

Numa das suas extremidades, a “Magic Dragon” tem um módulo de acostagem compatível com a ISS (“ISS common berthing module (CBM)”) numa das extremidades e um módulo de propulsão e escudo de calor para a reentrada na oposta. Actualmente, a “Magic Dragon” arrisca-se a nunca voar, já que a SpaceX abandonou o projecto de construir o Falcon 5 e avançou para outro modelo, o Falcon 9… O “Magic Dragon” devia efectuar uma descida controlada na atmosfera sem o recurso a paraquedas, mas recorrendo apenas a retro-foguetes. Estes, poderiam ser também utilizados como um sistema de fuga em caso de emergência. Obviamente, o módulo escudo de calor-propulsão teria que ser muito grande, e de facto era maior do que a própria cápsula.

Inicialmente, a cápsula devia transportar apenas três tripulantes, mas a SpaceX alterou posteriormente os planos de forma a incluir cinco pessoas. Não é claro, contudo, porque é que o desenhador britânico não conseguiu obter detalhes sobre as dimensões exactas do Falcon 5. Outro problema residia no módulo de propulsão-escudo de calor que Any Elson não estava encarregado de conceber. De algum modo, a SpaceX parece ter encomendado este trabalho e depois ter-se desinteressado do resultado do mesmo, provavelmente no mesmo momento em que decidiu encerrar o projecto do Falcon 5 e avançar com o Falcon 9.

Depois de um meio-fracasso com o primeiro lançamento de um Falcon 1, a SpaceX planeia em Junho de 2008 realizar um segundo lançamento do foguetão com uma carga útil da DARPA. Um terceiro lançamento terá lugar ainda antes do final de 2008.

Fonte:

http://www.flightglobal.com/articles/2008/04/15/222995/picture-uk-built-spacex-capsule-revealed.html

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