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Em pleno ambiente renovado de “Guerra Fria” com a Rússia, a NASA prepara-se para embarcar os seus astronautas em… cápsulas russas


(A cápsula Dragon da SpaceX in http://www.hobbyspace.com)

A NASA anunciou novos atrasos no seu programa de regresso à Lua… A “Orion“, a nave espacial criada par tomar o lugar da frota envelhecida para além do patamar do perigo máximo, como demonstraram até á exaustão os dois acidentes fatais com o Shuttle, sofreu novos atrasos e agora, em vez de ser lançada em 2013, será lançada pela primeira vez apenas em 2014.

Segundo responsáveis pela agência espacial americana, NASA, o atraso deveria-se a “dificuldades técnicas” a um orçamento pouco ambicioso.

O vôo de 2013 (agora atrasado até 2014) era um voo experimental, já que o primeiro voo efetivo da cápsula até à Estação Espacial Internacional (ISS) terá lugar apenas em Março de 2015, como previsto e como determinado inicialmente pelo Congresso dos EUA.

A “Orion” é a parte mais importante – juntamente com o novo lançador Aries – do programa espacial norte-americano designado como “Constellation” que tem como apogeu a construção de um novo lander lunar capaz de levar 3 astronautas até ao solo do nosso satélite natural.

Este atraso não parece colocar ainda em risco a data de entrada em funcionamento pleno da Orion, mas a margem de erro entre a disponibilização da nova cápsula e o primeiro lançamento da mesma, reduziu-se… E com ela a hipótese de os EUA terem que depender totalmente da Rússia durante mais um ano além do inicialmente previsto, isto é após o último voo do Shuttle em Maio de 2010… E isto dará aos EUA quatro anos voando os seus astronautas em naves Soyuz russas (pagando bilhete!) num contexto de regresso da Guerra Fria e de afastamento da Rússia dos principais fóruns de segurança internacionais… Ou a NASA começa a receber muito depressa os recursos necessários não para recuperar o atraso de um ano, mas para o transformar numa intensa aceleraçao ou o COTS consegue levar astronautas americanos para a ISS em 2011 (alguns concorrentes esperam realizar um voo de demonstração ainda em 2010, como a Orbital, a SpaceX ou a Rocketplane-Kistler). Ou seja… Ou os privados resolvem o problema para uma NASA que luta com a falta de fundos. A SpaceX prevê realizar o seu primeiro voo COTS com uma cápsula Dragon em 2009, mas enviar astronautas apenas a partir de 2010 e a Kistler lançará a sua primeira K-1 de demonstração em finais de 2008.

Fontes:
http://www.space-travel.com/reports/Space_Shuttle_successor_will_not_fly_before_2014_NASA_999.html
http://www.associatedcontent.com/article/908615/nasa_space_shuttles_last_flight_tentatively.html
http://www.nasa.gov/mission_pages/exploration/news/COTS_selection.html
http://www.orbital.com/AdvancedSpace/COTS/

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A NASA pressiona a Europa para que esta tenha a sua própria cápsula espacial tripulada


(Provável aspecto do ACTS/CSTS russo-europeu in http://futurama.idoo.com)

A NASA está a procurar incentivar a Europa a desenvolver a sua própria nave espacial tripulada. A proposta tem dado origem a alguma turbulência nos gabinetes europeus, com a ESA a negociar com a Rússia a sua participação no ACTS/CSTS e a empresa privada EADS Astrium a pedir o financiamento europeu para uma versão tripulada do ATV. O sucesso do ATV “Jules Verne” demonstrou que a Europa tem a tecnologia para construir um tal engenho a um custo e numa data relativamente curtos e por essa razão o administrador da NASA, Michael Griffin apelou publicamente a que a Europa “desse esse pequeno passo”, esperando obter uma maior redundância através da existência desse sistema europeu, uma redundância que poderia salvar vidas no Espaço. Estas declarações foram proferidas no parlamento francês perante um grupo de pesquisadores espaciais europeus e de executivos da área aeroespacial.

Compreendem-se bem estas pressões por parte dos EUA… Devido a um espantoso erro de planeamento cometido durante a primeira administração Bush, os EUA não colmataram a lacuna temporal entre o fim da atividade do Shuttle e a entrada em serviço do seu sucessor, a cápsula Orion. Assim, entre 2010, ano do último voo do Shuttle e 2015, o ano do primeiro voo do Orion (uma data que pode ser adiada por algum problema técnico ou orçamental). Ou seja, durante cinco anos, a NASA vai estar totalmente dependente das cápsula Soyuz russas e isso favorece a posição negocial da Rússia durante as negociações que agora decorrem… O problema é que será impossível para os europeus desenvolverem um novo veículo antes de 2010… De qualquer forma, só o próprio facto deste estar em desenvolvimento poderia servir para aplacar a vantagem comercial do urso russo e logo… poupar alguns milhões aos exaustos cofres da agência espacial norte-americana.

Fonte:
http://www.physorg.com/news131904709.html

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As três fases do novo programa espacial russo: Parom, Pós-Kliper e Soyuz-2-3


(Filme soviético ilustrando o desenvolvimento de vaivéns espaciais que haveria de levar ao Buran)

Depois de algumas (demasiadas) hesitações, o Kliper foi finalmente integrado como uma parte fundamental do programa espacial russo para as próximas décadas.

A Rússia dividiu por três fases a evolução do seu programa espacial tripulado:

1ª Fase: O desenvolvimento de uma versão das cápsulas Soyuz já começou em 2007. Esta nova versão (a atual é a Soyuz-TMA) que deverá ser utilizada pela primeira vez em 2011 vai transportar mais um tripulante que os três da versão atual. Será também capaz de realizar viagens até à Lua, sem a adição de foguetes e combustível adicionais.

2ª Fase: O sistema de cargueiros Progress, que têm servido de principal fonte de abastecimento da ISS, será substituído pelo Parom. Estes cargueiros incluorão um orbitador reutilizável e um módulo não-reutilizável com 12 m2 de capacidade de carga, uma enorme expansão a partir dos reduzidos 2,5 m2 oferecidos hoje pelas Progress. Segundo Anatoly Perminov, o primeiro Parom será lançado em 2009.

3ª Fase: O novo veículo será formado por 3 segmentos distintos e poderá ser lançado por foguetões Soyuz de uma nova geração, a Soyuz-2-3, encerrando assim os planos que a RKK Energia tinha de desenvolver um Soyuz-3, uma evolução a partir do lançador Zenit-2 ou de um novo lançador Angara. Este novo lançador será responsável por colocar em órbita um novo conceito de nave espacial gémea formada pelo par Parom-Kliper. Lançados separadamente, por dois foguetões, o módulo desabitado Parom poderá atracar em órbita com o Kliper tripulado ou, separadamente, atracarem-se ambos à Estação Espacial Internacional (ISS). Se acoplados em conjunto, poderão evoluir até à Lua ou, unindo-se a mais módulos Parom ou a módulos de outro tipo, avançar até Marte e regressar, voltando o(s) Parom(s) para a ISS e regressando o Kliper ao solo com os seus cosmonautas. O Kliper poderá transportar até quatro astronautas e será lançado até 2011.

A Rússia assume assim finalmente uma visão de longo prazo para a exploração humana do Espaço e para o regresso da Rússia à cena principal da exploração tripulada do Espaço. Cada elemento desenvolvido, testado e provado numa das três fases, servirá de assentamento e garantia para o sucesso da seguinte, e assim por diante até ao apogeu do programa que será uma missão lunar ou – até – uma missão humana a Marte, estando esta apenas em equação se forem estabelecidas das devidas parcerias e acordos com outras potencias espaciais, estando a Rússia preparada para uma tal missão entre 2020 e 2030, segundo a Agência Espacial Federal.

(O lander Phobos-Ground, o regresso russo ao estranho Phobos in http://www.federalspace.ru)

No campo da exploração espacial robotizada, a Rússia – completamente ausente neste domínio nas últimas décadas – antecipa também um regresso à cena internacional com sonda solar Koronas-Foton a lançar ainda este ano, o arranque do projecto marciano Phobos-Ground em 2009 e a várias missões lunares.

Fontes:

http://en.rian.ru/analysis/20061220/57396095.html

http://www.russianspaceweb.com/parom.html

http://www.shuttlepresskit.com/ISS_OVR/index.htm

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A ASU da Estação Espacial avariou… Correcção: A Sanita da Estação Espacial avariou


(A Sanita de “gravidade zero” da ISS, ou “ASU” in http://astronomy.neatherd.org)

Decorre neste momento um drama a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS): a única casa de banho da Estação Espacial está avariada. Conhecida pelo nome algo pomposo deASU (Ассенизационно-Санитарная Установка, ou “Waste Management System”)

Este problema trivial e relativamente comum em Terra é grave para a Estação, porque ao contrário de nós, a ISS não pode chamar um canalizador e substituir simplesmente a sanita avariada, mas tem que esperar pacientemente (ou “impacientemente”) pela próxima visita do shuttle Discovery para que este transporte uma nova sanita espacial… Ou melhor, componentes para uma nova, já que o Shuttle já vai transportar o grande laboratório espacial japonês Kibo com as suas 4,2 toneladas e a sua carga se encontra já muito perto dos limites do Discovery.

A sanita, construída na Rússia, como a maioria dos componentes mais básicos da Estação, deixou de funcionar em meados de Maio quando uma ventoinha deixou simplesmente de funcionar, após a emissão de “um ruído muito alto” e a parte de “gestão de resíduos líquidos” (urina…) deixou de funcionar, a “gestão de resíduos sólidos” (excrementos…) felizmente, permanece operacional. O problema já tinha acontecido várias vezes no passado, mas sempre foi resolvido e foi descrito pela NASA como “a unidade deixou de providenciar sucção”, algo essencial já que a ISS está a gravidade zero e não se pretende que gotas de urina fiquem soltas, flutuando pela Estação… Desta vez, contudo, tal não tem sido possível e a única solução aparente da avaria passa pela substituição de todo o equipamento.

A tripulação da ISS, composta atualmente apenas por 3 astronautas, um número que deverá subir brevemente, tornando ainda mais agudo o problema, tem resolvido a questão de forma provisória visitando a cápsula Soyuz que está atracada à ISS, a qual tem a sua própria sanita, mas com muito menor capacidade que a da ISS, o que quer dizer que foram forçados a espalhar a sua urina em sacos que estão a guardar algures na apertada Estação Espacial.

E quem disse que a vida de astronauta era só glamour?…

Fontes:

http://www.cnn.com/2008/TECH/space/05/27/space.toilet.ap/

http://www.theregister.co.uk/2008/05/28/iss_asu_failure/

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Sobre os problemas graves (“queda balística”) da Soyuz TMA-11 no seu regresso à Terra

(Lançamento da Soyuz TMA-11 in http://www.foxnews.com)

Algo parece ter corrido muito mal no regresso à Terra da cápsula Soyuz no dia 20 de Abril… Fontes da própria indústria espacial da Rússia admitiram que os seus três tripulantes só se salvaram por mero “milagre”. A Soyuz TMA-11 aterrou a 420 Km do ponto previsto, no final de uma queda livre (o termo “trajetória balística” é um eufenismo técnico) que só foi registada na história da indústria espacial russa por duas outras vezes, em 2003 e em 2007, respetivamente. O desvio da trajetória ótima implicou um sobreaquecimento da cápsula e uma consequente destruição de vários equipamentos exteriores, como a escotilha de saída, a antena de comunicações e até a válvula de equilibra a pressão no interior do veículo espacial e cuja destruição poderia ter levado à despressurização da cápsula e logo, ao asfixiamento dos seus três tripulantes. A agência russa Interfax declarou que o problema resultou de uma ejecção defeituosa do módulo de propulsão da Soyuz, o que impediu o funcionamento adequado do escudo de calor da cápsula, o que explica o calor invulgar sentido no interior da cápsula e as destruições de equipamentos exteriores.

A entrada balística implica também uma carga de 8 Gs durante cerca de um minuto… mais do que muitos de nós poderíamos suportar sem sofrer um ataque cardíaco. As notícias publicadas pelas televisões nacionais indicavam que “a tripulação tinha optado por uma trajectória balística”, quando na verdade, a NASA declarou que “nada nas ações da tripulação poderiam ter levado a isto”, desmentindo assim essa tese sugerida pelos russos. Durante a descida, a tripulação viu fumo dentro da cápsula e um painel de controlo desligou-se várias vezes. Não é claro que o fumo vinha do interior da Soyuz ou do exterior, através das condutas de ventilação.

Os danos foram tão profundos que quando a cápsula tocou o solo os astronautas ficaram uma hora fechados dentro da cápsula até que o russo Yuri Malenchenko conseguiu arrombar a escotilha soldada pelo calor da reentrada e usar o seu telefone satélite de reserva para chamar os helicópteros de resgate.

Ainda que não se saiba o que levou o computador interno da Soyuz TMA-11 a iniciar uma descida balística e isso só venha a ser conhecido quando o inquérito russo fôr publicado daqui a um mês, mas para já a NASA suspeita de uma largada deficiente do módulo de propulsão da Soyuz (que normalmente é ejectado pouco antes da reentrada) ou de um cabo externo que pode ter entrado em curtocircuito.

A Soyuz transportava de regresso à Terra, depois de uma estadia na Estação Espacial Internacional (ISS) o astronauta russo Yuri Malenchenko, a americana Peggy Whitson e a sul-coreana Yi So-yeon, que esteve prestes a encerrar com chave de chumbo a primeira visita ao Espaço de um astronauta sul-coreano.

(Reentrada da Soyuz TMA-9/13S a 28 de Setembro de 2006)

Este incidente – o terceiro nos últimos anos – indica que começam a multiplicar-se para além do tolerável os problemas de qualidade na construção das Soyuz. E isto está a preocupar seriamente a NASA que utiliza as cápsulas Soyuz para transportar os seus astronautas de e para a ISS. Apesar destes incidentes, o sistema Soyuz continua a ser extraordinariamente fiável, como aliás demonstra o desfecho último desta descida e sem elas, entre 2003 e 2005 a ISS teria que ter sido abandonada e teria tombado no Pacífico, sem os essenciais abastecimentos de combustível para se manter em órbita. E a partir de 2010, sem os Shuttle e ainda sem Orion nem Kliper, serão novamente o único suporte da Estação, por isso, deixar de usar as Soyuz está completamente fora de questão, para já…

Fontes:

http://sic.aeiou.pt/online/noticias/vida/220408_Astronautassalvaramsepormilagre.htm

http://www.space.com/missionlaunches/080422-soyuz-landing-update.html

http://www.space.com/news/080422-nasa-russia-soyuz-update.html

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