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O papel dos F-5 Tiger quenianos na guerra do Quénia contra a milícia somali Al Shabab

Numa guerra que tem praticamente passado desapercebida do foco mediático, o Quénia está envolvido numa autentica guerra total contra os terroristas islâmicos somalis do Al Shabab. Um papel central neste conflito tem sido desempenhado pelos velhos caças F-5 da Força Aérea queniana.

O objetivo queniano é muito ambicioso: destruir militarmente a Al Shabab e impedi-la de tornar a entrar no Quénia para atacar ou raptar mais turistas estrangeiros. Por esse motivo, mais de 2 mil soldados quenianos atravessaram a fronteira a 17 de outubro. Desde então, mais reforços foram enviados, totalizando-se hoje perto de 4 mil soldados em movimentação no sul da Somália.

A operação militar é a maior alguma vez conduzida pelo exercito queniano e foi preparada por bombardeamentos aéreos de bases do Al Shabab junto à fronteira. O objetivo principal da operação parece ser a cidade de Kismayo, um porto no sul da Somália, que tem sido usado pelo grupo islâmico como base e como apoio para as ações de pirataria que lançam sobre todo o leste do oceano Índico.

As operações aéreas quenianas são realizadas por 18 F-5E e F. Os primeiros aparelhos foram comprados aos Estados Unidos em finais da década de 70. Em 2008, o país comprou mais 15 aparelhos do tipo à Jordânia. O facto de se tratar de um avião tão antigo, a falta de treino poderia indicar uma baixa operacionalidade dos aparelhos. Contudo, os quenianos têm conseguido manter uma campanha aérea muito intensa nos céus da Somália desde 17 de outubro. Mas começam a registar-se problemas resultantes do cansaço e da obsolescência dos aparelhos: 2 F-5 colidiram no ar e, recentemente, um campo de refugiados perto de Kismayo foi bombardeado por engano.

Não é claro que a operação terrestre esteja a ser um sucesso, mas a milícia somali está na defensiva e a retirar para Kismayo e embora o turismo (setor vital para a economia queniana) tenha já sofrido um decréscimo considerável não têm sido registados novas incursões da Al Shabab dentro do território queniano.

Fonte:
http://www.offiziere.ch/?p=6767

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Os piratas somalis estão a mudar as suas táticas…

Os piratas somalis têm conhecido no último ano serias dificuldades para levarem a bom porto (literalmente…) as suas operações devido à intensificação das operações das marinhas presentes nos seus mares. Uma das suas respostas foi levaram as suas operações para ainda mais longe, para perto da Índia e, para sul, quase até Moçambique (onde deveriam ter esperando-os navios portugueses ou brasileiros). Mas recentemente, estão a usar outra estratégia: à semelhança dos alemães em 1942 estão a reunir-se em grandes grupos e a realizarem assim as suas ações de pirataria.

Este comportamento já foi observado pelo menos duas vezes. Na última (ao largo da costa eritreia) uma frota de sete embarcações aproximaram-se primeiro de um cargueiro, dois, depois separaram-se do grupo principal, tendo cada um entre 3 a 5 piratas armados, aproximando-se do cargueiro a alta velocidade. O cargueiro conseguiu aumentar a velocidade enquanto a tripulação (com excepção do pessoal da ponte) se juntava numa “sala segura”. Na ocasião, a rapidez da reação permitiu evitar a captura do navio. No primeiro ataque, também junto à Eritreia doze embarcações com 5 a 8 piratas cada  aproximou-se de um cargueiro. A tripulação respondeu lançando foguetes de sinalização, o que não dissuadiu os piratas, que só largaram a presa quando os seguranças do navio dispararam munições reais de aviso. Nao sem que disparassem também e seguissem o navio ainda durante algumas milhas.

A nova tática é potencialmente muito perigosa e está a ser usada – aparentemente – por um grupo de piratas ativo no mar da Eritreia. Outra mudança de atitude foi registada com ataques a navios em condições de mar difícil, o que também é uma novidade com a pirataria somali e pode indicar um aumento da sua atividade durante os próximos meses…

Segundo uma ONG internacional em meados de agosto os piratas somalis tinham sob o seu jugo 18 navios e 355 reféns aguardando resgate já que… salvamentos, esses têm havido poucos.

Fonte:
http://www.defpro.com/news/details/27057/

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Confirmado: Os T-72 do MV Faina íam mesmo para os rebeldes do sul do Sudão

Cargueiro MV Faina (http://i.telegraph.co.uk)

Cargueiro MV Faina (http://i.telegraph.co.uk)

Talvez ainda se recordem daquela estranha mas verídica história de um bando de piratas somalis que atacou e capturou o cargueiro ucraniano MV Faina com a sua preciosa carga de tanques 32 MBTs T-72 além de outro armamento. Na altura (2008) não se sabia bem a quem se destinaria esta impressionante lista de armamento. Mas agora, graças ao… Wikileaks. Segundo um telegrama diplomático norte-americano, este armamento de origem ucraniana teria como destino os rebeldes do sul do Sudão e seria apenas a última de várias entregas de material patrocinadas pela Administração Bush: quando o cargueiro foi sequestrado já haviam sido entregues 67 tanques T-72 aos rebeldes do sul do Sudão.

A compra deste armamento não foi realizada diretamente sob instruções dos EUA, mas este documento da Wikileaks revela que estavam a par de tudo e que tinham vendido também equipamento de comunicações, “armas não letais” e treinamento às forças do sul.

Os documentos revelam também que com a chegada de Obama a atitude “tolerância ativa” quanto a esta transacção mudou e o Quénia (que armazenava os tanques entretanto recuperados) foi ameaçado com sanções para não entregar os tanques aos sudaneses.

Fonte:
http://defensetech.org/2010/12/09/t-72s-were-indeed-being-sent-to-sudan-rebel-army/

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A FAP envia para os céus da Somália um avião de reconhecimento P-3P Orion

P-3P Orion da FAP (http://robalo.no.sapo.pt)

P-3P Orion da FAP (http://robalo.no.sapo.pt)

Portugal mantêm atualmente em Victoria, nas ilhas Seychelles, um avião de reconhecimento marítimo P3, assim como 41 militares numa equipa de suporte da força aérea. O avião irá reforçar a capacidade de reconhecimento aéreo da NATO nas suas missões contra a pirataria somali, juntando-se aos aviões aqui já em operação da Suécia e do Luxemburgo.

Apesar da crise financeira e do fim do destacamento de uma fragata na região, Portugal mantêm na operação anti-pirataria da NATO, a Atalanta, uma presença proporcionalmente muito mais significativa do que outras “grandes” potências e que sendo grandes exportadoras ou mantêm na região uma presença mínima (como os EUA e a China) ou estão completamente ausentes (como o Brasil).

O avião de reconhecimento estará nos mares da Somália durante quatro meses, procurando navios piratas e encaminhando os navios da NATO até aos mesmos de forma a impedir que consumem ataques contra embarcações civis.

Fonte:
http://www.defpro.com/news/details/14686/

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Começa a haver sucesso no combate à pirataria somali

A esquadra multinacional, que tem regularmente incorporado fragatas portuguesas da classe Meko está finalmente a exibir sucessos regulares no seu combate à pirataria somali que assola essa região.

Depois de meses de hesitação e tibieza, a estratégia europeia no combate à pirataria mudou e agora, já não se cumprem apenas missões de ineficaz “prevenção”, mas procuram-se e destroem-se as embarcações usadas pelos piratas.

Os navios europeus aproximam-se agora muito mais da costa da Somália e atacam os navios piratas apenas algumas horas depois destes terem deixado os seus portos. A mudança de estratégia resulta de pressões por parte do nosso vizinho Espanhol por causa dos seus pesqueiros – que operam muito nessas águas – terem sido alvo de múltiplos ataques. Este sucesso resulta também da disponibilização de novos meios aéreos, como o P-3P Orion português que seguirá brevemente para a região, mantendo assim Portugal uma presença muito significativa na região (além da fragata Meko) e muito superior aquela que outros países (com frotas mercantes e interesses na região) mantêm.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/piratariasomalia-mais-agressividade-da-esquadra-europeia-reduz-ataques-a-navios=f571742

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Na luta contra a pirataria na Somália, a Marinha Portuguesa é a mais eficiente

Fusileiros da Álvares Cabral (http://www.sabado.pt)

Ainda que não tenha nem meios numerosos, nem particularmente modernos, a Marinha portuguesa continua a manter elevados níveis operacionais, comparáveis em termos de eficácia e desempenho aos de qualquer outra nação desenvolvida. Prova disso mesmo é o facto da nossa Marinha ser a do país da NATO que mais piratas somalis deteve durante as suas missões nos mares do Índico e isto apesar de ter aqui apenas uma fragata, antes a Corte Real e agora, a Álvares Cabral.

No total, a Marinha terá capturado já mais de 40 piratas somalis, num total de 100. Infelizmente, esta eficácia não tem sido acompanhada pelo Parlamento, que insiste em não produzir legislação que permita que a Marinha faça algo mais além de deter e libertar, logo de seguida estes piratas, em águas internacionais. Até quando é que a partidocracia dominada pelo bipartido vai insistir em dormir na forma e a ignorar o crime de pirataria?

Fonte:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1453709

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A fragata Álvares Cabral chefia a força da NATO nos mares da Somália. Apesar da incúria continuada dos nossos deputados

A missão da NATO nos mares da Somália que teve início em novembro e que foi atribuída à força “Standing NATO Maritime Group 1” (SNMG1) tem mais uma vez como objetivo “o combate à pirataria nos mares a norte da Somália”.

A missão pretende evitar a multiplicação do número de ataques a navios mercantes nessa região, crescente a cada mês que passa e que se traduz pela existência no momento em que escrevo estas linhas de dez navios capturados, com mais de 200 tripulantes, nas mãos dos piratas e atracados ao largo de cidades portuárias somalis controladas pelos piratas.

Esta missão NATO sucede a uma anterior, onde a fragata portuguesa Corte Real se notabilizou ao capturar 12 piratas em duas pequenas embarcações. Agora, é a fragata Álvares Cabral que compete honrar os pergaminhos da sua antecessora e, antes dela, da marinha portuguesa nos mares do Índico.

É a um oficial português, o contra-almirante José Pereira da Cunha que cabe pela segunda e última vez o comando da missão da NATO. No total, esta força naval de reação rápida inclui além da fragata portuguesa, uma fragata canadiana, um destroyer dos EUA e uma fragata italiana.

A missão da NATO é extremamente difícil. Não só por causa da extensão de mar a patrulhar, mas sobretudo porque a nossa partidocracia ainda não deu aos nossos militares as devidas ferramentas para poderem cumprir a sua missão com eficácia! E não falo dos meios estritamente militares ou técnicos, mas de Leis! Os nossos militares podem capturar mais piratas, mas serão novamente obrigados a libertá-los. É que os elementos do bipartido PS-PSD que ocupam a nossa querida partidocracia ainda não legislaram sobre o crime de pirataria! O crime existe no direito internacional marítimo, mas não na legislação nacional pelo que aos nossos marinheiros está vedada a detenção de todos os piratas capturados em águas internacionais. Se os piratas atacassem um navio português e se fossem capturados neste, poderiam ser detidos, mas como já não há nenhuma marinha mercante em Portugal digamos por assim dizer que essa possibilidade é algo remota…

Apesar de tudo, tem havido uma certa diminuição dos ataques piratas nos mares da Somália. Essa redução deve-se ao facto de os navios seguirem agora por um corredor marítimo pré-determinado, que é vigiado por meios navais e aéreos dos países presentes na região e pela formação de comboios de navios de nacionalidade chinesa que são agrupados e escoltados pelos navios de guerra chineses na região. Esta estratégia tem dado bons frutos, com uma redução da taxa de sucessos de 1/3 em 2008, para 1/8 em 2009.

No total, na região, estão 44 navios de guerra de varias nacionalidades. A SNMG1 chefiada por portugueses, a SNMG2, a força Atalanta da União Europeia, uma força multinacional chefiada pelos EUA e navios não integrados de países tão diversos como a Coreia do Sul, a Índia, a China, a Arábia Saudita, o Bahreim, a Rússia, o Japão e até a Indonésia e o Irão!

Fonte:
http://www.publico.clix.pt/Pol%EDtica/marinha-volta-hoje-a-combater-piratas-na-somalia-mas-nao-pode-prendelos_1409069

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A Fragata portuguesa Álvares Cabral regressa aos mares da Somália

(NRP Álvares Cabral, da Marinha Portuguesa em http://www.shipsnostalgia.com)

A força naval da NATO “Standing NATO Maritime Group 1” comandada pela fragata portuguesa “NRP Álvares Cabral“, pelo contratorpedeiro norte-americano “USS Stephen W Grooves“, pela fragata canadiana “HMCS Fredericton” e pelas fragatas norte-americanas “USS Donald Cook” e italiana “ITS Libeccio” está novamente a caminho dos mares da Somália para empreender mais uma missão de combate à pirataria, respondendo assim a um recrudescimento da atividade pirata na região. Os navios deverão permanecer nas águas do Índico até 25 de janeiro de 2010 e deverão estender a uma região maior a sua área de ação, já que os piratas somalis estão também a aumentar o raio de ação (e a ousadia) das suas atividades.

Fontes:

http://aeiou.expresso.pt/nato-fragata-portuguesa-alvares-cabral-regressa-a-somalia-para-combater-a-pirataria-emgfa=f544096

http://www.snmg1.nato.int/SNMG1_ficheiros/Page958.htm

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A fragata Corte-Real impede mais um ataque de piratas na costa somali

(A Corte-Real em exercício)

A fragata portuguesa da classe Meko “Corte-Real” (NRP Corte-Real F332) navega agora nas águas perigosas do Golfo de Áden… Quinhentos anos depois da conquista da ilha de Socotorá e da presença dominante das naus portuguesas nesta região. O navio enquadra-se numa força internacional de mais 30 outros navios, provenientes de várias origens, desde a China (a primeira presença chinesa numa missão internacional), a Índia, a Rússia e a maioria das nações da OTAN. A missão da OTAN “Allied Protector” (onde a atividade da Corte-Real aparece especialmente destacada) é agora comandada pela fragata portuguesa, devendo manter-se neste papel até ao final do corrente mês de julho, numa missão que começou a 5 de março. Durante os próximos dias a fragata permanecerá nestas águas, precisamente aquelas onde a atividade pirata somali é mais intensa. Já no âmbito desta missão, a fragata salvou um dhow indiano, com 14 marinheiros a bordo, e outro ataque a um petroleiro, como aqui noticiámos. Estes navios fazem parte dos milhares de cargueiros que passam por estas águas todos os anos.

Recentemente, a fragata impediu um ataque de um pequeno grupo de piratas, armados com AK-47s e RPG (ver o vídeo AQUI) quando uma pequena embarcação (um “skiff”) se deslocava a 40 nós aproximando-se do cargueiro “Maersk Phoenix”. A fragata recorrendo à sua velocidade máxima de 32 nós (a gás, já que a de cruzeiro, a diesel é de apenas 20 nós) conseguiu interceptar a pequena embarcação e com tiro real de metralhadora dissuadiu os somalis quer prosseguirem com os seus intentos, ergendo as mãos no ar, sendo depois abordados por uma embarcação da fragata, que capturou as armas que estavam no “skiff” (4 Ak-47, um RPG-7, 3 granadas e barras de dinamite). No “skiff” estavam também duas escadas daquelas usadas para abordar cargueiros.

A força naval multinacional que opera na região está agora confrontada com a perigosa opção de continuar a cumprir o mesmo tipo de missões de escolta e reação contra ataques que tem desempenhado nos últimos meses, com sofrível eficiência – sobretudo enquanto não houver enquadramento legal que permita deter estes piratas em águas internacionais, nem nacional para o permitir – ou começar a ponderar realizar missões de resgate aos navios que já estão reféns dos piratas e que estão atracados a portos somalis controlados pelos grupos de piratas. Estima-se que existam vários navios nas mãos dos piratas, com as respectivas tripulações ficando alguns deles, mais de um ano detidos, enquanto os detalhes do resgate são definidos… Perante tal impunidade e recompensa por parte dos piratas e dos banqueiros dos bancos do Dubai que recebem a comissão destas transferências, a comunidade internacional tem que empenhar mais meios no local (todos os grandes países do mundo têm o dever e a obrigação de terem aqui meios militares), as leis nacionais e internacionais têm que ser adequadas à esta nova realidade (as leis portugueses, por exemplo, impossibilitam que a Corte-Real detenha piratas que não sejam apanhados em flagrante) e as alternativas militares à realização de operações de resgate a navios atualmente aprisionados têm que ser medidas.

De novo, e apesar do pedido (raro) feito recentemente pela Marinha, os piratas tiverem que partir em liberdade porque o Código Penal português não prevê a figura jurídica adequada para levar à detenção destes indivíduos. A mesma inacção legislativa dos mesmos deputados que se apressaram a cozinhar secretamente e entre si a lei dos “sacos de dinheiro vivo” que Cavaco (num raro momento de lucidez) haveria de vetar, agora, que a Marinha está a arriscar a sua vida no Índico e clama por uma alteração legislativa que suporte as suas operações, as credibilize e aumente a sua eficácia, os senhores deputados DESTA partidocracia dormem na forma, esquecem os seus deveres e embrenhados como estão nas confusões e declamações da vida partidária esquecem que são (supostamente) o fiel e primeiro depositório da Lei e que antes de qualquer Governo enviar forças militares para qualquer cenário do mundo, devia ter sido acautelado o quadro legal adequado para enquadrar e dar eficácia à sua operação. Felizmente que os 19 oficiais; 40 sargentos; 102 praças; 13 elementos da equipa de voo e 6 elementos da equipa de abordagem trabalham muito melhor que os senhores deputados ou o nome de Portugal não estaria a ser tão bem como está nesta missão.

Fontes:

http://aeiou.expresso.pt/corte-real-navega-na-costa-norte-da-somalia-onde-ha-tres-navios-sequestrados-cfotos-e-infografia=f521098

http://aeiou.expresso.pt/corte-real-impede-ataque-terrorista-com-video=f522118

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Sobre a escalada recente de ataques dos piratas somalis

Piratas somalis, prestes a abordar um cargueiro em http://www.javno.com

Piratas somalis, prestes a abordar um cargueiro em http://www.javno.com

A atividade dos piratas somalis não tem parado de aumentar, este ano… Recentemente, um navio grego com 22 tripulantes foi capturado e pouco antes, um cargueiro com bandeira do Togo, sofria idêntico destino. No dia anterior, o mesmo tinha acontecido a dois pesqueiros egípcios, factos que aconteciam praticamente ao mesmo tempo em que eram anunciadas operações militares francesas e norte-americanas contra piratas que lograravam libertar reféns, à custa de baixas entre os piratas e raptores. Esta vaga de ataques recente indica que a atividade pirata está muito longe de abrandar e as atividades militares francesas e norte-americanas parecem estar em vez de dissuadir futuros ataques, ter acirrado ainda mais a vontade dos piratas somalis. De facto, um tal de Jama Si’ad, um líder pirata sediado na cidade costeira de Harardhere, onde estão sediados a maioria dos bandos de piratas somalis declarou que “agora vamos retaliar contra alvos norte-americanos” e adiantou ainda que nacionais franceses e norte-americanos que os seus homens viessem a capturar seriam executados e os seus corpos mostrados aos meios de comunicação.

Perante tal escalada – bem provável – a curto prazo há apenas como resposta um aumento do esforço militar na região, assim como uma maior racionalização dos consideráveis meios aqui já empenhados por diversos países (20 navios de quase 10 países!)… A estratégia de deter os piratas para os soltar a seguir ou entregá-los às “autoridades somalis” (uma ficção) tem também que ser alterada e a decisão da Administração Obama de levar até aos EUA o pirata capturado no resgate do comandante americano e julgá-lo aqui é correta, já que combate este sentimento de impunidade que grassa ainda entre os piratas somalis.

Existem atualmente perto de 12 navios capturados em portos somalis, com quase 200 reféns a bordo, aguardando o pagamento de resgates, sendo na sua esmagadora maioria nacionais de países do Índico ou do Extremo Oriente, cujas marinhas de guerra não estão presentes neste cenário e que portanto estão completamente desprovidos do mesmo tipo de proteção que mereceu o comandante do cargueiro americano…

Fontes:
http://www.voanews.com/english/2009-04-14-voa17.cfm?rss=topstories http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1374218

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A fragata Corte Real impede um ataque de piratas somalis

forumarmada.no.sapo.pt

forumarmada.no.sapo.pt

Um helicóptero Lynx Mk95 da fragata Meko 200PN “Corte Real” conseguiu evitar um ataque ao petroleiro “Kition” com bandeira das Bahamas por parte de um grupo de piratas somalis a cerca de 160 quilómetros da costa da Somália.

A fragata tem atualmente a missão de chefiar a força da OTAN no golfo de Áden e estava em patrulha quando detectou uma tentativa de abordagem ao navio. Quando viram o Lynx que patrulhava a zona em torno da fragata, os somalis terão batido em retirada no pequeno barco onde seguiam e retirado até ao navio-mãe, de maiores dimensões que geralmente está na retaguarda das suas abordagens e que lhes serve de apoio. Aqui, terão sido abordados pelo helicóptero e por uma equipa de fuzileiros da “Corte Real”, tendo sido identificados 19 suspeitos e apreendendo várias armas ligeiras, dinamite e  RPGs. Segundo fontes militares, durante a abordagem os fuzileiros não tiveram que abrir fogo.

Infelizmente, todos os piratas foram libertados devido à atual legislação portuguesa, ou melhor dizendo à incapacidade legislativa do nosso Parlamento que está bem mais preocupado em aumentar a quantidade de “dinheiro vivo” que construtores civis e banqueiros podem dar ao partidocratas (ver ESTA petição) do que a dar às nossas forças ao largo da Somália um adequado e útil quadro legal para enquadrarem as suas intervenções.

Se este petroleiro foi salvo pela “Corte Real” a mesma sorte não teve, contudo o cargueiro “Ariana” que foi capturado e tendo partido do Brasil com uma carga de soja com destino ao Médio Oriente o que faz recordar a gritante ausência neste cenário da Marinha Brasileira… Uma das maiores e mais equipadas da Lusofonia e da América do Sul e a marinha de uma das principais nações exportadoras do mundo mas que… Continua enclausurada nos seus portos nacionais.

Fontes:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1378014
http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Fragata-portuguesa-impediu-ataque-mas-pirataria-prossegue-ao-largo-da-Somalia.rtp&article=217297&layout=10&visual=3&tm=7
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9622892.html
http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=39&SubSubAreaId=79&ContentId=285420
http://diario.iol.pt/sociedade/somalia-piratas-fragata-corte-real-navio-tvi24/1061225-4071.html
http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/africa/Fragata-portuguesa-Corte-Real-impede-ataque-piratas,28405c5b-d52e-44c8-a293-5b8cc6636823.html

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Enunciado de uma estratégia para combater a pirataria somali


Um pirata somali a bordo de um navio capturado em http://www.rnw.nl

A presente situação nas costas ao largo da Somália expõe uma verdade insofismável: os navios das marinhas modernas são demasiado grandes, pesados e complexos para este tipo de ameaça. Isto mesmo foi revelado pelo recente incidente com o Maersk Alabama. De um lado, temos Senhores da Guerra, mais ou menos ligados a grupos terroristas islamitas somalis e que a partir da segurança das suas bases na costa enviam pequenos grupos de piratas, armados de AK-47 e RPG-7 atacar e capturar cargueiros que passem ao largo da sua costa. Estes piratas, operando a partir de pequenas embarcações ou de barcos de pesca, obrigam à manutenção na região de uma grande força naval internacional, num custo que é tremendo e que ascende a vários milhões de dólares mensais (sem contar com o preço dos resgates e dos atrasos nas entregas de mercadorias). Contra estas pequenas embarcações, a Marinha dos EUA alinhou com um cruzador CGN 25 Bainbridge um navio de grandes dimensões, e por isso caro de manter e de construir, mas capaz de transportar vários pelotões de SEALs e de pequenas embarcações rápidas, para além de mini submarinos capazes de levar um grupo de SEALs na maior discrição até ao navio sequestrado e resgatar quaisqueres prisioneiros com baixas mínimas. Mas, na verdade tudo isso poderia ser assegurado por um cargueiro – apenas ligeiramente armado – mas rápido e provido de abundante equipamento de comunicações e deteção, uma espécie de navio especializado de combate a piratas, muito mais barato que estes pesados cruzadores concebidos na Guerra Fria e por isso mesmo, raros e insuficientes…

A única forma de realmente combater militarmente esta ameaça não é de a de enviar fragatas, destroyers e cruzadores atrás destes piratas que operam a partir de barcos de pesca ou de lanchas rápidas. É fazer com que todos os navios que cruzem estas águas naveguem em comboio, é colocar na região vários aviões de vigilância e colocar entre os comboios navios de guerra pequenos, rápidos e defendidos por pequenos grupos de fuzileiros. Manter uma tal estratégia ficará a apenas uma fração do custo atual de manter uma frota multinacional datada da Guerra Fria na região, com uma eficácia muito maior… já que tantos navios indianos, chineses, europeus e norte-americanos não conseguiram deter a captura de quase 30 cargueiros só nos primeiros três meses deste ano por parte dos piratas somalis.

E esta estratégia “ligeira” nem tem que ser necessariamente conduzida pelos governos nacionais… como quem em estado a suportar o essencial destes custos com resgates têm sido as Seguradoras, não deve faltar muito tempo até ver flotilhas de barcos ligeiros e rápidos, guarnecidos com mercenários pagos por estas empresas a patrulhar comboios como aquele que antevejo no capítulo anterior. E isto vai acontecer inevitavelmente quando o primeiro pirata perder a cabeça e disparar uma rajada de AK-47 ou um RPG sobre um petroleiro carregado e este… explodir causando um prejuízo de biliões de dólares à seguradora. Algo que – a este ritmo – irá acontecer dentro de muito pouco tempo. Até esse momento, as Seguradoras nada farão, e confiarão nos orçamentos de Defesa dos Estados para que estes continuem a fazer um trabalho que no essencial, lhes diz diretamente respeito. E aos nossos impostos, que financiam estas operações, claro.

Outra solução efetiva poderá passar pelo puro e simples bloqueio naval dos portos a partir de onde as flotilhas piratas operam… Bloquear o necessariamente limitado de portos a partir de onde os somalis podem operar iria exigir um número muito inferior de meios, especialmente quando comparado com os custos e a baixa eficácia demonstrada pela atual tática de patrulhar milhares de quilómetros quadrados de Oceano… Estes bloqueios poderiam depois ser complementados pela técnica dos comboios escoltados pelos navios ligeiros e equipas de fuzileiros apoiados por aviões e UAVs de vigilância naval indicados no parágrafo anterior.

Fontes:
http://www.defensetech.org/archives/004797.html
http://www.chinadaily.com.cn/china/2008-12/17/content_7311735.htm

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A União Europeia assume a missão de patrulhamento nas costas da Somália

//www.militaryimages.net)

(Fragata alemã Karlsruhe in http://www.militaryimages.net)

A União Europeia assumiu a missão de combate aos piratas somalis que só este ano já atacaram mais de cem cargueiros e que mantém capturados perto de trinta. Esta será a primeira missão naval da União Europeia e tem a designação “Operação Atalanta”, sendo composta numa primeira fase por seis navios de guerra e três aviões de reconhecimento, estando o primeiro, um P3 Orion espanhol estacionado em Djibuti a operar desde o mês passado.

A esquadra europeia vai tomar o lugar de uma força naval da OTAN que tinha uma missão mais restrita, apenas de escolta dos cargueiros com cargas humanitárias para a Somália. O comando da operação cabe ao Reino Unido e inclui alem da fragata alemã Karlsruhe navios da Bélgica, Espanha, França, Grécia, Reino Unido, Suécia e Holanda, esperando-se que uma fragata Meko da marinha portuguesa se venha reunir a esta força brevemente.

Na verdade, ainda que estes navios possam constituir um importante elemento disuasor, a verdade é que não podem estar em todo o lado numa tão extensa área marítima e alem da sua simples presença carecem de um bem definido quadro legal, para que cada vez que sejam detidos piratas, eles não sejam libertados logo a seguir, porque não se sabe que jurisdição se lhes há de aplicar, como sucedeu varias vezes nos últimos meses. Por exemplo, dois oito países envolvidos, a Espanha, a Franca, a Grécia e o Reino Unido já declararam não terem base nas suas legislações nacionais para deterem os piratas… Por essa razão, a recente negociação bem sucedida com os governos do Djibuti e do Quénia para julgarem e prenderem os meliantes foi tão importante para dar alguma eficácia a esta dispendiosa missão. A opção indiana, de afundar os “navios-mãe” pirata pode não ser a melhor escolha, porque a sua identificação nem sempre será fácil, já que estes barcos são embarcações de pesca num dia e navio-mãe de lanchas piratas no seguinte…

Para alem da União Europeia, também a Rússia e a Índia tem na região fragatas e helicópteros embarcados, ambas com elevados níveis de eficácia (talvez ate demasiado, no caso indiano…). Estranha-se contudo a ausência na região do principal interessado, a China, já que a maior parte das cargas que atravessam essas aguas provêem precisamente da China e que a sua esquadra é cada vez mais numerosa e moderna e que tem uma presença cada vez mais constante no Índico devido às facilidades navais de que goza nas ditaduras sudanesa e birmanesas… Ou seja, a deseja da carga esta a caber unicamente aos países consumidores desses bens, ficando a China apenas com o lucro…

Fonte:
www.dw-world.de

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Sobre a captura de 33 tanques T-72 por piratas somalis, um superpetroleiro saudita e… da sua crescente ousadia

A NATO vai enviar sete navios de guerra para o largo da Somália para obstar à livre atividade de que têm gozado os piratas desta região nos últimos anos. A ousadia dos piratas somalis está num crescendo, como demonstram as suas mais recentes ações, como a captura de um cargueiro ucraniano que transportava um letal carga de 30 tanques T-72 e diversa peças sobresselentes para veículos blindados de outros tipos. Nada indica que os piratas somalis tivessem conhecimento prévio da natureza da carga no navio, tanto mais porque na Somália não há portos com o tipo de equipamento pesado necessário para descarregar os blindados.

Os tanques foram capturados no navio “Faina” com bandeira do Belize, que parece ser operado por empresas ucranianas, a origem primeira dos blindados e teria uma tripulação de 21 homens, também eles capturados pelos piratas somalis. A notícia não menciona qual seria o destino destes tanques, mas o secretismo ucraniano, o facto de ser um navio fretado indiretamente e até a localização do navio parece indicar que tinham como destino o Sudão… As forças governamentais ou rebeldes.

É claro que os piratas podem sempre obter por ficarem com os T-72 em vez de usarem o método habitual de pedir um resgate e devolver o navio, com carga e tripulantes, mas 30 tanques é algo simplesmente demasiado grande para ficar impune… para além de não os saberem usar, de não terem o equipamento pesado para os descarregar do cargueiro nem… serem o tipo de equipamento utilizável em pirataria marítima, claro. Contudo, o navio não tem apenas tanques, já que a sua carga incluía também RPGs e armas anti-aéreas ZU-23-2. Uns e outros já devem ter saído do navio há muito…


(uma ZU-23-2 em operação)

A França já enviou com sucesso por várias vezes missões de comandos para resgatar nacionais seus detidos por piratas somalis e o estabelecimento desta missão naval da NATO na região pode começar a inverter uma situação que parece estar a fugir ao controlo. Na verdade, até os navios carregados de alimentos com destino à Somália estão a ser atacados. 40% da população somali depende destes carregamentos e se hoje estão a ser escoltados por navios de guerra canadianos, só que estes deixaram de o fazer em Outubro. Essa missão agora compete à NATO.

A missão da NATO à qual se juntaram depois outros países engloba atualmente forças da Bélgica, Rússia, Chipre, França, Alemanha, Dinamarca, Lituânia, Holanda, Espanha, Suécia e Grã-Bretanha. E é imperativo que comece a funcionar, já que este ano já foram atacados 92 navios mercantis nestas águas por piratas somalis que operam a partir de uma muito extensa linha de costa, praticamente sem qualquer tipo de oposição local já que o governo somali continua a ser praticamente inoperante e o país está dividido entre facções. Os piratas operam a partir de lanchas rápidas e estão armados com Ak-47s e RPS, um tipo de armas que existem em profusão num país dilacerado por guerras civis praticamente desde a morte do ditador Siad Barre em 1995. A relativa impunidade com que estes piratas têm operado tem muito a ver com a forma como as nações que têm meios efetivos na região estão a agir… Em Outubro, um navio da marinha de guerra dinamarquesa capturou 10 piratas, libertando-os dias depois, no mar, porque não tinha instruções concretas sobre como proceder perante a sua captura… A Rússia enviou a fragata Neustrashimy para a região depois do incidente com o navio ucraniano, e esta já conseguiu repelir vários ataques de piratas pela simples aproximação do seu helicóptero Ka-27 (o que prova aliás a utilidade de ter este tipo de meios embarcados). Dias antes, a 11 de Novembro a fragata russa tinha colaborado na captura de 11 piratas que tentavam abordar um cargueiro dinamaquês, dos quais dois teriam acabado por ser mortos por comandos britânicos da fragata HMS Cumberland, que juntamente com o navio russo acorreram a um pedido de ajuda do cargueiro atacado.


(os barcos piratas de atacaram o cargueiro dinamarquês “MV Powerfull”)

(O navio dinamarquês HMDS Absalon in http://www.marinebuzz.com)

Mas se esta captura de 33 blindados T-72 revelou a escala e a ousadia destes piratas, o ataque e a subsequente captura de um superpetroleiro saudita com 300 mil toneladas de petróleo indica que estamos perante um fenómeno que todo este esforço internacional ainda não conseguiu aplacar!… O gigantesco navio foi capturado com apenas 3 pequenos barcos que estavam no mar há pelo menos 10 dias, procurando presas. O navio, o “Sirius Star” está agora atracado no porto somali de Harardere, juntamente com outros navios nas mesmas circunstâncias

Todos os anos passam perto da costa somali navios transportando perto de 1,5 milhões de dólares. Atualmente, estarão nas mãos dos piratas, aguardando pagamento de resgate cerca de 14 navios, com mais de 300 tripulantes no total, segundo Noeel Choong do “International Maritime Bureau’s piracy reporting center”. Os navios estão concentrados na sua maioria junto da cidade somali de Eyl (ver Google Maps) e de Harardere e a aparente impunidade com que aí permanecem é prova cabal da inexistência de um “Estado somali” e dos perigos para a comunidade internacional da situação caótica que continua a viver a Somália…

Fontes:
http://www.terradaily.com/reports/Swords_and_Shields_Ships_to_beat_pirates_999.html
http://www.lloydslist.com/ll/news/somali-pirates-capture-ship-carrying-30-t-72-tanks/20017574992.htm
http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/africa/article4831652.ece
http://www.dailyglobal.com/2008/09/pirates-of-somalia-pirates-tanks/
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1350398&idCanal=11
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1350514&idCanal=11
http://www.marinebuzz.com/2008/09/23/danish-warship-absalon-is-a-nightmare-to-somali-pirates/
http://www.eaglespeak.us/2008/11/british-commandos-kill-somali-pirates.html

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A Espanha aumenta a sua participação na força “anti-pirataria” na Somália

A Espanha enviou um avião de patrulha Orion P-3 para a costa da Somália de forma a cumprir missões de apoio à atividade anti-pirataria que vários países estão agora a tentar executar nesta região, a pedido da ONU.

O avião espanhol vai operar a partir da base aérea francesa em Djibuti e vai reforçar o contingente multinacional composto por forças de 16 países (entre os quais a Espanha) que responderam a um apelo consubstanciado na Resolução número 1816 do Conselho de Segurança da ONU que permite que os países que a ela respondam possam entrar com os seus vasos de guerra nas águas territoriais da Somália. Os piratas somalis atacam navios mercantes praticamente todos os dias e ou capturam a carga ou exigem um resgate para a libertar, como sucedeu recentemente com um cargueiro transportando 33 tanques T-72.

É de uma Resolução idêntica e de uma força multinacional semelhante que a Guiné-Bissau precisa para fazer frente ao crescente poder dos narcotraficantes colombianos que usam as suas águas e portos como o maior entreposto atual para fazer chegar os seus produtos aos mercados europeus. Como a Somália, a Guiné-Bissau é um estado sem meios para fazer valer a sua soberania nas suas aguas territoriais, como ela, é um pais imerso num problema cujos ecos se fazem repercutir em muitos outros. Como a Somália, também já se ouviram vozes internas pedindo auxilio. Então, porque não se faz nada e porque é que ESTA força de paz lusófona não está já no terreno?

Fonte:

Air Forces Monthly, novembro de 2008

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Uma empresa de mercenários francesa assina um contrato com o “governo” da Somália

Uma empresa francesa de “Segurança” (leia-se “de mercenários“) assinou com o eternamente provisório governo somali um contrato para aumentar a segurança nas costas deste pais do Corno de África. Nas ultimas semanas têm sido constantes as noticias de ataque piratas a iates privados e ate a cargueiros que se aproxima destas perigosas mas muito ativas rotas comerciais da região.

A empresa, de nome “Secopex” vai receber perto de 100 milhões de euros por ano e é uma direta consequência do resgate de reféns franceses de um iate de luxo por forcas especiais gaulesas, no passado mês de abril.

Segundo este acordo, a empresa vai montar uma guarda costeira e um sistema de alerta e de comunicação moderno e eficaz, assim como treinar a guarda presidencial do “presidente” somali.

Este contrato reflete um movimento que se vai alastrando pelo mundo e que entrega a empresas de mercenários uma parcela cada vez mais significativa da segurança policial e ate militar de muitos países do mundo. No Iraque – o mais intenso cenário de conflito do mundo – existem hoje mais mercenários no terreno do que forcas norte-americanas e os exércitos privados sempre foram uma forca essencial a ter em conta em África. A existência de grandes forcas mercenárias – algumas delas equipadas com forcas blindadas e meios aéreos próprios – é uma das maiores ameaças presentes as democracias e às liberdades individuais dos povos do mundo. Que garantiam temos de que uma certa multinacional imoral e extremamente rica não recruta um destes exércitos privados para estabelecer um governo fantoche num pais onde tenha “interesses vitais”? A defesa deve ser uma das funções essenciais do Estado e aliená-la é algo que colide mesmo com os sonhos minárquicos dos liberais mais radicais. Não queremos com isto dizer que não há lugar para este tipo de firmas de “segurança, porque o há, dentro de certos limites e em certos contextos de aconselhamento, formação, treino e ate em missões pontuais e localizadas. Mas usá-las como “forcas de substituição” como fazem os EUA no Iraque ou o “governo” somali implica riscos enormes de subordinação dos Estados aos interesses económicos destas mesmas firmas e a demissão implícita dos Estados em relação a uma das suas competencias mais fulcrais: a segurança dos seus cidadãos. Nesse sentido. Devia haver legislação internacional que impedisse estas firmas de alcançar esta escala e de cumprirem em qualquer tipo do globo estas missões. E quanto ao Corno de África… Já existem argumentos bastantes para justificar o alargamento da atual missão naval da ONU de vigilância na região e dotá-la de meios terrestres e aéreos bastantes para colmatar esta necessidade internacional (já que estão a ser atacados navios de praticamente todas as nacionalidades) e impedir esta perigosa ascensão de mais uma firma global de mercenários.

Fonte:

http://www.terradaily.com/reports/French_firm_signs_deal_to_combat_Somali_pirates_CEO_999.html

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