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Portugal pode vender aviões F-16 à Roménia

MiG-21 Lancer que os F-16 portugueses poderiam substituir (http://www.roaf.ro)

MiG-21 Lancer que os F-16 portugueses poderiam substituir (http://www.roaf.ro)

Um grupo de peritos romenos esteve em Portugal nas ultimas semanas estudando a possibilidade deste país da NATO adquirir os aviões F-16 que Portugal tem à venda já há vários anos, sem sucesso. Outros países, como o Paquistão, já demonstraram idêntico interesse, mas a hipótese romena parece atualmente a mais provável.

Sobre a mesa estará uma esquadrilha dez aeronaves que poderia substituir uma parte da vetusta frota romena de MiG-21bis, modernizados com auxílio israelita, mas que agora ao fim de mais de 40 anos de uso se mostram completamente inadequados para uso numa força aérea integrada na NATO. Sabe-se que os romenos já sondaram a Holanda e os EUA, em busca de aparelhos F-16 usados, mas os preços tê-lo-ão dissuadido, agora, com Portugal na situação em que está poderão ter mais sorte… e Portugal pode assim encaixar perto de 600 milhões de euros.

Segundo fontes romenas, a equipa terá ficado muito satisfeita com as condições em que se encontravam os aparelhos portugueses e depois dos falhanços nas negociações com a Holanda e os EUA era muito provável que este negócio fosse mesmo para a frente. Outra vantagem seria o facto destes dez aparelhos incluírem o kit de upgrade MLU…

Com esta venda, a Força Aérea passaria de 38 aparelhos F-16, a apenas 28, uma redução apenas formal, já que efetivamente estes aparelhos não se encontravam em uso operacional.

Fonte:
http://economico.sapo.pt/noticias/romenia-quer-comprar-cacas-f16-portugueses_150883.html

Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Portugal | Etiquetas: | 5 comentários

Sobre a recente onda de xenofobia contra os ciganos romenos

Embora se tenha falado muito da expulsão de ciganos romenos feita em França, a verdade é que este tipo de fenómenos tem vindo a ser realizado – de forma muito menos ostensiva – noutros países europeus: Alemanha, Dinamarca, Itália e Suécia têm feito várias expulsões de cidadãos de nacionalidade romena e etnia cigana sem que isso tenha vindo ao foco dos Media.

A verdade é que logo que se aceitou a adesão da Roménia na União Europeia em 2007 que se ergueram várias vozes protestando contra o que isso iria criar grandes fluxos migratórios da Roménia para a Europa ocidental e temendo sobretudo uma migração massiva de famílias ciganas que se dedicariam à mendicidade e à pequena criminalidade.

O problema é que estes receios se vieram a revelar fundados, especialmente em Itália, Reino Unido e França (precisamente)… Agora, e porque tais fenómenos facilmente previsíveis não foram devidamente acautelados em 2007 pelos negociadores europeus temos agora todo este escândalo e pedidos à Comissão Europeia para que esta force a Roménia a travar na fonte este êxodo da sua etnia cigana.

Sabe-se que a questão do “êxodo cigano” será o tema principal de uma cimeira sobre o tema da imigração a realizar a 6 de setembro em Paris e que reunirá ministros de Itália, Espanha, Bélgica, Grécia, Alemanha, Reino Unido e, claro França e até o extra-comunitário, Canadá, país que também tem acolhido uma onda crescente de imigrantes de etnia cigana, mas mais de origem checa e húngara do que romena.

Esta “coligação anti-migração cigana” em gestação tem todas as condições para entrar em colisão frontal com as normas europeias de livre circulação de pessoas e bens e logo, deverá ser alvo de protestos mais ou menos velados por parte das instituições europeias que ainda que tenham estado na base desta adesão apressadamente combinada têm agora também o papel de defensor da livre circulação. As criticas da Comissão serão contudo severamente moderadas pelo facto de todos os “grandes” europeus estarem neste grupo… e aliás isso já é patente nos pífios e pouco entusiasmados protestos produzidos pela Comissão a propósito da expulsão dos ciganos de França.

Sejamos otimistas: nesta Europa cada vez menos solidaria e que só de forma muito reticente acabou por acorrer às dificuldades gregas, erguer um discurso coeso e uniforme de protesto contra as expulsões de ciganos é altamente improvável. É assim de prever que da reunião de 6 de setembro surja um apelo (mais ou menos vinculativo) à Roménia para que estanque este êxodo cigano.

Mas a Roménia de hoje é um país praticamente na bancarrota, com um Estado minado pela corrupção, nepotismo e pela falência da maioria dos serviços do Estado, desde a saúde, educação e, sobretudo, polícia e justiça. Um país assim não tem recursos para criar condições económicas que obstem à fuga dos seus cidadãos, ciganos ou não, e quando existe discriminação instituída e raras possibilidades de sucesso económico é natural que os ciganos romenos tudo façam para deixar o seu país e recorrendo a redes mafiosas de mendicidade e pequena criminalidade.

Se a Europa quer travar este êxodo cigano tem duas abordagens: ou suspende indefinidamente a entrada da Roménia no Espaço Schengen ou faz com que os 4 mil milhões de euros de transferências europeias anuais para a Roménia sejam bem aproveitados e não dispersos em redes de corrupção e em ineficiências administrativas e incompetência crassa.

O problema é que os ciganos – enquanto comunidade – não têm também feito um esforço sério e honesto de integração nos países de acolhimento… recorrem sistematicamente à mendicidade infantil e juvenil como forma de subsistência de famílias inteiras e não são raros os que se integram em redes de tráfico de droga ou de pequenos furtos de dimensão transnacional. A Europa se quer efetivamente resolver este problema (e não usá-lo como bode expiatório numa época de rompante xenofobia) tem que forçar o governo romeno a gerir melhor os fundos europeus e a criar mais condições para a permanência da sua população cigana. Mas os ciganos que imigram para a Europa também não podem continuar a dar argumentos a todos os xenófobos europeus que os julgam em bloco e não como indivíduos e erguerem-se contra estas máfias que destroem a reputação da sua etnia. De permeio, enquanto uma e outra coisa não sucedem – por impopular que isso possa ser – há que travar nas fronteiras esta migração e exercer a Lei sobre todos aqueles que já as atravessaram, sem ter em conta etnias, credos ou convicções políticas.

Fonte:
http://www.publico.pt/Sociedade/cinco-paises-da-ue-expulsaram-romenos-de-etnia-cigana_1452941

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A Roménia vai lançar um foguetão para a Lua com um rover. A sério. Ou pelo menos dizem que é a sério.

O Demonstrator I da ARC em www.arcaspace.ro

O Demonstrator I da ARC em http://www.arcaspace.ro

A “Associação Romena de Aeronautica e Cosmonautica” (ARCA) declarou que lançaria no próximo mês de outubro o primeiro foguetão espacial romeno.

O lançamento é o primeiro passo para uma viagem à Lua potenciada pelo concurso “Google Lunar X Prize” por parte de um grupo privado romeno erguido em torno da ARCA.

O foguetão terá o nome “Helena” e será lançado de uma plataforma offshore fundeada no Mar Negro devendo ser capaz de um voo suborbital, alcançando os limites do Espaço. À semelhança do programa Rockon (que por aqui já falámos no passado), este foguetão será levado até à alta atmosfera por um balão estratosférico. Aqui, pelos 14 mil metros de altitude, o foguetão será liado e começará a sua ascensão até ao Espaço. O foguetão deverá pesar menos do que duas toneladas de peso, no total, devido ao estratagema de lançamento a partir de um balão estratosférico.

Após o lançamento desde o balão, o motor do primeiro de três andares é ligado. Quando o seu combustível se esgota, um computador embarcado ligará o motor do segundo andar e, pouco depois, o motor do terceiro e último andar do “Helen”. Será neste último andar que seguirá o “European Lunar Lander” (ELL).

O ELL consiste numa cápsula pressurizada com equipamentos de rádio, telemetria e diversas câmaras. O ELL será levado até aos limites do Espaço, regressando pouco depois caindo de forma controlada (por paraquedas) no Mar Negro.

O foguetão será um percursor para um outro foguetão – não muito diferente deste – que deverá ser capaz de chegar à Lua e ganhar o prémio Google de 30 milhões de dólares que será entregue à primeira equipa que enviar um foguetão para a Lua e aterrar lá um rover capaz de deslocar por pelo menos 500 metros e emitir imagens de televisão de volta para a Terra. Se estes romenos conseguirem mais do que cativar com este anúncio alguns investidores e lançarem este novo “Rockon”, então estaremos perante uma das noticias mais espantosas dos últimos anos: a Roménia (ou pior, um grupo de empresários romenos), bate a China, a Alemanha, a Europa, a Índia, e até os EUA, colocando um rover na Lua, 50 anos depois dos Lunakhods soviéticos e das Apollos norte-americanas!

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/Romania_To_Launch_Its_First_Space_Rocket_In_October_999.html

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