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A Royal Navy não tem navios em prevenção nas suas próprias águas

http://rafameltonmowbray.co.uk

rafameltonmowbray.co.uk

O declínio da outrora garbosa Royal Navy é notório. Os planos de defesa naval britânicos contemplam a existência de uma fragata ou destroyer em “Fleet Ready Escort” (FRE), ou seja, em prontidão total para zarpar a qualquer momento. Contudo, os recentes cortes orçamentais e a despesa imprevista colocada pelo conflito na Líbia fizeram com que não houvesse nenhum navio em FRE no Reino Unido, desde o começo de outubro.

A situação resulta em grande medida do envio para as costas da Líbia de 9 navios de guerra. Esta operação e os pesados cortes no orçamento de Defesa do Reino Unido fizeram com que não restasse um único navio para defender as costas do país. A situação expõe uma verdade a que os governantes britânicos ainda não quiseram compreender: o Reino Unido já não tem a capacidade para se empenhar numa missão internacional de elevada intensidade sem comprometer a defesa das suas próprias costas. Ou o Reino Unido deixa de agir como uma superpotencia mundial ou aumenta o orçamento de Defesa e constrói mais fragatas e destroyers.

Fonte:
http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/defence/8862215/No-warships-left-defending-Britain-after-Defence-cutbacks.html

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Aumentam os custos dos dois novos porta-aviões da Royal Navy

Os dois novos porta-aviões da Royal Navy (http://www.marinesystech.co.uk)

Os dois novos porta-aviões da Royal Navy (http://www.marinesystech.co.uk)

As consequências financeiras de equipar os dois novos porta-aviões britânicos com catapultas e demais equipamento provaram ter consequências dramáticas para os custos totais de um dos programas de armamento mais caros da história do Reino Unido: Perto de dois mil milhões de libras serão precisas para modificar os navios de forma a que estas catapultas possam ser instaladas.

Com esta atualização, os dois novos porta-aviões britânicos deverão custar mais de sete mil milhões de libras, quase o dobro em relação à estimativa inicial de 2008 que falava em 3.9 mil milhões!

Esta notícia, juntamente com o constantes aumentos de custos com o avião que estes navios vão embarcar, o F-35C e  as grandes dificuldades orçamentais britânicas (país que acumula um astronómico défice externo do) não auguram nada de bom para os dois navios mais importantes para a manutenção da capacidade aeronaval da Royal Navy nos próximos anos….

Fonte:
Défense & Sécurité Internationale
Junho de 2011

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Wikileaks: Do péssimo desempenho das forças britânicas no Afeganistão

Há uma crença generalizada de que as forças militares britânicas se contam entre as melhores do mundo. Ora essa crença recebeu um golpe violento com a divulgação pela Wikileaks da opinião de diplomatas norte-americanos segundo os quais os militares britânicos teriam tido uma “péssima prestação” no terreno de batalha, na província afegã de Helmand, entre 2007 e 2009.

Os diplomatas norte-americanos dizem que os britânicos não foram capaz de assegurar níveis mínimos na província e que “foram incapazes de se relacionarem com a população de Helmand”. A incapacidade britânica terá sido tal que o presidente Karzai “teria ficado contente ao saber que seriam substituídas pelos Marines dos EUA” e em janeiro de 2009, o governador provincial de Helmand, Gulab Mangal, declarou a Joe Biden que era urgente a chegada das forças americanas porque os britânicos “não garantiam a segurança de Sangin, nem sequer no principal bazar da cidade” acrescentando “Não tenho nada contra eles [britânicos] mas têm de sair das suas bases e contactar a população”.

Estas indicações são reflexo de uma percepção generalizada de que o Reino Unido não estava preparado para uma guerra de tão elevada intensidade, travada num cenário tão longínquo e adverso como o afegão. Depois de décadas de desinvestimento na Defesa e perante um desafio muito superior às suas capacidades o exército britânico nas soube estar à altura dos seus pergaminhos e deu esta triste figura de si.

A baixa moral das forças britânicas no Afeganistão já era comentada há muito nos meios da OTAN e o facto de as suas baixas sem mais altas, aqui, do que (proporcionalmente) as próprias baixas durante a Segunda Grande Guerra explicam as críticas afegãs quanto aos britânicos “não saírem dos quartéis”… embora o temperamento tradicional britânico – entre o reservado e o arrogante – tenha também dado a sua quota parte para esta avaliação.

Fonte:
http://www.publico.pt/Mundo/forcas-britanicas-no-afeganistao-acusadas-de-incompetencia_1469307

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Porque é que a Justiça do Reino Unido protege Vale e Azevedo?

“O tribunal desistiu de esperar pelo ex-presidente do Benfica Vale e Azevedo e adiou sine die o julgamento do caso em que é acusado do desvio de mais de 4 milhões de euros do clube” (…) “o juiz que preside (…) chegou à estranha conclusão de que no processo em causa é desconhecido o paradeiro actual do arguido já que o arguido tem no sistema de justiça do Reino Unido um processo de extradição com audiências regulares.”
Diário de Notícias
9 de outubro de 2010

Mesmo a propósito do chamado “Caso Maddie” se notaram algum sentimento racista dos ingleses em relação a Portugal. Na altura, foram múltiplos os indícios de que as autoridades britânicas ou faziam lobby ativo a favor do suspeitosíssimo Casal McCann, desviando assim toda a investigação dos maiores suspeitos. Agora, com o caso Vale e Azevedo os indícios de um profundo e enraizado desprezo por Portugal e pelos portugueses são ainda mais evidentes. Assim como é evidente e clamorosa a incapacidade dos nossos representantes em Londres para defenderem a dignidade e a bandeira nacional destas humilhações sucessivas que a propósito deste advogado-sabujo os ingleses derramam sobre nós.

Até quando vai a nossa embaixada, governo e sistema judicial deixar-se tratar desta forma vergonhosa pelos sabujos rasteiros da “pérfida Albion” de Byron e outros matreiros? Somo um povo de ratos ou de Homens? Alguns, seremos mesmo ratos, como provou o sorriso pífio de Cavaco Silva em Praga enquanto o presidente checo gozava com Portugal, mas nem todos somos como Cavaco…. razão pela qual escrevo este artigo e o irei posteriormente remeter por mensagem eletrónica para a Embaixada Britânica em Lisboa.

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O novo porta aviões britânico, o Queen Elizabeth pode entrar em operação sem… aviões

Queen Elizabeth (http://defense-update.com)

Queen Elizabeth (http://defense-update.com)

Embora os Especuladores e as Agências de Rating tenham afincado as suas ávidas garras sobre os PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e eSpanha) a verdade é que o Reino Unido é um dos países europeus que apresenta um dos maiores défices orçamentais.

Entre as várias medidas de contenção que o governo britânico tem em curso está a possibilidade do lançamento ao mar dos novos porta aviões da classe Queen Elizabeth sem… aviões.

Com efeito, não há ainda orçamentação para aviões destes porta aviões e o facto de haver planos para retirar todos os Sea Harrier antes do lançamento dos porta aviões e os atrasos com a versão embarcada do F-35 significa que estes navios deverão começar a servir na Royal Navy sem aviação embarcada.

Uma das soluções poderá ser o aluguer de aviões norte-americanos ou simples uso de aviões da US Navy F/A-18s e V-22s nestes porta aviões britânicos, algo que não seria completamente inédito – em missões específicas ou em exercícios – mas que nunca aconteceu em condições normais e que confirmará o declínio da Royal Navy de uma forma absolutamente cabal.

Fonte:
http://www.dodbuzz.com/2010/08/31/uk-may-borrow-f-18s-for-carriers-f-35bs-may-be-scrapped/#ixzz0yNNM6MXI

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O Nimrod MRA4: Uma resenha sumária

Em 1992, a RAF começou o programa “Replacement Maritime Patrol Aircraft” (RMPA) para substituir os seus Nimrod MR2. A BAE Systems propôs então modificar cada exemplar existente de Nimrod instalando novos motores e eletrónica criando assim o Nimrod 2000. Na época, a RAF considerou também propostas da Lockheed, o P-3 Orion e da Dassault com o Atlantic 3, mas em dezembro de 2006 a escolha haveria de recair no Nimrod 2000 então redesignado de Nimrod MRA4.

O Nimrod MRA4 tem motores Rolls Royce BR710, asas maiores e uma fuselagem completamente reconstruída com muita tecnologia proveniente dos Airbus civis assim como um cockpit de vidro desenvolvido para o Airbus A340.

Fonte:
Air Forces Monthly, dezembro de 2009

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A Royal Navy vai ter apenas um porta-aviões, o “Queen Elizabeth”

O "Queen Elizabeth": o novo (único) porta-aviões britânico (http://www.yofavo.com)

A Royal Navy concordou em sacrificar um dos seus Porta-aviões de forma a poupar 8,2 biliões de libras. Oficiais superiores da Navy lutaram durante quase duas décadas para garantir os dois novos navios, mas acabaram por ceder devido aos custos galopantes do avião JSF que estes irão embarcar.

É tarde demais para que a Royal Navy renegue os contratos de construção para os dois porta-aviões, já que o Queen Elizabeth deverá entrar ao serviço em 2016 e o Prince of Wales em 2018. Embora o segundo navio seja construído será usado como navio de comando anfíbio equipado com helicópteros e não com JSFs.

A decisão vai deixar a Royal Navy sem nenhum porta-aviões quando o Queen Elizabeth estiver na doca seca havendo então a opção de usar um dos porta-aviões franceses. A decisão vai cortar o numero de JSFs DE 138 para 50 com uma poupança de 7,6 biliões de libras. Aos preços atuais, cada JSF custa mais de 90 milhões de libras cada, mas o valor pode ascender facilmente às 100 milhões.

Usar o Prince of Walles como um navio anfíbio vai também poupar 600 milhões de libras, o preço que seria necessário gastar para substituir o HMS Ocean, que sairá do serviço em 2018.

Com esta decisão encerra-se (definitivamente?) o capítulo da História mundial em que a marinha britânica era uma das mais importantes do mundo: normalmente, navios do tipo de um grande porta-aviões podem passar até 6 meses por ano em manutenção, e isso significa que pela primeira vez, desde a 1a Guerra Mundial, a Royal Navy não terá nenhum Porta-aviões disponível para apoiar os seus navios de superfície (também cada vez mais escassos) numa operação no estrangeiro. Se ocorrer nova crise como a das Malvinas, na década de 80, o Reino Unido poderá ter apenas um porta-aviões ou mesmo nenhum disponível para uma operação de resposta… E terá que contar com os seus aliados (com a sua própria agenda) para organizar algum tipo de resposta. Patético e mais um passo no ocaso de uma outrora grande potencia…

Fonte:
Air Forces Monthly, dezembro de 2009

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Relatório britânico sobre o acidente com um avião Nimrod: A RAF fez “outsourcing de pensamento”

Um relatório, produzido pelo governo britânico sobre o acidente fatal com o avião Nimrod XV230 que levou a vida aos seus 14 tripulantes em 26 de setembro de 2006 é extremamente crítico para com a política do Ministério da Defesa de aumentar o papel da indústria na manutenção e aprovisionamento dos serviços de suporte da RAF. Esta política está na base de sérias deficiências no suporte aos aviões da força aérea e está na razão do acidente investigado.

O relatório critica o desempenho das duas principais empresas que mantêm os Nimrod: a BAE Systems e a QinetiQ. A primeira terá produzido manuais de operação com “deficiências sérias” e a segunda falhou ao desempenhar o seu papel de supervisão da primeira. Demolidor, o relatório conclui que o grupo de projeto Nimrod do Ministério da Defesa britânico “foi desleixado e complacente e fez outsourcing ao raciocínio”. Que esta conclusão sirva de lição a todos aqueles que no setor da Defesa defendem o outsourcing massivo (a “mercenarização” dos exércitos) e até nas empresas privadas: deve-se realizar outsourcing para atender a picos de atividade ou a situações anómalas, mas nunca sem fazer “outsourcing de pensamento” ou de conhecimento, que devem ser sempre internos à organização, empresa privada, pública ou… RAF.

Fonte:
Air Forces Monthly, dezembro de 2009

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Sobre o decadente estado da RAF (Força Aérea Britânica)

O F-35 Lightning II (http://www.armybase.us)

Nove esquadrões de primeira linha desapareceram desde 2003: 3 de Jaguar, 3 de Tornado F3, 3 de Sea Harrier todos substituídos por… 2 esquadrões de Typhoon que apesar de serem teoricamente “multirole” de facto cumprem ainda apenas missões de Defesa Aérea. O manpower da RAF perdeu desde 2003, mais de 20%, e a mesma percentagem de cortes orçamentais afetou a capacidade da RAF para manter duas guerras longínquas (no Iraque e no Afeganistão).

Este quadro traça uma imagem muito correta de um declínio muito acentuado de uma outrora grande potencia. Os atrasos sucessivos daquele que será a peça central da RAF nas próximas décadas: o JSF (Lightning II) e a lenta transformação do Typhoon num verdadeiro caça multifunção estão a reduzir a uma fração a capacidade da força aérea britânica precisamente quando a intensificação da guerra no Afeganistão exigiriam mais dela: em consequência estamos perante um exército em dificuldades no terreno e perante uma potencia – tradicional aliado de Portugal – que entra definitivamente no seu ocaso…

Fonte:
Air Forces Monthly, dezembro de 2009

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O SKYLON: um avião espacial britânico ainda em projeto

O Skylon em órbita (http://www.reactionengines.co.uk)

O Skylon em órbita (http://www.reactionengines.co.uk)

O SKYLON será um avião espacial, não tripulado e reutilizável capaz de transportar cargas úteis para o Espaço com até 12 toneladas a um preço inédito. O engenho está ainda na fase conceptual e encontra-se ainda a pelo menos dez anos do seu primeiro voo. Contudo, quando estiver operacional será uma verdadeira revolução numa indústria que – no essencial – não evoluiu desde os tempos do V2 de Von Braun…

O veículo consistirá num avião espacial com uma fuselagem muito estreita com tanques de propelente e uma baía de carga, com asas delta a meio da fuselagem e os revolucionários motores SABER na ponta das asas, tendo sido esta a disposição que nos testes de túnel de vento e em simuladores se revelou o mais estável, colocando o centro de gravidade no centro do aparelho, e não à retaguarda, como sucederia nas propostas (falhadas) de adaptação de aviões comerciais com foguetes. O veículo deverá descolar e aterrar usando o seu próprio trem de aterragem, dispensando os tanques e foguetões externos que estiveram na base dos trágicos acidentes do Space Shuttle.

Os motores SABRE serão capazes de operar em modo dual: em modo foguete funcionarão em circuito fechado de Lox/Lh2, como um motor foguete convencional, em modo de “respiração de ar” o motor será capaz de um desempenho até ao Mach 5, devendo funcionar neste modo no momento da descolagem e à medida que ganha velocidade e altitude na atmosfera. Neste modo – o verdadeiro trunfo do aparelho – o oxigénio líquido é substituído por ar atmosférico. E é aqui que reside a parte difícil do SABRE, já que o ar é levado até à câmara de combustão a partir de uma entrada de ar assimétrica, arrefecido até temperaturas criogénicas e comprido, tudo isto em frações de segundo e antes de entrar em combustão!

O SKYLON terá um comprimento de 82 metros, um diâmetro de fuselagem de 6,25 metros, uma envergadura de asas de 25 metros, transportando até 41 toneladas de combustível. Durante o voo atmosférico, o avião espacial será controlado aerodinamicamente, como um avião normal, pelas superfícies móveis da cauda. Uma vez no Espaço, o controlo de voo é da competência do modo foguete e as superfícies aerodinâmicas de controlo são desligadas. Enquanto na superfície, antes e depois da aterragem, o SKYLON usa um trem de rodas convencional, que se contraí dentro do aparelho quando este está em voo. O aparelho, contudo, não pode aterrar em qualquer pista convencional, já que precisa de um solo especialmente reforçado. À descolagem o SKYLON pesa 275 toneladas, e à aterragem 55, e isto é muito peso para as relativamente pequenas rodas, daí a necessidade de pistas especiais…

A maior parte da fuselagem do avião espacial será construída em fibra de carbono com estruturas internas reforçadas. Os tanques de propelente serão em alumínio e instalados no interior da fuselagem de forma a prever a folga necessária às expansões e contrações resultantes das grandes variações térmicas suportadas pelo aparelho durante as diversas fases do seu voo. Uma parte da fuselagem será construída de fibra, reforçada com cerâmica, prevista também se expandir e contrair livremente, de forma a suportar as agruras da reentrada, menores que numa cápsula Soyuz ou Apollo, devido ao ângulo menos acentuado da reentrada atmosférica, mas ainda assim, bastante sensíveis.

A baía de carga do SKYLON tem 4,6 metros de diâmetro e 12,3 de comprimento. Foi concebida para ser compatível com a maioria das cargas dos lançadores de satélites da atualidade, sendo capaz de colocar cargas com até 12 toneladas em órbitas equatoriais de 300 km de altitude, 10,5 toneladas em órbitas equatoriais de 460 km ou 9,5 toneladas para a Estação Espacial Internacional. O SKYLON poderá também transportar passageiros, numa versão ligeiramente modificada e capaz de transportar até 30 passageiros simultaneamente.

Cada avião espacial deverá ser capaz de realizar 200 voos antes de ser retirado ao serviço. Esta taxa de reutilização – superior à do Space Shuttle – é uma das razoes para o baixo custo por cada lançamento que o sistema britânico promete. Se hoje em dia, colocar 2 toneladas em órbita fica a mais de 150 milhões de dólares, dos quais os clientes finais pagam entre 1/3 ou 1/2 devido aos subsídios estatais mais ou menos assumidos, quando o SKYLON alcançar o seu pleno ritmo de cruzeiro, com 100 satélites sendo lançados todos os anos por 30 aviões espaciais, o custo final (sem subsídios) por lançamento não deverá ser superior a 40 milhões de dólares por voo. Este valor poderá descer ainda mais, até aos 2 a 5 milhões para satélites científicos e para cem mil dólares por turista espacial, se existirem as devidas poupanças de escala…

A empresa britânica e oriunda de um projeto universitário ainda tem várias parcerias com universidades britânicas, mas depende atualmente essencialmente de investidores de risco privados. O seu modelo de negócio não é o de explorar diretamente as suas operações, como a SpaceX e a Virgin Galactic, mas vender os seus aparelhos a operadores privados e públicos. O conceito é revolucionário e como tal, pode revolucionar o acesso ao Espaço. Esperemos que projeto continua a queimar etapas dentro dos prazos, como está a suceder, e que o primeiro voo ocorra entre 2015 e 2020, como é anunciado.

Fonte:
http://www.reactionengines.co.uk

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O Reino Unido não vai ter mais do 184 Eurofighter Typhoon: Menos 47 que o inicialmente previsto


(O Eurofighter Typhoon RAF no Leuchars Airshow de 2009)

O governo britânico declarou recentemente que não se sentia obrigado a adquirir mais aviões Eurofighter Typhoon. Esta notícia surge num contexto em que o Reino Unido está muito aquém dos 232 aparelhos que segundo o memorando de entendimento assinado entre o Reino Unido, a Itália, a Espanha e a Alemanha, se comprometeu a comprar.

Com efeito, a recente decisão de adquirir 40 Typhoons de “Tranche 3A” faz com que o Reino Unido ficará apenas com 184 aviões deste tipo, e destes, 24 foram vendidos à Arábia Saudita num polémico contrato de exportação envolto em suspeitas de corrupção.

O problema para o Typhoon é ainda mais grave do que a contenção britânica, já que todos os outros parceiros do programa cortaram as suas encomendas. De facto, todos, junto, ficaram-se apenas por 107 aparelhos de Tranche 3.

As entregas do Typhoon de Tranche 3 irão começar em 2013. Estando atualmente a ser entregues aviões da Tranche 2, entregues à RAF britânica e aos Sauditas.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/08/19/331233/uk-has-no-obligation-to-meet-232-aircraft-typhoon.html

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No Reino Unido, os preços no imobiliário estabilizaram…

No Reino Unido, o declínio dos preços do imobiliário começou a apresentar uma inversão da tendência de descida. A subida, em março, foi seguida de uma nova quebra, mas de apenas 0,4%, o que pode querer dizer que a tendência de queda está a chegar ao fim. Os preços do imobiliário no Reino Unido continuam a ser 15% inferiores aos de 2008, e nos valores de meados de 2004, mas se o setor imobiliário começar a recuperar, e como este é geralmente o primeiro a cair e o primeiro a recuperar nas Recessões, estamos perante um sinal do avizinhamento do fim da mesma numa das economias que, juntamente, com a dos EUA, estiveram no epicentro da presente recessão mundial.

Depois de vários outros sinais – mais ou menos ténues – será que este é o primeiro sinal mais substancial que a recessão começou a abrandar e que a retoma está já a caminho? Se sim, esperemos que esta se faça sobre bases mais sólidas, socialmente justas e economicamente mais racionais do que aquela que os neoliberais nos venderam como “pensamento único” nos últimos anos…

Fonte:
bbc.co.uk/news

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Sobre as causas da colisão entre os dois submarinos nucleares: “HMS Vanguard” e “Le Triomphant”

Le Triomphant in http://www.nti.org

Le Triomphant in http://www.nti.org

Soube-se agora que dois submarinos nucleares, um francês e outro britânico, chocaram algures no oceano Atlântico. O “acidente” terá tido lugar no começo do mês de fevereiro e envolveu os submarinos “HMS Vanguard” e o “Le Triomphant”. Segundo fontes militares, os dois submarinos carregariam o seu armamento nuclear normal e estariam em patrulha no Atlântico quando ocorreu a colisão que por ter ocorrido a baixa velocidade, provocou apenas danos ligeiros.

Não terá havido feridos nem danos no armamento ou na propulsão nuclear dos dois navios. Os sonares terão ficado danificados, sabendo-se que o submarino francês regressou à sua base escoltado por uma fragata. O submarino britânico parece ter ficado em pior estado, tendo sido rebocado até à sua base com sinais evidentes de danos no casco.

Segundo a Royal Navy – ligeiramente mais informativa – a colisão teria ocorrido quando o seu submarino estava em “patrulhas nacionais de rotina”.

A colisão é estranha. Estranha porque ambos os países fazem parte da NATO e ainda que a sua operação seja secreta e, sobretudo, a sua localização exata, existem protocolos que impedem que estes navios se aproximem demasiado e algo, na sua aplicação, correu mesmo muito mal… Ambos os navios possuem também dos sonares mais sofisticados do mundo, mas sendo navios tão furtivos, estes podem não ter sido suficientes para detectar o seu parceiro, especialmente se ambos os navios navegavam em modo “furtivo” como indica a baixa velocidade da colisão. Todos estes factos apontam para que os dois navios estavam a jogar um perigoso “jogo do gato e do rato”, numa provocação que parece ter ocorrido perto (ou no limite) das aguas territoriais britânicas, como indica a lacónica declaração britânica e que reflete que a velha rivalidade naval entre britânicos e franceses está ainda hoje muito longe de ter ido ao fundo em Trafalgar…

É uma sorte para todos nós que nada de mais grave tenha acontecido. Alguma mais velocidade – em qualquer dos dois navios – podia ter provocado uma catástrofe nuclear única, tal é a carga nuclear dos dois navios. A perda dos dois navios seria também uma redução dramática da capacidade das duas marinhas, tendo o Reino Unido apenas quatro submarinos nucleares. Para a França, a situação de perda do Le Triomphant seria ainda mais grave.

Fontes:

Bbc.co.uk
Euronews – 2009

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Sobre os protestos contra imigrantes portugueses e italianos no Reino Unido

Os recentes protestos de operários britânicos contra a presença de trabalhadores portugueses e italianos na refinaria de Lindsey expõe o fenómeno crescente de um racismo cada vez mais patente e cada vez menos latente na sociedade britânica. E este fenómeno é particularmente grave para Portugal porque o Reino Unido tem sido o maior destino da emigração portuguesa nos últimos anos… Talvez por isso mesmo é que ataques de natureza xenófoba se têm multiplicado nos últimos anos, especialmente na Irlanda do Norte.

Não que não houvesse desde longa data um sentimento de superioridade quando aos “europeus do sul” na maioria dos ingleses. Este racismo fora sempre especialmente forte entre a “working class” inglesa e exprimia-se não só nas ilhas britânicas, mas até no “Allgarve” do ministro da econobecilidade Manuel Pinho e em todos os hotéis por essa Europa fora onde tive o azar de me cruzar com eles. A expressão “Clubmed” e mais recentemente de “pigs” (Portugal, Itália, Grécia e eSpanha) são de lavra britânica, não o esqueçamos e é curioso e ironicamente merecido que hoje seja a economia britânica que corre verdadeiros riscos de bancarrota, com o governo a ponderar seriamente a nacionalização de toda a banca, tentando travar a queda abrupta da sua economia… Uma situação que não é tão grave em nenhum dos “pigs”, curiosamente.

Fontes:
Euronews, 2009

http://news.bbc.co.uk/1/hi/england/humber/7859800.stm

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Surgem novas medidas de apoio à Banca no Reino Unido… O cheiro do desespero?

O governo britânico vai aplicar um novo pacote de medidas de apoio ao sistema bancário. O pacote de apoio inclui uma extensa lista de medidas, como a oferta de um esquema de seguros que proteja a perda de dinheiro por parte dos Bancos se esta resultar de fundos tóxicos. Os Bancos terão que pagar por esse seguro, mas conseguirão assim segurar até 90% das suas dívidas.

De certa forma a medida é um regresso à primeira reacção do FED quando numa primeira reacção da crise do Sub Prime pensou em comprar os chamados “fundos tóxicos” que estavam ligados de forma mais ou menos transparente a estes empréstimos de qualidade duvidosa. Agora, mercê do continuado agravamento da situação económica no Reino Unido, tudo se reequaciona novamente… A medida tem aliás um certo odor a desespero que não é nada tranquilizante e que indica que as medidas de estabilização do sector financeiro no Reino Unido ainda não foram suficientes para começar a inverter a presente fase de declínio económico.

A medida é também uma resposta direta a algo que felizmente não se verifica em Portugal: o sonoro estouro da bolha da especulação imobiliária que se registou nos EUA, em Espanha, na Irlanda e, sobretudo, no Reino Unido.

A medida inclui também uma alínea que pretende obrigar os Bancos a emprestar mais entre si e para a economia real. Alistair Darling, o responsável máximo do Banco central britânico deixou claro que os Bancos que usassem este seguro teriam que tomar “garantias legais muito concretas de forma a que emprestasse mais dinheiro”, e essa é afinal a maior parcela da atual recessão mundial: existe liquidez, fruto de uma década de crescimento e de multiplicação de capital, mas esta reserva de capital está congelada e afastada da economia real pela reserva dos Bancos em emprestarem dinheiro. Os Bancos não emprestam porque temem que os receptores não consigam honrar as suas obrigações e os Estados vêm-se forçados a inventar formas de descongelar a economia e desencantar novas formas de devolver a confiança às entidades bancárias, nomeadamente com estes seguros estatais contra capitais tóxicos. Em suma, o Estado continua a desenvencilhar-se sozinho nas ajudas ao sector financeiro privado, outrora arrogantemente convencido das suas capacidades de auto-gestão e das virtudes do “mercado livre”.

Fonte:
bbc.co.uk/news

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No Reino Unido, proibiram as expressões latinas!

Alguns municípios britânicos decretaram a proibição da utilização de termos e palavras em latim sob a alegação de que eram “elitistas” e “discriminatórias”. A proibição aplica-se a todos os funcionários municipais e recomenda que procurem palavras inglesas correspondentes às palavras proibidas quando redigem documentação ou comunicam com o público.

Da lista constam termos como ad hoc, bona fide, status quo, vice versa e via. E vão ao ponto de indicar substituições como “for this special purpose” em vez de ad hoc e “state of things” em substituição a status quo.

Naturalmente, a medida está a irritar os professores britânicos de línguas clássicas que reputam a medida de “limpeza étnica”. E têm razão… o inglês, como qualquer outra língua viva enquadra diariamente palavras de outras línguas, e embora seja de matriz germânica, incorpora em si mesma um conjunto muito razoável de palavras latinas e gregas. Renegar o latim é renegar uma parte muito importante do passado e da cultura do Reino Unido e ainda possa agradar às vagas de emigrantes oriundos do Médio Oriente e da Ásia que ocupam um segmento crescente da sociedade britânica de hoje, renegam o legado histórico da Grã-Bretanha… Recordemo-nos que a Britânia foi a única província romana onde as legiões não foram batidas pelos bárbaros, mas onde retiraram ordeiramente para participar num golpe de estado em Roma… A Saudade que deixaram está bem espelhada nas crónicas arturianas, onde a presença romana é tida como um “tempo de ouro” onde se procura regressar.

Abandonar o uso das expressões latinas é deixar de as usar como forma de condensar e agregar pensamentos e raciocínios complexos, algo onde estas são excelsas… Por exemplo “etc”, “ad hoc”. “QED (quod erat demonstrandum)” “ex officio” e “via”. Todas estas expressões constam da lista de palavras banidas!
Fonte:
http://www.dailymail.co.uk/news/article-1082427/The-councils-ban-Latin-words-elitist-discriminatory-confuse-immigrants.html

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No Reino Unido, o Governo quer interceptar todas as comunicações na Internet

//wqxt.com)

(o que eles não fazem em nome dele... in http://wqxt.com)

No Reino Unido, o programa governamental “Interception Modernisation Programme (IMP)” recentemente proposto tenciona levar a que os ISP (Internet Service Providers) instalem “caixas negras” nos seus servidores que sejam capazes de registar todo o tráfego internet que passa por eles. O objetivo supremo do IMP é gravar todas as mensagens de correio eletrónico, telefonemas VoIP (Sype, p.ex.), de Instant Messaging e todo a navegação web que seja realizada no país. Todos estes dados serão enviados para uma base de dados central, permitindo que o governo britânico analise todos estes elementos recolhidos dos cidadãos do seu país.

Tendo em conta o volume de dados que se pretende capturar, as “caixas negras” deverão ser particularmente potentes e deverão ter um custo unitário muito elevado. O sistema deverá estar operacional (se o Governo encontrar o financiamento que pediu ao Parlamento, e pelo qual o projeto se tornou conhecido) até 2010.
A escala daquilo que se propõe no Reino Unido – uma das democracias mais antigas e mais sólidas do mundo – não tem precedentes históricos nas democracias ocidentais, excepto talvez algumas ações de espionagem interna que a NSA e o FBI têm realizado contra os seus próprios cidadãos a coberto do “Patriot Act” desde o 11 de Setembro e abrem um precedente extremamente perigoso… A partir da sua implementação, o ministério do Interior britânico poderá definir quem acede a estes dados pessoais, sem controlo judicial, como é requerido até agora. Sob a pena de haver a certeza de que os verdadeiros criminosos e terroristas continuarão a utilizar técnicas de cifragem das suas comunicações, mais ou menos imunes a estes sistemas de vigilância, enquanto que os dados pessoais dos utilizadores comuns – que não só desconhecem estas técnicas como não são capazes de as usar – verão a sua vida pessoal cada vez mais devassada pelos Governos… E sim, que não se duvide. Se este sistema se introduz no Reino Unido não faltará muito tempo para que se propague pelo resto da Europa, Portugal incluído, sempre em nome da tal “ameaça terrorista” em nome da qual tantos dos nossos direitos e liberdades individuais têm sido sacrificados.
Fontes:
http://news.zdnet.co.uk/communications/0,1000000085,39447471,00.htm
http://www.whatdotheyknow.com/request/intercept_modernisation_programm

Categories: Informática, Política Internacional, Sociedade | Etiquetas: | 8 comentários

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