Posts Tagged With: petições

PS defende a livre circulação de cidadãos lusófonos

O PS está a estudar a criação de um novo conceito, o Estatuto do Cidadão da CPLP, que na prática poderá proporcionar a livre circulação de pessoas oriundas dos países de expressão portuguesa. A ideia está nas mãos de António Vitorino, coordenador do programa eleitoral do PS, e já é vista pelo secretário de Estado das Comunidades como “um desafio”.”

Fonte: Diário de Notícias

Um “Desafio” germinado a partir da Petição do MIL:
Petição contra a Directiva do Retorno e em prol do “Passaporte Lusófono
E do facto de termos sido recentemente recebidos por vários grupos parlamentares na Assembleia da República?

Categories: Livros, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia | Etiquetas: | Deixe um comentário

Sobre os “Partidos Políticos de 2ª geração” e da Reformulação da Democracia Representativa

A partidocracia que se cuide… Começam a surgir na Europa partidos de um novo tipo, verdadeiramente pós-modernos e não mais ao estilo novecentista, orientados em função de eixos anacrónicos Esquerda-Direita, mas em função de feixes de interesses comunitários e de grupo. Em Portugal, está em fase de gestação o Partido pelos Animais, do nosso amigo e camarada de lides no MIL, o professor Paulo Borges. Na Suécia, temos a surpresa de representação que foi, nas últimas Europeias o “Partido Pirata” sueco.

O programa eleitoral do “Partido Pirata” defendia a abolição completa de toda a legislação de direitos de autor e a liberdade dos cibernautas e com esse escasso, mas claro programa logrou cativar 7,1% dos eleitores suecos, conseguindo eleger um eurodeputado e não tendo ficado muito longe de um segundo mandato… Não ficou assim muito longe dos 9,6% dos ecologistas e chegando até a ultrapassar os 6% do Partido Esquerda (uma espécie de BE).

Este Partido foi fundado em 2006 e logo nesse ano, conseguiria o resultado notável (para o carácter do partido) de ultrapassar o 1%. Mas foi só depois da condenação dos responsáveis pelo site de Torrents The Pirate Bay por um tribunal sueco – num processo maculado pela descoberta posterior de ligações duvidosas de um juiz à industria fonográfica – que o Partido Pirata ganhou um novo impulso.

Acreditamos que o futuro da democracia reside mais em partidos deste tipo e em representações individuais do que no estafado e cada vez menos democrático e representativo modelo partidocrata. Os partidos ditos “convencionais” brotaram todos de matrizes novecentistas alinhadas a partir de uma visão do marxismo. Não é exagerado dizer que ainda hoje todos os partidos políticos (pelo menos a esmagadora maioria daqueles que têm representações parlamentares) se afirmam a partir da distância que os separa do marxismo. Ou se acomodam mais proximamente a este modelo novecentista, e são comunistas, mais ou menos estalinistas, mais ou menos “esquerda moderna”, mais ou menos sociais-democratas. E era assim no século dezanove, era assim no século vinte e continua sendo assim até hoje.

Este modelo, cindido entre Esquerda (mais próxima do marxismo) e Direita (mais longe) levou à demissão da participação cívica por parte de uma crescente maioria de cidadãos europeus. Esta apodrecida partidocracia ergue-se hoje sobretudo como um prolongamento de lobbies e de grupos de interesses económicos e financeiros que pouco ou nada têm a ver com o Bem Comum que os partidos políticos deviam defender em primeiro e último lugar. Por isso os partidos do “Grande Centrão” são tão parecidos no discurso e na ação quanto estão no Poder ou alternam na Oposição, aguardando (im)pacientemente a sua vez. Porque são os mesmos, aparentando apenas diferenças para justificar o movimento alternante de que dependem.

Não nos parece que a alternativa aos partidos do “Grande Centrão” seja forjar um novo, com partidos provenientes das atuais franjas do sistema. Renovar, reciclando não introduziria nada de fundamentalmente novo no sistema partidocrata, como ilustra hoje de forma bem cabal a presença do histriónico Berlusconi no poder (de forma quase permanente) depois daquela que foi a mais extensa reordenação partidocrata da Europa: a italiana.

A renovação da democracia parlamentar tem pois de provir de outras bases: mais extensas, mais profundas e bem mais essenciais do que uma simples “reciclagem” do espetro político. Esta renovação tem que ser feita de forma a reaproximar os cidadãos que a política repeliu nas últimas décadas, de forma a reduzir radicalmente a influência que os lobbies e grupos de interesse têm nos partidos, por via de campanhas eleitorais milionárias que só podem ser custeadas através de doações “generosas” e “desinteressadas” das grandes empresas, empresários e Bancos.

É nossa crença que a reforma da Democracia só pode passar pela aparição e multiplicação de partidos políticos de “segunda geração”, que assumam a defesa de interesses comuns, sociais ou cívicos, como o “Partido Pirata” sueco, o “Partido Ecologista” (nos países onde este não é um simples prolongamento passivo do PCP) ou ainda embrionário “Partido pelos Animais” português. Estes partidos de “Segunda Geração” poderão revolucionar o sistema político, assumindo no Parlamento um peso determinante para levar à adopção de certas e determinadas políticas. Mas são apenas parte da solução… Não seria possível governar um país onde toda a massa parlamentar fosse ocupada por partidos deste género, sobretudo, porque se a partidocracia se renovasse realmente, se deixasse de ser apenas um depósito cego e passivo de interesses corporativos e de aparelho, poderia perfeitamente incorporar como suas essas causas e assim esvaziar pela base a necessidade de fundar tais partidos. Contudo, não há sinais de tal renovação profunda. Observamos que a partidocracia está cada vez mais encastrada numa densa teia de privilégios e regalias, que reparte judiciosamente entre e transpondo facilmente todas as barreiras “ideológicas” cargos públicos, empregos para a filharada e demais “vamps” mediáticas que recrute. As eleições – de permeio – assemelham-se cada vez mais com eleições internas dos partidos tais são os números do abstencionismo e dos votos em Branco (quase 200 mil em Portugal nas últimas europeias). A este caminho de desinteresse dos cidadãos pela democracia representativa não faltará muito para que as eleições não sejam mais do um exclusivo dos partidocratas e dos seus familiares, amigos e grupos de interesses.

Os partidos de “segunda geração” são apenas uma solução transitória e intermédia para um novo tipo de democracia representativa que se avizinha. E esse modelo é, paradoxalmente, um regresso às origens da democracia, mais concretamente, ao modelo erguido pelos chamados “pais fundadores” dos EUA, e que consistia essencialmente na eleição por parte de todos os eleitores de delegados que os representassem diretamente no Congresso da Federação. Na época não havia “partidos”, nem Republicanos, Democratas nem outros que tais. Essa fragmentação grupuscular surgiu depois, numa fase posterior e veio quebrar as ligações diretas que existiam entre cidadãos e eleitos, despersonalizando-as e afastando uns dos outros. Nos EUA, pelo menos, ainda restou algo dessa ligação sendo ainda possível ao eleitor saber quem é o “seu” representante, algo que na maioria das democracias europeias não é, porque não existem círculos uninominais e não é possível saber quem é o deputado que elegemos, devido à aplicação do método de Hondt, preferido aos círculos uninominais. O primeiro modelo, favorece a aparição e o poder dos Partidos, o segundo favorece a ligação entre eleitos e eleitores. Defendemos portanto círculos uninominais, assumindo o seu defeito que reduzir a representatividade das minorias, mas favorecendo a ligação unívoca entre eleitos e eleitores, fazendo com que cada cidadão saiba sempre a cada momento quem é o seu representante e repondo o essencial (perdido) laço de representatividade democrática que se perdeu com a ascensão da partidocracia no poder político.

A partidocracia tem obviamente ciúmes da democracia direta. Prefere repartir entre si as prebendas e os privilégios da governação sem deixar que os cidadãos possam participar de uma forma mais ativa na sua própria governação. Como assegurar portanto que os direitos, interesses das minorias fossem defendidos e que estes círculos uninominais não instaurassem uma forma ainda mais pronunciada da “ditadura das maiorias” atualmente na regência das democracias parlamentares? A única forma concebível seria abolir estes partidos anacrónicos e novecentistas (no mau sentido do termo) e substituir os lugares por estes repartidos no Parlamento por verdadeiros deputados, independentes, libertos de quaisqueres fidelidades ou lógicas partidárias. Fiéis apenas aos seus princípios e aos seus eleitores (que os elegem diretamente) estes deputados independentes seriam uma saída para estas moribundas “democracias parlamentares” assoladas por vagas crescentes de abstencionismo e de uma carência de representatividade.

Renovar a república pela via da libertação dos representantes eleitos das grilhetas partidárias seria a saída para manter vivas as democracias, hoje em dia seriamente ameaçadas pela influência crescente dos lobbies financeiros e empresariais nos partidos políticos, na quase generalizada transformação das campanhas eleitorais em campanhas de “marketing político” e no afastamento crescente dos cidadãos da política e da democracia, que apenas interessa aos lobbies que pela via dos partidos arregimentados por generosas “doações” e aos próprios partidos que se vão repartindo pelas estruturas do Estado enquanto se alternam nos governos.

Já assinou a:

Petição em prol de uma verdadeira democracia representativa ?

Fonte:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1385599

Categories: Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | Deixe um comentário

Sobre a situação na Guiné-Bissau e sobre a instauração de um Protectorado da ONU no país lusófono

Um artigo de 26 de junho da “African Press Organization (APO)” coloca o dedo na ferida na crise na Guiné-Bissau: “Sem auxílio internacional para parar com o envolvimento militar na política e com a impunidade instalada, será impossível para o deslizamento do país para graus crescentes de violência“.

O estudo “Atrás da Lei das Armas” do “International Crisis Group” afirma que as mortes do general Tagme, o Chefe de Estado Maior guineense e, pouco depois, do presidente Nino Vieira, assim como os mais recentes assassinatos de líderes de oposição e o violento ataque a Francisco Fadul (que estará presente na 2a Conferência do MIL no próximo sábado) revelam que a democracia guineense está muito doente.

Os militares – divididos em grupúsculos diferentes mutuamente antagónicos – não têm hesitado em recorrer à força para manietar as instituições democráticas e do débil Estado guineense.

Só será possível controlar o caos militar na Guiné-Bissau se a comunidade internacional agir de forma decisiva e sem vozes dissonantes na Guiné, desarmando todos os militares do país, instalando no país uma força internacional de Paz, e assumindo efetivamente a governação do país por um período determinado de tempo, como sucedeu recentemente no Kosovo e em Timor.

Não existem condições para a atual “Comissão de Inquérito” possa ser capaz de tomar uma decisão realmente imparcial e verdadeira. Há aliás bastos sinais de que não há nessa comissão vontade política para tomar alguma decisão efetiva, uma vez que os políticos que a integram ou estão ligados ao narcotráfico ou estão a ser intimidados pelos militares. Neste momento em que decorrem as atividades da comissão já deveria estar no local uma pequena força militar internacional (idealmente lusófona, como esta que defendemos AQUI) com a missão de proteger a atividade desta comissão e de garantir a fiabilidade das suas conclusões. O problema é que não existe entre a maioria dos políticos guineenses a vontade para pedir a mobilização desta pequena força, pelas duas razoes acima descritas, e que a comunidade internacional, e nomeadamente o Conselho de Segurança, ainda não atribuiu à Guiné-Bissau o grau de urgência que a situação daquele que é hoje o principal eixo dos corredores da droga para a Europa exige.

Mas mesmo que os verdadeiros culpados (altos comandos militares, todos eles) fossem identificados por esta Comissão, o país não teria os meios nem para os deter, nem para os manter presos até ao momento do julgamento, tal é o grau de paralisia da polícia e o abandono das prisões do país. E o mesmo se tem que dizer da fase seguinte, a do julgamento desses criminosos… Como assegurar que os juízes e advogados teriam a protecção adequada se a polícia está inoperativa e se o exército está corrompido pelo narcotráfico? Somente uma força internacional, policial e militar, poderia naturalmente oferecer esse tipo de garantias…

E se o exército guineense está completamente docilizado aos interesses das máfias colombianas então há que o dissolver e começar um período de transição em que as suas missões são entregues a uma força internacional, Lusófona, porque só assim não se lhe podem imputar agendas de países terceiros, interessados nos recursos e território da Guiné-Bissau, como inevitavelmente surgiria se essa força fosse africana e formada com forças militares dos países vizinhos. Somente uma força lusófona, com a chancela de imparcialidade que só a CPLP pode conferir pode dar essas garantias. Uma força lusófona, constituída a partir do triângulo Brasil-Portugal-Angola é capaz de disponibilizar o grau de eficácia militar e de imparcialidade exigidos e já devia estar a ser discutida nas chancelarias.

Até hoje, nenhum presidente da Guiné-Bissau completou o seu mandato constitucional de 5 anos. E em 9 anos, 3 chefes de Estado Maior foram assassinados. Nada indica assim que o novo presidente tenha condições para alterar este estado de coisas. Sem forças armadas, sem polícia, sem tribunais nem sequer com uma guarda pessoal (que é nomeada diretamente pelo Estado Maior) nenhum presidente da república poderá enfrentar o narcotráfico nem o exército mercenarizado por este.

Por isso mesmo urge que todos nós apoiemos a constituição DESTA força de paz lusófona e que subscrevamos ESTA petição a favor da democracia na Guiné-Bissau.

Fontes:
International Crisis Group
Posted in Guinea Bissau, NTP Not for Profit
http://appablog.wordpress.com/2009/06/26/guinea-bissau-beyond-rule-of-the-gun/

http://www.crisisgroup.org/home/index.cfm?id=6177&l=1

Categories: DefenseNewsPt, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Portugal | Etiquetas: , | 3 comentários

CARTA ABERTA AO PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL

Senhor Primeiro-Ministro

Excelência

Os actuais estatutos da Imprensa Nacional – Casa da Moeda (DL 170/99, de 19 de Maio), na sequência do que faziam já os anteriores, incluem no seu objecto social “a edição de obras de relevante interesse cultural”, sendo, para esse efeito, a sua administração assistida por um Conselho Editorial, composto por “personalidades de reconhecida capacidade literária, artística e cultural” e ao qual compete “dar parecer sobre os aspectos literário, cultural e artístico da actividade editorial” da empresa.

Durante as três últimas décadas, que correspondem ao retomar de uma função editora que a antiga Imprensa Nacional longa e abundantemente exerceu no passado, sempre a actividade editorial da empresa pública INCM foi entendida, tanto pelas suas sucessivas administrações como pelas respectivas tutelas governamentais, como devendo revestir uma função supletiva relativamente à actividade, predominante e legitimamente comercial, das editoras privadas, função que revestia, inequivocamente, o carácter de serviço público e não de uma actividade que visasse, directamente, o lucro. Daí que, como o seu catálogo claramente ilustra, se tivesse concentrado na edição de obras de reconhecido interesse cultural, desde clássicos até obras fundamentais de ou sobre a cultura portuguesa, que, em regra, não interessam às editoras privadas, e em edições preparadas pelos melhores especialistas, cuidadosamente revistas, ainda que, muitas vezes, de escoamento lento, que poderia demorar décadas.

Era a importância cultural atribuída por lei ao serviço público que a INCM desempenhava no plano da edição que explicava não só que, durante duas décadas, os membros do seu Conselho Editorial fossem designados em Conselho de Ministros, sob proposta do membro do Governo responsável pela Cultura, como, ainda, que entre os seus membros se tivessem contado personalidades da envergadura intelectual de Fernando Gil, Jacinto e Eduardo Prado Coelho, Andrée Crabbé Rocha, Pedro Tamen, António Alçada Baptista, Fernando Moser, Francisco da Gama Caeiro, José Mattoso, José Augusto França, Aníbal Pinto de Castro, Ivo Castro, Luís Oliveira Ramos, António Machado Pires ou Manuel Villaverde Cabral.

Este entendimento sobre a função de serviço público da actividade editorial da INCM parece não ser partilhado pela sua actual administração, que, movida, porventura, por um ilegal e anti-estatutário intuito de reorientar aquela actividade num sentido predominante ou exclusivamente comercial, não só tem vindo a abrandar, progressiva e significativamente, o ritmo daquela mesma actividade, como suspendeu a publicação da 3ª série da revista cultural Prelo, e, num acto de barbárie cultural sem precedentes na empresa, admite agora, em cartas que está dirigindo aos seus editados ou respectivos herdeiros, vir a proceder à destruição de exemplares de obras cuja venda tenha tido pouca expressão nos últimos anos. Esta destruição não pouparia, sequer, alguns dos volumes que integram edições, em curso, de Obras Completas de autores como Jaime Cortesão, Leonardo Coimbra, Adolfo Casais Monteiro, José Régio, Domingos Monteiro, Vitorino Nemésio, Tomaz de Figueiredo ou José Marinho, e, talvez, das edições críticas de Garrett, Eça ou Pessoa ou de clássicos como Hesíodo, Aristóteles, Aristófanes ou Plauto!

Seriamente preocupados com este inominável acto de barbárie cultural que se anuncia como um novo Fahrenheit 451, agora mais ecológico, já que substituiria o fogo pela guilhotina, os signatários vêm apelar para Vossa Excelência, Senhor Primeiro-Ministro, para que seja ordenado, imediatamente, que a lei e os estatutos da INCM sejam respeitados e a empresa, em vez de proceder à destruição de quaisquer obras, procure melhorar o seu sistema de vendas e mantenha e amplie o número de ofertas a bibliotecas públicas, escolares e universitárias portuguesas, tanto públicas como privadas, e dos restantes países lusófonos, de Goa e de Macau, e aos centros culturais portugueses no estrangeiro, designadamente em países em que existam emigrantes nacionais.

É esse, de resto, o teor da Petição “Não destruam os livros!”, que, em escassos dias, foi já subscrita por cerca de um milhar de pessoas, entre as quais se contam figuras muito relevantes da nossa Cultura: http://www.gopetition.com/online/28707.html

Com respeitosos cumprimentos

António Cândido Franco

Arnaldo Saraiva

Dalila Pereira da Costa

Joaquim Domingues

Maria Celeste Natário

Miguel Real

Pinharanda Gomes

Renato Epifânio

Categories: Educação, Livros, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 2 comentários

Réplica a comentário sobre o “Caso Alexandra” e sobre a Petição que visa impedir novos casos semelhantes a este e ao de Esmeralda Porto

“Vamos por pontos. Não conheço com nenhum tipo de detalhe o tão propalado «caso da menina russa» e sinceramente prefiro nem me informar. Imagino que seja mais uma «Esmeralda».

Concordo que a direccionalidade da decisão legal ser apontada para os pais e não para quem a possa melhor acolher, é um erro na lei (na letra), que pode dificultar a decisão “correcta” por um magistrado.

Mas…
Nunca na minha perfeita consciência assinaria a petição supra.
Se ainda possa aceitar o ponto a), vago ao ponto de permitir uma grande arbitrariedade (a confirmação da existência de uma relação afectiva não é fácil; pior ainda será de determinar o potencial de estabelecimento de uma relação – e não me digam que se vai lá com entrevistas ou testes de cruzinhas ou rorschachs), o ponto b) é de bradar aos céus…”

> Eis os pontos da petição aqui referidos:
“a. Quando a família biológica apresenta disfuncionalidades que coloquem em risco o estabelecimento e a manutenção de uma relação afetiva com a criança.
b. Quando a criança se encontra em regime de acolhimento familiar (Lei 190/92 de 3 de setembro) num período superior a seis meses devem ser devolvidas à família biológica ou colocadas em adoção.”

> A afirmação da existência de uma relação afetiva não é arbitrária. Arbitrária terá sido a decisão do juiz do tribunal da Relação de Guimarães que decidiu pela vida da criança sem a consultar, sem entrevistar qualquer um dos intervenientes, sem escutar a decisão judicial da primeira instância e, sobretudo, indo contra as recomendações dos técnicos da Segurança Social que acompanhavam o caso. Arbitrariedade é decidir sem fundamento. A alteração legislativa que propomos pode vir a corrigir o vazio legal que está na raiz deste caso e do recente e idêntico “Caso Esmeralda”. Se é vago no seu enunciado é porque essa imprecisão é intencional: a ideia é deixar espaço para que o legislador que venha eventualmente a analisar esta petição, no Parlamento, possa mantendo o espírito da petição, conformá-la com os preciosismos e os trâmites específicos da Lei. Obviamente, que não poderia ir diretamente para o corpo legislativo, nem essa é aliás a ideia. A ideia é estabelecer uma baliza que condiciona a aplicação do ponto B, assegurando que somente os casos em que a família biológica se mostra incapaz de reunir as condições mínimas para cuidar da criança é que poderá ser aplicado o ponto seguinte, que refere o regime especial de adoção de menores nestas circunstâncias de incapacidade da família biológica.

“Na minha inocência, pensava que o objectivo seria proteger a criança, mas o ponto b) olha para a criança como um objecto de posse, atribuindo um usucapião aos pais afectivos. Ao fim de um ano, a criança deixa para trás os laços biológicos (e afectivos, não esquecer) e passa para a alçada dos pais de acolhimento. E aqui «acolhimento» é a palavra-chave. É que posso parecer muito frio, distante e cruel, mas estes casais são mesmo pais de acolhimento. Acolhem a criança, mas não se substituem aos pais. É diferente a situação dos pais que entregam uma criança ao Estado para que este a proteja e crie, do caso dos pais que recebem temporariamente uma criança (por vezes sendo até pagos (justamente, claro) para essa tarefa). Estes casais não distinguem muitas vezes a tarefa de acolher temporariamente uma criança, de adoptá-la como filha. E pedir-lhes para o fazer com a amor e distanciamento simultâneo é uma óbvia crueldade.”

Os pais de acolhimento podem ser – ou não – os pais afetivos. E este é efetivamente o cerne da questão. Se a criança – ao fim de algum tempo – os passa a considerar enquanto “pais” eles tornam-se mais do que meros “pais afetivos”, para a criança (e é sempre o seu superior interesse que nos deve nortear) eles são pais de pleno direito, totais e completos, não um simulacro de pais, nunca uma “representação” ou “delegação de poder paternal” legal ou jurídica. A criança ignora o laço meramente biológico ou genético que obceca o legislador e muitos juízes, treinados e criados num quadro moral cristão, onde o factor estritamente biológico é preponderante, em favor de uma “lógica de afetos” e do estabelecimento de laços emocionais, que são muito mais prezados pela criança, que desconhece completamente as abstrações morais e culturais dos factores biológicos ou genéticos.

“A proposta de alteração seria mais audaz e a meu ver mais justa, se definisse basilarmente que os pais a atribuir a custódia deveriam ser os mais capazes de garantir que os interesses da criança seriam melhor defendidos (integração social, integração familiar, afectividade, educação, possibilidades materiais (não queria parecer materialista, mas é relevante)). Achava bem.”

> mas essa é a intenção precisa desta proposta de alteração de lei, sustentada por esta petição… A custódia deve caber aqueles “pais” que a criança reconhece como tais, sustentada essa escolha por critérios imparciais medidos e aferidos por peritos (psicólogos, assistentes sociais, testemunhas, etc). Todos estes devem recorrer aos indicadores que bem enuncias: “integração social, integração familiar, afetividade, educação, possibilidades materiais” e definir quem cumpre melhor esses critérios: se a família biológica, se a de acolhimento, de forma justa e imparcial e livre das cangas biológicas e genéticas que tantos danos têm causado a tantas crianças neste país nos últimos anos.

“Mas aqui é que a porca torce multiplamente o rabo porque o melhor interesse da criança pode até ser ficar com os pais que não deseja (biológicos ou afectivos). Não se pode/deve sequer depender uma decisão da escolha da criança, como defendem os jornais – se a menina chora quando se vai embora é porque deveria ficar… A família é um lugar lindo de afectos, mas, assim como o processo de educação, é também um lugar de fricções, gestão de problemas, de disciplina imposta e hierarquia por vezes sem nexo aparente ou, muitas vezes injusto na óptica das crianças. É o exemplo dos filhos únicos ou filhos de pais separados, estragados pelo mimo. Mais não é sempre melhor e o interesse dos pais e da criança não são coincidentes, nem têm de o ser, para bem destas.”

> Naturalmente. Por comovente e insuportável que seja o choro de uma criança (e é-o para qualquer pessoa normalmente formada) este não deve, não pode, ser o único critério, nem isso é defendido na nossa proposta, aliás… O excesso de mimos (que a mãe russa critica em reportagem, alegando ser clássico de uma “educação europeia”) não vai de encontro ao melhor interesse, da criança, concordo, mas é também expressão de uma sociedade que se preocupa com as suas crianças e que lhes dá grande valor, o que é típico nas sociedade mediterrâneas do sul e bem mais raro no norte e leste da Europa, segundo certos estudos, já aqui bastamente citados… Ou seja, mimar não é mau, em si mesmo… O erro resulta do excesso e da falta de critérios de aplicação desses “mimos”, recusando um “não” onde por vezes, este é a única resposta razoável e possível.

“Um problema mais premente e que aparentemente não preocupa ninguém é o dos adolescentes. Esse não faz parangonas de jornal. Aí defenderia uma alteração legal severa que permitisse ao Estado retirar a custódia aos pais de adolescentes que tenham problemas legais ou outros aparentemente incorrigíveis. Assim à imagem do método americano, levando se necessário ao internamento compulsivo em campos de «re-educação». É soviético? É um bocado, sim. Mas muitas crianças não conseguem fugir ao remoinho destrutivo e degradado que é a sociedade e cultura em que se inserem e em que cresceram e só assim conseguem um escape e uma fuga a essa tendência. Por isso mesmo, compreendo e concordo com a proposta de alterar a lei, mas não com a alteração proposta.”

> É um ponto interessante e que mereceria mais amplo debate… Em princípio, não vejo como não concordar com a retirada da tutela a pais que manifestamente e por várias condições, não são capazes de educar uma criança ou um menor numa outra via que não os leve à ilegalidade e, a prazo, até à cadeia ou a uma curta vida criminosa. Mas aqui há muito espaço de debate e reflexão pela frente…algo tem que ser feito, isso é certo. Uma sociedade saudável não pode simplesmente cruzar os braços e olhar para o lado, tolerando na destruição de tantas jovens vidas e deixando impunes vagas sucessivas de criminalidade juvenil. Muitos (se não todos) deste pais sabem exatamente o que os filhos andam a fazer e um bom número lucra materialmente destas suas atividades. Não há portanto razão para que esta relação “paternal”, demissiva nas suas responsabilidades e deveres permaneça intacta, acobertada pela obsessão na “superior e intocável” relação biológica e genética. Por isso, sim, uma alteração legislativa que pudesse conformar uma solução ao caldo torpe onde se desenvolve a criminalidade juvenil, poderia ser também oportuna no mesmo quadro de alteração legislativa que aqui nos propomos fazer.

Já assinou a petição?

Por uma alteração legislativa que impeça que as crianças estejam mais de 6 meses em famílias de acolhimento e que, logo, os Tribunais não as retirem a estas ao fim de vários anos

Categories: Política Nacional, Portugal, Psicologia, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: , | 2 comentários

Hoax: Os votos em branco, se maioritários, tornam inválido esse escrutínio

Embora não fosse essa a informação que percorreu recentemente a Internet portuguesa, a existência de uma maioria de votos em branco ou nulos nas eleições europeias, não torna inválido esse escrutínio.

O texto da CNE indica que “os votos em branco, bem como os votos nulos, não sendo votos validamente expressos relativamente a cada lista concorrente à eleição, não têm influência no apuramento do número de votos e da sua conversão em mandatos”

Essa foi a informação publicada pela “Comissão Nacional de Eleições” (CNE) que acrescenta que são apenas os votos validamente expressos que podem ser contabilizados no apuramento dos mandatos, “ainda que o número de votos em branco seja maioritário”, afirmou Joio Carlos Caldeira, presidente da CNE.

Ou seja, nesta interpretação de alguém que foi colocado no cargo pelos membros da partidocracia reinante, os 196 mil votos brancos e os 55 mil votos nulos não são um grito clamante de protesto contra uma partidocracia que manifestamente já não representa um grupo crescente de portugueses, é para ignorar. Ora é a nossa profunda convicção de que são: de que quem se deu ao incómodo de sair de casa, deslocar-se ao local de voto e colocar numa urna um voto em branco exerceu completamente o seu dever cívico, e no ato, deixou uma forte mensagem de protesto perante a forma como nos têm desgovernado nas ultimas décadas (se não séculos).

Com efeito, mais que o PS, os grandes derrotados destas eleições europeias foram as partidocracias. Os votos do PSD não representaram nenhum feito extraordinário, e os do PCP representam apenas um eleitorado fiel e disciplinado, não um verdadeiro crescendo de influência demográfica. O BE esteve muito aquém das projeções de algumas sondagens e o PP, ainda que não tenha desaparecido (como avaliavam injustamente alguns) permanece com uma representação pouco mais que mínima e incapaz de se assumir com a verdadeira alternativa de poder desejada por Paulo Portas.

Os grandes derrotados destas eleições são as partidocracias representadas no Parlamento. Mas também os partidos que estão fora, como o Partido Humanista, os neonazis do PNR, estalinistas do PCTP ou o grupo de amigos do POUS, ou até mesmo os neoliberais do MMS ou os jesuítas e ultra-católicos do MEP, estiveram muito aquém das suas melhores estimativas e não elegeram nenhum representante. O sistema partidário português está moribundo… Nenhum dos “cinco grandes” tem força para sair dos seus posicionamentos tradicionais e inverter ordens de influência e “governabilidade”, e os partidos que estão na periferia – fora do Parlamento – não têm representatividade suficiente para entrarem na luta política parlamentar (com excepção, talvez, do MEP, para grande regozijo das sacristias, já que poderá nas legislativas, eleger um ou dois deputados).

Como saberão, nestas eleições europeias, divulgámos e seguimos a recomendação do MIL de votar em Branco. Fomos assim um dos 196 mil portugueses que decidiram exercer assim o seu direito de voto e dar uma chapada nos focinhos anafados dos partidocratas. A CNE tem razão. Nestas eleições este Voto em Branco tem “apenas” este valor simbólico e mensageiro, o mesmo é válido para eleições presidenciais já que não são contabilizados no apuramento final dos resultados.

Mas não para legislativas. Nas ultimas eleições legislativas, foram registados mais de 103 mil votos em branco, ou seja 1,8% do total dos votos, mais do que receberam muitos pequenos partidos, como o PCTP (0,8%) ou a agora agonizante “Nova Democracia”, com os seus 0,7%. A defesa do voto em branco foi então protagonizada pelo movimento “Um rumo para Portugal”, que entretanto se evaporou, apesar de ter chegado a colar vários cartazes. O seu mote era o mesmo do comunicado do MIL: apelar ao Voto em Branco como forma de exprimir o descontentamento pela classe política portuguesa, mas não tinha a mesma substância do MIL e prova disso mesmo é que esvaziou a sua razão de ser depois de realizar esse apelo…

Avizinham-se novas eleições: autárquicas e legislativas. Numa e noutras, o MIL irá repetir o mesmo apelo e recordar aos portugueses que não se devem abster, que essa não é uma forma de exprimir qualquer forma de protesto, apenas de declarar a nossa indiferença quanto à forma e a quem decide por nós, porque eles (os partidocratas) terão sempre amigos, familiares e parceiros a votar neles e se a abstenção alcançar determinados níveis é o próprio sistema democrático que fica em questão, algo que muito gáudio dará à partidocracia, que livre deste estorvo formal, poder navegar ainda com mais ousadia e amplitude, bem dentro do circulo das nossas liberdades e direitos individuais.

O voto em Branco é bem diferente. É uma declaração inequívoca de que não agradam nenhum dos partidos a eleição e um grito de protesto contra o sistema partidário, no seu todo. Não temos que votar no “menos mau” ou naquele onde vemos menos defeitos e que se afasta menos daquilo que achamos que devia ser um político. Se nenhum nos agrada, votemos em Branco e perante esse vazio no boletim de voto ficará bem claro de que fomos votar e que escolhemos em boa e clara consciência de que nenhum dos partidos a eleições vinham de encontro com aquele que é o nosso pensamento e sentimento.

Por isso, não se esqueça de que a melhor forma de protestar contra este sistema partidário que nos rege é Votar em Branco e exprima o seu descontentamento pela partidocracia reinante assinando ESTA petição.

Fontes:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1241572&idCanal=
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/519624
http://noticias.portugalmail.pt/artigo/20090602/votos-em-branco-ou-nulos-nao-invalidam-eleicao

Categories: Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | Deixe um comentário

NOVA PETIÇÃO MIL: “NÃO DESTRUAM OS LIVROS!”

Verificando-se que editoras nacionais estão a proceder à desativação comercial dos livros não esgotados mediante a sua destruição, e que esta hipótese é igualmente contemplada pela editora do Estado português, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO considera isto um escandaloso crime de lesa-património, que vai fazer desaparecer muitos milhares de volumes preciosos da nossa cultura que, apesar do seu valor, não tiveram sucesso comercial junto do grande público.

Perante esta situação, o MIL apela a todos os cidadãos que assinem esta petição, exigindo que as editoras nacionais, e em particular a Imprensa Nacional – Casa da Moeda, não destruam as obras em questão, oferecendo-as antes às bibliotecas, escolas e centros culturais nacionais, aos leitorados de Português e departamentos onde se estude a Língua e a Cultura Portuguesas nas universidades estrangeiras, bem como às universidades e centros culturais dos países lusófonos. Para tanto, os Ministérios da Cultura, da Educação e dos Negócios Estrangeiros (este através do Instituto Camões), bem como a TAP AIR Portugal, devem-se articular com as Editoras na estratégia da distribuição e transporte dos livros a nível nacional e internacional.

Em vez de se destruir património precioso e insubstituível, esta é uma ótima oportunidade de se prestar um serviço à cultura e à educação nacionais, bem como de promover a cultura portuguesa no espaço lusófono e no mundo, tarefa por todos reconhecida como fundamental na qual o Estado não se tem empenhado devidamente.

PARA ASSINAR:
http://www.gopetition.com/online/28707.html

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora

Nota de apresentação: O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, que conta já com quase um milhar de adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges (Universidade de Lisboa), Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar publicamente (
www.novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.

Se concorda com esta petição, pedimos-lhe que a subscreva e publicite.

Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um mail: adesao@movimentolusofono.org
Indicar: nome, e-mail e área de residência.

Entretanto, as outras 2 últimas Petições lançadas pelo MIL continuam on-line:

EM PROL DE UMA VERDADEIRA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA:
http://www.gopetition.com/online/26885.html

EM PROL DA CONSTRUÇÃO DE UM ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO NA GUINÉ-BISSAU:
http://www.gopetition.com/online/26953.html

SOLICITAMOS QUE REENVIE ESTA MENSAGEM
Categories: Educação, Livros, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Portugal | Etiquetas: | 9 comentários

Sobre a petição decorrente do “Caso Alexandra” e da atitude do PCP e de Ilda Figueiredo

As eleições europeias de 2009 já passaram, mas nem por isso gostaria de deixar de publicar esta mensagem:

“Ex.mos Senhores,
Encarrega-nos a deputada Ilda Figueiredo de acusar a recepção da “Petição por uma alteração legislativa que impeça que os Tribunais retirem às famílias de acolhimento crianças que estejam com estas há mais de um ano”.
Agradecemos a informação sobre o teor da Petição, que merecerá a nossa melhor atenção no quadro do Parlamento Europeu e igualmente no plano da Assembleia da República.
Sem deixar de ter em devida atenção a proposta que é feita nesta Petição, consideramos ser necessário avaliar igualmente quais as medidas que devem ser tomadas, antecedendo o processo judicial, que garanta um adequado acompanhamento da criança, da família de acolhimento e da família biológica, de modo a permitir que em todo o processo se tenha em conta o superior interesse da criança.
Da nossa parte, temos desenvolvido diversas iniciativas, designadamente na Assembleia da República relativas ao reforço das comissões de protecção de menores.
Consideramos ser necessário continuar a aprofundar estas matérias, seja no plano da Assembleia da República, seja no plano do Parlamento Europeu, visando o reforço das medidas que assegurem a defesa destas crianças e jovens.
Com os melhores cumprimentos,
Gabinete de Apoio aos Deputados do PCP ao PE”

Esta mensagem não vem diretamente da própria Ilda Figueiredo, mas do gabinete de apoio aos deputados do PCP no Parlamento Europeu, é certo, mas a verdade é que enviámos a mesma petição a todos os eurodeputados portugueses – em pleno período eleitoral – e nenhum outro se dignou a contemplar-nos nem sequer com uma simples mensagem automática.

Nesta petição apresentamos mecanismos legais que poderiam impedir que as crianças fossem sujeitas ao tremendo e cruel trauma psicológico que levou aos recentes dramas “Esmeralda Porto” e ao “Caso Alexandra”. Estes casos mediáticos são apenas a faceta mais visível de uma série de dramas pessoais que se multiplicam às dezenas em Portugal, todos os anos, e que resultam da incompetência crónica dos serviços de Segurança Social (que deixam cruelmente arrastar no tempo estas situações), na arrogância e sobranceria de uma “Justiça” descredibilizada e cruel e no desprezo pela vida e dignidade humanas revelados pelos deputados da Partidocracia sobre estas questões, mais preocupados que estão em alterar o “regime das faltas dos deputados”, em legislar sobre “sacos de dinheiro vivo” ou em degladiar-se por tachos como no recente patético caso do “provedor da República”.

Esta resposta do gabinete de Ilda Figueiredo foi a única de mais de duas dezenas de mensagens enviadas para todos os eurodeputados a este propósito. O simples facto de existir num muro de silêncio e indiferença onde se movem os partidos do “centrão” e até nos partidos mais pequenos, como o Bloco de Esquerda e CDS/PP revela bem a distância que existe entre a partidocracia e os cada vez mais distantes e indiferentes cidadãos. Não duvidamos que a esmagadora maioria das mensagens enviadas por cidadãos para caixas de correio virtuais ou reais caem no mais profundo desprezo. Esta petição ou outras manifestações de interesse e participação cívica são encaradas pelos partidocratas que exercem em regime de monopólio cioso o poder democrático com suspeita ou, pior ainda, com desprezo, já que julgam que ninguém pode gerir o nosso destino do que “eles”, nas suas doutas e sobranceiras altanias…

Entre estes temos que realçar esta atitude do PCP. Nesta questão, assim como noutras anteriores como a questão da Petição contra as taxas no Multibanco ou no comunicado contra o “Pacote das Telecoms”, o partido sempre exprimiu alguma forma de resposta, aparentemente não meramente formal, mas interpretativa e pessoal. Bem haja por tal. Lamentamos contudo que permaneça no PCP o discurso e ação de apoio a uma das mais terríveis e tirânicas ditaduras do mundo, a China, assim como o seu radical e fanático apoio à ocupação do Tibete e ao extermínio étnico e cultural do povo tibetano, razão suprema para não votar PCP em nenhumas eleições, passadas ou futuras.

Ver:
http://www.europarl.europa.eu/members/expert/alphaOrder/view.do?language=FR&id=4466

Já assinou ?

Por uma alteração legislativa que impeça que as crianças estejam mais de 6 meses em famílias de acolhimento e que, logo, os Tribunais não as retirem a estas ao fim de vários anos

Categories: Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: , | 5 comentários

2ª Conferência MIL: O Futuro Democrático da Guiné-Bissau

MIL CARTAZ 04 JUL

Petições MIL correlacionadas:

Petição em prol da Construção de um Estado de Direito Democrático na Guiné-Bissau


Por uma
Força Lusófona
de Manutenção de Paz

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono | Etiquetas: , , , | 9 comentários

COMUNICADO MIL SOBRE A (NÃO) ELEIÇÃO DO NOVO PROVEDOR DA JUSTIÇA

O degradante espectáculo público que se arrasta há meses em torno da eleição do novo Provedor da Justiça, e que já levou, inclusivamente, o anterior Provedor a renunciar ao cargo, é mais uma prova da situação de bloqueio da nossa Partidocracia. A eleição ainda não se concretizou, essencialmente, porque os nossos Deputados põem os interesses partidários acima dos interesses do país.

Nessa medida, o MIL relembra as propostas que fez numa Petição lançada há pouco tempo:
– que, nas Eleições Legislativas, os Deputados possam ser eleitos como independentes ou em listas não partidárias;
– que todos os Deputados, ainda que integrados em listas partidárias, respondam em primeiro lugar aos Cidadãos que os elegeram e não aos respectivos Partidos, de modo a que jamais se possa de novo ouvir um Deputado dizer que votou num determinado sentido apenas por “disciplina partidária”, como, tantas vezes, tem acontecido.

Só assim, reiteramos, com Deputados que livremente representem aqueles que os elegeram e que não sejam apenas uma caixa de ressonância dos respectivos Partidos, teremos uma verdadeira Democracia Representativa.

PETIÇÃO EM PROL DE UMA VERDADEIRA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA
PARA ASSINAR A PETIÇÃO:
http://www.gopetition.com/online/26885.html

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Secção Portuguesa

Nota de apresentação: O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, que conta já com quase um milhar de adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges (Universidade de Lisboa), Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar publicamente (www.novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.

Categories: Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: , | Deixe um comentário

Três observações sobre o “Caso Alexandra Tsyklauri”

O caso “Alexandra” levanta toda uma série de importantes questões a que não nos poderíamos furtar durante mais tempo:

1. A decisão do Tribunal da Relação de Guimarães pode ser – e é-o aparentemente – legal, mas não é justa. E se assim é, ou o juiz em questão não soube interpretar corretamente a lei, especialmente aquele seu muito especial aviso “no interesse da criança” e nesse caso é incompetente e cruel, ou então foi incapaz de se abstrair da letra morta da Lei e olhar para além dela até ao coração da menina que supostamente ele e o legislador deveriam defender. Ou temos uma má Lei feito por um mau Parlamento, regido por uma egoísta partidocracia (e temos, por isso lançámos ESTA petição) ou então temos maus juízes (e temos, porque muitos são arrogantes e formados “de conserva”, sem maturidade mental ou emocional e com escassa experiência de vida). Ou mudamos a Lei, ou mudamos estes juízes. Idealmente ambos.

2. O caso insere-se num quadro em que a Rússia exerceu influencia direta junto de pais em países estrangeiros que em casos em tudo idênticos tentavam recuperar os filhos dos quais, por alguma razão, tinham perdido a tutela. Só nos últimos meses terá havido três casos idênticos, todos “perdidos” pelos russos, com exceção do “caso Alexandra”… O facto das embaixadas russas terem estado diretamente por detrás de cada um destes casos (a mãe alcoólica de Alexandra só decidiu processar os pais afetivos depois de falar com a embaixada) é preocupante: a Rússia embarcou nitidamente numa deriva de enfrentamento de todo o Ocidente, não hesitando em  em causar sofrimento em crianças indefesas apenas para satisfazer essa estratégia de afrontamento ao Ocidente. Resta ainda saber que pressões terá recebido este juiz Gouveia Barros, da Relação de Guimarães…

3. Não houve nenhum episódio de heroísmo na trágica cena em que Alexandra é literalmente arrancada aos braços dos pais afetivos. Pelo menos o sargento Luís Gomes, pai afetivo de Esmeralda (caso semelhante a este) tudo fez para defender a criança, desaparecendo com ela, deixando-se prender sem nunca revelar o seu paradeiro, etc. Que técnicos da Segurança Social são estes que além de terem “esquecido” a criança nesta família durante SEIS anos agora, ordenados pelo juiz de Guimarães, não hesitam em cumprir o papel de sádicos algozes, arrancando a criança e entregando-a aos russos? Não serão humanos o suficiente estes burocratas para se recusarem a cumprir tal cruel papel? Não serão mães e pais? Não sentiram pelo sofrimento da criança? E os pais afetivos? Porque cumpriram dócilmente tão cruel mandamento do Tribunal? Quantos de nós, nas mesmas circunstâncias, não se recusariam a cumprir a Lei, quando ela é cruel e sádica? Não é esse do direito e o dever de cada cidadão quanto confrontado com uma má Lei e um cruel juiz?

P.S.: Parece certo que os pais afetivos que cuidaram da criança desde os 17 meses até aos 6 anos, não trataram de toda a papelada de forma legalmente perfeita e imaculada. Mas por esse erro de adultos deve pagar uma criança? A insensibilidade de um sistema de “Justiça” pode ser tão grande ao ponto de esquecendo os “superiores interesses da criança” dar mais importancia a formalismos jurídicos? Isso é Justiça ou… Direito?

Fonte:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1383524&idCanal=62

Categories: Justiça, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, Sociedade, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: , , | 2 comentários

Petição Por uma alteração legislativa que impeça que as crianças estejam mais de 6 meses em famílias de acolhimento e que, logo, os Tribunais não as retirem a estas ao fim de vários anos [versão corrigida]

A prioridade dada aos laços biológicos contra a estabilidade emocional e contra a própria felicidade das crianças deve ser eliminada da Lei e o Bem Estar da Criança deve ser colocado como o aspecto central dos processos de devolução aos pais biológicos, no estrito respeito pelo espírito do nº1 do art. 1977 do Código Civil.

Esta petição será entregue a todos os grupos parlamentares representados na Assembleia da República.

A petição defende a alteração da Lei 31/03 de 22 de agosto (art. 1978, nº1 al. e do Código Civil) explicitando claramente que no “manifesto desinteresse pelo filho” por parte dos pais biológicos (critério fundamental para ser decidida a adoção) se deve inserir:

“Sendo a família um lugar de afetos, em que o interesse da criança deve prevalecer sobre os laços estritamente biológicos e na defesa do superior interesse físico e psicológico do menor deve ser aplicada a medida de confiança para adoção a uma criança que reúna as seguintes condições:

a. Quando a família biológica apresenta disfuncionalidades que coloquem em risco o estabelecimento e a manutenção de uma relação afetiva com a criança.

b. Quando a criança se encontra em regime de acolhimento familiar (Lei 190/92 de 3 de setembro) num período superior a seis meses devem ser devolvidas à família biológica ou colocadas em adoção.

Reunidas estas duas condições, a família de acolhimento deverá receber prioridade sobre a relação biológica disfuncional e poderá candidatar-se a uma adoção plena da criança, sem prejuízo da sua submissão ao normal processo de seleção.”

O problema está em que a Lei não privilegia os laços afetivos sobre os biológicos, sendo comum que os tribunais – na dúvida ou mesmo sem ela – entregam as crianças aos pais biológicos, mesmo contra a manifesta oposição de técnicos e quando a criança será radicalmente desestruturada no processo. O próprio juiz António Martins, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, explica que “Os juízes têm de cumprir os requisitos legais”, apelando indiretamente que se altere a Lei.

Esta alteração legislativa – proposta por esta petição – reforça a integração da legislação portuguesa com a Convenção dos Direitos da Criança, subscrita pelo Estado Português:

“Artigo 3.º

1- Todas as decisões relativas a crianças, adotadas por instituições públicas ou privadas de proteção social, por tribunais, autoridades administrativas ou órgãos legislativos, terão primacialmente em conta o interesse superior da criança.

Artigo 19.º

1- Os Estados Partes tomam todas as medidas legislativas, administrativas, sociais e educativas adequadas à proteção da criança contra todas as formas de violência física ou mental, dano ou sevícia, abandono ou tratamento negligente; maus tratos ou exploração, incluindo a violência sexual, enquanto se encontrar sob a guarda de seus pais ou de um deles, dos representantes legais ou de qualquer outra pessoa a cuja guarda haja sido confiada.”

Estando esta omissão legislativa referente às famílias de acolhimento contextualizada na defesa dos superiores interesses da criança e havendo esta lacuna é nosso dever enquanto cidadãos exigir que o Estado assuma as suas obrigações reconhecidas pela Convenção, impeça estes dramas humanos consubstanciados pelo “Caso Esmeralda” ou, mais recentemente pelo “Caso Alexandra” e altere a Lei 31/03 de 22 de agosto em conformidade com o mais básico respeito pelas crianças e pela defesa dos seus interesses.

Assine e Divulgue!
Categories: Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: | Deixe um comentário

Por uma alteração legislativa que proíba que os Tribunais retirem às famílias de acolhimento crianças que estejam com estas há mais de um ano

A prioridade dada aos laços biológicos contra a estabilidade emocional e contra a própria felicidade das crianças deve ser eliminada da Lei e o Bem Estar da Criança deve ser colocado como o aspecto central dos processos de devolução aos pais biológicos, no estrito respeito pelo espírito do nº1 do art. 1977 do Código Civil.

Esta petição será entregue a todos os grupos parlamentares representados na Assembleia da República e no cumprimento do “Direito de Petição” (Lei 43/90), art. 21 será obrigatoriamente analisada se forem reunidas mais de mil assinaturas e apreciada em plenário (art. 24) se reunir mais de quatro mil assinaturas.

Assine em:
http://www.gopetition.com/online/28059.html

Categories: Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: | 4 comentários

Contra os “sacos de dinheiro” para os Partidos: Petição em prol de uma verdadeira democracia representativa

“Abrir a porta a uma entrada de dinheiro 1,2 milhões euros, sem qualquer fiscalização sem qualquer contraprova”, é o mesmo que “dizer que está aberto o leilão à corrupção”, afirmou João Cravinho, sublinhando que “é uma pouca vergonha” e “uma provocação”.

http://economico.sapo.pt/noticias/cravinho-ataca-nova-lei-de-financiamento-dos-partidos_9760.html

Sem meias palavras, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, afirmou quinta-feira, no programa “Quadratura do Círculo”, da SIC Notícias, que a proposta de lei sobre o financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais, aprovada há dias, é “desastrosa”.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1379356&idCanal=12

Lisboa, 07 Mai (Lusa) – O deputado socialista António José Seguro considerou hoje que a recente revisão da lei de financiamento dos partidos cria condições para uma menor capacidade de fiscalização das despesas e contraria a reforma do Parlamento de 2007.

http://aeiou.expresso.pt/financiamento-nova-lei-diminui-fiscalizacao-e-contraria-reforma-do-parlamento—seguro-ps=f513181

Se até entre a classe política se começam a avolumar o coro de críticas ao novo regime de financiamento dos Partidos Políticos, sobretudo no aspecto em que este abre a porta a toda uma escalada na corrupção e do prejuízo do Bem Público em vésperas (in)oportunas de várias campanhas eleitorais, chegou o momento de juntarmos a nossa voz e assinarmos a

Petição em prol de uma verdadeira democracia representativa

http://www.gopetition.com/online/26885.html

De forma a que esta possa ser entregue na Assembleia da República, ao que será feito logo que alcance o número mínimo de mil assinaturas.


Categories: Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 2 comentários

PETIÇÃO EM PROL DE UMA VERDADEIRA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA

No ponto 7 do novo Regime de Presenças e Faltas dos Deputados em Plenários, recentemente aprovado pela Assembleia da República Portuguesa, numa descarada decisão em benefício próprio, pode ler-se que “a palavra do deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais”.

Face ao vergonhoso histórico, nomeadamente ao ocorrido a 5 de Dezembro de 2008, quando a ausência de 48 deputados impediu a aprovação de um projecto de resolução que recomendava ao Governo a suspensão da avaliação dos professores, esta medida protegerá ainda mais os deputados que, manifestamente, em número significativo, não têm dignificado o cargo que ocupam.

Notando a discrepância desta medida face a todas as outras que têm sido tomadas relativamente aos membros do funcionalismo público – sempre no sentido mais restritivo e penalizante –, a Secção Portuguesa do MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO propõe a alteração desse novo Regime de Presenças e Faltas dos Deputados em Plenários, no sentido de impedir o crónico absentismo de alguns, devendo exigir-se, para tal, que todas as faltas sejam devidamente justificadas, com todos os “comprovativos adicionais”.

Em prol de uma maior dignificação do cargo de Deputado, essencial para a nossa Democracia, a Secção Portuguesa do MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO propõe ainda:
– que, nas Eleições Legislativas, os Deputados possam ser eleitos como independentes ou em listas não partidárias;
– que todos os Deputados, ainda que integrados em listas partidárias, respondam em primeiro lugar aos Cidadãos que os elegeram e não aos respectivos Partidos, de modo a que jamais se possa de novo ouvir um Deputado dizer que votou num determinado sentido apenas por “disciplina partidária”, como, tantas vezes, tem acontecido.

Só assim, com Deputados que livremente representem aqueles que os elegeram e que não sejam apenas uma caixa de ressonância dos respectivos Partidos, teremos uma verdadeira Democracia Representativa.

Secção Portuguesa do MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora

Nota de apresentação: O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, que conta já com quase um milhar de adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges (Universidade de Lisboa), Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar publicamente (www.novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.

Se concorda com esta petição, pedimos-lhe que a subscreva e publicite.
Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um mail: adesao@movimentolusofono.org
Indicar: nome, e-mail e área de residência.


PARA ASSINAR A PETIÇÃO:
http://www.gopetition.com/online/26885.html

Categories: Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | Deixe um comentário

PETIÇÃO CONTRA A “DIRECTIVA DO RETORNO” E EM PROL DO “PASSAPORTE LUSÓFONO”

PETIÇÃO CONTRA A “DIRECTIVA DO RETORNO” E EM PROL DO “PASSAPORTE LUSÓFONO”

No passado dia 18 de Junho, o Parlamento Europeu aprovou, por larga maioria, a “Directiva do Retorno”, relativa à deportação de imigrantes ilegais, lei que entrará em vigor apenas em 2010, mas que mereceu já o veemente protesto de muitos países, nomeadamente do Brasil e de todos os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOPs), nossos parceiros na CPLP.

O MIL rejeita essa “Directiva”, que permite ou suscita todo o tipo de atropelos aos direitos humanos, ofende o espírito de tolerância e contradiz o universalismo do melhor da cultura portuguesa e lusófona, bem como a própria ideia do “encontro de culturas” que a União Europeia retoricamente celebra. Ao longo da nossa História, muitos portugueses, pelas mais variadas razões, emigraram e foram acolhidos em todos os cantos do mundo – o que aliás continua acontecendo, mesmo que em números mais reduzidos. Por outro lado, somos cada vez mais um país de imigração, acolhendo pessoas das mais diversas proveniências, facto que é a nosso ver positivo.

O MIL compreende e aceita que os fenómenos migratórios tenham que ser regulados, mas essa regulação não pode ser ditada pela União Europeia, onde predominam os interesses de certas nações, sem atender às especificidades de cada país.

Nessa medida, o MIL exorta os deputados da Assembleia da República a repudiarem esta “Directiva” e a proporem uma outra, que respeite os valores fundamentais da ética, os direitos humanos e a realidade concreta de Portugal e do mundo lusófono.

Em prol de um política de imigração mais de acordo com a nossa realidade, o MIL propõe que se tomem medidas que assegurem uma progressiva autonomia de Portugal no espaço europeu e se aposte, a médio prazo, na criação do “passaporte lusófono”, uma das grandes aspirações de Agostinho da Silva, que venha a permitir a livre-circulação dos cidadãos em todos os estados da comunidade lusófona.

Salientamos que a viabilidade desse passaporte foi já defendida por diversas personalidades com cargos de alta responsabilidade – nomeadamente pelo secretário-executivo da CPLP, o embaixador cabo-verdiano, Luís Fonseca (in Público, Lisboa, 16.07.06)

Para subscrever esta petição: http://www.gopetition.com/online/20337.html

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora

Nota de apresentação: O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, projecto que conta já bem mais de meio milhar de adesões, de todos os países lusófonos. A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges (Universidade de Lisboa), Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL). A lista de adesões é pública – como se pode confirmar no nosso blogue (www.novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.

Se concorda com esta petição, pedimos-lhe que a subscreva e publicite.

Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um mail:
adesao@movimentolusofono.org
Indicar: nome, e-mail e área de residência.

Entretanto, as duas outras PETIÇÕES MIL continuam on-line. Ver: www.movimentolusofono.org
Categories: Blogs, Brasil, Economia, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, Sociedade, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: | 8 comentários

Trezentas mil assinaturas pela continuação do sistema multibanco… sem comissões sobre levantamentos

Petição CONTRA as comissões sobre Levantamentos em ATMs (Multibanco)


We endorse the Petição CONTRA as comissões sobre Levantamentos em ATMs (Multibanco) Petition to Bancos Portugueses.

Read the Petição CONTRA as comissões sobre Levantamentos em ATMs (Multibanco) Petition

Name Observações
300020 Total Signatures
Categories: Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: | 63 comentários

Boicote à GALP !

1. Porque é impossível um movimento espontâneo e não coordenado acertar datas de boicote
(1, 2 e 3 Junho ou outras)

2. Porque a GALP lucra diáriamente 1,2 milhões de euros

3. Porque é a maior petrolífera nacional

4. Porque é a petrolífera que mais vende em Portugal

5. Porque as petrolíferas – ainda que comprem o crude mais caro – estão a registar lucros recorde e estes vêm dos nossos bolsos e não de ganhos de eficiência

6. Porque só assim poderemos fazer o Governo a fazer algo, além de se banquetear com os rendimentos crescentes (proporcionais!) do ISP!

Faça algo por si!

Boicote!

(se a “Petição contra as comissões sobre levantamentos em ATMs (Multibanco)“, já recolheu mais de 270 mil assinaturas, é porque há na sociedade portuguesa uma imensa e desperdiçada vontade de intervir nas coisas que a todos dizem respeito… E, logo, este boicote será um estrondoso sucesso. Veremos.)

Categories: Economia, Política Nacional, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: | 42 comentários

Assine a Petição: Não aos negócios com os mullahs iranianos!


“No final deste ano*, a OMV (empresa petrolífera) prevê concluir um contrato de 22 mil milhões de euros com o Irão. Este incremento das relações financeiras faz da Áustria e da Europa parceiros estratégicos e cúmplices de um regime político, que financia o terrorismo internacional e exerce violentas represálias contra a sua própria população, e que desenvolve armas nucleares que podem atingir a Europa e ameaçar a paz mundial. A perseguição sistemática do povo curdo, às minorias religiosas, como os Baha’i, a execução de homossexuais e as represálias contra as mulheres que se recusam submeter aos cânones islâmicos, são igualmente características do regime que profere ameaças genocídas contra Israel e contesta a existência do Holocausto.

As fantasias repressivas, punitivas e de martírio, que estão longe de ser puras fantasias, renovam sob novas formas políticas e religiosas com a obsessão extirpativa do Estado nacional-socialista, incluindo a disposição de sacrificar a própria população para atingir objectivos apocalípticos. Por este motivo a política de desencorajamento não funciona a partir do momento em que possuírem armas nucleares. Consequentemente, os que quiserem manter um diálogo com a República Islâmica do Irão, terão uma atitude comparável à tido com os nazis, que resultou na guerra de destruição mais mortífera da história da humanidade.”
ler mais & assine a petição

Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional | Etiquetas: , | 4 comentários

Acordo Ortográfico: Petição a favor de reforma mais rápida

Eis mais um destaque à nossa petição referente a uma mais rápida aplicação do Acordo Ortográfico, desta feita dada pela RTP:

Lisboa, 06 Mai (Lusa) – Uma petição em prol de uma mais rápida implementação do Acordo Ortográfico, iniciada pelo Movimento Internacional Lusófono a 15 de Março, reuniu até agora 375 assinaturas, podendo ser subscrita no endereço electrónico www.gopetition.com/online/17740.html.

“O Movimento Internacional Lusófono apresenta-se como um “movimento cultural e cívico recentemente criado” cuja comissão coordenadora é presidida por Paulo Borges, professor da Universidade de Lisboa e presidente da Associação Agostinho da Silva.

Para os promotores da petição, a proposta de resolução do Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico, aprovada em Conselho de Ministros em Março, “pretende consagrar um período demasiado longo para a entrada em vigor do Acordo – seis anos”.

“Recordamos que a grande reforma ortográfica de 1911 teve um período legal de adaptação de três anos, numa época em que não havia a tecnologia que há hoje”, sublinha o texto da petição.

“A recente iniciativa de uma editora, com o lançamento de Dicionários de Língua Portuguesa já obedecendo às regras do Acordo Ortográfico, bem como a posição de várias entidades, entre as quais a Universidade Lusófona – que pretende editar as suas 14 revistas com a nova ortografia até final de 2008 – demonstram que podemos ambicionar um período de transição mais curto”, lê-se no documento.

Assim – e dado que a proposta de resolução ainda será apreciada em sede parlamentar – os proponentes exortam a Assembleia da República a “aprovar um período legal de adaptação de três anos, no máximo”.

“A nosso ver, o Acordo Ortográfico é um instrumento fundamental para uma mais forte e fraterna relação entre todos os países lusófonos – desde logo, para todos os projectos de intercâmbio de professores, que doravante terão a segurança de haver apenas uma ortografia para todo o espaço lusófono”, argumentam os subscritores.

A petição defende igualmente a importância do Acordo Ortográfico “para uma mais clara relação dos países lusófonos com o resto do mundo” e salienta que “nos foros internacionais, como na ONU, os documentos oficiais não mais terão que ser traduzidos para as duas variantes da língua lusa, como acontece até agora”.”

Fonte:

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=344279&visual=26

Categories: Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 28 comentários

Notícia do “O Primeiro de Janeiro” sobre a Petição “EM PROL DE UMA MAIS RÁPIDA IMPLEMENTAÇÃO DO ACORDO ORTOGRÁFICO”

Petição on-line
Nem todos os portugueses estão contra o Acordo Ortográfico, facto provado pela petição que se encontra na Internet para que o diploma seja posto em prática o mais rapidamente possível. O Movimento Internacional Lusófono conta com mais de 500 membros, entre eles Adriano Moreira, Baptista Bastos, Carlos Magno, Guilherme de Oliveira Martins e Mário Cláudio, e defende a convergência e o reforço dos laços dos países lusófonos. Renato Epifânio, porta-voz do MIL e responsável pela petição, defendeu, em declarações a O PRIMEIRO DE JANEIRO, uma união entre Portugal e Brasil para que o acordo seja aprovado, algo que fará a língua portuguesa mais acessível nos quadros internacionais. “Em organismos internacionais como a ONU, a situação chega a ser aberrante porque os documentos têm de ser traduzidos em dois idiomas: o português e o brasileiro”.
A petição on-line é uma forma de fazer com que o acordo não caia no esquecimento, algo que, segundo Epifânio, o governo português tentou fazer. “A primeira moratória de 10 anos foi um modo de fazer esquecer o acordo”. O filósofo não concorda com o período de transição de seis anos proposto pelo Governo, mas admite que não haverá outra alternativa. “O Brasil tem estado sempre um passo à frente neste tema. O ideal é que houvesse sintonia com o Brasil e que os dois países avançassem ao mesmo tempo mas, do mal, o menos, o que interessa é que o acordo se implemente”. Renato Epifânio afirmou que Portugal deve perder o orgulho e o medo da língua se tornar abrasileirada, em nome de um bem maior. “O fantasma do abastardamento da língua não existe. Portugal tem de ter noção que já não é o dono da língua portuguesa. O Brasil é o país mais preponderante na lusofonia e o futuro da língua passa por lá”.”

Primeiro de Janeiro

Mais um eco na imprensa escrita DESTA petição que patrocinámos no âmbito dos projectos do

MIL: Movimento Internacional Lusófono

Categories: Brasil, Educação, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: | 8 comentários

Acordium: Acordo Ortográfico: oferta de conversor

Como é sabido, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO tem como um dos seus fundamentais princípios a defesa da implementação do Acordo Ortográfico.


Neste sentido desenvolvemos uma aplicação VBA (Visual Basic for Applications) que consegue procurar e substituir as palavras em documentos Word 2000 e 2007 que no âmbito do Acordo Ortográfico foram alteradas (p.ex. Acta->Ata;Recepção->Receção), criando um ficheiro de registo contendo as palavras alteradas, o total de palavras e a percentagem das palavras alteradas dentro deste total.

O programa utiliza uma tabela de equivalências no seguinte formato:
Palavra-antes-do-Acordo;Palavra-depois-do-Acordo

Que é de edição livre (mantendo o nome de ficheiro: “tabelaacordo1990.txt”, podendo as palavras aqui constantes serem alteradas, apagadas, adicionadas, etc.

Em anexo segue o ficheiro Acordium.zip (Acordium, de “Acordo” e “ium” porque gostamos de latinismos…) que contêm: Tabelacordo1990.txt (a tabela de palavras)
Acordium2000.doc (o doc Word2000 com o VBA de conversão)

Acordium2007.docm (o doc Word2007 com o VBA de conversão)
Para executar basta abrir o .doc ou .docm (consoante a versão de Word) e seguir as instruções.

O programa que segue em anexo é oferecido sem garantia nem responsabilidade sobre eventuais danos que possa criar. O VBA pode ser editado e alterado livremente, pedimos contudo que mantenham a referência ao MIL. Para questões técnicas relacionadas com o mesmo queiram contactar rmartins@movimentolusofono.org

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora


Nota de apresentação: O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, projecto que conta já com cerca de meio milhar de adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges (Universidade de Lisboa), Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar no nosso blogue (
novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.

Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um mail: adesao@movimentolusofono.org
Indicar: nome, e-mail e área de residência.
Petição EM PROL DE UMA MAIS RÁPIDA IMPLEMENTAÇÃO DO ACORDO ORTOGRÁFICO:
http://www.gopetition.com/online/17740.html
Petição POR UMA FORÇA LUSÓFONA DE MANUTENÇÃO DE PAZ:
http://www.PetitionOnline.com/mil1001/petition.html


MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
ÓRGÃO: NOVA ÁGUIA (novaaguia.blogspot.com)
SEDE: ASSOCIAÇÃO AGOSTINHO DA SILVA (Rua do Jasmim, 11, 2º – 1200-228 Lisboa; E-Mail: AgostinhodaSilva@mail.pt; Tel.: 21 3422783 / 96 7044286; http: www.agostinhodasilva.pt; NIF: 503488488; NIB: 0033 0000 2238 0019 8497 2)

Para receber o ficheiro Acordium.zip envie por favor uma mensagem de correio electrónico para:

geral@movimentolusofono.org

Categories: CodeFarmPt, Informática, Movimento Internacional Lusófono, Portugal | Etiquetas: , , | 2 comentários

Lista total (?) de palavras da norma culta lusoafricana que são modificadas pelo Acordo Ortográfico de 1990

Palavra Pré-Acordo;Palavra Pós-Acordo

hei-de;hei de
Hei-de;Hei de
hás-de;hás de
Hás-de;Hás de
há-de;há de
Há-de;Há de
heis-de;heis de
Heis-de;Heis de
hão-de;hão de
Hão-de;Hão de
Norte;norte
Sul;sul
Oeste;oeste
Nordeste;sordeste
Noroeste;noroeste
Sudeste;sudeste
Sueste;sueste
Sudoeste;sudoeste
És-nordeste;és-nordeste
És-sudeste;és-sudeste
És-sueste;és-sueste
Nor-noroeste;nor-noroeste
Oés-noroeste;oés-noroeste
Oés-sudoeste;oés-sudoeste
Su-sudeste;su-sudeste
Su-sueste;su-sueste
Su-sudoeste;su-sudoeste
Fulano;fulano
Fulana;fulana
Fulanos;fulanos
Fulanas;fulanas
Beltrano;beltrano
Beltranos;beltranos
Sicrano;sicrano
Sicranos;sicranos
abstraccionismo;abstracionismo
abstraccionismos;abstracionismos
Abstraccionismo;Abstracionismo
Accionamento;Acionamento
Accionamentos;Acionamentos
Abstraccionismo;Abstracionismo
abstraccionismo;abstracionismo
abstraccionismos;abstracionismos
Abstraccionismos;Abstracionismos
accionamento;acionamento
Accionamento;Acionamento
Accionamentos;Acionamentos
accionamentos;acionamentos
coleccionador;colecionador
coleccionadores;colecionadores
Coleccionador;Colecionador
Coleccionadores;Colecionadores
confeccionar;cofecionar
Confeccionar;Cofecionar
Direccional;Direcional
Direccionais;Direcionais
direccional;direcional
direccionais;direcionais
Fraccionar;Fracionar
Fraccionais;Fracionais
fraccionar;fracionar
fraccionais;fracionais
Leccionar;Lecionar
Leccionais;Lecionais
leccionar;lecionar
leccionais;lecionais
Protectional;Protecional
Protectionais;Protecionais
protectional;protecional
Seleccionamento;Selecionamento
Seleccionamentos;Selecionamentos
seleccionamento;selecionamento
seleccionamentos;selecionamentos
Transaccionado;Transacionado
Transaccionados;Transacionados
transaccionado;transacionado
transaccionados;transacionados
Acção;Ação
Acções;Ações
acção;acção
acções;acções
Colecção;Coleção
Colecções;Coleções
colecção;coleção
colecções;coleções
Contracção;Contração
Contracções;Contrações
contracção;contração
contracções;contrações
Correcção;Correcção
Correcções;Correcções
correcção;correcção
correcções;correcções
Detecção;Deteção
Detecções;Deteções
detecção;deteção
detecções;deteções
Direcção;Direção
Direcções;Direções
direcção;direção
direcções;direções
Distracção;Distração
Distracções;Distrações
distracção;distração
distracções;distrações
Ejecção;Ejeção
Ejecções;Ejeções
ejecção;ejeção
ejecções;ejeções
Erecção;Ereção
Erecções;Ereções
erecções;ereções
Extracção;Extração
Extracções;Extrações
extracção;extração
extracções;extrações
Fracção;Fração
Fracções;Frações
Infracção;Infração
Infracções;Infrações
Injecção;Injeção
Injecções;Injeções
Objecção;Objeção
Objecções;Objeções
Projecção;Projeção
Projecções;Projeções
Protecção;Proteção
Protecções;Proteções
Reacção;Reação
Reacções;Reações
Selecção;Seleção
Selecções;Seleções
Acta;Ata
Actas;Atas
Activar;Ativar
activar;ativar
activares;ativares
Activares;Ativares
Actor;Ator
Actores;Atores
actor;ator
actores;atores
Actual;Atual
actual;atual
Actuais;Atuais
actuais;atuais
Adjectivo;Adjetivo
adjectivo;adjetivo
adjectivos;adjetivos
Adjectivos;Adjetivos
Afecto;Afeto
Afectos;Afetos
afecto;afeto
afectos;afetos
Arquitectura;Arquitetura
Arquitecturas;Arquiteturas
arquitectura;arquitetura
arquitecturas;arquiteturas
Colectivo;Coletivo
colectivo;coletivo
Colectivos;Coletivos
colectivos;coletivos
Correcto;Correto
Correctos;Corretos
correcto;correto
correctos;corretos
Defectivo;Defetivo
defectivo;defetivo
Defectivos;Defetivos
defectivos;defetivos
Detectar;Detetar
Detectas;Detetas
Detectai;Detetai
Detectais;Detetais
Dialecto;Dialeto
Dialectos;Dialetos
Directo;Direto
directo;direto
directos;diretos
Directos;Diretos
Director;Diretor
Directores;Diretores
director;diretor
directores;diretores
Eléctrico;Elétrico
Eléctricos;Elétricos
eléctrico;elétrico
eléctricos;elétricos
Espectáculo;Espetáculo
Espectáculos;Espetáculos
espectáculo;espetáculo
espectáculos;espetáculos
Exactamente;Exatamente
exactamente;exatamente
Lectivo;Letivo
lectivo;letivo
Lectiva;Letiva
lectiva;letiva
Objectivo;Objetivo
objectivo;objetivo
Objectivos;Objetivos
objectivos;objetivos
Objectiva;Objetiva
Objectivas;Objetivas
objectiva;objetiva
objectivas;objetivas
Objecto;Objeto
Objectos;Objetos
objecto;objeto
objectos;objetos
Projecto;Projeto
Projectos;Projetos
projecto;projeto
projectos;projetos
Reflectir;Refletir
reflectir;refletir
Reflectires;Refletires
reflectires;refletires
Tecto;Teto
tecto;teto
Tectos;Tetos
tectos;tetos
Anticoncepcional;Anticoncecional
anticoncepcional;anticoncecional
Anticoncepcionais;Anticoncecionais
anticoncepcionais;anticoncecionais
Decepcionante;Dececionante
decepcionante;dececionante
Decepcionantes;Dececionantes
decepcionantes;dececionantes
Excepcional;Excecional
Excepcionais;Excecionais
excepcional;excecional
excepcionais;excecionais
Perccecionismo;Percecionismo
perccecionismo;percecionismo
Perccecionismos;Percecionismos
perccecionismos;percecionismos
Recepcionista;Rececionista
recepcionista;rececionista
Recepcionistas;Rececionistas
recepcionistas;rececionistas
Acepção;Aceção
acepção;aceção
Acepções;Aceções
acepções;aceções
Adopção;Adoção
adopção;adoção
Adopções;Adoções
adopções;adoções
Concepção;Conceção
concepção;conceção
Concepções;Conceções
concepções;conceções
Decepção;Deceção
Decepções;Deceções
Intercecção;Interceção
intercecção;interceção
Intercecções;Interceções
intercecções;interceções
Recepção;Receção
recepção;receção
recepções;receções
Egipto;Egito
Adopção;Adoção
adopção;adoção
Adopções;Adoções
adopções;adoções
Baptismo;Batismo
baptismo;batismo
Baptismos;Batismos
baptismos;batismos
Óptimo;Ótimo
Óptimos;Ótimos
Óptimo;Ótimo
óptimos;ótimos
optimismo;otimismo
Crêem;Creem
crêem;creem
Dêem;Deem
dêem;deem
Lêem;Leem
lêem;leem
Vêem;Veem
vêem;veem
Descrêem;Descreem
descrêem;descreem
Desdêem;Desdeem
desdêem;desdeem
Relêem;Releem
relêem;releem
Revêem;Reveem
revêem;reveem
pára;para
Pára;Para
péla;pela
Péla;Pela
Pélo;Pelo
pélo;pelo
pólo;polo
Pólo;Polo
côa;coa
Côa;Coa
côas;coas
Côas;Coas
pêra;pera
Pêra;Pera
pêras;peras
Pêras;Peras
pêro;pero
Pêro;Pero
pêros;peros
Pêros;Peros
Heróico;Heroico
heróico;heroico
Heróicos;Heroicos
heróicos;heroicos
asteróide;asteroide
Asteróide;Asteroide
Asteróides;Asteroides
asteróides;asteroides
carcinóide;carcinoide
Carcinóide;Carcinoide
carcinóides;carcinoides
Carcinóides;Carcinoides
esfenóide;esfenoide
Esfenóide;Esfenoide
esfenóides;esfenoides
Esfenóides;Esfenoides
espermatozóide;espermatozoide
Espermatozóide;Espermatozoide
espermatozóides;espermatozoides
Espermatozóides;Espermatozoides
etmóide;etmoide
Etmóide;Etmoide
etmóides;etmoides
Etmóides;Etmoides
Ictióide;Ictioide
ictióide;ictioide
Ictióides;Ictioides
ictióides;ictioides
jibóia;jiboia
Jibóia;Jiboia
jibóias;jiboias
Jibóias;Jiboias
jóia;joia
Jóia;Joia
jóias;joias
Jóias;Joias
paleozóico;paleozoico
Paleozóico;Paleozoico
paleozóicos;paleozoicos
Paleozóicos;Paleozoicos
anti-religioso;antirreligioso
Anti-religioso;Antirreligioso
anti-religiosos;antirreligiosos
Anti-religiosos;Antirreligiosos
auto-rádio;autorrádio
Auto-rádio;Autorrádio
auto-rádios;autorrádios
Auto-rádios;Autorrádios
auto-serviço;autosserviço
Auto-serviço;Autosserviço
auto-serviços;autosserviços
Auto-serviços;Autosserviços
contra-reacção;contrarreação
Contra-reacção;Contrarreação
contra-reacções;contrarreações
Contra-reacções;Contrarreações
contra-relógio;contrarrelógio
Contra-relógio;Contrarrelógio
contra-relógios;contrarrelógios
Contra-relógios;Contrarrelógios
co-seno;cosseno
Co-seno;Cosseno
co-senos;cossenos
Co-senos;Cossenos

Correcto;Correto

correcto;correto
micro-sistema;microssistema
Micro-sistema;Microssistema
micro-sistemas;microssistemas
Micro-sistemas;Microssistemas
Mini-saia;Minissaia
mini-saia;minissaia
Mini-saias;Minissaias
mini-saias;minissaias
semi-selvagem;semisselvagem
Semi-selvagem;Semisselvagem
semi-selvagens;semisselvagens
Semi-selvagens;Semisselvagens
semi-recta;semirrecta
Semi-recta;Semirrecta
semi-rectas;semirrectas
Semi-rectas;Semirrectas
ultra-sónico;ultrassónico
Ultra-sónico;Ultrassónico
ultra-sónicos;ultrassónicos
Ultra-sónicos;Ultrassónicos
agro-industrial;agroindustrial
Agro-industrial;Agroindustrial
agro-industriais;agroindustriais
Agro-industriais;Agroindustriais
anti-aéreo;antiaéreo
Anti-aéreo;Antiaéreo
anti-aéreos;antiaéreos
Anti-aéreos;Antiaéreos
auto-estrada;autoestrada
Auto-estrada;Autoestrada
auto-estradas;autoestradas
Auto-estradas;Autoestradas
co-autor;coautor
Co-autor;Coautor
co-autores;coautores
Co-autores;Coautores
co-direcção;codireção
Co-direcção;Codireção
co-direcções;codireções
Co-direcções;Codireções
extra-escolar;extraescolar
Extra-escolar;Extraescolar
extra-escolares;extraescolares
Extra-escolares;Extraescolares
hidro-eléctrico;hidroeléctrico
Hidro-eléctrico;Hidroeléctrico
hidro-eléctricos;hidroeléctricos
Hidro-eléctricos;Hidroeléctricos
pluri-anual;plurianual
Pluri-anual;Plurianual
pluri-anuais;plurianuais
Pluri-anuais;Plurianuais
abençôo;abençoo
abençôa;abençoa
abençôas;abençoas
Abençôo;Abençoo
Abençôa;Abençoa
Abençôas;Abençoas
enjôo;enjoo
Enjôo;Enjoo
enjôa;enjoa
Enjôa;Enjoa
enjôas;enjoas
Enjôas;Enjoas
môo;moo
Môo;Moo
môa;moa
Môas;Moas
povôo;povoo
Povôo;Povoo
povôa;povoa
Povôas;Povoas
vôo;voo
Vôo;Voo
vôo;voo
Vôas;Voas
vôo;voo
vôas;vôas

Pedido:

Falta alguma palavra? Existe algum erro nesta lista? Por favor insira a sua correcção na caixa de comentários. Obrigado.

Esta informação serve de base a um programa em VBA Word que brevemente aparecerá por aqui…

Recordo entretanto que esta Petição continua a recolher assinaturas!

Categories: Educação, Movimento Internacional Lusófono, Portugal | Etiquetas: , , | 19 comentários

Sondagens sobre a concordância acerca do Acordo Ortográfico de 1990

Se é português: Concorda com o Acordo Ortográfico de 1990?

1) Sim
2) Não
3) Não, mas é melhor do que nenhum Acordo

View Results

Se é brasileiro: Concorda com o Acordo Ortográfico de 1990?

1) Sim
2) Não
3) Não, mas é melhor do que nenhum Acordo

View Results

Se é cidadão de um PALOP: Concorda com o Acordo Ortográfico de 1990?

1) Sim
2) Não
3) Não, mas é melhor do que nenhum Acordo

View Results

Se é timorense: Concorda com o Acordo Ortográfico de 1990?

1) Sim
2) Não
3) Não, mas é melhor do que nenhum Acordo

View Results

Entretanto, a

PETIÇÃO À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA EM PROL DE UMA MAIS RÁPIDA IMPLEMENTAÇÃO DO ACORDO ORTOGRÁFICO

continua a aceitar assinaturas…

Categories: Brasil, Educação, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: , , | 3 comentários

PETIÇÃO À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA EM PROL DE UMA MAIS RÁPIDA IMPLEMENTAÇÃO DO ACORDO ORTOGRÁFICO

petition.jpg No princípio de Março deste ano (2008), o Governo Português aprovou, finalmente, em Conselho de Ministros, uma proposta de resolução do Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico.

A nosso ver, contudo, a proposta pretende consagrar um período demasiado longo para a entrada em vigor do Acordo – seis anos. Recordamos que a grande reforma ortográfica de 1911 teve um período legal de adaptação de três anos, numa época em que não havia a tecnologia que há hoje.

A recente iniciativa de uma Editora, com o lançamento de Dicionários de Língua Portuguesa já obedecendo às regras do Acordo Ortográfico, bem como a posição de várias entidades, entre as quais a Universidade Lusófona – que pretende editar as suas 14 revistas com a nova ortografia até final de 2008 –, demonstram que podemos ambicionar um período de transição mais curto.

Assim sendo, e dado que essa Proposta de Resolução terá ainda que ser apreciada em sede parlamentar, exortamos a Assembleia da República a aprovar um período legal de adaptação de três anos, no máximo.

A nosso ver, o Acordo Ortográfico é um instrumento fundamental para uma mais forte e fraterna relação entre todos os países lusófonos – desde logo, para todos os projectos de intercâmbio de professores, que doravante terão a segurança de haver apenas uma ortografia para todo o espaço lusófono. E para uma mais clara relação dos países lusófonos, no seu conjunto, com o resto do mundo – nos fóruns internacionais, como na ONU, os documentos oficiais não terão que ser mais traduzidos para as duas variantes da língua lusa, como acontece até agora.

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora


Nota de apresentação: O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, projecto que conta já com cerca de meio milhar de adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges (Universidade de Lisboa), Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar no nosso blogue (
novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.

Se concorda com esta Petição, pedimos-lhe que a subscreva:
http://www.gopetition.com/online/17740.html
Se concorda com esta Petição, pedimos-lhe ainda que a publicite.


Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um mail: adesao@movimentolusofono.org
Indicar: nome, e-mail e área de residência.

Entretanto, a outra Petição que lançámos, “POR UMA FORÇA LUSÓFONA DE MANUTENÇÃO DE PAZ”, continua on-line:
http://www.PetitionOnline.com/mil1001/petition.html

Categories: Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 8 comentários

Mortos, feridos e violência em Lhasa, a capital tibetana sob ocupação chinesa

Testemunhas no local relatam que vários locais da capital tibetana, Lhasa, estão em chamas. Existem também relatos não confirmados que dão o templo Jokhang, um dos locais mais sagrados para o budismo tibetano como estando em chamas. Tiroteios nas ruas, militares e polícias do ocupante chinês a disparar sobre manifestantes e monges nas ruas da capital, mas também mosteiros nas zonas rurais e em pequenas cidades desse país da Ásia Central ocupado militarmente pela China desde 1949.


A própria agência noticiosa chinesa Xinhua (severamente censurada, como todos os media na China) admite que a violência alastra pelas ruas de Lhasa e que existem vários feridos hospitalizados e pelo menos cem mortos pela polícia na capital, um número que seria ainda maior, segundo outras fontes. De facto, os confrontos na cidade decorrem já há três dias e a capital tibetana foi cercada por milhares de polícias e militares chineses na tentativa de conter esta contestação e de reduzir o número de notícias sobre a mesma nas vésperas da realização dos Jogos Olímpicos.


A polícia e os militares chineses estão a fazer revistas a mosteiros, a deter monjes indiscriminadamente, emulando idênticas atitudes dos seus aliados da ditadura birmanesa de à meses atrás e, como eles, a usar munições reais e gás lacrimogénio contra manifestantes pacíficos e a provocar entre estes mortos e feridos. Esta onde de protestos aparenta ser espontânea e escalou hoje depois de vários mosteiros terem sido encerrados e cercados pela polícia chinesa e militares. Recordemo-nos de que a China mantêm desde à longos anos uma política de colonização massiva com a chegada de colonos do interior da China ao Tibete e que essa política, para além de uma política de esterilização, repressão política e cultural tem conseguido tornar os tibetanos uma minoria étnica no seu próprio país…

Assine ESTA petição, já com mais 1646 assinaturas, para que os nossos dormentes deputados exprimam na Assembleia a sua posição contra estas violências, assassinatos e esta continuada prepotência e arrogância por parte do invasor chinês!
E…

Bombardeie a caixa de correio da repressora China com mensagens reclamando contra esta continuada opressão e contra a violência e os assassinatos registados nos últimos dias:


chinaemb_pt@mfa.gov.cn

Fontes principais:
http://www.voanews.com/english/2008-03-14-voa7.cfm
http://www.studentsforafreetibet.org/article.php?id=1268

Categories: Budismo, China, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional | Etiquetas: , | 9 comentários

MARCHA A FAVOR DO RESPEITO PELOS DIREITOS HUMANOS NO TIBETE

No próximo dia 10 de Março, aniversário da revolta do povo tibetano, em 1959, contra a ocupação e repressão chinesa, serão realizadas marchas pacíficas e acções de protesto em todo o mundo, exigindo o respeito pelos direitos humanos no Tibete, o reconhecimento do direito do povo tibetano à autonomia, a libertação dos presos políticos por parte da China, país que procede a um genocídio étnico e cultural no Tibete e que viola brutalmente os mais elementares direitos de homens e animais.
Estas acções acontecem também no dia em que começará a marcha pacífica de regresso de muitos tibetanos ao Tibete, a partir de Dharamsala, na Índia, inspirada na Marcha do Sal promovida por Gandhi. Estas acções não são contra o povo chinês, mas apenas contra a política do actual governo chinês, que oprime o seu próprio povo e não está à altura da sua grande tradição cultural, onde avultam os valores da milenar sabedoria confucionista, taoista e budista.
Cabe aos portugueses, com uma tradição de humanismo universalista, que tanto se mobilizaram por Timor e que recentemente tão bem receberam Sua Santidade o Dalai Lama, não permanecerem indiferentes a esta nem a nenhuma forma de opressão existente no mundo.
Vimos por isso convidar todos a aderirem à MARCHA A FAVOR DO RESPEITO PELOS DIREITOS HUMANOS NO TIBETE que se realizará no dia 10 DE MARÇO, 2ª feira,:
Em Lisboa: com concentração no Rossio junto à estátua, pelas 18.30, de onde seguirá para o Largo de Camões e de seguida para o Cais do Sodré.
No Porto: concentração nos Leões pelas 18h30, seguindo pela Avenida dos Aliados, Santa Catarina até à Praça da Batalha.
Em Aveiro: Conferência de Imprensa da União Budista Portuguesa (Delegação de Aveiro) e da Amnistia Internacional, pelas 18.30, no Hotel Imperial, sobre a situação de violação dos Direitos Humanos no Tibete.
No Funchal: concentração no Parque de Santa Catarina, pelas 18h30.
Convidamos também todas as associações cívicas e humanitárias a aderirem a esta manifestação.
CONTAMOS COM A SUA PRESENÇA ! DIVULGUE ESTA INICIATIVA !
Não permaneça cúmplice, pela indiferença e pela abstenção, desta e de outras injustiças que há no mundo
Encontra-se disponível em
Petição a favor da aprovação pela Assembleia da República de uma moção que condene a violação dos Direitos Humanos e da Liberdade Política e Religiosa no Tibete.
ORGANIZAÇÃO:
União Budista Portuguesa Tel: 21 363 43 63 (www.uniaobudista.pt)
Songtsen – Casa da Cultura do Tibete Tel: 21 390 40 22 (www.casadaculturadotibete.org)

CONTACTO (Media):
Tm: 91 811 30 21
APOIO:
Amnistia Internacional
Associação Agostinho da Silva


Songtsen – Casa da Cultura do Tibete
Avenida Infante Santo, Nº366, RC Esqº
1350-182 Lisboa
www.casadaculturadotibete.org
Info@casadaculturadotibete.org

Projecto Siddhartha- Apoio à população dos Himalayas
projectosiddhartha@casadaculturadotibete.org

Categories: Budismo, China, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Sociedade | Etiquetas: , | 18 comentários

As Petições Online, o estado da Democracia e as novas formas de expressão cívica e política

No passado sábado foi publicado no semanário “Expresso” um artigo sobre a nossa “Petição online contra as taxas nos levantamentos no Multibanco”, embora o âmbito do artigo tivesse extravasado o âmbito muito específico desta petição – que é aquela mais votada alguma vez em Portugal – não abordou aquela que é a nosso ver o ponto essencial: Existe uma vontade de participação cívica por parte dos portugueses, e esta vontade não se revê nem nas tradicionais lógicas e mecânicas partidárias (em claro processo de erosão e decadência), mas que está apto a procurar e a encontrar novas formas de participação política e cívica.

Os partidos políticos estão a desaparecer. As elevadas e consistentemente crescentes taxas de absentismo nas eleições registadas em todo o mundo indicam que o modelo partidário tradicional está esgotado. Em seu lugar, ainda não existem alternativas e o processo actual está a evoluir perigosamente para duas direcções: a tomada interna e palaciana do núcleo de poder interno dos partidos por interesses económicos e privados com agendas profundamente diferentes e inconciliáveis dos quais os processos judiciais recentes dão prova (Casino de Lisboa, Somage, Portucale, etc) ou a transformação do espectro político, por via da simplificação e autofagia dos pequenos e mais inovadores partidos pelos grandes, tornando o sistema partidário dual e alternante entre dois grandes “partidos-únicos” que mantêm diferenças apenas formais e nas personalidades que os regem. Simplificado, amalgamado e tornado em simples colégio de técnicos e economistas seguidores do dogma do “Pensamento Único” este sistema paradoxalmente decadente e perene repeliu todos aqueles que não se revêm nele e abriu espaço para novas formas de participação cívica e política.

As petições online não são certamente a única destas formas de expressão. Nos EUA, as redes sociais como o Facebook ou o MySpace já se afirmaram com um dos palcos de debate mais intenso da campanha eleitoral das Primárias que agora ali decorre. Em Espanha, a campanha eleitoral actual oscila muito na blogoesfera e um pouco por todo o lado, vemos o YouTube como ferramenta de divulgação de discursos e mensagens políticas. As petições são apenas uma das formas de alguém escolher uma causa, seja ela a das “taxas do multibanco” ou a da “criação de uma força de paz lusófona” e de, depois, congregar em torno dela as hostes de cidadãos normalmente imóveis e neutros que não se revêm nas formas convencionais de expressão política. Sempre houve petições e sempre haverá, mudando apenas a sua forma física, ora o papel e a caneta, ora o electrão e o par teclado-monitor, mas esta nova forma poderá potenciar o ressurgimento da democracia num mundo onde as grandes corporações globais e os grupos financeiros procuram destruir o cerne das democracias e transformar o sistema político impondo uma forma disfarçada de auto-governo.

 

Publicado também em:

Nova Águia

Categories: Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal, Sociedade | Etiquetas: | 26 comentários

Site no WordPress.com.

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

Moradores do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Moradores do Areeiro

AMAA

Associação de Moradores e Amigos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES ALTRUISM

A new world with universal laws to own and to govern everything with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade

Parece piada... fatos incríveis, estórias bizarras e outros micos

Tem cada coisa neste mundo... e todo dia surge uma nova!

O Vigia

O blog retrata os meus pensamentos do dia a dia e as minhas paixões, o FLOSS, a política especialmente a dos EUA, casos mal explicados, a fotografia e a cultura Japonesa e leitura, muita leitura sobre tudo um pouco, mas a maior paixão é mesmo divulgação científica, textos antigos e os tais casos ;)