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O Brasil vai doar 27 aviões à Bolívia, Equador e Paraguai.

O Brasil prepara-se para doar 27 aeronaves a países da América do Sul. Entre os beneficiários estaria a Bolívia, o Equador e o Paraguai. Os aparelhos seriam retirados ao inventário da FAB e, mais especificamente seriam: 4 helicópteros à Bolívia e um avião de transporte de tropas ao Equador, e Tucanos ao Paraguai, entre outros aviões e helicópteros.

A doação de aeronaves para a Bolívia e para o Equador assume-se de especial relevância diplomática, quer porque ambos fazem parte da Alba, a aliança regional liderada pela Venezuela, país que recentemente também doou aviões à Bolívia e que apoiou o Equador no conflito que ainda à bem pouco tempo o levou a uma situação de pré-guerra com a Colômbia. A Bolívia é, por sua vez, o aliado chavista mais próximo e além de um clima interno de quase guerra civil mantêm questões pendentes para com o Brasil no delicado dossier da exploração do gás natural.

Assim, a doação brasileira vem anular uma parte da pressão venezuelana junto dos seus dois mais próximos aliados, recordando-lhes que podem seguir uma via esquerdista mais moderada, além do radicalismo populista preferido pelos bolivarianos.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u636355.shtml

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Da “reforma agrária” em curso no Paraguai e dos riscos para os “brasiguaios”

(Fernando Lugo, o novo presidente do Paraguai in http://ratnaariani.files.wordpress.com)

Enquanto no Cáucaso, situação político-militar entre Rússia e Geórgia parece finalmente começar a amainar, eis que bem longe, na América do sul se começam a desenhar os contornos para mais um conflito regional de consequências imprevisíveis… A tomada de possa do novo presidente do Paraguai levou à tomada e ocupação de terras agrícolas de propriedade de “brasiguaios”, brasileiros e seus descendentes diretos que vivem no Paraguai, não longe da fronteira comum entre os dois países. Estes “brasiguaios” são lusófonos e a sua população total deve aproximar-se hoje de quase 500 mil indivíduos.

Durante esta semana, populares paraguaios invadiram e ocuparam estas terras do leste do seu país, fazendo recordar as ocupações de terras feitas por “antigos combatentes” da ZANU-PF no Zimbabwe contra terras de agricultores brancos… Plantações, alfaias agrícolas e edifícios foram destruídas nestas quintas ao longo de toda a semana, perante a aparente passividade diplomática do Brasil.

A ocupação de terras decorre da aplicação de uma lei que determina que cidadãos estrangeiros não possam ser proprietários de terras que se situem na “Faixa de Segurança”, isto é, que estejam a menos que 50 Km de qualquer fronteira internacional. Na prática, a medida afecta agricultores de origem argentina, boliviana, mas sobretudo brasileira, país que detêm no Paraguai a maior comunidade estrangeira nestas condições. De facto, a lei parece mesmo ter sido desenhada intencionalmente para expulsar os brasiguaios das suas terras, tendo em conta que constituem de longe a maior comunidade estrangeira nessas condições… Oficialmente, o governo paraguaio (segundo o “O Globo”) estaria em conversações com o governo brasileiro de forma a “minimizar o impacto social negativo desta lei”, mas nenhuma medida de minimização é conhecida até agora e as invasões de terras assim como a passividade das autoridades locais estão a dar inclusivamente o sinal contrário, isto apesar de haver garantias de que a lei não é retroactiva, e que, logo, as terras atualmente na posse de brasileiros não seriam expropriadas! O atual presidente do Paraguai, Fernando Lugo é um antigo bispo católico, ligado à Teologia da Libertação que recolhe uma massiva taxa de aprovação interna devida em grande medida à promoção de uma “reforma agrária”. Contudo, dado que as explorações agrícolas mais produtivas estão nas mãos de brasiguaios e que estas são atualmente a maior fonte de rendimentos fiscais do governo paraguaio é de esperar alguma moderação na aplicação dos princípios da “reforma agrária” nestas explorações agrícolas… Especialmente porque Lugo tem moderado e “pragmatizado” o seu discurso social e político, emulando de certa forma aquilo que se passou com Lula da Silva, no Brasil.

Na verdade, a tensão nacionalista nestas regiões do Paraguai não é novidade… Um artigo recente do The New York Times referia o sentimento de perda da identidade nacional pela presença de tantos cidadãos brasileiros no leste do Paraguai, já que o português seria aqui a língua dominante, e que utilizariam inclusivé a sua própria moeda e bandeira… Racialmente, também haveria conflitos, já que enquanto que os brasiguaios são de matriz caucasiana, os paraguaiois são maioritariamente de matriz racial guarani. Tudo isto tem multiplicado os incidentes xenófobos no Paraguai, desde apelos em emissõe de rádio à ocupação de terras (que estão agora a concretizar-se), até discriminação dos filhos de brasiguaios nas escolas públicas e queixas várias contra as autoridades locais de imigração.

Não é provável que o novo presidente paraguaio deixe descontrolada esta atividade junto da fronteira. Pelo menos, não ao nível a que chegou no Zimbabwe com as tão trágicas consequências que a expropriação massiva de quintas na possa de agricultores brancos teve com uma economia totalmente fora de control e a maior taxa de inflação jamais registada na História do Homem: 2200000%! Mas a passividade das autoridades paraguaias é preocupante e se persistir poderá criar sérios problemas nas relações bilaterais Brasil-Paraguai e se o Reino Unido não pôde intervir diretamente no Zimbabwe por falta de fronteiras comuns (a grande vantagem na Rússia na sua intervenção na Geórgia), esse problema não afeta o Brasil…

Como dissemos, dada a aparente moderação do presidente paraguaio (só o seu ministro dos negócios estrangeiros parece mais “chavizado”) não é provável que a situação fuja ao controlo e que haja necessidade de uma intervenção militar brasileira em defesa dos seus cidadãos. Contudo, se esta ocorrer, o exército paraguaio terá ainda menos capacidade para resistir do que teve a Geórgia frente à Rússia. O seu exército alinha 6 divisões de infantaria, e 3 de cavalaria e consome por ano apenas 125 milhões de dólares, o que o torna num dos exércitos mais diminutos e “baratos” da América do sul. O seu equipamento é muito obsoleto, contando ainda com 3 M-4 Sherman e 9 Sherman Firefly da segunda Grande Guerra, além de 12 Stuart tanks e de 18 SK-105 Kurassiers. Alguns veículos brasileiros (20 EE-9 Cascavel e 10 EE-11 Urutu) são dos meios mais modernos à sua disposição. A aviação militar paraguaia segue pelos mesmos padrões de baixa qualidade e baixa letalidade não contando com nenhum avião de guerra áerea além de 8 ex-brasileiros EMB-326 Xavantes 2 EMB-312 Tucano.

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasiguaio
http://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7as_Armadas_do_Paraguai
http://www.defesanet.com.br/missao/py/al.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Military_of_Paraguay
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u433847.shtml

Categories: Agricultura, Brasil, DefenseNewsPt, Política Internacional | Etiquetas: | 20 comentários

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