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A Rússia vai aumentar para 14 o número de protótipos Sukhoi T-50

A Rússia vai aumentar para 14 o numero de protótipos Sukhoi T-50 atualmente em uso. Existem hoje três aparelhos sendo testados com planos mais três a breve prazo, número que será agora alargado para 14 unidades.

Segundo Alexander Zelin, o comandante da Força Aérea Russa, o aparelho ultrapassa as características de qualquer outro aparelho de 5a geração atualmente em desenvolvimento ou uso no mundo: “depois de uma analise comparativa com as características do norte-americano F-22 e com o chinês J-20, concluímos que o PAK FA excede qualquer análogo estrangeiro em velocidade máxima, alcance, peso máximo à descolagem e carga útil.”

Fonte:
http://www.defpro.com/news/details/32289/

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O PAK-FA (Sukhoi T-50) realiza o seu primeiro voo

Finalmente, depois de muitos adiamentos, o primeiro PAK-FA realizou o seu primeiro voo. O voo terá demorado pouco mais de 47 minutos e teve lugar a 10 de janeiro de 2010 a partir do aerodromo de testes da KnAAPO de Komsomolsk-on-Amur sendo pilotado pelo piloto de testes Sergei Bogdan.

O teste terá cumprido os objetivos, tendo o avião “comportado de forma excelente”, sendo avaliado o controlo em voo do aparelho, o desempenho dos motores e dos sistemas primários. O trem de aterragem foi também recolhido e elevado em voo.

Os motores usados neste protótipo são ainda as turbinas NPO Saturn 117, uma variante das 117S do SU-35 e SU-27M.

O avião tem vários materiais compósitos e aerodinâmica avançada de forma a reduzir a sua assinatura ao radar, garantido-lhe caraterísticas stealth avançadas e comparáveis às do F-22A Raptor, quer ao radar, quer na gama dos infravermelhos. O PAK-FA tem ainda um radar AESA da Tikhomirov NIIP.

Este voo significa que a Rússia está novamente a caminho da superioridade tecnológica, perdida com a aparição do F-22A Raptor dos EUA e que agora que a tecnologia na base dos SU-30MK está acessível à Índia e à China, pode tornar a ambicionar uma liderança tecnológica em relação a estes parceiros (“aspas” no caso chinês…), algo que só pode ser realizado se o PAK-FA conseguir efetivamente sair da fase embrionária onde ainda se encontra e chegar às linhas de produção, a partir de 2012, recebendo então a designação oficial de T-50.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2010/01/29/337795/pictures.html

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O PAK-FA (ou Sukhoi T-50), o novo caça de 5ª geração russo, está prestes a realizar o seu primeiro voo

O PAK-DA ou Sukhoi T-50 em http://warfare.ru

O PAK-FA (ou Sukhoi T-50), o novo caça de 5ªa geração russo, está prestes a realizar o seu primeiro voo. Depois de vários adiamentos no programa de desenvolvimento do PAK-FA, o seu primeiro protótipo deverá ter sido terminado já em novembro e realizar o seu primeiro voo ainda antes do final de 2009.

O PAK-FA está a ser construído na fábrica Sukhoi de Knaapo em Komsomolsk-na-Amur, onde estão 5 protótipos, em fases diferentes de finalização. Três destes serão usados em testes de voo, um para testes estáticos no solo e o quinto não deverá nunca voar, sendo usado em exibições e em testes de solo.

O segundo T-50 já construído – em agosto – foi entregue à base de Zhukovsky e está desde então a ser testado pelo Instituto TsAGI.

Todos os protótipos serão equipados com motores NPO Saturn 117S. Uma opção temporária, enquanto não termina o desenvolvimento de novos motores para o PAK-FA. Os aviões irão receber também os radares AESA Sh121, logo que estes estiverem terminados, a partir de meados de 2010.

Fonte:
Air Forces Monthly, dezembro de 2009

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A Índia e a Rússia ultimam novos acordos no âmbito do PAK-FA

Sukhoi T-50 (PAK-FA) em http://warfare.ru

A Índia e a Rússia estão a assinar vários contratos no âmbito do programa PAK-FA que segundo, Alexander Klementiev, da Sukhoi, está “a correr muito bem”. Estes contratos surgem numa altura em que aparecem em vários meios de comunicação indianos referência à insatisfação dos engenheiros indianos quanto ao acesso ao programa PAK-FA. Aparentemente, a Sukhoi não estaria a transferir tecnologia para a Índia com a atitude esperada pelos indianos e os acordos agora a serem assinados tratariam precisamente destas questões.

Os primeiros acordos entre a Índia e a Rússia quanto ao novo caça PAK-FA foram assinados em Moscovo, já em 2007 e não foram fáceis porque os indianos queriam um avião de dois lugares capaz de incorporar armas e aviónica ocidental, enquanto que os russos queriam um avião monoplace… Ambos concordavam contudo de que teriam que ter motores de jato vetorial e caraterísticas furtivas. Estas diferenças, explicam porque é que o primeiro protótipo indiano vai voar apenas em 2017, enquanto se acredita que o primeiro voo de um PAK-FA russo esteja a apenas alguns meses de distância. De qualquer forma, os primeiros PAK-FA indianos serão exatamente iguais aos russos, com diferenças apenas no software, o que vai reduzir em muito o trabalho de desenvolvimento indiano (a cargo da HAL) já que o trabalho de modificação do caça para uso pela força aérea indiana será muito menor que o esperado em 2007.

A Sukhoi tem atualmente 3 (ou 4, segundo outras fontes) PAK-FA quase terminados para testes estáticos e um outro aparelho que deverá realizar o seu primeiro voo no final do corrente ano de 2009 ou nos primeiros meses de 2010.

Fontes:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/12/11/335995/russia-india-to-advance-deal-on-pak-fa-fighter-variant.html
http://www.defence.pk/forums/india-defence/41211-russia-india-advance-deal-pak-fa-fighter-variant-flightglobal.html

http://www.india-defence.com/reports/4254
http://www.strategypage.com/militaryforums/6-62035.aspx

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A Sukhoi está atrasada com o seu protótipo PAK-FA?

A Sukhoi continua a trabalhar no primeiro protótipo do primeiro caça russo de 5ª geração, o “PAK-FA”. O secretismo quanto à data de realização do primeiro voo do aparelho – inicialmente anunciado para 2009 – parece indicar que existem atrasos significativos, retardando esse voo para, pelo menos, o início de 2010. A Sukhoi está também estrategicamente focada no marketing do seu avião comercial “Superjet 100“, um concorrente direto numa gama de mercado dominado pela brasileira Embraer e pela canadiana Bombardier, o que pode explicar o perfil muito discreto do desenvolvimento do “PAK-FA”, parcialmente…

O responsável da Sukhoi confirmou que a empresa russa continua a trabalhar no protótipo e os primeiros testes. Admitiu também que a Sukhoi iria manter um perfil mediático muito discreto até à realização dos primeiros testes com o protótipo acrescentando nada à (aparentemente) apressada declaração do ministro da energia russo Viktor Khristenko que disse recentemente que “os testes de voo do avião estão calendarizados para o começo de 2009“. Bem, as reservas agora expressas pelo Sukhoi indicam que se tratou de otimismo excessivo…

Pogosyan exprimiu confiança de que a MiG, sua concorrente russa, tem boas condições para vencer o atual concurso indiano com o seu MiG-35. O avião já terminou os testes na força aérea indiana e os russos estão otimistas num negócio que poderá ditar a morte ou a vida para a MiG Avia, cuja única venda a curto prazo é a de seis MiG-29K para a Malásia, que serão entregues em finais de 2009.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/06/17/328148/paris-air-show-sukhoi-secretive-on-pak-fa-programmes.html

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O governo russo confirma: o PAK-FA (T-50) vai voar ainda este ano

Finalmente, parece que o “Sukhoi PAK FA” (PAK-FA) (Perspektivnyi Aviatsionnyi Kompleks Frontovoi Aviatsyi ou “Promissor Sistema Aéreo para a Aviação de Linha de Frente”) o projeto de um caça de 5ª geração russo está a entrar na fase final… O projeto é conhecido internamente na Sukhoi como T-50, o que explica porque aparece ora sob essa designação, ora sob a designação “PAK-FA”. O avião, na Força Aérea Russa deverá substituir os remanescentes MiG-29 e SU-27 ainda em operação e sabe-se agora que terá construído o seu primeiro protótipo ainda neste ano de 2009. A informação foi fornecida por Viktor Khristenko, ministro da indústria e da energia da Federação Russa ainda em abril de 2008. Recentemente, o vice-primeiro ministro russo Sergei Ivanov repetiria a mesma data de 2009 em 21 de janeiro deste ano, mas deslocando-a agora para o final do ano. Desta forma se confirma a antecipação em um ano da data da construção do primeiro T-50/PAK-FA.

O primeiro protótipo está a ser construído na fábrica Sukhoi de Komsomolsk-on-Amur, situado no extremo oriente russo e deverá ser um monologar, ou seja, a versão russa do PAK-FA já que a sua versão indiana terá dois lugares, conforme requisito deste país asiático. Depois de construído, o protótipo será transportado até Zhukovsky, perto de Moscovo, onde será utilizado apenas em testes estáticos, no solo. Um segundo protótipo está também em construção em Komsomolsk-on-Amur, mas este capaz de voar, devendo realizar esse primeiro voo alguns meses depois dos primeiros estáticos do primeiro protótipo, mas ainda em 2009, confirmou também Ivanov.

A agencia Novosti afirmou que com o avanço destas datas seria provável que o avião entrasse ao serviço da força aérea russa ainda antes de 2015, citando Sergei Ivanov.

O chefe supremo da Força Aérea russa, Alexander Zelin reafirmou que o primeiro aparelho para testes estáticos estará terminado em agosto deste ano e que além deste e do outro protótipo de voo, há ainda um terceiro em avançado estado, sendo esta ultima informação completamente inédita.

O programa recebeu a promessa do governo russo de um bilião e meio de dólares até 2010, um valor que é claramente insuficiente e que se deve esgotar apenas na concepção e construção dos primeiros três protótipos (motores AL-41F, radares de phased array, materiais compósitos, etc).

O desenvolvimento do PAK-FA começou em outubro de 2007 com um acordo entre a Sukhoi russa e a Hindustan Aeronautics Limited (HAL) indiana.

Fontes:
http://warfare.ru/?linkid=2280&catid=255
http://www.india-defence.com/reports-4178
http://en.rian.ru/russia/20080403/102931062.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Sukhoi_PAK_FA

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O Brasil no PAK-FA (T-50): Primeiro dentro, depois fora e agora… novamente dentro?

//www.palba.cz)

(PAK-FA (T-50) in http://www.palba.cz)

A notícia de que o Brasil estaria entre os países que desenvolvem conjuntamente o avião de 5ª geração russo, o PAK-FA surgiu na imprensa, mais especificamente no “Correio Braziliense” em 16 de abril de 2008. Na época, o ministro Roberto Mangabeira teria dito à imprensa que o Brasil teria aderido ao PAK-FA como resposta ao fim do programa F-X. O custo total do projeto – então estimado em 20 biliões de dólares – seria dividido entre os três parceiros: Rússia, Índia e Brasil. Ainda que fosse um valor elevado, a diluição por três reduziria em muito as pressões orçamentais e seria capaz de traduzir-se num concorrente do F-22 Raptor norte-americano, por cerca de metade do custo unitário de cada um desses aparelhos… A presença do Brasil no projeto decorria não de uma pressão brasileira, mas de uma oferta russa para a entrada no PAK-FA tornada pública em 15 de abril de 2007.

Em 23 de junho de 2007, o governo brasileiro assinaria um acordo para a construção do aparelho. Desta forma, o novo caça de 5a geração seria construído pela Sukhoi russa, Hindustan Aeronautics Limited indiana e pelas Embraer e Avibras brasileiras.

Segundo tudo o que é possível atualmente saber, oficialmente, o Brasil está fora do projeto russo-indiano PAK-FA (T-50). Na viagem do presidente russo Dmitri Medvedev de 25 de novembro de 2008, esperava-se que houvesse algum regresso brasileiro a este projeto, contudo nada foi assinado. Sabe-se que Medvedev trazia ainda a intenção de tentar recuperar a presença do SU-35 no F-X2, mas no acordo de cooperação militar assinado mencionava-se apenas cooperação tecnológica, protecção de propriedade intelectual e informações de Segurança. E nada específico ao PAK-FA T-50 ou ao SU-35 ficou então consagrado.

O afastamento do SU-35 do F-X2 pode bem ter ditado o afastamento definitivo do Brasil do PAK-FA, ainda que este possa ainda ter interesse neste. Desde logo, do lado brasileiro. É que um dos pontos que fez colapsar a proposta da Sukhoi foram precisamente as dificuldades (inesperadas) no capítulo da transferência de tecnologia e se esta não ocorreu no SU-35, um projeto de 4,5 geração, como esperar que esta fosse bem sucedida num projeto tão radical como o PAK-FA? Do lado russo, também ficaram ressentimentos, já que a venda frustada dos SU-35 tinha como alínea a inclusão do Brasil no PAK-FA. Formalmente, isso implicaria hoje que a Rússia negaria a participação do Brasil no desenvolvimento desse aparelho, precisamente por causa dessa exclusão.

Ainda que exista um estranho silencio nos meios de comunicação indianos e até russos sobre o andamento do PAK-FA, há notícias de que o primeiro protótipo voaria em meados de 2010.

O âmbito do projeto F-X2 é hoje menos ambicioso que o inicialmente previsto. Em lugar dos 120 aparelhos antecipados, apenas pouco menos de 40 serão afinal adquiridos. Isto significa que a compra será apenas para satisfazer necessidades urgentes e ser uma solução transitória. Como o “Plano Nacional de Defesa” apresentado em Dezembro de 2008 menciona o investimento num caça brasileiro de 5a geração, isso pode querer dizer que os restantes 80 aparelhos serão aviões deste tipo e que, sobretudo, serão construídos – ainda que parcialmente – localmente.

Em suma, existe uma forte vontade política para desenvolver localmente um caça de 5a geração. E parece também existir um número de aviões a adquirir, da ordem dos 80 aparelhos. A Rússia que conjuntamente com a Índia trabalham no PAK-FA, seriam os parceiros ideais… Mas o afastamento do SU-35, parece ter torpedeado a presença brasileira no projeto. Que opções há então para cumprir esta vontade política? Um desenvolvimento totalmente nacional está fora de equação, dada a ausência de domínio em muitas áreas criticas (radares AESA, materiais furtivos, motores vectoriais de ultima geração, etc). Resta assim a opção mais lógica que seria a adesão a um projeto já em andamento. Ora atualmente, no mundo, alem do projeto russo, há apenas a China, com o Shenyang J-XX, o Japão, com o Mitsubishi ATD-X,  e a Coreia do Sul, com o KFX e é claro… O polémico F-35 do EUA. Poderá o Brasil juntar-se a algum destes países? A China não é um parceiro fiável… O Japão parece ter “congelado” o seu projeto. O interessante projeto coreano devera voar apenas em 2020, mas não se afasta muito em características do Typhoon ou do Rafale, pelo que além da falta de tradição de parceiras entre o Brasil e a Coreia, esta poderá não ser uma boa opção.

Qual é o meu palpite? Bem… Com aquela que parece ser a inclinação para o Super Hornet, no programa F-X2 e tendo em conta que já há nove países no F-35 não descartaria a possibilidade na integração nesse avião multinacional. Existe muita pressão política, por parte dos EUA e a Boeing parece disposta a transferir tecnologia. É certo que o avião conhece vários problemas e que os seus custos dispararam, mas além de um possível (e lógico) regresso ao PAK-FA, a opção de aderir a este projeto multinacional parece-me muito provável. É claro que se me coubesse a mim tomar essa decisão… Eu ía para o UCAV europeu, o sucessor do demonstrador nEUROn, ou seja passava diretamente da 4ª geração atual dos Mirage 2000, saltava a 5ª do PAK-FA/F-22 e ía diretamente para a 6ª geração dos UCAVs nEUROn ou X-47.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_russo_Pak-fa_T-50
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u392530.shtml
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL402866-5603,00-BRASIL+E+RUSSIA+ASSINAM+ACORDO+PARA+CONSTRUCAO+DE+FOGUETES+E+AVIOES.html
http://defesabr.com/blog/index.php/24/11/2008/fab-vacila-com-su-35-e-brasil-perde-pak-fa/
http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/582/o-que-os-russos-querem-do-brasil-eles-tentam-vender-117144-1.htm
http://www.exercito.gov.br/05notic/paineis/2008/12dez/img/defesa.pdf
(obrigado ao Gaitero pela sugestão para este artigo!)

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PAK-FA: Hesitações e bloqueios

Embora estejam hoje entre os melhores aviões de combate do mundo, os Sukhoi SU-30 são ainda um descendente direto do SU-27 desenvolvido na antiga União Soviética no começo da década de oitenta. Na época, o SU-27 procurava incorporar toda a tecnologia e ser paritário em relação a todo um conjunto de aviões norte-americanos que serviam na USAF, na época, desde o F-15 até ao F-18. Como resposta a estes aviões, o SU-27 provou ser um sucesso absoluto. Por uma fração do custo unitário, os soviéticos conseguiram fabricar um aparelho que conseguia equiparar-se à maioria dos caças ocidentais e que encontrava apenas no F-15 um adversário superior (e mesmo assim, apenas em certos cenários).

Plenamente conscientes da perda de superioridade que decorria da entrada em serviço de aviões como o SU-27 na força aérea soviética e posteriormente da exportação massiva dos seus descendentes SU-30 para várias forças aéreas no mundo, os EUA começaram a desenvolver um aparelho que lhes devolvesse a superioridade qualitativa que caracterizou a sua força aérea durante a maior parte da Guerra Fria, quase sempre graças ao F-15, ao F-14 e ao F-18. Esse novo elemento seria conhecido mais tarde como o F-22A Raptor. Um avião de 5ª geração, stealth como o desajeitado antecessor F-117, exibindo a mesma supermanobrabilidade dos MiG-29 e SU-30 russos, um radar AESA e com a excepcional “fusão de sensores” integrada por um poder computacional nunca antes embarcado num avião de guerra… Além de tudo o mais, o F-22 era ainda capaz de voar em “supercruise” a velocidades acima do Mach 1, em vez das curtas permanências a essas velocidades de outros aparelhos da sua geração. Já que todas estas extraordinárias características tinham um preço, e um preço violento, da ordem dos 339 milhões de dólares por cada unidade fabricada, houve necessidade de procurar encontrar uma espécie de “F-16” moderno, um aparelho mais barato que o F-22, capaz de ser produzido em grandes números e com uma tecnologia não tão sofisticada que lhe permitisse ser exportado, na mesma linha do F-16 que foi exportado em largos números enquanto o F-117 e o B-2 permaneciam reservados para a USAF, por deterem a mais avançada das tecnologias disponíveis na sua época. Esse aparelho seria conhecido como o F-35 Lightning II e incorporaria algumas características Stealth, um radar AESA menos elaborado do que o do F-22, mas com fusão de sensores, como o novo Super Hornet e o F-22A.

A resposta soviética ao projeto F-22 Raptor – quando ele surgiu em 1986 (ver AQUI) foi o desenvolvimento do projeto MiG 1.44 e, paralelamente, o I-21. Ambos os projetos seriam cancelados por falta de fundos. Após o fim da Guerra Fria, a necessidade de desenvolver um aparelho que devolvesse à Rússia pelo menos a paridade com o F-22A tornou-se evidente, tanto mais porque as verbas resultantes de um conjunto sólido e crescente de aviões Sukhoi se revelavam cada vez mais importantes e porque importava manter estas exportações nas décadas seguintes, com uma oferta consistentemente atualizada surgiu a necessidade de reativar os adormecidos projetos MiG 1.44 e I-21. Os fundos eram contudo ainda uma limitação, daí a busca de parceiros internacionais, e nestes, a Índia, um antigo cliente de aviões de combate russos surgiu imediatamente como o mais lógico e natural dos parceiros. É certo que na Índia há uma espécie de tradução nacional para programas que arrancam, consomem tempo e recursos e depois… não dão em nada. Temos um exemplo disto mesmo no MBT indígena Arjun e no consequente recuo para o T-90S russo… Sinais de que o mesmo pode estar agora mesmo a acontecer com o ressurgimento destes programas russos da guerra fria surgem também agora… É que se a Índia apareceu ao lado da Rússia no desenvolvimento do PAK-FA, e tenha mesmo sido assinado um “protocolo de entendimento” entre as duas nações, um ano depois, em Novembro de 2008, ainda não existe um contrato formal entre os dois Estados. A Rússia diz que vai voar o primeiro PAK-FA já em 2009, mas muitos analistas suspeitam, tendo em conta os problemas encontrados com os novos motores… Agora, que um terceiro provável parceiro, o Brasil, que em tempos foi dado como certo também já se afastou haverá ainda impulso suficiente para continuar a alimentar o programa PAK-FA?

Em termos internacionais, a Rússia deve imperativamente construir um substituto ao SU-30 e garantir a prazo um mercado de exportações muito rentável. Rentabilizar todo o investimento realizado antes nos MiG 1.44 e no I-21, e todo aquele já introduzido depois no PAK-FA é portanto uma opção muito razoável e provavelmente até incontornável. E este é o momento para o fazer. Os EUA têm ainda apenas 62 F-22A e prevêm construir apenas 182. É portanto possível construir a prazo um aparelho que torne a colocar a Rússia numa situação de paridade (ou quase paridade) com a USAF, com a introdução de grandes números de PAK-FAs. Simultaneamente, a obstinação norte-americana em recusar exportar o F-22 pode fazer com que alguns dos seus mais fiéis aliados, que o reclamam, olhem noutras direções em busca de soluções… E assim, o PAK-FA apresentasse com um digno sucessor do SU-30. Por isso, não se compreendem bem as hesitações indianas, nem sequer a falta de interesse russo no programa!

Fontes:
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Hoax: Cancelamento do programa PAK-FA

PAk-FA

(Representação hipotética do PAK-FA in http://defesabr.com)

Corre desde o dia 6 de Abril uma notícia – supostamente da RIA Novosti – e que consistia no seguinte texto (traduzido do inglês):

“MOSCOVO, 12 de Abril (RIA Novosti) – O comandante supremo da Força Aérea Russa Aleksandr Zelin anunciou o cancelamento do programa PAK-FA de 20 biliões de dólares depois de 20 anos de custos crescentes, problemas técnicos e redesenhos sem que fosse fabricado um único protótipo.

O PAK-FA, anunciado em tempos como o caça de próxima geração da Rússia, tinha consumido 13,9 biliões. O custo estimado de cada avião tinha sido de 87,2 milhões a partir de um preço inicial de 30 milhões.

“Teve uma história longa e turbulenta”, afirmou Alexei Arbatov, um membro da Duma que lidera o comité da câmara baixa para a Defesa.

O PAK-FA, um conceito para um novo avião de caça de nova nova geração, foi desenhado para ser comparável quer ao F-22 Raptor americanos e ao F-35 Lightning II mas foi ultrapassado pela necessidade de reforçar as forças nucleares estratégicas russas.

Reconhecendo que o PAK-FA já não se enquadra nas necessidades da Rússia, a Força Aérea afirmou que preferia gastar esse dinheiro a melhorar o seu atual sistema de aviação. Se fôr aprovado pela Assembleia da Federação, os fundos irão directamente para a aquisição de 400 Su-34 Adicionais, Su-35 e outros aviões e para atualizar e modernizar os 1400 aparelhos atualmente em serviço. Misseis Terra-Ar serão também uma prioridade.

“Trata-se de manter uma força disuasora efectiva”, disse o coronel da Força Aérea Alexander Zelin, “É uma grande decisão. Nós sabemos que é uma grande decisão, mas é a decisão correcta”.
O fim do PAK-FA reflecte também o reconhecimento pelo Ministério da Defesa que simplesmente não pode pagar todos os programas que deseja. O movimento implica o reconhecimento do facto de que o Ministério da Defesa deve começar a economizar à medida que os custos dos novos sistemas de armas aumentam e que a procura cresce, declararam alguns analistas da industrias.

A Força Aérea deveria gastar 20 biliões no programa PAK-FA até 2012 sem obter aviões significativamente mais capazes que o SU-35 atualizado, declaram oficiais da Força Aérea.

Alguns representantes da Duma Estatal reagiram furiosamente a este cancelamento.

“Estou indignado com esta decisão de terminar o programa PAK-FA tendo em conta que a Força Aérea argumentava há muito tempo que era um sistema de armas crítico que jogaria um papel central na nossa Defesa”, disse o deputado da Duma Estatal (State Duma) Vladimir Medinsky. “O que mudou? E como é que os militares planeiam recuperar as capacidades perdidas?”

Alexei Arbatov, o Presidente do Comité de Defesa da Duma Estatal. disse que a decisão “reflecte a dificuldade que os Serviços estão a encontrar com o custo das necessidades de modernização.”

O cancelamento foi um golpe nos principais contratantes do PAK-FA, a Sukhoi e a NPO Saturn.

Um alto representante da Duma disse que o Ministério da Defesa esperava dispender entre 450 e 680 milhões em multas pelo cancelamento à Sukhoi e à NPO Saturn.”

A eliminação do programa, contudo, poderia beneficiar as duas empresas. A Força Aérea pensa agora injectar mais dinheiro no Su-34 e Su-35, e acelerar a modernização dos aviões já em serviço o que deverá manter as duas empresas ocupadas no futuro mais próximo”.”

Bem…

A minha tese é que isto é uma completa falsidade, um Hoax, em suma…:

1. No site da RIA Novosti não se encontra esta notícia, ou aliás, qualquer outra idêntica… pelo contrário! A notícia sobre o PAK-FA mais recente indica até que os seus voos vão começar em 2009 !(ver AQUI) Se fosse verdadeira, a notícia surgiria, após esta primeira. Aliás, a notícia também não pode ser encontrada em nenhum site ligado à aviação ou à Defesa, o que aponta na mesma direcção do embuste (hoax).

2. Porque os Su-35 já estão em serviço… e não ainda em desenvolvimento, como daqui se infere.

3. O Su-35 BM que está em desenvolvimento servirá como plataforma de testes para as tecnologias de 5ª geração do PAK-FA, nomeadamente para os novos motores Saturn AL-41F com super-cruzeiro e 15 toneladas de impulso.

4. Alexei Arbatov e Aleksandr Zelin ocupam as posições indicadas no artigo… Contudo, essas correcções factuais, não provam nada. Provam apenas que a notícias foi criada por alguém que conhece de perto a realidade russa… Outros indícios apontam para uma origem russa deste texto em inglês: expressões como “Duma Estatal”, “Federação” e outras indicam que foi redigido de dentro da Rússia. Provavelmente com o objectivo de denegrir o governo de Medvedev que entra agora em funções, substituindo Putin e ligando-o já com uma decisão que iria prejudicar seriamente a operacionalidade das forças russas nas próximas décadas.

5. O PAK-FA não está a ser fabricado para a Força Aérea Russa… Mas para esta e para a da União Indiana e – provavelmente – também para a Força Aérea Brasileira… Logo o cancelamento não poderia provir de um parceiro, que – parece – assume apenas 1/3 do financiamento do programa e não a sua totalidade. É certo que parece que o PAK-FA não é exactamente o mesmo aparelho de 5ª geração, mas uma evolução directa a partir do russo PAK-FA, mas a notícia omite este aspecto importante na totalidade, e o PAK-FA estritamente “russo” já está encerrado há muito tempo… desde que a Índia assinou o “protocolo de entendimento” com a Rússia em Janeiro de 2007 (ver AQUI).

6. O cancelamento do PAK-FA faria com que a Rússia, país que detêm atualmente, graças à Sukhoi e à MiG uma posição de notável liderança no campo da tecnologia aeronáutica militar a perdesse… A Rússia poderia continuar a afirmar-se como potencia média se não tivesse nos próximos 10-20 anos nenhum aparelho de 5ª geração capaz de concorrer com o F-35 e o F-22?

7. O projecto ainda não gastou – nem de perto – os distos 13,9 biliões de dólares… Já que ainda não há sequer um protótipo a voar, nem nenhum AL-41F pronto!

8. Há rumores de que dois protótipos estão a ser preparados para os primeiros testes a realizar em 2009 (esta informação dos testes em 2009 surge em várias fontes oficiais), supostamente os novos motores Saturn Al-41F estariam já prontos, também, e seriam testados brevemente num Su-35M, antecipando a sua posterior instalação nos dois protótipos PAK-FA. Se o programa está assim tão avançado, não seria um erro colossal abortá-lo a meses de colocarem um PAK-FA no ar?

9. A notícia refere também o cancelamento dos novos motores da NPO Saturn… Isso deixaria a Rússia sem motores de super-cruzeiro para as próximas décadas e implicaria também um sério retrocesso na tecnologia russa… além de uma falência quase certa para o seu fabricante, a NPO Saturn.

Adenda:

A notícia falsa que circula na Internet:

MOSCOW, April 12 (RIA Novosti) – Russian air force commander-in-chief Aleksandr Zelin has announced the cancellation of the $20-billion PAK-FA program after 20 years of escalating costs, technological glitches and redesigns failed to produce a single prototype aircraft.
The PAK-FA, once billed as Russia’s next-generation fighter, had consumed $13.9-billion. The estimated cost of each aircraft had soared to $87.2-million from an original target of $30-million.
“It’s had a long and troubled history,” said Alexei Arbatov, a senior Duma official who heads the lower house committee for defense.
The PAK-FA, a new generation fighter aircraft concept, was designed to be comparable to both the American F-22 Raptor and F-35 Lightning II and has been overtaken by the need to strengthen Russia’s strategic nuclear forces.
Acknowledging that the PAK-FA no longer fit into the requirements of Russia, the Air Force said it would rather spend the money on an overhaul of its aviation system. If approved by the Federal Assembly, the funds would be directed instead to buy over 400 additional SU-34, SU-35 and other aircraft and to upgrade and modernize 1,400 aircraft already in service. Surface-to-air missiles also would be a priority.
“It’s about having an effective deterrent force,” said Air Force Colonel General Alexander Zelin. “It’s a big decision. We know it’s a big decision, but it’s the right decision.”
The end of the PAK-FA also reflects an acknowledgement by the Ministry of Defence that it simply cannot afford all the programs it wants. The move underscores the fact that the Ministry of Defence must begin economizing as the cost of new weapon systems increase and demands on military spending grow, industry analysts said.
The Air Force would have spent $20-billion on the PAK-FA program through 2012 without getting aircraft significantly more capable than the upgraded SU-35 it already plans to buy, Air Force officials said.
Some officials of the State Duma reacted angrily to the cancellation.
“I am outraged by the decision to terminate the PAK-FA program given that the Air Force has long argued that it is a critical weapons system that plays a pivotal role in our defence,” said State Duma deputy Vladimir Medinsky. “What has changed? And how does the military plan to make up for the lost capabilities?”
Alexei Arbatov, Deputy Chairman of the Defence Committee of the State Duma, said the decision “reflects the difficulty that the services are facing with the cost of modernization requirements now coming to the fore.”
The cancellation was a blow to the PAK-FA’s prime contractors, Sukhoi and NPO Saturn.
A senior Duma official said the Ministry of Defense expects to have to pay a $450-million to $680-million termination fee to Sukhoi and NPO Saturn.
The program’s elimination, however, could benefit the two companies. The Air Force now plans to pour more money into the SU-34 and SU-35, and ramp up the upgrade of aircraft already in service which would keep both companies busy for the foreseeable future.

Fontes:

http://en.rian.ru/russia/20080403/102931062.html

http://www.npo-saturn.ru/!new/

http://sukhoitribute.blogspot.com/2008/03/sukhoi-su-35-bm-t-10-bm.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Russian_Air_Force#Structure

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