Posts Tagged With: NPO

O primeiro dos seis NPO (Navios de Patrulha Oceânica) será entregue à Marinha a 30 de dezembro de 2010

O primeiro dos seis NPO (Navios de Patrulha Oceânica) será entregue à Marinha a 30 de dezembro de 2010 pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). Esta data representa um atraso de um ano em relação ao previsto, e antecipa em alguns dias a última data que era “janeiro de 2010”.

Fica por compreender de forma cabal e transparente a motivação para este atraso, assim como qual será o impacto nos custos do mesmo…

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/marinha-estaleiros-navais-de-viana-entregam-dia-30-primeiro-navio-de-patrulha-oceanica=f622270

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A novela dos “Patrulhões” (NPO) continua…

Arma principal (e única) dos Patrulhões (http://dn.sapo.pt)

Arma principal (e única) dos Patrulhões (http://dn.sapo.pt)

A novela dos “Patrulhões” continua… O primeiro navio, construído nos Estaleiros de Viana do Castelo, está já há mais de um ano em testes e ainda que a Marinha venha agora admitir que espera receber o navio no seu (cada vez mais escasso) inventário “em breve” a verdade é que tal entrega ainda não aconteceu.

Este “Patrulhão” será o primeiro de oito navios a construir em Viana do Castelo, navios que serão absolutamente cruciais para que as missões que eram até à bem pouco tempo cumpridas pelos 12 navios que durante apenas 4 anos, a Marinha já abateu aos seus efetivos e que como certamente se adivinhará corresponderam a sua redução da sua capacidade efetiva, algo especialmente grave num país de tradição marítima e com a extensa (e rica) Zona Económica Exclusiva de Portugal.

A causa dos problemas dos “Patrulhões” estão bem identificados. Logo desde o início, não houve uma clara percepção da complexidade dos sistemas embarcados nos navios e sem que existisse essa experiência em Portugal, foram cometidos varios erros que depois fizeram valer o seu peso. Nomeadamente, tornando os navios demasiado pesados e preenchendo demasiados espaços no seu interior.

A entrega dos novos navios vai permitir à Marinha uma redução dos seus custos operacionais, porque os navios que hoje utiliza (e que serão também depois abatidos) têm elevados custos de manutenção devido ao facto de alguns – como os patrulhas Cacine – terem já mais de 40 anos.

Atualmente, a Marinha Portuguesa tem um dispositivo naval de vigilância da costa composto por 3 patrulhas (já foram 10) um navio balizador e 5 corvetas (já houve 10). Seriam estes 10 navios que seriam substituídos pelos 8 “Patrulhões”, custando os dois primeiros, o ‘Viana do Castelo’ e o ‘Figueira da Foz’, contratados em 2003, cerca de 150 milhões de euros. “Seriam” porque ainda não foram, com grave prejuízo para a capacidade de vigilância marítima na nossa costa e grande vantagem para contrabandistas, pesqueiros ilegais, petroleiros com lavagens ilegais de tanques e toda a demais cáfila de meliantes que agora a Marinha já não consegue interceptar.

Fontes:
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1627475
http://www.gforum.tv/board/1513/403944/patrulhoes-sem-entrega-marcada.html

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O Navio Patrulha Oceânico (NPO) “Viana do Castelo” P360 está prestes a entrar ao serviço na Marinha

Os testes ao primeiro “navio patrulha oceânico” (NPO) construído pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo foram concluídos e o navio foi declarado como pronto pelo Ministério da Defesa para ser entregue a Marinha, no começo do próximo ano.

Até março de 2010 os Estaleiros irão entregar os dois primeiros NPO, com o primeiro logo em janeiro e o segundo depois de julho. Esperemos que a Marinha fique tão satisfeita com os navios como parecem estar os Estaleiros de Viana do Castelo, já que estamos perante um dos projetos de construção naval mais criticados de sempre em Portugal, com um rol quase interminável de atrasos e críticas da Marinha quanto às capacidades marítimas dos navios, tidos como demasiado sobrecarregados de equipamento e demasiado desarmados para fazerem frente às necessidades de uma Marinha que está cada vez mais reduzida à escassa dimensão de 5 fragatas e de 2 igualmente polémicos submarinos…

Fonte:

http://aeiou.expresso.pt/marinha-primeiro-patrulha-oceanico-passa-nos-testes-entrega-em-janeiro=f547230

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Portugal vai financiar a aquisição de “Patrulhões” (NPO2000) por Marrocos?

Os bancos portugueses BES e CGD querem financiar a aquisição por Marrocos de vários navios patrulha.

O negócio em questão alcança os 450 milhões de euros e envolve a Marinha marroquina e a empresa portuguesa Empordef, uma “holding” estatal de Defesa e a venda de seis navios patrulha oceânicos e de seis navios patrulha costeiros que seriam construídos nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

O negócio vem ao encontro de uma necessidade marroquina na patrulha de uma extensa linha costeira, muito permeável ao tráfego de droga para a Europa do sul e aos fluxos migratórios que vindos de toda a África acabam em Marrocos e o tornam no último entreposto africano antes de chegar à “utopia” europeia. Em virtude destes dois fenómenos, o reino Hachemita tem sido muito pressionado a aumentar o seu controlo nas fronteiras marítimas, algo para que não tem meios suficientes e uma necessidade que os “patrulhões” portugueses poderiam satisfazer. É claro que militarmente, os navios de Viana do Castelo têm um valor muito reduzido (estão armados apenas com um canhão), pelo que não constituem uma ameaça militar. Mas são navios relativamente rápidos e capazes de enfrentar a rudeza do Atlântico, com uma plataforma para um helicóptero ou um UAV e poderão ser cruciais na deteção e intercepção de barcos de pesca ilegal, de contrabando ou narcotráfico ou perigosamente carregados de imigrantes ilegais.

O bom sucesso deste negócio pode determinar a possibilidade de realizar outras exportações idênticas para o norte de África, nomeadamente para a Tunísia  e para a Líbia, com que Portugal tem agora excelentes relações.

Fonte:

http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1376997

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A Marinha vai receber os NPO (finalmente) em 2010… e sobre as novas lanchas de fiscalização

A Marinha portuguesa assinou a 17 de março vários contratos com os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), que respeitam à construção durante os próximos 5 anos de vários navios e lanchas. No total, o valor contratualizado ascende a mais de 500 milhões de euros, o que representa um investimento muito significativo para a Marinha e um rendimento muito importante para os Estaleiros. Por comparação, saiba-se que as duas fragatas holandesas adquiridas recentemente, ficaram por 240 milhões de euros e que logo, estamos aqui perante um valor que ultrapassa este no seu dobro…

O contrato inclui a construção de 5 lanchas de fiscalização, contemplando a opção por mais 3 lanchas, 6 navios de patrulha oceânica (NPO), idênticos aos que estão ainda em construção no estaleiro de Viana e ainda dois navios de combate à poluição que poderão ser utilizados em qualquer cenário de crise ecológica, não somente em Portugal, mas também na Europa. Estes números: 5 lanchas (mais 3); 6 NPO, 2 navios de combate à poluição são uma expansão em relação aos valores previamente conhecidos que previam 8 NPOs e 5 lanchas.

O primeiro NPO será entregue apenas em janeiro de 2010 e o segundo em meados desse ano. Ou seja, a entrega que devia ter ocorrido em 2006…. E que depois foi adiada para 2008 e, ainda para 2009… Ocorrerá apenas em 2010! O que não irá ocorrer cedo demais… já que os cascos dos dois primeiros NPO estão prontos já há muito tempo, desde 2005, de facto, num atraso de contornos pouco claros e que causa estranheza a muitos, a começar pelo próprio ministro da Defesa, Severiano Teixeira que o justificou por se tratar dos primeiros navios de uma nova série e pelos problemas técnicos que daqui necessariamente sempre decorrem.

Os NPOs são navios de utilidade militar muito limitada, dado o seu escasso armamento (um canhão de 40 mm) e ainda que este possa ser suficiente para as missões de fiscalização à pesca e à navegação no Atlântico, dificilmente poderão cumprir as mesmas missões mais militares que as corvetas João Coutinho, um projeto genuinamente português, mas de construção alemã e espanhola, que estavam armadas  com um canhão de 76 mm e outro de 40 mm e das quais Portugal chegou a contar com seis unidades (atualmente em inventário, restam apenas 4). O número de NPOs é adequado à extensão da nossa ZEE, mas porque não foram equipados com um UAV ou até com um sistema de mísseis anti-aéreos? A sua operacionalidade subiria em muito, e os 35 milhões de euros por unidade não subiriam muito, havendo na plataforma de 1600 toneladas ainda espaço disponível… E assim, talvez o interesse manifestado em tempos pela Tunísia, Argentina, Marrocos e Argélia, se pudesse concretizar…

As lanchas de fiscalização vão tomar o lugar deixado pelos muito antigos patrulhas “Cacine”, da década de setenta, sendo a primeira entregue em 2012, mais duas em 2013 e a duas últimas em 2014. Isto se o ENVC cumprirem os prazos, coisa que não fizeram com os NPO… O projeto das lanchas será desenvolvido conjuntamente com um estaleiro alemão ainda não especificado e que tratá a devida aquisição de “know-how” que os Estaleiros poderão depois aplicar noutros projetos semelhantes.

Fontes:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1369574
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=248849
http://www.areamilitar.net/ANALISE/analise.aspx?NrMateria=22&p=3

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Das dificuldades e atrasos dos “Patrulhões” (NPO) da Marinha

(Os dois NPO "patrulhões" nos Estaleiros de Viana do Castelo in http://www.envc.pt)

Devido ao cada vez mais grave atraso na entrega dos novos “patrulhões” (“Navios de Patrulha Oceânica”) (NPO) pelos estaleiros de Viana do Castelo, a Armada portuguesa será forçada a estender até pelo menos Maio de 2009 a utilização das corvetas que deviam ter sido desativadas já em 2003. Inicialmente, o plano previa entregar os primeiros NPO em 2005, mas dificuldades técnicas sucessivas e resultantes de alterações impostas pela Marinha e pelo Ministério da Defesa já depois do projeto aprovado atrasaram a entrega dos navios. Este atraso está a criar um stress muito sensível no orçamento da Armada, já que estas sete corvetas estão além do seu limite de vida útil e apresentam custos de manutenção que são superiores em 30% ao dos novos NPOs.

As dificuldades iniciais, com os motores construídos em Itália, foram ultrapassadas e os dois primeiros navios estão na água desde 2005, residindo os problemas atuais na instalação de equipamentos no interior dos NPO. A data de Abril de 2008, dada no começo deste ano como sendo a da entrega dos navios passou e estes não chegaram às mãos da Armada.

É claro que a transformação de sete corvetas em oito NPOs vai traduzir-se numa redução muito sensível do número de meios navais militares disponíveis para a Armada… As corvetas – segundo a Marinha – já não são usadas como meios militares convencionais, dada a sua obsolescência (década de 70), mas como meios de vigilância e salvamento, mas em vez de atualizar meios, a decisão política do ministério Portas foi a de reduzir a sua disponibilidade e transmutá-los em meios de vigilância e salvamento, necessários, sem dúvida especialmente tendo em conta a extensão das águas entregues a Portugal, mas que não sendo substituídas por meios modernos vão implicar uma redução dos meios militares à disposição da Armada que não deve ser desprezado num contexto em que países vizinhos como a Espanha se re-equipam com alguns das melhores fragatas Aegis do mundo (ver AQUI) e até o empobrecido e instável Marrocos adquire uma fragata FREMM (ver AQUI).

O atual governo agravou ainda mais este desiquilíbrio ao decidir – sempre por razões orçamentais – reduzir o número de NPOs de 12 (a 20 milhões de euros cada) para 6 na versão de fiscalização e 2 para combate à poluição marítima. Os dois navios que estão atrasados, e em estaleiro são os “NRP Viana do Castelo” e o “NRP Figueira da Foz”. A administração dos estaleiros responsabiliza a Armada pelo atraso na construção dos navios, alegando que o projeto só está concluído em 80%, o que impede que a construção prossiga, e o projeto específico para os navios de combate à poluição (NCP) ainda está mais atrasado porque embora use a mesma propulsão e sistemas elétricos, o plano de pormenor dos NCP ainda não foi entregue pela Marinha… A desconfiança na relação entre os Estaleiros e a Marinha é aliás gritante, até pela exigência desta de que os restantes 6 navios fossem apenas construídos depois dos dois iniciais terem sido entregues à Marinha, algo que justifica com duvidas quanto às qualidades marítimas dos mesmos… A própria declaração do chefe do Estado-Maior da Armada de que preferia “ter um navio bem feito e entregue mais tarde” sugerem que os navios ainda em estaleiro… “não estão bem feitos”.

Infelizmente, toda está “má imprensa” gerada em torno dos NPO pode ter comprometido a hipótese que a um dado momento chegou a ser muito credível e que dava a Argentina como estando interessada nos NPOs dos estaleiros de Viana do Castelo. Teoricamente, os navios seriam adequados ao concurso de 3 navios que este país da América do Sul vai lançar e ao qual a Espanha também já manifestou interesse em concorrer. Enfim, com alguma sorte… não chegam jornais portugueses, nem emissões da RTPi, nem sites de Internet, nem… O próprio Quintus ao país das Pampas e nenhuma destas confusões em torno dos NPOs chegou ao seu conhecimento…

P.S.: E julgavam os brasileiros que deitar à água a sua corveta Barroso tinha sido complicado…

Fontes:
http://dn.sapo.pt/2007/07/08/nacional/patrulhoes_a_navios_estaleiros_viana.html
http://jn.sapo.pt/2006/06/22/nacional/programa_patrulhoes_sofre_corte_e_es.html
http://www.portugal.gov.pt/Portal/Print.aspx?guid={3AC9B3D9-47EE-424D-9F48-BA5E71D53A71} http://dn.sapo.pt/2006/06/29/economia/estaleiros_viana_acusam_marinha.html

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