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A NASA prossegue o desenvolvimento do “Space Launch System” (SLS)

A NASA selecionou seis propostas para os foguetões de combustivel sólido (“boosters”) do seu novo lançador pesado conhecido como “Space Launch System” (SLS). O lançador será o pilar fundamental da capacidade de exploração espacial tripulada a longa distância, para a Lua ou até um asteroide (até 2025) conforme aos planos de médio prazo da NASA, que prevem na década de 2030 uma missão tripulada a Marte.

A NASA tenciona construir o SLS a partir de hardware pré-existente e bem testado, deixando espaço para futuros upgrades e permitindo que o lancador se mantenha operacional durante décadas.

O SLS deverá ter cinco segmentos de boosters de combustível sólido muito semelhantes à dupla que durante décadas serviu para ajudar a colocar o Shuttle em órbita. Os boosters do SLS terão que ser muito mais potentes que o Shuttle, mas terão basicamente a mesma tecnologia, bem conhecida e muito fiável.

Estes primeiros contratos ascendem a 200 milhões de dolares e consistem em estudos de contenção de riscos, desenvolvimento e testes de componentes e deverão preparar o primeiro vôo de um SLS que deverá acontecer já em 2017, na configuracao de 70 toneladas. A variante seguinte, com dois andares, terá capacidade para colocar em órbita cargas úteis de até 130 toneladas.

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/NASA_Selects_Space_Launch_System_Advanced_Booster_Proposals_999.html

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O novo sistema comercial Liberty, que está a ser desenvolvido pela empresa norte-americana ATK e que inclui um lançador e uma cápsula tripulada passou os testes iniciais da NASA e mantém os planos para colocar astronautas no Espaço até 2015

O sistema Liberty da ATK (http://www.hobbyspace.com)

O sistema Liberty da ATK (http://www.hobbyspace.com)

O novo sistema comercial Liberty, que está a ser desenvolvido pela empresa norte-americana ATK e que inclui um lançador e uma cápsula tripulada passou os testes iniciais da NASA e mantém os planos para colocar astronautas no Espaço até 2015.

O sistema inclui um lançador Liberty e uma cápsula para até sete passageiros que terá como principal objetivo transportar astronautas de e até à Estação Espacial Internacional (ISS). O sistema está a ser desenvolvido em parceria com a Lockheed Martin e a empresa aeroespacial europeia Astrium, que constrói o lançador pesado Ariane 5.

O projeto tem sido até financiado pela ATK e pelos seus parceiros, não tendo a empresa beneficiado dos 270 milhões de dólares distribuidos a quatro empresas diferentes pela NASA no âmbito do programa CCDev-2 (SpaceX, Boeing, Sierra Nevada e Blue Origin)

O veículo lançador da ATK incorpora algum do trabalho investido anteriormente no abandonado projeto de novo lancador Ares I e tecnologia já bem conhecida usada atualmente no Ariane 5. Os primeiros voos não-tripulados terão lugar entre 2014 e 2015 e o primeiro com astronautas nos finais desse último ano, se tudo correr como previsto. Os primeiros voos comerciais comecarao pouco depois, em 2016.

Nesta área, a ATK concorre de perto com a Orbital Sciences que entre novembro e dezembro deste ano vai enviar a sua cápsula Cygnus num lançador Antares até à ISS e com a muito mais conhecida SpaceX que ja realizou um voo de demonstracao bem sucedido até à ISS em maio e que a partir de setembro deverá realizar a primeira missão comercial de reabastecimento à ISS.

Fonte:
http://www.space.com/16631-private-liberty-rocket-space-capsule-milestone.html

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Será o “Space Launch System” (SLS) o fim da NASA?

O grande projeto de lançador em que a NASA está hoje empenhada é o “Space Launch System” (SLS). Este foguetão tem sido alvo de muita contestação nos EUA e muitos, como Chris Kraft, um antigo diretor da NASA, acreditam que o projeto está fundamentalmente errado. Segundo ele, o foguetão está a matar (literalmente) a NASA e existem formas mais baratas de ir à Lua e aos asteroides.

Visualmente, o foguetão é impressionante: um núcleo central rodeado de dois boosters de combustível solido. No topo,  estará um segundo estádio do SLS, propulsado a combustível líquido e tendo num terceiro nível uma cápsula Orion ou um módulo de carga.

O problema é que o SLS só vai ter o seu primeiro teste de lançamento em 2017, o que não é grave, mas que custara mais de dez milhões de dólares, o que no presente contexto económico se arrisca a ser como um eucalipto numa planície, devorando toda a água e matando toda a vegetação em redor. O plano da NASA é lançar um SLS por ano, com um custo estimado de entre 1.3 a 2.4 mil milhões de dólares cada. Se a isto somarmos mais dois ou três mil milhões de custos de contexto na NASA apenas para manter vivo este programa, então estamos perante uma séria ameaça à sustentação financeira da agência espacial norte-americana e a todos os outros programas que a NASA supostamente deverá manter em simultâneo, como o Orion e a exploração robótica do Sistema Solar.

Como alternativa ao SLS Chris Kraft aponta um relatório, realizado em julho de 2011 e que comparava a arquitetura deste lançador pesado com o recurso a lançadores comerciais (como o Falcon 9 da Space X) para levar até órbitas baixas tanques de combustível espacial que depois poderiam ser usados por naves espaciais para voos até à Lua e mais alem por uma fração do custo do SLS.

Fonte:
http://news.discovery.com/space/mercury-flight-director-urges-nasa-to-kill-sls-120425.html#mkcpgn=rssnws1

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A NASA está a trabalhar num novo conceito para chegar ao Espaço: Carris

X-51A Waverider (http://www.flightglobal.com)

X-51A Waverider (http://www.flightglobal.com)

Uma equipa da NASA está a trabalhar num novo conceito para chegar ao Espaço: lançar uma nave espacial a partir de um sistema de carris até que o engenho alcance uma velocidade suficiente para que os seus motores scramjet possam ser ligados e elevar a nave até uma altitude que lhe permite lançar um segundo estádio, propulsado a foguete até órbita.

A nave terá, no seu primeiro estádio, motores scramjet alimentados pelo ar atmosférico (poupando assim as toneladas de oxigénio líquido dos foguetões químicos convencionais) e neste estádio uma capacidade para acelerar até ao Mach 10 e asas muito aerodinâmicas. Logo que libertar o segundo estádio (a foguete) a nave-mãe dará uma volta e regressará ao solo, planando graças às suas asas.

Desta forma, a parte mais importante do sistema será reutilizável com uma notável poupança de custos.

A tecnologia necessária já existe, mas tem que ser aperfeiçoado até se conseguir um protótipo viável e económico.

Os carris de lançamento poderão ser eletrificados, de forma a permitir o uso do magnetismo para acelerar a nave-mãe. Mas um sistema de impulso a gás também está a ser avaliado.

A tecnologia scramjet ainda não está completamente amadurecida, mas os progressos registados graças a programas como o X-51A Waverider e o X-43A indicam que se está perto do nível tecnológico necessário para levar este projeto a bom porto.

Não é contudo certo que a NASA receba os fundos suficientes para levar até ao fim este ambicioso e muito promissor programa…

Fonte:
http://www.space.com/businesstechnology/rail-launched-scramjets-new-nasa-technology-100914.html

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Como os japoneses, a NASA também vai lançar uma vela solar

A NanoSail-D da NASA (http://directory.eoportal.org)

A NanoSail-D da NASA (http://directory.eoportal.org)

Recentemente, a sonda japonesa Ikaros conseguiu utilizar com sucesso a primeira vela solar jamais colocada no Espaço. Este feito notável da agência espacial japonesa (JAXA) incentivou a NASA a imitar os japoneses e a preparar a sua própria missão solar.

A NASA irá lançar ainda durante o corrente ano de 2010 a missão NanoSail-D através de um lançador Minotaur IV. A sonda irá manter-se em órbita durante 17 semanas e estender uma vela solar (menos que a japonesa) ao satélite FASTSAT a que será anexada e sem a tarefa de o propulsar, como sucedia com o Ikaros japonês, mas permitirá testar o conceito e ganhar experiência nesta tecnologia e, sobretudo, a delicada tarefa de estender a vela solar em condições de gravidade zero.

A primeira experiência da NASA com uma vela solar data de 2008. Então, conseguiram retirar a vela do seu contentor, mas o lançador falhou. A vela então desenvolvida e que não pode ser testada era a “FeatherSail” 1.0, a que será agora ensaiada é a 3.0

Depois de ter passado 17 semanas em órbita, a NanoSail vai abrir e travar o satélite pelo aumento do atrito com a atmosfera superior e pela ação da radiação solar. Deste modo, a NASA irá demonstrar um outro uso das velas solares – além das viagens para os mais remotos lugares do Sistema Solar – a destruição de satélites obsoletos, removendo assim algum do muito lixo espacial que hoje em dia já satura algumas orbitas.

Fonte:
http://inhabitat.com/2010/08/19/nasa-set-to-launch-solar-nanosail-into-space/

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Sobre as perdidas rochas lunares das missões Apollo

Uma amosta de rocha lunar da Apollo 15 (http://www.lpi.usra.edu)

Uma amosta de rocha lunar da Apollo 15 (http://www.lpi.usra.edu)

O programa lunar Apollo trouxe da Lua várias amostras de rochas lunares, na década de 60 e 70. Eu próprio recordo-me ainda de ver uma dessas amostras no Aquário Vasco da Gama, amostra esta que infelizmente seria depois furtada para nunca mais voltar a ser recuperada. O Portugal de Salazar foi então um dos 50 países contemplados com amostras lunares para fins propangadísticos.

A maioria destas amostras simplesmente desapareceu… roubadas, como a amostra do Vasco da Gama, ou desviadas por políticos para suas casas ou para o mercado negro.

Recentemente, uma destas amostras apareceu num leilão e foi possível determinar que se tratava de uma amostra doada ao governo das Honduras, na década de 70 e que agora um colecionador privado tentava vender por 5 milhões de dólares em Miami. Quantas mais haverá por aí, em leilões mais ou menos obscuros? Quem tem o direito de vender items que foram doados a Estados? Um tal património da Humanidade deverá ser sujeito a tais operações comerciais?

Fonte:
http://www.floridatoday.com/article/20100530/NEWS02/5300331/Lost+moon+rocks+spark+a+mystery

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NASA: Há um “Plano B” para salvar o programa Constellation?

O responsável da NASA, Charles Bolden vai debater com o presidente Obama os planos para desmantelar o programa Constellation. A deslocação surge no momento em que aparecem documentos internos da agência em que o diretor do Johnson Space Center em Houston, instrui especificamente subordinados seus para delinearem um “Plano B” de desenvolvimento de um veículo espacial tripulado.

O que a NASA está a tentar salvar do Constellation é a construção de uma cápsula tripulada, de um lançador pesado e de programa de testes de tecnologias para novos lançadores de satélites. Estes seriam implementados dentro do orçamento atribuído à agência por Obama, e permitiram que os EUA se mantivessem como líderes no campo espacial.

A decisão de Obama de acabar com o Constellation enfrentou severa oposição entre Republicanos e Democratas, havendo mesmo que propôs o adiamento do último voo do Space Shuttle de 2010 para 2012, como forma de compensar o fim do Constellation e assim manter os empregos altamente especializados que de outra forma se perderiam.

O novo programa pós-Constellation receberia uma nova designação e seria alimentado pelo aumento de 6 biliões de dólares do orçamento da NASA durante os próximos cinco anos. Há sinais contraditórios quanto à aceitação por Obama deste “Plano B”. Por um lado, muitos senadores se pronunciaram contra o fim do Plano A, o polémico duo Constellation-Orion e estariam dispostos a aprovar um seu regresso, menos ambicioso e financeiramente mais contido, em troca de Emprego e de continuação de investimento. Por outro lado, a planeada presença chinesa na Lua em 2020. Irá certamente pressionar o governo federal a manter um programa lunar paralelo, e os privados (como a SpaceX e a Orbital ou Taurus) não parecem ter os recursos financeiros e técnicos para erguerem um programa lunar comparável ao Constellation ou mesmo ao cuidadoso e cerebral plano chinês, pelo que a NASA, terá que ter aqui um papel determinante… A lógica de privatizar quase totalmente o Espaço, pode revelar-se perniciosa a muitos títulos e é aqui que o Plano B da NASA se pode revelar muito útil.

Fonte:
http://www.space.com/news/nasa-budget-plan-b-sn-100304.html

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Marte… Depois de desistir da Lua, será esta a prioridade da NASA?

O Administrador da NASA, Charles Bolden, afirmou que a NASA deveria enfocar-se numa missão tripulada a Marte, possivelmente na década de 2030 e retirar importância à exploração da Lua. Bolden acrescentou que há contudo duas incógnitas que restam: a mitigação dos efeitos da radiação e a perda de massa óssea.

A orientação para Marte do programa espacial norte-americano poderia calar aqueles que criticam Obama por não ter uma visão clara para a missão e objetivos da NASA, além de ter cancelado o programa Constellation e o regresso à Lua. Na prática, estes cancelamentos, fizeram desperdiçar os 9 biliões de dólares que a agência já gastou no Constellation e a curto prazo irão colocar a tradicional liderança no Espaço que os EUA detinham após a queda do Muro de Berlim.

Não é crível que estas declarações de Bolden sobre viagens humanas a Marte tenham sido produzidas sem o prévio aval de Obama e quando Bolden defendeu o envio de missões humanas à Lua (mas não bases permanentes) como forma de ensaiar tecnologias a usar mais tarde numa missão a Marte, Obama deve também ter estado envolvido… Vai uma aposta como nos próximos meses teremos uma declaração bombástica por parte de Obama quanto a uma missão a Marte?

Fonte:
http://www.chron.com/disp/story.mpl/metropolitan/6859370.html

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A Boeing apresenta uma cápsula espacial para o concurso CCD da NASA

A cáosula Boeing (http://www.flightglobal.com)

A cápsula Boeing (http://www.flightglobal.com)

A Boeing apresentou a sua resposta ao concurso “Commercial Crew Development” (CCD) da NASA. Trata-se de uma cápsula para até sete tripulantes e que poderá ser lançada por diversos tipos de lançadores comerciais atualmente disponíveis no mercado.

A Boeing tem uma parceria com a Bigelow Aerospace, para desenvolver uma cápsula para os seus hotéis espaciais, de onde resulta esta cápsula (derivada da Orion, entretanto cancelada por Obama) e assim foi-lhe fácil desenvolver este projeto e alinhar-se assim com outras empresas concorrentes e concorrer ao programa CCD e aos 6 biliões de dólares a que este corresponde.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2010/02/09/338035/picture-boeing-reveals-commercial-crew-capsule.html

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O “Plano Obama para o Espaço”

O recentemente apresentado “Plano Obama para o Espaço” representa uma viragem radical no programa espacial tripulado dos EUA. A grande orientação governamental é agora a de fazer residir estas missões em naves espaciais construídas por privadas e não mais naquelas construídas pela NASA.

Um outro aspecto do Plano Obama é o (esperado) prolongamento da vida da Estação Espacial Internacional (ISS) e o (igualmente esperado) abandono do projeto de regressar à Lua até 2020.

Esta alteração da política espacial dos EUA vai implicar a entrega de mais seis biliões de dólares às empresas norte-americanas capazes de entregar foguetões e cápsulas tripuladas, como o SpaceX e a Orbital, algo que além de radical, é também muito arriscado, já que até agora e embora a SpaceX esteja muito perto, ainda nenhuma delas conseguiu colocar um só astronauta em órbita. Seis biliões de dólares podem, contudo, fazer toda a diferença, já que estas empresas nunca tiveram tal escala de capital à sua disposição…

O abandono desse legado eternamente subfinanciado da Era Bush, o Ares-Constellation e a transferência destes objetivos para empresas privadas irá também libertar recursos para que a NASA possa enviar astronautas para um asteróide ou para uma das luas de Marte.

A decisão de retirar à NASA a missão de conceber e produzir um novo lançador e cápsula tripulada terá certamente impacto no emprego gerado indiretamente pela agência nas empresas suas subcontratadas, como a Boeing ou a Lockheed Martin, especialmente na Florida onde essa industria é particularmente vigorosa.

A visão de Obama passa também pela concepção pela NASA de um novo lançador pesado, a ser usado nas missões tripuladas a asteroides e às luas de Marte.

Já se sabia que Barack Obama não era um “homem do Espaço”. O tempo que demorou a nomear um novo administrador para a NASA, depois da demissão de Griffin já disse, aliás, isso mesmo… Agora, e com o inevitável último voo do Space Shuttle, o fim do Ares-Constellation e a aposta arriscada nos lançadores privados, estaremos no ocaso dos EUA, enquanto potencia espacial?

A decisão pode soar a acertada no clima atual de recessão e de défice orçamental galopante, mas custará milhares de empregos de alta tecnologia a curto prazo e implicará o prolongamento quase certo dos pagamentos à Rússia em troca de lugar para astronautas americanos nas cápsulas Soyuz. A entrega de 6 biliões de dólares a empresas norte-americanas poderá recuperar alguns destes empregos, mas sempre com um défice final considerável, já que SpaceX e Orbital empregam muitos menos que as grandes e tradicionais empresas aeroespaciais norte-americanas.

Fontes:
http://news.discovery.com/space/nasa-former-administrator-weighs-in-on-obama-no-moon-plan.html
http://www.spaceref.com/news/viewpr.rss.html?pid=30099
http://www.space.com/news/obama-nasa-space-plan-reactions-100128.html

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Foram escolhidos os três finalistas do programa “New Frontiers” da NASA: Lua, Vénus ou um Asteroide

Vénus: um dos destinos prováveis do New Frontiers da NASA (http://pacificempire.org.nz)

A NASA selecionou três projetos candidatos. A escolha final será realizada até meados de 2011 e deverá determinar o destino da próxima missão ao Espaço exterior da agencia espacial norte-americana.

Na final está uma missão para estudar a atmosfera e a crosta de Vénus; uma missão para recolher e trazer para a Terra uma amostra de um asteroide e uma terceira missão para colocar um missão na Lua capaz de recolher amostras do Pólo Sul e regressar a Terra.

Os trabalhos de seleção começaram em 2010 e o lançamento da missão vencedora deve ocorrer antes do final de 2018. A missão deverá custar menos de 650 milhões de dólares.

1. A missão venusiana SAGE ou “Surface and Atmosphere Geochemical Explorer” pretende lançar uma sonda que desça através da densa atmosfera marciana, recolhendo dados sobre a sua composição. Esta sonda aterrará depois na superfície, recolhendo mais dados, desta feita do solo venusiano.

2. A missão a um asteróide será a “Origins Spectral Interpretation Resource Identification Security Regolith Explorer” ou Osiris-Rex, que terá como principal objetivo o estudo local e recolha de material de um asteróide para análise em Terra.

3. A Missão “MoonRise” ou “Lunar South Pole-Aitken Basin Sample Return Mission” quer colocar um Lander no pólo sul lunar e trazer para Terra amostras.

As três propostas fazem parte de um grupo de propostas mais numeroso que foram entregues à NASA a 31 de julho de 2009 no âmbito do programa “New Frontiers”. Este programa da NASA tem como objetivo explorar o Sistema Solar com missões frequentes e de custo médio. A primeira missão deste programa foi lançada em 2006 e chegará a Plutão em 2015 e depois partirá a caminho da Cintura de Kuiper, para estudar os cometas que se estimam serem aqui abundantes. A segunda missão, é a Juno que irá orbitar Júpiter pela primeira vez e que será lançada em agosto de 2011.

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/Venus_Asteroids_And_Moon_To_Compete_For_Next_New_Frontiers_Mission_999.html

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A missão Juno que a NASA vai enviar a Júpiter

A Missão Juno é a próxima missão que a NASA vai enviar a Júpiter e ao sistema joviano. A sonda irá penetrar nas nuvens da atmosfera joviana, procurando desvendar os mistérios da formação do Sistema Solar e, mais especificamente, de Júpiter.

A Juno será alimentada por painéis solares e irá mapear o campo gravitacional, os campos magnéticos e a composição da atmosfera. Estas medições serão conduzidas por radiômetros de microondas, magnetómetros, detetores de plasma, um espectómetro ultravioleta, um outro de infravermelhos, sensores gravitacionais e uma câmara a cores que transmitirá imagens para a Terra de cortar a respiração… A missão da Juno tem uma duração estimada de um ano, durante o qual a sonda completará 33 órbitas em torno de Júpiter.

O estudo de Júpiter é fundamental para a compreensão do processo de formação do Sistema Solar porque poderá explicar a formação dos gigantes gasosos planetários como Júpiter, Saturno e Úrano.

A missão não terá como missão estudar o fascinante satélite joviano Europa, com a intrigante possibilidade conter viva no fundo das fendas do seu extenso oceano de gelo, mas poderá contribuir para conhecer melhor o sistema onde se enquadra Europa e aumentar o conhecimento sobre a formação da nossa grande casa comum: o Sistema Solar.

Fonte:
http://newfrontiers.nasa.gov/missions_juno.html

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O lançamento do primeiro protótipo do novo foguetão da NASA, o Ares 1 foi um sucesso. Mas…

O primeiro voo do novo foguetão da NASA, o Ares X-1, a partir do Centro Espacial Kennedy, foi um sucesso. O foguetão tem mais de cem metros de altura e nesta sua variante experimental, de apenas um andar (daí o “X”) alcançou uma altitude de 40 kms.

O foguetão será o pilar fundamental do programa espacial tripulado dos EUA nas próximas décadas. E peça essencial para uma estratégia espacial que está agora mergulhada em grande incerteza, devido não somente às conclusões da Comissão Augustine, mas também, e sobretudo pelo desinteresse de Obama por estas questões. Existe algo com que todos concordam: desde especialistas à comissão: a NASA não tem orçamento nem para terminar o Ares 1, nem para a cápsula, nem para o Ares 5 e muito menos para ir à Lua… Só para terminar o Ares 1 e a cápsula, a agencia precisaria de mais 3 a 5 biliões de dólares por ano!

No presente contexto recessivo – animado por sinais de recuperação – a NASA não deve receber esses recursos. E sem ele a ISS (que devora quase metade do orçamento da agência) poderá ser abandonada. Essa aliás é a opinião do último Administrador da agência, que o defendia e o desvio dessas verbas para o programa lunar. Contudo, essa opção radical não deve ser seguida… Mas os custos de manter a ISS irão descer quer porque o Space Shuttle consome a outra metade remanescente do orçamento, quer porque as empresas privadas que se preparam para abastecer a Estação (no âmbito do programa COTS) como a Orbital e a SpaceX têm preços de lançamento que serão um décimo (cápsula Dragon da SpaceX) dos da Orion da NASA.

O Ares tem assim muito pouco espaço para falhar. Qualquer falhanço compromete as já ténues possibilidades de sobrevivência de todo o programa. Assim quando se constatou que o primeiro andar do foguetão (a propulsão sólida e reutilizável) estava danificado quando foi recuperado do Atlântico isso deu mais alguma “má imprensa” num programa muito criticado pela sua falta de inovação (este andar é basicamente um “booster” do Shuttle de 5 e não 4 secções) e agora com problemas novos, já que um dos três paraquedas não terá funcionado como previsto. Mais um problema que, depois dos problemas com vibrações excessivas se vai somar à já longa lista de engulhos com o desenvolvimento do Ares 1 e dar argumentos aqueles que defendem o seu abandono e substituição por programas completamente comerciais.

Fontes:
http://nasawatch.com/archives/2009/10/ares-1-x-first.html
http://www.publico.clix.pt/Ci%EAncias/megafoguetao-ares-1x-da-nasa-partiu-de-cabo-canaveral_1407276

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A cápsula Orion da NASA passa mais uma fase do seu (complicado) desenvolvimento

Interior de um modelo à escala real da Orion (http://telstarlogistics.typepad.com)

Interior de um modelo à escala real da Orion (http://telstarlogistics.typepad.com)

O turbulento processo de desenvolvimento do Projeto Orion completou uma das suas fases iniciais, conhecida como PDR ou “Project Preliminary Review“. É vital que a NASA consiga ir fazendo passar passo a passo deste projeto para que consiga ter uma cápsula capaz de levar astronautas até à Estação Espacial Internacional (ISS) e mais além… Como a Lua.

O “preliminary design review” é um dos passos que ocorre no desenvolvimento de um projeto tão complexo como o Orion antes de começar o processo de construção propriamente dito.

Na sua concepção final, o Orion estabilizou como um módulo habitável, um módulo de serviço com sistemas de suporte e propulsão e um sistema de salvamento. Esta fase do projeto, agora cumprida com sucesso, reviu as capacidades esperadas para a Orion, nomeadamente a possibilidade de executar três tipos de missões: voos para a ISS, missões para a Lua de curta duração e missões lunares com durações máximas de até 210 dias.

A NASA está assim um pouco mais perto de ter um substituto do Shuttle quando este sair do serviço em 2011… É claro que o Orion já não chegará a tempo para tomar o lugar do Shuttle, mas pelo menos haverá qualquer coisa no horizonte a caminho…

Fontes:
http://www.spaceref.com/news/viewpr.rss.html?pid=29099
http://www.nasa.gov/mission_pages/constellation/orion/index.html

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O Ares I passa mais uma fase, envolto em dúvidas quanto à decisão da Comissão Augustine

A empresa “Alliant Techsystems” declarou que iria começar a testar o primeiro andar do foguetão Ares I para a NASA. Tal declaração surge num momento em que muitos suspeitam que a Administração Obama se prepara para cancelar todo o programa… Ou talvez por causa disto. De facto, está agora em plena atividade uma Comissão – nomeada pelo próprio Presidente – que está a avaliar o futuro próximo dos voos tripulados nos EUA. Ora a Augustine tem sobre a mesa nada mais nada menos do que sete alternativas diferentes de colocar americanos no Espaço e apenas uma delas inclui os foguetões Ares, propostos pela NASA… Isso e a aparente falta de entusiasmo do Presidente pela Agencia (que demorou longos meses até nomear um novo Administrador), assim como a continuada recessão económica, coloca em risco o futuro do Ares/Constellation…

O relatório final desta Comissão deverá estar a ser entregue por estes dias e será a base da decisão de Obama sobre a política espacial dos EUA nas próximas décadas.

Já se sabe que a Augustine vai colocar em causa o Ares, como disse o seu presidente ao Congresso: “o programa atual não é executável, devido ao desencontro entre financiamentos e caminho seguido”.

A comissão parece mais inclinada a parar com o Ares (onde a NASA já enterrou mais de 3 biliões de dólares) e a entregar as missões humanas para o Espaço a várias empresas privadas, como a SpaceX, que com a sua cápsula Dragon e o Falcon 9 lidera com confortável vantagem o programa COTS de abastecimento da Estação Espacial Internacional (ISS).

Se continuar a existir, depois do começo de outubro, o próximo teste a completar pelos primeiro andar do Ares I será o lançamento de paraquedas a partir de um Boeing C-17. Mais tarde, em 31 de outubro um Ares I-X, um modelo à escala real, e com o peso real de um Ares I com os seus dois andares e o módulo tripulado será lançado de Cape Canaveral. Isto se então ainda houver programa Ares, claro…

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/09/23/332533/ares-i-work-continues-despite-cancellation-threat.html

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Sobre o atraso do regresso à Lua

Quando se sabe que as primeiras missões tripuladas para a Lua da NASA vão ter lugar apenas em 2020 e que a principal razão que impulsiona este regresso – a construção de uma base lunar – terá lugar apenas em 2030, é impossível disfarçar um certo sentimento de desilusão.

O programa Apollo norte-americano foi suspenso por Richard Nixon em 1972, porque o programa do Shuttle estava a arrancar e não havia recursos suficientes para mais missões Apollo e o Shuttle, em simultâneo. A estratégia deu-nos a Estação Espacial Internacional (ISS) e o Hubble, além de uma capacidade inédita de colocar cargas pesadas em órbita. De facto, sem o Shuttle, não teria sido possível lançar o telescópio espacial, nem as suas quatro missões de manutenção. Mas agora, que o Shuttle está a meses do seu último voo, os EUA, irão ficar sem esse caro (mas não muito fiável) mas poderosa plataforma.

A Europa, com a sua agência espacial ESA incluiu a Lua nos planos no âmbito do programa Aurora, onde procura parcerias com os EUA, China, Japão e Índia. Esta parceria poderá levar a agência a colocar um astronauta europeu na Lua entre 2020 e 2030. As dificuldades dos EUA com o Aries e o Constellation poderão levá-la a buscar uma aliança com a Europa. Os demais países funcionam mais num registo isolacionista, especialmente a China que depois de ter comprado na década de 90 a tecnologia russa Soyuz não quis mais parcerias com ninguém…

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/homem-na-lua-novas-missoes-tripuladas-so-a-partir-de-2020-primeira-base-lunar-em-2030=f526531

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O conceito “Sidemount Heavy Launch Vehicle”: Reinventando a roda?

Em 17 de junho de 2009 o gestor do programa Shuttle da NASA, John Shannon apresentou o conceito de um veículo de lançamento derivado diretamente do Shuttle ou “Sidemount Heavy Launch Vehicle”. A maior parte dos sistemas deste conceito seriam os do Shuttle e do ATV europeu. A ideia é usar este veículo como um abastecedor pesado da Estação Espacial Internacional (ISS), capaz de transportar numa única viagem os abastecimentos consumidos pela ISS em todo um ano.

Shannon propôs duas variantes: uma usa um ATVA e dois MPLMs ou uma uma combinação de MPLMs e de transportadores de carga exteriores. A outra variante usa um módulo de propulsão e uma mistura de MPLM e transportadores de carga exteriores.

A solução permitiria maximizar os custos do dispendioso sistema do Shuttle, reutilizando componentes, métodos, instalações e sistemas de transporte. Um sistema destes poderia até ser adaptado ligeiramente de forma a colocar astronautas na Lua a uma fracção do custo do sistema Constellation.

Obama disse que tencionava manter 2020 como o ano em que os EUA regressam à Lua. A afirmação pode ou não ser verdadeira… Mas o SDLV Sidemount é uma ideia muito melhor em termos de reutilização da infra-estrutura já existente que o Ares V por questões de custo e tempo. Isso não parece oferecer dúvidas a ninguém. A versão Inline, para uma versão tripulada, é também mais razoável do que construir um sistema totalmente novo para guarnecer a ISS.

Mesmo que o HLV não seja um substituto para o Ares V pode ser uma solução intermédia, para resolver os problemas crónicos de que sofre este programa e que estão a adiar cada vez mais o regresso da NASA à Lua.

Fonte:

http://www.nasawatch.com/archives/2009/07/sidemount_hlv_n.html

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O foguetão Falcon 9 da SpaceX está quase pronto para o seu primeiro voo

O primeiro Falcon 9 em http://regmedia.co.uk

O primeiro Falcon 9 em http://regmedia.co.uk

A SpaceX está a prosseguir com a montagem do seu novo lançador Falcon 9. Os testes com o novo motor para o voo inaugural do Falcon estão a ultrapassar etapas sem encontrarem problemas significativos, segundo a SpaceX, e dos nove motores que irão propulsar o primeiro andar do foguetão, seis já passaram os testes de aceitação. Todos os motores deverão estar testados e dados como operacionais até finais do corrente mês de julho. Os motores Merlin 1C foram testados nas instalações de ensaio da SpaceX no Texas.

Os motores que o Falcon9 irá utilizar no vácuo, no seu segundo andar são os “Merlin Vacuum engine” (MVac) e conheceram algums problemas iniciais de desenvolvimento, tendo alcançado nos testes temperaturas excessivas. Os problemas estão contudo a serem resolvidos e há possibilidades de que passem também todos os testes de aceitação até finais do mesmo mês de julho.

O foguetão Falcon9 – sem motores nem combustível – foi colocado na vertical no “Cape Canaveral’s Space Launch Complex 40″, o antigo loal de lançamento dos Titan IV comprado pela SpaceX e os sistemas de controlo de terra, de elevação do engenho e de controlo de lançamento foram todos testados com sucesso ainda no começo deste ano de 2009.

Os tanques de combustível estão também quase concluídos e o combustível necessário está já em armazenamento, estando assim iminente a montagem final do primeiro Falcon 9.

A SpaceX está simultaneamente a preparar o segundo voo do Falcon9 que transportará uma cápsula de demonstração Dragon no âmbito do programa da NASA COTS.

A aviónica do Falcon 9 e da cápsula Dragon está praticamente terminada, mas os sistemas de controlo remoto dos motores Merlin ainda estão a ser construídos, assim como a rede ethernet de 10 Mbit/sec que ligar os dois e as baterias que alimentam esse sistema. A unidade redundante de comunicações entre a ISS e a Dragon terminou com sucesso os testes de qualificação, essenciais para garantir que tudo corre bem quando a cápsula da SpaceX estiver em aproximação à doca de abastecimentos da ISS. A unidade correspondente a instalar na ISS será levada para esta num voo do Space Shuttle a ocorrer ainda no final deste ano.

Fonte:
http://www.spaceref.com/news/viewsr.rss.html?pid=31532

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A NASA deixou cair os seus planos para construir uma base lunar?

A Base Lunar inicialmente proposta pela NASA em http://www.nasa.gov

A Base Lunar inicialmente proposta pela NASA em http://www.nasa.gov

Os planos norte-americanos que previam a construção de uma base lunar (não propriamente semelhante a esta mas mais semelhante a esta coisa) estão praticamente anulados. A NASA (que continua sem Administrador, depois da entrada de Obama em funções na Casa Branca) atravessa uma grande crise financeira e o atual “administrador interino”, Chris Scolese acaba de admitir que a NASA provavelmente já não irá construir nenhuma base lunar. Isto, contudo, pode não ser necessariamente uma má notícia para a presença humana no Espaço, já que deixou antever que a NASA poderia reorientar a sua estratégia de exploração do Espaço para missões tripuladas para Marte ou mesmo até um asteróide.

O grupo de pressão “Planetary Society” tem vindo a pedir à vários anos que a NASA cancele os seus planos de construir uma base permanente na Lua de forma a concentrar os seus cada vez mais escassos recursos em missões curtas ao nosso satélite na preparação numa missão tripulada a Marte. O orçamento atribuído pelo governo federal à agência para 2010 pode decidir definitivamente pelo abandono do plano de construção de uma base lunar, estando a redução prevista a ser estudada pela agência. Oficialmente, a administração Obama ainda não se pronunciou sobre a continuação ou não desse projeto gisado no passado por Bush, estando atualmente todas as opções em aberto… O que já é de per si uma mudança, já que este “posto lunar” era uma certeza até agora.

Fontes:
http://www.newscientist.com/article/dn17052-nasa-may-abandon-plans-for-moon-base.html
http://www.nasa.gov/exploration/home/why_moon.html
http://www.nasa.gov/centers/goddard/news/series/moon/why_go_back.html

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Sobre o Mars Science Laboratory, a MAVEN e o estado atual do programa marciano da NASA

A sonda marciana MAVEn, a lançar em 2013 em http://www.nasa.gov

A sonda marciana MAVEN, a lançar em 2013 em http://www.nasa.gov

O programa robótico norte-americano de pesquisa do planeta Marte está praticamente morto. Os recursos disponíveis são mais escassos do que nunca, e são disputados entre três prioridades completamente distintas: o regresso à Lua desejado pelo anterior presidente Bush, a exploração por vestígios de vida nas fascinantes luas jovianas e a continuação da exploração robótica do Planeta Vermelho.

O próximo passo da exploração marciana deve ser cumprido pelo “Mars Science Laboratory“, atrasado recentemente até 2011 e cujo orçamento já disparou para uns impressionantes 2,2 biliões de dólares, já muito além dos custos mais modestos dos Rovers que ainda hoje navegam pelas areias marcianas e, de facto, aproximam-se dos custos estimados para enviar uma missão aos satélites de Júpiter ou de Saturno, onde se sabe haver condições teóricas para a sustentação de formas de vida e onde a primeira missão à lua joviana Europa não deverá custar mais do que isso… Será que Marte pode competir com as promissoras luas Europa, Enceladus e Titã, quando tem recebido tanta atenção nos últimos anos e estas prometem tantas descobertas fascinantes e têm recebido comparativamente menos recursos que Marte.

Os novos destinos podem aproveitar com os problemas com o Mars Science Laboratory e ocupar o espaço deixado pelo vazio marciano que os seus desvios orçamentais irão provocar. Especialmente porque apesar de todos os orbitadores, rovers e landers atualmente em Marte, embora haja provas da existência de gelo de água e – talvez – de água líquida, ainda não houve sinais de vida em Marte, nem passada, nem presente, algo que começa a frustrar alguns exobiólogos e fazer surgir a crença de que é melhor começar a focar noutros locais do Sistema Solar.

Apesar disso, a missão que após o Mars Science Laboratory a NASA vai enviar a Marte parece mais ou menos assegurada. Trata-se da “Mars Atmosphere and Volatile Evolution Mission” (MAVEN) que será lançada em 2013 e que vai estudar o passado climático em Marte, concentrando-se especialmente na possibilidade ter albergado vida. Há também uma terceira missão marciana em estudo e que deverá ser lançada em 2016 e que poderá ser um orbitador construído em parceria com a ESA.

Fonte:
http://www.space.com/news/090323-nasa-mars-program.html

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A sonda Cassini ativa os seus motores de reserva

A sonda da NASA Cassini foi forçada a recusar ao sistema de propulsão de reserva. Já há algum tempo que os engenheiros de missão da NASA observavam uma sensível degradação do desempenho dos motores principais, em funcionamento contínuo desde 1997 até aos dias de hoje.

A Cassini realizou varias descobertas importantes no sistema de luas de Saturno e, sobretudo, enviou a sonda europeia Huygens até à misteriosa lua de Titã

Os propulsores principais da Cassini foram utilizados para correcções de rota e mudanças de atitude. Os motores de reserva agora ativados são – como os principais – em numero de oito e já foram ativados uma outra vez, durante a longa vida de onze anos da sonda. A sonda Cassini foi concebida para ter praticamente todos os sistemas redundantes, já que a estas distâncias… Não há estações de serviço disponíveis. Pelo menos sem homenzinhos verdes.

Concebida para uma missão que devia demorar apenas 4 anos, a sonda está hoje naquilo a que designa de “modo estendido” havendo planos para a manter ativa até pelo menos 2017, a custo anual de perto de 80 milhões de dólares.

Fonte:
http://www.space.com/missionlaunches/090312-cassini-backup-thrusters.html

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Um relatório da NASA sobre o desastre do Columbia revela falhas graves com os fatos e procedimentos da tripulação

//images.encarta.msn.com)

(O Columbia quando se desfazia in http://images.encarta.msn.com)

Um relatório da NASA sobre os últimos minutos do acidentado regresso à Terra do Shuttle em 1 de fevereiro de 2003 reconheceu a existência de problemas com os capacetes e fatos espaciais da tripulação do Shuttle Columbia que provocaram “traumas letais” à tripulação. A agencia disse também que ainda que tudo estivesse bem com os fatos espaciais, a tripulação não teria sobrevivido à destruição do Columbia. O relatório indica também um perigoso relaxamento dos procedimentos de segurança a bordo do aparelho: um astronauta não tinha o capacete, três não tinham as luvas do fato pressurizado e nenhum tinha os visores do capacete baixados no momento em Shuttle perdeu a pressão de cabine. Um astronauta, aliás, nem sequer estava sentado!

O mesmo relatório admite também que os astronautas souberam durante 40 segundos que tinham perdido o controlo do Shuttle antes deste se ter destruído e deles terem perdido a consciência. Pouco tempo para poderem reagir e fechar os seus fatos. O que talvez fosse uma sorte já que assim talvez tivessem sobrevivido durante alguns penosos minutos enquanto o Shuttle se ía desfazendo…

Fonte:
http://edition.cnn.com/2008/TECH/space/12/30/columbia.shuttle.disaster/index.html?eref=rss_tech

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A Google comprou um Alpha Jet

(Alpha Jet da FAP na base aérea de Beja in http://k53.pbase.com)

A Google tem agora… um caça a jato. Trata-se de um Alpha Jet, como este na fotografia que foi utilizado até finais de 2005 na Força Aérea Portuguesa) na missão de apoio aéreo ofensivo sendo então substituídos pelos F-16 da Esquadra 301. Atualmente são usados apenas nas missões de instrução avançada e acrobacia aérea. O Alpha Jet da Google está no aeródromo da Google em “Moffet Field”, em Mountain View. Durante algum tempo, o avião esteve no exterior da pista, mas agora foi resguardado dentro de um hangar, depois de terem surgido nos meios de comunicação as primeiras notícias sobre a sua existência… O jornal “New York Times” afirma que o avião vai ser recheado de instrumentos científicos para uso pela NASA, mas a Google já tem outros aviões a jato, como um Boeing 757, um Boeing 767 e dois Gulfstream V, todos estacionados em Mountain View, a alguns quilómetros da sede da empresa. Um dos CEOs da Google tem um brevet, pelo que não me admiraria muito se começassem a andar no Alpha Jet… Colocando em risco a sólida cotação das ações da Google, pois… Contudo, não seriam os primeiros CEOs de empresas de TI que andam em antigos jatos militares: Larry Ellison, o CEO da Oracle, também tem um antigo caça F-5 (como os que equipam a Força Aérea Brasileira) e voa sozinho nele sempre que está de feição para tal. Na Google, nenhum dos fundadores tem brevet, quem o tem é o CEO Eric Schmidt que é descrito pelo Times como sendo “um piloto ávido” e que provavelmente acabará por dar uma boleia aos dois fundadores da empresa,Larry Page e Sergey Brin.

A NASA tem no seu site oficial os acordos estabelecidos com esta subsidiária da Google que controla efetivamente a frota de aviões a jato da Google. Aqui, observamos que a Google (via H211) tinha um acordo com a NASA para… monitorizar a reentrada da cápsula europeia “Jules Verne” (ATV) quando este se autodestruiu na na atmosfera em Outubro de 2008! Aparentemente, o Alpha Jet vai ser usado para este tipo de fins! Para tal, contudo, terá ainda que receber ainda a instalação de câmaras de alta resolução, instrumentos de análise espectral e um detetor de infravermelhos.

Segundo os registos públicos, o Alpha Jet da Google está registado em nome da subsidiária H211 L.L.C. da Google e foi construído em 1982.

Bem, seja o Alpha Jet usado para missões da NASA ou para fins recreativos pelos abastados gestores da Google … Se quiser mesmo, pode juntar-se a este clube restrito de megamilionário que voam em antigos jactos de combate… Basta para tal que escolha um destes aviões disponíveis para venda na http://www.thorntonaircraft.com e começar a voar neles, captando ou não, dados para a NASA. Aqui no Quintus, já reservámos dois…

T-38A, N538TC

(Click to Enlarge)
Mfg. Serial No: 5881    USAF Serial No: 65-10462Airframe Time: 2003 TTSN
Wing Time: 2030 TTSN
Engine Times: 5 SOH, 481 SOH

Lowest time T-38 in the world,
now ready for paint and delivery

F-5B, N675TC

(Click to Enlarge)
Mfg. Serial No: 8064    USAF Serial No: 68-9085Airframe Time: 4095 TTSN
Wing Time: 4095 TTSN
Engine Times: 0 SHSI, 0 SHSI

Pre-moratorium two seat fighter,
ready to go

F-5A, N685TC

(Click to Enlarge)
Mfg. Serial No: 1009    USAF Serial No: 68-9108Airframe Time: 3331 TTSN
Wing Time: 3664 TTSN
Engine Times: 50 SHSI, 70 SHSI

Pre-moratorium single seat fighter, a gorgeous aircraft

Both the F-5 and T-38 offer superb performance, excellent flight characteristics, and unmatched safety records in military service. While there is a high level of commonality between these aircraft, the F-5 has a drag chute, large power disk brakes and provision for external fuel. On the other hand, the T-38 is lighter and has somewhat higher performance than the F-5. The range of the T-38 at 750NM is slightly greater than than that of the F-5 in the clean (tip tanks) configuration. However, the range of the F-5 can be extended to 850NM with the addition of an external centerline fuel tank. Take-off and landing performance of the F-5 is superior to that of the T-38 due to the drag chute and larger wheels and brakes of the F-5. In addition, the F-5 exhibits less buffet in the traffic pattern due to its leading edge flaps.

Fontes:
http://www.nbcbayarea.com/news/business/Googles_Newest_Plane_Is_A_Fighter_Jet_.html
http://bits.blogs.nytimes.com/2008/10/23/a-new-fighter-jet-for-googles-founders/
http://www.informationweek.com/blog/main/archives/2008/10/google_founders.html
http://www.mv-voice.com/news/show_story.php?id=951
http://www.thorntonaircraft.com/body/body.cfm?page_name=mil
http://www.nasa.gov/centers/ames/business/foia/H211_LLC.html
http://registry.faa.gov/aircraftinquiry/NNumSQL.asp?NNumbertxt=165XA&cmndfind.x=11&cmndfind.y=5

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Em pleno ambiente renovado de “Guerra Fria” com a Rússia, a NASA prepara-se para embarcar os seus astronautas em… cápsulas russas


(A cápsula Dragon da SpaceX in http://www.hobbyspace.com)

A NASA anunciou novos atrasos no seu programa de regresso à Lua… A “Orion“, a nave espacial criada par tomar o lugar da frota envelhecida para além do patamar do perigo máximo, como demonstraram até á exaustão os dois acidentes fatais com o Shuttle, sofreu novos atrasos e agora, em vez de ser lançada em 2013, será lançada pela primeira vez apenas em 2014.

Segundo responsáveis pela agência espacial americana, NASA, o atraso deveria-se a “dificuldades técnicas” a um orçamento pouco ambicioso.

O vôo de 2013 (agora atrasado até 2014) era um voo experimental, já que o primeiro voo efetivo da cápsula até à Estação Espacial Internacional (ISS) terá lugar apenas em Março de 2015, como previsto e como determinado inicialmente pelo Congresso dos EUA.

A “Orion” é a parte mais importante – juntamente com o novo lançador Aries – do programa espacial norte-americano designado como “Constellation” que tem como apogeu a construção de um novo lander lunar capaz de levar 3 astronautas até ao solo do nosso satélite natural.

Este atraso não parece colocar ainda em risco a data de entrada em funcionamento pleno da Orion, mas a margem de erro entre a disponibilização da nova cápsula e o primeiro lançamento da mesma, reduziu-se… E com ela a hipótese de os EUA terem que depender totalmente da Rússia durante mais um ano além do inicialmente previsto, isto é após o último voo do Shuttle em Maio de 2010… E isto dará aos EUA quatro anos voando os seus astronautas em naves Soyuz russas (pagando bilhete!) num contexto de regresso da Guerra Fria e de afastamento da Rússia dos principais fóruns de segurança internacionais… Ou a NASA começa a receber muito depressa os recursos necessários não para recuperar o atraso de um ano, mas para o transformar numa intensa aceleraçao ou o COTS consegue levar astronautas americanos para a ISS em 2011 (alguns concorrentes esperam realizar um voo de demonstração ainda em 2010, como a Orbital, a SpaceX ou a Rocketplane-Kistler). Ou seja… Ou os privados resolvem o problema para uma NASA que luta com a falta de fundos. A SpaceX prevê realizar o seu primeiro voo COTS com uma cápsula Dragon em 2009, mas enviar astronautas apenas a partir de 2010 e a Kistler lançará a sua primeira K-1 de demonstração em finais de 2008.

Fontes:
http://www.space-travel.com/reports/Space_Shuttle_successor_will_not_fly_before_2014_NASA_999.html
http://www.associatedcontent.com/article/908615/nasa_space_shuttles_last_flight_tentatively.html
http://www.nasa.gov/mission_pages/exploration/news/COTS_selection.html
http://www.orbital.com/AdvancedSpace/COTS/

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A NASA desvenda o mistério das “luzes lunares”

Ainda não há muito tempo, quem quer que declarasse ter vistos “luzes” na Lua era considerado um… lunático. Contudo, dados recentes, recolhidos pela NASA nos últimos dois anos provam que esses fenómenos ou “anomalias lunares” longe de serem o simples produto da imaginação fértil de alguns astrónomos ou dos estudos étereos de algum ovnilogista mais alucinado eram, de facto, bem reais… Com efeito, nesses dois anos, as observações da NASA registaram mais de uma centena de “luzes lunares”, ou melhor dizendo… explosões de meteoros ao tocarem no solo da Lua. Na Lua, a ausência de atmosfera faz com que até os mais pequenos meteoros cheguem intactos ao solo e uma pequena explosão correspondente à detonação de algumas centenas de quilos que TNT pode ser vista na Terra, por um telescópio amador de pequena potencia. Isso aliás, explica a numersa lista de “luzes lunares” registada ao longos dos séculos e onde alguns quiseram reconhecer a atividade de naves extraterrestres, bases alienígenas ou… bases militares secretas, havendo até quem sugerisse que eram a prova da existência na Lua de bases subterrâneas.. nazis.

A explicação é – sabemos hoje – bem mais prosaica e é ilustrada por esta fotografia recente, captada a 4 de janeiro de 2008, junto da cratera Gauss:

Este projeto tem como objetivo preparar o regresso do Homem à Lua, algo que a NASA espera conseguir antes de 2020 (ver AQUI) já que a queda de meteoritos sobre a expedição, sobre os engenhos espaciais que alunarem ou sobre qualquer outro tipo de instalações permanentes ou semi-permanentes que aqui se venham a construir pode colocar em risco todo o projeto e ameaçar a vida dos astronautas no local. É assim imperativo avaliar o risco, identificar a frequência destes fenómenos e planear respostas para estes riscos. Esse foi o propósito deste programa de observação lunar começado em 2005, logo que a Administração anunciou a decisão de regressar à Lua.

No passado, acreditava-se que estas explosões não poderiam ser o fruto de impactos meteóricos porque na Lua não havia oxigénio para as alimentar e isso apontava para a possibilidade de se tratar de atividade alienígena, mas na verdade, a energia cinética dos asteróides que tocam a superfície lunar é tão alta que estes normalmente colidem com a Lua a mais de 48 mil Km/h e a velocidades desta escala mesmo a colisão de um meteorito do tamanho de um seixo pode ser visto na terra e deixar uma cratera com várias dezenas de metros… a luminosidade resultante é assim produzida pelo aquecimento súbito do solo lunar e pelo derretimento do solo afectado.

Uma das conclusões inesperadas deste estudo foi que a maioria dos asteróides que colidem com a Lua o fazem fora das tradicionais “chuvas de meteoritos”, sendo estas responsáveis por menos de 1/3 de todos os impactos. Isto implica que é inútil planear a presença dos astronautas para uma época do ano onde não ocorram estas “chuvas” já que o risco é distribuído uniformemente ao longo de todo o ano. Outra conclusão é de que ainda os impactos sejam comuns, as probabilidades destes ocorrerem sobre um astronauta ou uma nave espacial são probalísticamente muito baixas. Poderão aumentar se se construirem bases lunares muitas extensas, caso em que estas deverão ser construídas no subsolo, como defesa destes acidentes. Restam ainda por esclarecer dúvidas quanto às chamadas “partículas secundárias”, resultantes do primeiro impacto meteorítico e que como a Lua não tem atmosfera e possui uma baixa gravidade, podem percorrer centena de quilómetros a partir do ponto de impacto e terem ainda a energia suficientes para atravessar um fato de astronauta.

Fontes:

http://science.nasa.gov/headlines/y2008/21may_100explosions.htm?=rss

http://www.nasa.gov/mission_pages/constellation/main/index.html

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As mensagens SMS são mais caras que as enviadas pelo Hubble!

Segundo o professor britânico Nigel Bannister da universidade de Leicester, as mensagens de SMS dos nossos telemóveis são, atualmente a forma mais dispendiosa de comunicação jamais desenvolvida pelo Homem. Os SMS são tão caros, que até os dados que o telescópio espacial Hubble custam várias vezes menos que os enviados através de mensagens de SMS.

O físico e astrónomo chegou a esta notável conclusão a partir do tamanho máximo de uma mensagem de SMS (160 caracteres), os quais consomem 140 bytes, custando assim um total de 477 euros por Mb. E isto considerando o custo médio por SMS no Reino Unido… Que nem é dos países onde essa tarifa é mais elevada (por exemplo, os EUA têm das tarifas de SMS mais elevadas do mundo). O custo dos SMS é particularmente escandaloso quando se compara o preço de transferir cerca de 500 Mb de dados via um contrato normal de acesso à Internet pela AT&T, onde custa 1 dólar ou via SMS, onde custa… 61 milhões de dólares! E recordemo-nos que às companhias de telemóveis o custo real de um SMS se aproxima do zero, já que se limitam a emiti-los quando a rede está desocupada de sinais de voz!

O professor Bannister questionou a NASA sobre os custos de transmitir um Mb desde o Hubble até ao solo, ao que esta respondeu que eram de 1,1 euro, em suma uma mensagem de SMS custa “apenas” 4,2 vezes mais do que se fosse enviada do telescópio Hubble! Imaginem agora a dimensão das margens dos operadores neste serviço! Por isso é que os operadores ficam tão ansiosos durante a época de Natal e de Ano Novo e por isso é que incentivam tanto o negócio das mensagens de texto!

Fontes:

http://www.theregister.co.uk/2008/05/14/txts_r_v_pricey/

http://www.boingboing.net/2008/05/12/sms-data-rate-is-4x.html

http://gthing.net/the-true-price-of-sms-messages/

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A ASU da Estação Espacial avariou… Correcção: A Sanita da Estação Espacial avariou


(A Sanita de “gravidade zero” da ISS, ou “ASU” in http://astronomy.neatherd.org)

Decorre neste momento um drama a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS): a única casa de banho da Estação Espacial está avariada. Conhecida pelo nome algo pomposo deASU (Ассенизационно-Санитарная Установка, ou “Waste Management System”)

Este problema trivial e relativamente comum em Terra é grave para a Estação, porque ao contrário de nós, a ISS não pode chamar um canalizador e substituir simplesmente a sanita avariada, mas tem que esperar pacientemente (ou “impacientemente”) pela próxima visita do shuttle Discovery para que este transporte uma nova sanita espacial… Ou melhor, componentes para uma nova, já que o Shuttle já vai transportar o grande laboratório espacial japonês Kibo com as suas 4,2 toneladas e a sua carga se encontra já muito perto dos limites do Discovery.

A sanita, construída na Rússia, como a maioria dos componentes mais básicos da Estação, deixou de funcionar em meados de Maio quando uma ventoinha deixou simplesmente de funcionar, após a emissão de “um ruído muito alto” e a parte de “gestão de resíduos líquidos” (urina…) deixou de funcionar, a “gestão de resíduos sólidos” (excrementos…) felizmente, permanece operacional. O problema já tinha acontecido várias vezes no passado, mas sempre foi resolvido e foi descrito pela NASA como “a unidade deixou de providenciar sucção”, algo essencial já que a ISS está a gravidade zero e não se pretende que gotas de urina fiquem soltas, flutuando pela Estação… Desta vez, contudo, tal não tem sido possível e a única solução aparente da avaria passa pela substituição de todo o equipamento.

A tripulação da ISS, composta atualmente apenas por 3 astronautas, um número que deverá subir brevemente, tornando ainda mais agudo o problema, tem resolvido a questão de forma provisória visitando a cápsula Soyuz que está atracada à ISS, a qual tem a sua própria sanita, mas com muito menor capacidade que a da ISS, o que quer dizer que foram forçados a espalhar a sua urina em sacos que estão a guardar algures na apertada Estação Espacial.

E quem disse que a vida de astronauta era só glamour?…

Fontes:

http://www.cnn.com/2008/TECH/space/05/27/space.toilet.ap/

http://www.theregister.co.uk/2008/05/28/iss_asu_failure/

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O blog retrata os meus pensamentos do dia a dia e as minhas paixões, o FLOSS, a política especialmente a dos EUA, casos mal explicados, a fotografia e a cultura Japonesa e leitura, muita leitura sobre tudo um pouco, mas a maior paixão é mesmo divulgação científica, textos antigos e os tais casos ;)