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A “Petição CONTRA as comissões sobre Levantamentos em ATMs (Multibanco)”: O Fim da Novela da Banca contra os utentes do Multibanco?

Por volta do ano 2000 – quando alguns ainda temiam o fim do mundo provocado pelo então famoso “Bug do ano 2000” – criei a petição “Petição CONTRA as comissões sobre Levantamentos em ATMs (Multibanco)” que foi alvo de diversos reenvios por correio eletrónico ao longo dos anos, artigos na imprensa (Destak, Expresso, etc.) e que chegou nomeadamente à Assembleia da República, dando origem a um Projeto-Lei do PCP. Agora, com o ressurgimento da questão pela via da aparição de uma taxa por parte dos comerciantes a quem faça pagamentos por cartão, a “taxa ao Multibanco” reapareceu. É verdade que a maioria dos comerciantes não parece pretender aplicar esta taxa, mas esta nova abertura para o pagamento de uma taxa por parte dos comerciantes recordou a muitos a anterior manobra dos Bancos para a imposição de uma taxa aos pagamentos por Multibanco.

Inicialmente, e perante o ressurgimento desta questão o ministro Teixeira dos Santos começou por prometer legislação contra as taxas no Multibanco. Depois, disse que iria apenas “usar” a CGD para impedir as taxas, instruindo-a para não as aplicar e assim, pela via da concorrência, bloquear eventuais taxas por parte da Banca privada. Mais recentemente, numa política de navegação à bolina clássica da governação PS “pós-fase autoritária”, eis que la se legisla de forma a impedir que a Banca venha eventualmente a impor tais taxas.

Será então o fim de uma novela que os Bancos começaram na década de 90 com as primeiras tentativas (por parte do BCP) para imporem uma “taxa ao Multibanco” quando o levantamento fosse feito numa ATM de um outro Banco. A atual barreira legal vai parar com movimentações bancárias que estavam agora a ressurgir novamente com a alegação de que “somente em Portugal é que não se pagam estas taxas”. A comparação é obviamente falaciosa. Não se pode comprar o grau de desenvolvimento económico dos países do norte da Europa com o português, nem se pode escamotear as reduções de pessoal e de custos de funcionamento que a Banca logrou com a generalização do Multibanco: experimente ir hoje pessoalmente a um balcão de qualquer Banco e aposto que dificilmente será atendido em menos de meia hora. Isso era inaceitável há apenas alguns anos… O sistema Multibanco representa uma escala fantástica de poupanças para os Bancos e logo é ridículo e fruto de uma enorme desfaçatez invocar os seus “custos” para alegar a necessidade de impor uma dada taxa, esquecendo de forma imoral todas as poupanças que tal sistema concede à Banca.

Fonte:
http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1421662http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1401538

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Categories: Portugal, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: | 36 comentários

Petição Online: Por uma força lusófona de Manutenção de Paz

O Espaço Lusófono deve ser um espaço de Paz e, nessa medida, um exemplo para o mundo. Infelizmente, ainda não chegámos ao tempo em que a Paz se garanta sem o recurso a forças policiais e militares. Obviamente, a verdadeira Paz está para além disso – deve ser, sobretudo, resultado de uma contínua acção cívica e cultural. Mas, para que essa acção cívica e cultural produza efeito, é necessária a existência de condições mínimas de segurança e estabilidade.

Os recentes acontecimentos trágicos em Timor-Leste deixaram uma vez mais evidente que existe a necessidade imperiosa de uma força policial e militarizada de manutenção de paz que, no quadro da ONU, possa agir no espaço da CPLP com a eficácia, imparcialidade e compreensão da realidade local que outras forças não lusófonas, naturalmente, não podem ter. Sem que isso exclua, obviamente, uma mais ampla acção no plano cívico e cultural, que deve mesmo ser reforçada.

Esta força já demonstrou a sua necessidade durante o anterior conflito na Guiné-Bissau, quando uma pequena flotilha portuguesa foi capaz de realizar uma missão decisiva nesse país africano e agora tornou a sentir-se a sua ausência em Timor.

A CPLP tem actualmente um estatuto muito mais administrativo, formal e protocolar do que seria de esperar para quem defenda a aproximação lusófona e é nossa convicção de que tal estrutura – simultaneamente policial e militar – deveria surgir no seio da CPLP e dos países que a compõem para criar uma força de reacção rápida capaz de acorrer a qualquer emergência de segurança.

Esta força poderia incluir, tanto quanto possível, unidades policiais oriundas de todos os países lusófonos, de Timor a Cabo Verde e forças navais brasileiras e portuguesas, para além de forças especiais angolanas, brasileiras e portuguesas e um componente de combate e transporte aéreo, de muito rápida intervenção em qualquer país lusófono. Pela própria natureza multinacional desta força, não haveria espaço para que surgissem críticas de “imperialismo” ou de defesa de interesses económicos ou particulares, como sucede frequentemente com missões assumidas pela NATO, Rússia ou pelos países anglo-saxónicos.

Esta força policial e militar poderia, inclusivamente, potenciar a CPLP até um novo patamar de intervenção e participação no mundo e alavancar a defesa da presença do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, bem como prefigurar, a uma nova escala, a formação de uma verdadeira Comunidade Lusófona, enquanto espaço de paz e segurança para todos os povos que o destino quis unir por esse fio de Ariadne chamado “língua portuguesa”.

Se concorda com a criação desta força policial e militar de manutenção da paz da CPLP, assine esta Petição carregando AQUI.

Desde já nos comprometemos a apresentar esta petição a todas as autoridades competentes, nomeadamente, à CPLP.

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO

Comissão Coordenadora

Nota de apresentação:
O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI (novaaguia.blogspot.com), projecto que conta já com quase quatrocentas adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges, Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar no nosso blogue (novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.

Se concorda com esta petição, pedimos-lhe que a reenvie.

Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um mail para:
adesao@movimentolusofono.org

Indicando nome, e-mail e área de residência.

P.S.: Quanto à eficácia de petições como esta recordo que outra, a petição CONTRA as comissões sobre Levantamentos em ATMs (Multibanco) já reuniu perto de 200 mil assinaturas, despertando por várias vezes o interesse dos Media e alcançando mesmo o feito de levar à apresentação de uma Proposta de Lei que será debatida brevemente na Assembleia da República.

Categories: Movimento Internacional Lusófono | Etiquetas: , , , | 7 comentários

O “Bank of America” dos EUA cobra… 3 dólares por cada levantamento no Multibanco


(http://blogs.guardian.co.uk)

Enquanto que em Portugal a Petição CONTRA as comissões sobre Levantamentos em ATMs (Multibanco) ultrapassa as 148 mil assinaturas, nos EUA, um dos maiores bancos do país aumentou no final de 2007 a taxa que cobrava por cada levantamento em ATMs de 2 dólares, para 3, e isto apenas alguns meses depois de ter lançado esta taxa, em Agosto. Actualmente, o Bank of America cobra a mais alta taxa da indústria e isso quer dizer que os demais concorrentes lhe irão seguir os passos… E uma vez que se trata do banco americano com a maior rede de ATMs dos EUA com mais de 16 mil localizações isso implicará que se em cada ATMs foram realizados, digamos… 30 levantamentos por dia = 30 * 3 = 90 dólares * 16000 = 1 440 000 dólares diários!… O que explica muito da insistência dos bancos deste mundo em implementarem taxas deste género…

O Banco declarou que o aumento iria compensar o Banco pelo “investimento” realizado na actualização e expansão da rede de ATMs.

O USA Today apresenta aqui uma interessante lista do valor destas taxas: todas oscilam entre os 2 e os 2,5 dólares… Um valor muito semelhante aos 1,5 euros que se tem falado como sendo o possivel valor que a banca portuguesa se estaria a preparar para cobrar em cada levantamento… De modo semelhante a estes rumores, também, o banco declarou que a taxa de aplicaria apenas a pessoas que não fossem clientes do Banco como forma de “reduzir o tempo de espera em fila para os seus clientes”, declarou Betty Riess, a sua porta-voz. (espera! não era para “compensar pelo investimento”?!)

Fonte:
USA Today

Categories: Economia, Política Internacional, Portugal | Etiquetas: , | 19 comentários

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