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Trabalhar em Moçambique (e em Angola… com algumas adaptações)

1. Introdução

Estima-se que existam hoje em Moçambique mais de dez mil imigrantes portugueses. Por comparação com Angola (onde se crê que o número ultrapasse os 250 mil) o número sempre foi reduzido, mas não para de aumentar desde 2008, incentivado pelo crescimentos dos setores agrícola e de turismo. A maioria dos imigrantes portugueses em Moçambique são hoje empresários ou trabalhadores altamente qualificados que cumprem períodos relativamente curtos de trabalho, regressando a Portugal ao fim de 2 ou 4 anos, na sua maioria.

Esta tendência de crescimento foi especialmente notável em 2010, quando o Ministério do Trabalho moçambicano registou um aumento de 30% do numero de requerimentos de autorização de trabalho.

A área da construção civil tem também estado particularmente ativa devido a uma serie de projetos que arrancaram em 2010 como o novo Estádio Nacional, a modernização do Aeroporto Internacional de Maputo, para além de uma multiplicidade de projetos de exploração e prospeção de petróleo, gás natural e minérios que se estendem hoje um pouco por todo o território moçambicano.

Em termos de comunidades migrantes, a mais numerosa é a sul-africana, que em 2010 receberam 2718 autorizações de trabalho. A segunda comunidade é a portuguesa com 1524 autorizações (12.85%) seguindo-se a Índia com 1293 migrantes.

No que respeita ao povo moçambicano este é um dos povos mais amistosos de África, especialmente para com os portugueses. Maputo reúne a maioria dos expatriados, sobretudo por causa das dezenas de ONGs internacionais que fizeram da capital moçambicana a sua base de operações.

Apesar do crescimento económico sustentável dos últimos anos, Moçambique tem ainda graves problemas socio-económicos por resolver. A pobreza é quase endémica, as infra-estruturas ainda são fundamentalmente as mesma da era colonial, a burocracia absolutamente atroz e o sistema de Saúde quase completamente inoperante. Na prática, todos os expatriados dependem da África do Sul quando são confrontados com uma qualquer situação urgente. Para situações graves, mas menos urgentes há sempre um voo para Lisboa…

A influencia da cultura portuguesa em Moçambique é muito forte ainda que densamente matizada com a influencia inglesa através da Rodésia (Zimbabué) e da África do Sul. Alguns brasileiros radicados em Moçambique afirmam que a cultura local é mais formal do que aquilo a que estão habituados no seu país e queixam-se da incompreensão e dos mal entendidos que assim são criados. Segundo eles, tal deve-se à influencia portuguesa na sociedade moçambicana.

2. Decidindo

Antes de tomar a decisão, fale com o maior numero possível de pessoas que estiveram ou estão expatriados no país. Tecer uma rede contactos e apoio local pode mais tarde vir a revelar-se crucial para o sucesso do seu projeto.

3. Remunerações

No que respeita ao vencimento tem que ter em conta as desvalorizações do dólar em relação ao euro, que podem ter um reflexo muito sensível no quanto vai receber de facto, ao fim de cada mês. Não esqueça nunca os Benefícios e verifique se é possível receber parte do vencimento em euros.

Os quadros superiores têm frequentemente englobados no pacote remuneratório a habitação, o carro (com ou sem motorista), e para aqueles que levam consigo filhos, os custos do colégio.

É muito frequente que o pacote remuneratório inclua viagens, devendo-se escolher à partida a companhia aérea em que se pretende viajar.

Verifique se a empresa oferece uma casa perto do local de trabalho e que tipo de condições esta oferece. Muitos expatriados começam por viver em Casas de Hospedes ou em apartamentos alugados pela empresa e que alojam os vários quadros técnicos ao seu serviço.

Em termos padrões (atenção: usando referências angolanas. As referências moçambicanas são inferiores):
Um Administrador recebe entre 15000 e 20000 dólares
Com 4 viagens/ano em Executiva

Com Despesas:
Casa de 10000 dólares
Empregada 300 dólares
Alimentação1500 dólares
Carro 450000 com motorista
Segurança250 dólares
Escola 1000 dólares

Um Quadro Médio entre 10000 e 15000 dólares
Com 3 viagens por ano em Executiva
Com Despesas:
Casa 6000 dólares
Alimentação1000 dólares

Um Técnico entre 4500 a 6000 dólares
Com 2 viagens por ano em Económica
Com Despesas:
Apartamentos da empresa
Empregada
Alimentação1500 dólares
Carro 35000 dólares com motorista
Segurança250 dólares
Escola 1000 dólares

Deve-se evitar o câmbio informal, de rua. Não é seguro e tem que estar especialmente atento a enganos na “taxa de cambio”. Prefira sempre fazer o cambio em casas de cambio oficiais ou em Bancos. Evite levar moeda local para fora do país.

4. Trabalhando no norte de Moçambique

Nampula é uma das cidades mais importantes da região norte de Moçambique. É uma das cidades mais tranquilas do país, particularmente calmo e seguro, mas onde a pobreza é claramente mais intensa que na capital.

A feira domingueira é um dos principais pontos de interesse da cidade, predominando aqui os artigos em segunda mão deixados expostos no chão de terra batida.

5. Fiscalidade

Mais detalhes sobre este importante aspeto da expatriação podem ser obtidos através do numero 707 206 707. Existe um acordo de dupla tributação entre Portugal e Moçambique que deve ser consultado a este respeito, mas podemos adiantar algumas informações:

A. Em Moçambique, os rendimentos são alvo dos impostos em vigor no país (retenções e segurança social), sendo normalmente uma parte destes rendimentos transferidos regularmente para Portugal.

B. Todo o vencimento bruto auferido em Moçambique tem que ser declarado em Portugal (e não somente a parte que é transferida para Portugal).

C. As remunerações são geralmente pagas em dólares, como em Portugal a moeda em uso é o Euro, no IRS no Anexo J deve-se usar a cotação do dólar conforme ela estava no ultimo dia do ano. Será também aqui, neste anexo J, que se colocam para efeitos de evitar a dupla tributação, os impostos ja pagos em Moçambique.

D. Nenhuma despesa realizada em Moçambique pode ser dedutível no IRS em Portugal.

E. A taxa a aplicar sobre os rendimentos de trabalho dependente aplica-se sobre a totalidade do rendimento, independente da percentagem deste que seja transferida para Portugal.

Os impostos em Moçambique não são – nem de perto – tão pesados como em Portugal. Existe imposto sobre os rendimentos que pode chegar a um máximo de 32% e IVA, mas de apenas 17%.

6. Transportes

Ao entrar e sair do aeroporto de Maputo deve pagar-se sempre o visto, num valor de 25 dólares em dinheiro certo, já que não é usual darem troco. Como em qualquer outro país africano podem pedir “gorjeta” em vários pontos do aeroporto, antes do embarque, pelo que se deve ter sempre algum dinheiro trocado nos bolsos. É também comum que procurem revistar a bagagem, procurando “irregularidades” que, por vezes, não passam de uma forma de procurar captar alguma gratificação.

7. Visto

Os Vistos de Trabalho são geralmente tratados pelas empresas contratadoras. Existem varias regras – algo restritivas – quanto ao emprego de estrangeiros obrigando a empresa a justificar porque é que está a contratar um estrangeiro em vez de um nacional.

Os Vistos de Trabalho são emitidos por 30 dias, sendo prorrogáveis até 60 dias.

8. Saúde

Ao chegar de avião deve ter consigo o boletim de febre amarela em ordem.

A maior parte dos expatriados têm seguro de saúde que garantem o acesso a clínicas privadas. Estas asseguram os cuidados mais básicos de saúde, mas em casos mais graves a opção correta é viajar até Portugal ou à África do Sul. Como na maior parte dos países da região, há que ter cuidados com a malária, recomendando-se todas as vacinas que a “consulta do viajante” (disponível em vários hospitais públicos portugueses) recomendar. Todas as vacinas devem estar atualizadas, especialmente as do tétano, difteria e hepatite A.

Leve consigo uma ampla farmácia, com todo o tipo de medicamentos que puder recolher e transportar. Não há muitas farmácias em Moçambique e poucas têm o mesmo tipo de oferta de medicamentos que se encontra na Europa. Leve também protetor solar em doses abundantes.

O uso de repelente é aconselhável assim como o uso de roupa (especialmente ao fim da tarde) que cubra os braços e as pernas.

O consumo de água deve ser cuidadosamente encarado. Idealmente, consuma apenas agua engarrafada e aberta à sua frente. Evite saladas e alimentos crus, incluindo-se o gelo nas bebidas e a agua dos cafés.

9. Segurança

Em qualquer país africano, é preciso ter alguma atenção com a segurança. Existe crime, mas não aos níveis de algumas cidades europeias. Mesmo na metrópole, Maputo, é seguro andar a pé de dia na rua. Mas devemos exibir objetos que aticem a cobiça alheia. Muitos expatriados optam por terem um segurança privado, pelo menos nos primeiros tempos. Não é aconselhável realizar chamadas de telemóvel na rua nem transportar malas de computador.

Deixe sempre as janelas e portas fechadas e evite caminhos que desconhece. Sobretudo, nunca se aventure sozinho em zonas que conhece mal, especialmente nas cidades mais populosas.

Em caso de encontrar algum problema (por exemplo, um acidente de viação) chame a polícia e se se tratar de um caso mais grave, contacte a embaixada. As empresas que contratam expatriados têm contratos com empresas locais de segurança que pode usar para obter serviços pessoais de segurança.

10. Levar a Família

Se pensar em levar a família consigo, tem que acautelar essa hipótese com o devido cuidado. Muitos optam por estarem alguns meses expatriados, antes de levarem a sua família. Ter em consideração que não existe rede publica de transportes digna desse nome e que o carro é o meio de transporte principal. Há também que ter em conta a duração do visto de trabalho e perceber se compensa deslocar toda a família durante a sua duração.

Levar crianças, implica inscrevê-las num colégio privado, dadas as lacunas que apresentam ainda as escolas públicas. Não é raro negociar este aspecto com a empresa já que há poucas vagas e o horário escolar não corresponde ao horário laboral, em consequência há também que encontrar atividades de tempos livres (com preços entre os 200 e os 400 dólares mensais).

11. Mudar de Trabalho

Como o Visto de Trabalho está associado à entidade empregadora mudar de emprego implica uma viagem a Portugal para obter o novo visto. Embora existam formas alternativas e informais de evitar essa deslocação.

12. Telemóveis, Computadores e Internet

Evitar andar na rua com malas de computador. Instale equipamentos de estabilização de corrente na casa para fazer face às frequentes flutuações de corrente elétrica. Se possível, use apenas equipamentos com baterias ou pequenos UPSs.

Os cartões de recarga para telemóveis estão amplamente vulgarizados em Moçambique. Verifique se compra cartões por ativar. Frequentemente, os expatriados compram um telemóvel de baixo custo em Moçambique e usam neste os cartões SIM das operadoras locais reservando os cartões e telemóveis comprados na Europa para uso quando regressam ao Velho Continente.

13. Etiqueta

Em reuniões de negócios, recomenda-se o uso de fato escuro e gravata. O uso de cartões de visita é tão comum como na Europa. Em conversas informais e de negócios, evite criticas políticas e respeite as hierarquias com o maior formalismo possível.

14. Línguas Locais

O português é comummente usado em Moçambique. As diversas línguas locais não são em principio necessárias para os expatriados, mas o conhecimento de alguns dos seus rudimentos podem permitir o encetamento de relações de amizade e a abertura de relações comerciais ou de negocio que o domínio exclusivo do português não consegue suprir.

Em Moçambique falam-se cerca de 15 línguas, entre as quais se destaca o Changana, falado no sul do país e o Nyungue, utilizado na região de Tete.

15. Tempos Livres

Existem varias formas de preencher os tempos livres em Moçambique. As numerosas belezas naturais do país transformando o expatriado quase automaticamente num viajante. Em Maputo existem vários bares e restaurantes de qualidade. Discotecas, centros culturais, clubes, cinemas e um centro comercial são outras opções populares e muito procuradas pelos locais e pelos estrangeiros radicados no país. Nos restaurantes, evite gelo, saladas, ovos, maioneses e manteigas.

Existem alguns supermercados de qualidade para além dos vários mercados ao ar livre, raramente frequentados por estrangeiros.

A praia está poluída e é pouco frequentada, tanto mais porque a alguns quilómetros para sul existem praias de grande qualidade.

16. Habitação

Geralmente, os expatriados residem em casas alugadas pelas empresas empregadoras, não sendo raros preços da ordem dos 1 e 3 mil dólares mensais para um apartamento de dois quartos em Maputo.

A terra é propriedade do Estado, mas a maioria dos moçambicanos compra casas e apartamentos.

A escolha de uma casa – quando existe essa opção – deve combinar vários fatores: localização em relação ao local de trabalho, segurança da zona, existência de gerador, reservatório de agua e bomba de água. A maior parte dos prédios não tem elevador, pelo que deve avaliar se aceita residir num andar muito acima do 3o ou 4o. Se alugar você próprio, verifique a conformidade dos documentos de propriedade consultando o advogado da sua empresa ou um advogado local de confiança. É frequente, pagar a renda antecipadamente 6 ou 12 meses.

17. Custo de Vida

O custo de vida para os estrangeiros é alto. Não tão alto como em Angola (onde se bateram à muitos todos os limites da razoabilidade), mas ainda assim considerável. A esmagadora maioria dos produtos disponíveis no comercio em Moçambique é importada, o que explica parcialmente os elevados preços ao consumidor.

No comércio, o uso do dólar é frequente, sendo comum pagar habitação, transportes e educação em dólares.

Os preços nos supermercados são normalmente entre 2 a 3 vezes mais altos que os dos produtos equivalentes comprados em Portugal.

18. Trânsito

Em Moçambique, conduz-se pela esquerda, por influencia das antigas colónias britânicas que rodeiam este país lusófono praticamente por todos os lados. Isto implica um período de adaptação, para quem é condutor, mas também para quem é peão, já que os automóveis se apresentam também eles de uma direção diferente do transito…

É também comum ver pessoas caminhando nas estradas, especialmente de noite, assim como animais.

No geral, as estradas estão bem conservadas, ainda que existam alguns segmentos no interior a carecer de intervenção urgente.

19. Contactos que deve recolher e ter sempre consigo

Consulados e embaixadas
Clínicas Médicas
Linhas aéreas internas regionais
Restaurantes

Fontes:
http://www.portaldogoverno.gov.mz/Servicos/migracao/
http://www.newwayrelocation.pt/training/Intra/pt_Mozambiqueseminar.asp
http://www.portaldogoverno.gov.mz/noticias/news_folder_sociedad_cultu/janeiro-2011/aumenta-numero-de-estrangeiros-que-querem-trabalhar-em-mocambique/
http://expatriados.wordpress.com/2008/06/16/mocambique-para-principiantes/
http://www.mochileiros.com/mocambique-perguntas-e-respostas-t30096.html
http://economico.sapo.pt/forumbolsa/index.php?topic=19417.0
http://imigrantes.no.sapo.pt/page6Cont.html
Livro “Trabalhar em Angola” de Hermínio Santos

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Notas sobre o Encontro com a Comunidade do Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza de 27 de novembro em Lisboa

Armando Guebuza (http://www.itnewsafrica.com)

Armando Guebuza (www.itnewsafrica.com)

Tive hoje o privilégio e a honra de ser convidado para o encontro do Presidente da Republica de Moçambique, Armando Guebuza com a comunidade moçambicana radicada em Portugal.

Não vou resumir aqui o discurso do presidente, nem dos demais governantes e responsáveis governativos que acompanharam Guebuza nesta sua viajem. Deixou aos repórteres profissionais e às televisões que estavam presentes. Mas vou deixar aqui, no Quintus, algumas notas que me impressionaram muito particularmente:

1. O Presidente esteve durante todo o evento sem qualquer segurança visível. Confiou inteiramente a sua segurança pessoal e a da sua equipa governamental que incluía ministros tão importantes como dos Negócios Estrangeiros, das Finanças, das Obras Publicas, para alem de vários diretores gerais, ao grupo de proteção de VIPs da PSP. A opção denota uma elevada confiança em Portugal e nos Portugueses que não encontramos em muitos chefes de Estado de grandes países europeus “amigos” que nunca dispensam a sua segurança pessoal.

2. Durante o encontro, o Presidente moçambicano fez varias intervenções. Em nenhuma (ao que pude observar) seguiu um discurso escrito. Independente do trabalho de assessores especializados em que outros Presidentes estão viciados (e lembro-me de certo Presidente que mora para os lados de Belém) Guebuza falou sempre de improviso. Franco, direto, espontâneo, evitando os arabescos discursivos, os ocos tecnicismos e recorrendo abundantemente às analogias e ao discurso popular, o Presidente moçambicano repetiu em Lisboa o faz no seu país: adaptou o discurso aos seus ouvintes, sem pudores nem falsos intelectualismos.

3. Logo no discurso de abertura o Presidente fez questão de passar o microfone aos ministros e diretores gerais que o acompanhavam e estavam sentados nas primeiras filas. Um por um, disseram o seu nome e cargo aos presentes, passando depois o microfone para o governante sentado ao lado. Desculpem a estranheza, mas nunca vi este informalismo e proximidade na Europa… e gostei.

4. O encerramento do encontro consistiu na intervenção de oito participantes, saídos da audiência, sete moçambicanos radicados em Portugal e uma portuguesa, Luís Janeirinho da associação Sphera Mundi e do Conselho Consultivo do MIL. Os intervenientes falaram para o microfone do palanque, com pedidos diretos, uns pessoais a propósito da legalização de familiares, do fim dos voos da LAM para Lisboa, dos problemas com os financiamentos dos bolseiros, da necessidade de rotatividade partidária em Moçambique, etc, etc. Pelo meio Guebuza ia tomando notas e enviando membros do governo para obter mais dados junto dos intervenientes. Estes apelos – que numa leitura europeia podem ser considerados “ingénuos” – de facto são um reflexo de uma sociedade onde o informalismo do Poder ainda é dominante e onde a separação entre a elites políticas e as massas governadas não é tão grande como a europeia.

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Sobre a situação dos Vistos de Residência em Moçambique

“As autorizações de residência para os estrangeiros em Moçambique aumentaram de seis para 800 euros, o que equivale a mais 13333%. A mudança está a causar incómodos junto das ONG, bem como na CPLP. (…) Já a cônsul de Portugal em Maputo tinha chamado a atenção para o caso. Graça Gonçalves Pereira acusou o Governo de Moçambique de não aplicar o acordo firmado em Brasília, em 2004, pelos Estados-membros da CPLP, que isenta os cidadãos desses países de pagarem taxas e emolumentos no preço das autorizações de residência.”
Sol 18 de fevereiro de 2011

Embora seja geralmente Portugal quem – entre os países da CPLP – recebe mais críticas, a verdade é que Portugal está comprometido pelo Acordo de Schengen a não estabelecer sozinho este tipo de acordos. Conseguiu – após muita pressão – que a Europa concedesse uma excepção no caso do Brasil, mas a tentativa de que esse regime de excepção fosse alargado a Angola (em primeiro lugar) ainda não foi coroada de sucesso.

Mas Moçambique não tem as mesmas limitações que Portugal. Este recente, escandaloso e absurdo aumento dos custos dos Visas não encontra qualquer outra justificação além de uma cega e oportunista manobra para aumentar subitamente receitas. Tal aumento é, ademais, injusto, porque se aplica de igual forma a empresários, turistas e a voluntários e representantes de ONGs… E viola o espírito e a letra do Acordo de Brasília de 2004.
Esta situação dos Visas em Moçambique é escandalosa e merece o nosso mais veemente protesto.

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O fenómeno da imigração em Moçambique

“O fenómeno (da imigração para Moçambique) tem aumentado desde que a Ethiopian Airlines começou a voar para Moçambique há cerca de um mês. (…)
A verdade é que a emergente economia de Moçambique, a sua estabilidade política e a fraca fiscalização dos pontos de entrada no país são um chamativo para muitos. (…) no Centro de Refugiados de Maratane, em Nampula, entram diariamente 500 pessoas, na sua maioria somalis e etíopes.”

Sol, 21 de janeiro de 2010

Ainda não foi há muito tempo que os emigrantes moçambicanos na África do Sul eram alvo de xenofobia por parte dos seus vizinhos étnicos e linguísticos. Agora, devido à estabilidade económica e política que atravessa (não sem escolhos) este país lusófono do Índico, eis que Moçambique se torna também ele num destino privilegiado de refugiados que abandonam os “estados falhados” do Continente em busca de melhores condições de vida e da mais básica… sobrevivência. País de emigrantes (como Portugal), Moçambique não tem o direito moral de expulsar essas gentes. Tem o dever de as acolher, de as procurar integrar e de lhes dar condições para regressarem aos seus países de origem logo que ali se criem as condições para que possam regressar em paz e segurança.

Saber que Moçambique é hoje um país de acolhimento para refugiados de países tão distantes como a Eritreia ou a Somália é uma boa notícia. Reflete os sucessos no desenvolvimento deste nosso irmão lusófono e é motivo de orgulho para toda a Lusofonia.

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Breve resenha da situação económica de 4 países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde e Moçambique

Através de uma análise realizada pela “Espírito Santo Research” eis uma análise do estado da economia de alguns países, onde destacamos a situação económica em alguns países da Lusofonia:

Angola:
Com uma população que ronda já os 18 milhões e um PIB per capita de 4792 euros, Angola é hoje uma das maiores potencias económicas da Lusofonia. A economia deste país está, contudo, perigosamente dependente dos hidrocarbonetos, que alimentam toda a economia. Há, decerto, um grande dinamismo na construção civil que se propagou aos serviços e até ao setor agrícola, mas tudo depende do petróleo e esta dependência acentuou-se até no último ano. Recentemente, o FMI emprestou a Luanda 1.4 mil milhões de dólares, o que veio equilibrar
a balança corrente angolana.

Brasil:
Os quase 194 milhões de habitantes do Brasil fazem deste país o grande país da Lusofonia. Apesar dos muito notáveis avanços, o PIB per capita continua com um valor que ainda deixa a desejar de 7500 euros. O desemprego no Brasil recuou mesmo durante a atual recessão global e encontra-se agora bem perto do limite apontado como “sistémico” de 5% com os 6.7% de agosto de 2010.

A economia brasileira floresce com uma forte procura interna e apesar de uma inflação que começa a preocupar os economistas menos otimistas. A atual guerra cambial em que a China e os EUA recentemente se envolveram está a perturbar as exportações brasileiras e se esta se agravar (por exemplo, com a entrada do Euro nestas lides) o crescimento do Brasil poderá ficar comprometido.

Cabo Verde:
Este país lusófono está muito dependente das importações de energia e alimentos, dois setores onde existe um grande défice entre o consumo e a produção. Esta situação decorre não somente do facto de o país ter solos muito pobres e escassas capacidades de produção de energia, mas também de ser a Economia mais tercializada de todo o espaço económico lusófono com mais de 70% do PIB pertencem ao setor do Turismo (Portugal, outro país lusófono severamente tercializado retira do Turismo apenas 13% do PIB). As remessas dos emigrantes (a maioria dos caboverdianos vivem fora do seu país) compensam contudo este défice comercial que um débil setor industrial (têxteis, calçado e pescas) não consegue ter um peso significativo. Apesar destas limitações, a estabilidade governativa, a boa governança e o crescimento do investimento direto estrangeiro, tornam Cabo Verde no país africano lusófono com melhores perspetivas de desenvolvimento económico e social a curto prazo.

Moçambique:
Em tempo de recessão, Moçambique apresenta valores elevados do crescimento económico, que se manterão a médio prazo, principalmente devido aos mega-projectos em torno do aproveitamento dos recursos minerais. A diversificação sectorial da economia, relevante para o perfil exportador do país, relativamente concentrado, incentivará o dinamismo da economia moçambicana, gerando um crescente número de oportunidades.

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=454525

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A pirataria somali chega a Moçambique. E onde está a “Força Lusófona de Manutenção de Paz”?

Fuzileiros moçambicanos em instrução (http://northshorejournal.org)

Fuzileiros moçambicanos em instrução (http://northshorejournal.org)

O navio pesqueiro moçambicano Vega 5 foi capturado por piratas somalis quando navegava nas águas entre a costa moçambicano e a da Madagáscar. O navio foi depois avistado ao largos do arquipélago das Comores, sendo rebocado por um barco pirata e nunca mais respondeu a nenhuma chamada de rádio. O pesqueiro tem um comprimento de 24 metros e uma tripulação de 14 marinheiros, entre os quais se contam pelo menos dois galegos.

Esta é a primeira vez que se regista atividade dos piratas somalis tão a sul e a primeira vez que um navio lusófono se encontra cativo destes bandos de piratas. A marinha moçambicana opera apenas alguns patrulhas, recentemente oferecidos pelos EUA, faria assim todo o sentido que o – ainda em gestação – braço militar da CPLP convocasse os seus países membros para que no âmbito de uma Força Lusófona de Manutenção de Paz pudesse auxiliar no reforço da proteção marítima das costas moçambicanas e em eventuais operações de salvamento que possam vir a revelar-se serem necessárias. Contudo, nada está previsto…

Fonte:
http://www.defpro.com/news/details/20887/

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Sobre as ligações dos governantes de Moçambique ao Narcotráfico

Armando Guebuza (http://macua.blogs.com)

Armando Guebuza (http://macua.blogs.com)

A embaixada dos Estados Unidos em Maputo acusa o Presidente da República de Moçambique Armando Gabuza de ter recebido entre 35 a 50 milhões de dólares em comissões no negócio da compra da Hidroeléctrica Cahora Bassa a Portugal”
(…)
“O chefe de Estado é referido como estando envolvido em todos os mega projetos de milhões de dólares do país.
Outra suspeita refere-se à amizade próxima entre Guebuza, apelidado de “escorpião”, o antigo Presidente Joaquim Chissano e os dois principais narcotraficantes do país, o empresário Mohamed Bachir Suleiman, referido por MBS e Ghulam Rassul Moti. “MBS contribuiu grandemente para encher os cofres da Frelimo (…) em troca, acredita a embaixada, saíram ordem do gabinete da Presidência para excluir certos contentores de carga das habituais vistorias de segurança do porto de Maputo”.
Nas comunicações reveladas, Portugal é considerado um dos destinos dos estupefacientes, bem como um país onde MBS detém contactos.
(…)
Moçambique é referido como o segundo país africano mais activo na rota internacional do tráfico de drogas. É notada ainda a existência de bancos e instituições financeiras em número muito superior à dimensão da economia nacional, e de uma bolha especulativa no mercado imobiliário, indícios de operações de lavagem de dinheiro.”

Jornal Sol
10 de dezembro de 2010

Os países africanos de expressão oficial lusófona parecem ter algum tipo de tendência para serem usados como eixo de distribuição de estupefacientes… Portugal cumpre esse papel na distribuição pelo sul da Europa. A Guiné-Bissau é a principal plataforma de distribuição para a Europa da droga colombiana que segue para o continente europeu e agora vem a saber-se que idêntico (e triste) papel é cumprido por Moçambique na África Oriental.

As referências do Wikileaks parecem escapar a qualquer dúvida. Um pouco por todo o mundo (e apesar de algumas patéticas tentativas de negação) o que só nos faz recordar a necessidade de uma maior cooperação nos setores da Justiça e das Polícias entre os países lusófonos, para além do desenvolvimento da força lusófona de Manutenção de Paz que poderia ser também usada neste contexto, dotando os países com menos meios materiais dos recursos suficientes para combater este flagelo do narcotráfico.

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Guerra Colonial em Moçambique: Segmentos do documentário da RTP “A Guerra”

Operação “Nó Górdio”

Guerra Psicológica (o “Bocas”)

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Deitaram orgone na barragem de Cahora Bassa e… foram presos

Deitaram aqui orgone. Se ele existisse. Em http://www.globaleye.org.uk

Deitaram aqui orgone. Se ele existisse. Em http://www.globaleye.org.uk

“Um português está entre os quatro homens detidos em Abril pelas autoridades moçambicanas por deitar uma substancia química nas aguas de Cahora Bassa, província de Tete. Carlos Silva e três cidadãos do Botswana, da Alemanha e da África do Sul assumem ter colocado “orgone” na albufeira da barragem. Na verdade, a dita substância não existe e é apenas um conceito de Wilhelm Reich que se traduz por “energia universal”. O grupo, que pertence à seita “Guerreiros do Orgone”, diz querer levar “energias positivas” ao país. O ministério público moçambicano não ficou convencido com a explicação e prossegue as investigações.”

Confesso que quando vi nas televisões esta intrigante notícia de que quatro estrangeiros tinham sido detidos em Moçambique com a acusação de “estarem a envenenar às águas da barragem de Cahora Bassa” tinha ficado curioso. A notícia cedo desapareceu das agendas telejornalísticas (mais ocupadas em detalhar pormenores da vida íntima de Ronaldo) e ficou na boca a sensação desagradável que não fora contada toda a história… E ei-la aqui, contada no jornal Sol, provando que o modelo de informação jornalística que nos querem impingir como incontornável de jornais gratuitos e televisões, sem jornais nem revistas “pagas”, serve apenas para acefalizar a informação e imbecilizar as massas.

A notícia tem assim muito mais substancia… Não pelo orgone, substancia inexistente e fruto da mente perturbada de Wilhelm Reich, mas pelo sentimento racista e pela incultura total que os responsáveis judiciais moçambicanos assim demonstram. Não é a primeira vez que surgem na imprensa moçambicana indicações da existência de um “racismo branco”. Esse é de novo o caso… Depois de múltiplos artigos sobre a vendas de explorações agrícolas a brancos de origem zimbabweana, sul africana e portuguesa, esta notícia sobre “quatro estrangeiros que envenenam as águas de Cahora Bassa” demonstra o mesmo tipo de sentimento xenófobo. Aparentemente, os órgãos judiciais moçambicanos embarcaram na mesma onda popular, ignorante (como todos os racismos) e xenófoba, já que deram à acusação o crédito suficiente para deterem e processarem os estrangeiros.

Fonte:
Jornal Sol de 9 maio de 2009

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O Brasil oferece aviões Tucano T-27 a Moçambique

Tucano da RAF em http://www.tim-beach.com

Tucano da RAF em http://www.tim-beach.com

O Brasil vai oferecer aviões Tucano T-27 à até agora residual força aérea moçambicana. Os aparelhos permitirão formar uma unidade aérea para uso em operações de manutenção de paz na região. Inicialmente, será cedido apenas um avião, mas depois, à medida que os Tucano serão substituídos na força aérea brasileira por Super Tucanos, mais aviões estarão disponíveis para entrega a Moçambique. Isto mesmo foi anunciado pelo ministro da defesa brasileiro Nelson Jobim.

Moçambique durante o período da “guerra fria” com o regime racista sulafricano e da dura guerra civil com a Renamo, Moçambique tinha uma força aérea, alinhando inclusivamente com alguns MiG-21. Contudo, ainda antes desta ter terminado, já todos os aparelhos estavam incapazes de voar por falta de manutenção… Por isso, este aspecto é vital, se se quer mesmo que esta doação brasileira seja minimamente eficiente. É certo que os Tucano são aviões mais simples e baratos de manter que os jatos soviéticos e é igualmente correto dizer que são aviões mais bem preparados para resistir às duras condições de humidade e calor do sul de África, mas a preparação dos mecânicos, a formação de um sistema de manutenção eficaz e competente continua a ser essencial para manter uma força aérea moçambicana no estado superior ao meramente formal, e por isso mesmo já estão no Brasil técnicos e oficiais moçambicanos procurando recolher todo o conhecimento necessário para manter os seus futuros Tucanos em bom estado operacional e assim serem usados em missões no Zimbabué, no Congo ou até no Darfur, locais onde um avião com as caraterísticas do Tucano poderia fazer toda a diferença, mesmo em pequenos números…

Fonte:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=379900

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Foi descoberto um “mundo perdido” em Moçambique

(Nova espécie de borboleta descoberta no Monte Mabu in www.bbc.co.uk)

(Nova espécie de borboleta descoberta no Monte Mabu in http://www.bbc.co.uk)

Um dos últimos lugares do planeta que tinha escapado ao escrutínio da comunidade científica terá sido o “Monte Mabu”, situado no Lusófono Moçambique. Este monte situa-se numa região montanhosa do norte do país e até recentemente era completamente desconhecida da comunidade científica. A “floresta perdida” foi descoberta por um grupo de cientistas britânicos através do uso de uma ferramenta tão prosaica como o Google Earth. Depois de a terem localizado desta forma, organizaram uma expedição a Moçambique, descobrindo uma região de incrível biodiversidade e encontrado várias novas espécies, como uma espécie de cobra, várias novas espécies de borboletas e raros exemplares de espécies de várias pássaros.

A expedição foi liderada por Jonathan Timberlake, cuja equipa descobriu a floresta de 80 km2 do Monte Mabu em 2005, o que pode parecer pouco mas que é a maior área de floresta de altitudes médias do sul de África.

A expedição contou com investigadores do Reino Unido, Moçambique, Malawi, Tanzânia e Suíça, tendo incluído mais de setenta carregadores – no bom velho estilo das expedições do princípio do século XX – e partiu de uma antiga plantação de chá portuguesa percorrendo vários quilómetros até chegar à floresta do Monte Mabu. A região foi palco de combates entre as forças rebeldes da Renamo e do governo da Frelimo, mas felizmente sem que estes se tenham estendido à floresta virgem. Isto contudo não impediu os habitantes locais se tivessem refugiado dos combates na floresta por varias vezes, felizmente se danificar de forma sensível o habitat.

Existe atualmente o risco de que o presente crescimento da economia moçambicana e sobretudo do seu sector agrícola possa ameaçar este lugar único em Moçambique e no mundo. Queimadas, abate de árvores para exploração de madeira e até conversão da zona em campos agrícolas estão a pressionar a floresta.

Esperemos que esta floresta virgem de Moçambique permaneça protegida e lamentamos que esta descoberta tenha envolvido universidades britânicas e suíças, além de cientistas moçambicanos e dos países limítrofes mas que universidades portuguesas estejam completamente desta que já pode ser considerada como uma das mais espantosas descobertas do ano… Uma ausência onde o quase total desaparecimento das verbas para a Investigação cientifica dos orçamentos das universidades portuguesas jogou o seu papel. É que em Portugal as universidades privadas praticamente não fazem investigação e concentram os seus cursos nas áreas humanísticas e as universidades públicas estão crónicamente subfinanciadas e vivem com dificuldades para pagar ordenados, água e luz, quanto mais para patrocinar expedições cientificas a Moçambique… Enfim, talvez fosse mais rentável financiar a investigação do que comprar “quadros electrónicos” ou centenas de Magalhães para alunos do Primário. Talvez… Mas certamente que daria menos azo a campanhas de marketing ou cenas com figurantes.

As coordenadas do Monte Mabu são 16 17 56’S 35 23 44’L.

Fontes:

http://www.guardian.co.uk/environment/2008/dec/21/mount-mabu-mozambique-jonathan-timberlake
http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/735_mabu/

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354048

Categories: Ciência e Tecnologia, Educação, Portugal | Etiquetas: | 9 comentários

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