Posts Tagged With: Marte

Obama para a NASA: Vão para um asteróide e para Marte


(Teste do sistema de salvamento da cápsula Orion)

Obama definiu recentemente como sendo os próximos objetivos da NASA a visita de um asteróide e Marte.

O objetivo é agora enviar astronautas para um asteróide até 2025 e uma missão tripulada a Marte até finais de 2045. Obama disse também que queria colocar astronautas em órbitas em torno de Marte até 2035 e colocá-los no solo marciano até 2045.

Não é ainda claro até que ponto é que a nova cápsula Orion será parte deste plano… Ainda que pareça certo que o Ares I está claramente fora dele. O mesmo, contudo, pode não acontecer com o Ares V, o lançador pesado que a NASA ia desenvolver para o programa lunar agora abortado e que afinal, poderá ser a pedra essencial para esta novo e ambicioso programa espacial. Em suma, do que sabe do programa marciano apadrinhado por Obama, as tripulações irão voar nas Orion e as missões serão colocadas a caminho de Marte pelos Ares V, foguetão que deverá estar pronto até 2015, de forma a que todo este plano se mantenha no calendário.

Fonte:
http://www.spacetoday.net/Summary/4919

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A Mars Express fez uma rasante a Phobos

Uma das novas fotos de Phobos (http://www.esa.int)

Uma das novas fotos de Phobos (http://www.esa.int)

Imagens captadas na última aproximação a Phobos a partir da câmara de alta resolução “High Resolution Stereo Camera (HRSC)” instalada na sonda europeia “Mars Express” revelaram um grau de detalhe novo, com uma resolução de 4,4 metros por pixels. A aproximação permitiu identificar vários locais candidatos a receberem a aterragem da sonda Phobos-Grunt.

A órbita elíptica da Mars Express aproxima-a de Phobos todos os cinco meses, a um grau que não é acompanhado nem de perto por nenhuma das sondas norte-americanas que orbitam hoje em torno do Planeta Vermelho.

Phobos é um satélite muito irregular com pouco mais de 27 km de diâmetro máximo e com caraterísticas que o tornam muito certamente num meteorito capturado pela gravidade de Marte. O mecanismo em que esta captura ocorreu não é, contudo, claro nem a razão pela qual ele apresenta uma massa tão baixa, o que já levou a defender que se tratava de um satélite artificial.

A Rússia vai enviar em 2011 a missão marciana Phobos-Grunt, que deverá recolher amostras do solo de Phobos e trazê-las de volta para Terra.

Fonte:
http://www.marsdaily.com/reports/Marsexpress_Returns_Phobos_Flyby_Images_999.html

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SETG: Um teste real à teoria da Panspermia

A hipótese da “Panspermia“, apela a muitos desde há bastante tempo… Alguns investigadores acreditam, por exemplo, que a vida que um dia ainda haveremos de encontrar em Marte pode ter sido levada da Terra por intermédio de meteoritos interplanetários. Sim, com efeito, se uma grande erupção vulcânica ou um impacto meteorítico conseguiu levar até à Terra vários meteoritos marcianos (tendo eu 118 gramas de um, o Dhofar 119 aqui na sala ao lado) então a viagem inversa, de Terra para Marte, também deverá ter tido lugar, várias vezes. É claro que é também possível que ambos os planetas tenham sido “infetados por vida” a partir de uma terceira fonte… Talvez Vénus, quando não era o inferno que é hoje.

A ser assim, poderá existir mais vida baseada no ADN além da Terra… É verdade que já se encontraram aminoácidos complexos entre as estrelas e que estes estão também presentes nos cometas.

O teste à teoria da Panspermia pode ser realizado numa futura missão marciana através de um projeto intitulado
Search for Extraterrestrial Genomes” (SETG), que uma vez colocado num rover no Planeta Vermelho poderá procurar no solo e no gelo vestígios da presença da ADN. O detetor procura sequências de ADN que identificou como serem mais prováveis de encontrar em Marte e na Terra, mais especificamente no gene 16S ribossómico, que tem algumas regiões que não mudaram ao longo de milhões de anos e que são comuns a mais de cem mil espécies terrestres. O detetor será brevemente testado na Argentina, na cratera do vulcão Copahue, um dos ambientes terrestres mais parecidos com Marte e procurará reconhecer o ADN das bactérias extremófilas que aqui conseguem sobreviver e que têm o dito gene 16S.

Fonte:
http://www.space.com/searchforlife/dna-life-mars-am-100216.html

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Marte… Depois de desistir da Lua, será esta a prioridade da NASA?

O Administrador da NASA, Charles Bolden, afirmou que a NASA deveria enfocar-se numa missão tripulada a Marte, possivelmente na década de 2030 e retirar importância à exploração da Lua. Bolden acrescentou que há contudo duas incógnitas que restam: a mitigação dos efeitos da radiação e a perda de massa óssea.

A orientação para Marte do programa espacial norte-americano poderia calar aqueles que criticam Obama por não ter uma visão clara para a missão e objetivos da NASA, além de ter cancelado o programa Constellation e o regresso à Lua. Na prática, estes cancelamentos, fizeram desperdiçar os 9 biliões de dólares que a agência já gastou no Constellation e a curto prazo irão colocar a tradicional liderança no Espaço que os EUA detinham após a queda do Muro de Berlim.

Não é crível que estas declarações de Bolden sobre viagens humanas a Marte tenham sido produzidas sem o prévio aval de Obama e quando Bolden defendeu o envio de missões humanas à Lua (mas não bases permanentes) como forma de ensaiar tecnologias a usar mais tarde numa missão a Marte, Obama deve também ter estado envolvido… Vai uma aposta como nos próximos meses teremos uma declaração bombástica por parte de Obama quanto a uma missão a Marte?

Fonte:
http://www.chron.com/disp/story.mpl/metropolitan/6859370.html

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Sobre a recuperação da roda avariada do Spirit

O rover marciano Spirit arrasta uma das suas rodas há mais de 3 anos. Por isso, foi com surpresa que os cientistas da missãoong shot” para obterem mais tração) para que o rover saísse das areias onde está atolado desde 6 de maio de 2009, a roda… Respondeu.

A roda parou em 2006 devido aquilo que então se diagnosticou ser “um circuito aberto”. Mas agora que a roda foi posta de novo a funcionar – ainda que longe da sua potencia máxima e que tenha parado pouco depois – há uma esperança renovada para tirar o Spirit do literal atoleiro onde está encravado e assim de o manter a percorrer a superfície marciana até ao seu sétimo ano de presença em Marte.

Fonte:
http://www.space.com/missionlaunches/091221-spirit-wheel-spin.html

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O Metano de Marte parece cada vez mais… biológico

Já se sabe que o gás metano que detetado por várias sondas atualmente em órbita de Marte não provêm dos meteoritos que colidem com o Planeta Vermelho. A opção é clara: o metano só pode ser proveniente do próprio planeta e pode bem ser o produto de uma qualquer atividade biológica aqui remanescente.

O metano é um gás de vida muito curta – não mais do que algumas centenas de anos – porque a atmosfera marciana está constantemente a sofrer uma reação química pela ação da luz solar. Ora se o gás pode ser hoje observado é porque existe em Marte uma fonte de renovação. Uma das explicações possíveis alegava que meteoritos que entrassem na atmosfera marciana poderia desagregar-se e libertar assim os gases que conteriam no seu interior, nomeadamente metano, mas um novo estudo produzido por uma equipa de investigadores do Imperial College de Londres revela que os meteoritos nunca poderiam ser responsáveis pelas quantidades de metano registadas em Marte. Recordemo-nos que estudos anteriores tinham também já descartado os vulcões como fonte deste gás… A tese biológica torna-se assim cada vez mais plausível e talvez (sejamos otimistas!) a missão ExoMars da ESA ou o rover atómico que a NASA e a ESA vão enviar em 2018 possa obter a prova final…

Fonte:
http://www.marsdaily.com/reports/Life_On_Mars_Theory_Boosted_By_New_Methane_Study_999.html

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A NASA e a agência espacial europeia (ESA) estabeleceram uma estratégia conjunta para a exploração robótica de Marte


(O rover marciano ExoMars em http://www.esa.int)

A NASA e a agência espacial europeia (ESA), de que Portugal faz parte  estabeleceram uma estratégia conjunta para a exploração robótica de Marte. A iniciativa conjunta foca-se por enquanto em 2016 e 2018 e deverá incluir várias atividades, incluindo landers e orbiters que serão capazes de realizar uma série de missões, entre as quais investigações de astrobiologia, geológicas, geofísicas, climatológicas. No mesmo âmbito da mesma parceria, a ESA e a NASA pretendem recolher amostras do solo marciano e levá-las para Terra, algo que deverá acontecer antes de 2025.


(A Mars Sample Return da década de 2020 em http://www.esa.int)

Esta será a “Mars Sample Return” que vai incluir nada mais nada menos do que uma flotilha de cinco naves: um estágio de transferência Terra-Marte, um orbitador marciano, um módulo de descida, um de ascensão e um veículo de reentrada na Terra. Quando o orbitador estiver numa órbita de baixa altitude em torno de Marte, o módulo de descida será libertado e descerá até à superfície marciana. No solo, o módulo recolherá amostras com um peso total de 500 gramas, que serão carregadas num módulo de ascensão. Este módulo será depois lançado de encontro ao veículo de retorno à Terra.

A aterragem na atmosfera marciana será realizada com um sistema de airbags, idêntico ao do rover ExoMars, de 2018, que também está a ser avaliado para o regresso à Terra do veículo de retorno.

Atualmente, espera-se que esta missão seja lançada entre 2020 e 2022 e representará um momento histórico na exploração de Marte e do sistema solar, se conseguir trazer para a Terra a primeira amostra de um solo de um outro planeta.

Fonte:
http://www.spaceref.com/news/viewsr.rss.html?pid=32797

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Mas afinal o ALH84001, tem provas de vida em Marte ou não?


(O meteorite Marciano ALH84001 em http://www.if.ufrgs.br)

Uma equipa de pesquisadores do Johnson Space Center ao reanalisar o meteorito descoberto em 1996 parece ter encontrado novas provas de que a vida existiu no planeta Marte em época relativamente recente.

O novo estudo refere que a presença de vida é a melhor explicação para alguns materiais e estruturas encontrados no meteorito. Em 1996, o meteorito ALH84001 já fora alvo de uma das conferencias mais bombásticas de sempre quando a alguns cientistas da NASA anunciaram a descoberta de provas biológicas no meteorito, subsequentemente a agência espacial haveria de recuar nessas alegações e a notícia haveria de levar ao descrédito os seus anunciantes. Até agora, graças ao trabalho sobre os nanocristais de magnetite encontrados no ALH84001 a hipótese ganha uma renovada credibilidade.

Na Terra, algumas bactérias segregam cristais de magnetite, idênticos aos encontrados no ALH84001. É certo que estes cristais podem ser formados por processos não-biológicos, mas os resultados da equipa do Johnson Space Center apontam claramente para uma origem biológica. A equipa identificou também neste meteorito marciano diversas morfologias idênticas a outras conhecidas em micro-fósseis terrestres.

Estas novas provas indicam que pode haver ainda vida microbiana em Marte, já que pela espantosa resistência das bactérias extremófilas se sabe que uma vez que a vida surja num local, é extremamente difícil erradicá-la, mesmo nas condições mais extremas. E se assim é na Terra, em Marte, se houve vida no passado, juntamente com os vestígios de água líquida agora conhecidos pelos rovers e pelas sondas em órbita então… A fonte do metano que se sabe que está presente da ténue atmosfera marciana e que se sabe ser constantemente renovado, serão muito provavelmente, os descendentes destes micróbios do ALH84001…

Fonte:
http://www.marsdaily.com/reports/Mars_Meteorite_Debate_Continues_999.html

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Além da Terra, onde mais haverá vida no nosso Sistema Solar? Marte? Europa? Enceladus? Titã? Todos eles?

Há cada vez mais locais no Sistema Solar com capacidade teórica para albergar formas de vida.

Marte e o satélite joviano Europa continuam a ser excelentes candidatos. Marte porque já possuiu água líquida num passado geologicamente muito recente. Há também suspeitas de que possa haver ainda lagos subterrâneos em vários locais… Europa, por sua vez, parece ter um oceano sob uma uma camada de gelo com alguns quilómetros de espessura.

Em Marte os melhores habitates parecem estar não há superfície mas a alguns centímetros ou metros de profundidades onde ainda existe uma hidrosfera. A sonda Phoenix Mars Lander encontrou água líquida na superfície, mas apenas durante um breve período de tempo, já que se congela ou evapora muito rapidamente. Por outro lado, os elevados níveis de radiação cósmica que se abatem sobre a superfície marciana também devem ser muito danosos ao saudável desenvolvimento de qualquer pequena criatura (micróbio, alga ou pequeno inseto ou verme) que possa existir em Marte e que se atreva a viajar pela superfície…

Embora não esteja tão próximo como Marte, outro bom candidato a albergar vida é o satélite joviano Europa, que se acredita ter um oceano salgado sob a sua crosta de gelo profunda de alguns quilómetros. E de facto, é difícil conceber um ambiente mais propicio do que este à presença de vida) calor, água líquida e protecção da radiação solar. É claro que este oceano ainda é meramente teórico e mesmo se existir (como tudo indica) o seu acesso não será fácil, já que se encontra sob alguns quilómetros de gelo.

A pesquisa por vida no Sistema Solar irá conhecer brevemente um salto qualitativo com o “Mars Science Laboratory” (MSL) da NASA que deverá ser lançado em finais de 2011 e que estará equipado com um laboratório de química orgânica capaz de detectar vida microbiana.

Enquanto isso, a Europa continua a desenvolver o seu primeiro rover marciano, o ExoMars, que dará um passo que o MSL da NASA não conseguirá dar: cavar no subsolo marciano também em busca de sinais de vida, e é relativamente provável que a encontre já que é precisamente no subsolo que há mais protecção contra a radiação solar e cósmica (Marte tem uma atmosfera de apenas 1% da da Terra) e onde parece haver gelo de água ou mesmo gotículas de água, como constatou o Mars Polar Lander.

O satélite joviano Europa terá assim que esperar para depois destas investigações marcianas… É que os seus oceanos com mais de três quilómetros de profundidade, além de estarem muito mais longe do que Marte, também não serão fáceis de explorar… Há rumores de que decorrem conversações entre a NASA e a ESA a propósito de uma missão conjunta a Europa, inicialmente apenas um orbitador, seguido depois de um Lander capaz de aterrar e perfurar o gelo até chegar ao oceano subterrâneo. Mas nada ainda está definido para uma missão que não será lançada antes de 2020 e sobretudo, não se sabe ainda como criar um Lander capaz de resistir a um ambiente ainda mais extremo do que Vénus (radiação, temperaturas baixas e falta de atmosfera) e ainda assim conseguir brocar gelo que pode ter até cinco quilómetros de profundidade, chegar a um oceano com 3 quilómetros de profundidade, etc, etc. Ou seja, até que pode haver vida em Europa, mas que ela está bem escondida, isso ninguém pode negar!

Fonte:
http://www.space.com/missionlaunches/091012-mm-mars-europa.html

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A Rússia adiou a sua missão Phobos-Grunt de 2009 para 2011

A agencia espacial russa, Roscosmos, anunciou que adiou a sua missão Phobos-Grunt de 2009 para 2011. A missão devia recolher e transportar de volta para a Terra amostras do intrigante satélite marciano Phobos e transportar a experiência LIFE “Living Interplanetary Flight Experiment” que iria determinar a capacidade de sobrevivência de um microorganismo no Espaço profundo.

Devido às orbitas terrestre e marciana, a nova janela de lançamento é agora 2011 e obrigatório recorrer a ela devido aos atrasos que o programa está atualmente a sofrer. Embora os russos se tenham esforçado por manter o lançamento de 2009 e tenham conseguido terminar a sonda a tempo de a submeter a uma intensiva bateria de testes na NPO Lavochkin, não foi possível terminá-los a tempo.

Depois dos atrasos da NASA, com o Rover Mars Science Laboratory e da ESA com o ExoMars são agora os russos a atrasarem a sua missão aos satélites de Marte… Será a “maldição de Marte” que tantas naves já cobrou a fazer-se novamente sentir?…

Fonte:
http://www.marsdaily.com/reports/Phobos_Grunt_Including_Phobos_LIFE_Delayed_Until_2011_999.html

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O mistério da “Porta de Marte”

O nosso amigo Sá Morais alertou-nos para a descoberta de uma estranha estrutura na base de uma formação montanhosa em Marte. A imagem foi captada pela sonda norte-americana Mars Reconnaissance Orbiter e a sua singularidade foi notada pela primeira vez por um russo, leitor do site http://www.cnet.com, de nome Alexander Novgorodov. Na fotografia, o que chamou a atenção a Alexander foi uma abertura na lateral da montanha que se assemelhava muito a… Uma porta.

As implicações poderiam ser tremendas… Toda a montanha poderia ser artificial, além da própria porta. É claro que se poderia estar perante um improvável mas possível capricho da erosão, idêntico a tantos que se observam na Terra… Mas a montanha tem uma forma rara, em forma de lágrima, tem uma cobertura quase plana e encontra-se no meio de uma região onde esteve em tempos um dos maiores oceanos de Marte. A resolução de alguns metros dos pixels da sonda implica que a “porta” terá algumas dezenas de metros de altura. Ciclópica, mas possível de ser construída por qualquer uma das grandes civilizações da antiguidade terrestre. Será uma prova da existência de novas “Cidonias” (a mítica cidade marciana) no Planeta Vermelho? Uma pergunta que só poderá ser respondida com novas missões robóticas a Marte, planeta que infelizmente está a sair do foco, com todo este interesse renovado pela Lua e, em menor grau, por Europa e Titã. Para mal destes intrigantes mistérios marcianos.

Fonte:
http://sciencetrack.blogspot.com/2008_01_01_archive.html

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Confirmado: Há gelo em Marte. E não só no Pólo Norte…

O primeiro gelo de água marciano. Descoberto pela MPL (http://i.telegraph.co.uk)

O primeiro gelo de água marciano. Descoberto pela MPL (http://i.telegraph.co.uk)

É oficial: existe água em Marte. A anterior descoberta da Mars Polar Lander já tinha provado que havia gelo de água poucos centímetros do solo marciano, no pólo norte. Agora, foi também confirmada a presença de gelo, composto em 99% de água numa região que se encontra a meio caminho entre o equador e o pólo norte. A descoberta foi o resultado do instrumento conhecido como “High Resolution Imaging Science Experiment”, (HiRISE) que consiste basicamente numa câmara de alta resolução instalada no orbitador da NASA.

A descoberta de gelo já foi bastante surpreendente, mas o facto deste ser tão puro é ainda mais espantoso. Acreditava-se que o gelo se acumulava abaixo da superfície entre grãos de solo, e por isso, os planetólogos esperavam uma mistura do género de 50-50%, por isso este grau de pureza foi uma surpresa para toda a gente…

A sonda encontrou depois outras 4 crateras muito recentes, expondo profundidades do solo marciano entre os 30 cm e os 3 metros e sempre gelo de água em percentagens muito puras. Em todos os locais, a câmara localizou um material azul brilhante no fundo das crateras. Este material desapareceu nos dias seguintes à observação, exatamente como seria de esperar e como ocorreu com o gelo fotografado pelo Mars Polar Lander, já que na ténue atmosfera marciana o gelo de água é muito instável.

Este gelo de água é uma testemunha de um Marte muito diferente do atual, onde a água era abundante na atmosfera e no solo, numa data tão recente como apenas alguns milhares de anos atrás… Ou seja, quando se construíam as pirâmides e os sumérios inventavam a escrita, havia rios, lagos e oceanos em Marte. Um período florescente (literalmente?) que perdemos por apenas uns poucos de milhar de anos, um período geologicamente irrelevante.

A existência de tanto gelo de água, com uma pureza tão elevada é uma excelente notícia para uma eventual missão tripulada ao Planeta Vermelho. Se os astronautas puderem contar com água no local, não terão que levar toda a que precisam para a sua viagem de regresso de 3 anos, nem para uma permanência que deve demorar vários meses. E sobretudo, poderão decompor essa água nos seus dois elementos: oxigénio e hidrogénio e fabricar o combustível de que precisam para regressar a Terra.

Fontes:
http://www.marsdaily.com/reports/Scientists_See_Water_Ice_In_Fresh_Craters_On_Mars_999.html

http://science.nasa.gov/headlines/y2002/28may_marsice.htm

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Sobre o “mistério do metano” de Marte

A Mars Express (http://www.esa.int)

A Mars Express (http://www.esa.int)

Pensava-se que Marte era um planeta geologicamente morto. Até agora. Em 2004, descobriu-se que havia metano na ténue – mas existente – atmosfera marciana. A presença de metano significava que ou havia vida – já que na Terra essa é de facto uma das suas origens – ou que havia atividade vulcânica.

O mistério do metano de Marte teve o seu início em 2003, com a chegada da sonda europeia Mars Express e quando o seu instrumento “Planetary Fourier Spectrometer” (PFS) começou a identificar vários gases na atmosfera marciana, entre os quais algo de inesperado: o Metano. A descoberta foi depois confirmada por telescópios terrestres.

Acredita-se que o metano marciano tenha condições para se manter estável durante 300 anos. Por isso, seja la qual for o processo de geração deste gás, há uma forma de o ir renovando, caso contrário, já não haveria metano em Marte. Uma investigação realizada no começo deste ano revelou concentrações deste gás em três regiões de Marte, o que significa que nestas regiões algo o está a produzir… Seja atividade vulcânica ou atividade biológica.

Contudo, os modelos teóricos que estimavam que o metano fosse capaz de resistir 300 anos na atmosfera não se confirmaram. De facto, já em começos de 2006, quase todo o gás detectado dois anos antes já tinha desaparecido. Isto significa que os modelos estavam errados e que algo de inesperado estava a remover o metano a uma velocidade muito elevada.

Um estudo da ESA, publicado recentemente, veio colocar em dúvida estes modelos. Algo em Marte estava a remover o metano 600 vezes mais depressa que o inicialmente previsto. E esse é atualmente um dos maiores mistérios de Marte.

A resposta ainda não é conhecida. Mas deve existir na superfície do Planeta Vermelho: ou se trata de um composto químico desconhecido com a capacidade de remover grandes quantidades de metano em pouco tempo e se o há, então as moléculas orgânicas são severamente atacadas e será muito mais difícil encontrar vida em Marte. A menos que… Este metano esteja ele próprio a ser consumido por um processo biológico desconhecido… Uma forma de vida?

Fontes:
http://www.spaceref.com/news/viewpr.rss.html?pid=28930

http://www.esa.int/esaMI/Mars_Express/SEMB9OE3GXF_0.html

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Quem quer ir para Marte no “Mars Science Laboratory”?


(O novo “Mars Science Laboratory” comparado com os atuais MER “Spirit” em http://solarsystem.nasa.gov)

Quem quiser deixar o seu nome em Marte pode comprar um bilhete na “Space Aventures” quando esta além da “Missão Lunar” (por 100 milhões de dólares) vender também este tipo de viagens ou então… Aproveita a possibilidade que agora a NASA abriu que aceitar nomes que serão gravados num microprocessador que será colocado no próximo rover que a agência espacial americana vai enviar para Marte, o “Mars Science Laboratory” em 2011 (se não existiram mais atrasos…)

Aceda à página “Send Your Name to mars” em http://marsprogram.jpl.nasa.gov/msl/participate/sendyourname/ e receba um certificado como este:

Thank You

for your participation.

Your Name is heading to Mars!

Certificate #: N2M400214647
Click here to view and print your certificate of participation.
Use your browser’s Print Command to print.
Be sure you are using the “landscape” mode.

E pronto.
O Quintus vai para Marte!
Quem se quer juntar a mim?
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O Mistério dos Percloratos de Marte…

Mars Phoenix Lander em http://pal2pal.com

Mars Phoenix Lander em http://pal2pal.com

A sonda da NASA “Phoenix Mars Lander” permitiu no ano passado identificar a presença de água congelada no pólo norte do Planeta Vermelho.  Ora a mesma sonda permitiu também identificar a presença de um tipo especial de sal que poderá ser muito importante para a existência de vida em Marte. Estes sais, são conhecidos como “Percloratos” e parecem formar uma camada subterrânea sobre o gelo de água do pólo norte.

A Phoenix tocou a superfície marciana numa região designada como “Vastitas Boreals” em 25 de maio de 2008, mantendo-se ativa aqui durante mais de cinco meses, cavando e analisando partes do solo marciano, comprovando a presença de gelo de água no local e até de neve em Marte. As análises realizadas pelo laboratório da sonda revelaram que o solo era alcalino (quando se pensava que o regolito era ácido) e um intrigante material que insistia em ficar colado à pá da sonda. Entre estas descobertas, constava a dos percloratos, identificados pelo microscópio da sonda e fora completamente inesperados como descreveu o investigador principal da equipa na reunião em que anunciava a perda de contato com a Phoenix.

Os percloratos podem levar a que a camada polar de gelo em Marte se mova… O que explicaria algumas caraterísticas geológicas observadas no pólo norte marciano, já que os percloratos, situados abaixo do gelo poderiam facilitar o seu deslizamento. Estes compostos têm também a propriedade de captar água a sua presença numa percentagem entre 2 a 3% no solo onde aterrou a sonda explica porque é que esta encontrou água com tanta rapidez. Os percloratos são também uma possível fonte de energia para micróbios e logo… mais uma esperança para aqueles que (como eu) ainda esperam vir a encontrar alguma forma de vida em Marte…

Fonte:
http://www.space.com/scienceastronomy/090414-st-perchlorate-sludge.html

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Sobre o Mars Science Laboratory, a MAVEN e o estado atual do programa marciano da NASA

A sonda marciana MAVEn, a lançar em 2013 em http://www.nasa.gov

A sonda marciana MAVEN, a lançar em 2013 em http://www.nasa.gov

O programa robótico norte-americano de pesquisa do planeta Marte está praticamente morto. Os recursos disponíveis são mais escassos do que nunca, e são disputados entre três prioridades completamente distintas: o regresso à Lua desejado pelo anterior presidente Bush, a exploração por vestígios de vida nas fascinantes luas jovianas e a continuação da exploração robótica do Planeta Vermelho.

O próximo passo da exploração marciana deve ser cumprido pelo “Mars Science Laboratory“, atrasado recentemente até 2011 e cujo orçamento já disparou para uns impressionantes 2,2 biliões de dólares, já muito além dos custos mais modestos dos Rovers que ainda hoje navegam pelas areias marcianas e, de facto, aproximam-se dos custos estimados para enviar uma missão aos satélites de Júpiter ou de Saturno, onde se sabe haver condições teóricas para a sustentação de formas de vida e onde a primeira missão à lua joviana Europa não deverá custar mais do que isso… Será que Marte pode competir com as promissoras luas Europa, Enceladus e Titã, quando tem recebido tanta atenção nos últimos anos e estas prometem tantas descobertas fascinantes e têm recebido comparativamente menos recursos que Marte.

Os novos destinos podem aproveitar com os problemas com o Mars Science Laboratory e ocupar o espaço deixado pelo vazio marciano que os seus desvios orçamentais irão provocar. Especialmente porque apesar de todos os orbitadores, rovers e landers atualmente em Marte, embora haja provas da existência de gelo de água e – talvez – de água líquida, ainda não houve sinais de vida em Marte, nem passada, nem presente, algo que começa a frustrar alguns exobiólogos e fazer surgir a crença de que é melhor começar a focar noutros locais do Sistema Solar.

Apesar disso, a missão que após o Mars Science Laboratory a NASA vai enviar a Marte parece mais ou menos assegurada. Trata-se da “Mars Atmosphere and Volatile Evolution Mission” (MAVEN) que será lançada em 2013 e que vai estudar o passado climático em Marte, concentrando-se especialmente na possibilidade ter albergado vida. Há também uma terceira missão marciana em estudo e que deverá ser lançada em 2016 e que poderá ser um orbitador construído em parceria com a ESA.

Fonte:
http://www.space.com/news/090323-nasa-mars-program.html

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O Spirit anda a fazer “Reboots” a mais…

O rover marciano Spirit em http://blogs.spectrum.ieee.org

O rover marciano "Spirit" em http://blogs.spectrum.ieee.org

O rover marciano “Spirit” está a revelar algumas anomalias informáticas… Nas últimas semanas, fez restart sem razão aparente e agora, os controladores de missão da NASA estão a tentar compreender o que se passa com o resilitente robot marciano. Ainda não foi possível determinar a causa destes restarts do Rover, mas sabe-se que quando estes sucederam as baterias estavam completamente carregadas, as células fotovoltaicas estavam a funcionar normalmente e que as temperaturas internas e externas no Rover se encontravam dentro dos parâmetros normais. Quando o Spirit sofre estas anomalias, entra automaticamente no chamado “automode” em que reduz ao mínimo todas as atividades, enquanto a equipa analisa dados em busca da causa e da solução para o problema.

Pelo menos um dos restarts coincidiu com a utilização da antena de alta potencia do rover, pelo que poderá ser alguma anomalia com a dita a causa destes problemas. Mas mesmo se esta estiver com uma avaria muito grave, o rover tem uma antena de baixa potencia alternativa, de UHF, completamente separada da primeira, como redundância e na melhor aplicação da regra de engenharia espacial que manda construir tudo em duplicado…

Os dois rovers mantêm-se ativos em Marte já há cinco anos, estendendo uma missão inicialmente estimada em apenas três meses. Não são contudo os mesmos rovers que eram há cinco anos atrás, já que o seu software foi atualizado várias vezes e como uma dessas atualizações feita no final de março… não é impossível que esteja relacionada com esta recente instabilidade. É como quando instalamos um qualquer programa no nosso computador e este passa depois a comportar-se de forma estranha… Ao fim cabo, o Spirit é igual: um computador. Situado muito longe e fora do alcance de qualquer técnico de helpdesk, mas… um computador.

Fontes:
http://www.nasawatch.com/archives/2009/04/old_age_could_b.html
http://www.space.com/missionlaunches/090414-spirit-reboot.html
http://marsrover.nasa.gov/mission/status.html#spirit

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Terá a Phoenix Mars Lander descoberto água líquida em Marte?

Phoenix Mars Lander em http://www.space.com

Phoenix Mars Lander em http://www.space.com

A sonda marciana Phoenix Mars Lander conseguiu manter-se ativa em Marte durante cinco meses, muito mais do que inicialmente estimado, e durante a sua presença no pólo norte marciano permitiu demonstrar não só a existência de gelo de agua no pólo norte marciano, como – acreditam alguns – a existência de agua líquida… Essa é pelo menos a opinião de alguns elementos da equipa da Phoenix.

A descoberta – a confirmar-se – poderá revestir-se de uma enorme importância já que a agua é essencial à manutenção dos processos da vida, tal como a conhecemos e consiste na observação de “pequenos glóbulos” junto da base das pernas do Phoenix. O investigador principal da missão, Peter Smith, da Universidade do Arizona, acredita que estes glóbulos são o produto daquilo que foi agua liquida, que se espalhou no Lander quando aterrou.

Contudo, nem toda a equipa científica da Phoenix concorda com esta interpretação. A sonda identificou gelo de agua a escassos centímetros da superfície, mas agua liquida é algo completamente diferente… As temperaturas marcianas oscilam entre os menos 20 e os menos 80 graus Celsius, no verão, e qualquer agua chegue à superfície marciana deve – teoricamente – sublimar-se imediatamente na atmosfera. Sinais disso mesmo foram observados quando o braço robótico da sonda expôs segmentos de gelo subterrâneos. Assim, poderá haver outras explicações para estes glóbulos alem de agua líquida, como compostos químicos mais ou menos exóticos ou até vapor de água libertado pela superfície que entrou em contacto com as pernas do Lander.

Fonte:
http://www.space.com/scienceastronomy/090310-phoenix-water.html

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Haverá vida na região do Olympus Mons, em Marte?

Um dos locais mais suportar ainda hoje vida em Marte é o gigantesco vulcão conhecido como “Olympus Mons“. É verdade que ainda não existem provas claras  que Marte teve mesmo vida… e nem mesmo o famoso meteorito marciano ALH84001 (ver AQUI) não foi capaz de esclarecer a resposta a essa pergunta até hoje. Mas alguns cientistas estão a focar a sua atenção no Olympus Mons, um vulcão gigantesco, incomparavelmente maior do que qualquer vulcão terrestre, e possuindo uma área total que se estende por 241.401 metros da superfície do planeta Vermelho. Ora, na Terra a presença de tanto material vulcânico sugere a presença de argilas formadas pela presença de água (algo que pode ser observado em vários locais, na Terra). Essa foi a conclusão de um grupo de geofísicos do “Lunar and Planetary Institute“, ligado à NASA que recorrendo a simulações de computador pôde explicar a singular forma do vulcão através da presença de grandes áreas de sedimentos, responsáveis pela sua forma assimétrica. E se houve sedimentos… Então houve água.

A sonda europeia “Mars Express” nos últimos anos já encontrou vários depósitos de argila em Marte e suspeita-se que sob o vulcão existe uma camada com varias centenas de metros de espessura.

Recentemente, a sonda marciana Phoenix encontrou gelo de água no pólo norte marciano. Por isso, não é impossível presumir que exista também gelo na região do grande vulcão marciano e se houver água com argila as hipóteses de persistir aqui alguma forma de vida aumentam significativamente. o calor geotermal, a humidade, a argila, são todos factores que podem suportar vida microbiana (termófilos) no subsolo sob o vulcão… Talvez seja esta a misteriosa fonte de metano que se sabe existir em Marte que ainda recentemente noticiámos por aqui.

Fontes:

http://www.space.com/scienceastronomy/090304-mars-volcano-water.html
http://www.lpi.usra.edu/features/marsMountain/

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Os ventos de Marte salvam o rover Spirit

O Rover Spirit em http://www.foxnews.com

O Rover Spirit em http://www.foxnews.com

O rover marciano “Spirit” (MER-A), foi salvo de uma morte quase certa por falta de energia por uns fortes ventos que limparam de poeira os seus vitais painéis solares. A limpeza foi descoberta pelos engenheiros que analisavam dados do subsistema de energia do “Spirit”. Colette Lohr, o chefe de missão da NASA declarou que “agora seremos capazes de usar essa energia para navegar muito mais”. Previamente, o Rover podia deslocar-se em Marte por períodos de apenas 50 minutos, mas agora será possível navegar por hora e meia.

Não é a primeira vez que os ventos de Marte salvam os rovers, já que em 2007, uma tempestade de poeira teria removido quase toda a poeira acumulada nos painéis solares, aumentando radicalmente a energia do rover. Atualmente, o Spirit tem 240 watts por hora, mais 30 do que no final de 2008 e se a energia diária descer abaixo dos 180 watts-hora o rover deixa de poder funcionar normalmente. Este acrescento de 30 watts não parece muito, é certo, já que 30 watts é o tipo de potência que uma lâmpada elétrica doméstica oferece, mas em Marte, para um rover… É mesmo muita energia.

O Spirit está em Marte já há 1812 dias marcianos, muito além dos 90 dias inicialmente previstos. O Spirit e o seu companheiro Opportunity exploram Marte já há mais de cinco anos e tudo indica que continuarão ativos por ali mais alguns anos… Assim vá havendo vento em Marte.

Fonte:
http://news.yahoo.com/s/space/20090221/sc_space/agingmarsrovergetsapowerboost

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Metano: Prova da vida em Marte ou… os extraterrestres também evacuam?


(O planeta Marte in http://features.csmonitor.com)

A NASA anunciou ter descoberto no planeta Marte grandes quantidades de metano, em quantidades tais que a possibilidade de ser o produto de atividade biológica é muito elevada. As 19 mil toneladas de metano foram libertadas da superfície no final do verão de 2003. Três anos depois, todo este metano tinha desaparecido, por efeito da luz solar (que o decompõe) e confirmando que existe algures no solo uma importante fonte de emissões do gás. No planeta Terra, o metano provém sobretudo da atividade de animais e da decomposição bacteriana de animais e plantas. Os vulcões são outra fonte, ainda que de muito menor escala. Ora como em Marte não existem vulcões conhecidos e em atividade suficientes, o gás só poderá estar a ser produzido por fontes biológicas.

A fonte mais provável deste metano é a presença de grandes colónias de micróbios no subsolo do pólo norte marciano, onde resistem melhor à falta de uma atmosfera protectora e à radiação solar.

Embora existam atualmente duas sondas norte-americanas e uma europeia girando em torno do Planeta Vermelho, a descoberta foi feita a partir da Terra através do uso dos telescópios gigantes no Hawai, mas em 2004, a zona europeia Mars Express já tinha identificado vestígios de metano em Marte, numa quantidade muito inferior e sem a concentração agora detectada, mas a descoberta atual é a prova isolada mais importante até agora encontrada da existência de pequenos (minúsculos, aliás) “homens verdes” em Marte…

Fontes:

http://www.foxnews.com/story/0,2933,479997,00.html
http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7829315.stm

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A sonda “Mars Express” encontra novas provas da existência de água líquida no passado marciano

//www.utahskies.org)

(A sonda marciana "Mars Express" in http://www.utahskies.org)

O “OMEGA imaging spectrometer” instalado na sonda marciana europeia “Mars Express” expôs a existência de sulfatos e óxidos ferrosos no planeta vermelho. As concentrações destes compostos químicos que se formam apenas na presença de água líquida foram localizadas na cratera “Aram Chaos” que se localiza a 280 km dos “Valles Marineris”.

Esta descoberta vem confirmar as idênticas às feitas pelo rover marciano Opportunity diretamente no solo em Meridiani Planum e demonstram que a existência de água em várias regiões de Marte e sobretudo quanto comum ela era num passado geologicamente mais ou menos próximo de nós.

Fonte:
http://www.marsdaily.com/reports/Ferric_Oxides_And_Sulfates_In_Equatorial_Regions_Of_Mars_999.html

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Sobre a sonda chinesa para Marte Yinghuo-1 e dos planos de longo prazo para o Planeta Vermelho

A China vai enviar em Outubro de 2009 uma sonda para Marte. A sonda vai ser colocada no Espaço por um foguetão ucraniano Zenit 3SL, o qual transportará além da sonda chinesa Yinghuo-1, a sonda russa Phobos-Grunt. A sonda chinesa irá percorrer a distância entre a Terra e Marte ligada à sonda russa por um cabo elétrico, dependendo dos seus sistemas de alimentação. Quando em Setembro de 2010, onze meses depois, quando a sonda se separar, entrará em órbita equatorial, permanecendo assim durante pelo menos um ano, embora teoricamente possa funcionar durante dois anos completos. Nesta fase, vai recolher a sua alimentação de energia de um painel solar.

A sonda será a primeira missão planetária chinesa, embora seja uma sonda relativamente pequena, de facto, tão pequena que vai percorrer a viagem até marte às costas da sonda russa, o que aposto… vai reduzir um tanto o impacto propangandístico do feito… Com efeito, trata-se de uma sonda com apenas 75 cm de comprimento, 75 de largura e 60 de altura, pesando menos de 110 kg. A sonda é gerida pela equipa liderada pelo cientista Chen Changya. Atualmente, a sonda está pronta e está a ser alvo de aturados testes para determinar se está em condições de ser enviada para o Espaço.

O principal objetivo da Yinghuo-1 é o de estudar o ambiente marciano através do uso de fotografias captadas a partir das suas duas câmaras e sensores capazes de detectar e medir a magnetosfera do planeta. A equipa responsável pela sonda estima que as primeiras fotografias estarão disponíveis em Setembro de 2010. A sonda é a primeira realização concreta do projeto “863 Planetary Exploration” chinês que começou no início da década de noventa do século passado (sim!… o século vinte…) e tem como âmbito o estudo do Planeta Vermelho.

A China e a Índia parecem estar a seguir planos idênticos… Depois de enviar missões orbitais para a Lua, com planos seguintes para enviar rover lunares, a fase seguinte em ambas as novas potencias espaciais parece ser a de enviarem missões orbitais para Marte. Contudo, como na Lua, o plano marciano da China parece muito mais amadurecido. Compreende quatro fases, sendo que a primeira termina em 2009 e tem como objetivo prepara esta missão que entra agora na sua recta final. A segunda fase, começa em 2009, consiste na exploração e gestão da sonda  Yinghuo-1, já em Marte, recolhendo dados para uma próxima missão marciana, desta feita com um lander no solo do planeta. A fase 3 e 4 ainda não têm datas planeadas, mas sabe-se que na 3ª, a China tentará colocar um rover em Marte e que na 4ª há o plano ambicioso de estabelecer estações terrestres semipermanentes, desenvolver veículos de transporte de pessoal entre Marte e a Terra e começar a construir estruturas em Marte que possam depois vir a acolher astronautas chineses durante longos períodos de permanência. De novo, na boa velha lista dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), continuamos a notar neste cenário espacial a ausência do país lusófono…

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O “Mars Science Laboratory”, a próxima missão da NASA a Marte foi adiada para 2011


(O
“Mars Science Laboratory” (MSL), a próxima missão da NASA a Marte in http://www.aerospaceguide.net)

A NASA anunciou um atraso de 26 meses para a sua próxima missão para o Planeta Vermelho. O programa também recebeu um reforço orçamental de mais 400 milhões de dólares, chegando agora o custo total aos 2,3 biliões de dólares. Embora fosse ainda possível lançar a missão em 2009, esta opção foi afastada porque implicaria um risco demasiado alto, dado o presente estado de atraso do projeto. Assim, o lançamento do “Mars Science Laboratory” (MSL) foi adiado para 2011, a próxima “data de oportunidade” já que a Terra e Marte se encontram em órbitas mais próximas apenas de 26 em 26 meses.

Espera-se que esta missão repita o extraordinário sucesso dos rovers Spirit e Opportunity, que ainda que tenham sido colocados em Marte em 2004, continuam aqui ativos e resistindo a condições extremamente duras. Com a obrigação de manter este tipo de registo, o MSL será um rover maior e mais pesado do que qualquer um dos MER (Mars Exploration Rover).que fizeram em 1 de janeiro de 2009 cinco anos de atividade no planeta, ou seja, mantendo-se ativos muito para além dos três meses previstos (ver AQUI).

Uma vez colocado no solo, o MSL irá recolher amostras de solo e rocha, analizando-as e procurando por compostos orgânicos e por condições ambientais que tenham permitido o suporte à vida no passado do Planeta Vermelho. O rover terá seis rodas e várias câmaras, tendo um raio de ação estimado de mais de 40 km. Espera-se que fique ativo pelo menos durante dois anos terrestres, graças a um reator nuclear que lhe servirá de fonte de energia, o que lhe permitirá resistir melhor que os rovers atuais e que o defunto Phoenix Mars Lander que ao dependerem da radiação solar ficam fragilizados quando esta diminui no Inverno ou devido a tempestades de areia…

Apesar da má notícia, o MSL é a missão mais interessante que será enviada para Marte nos próximos anos… Se tudo correr como previsto, deverá estar ainda ativo quando o rover europeu ExoMars fôr lançado e… com um pouco de sorte talvez estejam os dois ativos sobre a superfície marciana com… quem sabe os dois resilientes MER ainda fazendo das suas! Veremos!

Fontes:

http://www.marsdaily.com/reports/NASA_delays_Mars_mission_until_2011_999.html

http://marsprogram.jpl.nasa.gov/msl/

http://www.aerospaceguide.net/mars/science_laboratory.html

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354818&idCanal=13

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As dificuldades do rover marciano europeu ExoMars

(O robot marciano ExoMars in http://www.esa.int)

O rover europeu ExoMars, especialmente concebido para encontrar vida em Marte sofreu um novo atraso. Depois de um anterior que o deslocou de 2011 para 2013,  agora, só deverá ser lançado em 2016… Este novo atraso, encontra no crónico subfinanciamento do projeto as suas motivações. O custo total do projeto é de 1,2 biliões de euros e este patamar – raro na história da exploração espacial europeia – está a causar algumas hesitações nos governos que fazem parte da ESA, especialmente agora quando se confirmam os receios de que em 2009 a maioria dos países desta agência espacial estarão em recessão.

Uma opção de recurso para salvar o ExoMars seria apelar à entrada no programa de russos ou norte-americanos. Só assim, o essencial das suas capacidades seriam preservadas e não sacrificadas para reduzir custos…

Dada a dimensão do robot, o ExoMars terá que ser colocado no Espaço por um lançador pesado, como o Ariane 5 europeu ou o Proton russo. A sua missão primária será a de encontrar sinais de vida em Marte. Como os anteriores rovers norte-americanos, o ExoMars, devido às suas grandes dimensões e peso terá que aterrar em Marte através de sacos insufláveis para amortecer a queda e recorrendo bem menos aos foguetes de aterragem, método que levou ao fiasco do Mars Polar Lander, mas que conseguiu colocar suavemente no pólo norte marciano, a agora defunta Phoenix.

O ExoMars vai transportar o conjunto instrumental “Pasteur”, assim como uma estação geofísica de 30 kg para monitorizar o clima marciano e a ocorrência de abalos sísmicos. O rover foi aprovado pelos ministros da tecnologia dos países que formam a agência espacial europeia, ESA, em 2005. Na época o âmbito do projeto era o de produzir um rover bem menos sofisticado, mas gradualmente o projeto foi ganhando em ambição e dimensões, tornando-o efetivamente superior aos dois rovers que a NASA continua a operar com tanto sucesso no Planeta Vermelho. Infelizmente, a este aumento de ambição, correspondeu também um aumento de custos o que levou à estimativa que o principal participante no projeto, a Thales Alenia Space, faz do ExoMars: os 1,2 biliões de euros que mencionámos mais acima… Daí as dificuldades presentes deste projeto. A Itália – a maior participante – já deixou claro que iria injetar mais recursos na missão, e mais ninguém se fez avançar disposto a compensar este aumento de custos. Enquanto este dinheiro não aparece, o prazo inicial de Novembro de 2013 torna-se irrealizável, já que os lançamentos para Marte ocorrem sempre nos momentos em que Terra e Marte se encontram em órbitas mais próximas e a seguir a Novembro de 2013, temos apenas a data de Janeiro/Fevereiro de 2016. Razão pela qual se fala agora de 2016… Não porque esteja assegurado o financiamento para esta data de lançamento, apenas porque se sabe já que não haverá dinheiro para um lançamento em 2013.

Esta não será a primeira vez que os europeus tentam colocar uma missão no solo marciano… Em 2003, a muito bem sucedida sonda orbital “Mars Express” largou a sonda britânica “Beagle 2”, sem sucesso, já que este deixou de comunicar com a nave-mãe ainda durante a descida. Na época, culpou-se do falhanço uma série de cortes orçamentais, falta de testes e de sistemas redundantes. A falta de ambição seria assim exposta como a principal causadora do falhanço do “Beagle 2”. Agora, o ExoMars, o ponto principal do programa europeu “Aurora” de exploração do Sistema Solar está também ameaçado e provavelmente será alvo de violentos cortes orçamentais, já que nesta conjuntura não é provável que os EUA, a Rússia ou outros potenciais parceiros (como a Índia e o Brasil) queira colaborar num projeto onde não estiveram desde o início (os EUA já têm dois instrumentos no ExoMars) e onde retirariam escassos benefícios mediáticos… Mas enfim, será melhor termos um mini-ExoMars, do que nenhum ExoMars, presumo…

Fonte:
http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7677349.stm
http://www.esa.int/esaMI/Aurora/SEM1NVZKQAD_0.html

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A “Mars Reconnaissance Orbiter” prova que em tempos passados a água no estado líquido era comum em Marte

(A sonda marciana “Mars Reconnaissance Orbiter” in http://www.martinfrost.ws)

Provas recolhidas a partir de instrumentos da sonda “Mars Reconnaissance Orbiter” indicam que em tempos passados água no estado líquido era algo comum no Planeta Vermelho e se assim era… Então aumentam exponencialmente as possibilidades de que Marte tenha abrigado vida.

Já se sabia há algum tempo que num passado relativamente recente tinham existido grandes lagos, rios de grandes caudais com deltas como os do rio Nilo, na Terra e até Oceanos. Toda esta profusão de água terá existido durantes longos períodos geológicos, e logo, houve condições suficientes durante bastante tempo para sustentar vida microbiana e talvez até algo mais.

Um estudo publicado na revista “Nature” revela que muitas das “terras altas” de Marte, as quais cobrem quase metade do planeta contêm minerais de barro que se formam apenas na presença de agua líquida. Os dados que alimentaram este estudo foram obtido pelo CRISM (Compact Reconnaissance Imaging Spectrometer for Mars) embarcado na Mars Reconnaissance Orbiter. CRISM é capaz de identificar minerais através da reflexão da luz solar a partir do solo, identificando, por exemplo, aqueles que se formam apenas na presença de água.

Estas camadas de minerais estão hoje soterradas em Marte, mas ocasionalmente estão expostas, quer devido a atividade vulcânica, quer devido a impactos meteóricos. A profundidade desta camada indica aos geólogos que estas condições propicias à erupção de vida terão ocorrido entre 4.6 e 3.8 milhões de anos atras.

De entre todos os locais apontados, os deltas de rios são de longe os mais prováveis para que hoje se possam encontrar vestígios de vida e logo, deviam ser uma prioridade para futuras missões robóticas a Marte. Não só pelas suas condições húmidas, mas também porque os barros que aqui se formaram são excelentes formas de captura dos vestígios da passagem de qualquer forma de vida.

Atualmente, existem planos de curto prazo para enviar para Marte duas missões robóticas com a missão de detectar vida. A NASA vai lançar 2009 o Mars Science Laboratory (MSL) e a agência espacial europeia o ExoMars em 2013. Talvez uma das destas duas missões nos traga provas da existência de vida no passado em Marte… E, quem sabe? Registos fósseis de vida microbiana ou até de formas de vida mais evoluídas… E também não podemos descartar a possibilidade de a vida ter sobrevivido nas duras condições atuais do Planeta Vermelho… É que a vida, uma vez que surja, é extremamente resiliente, como prova a capacidade dos extremófilos sobreviverem na Terra nos locais mais inóspitos, alguns ainda mais inclementes que certos locais do Planeta Vermelho.

Fonte:
bbc.co.uk/news

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Prossegue a construção do “Mars Science Laboratory” (MSL)


(Vídeo da aterragem do MSL, em Marte)

A construção dos motores de foguete para o “Mars Science Laboratory” (MSL) cuja utilização podemos ver neste vídeo terminou e estes foram enviados para a NASA para que esta os instale na sonda que está a construir. O MSL vai emular o difícil e perigoso método de aterragem por foguetes, utilizado com sucesso pelas sondas Viking e Phoenix (que também usaram foguetes do mesmo fabricante), mas que foi o responsável pelo falhanço de tantas sondas enviadas para o planeta vermelho, como as várias Mars russas e a MPL norte-americana.

O “Mars Science Laboratory” (MSL) será lançado em 2009 por um foguetão Atlas V. Curiosamente, o foguetão será propulsado também ele por motores da Aerojet e, mais tarde, serão outros oito foguetes de hidrazina que levarão a sonda durante nove meses ate ao planeta Marte.

A travagem para a entrada em orbita marciana será obra destes oito foguetes, antecipando a abertura de um paraquedas de travagem e a reentrada em operação de outros foguetes, também da Aerojet, para a fase final de aterragem da sonda.

E assim coloca a humanidade mais uma sonda em Marte, preparando a chegada dos primeiros astronautas, os quais esperamos ainda ver nos próximos 30 anos e que deverão antecipar a instalação de bases permanentes nas décadas seguintes. Isto se daqui a trinta anos, ainda existir civilização tal como a conhecemos hoje sobre a face da Terra, tamanha é a escala da pressão que a humanidade esta a impor sobre a ecologia e clima terrestre… De qualquer forma, o MSL, esse, já tem a sua chegada ao planeta vermelho praticamente assegurada… Salvo imprevistos, como aqueles que são comuns entre as sondas que o Homem tem enviado ao planeta.

Fontes:
http://www.marsdaily.com/reports/Aerojet_Ships_Propulsion_System_For_Mars_Science_Laboratory_Mission_999.html
http://mars.jpl.nasa.gov/msl/

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Confirmado: Gelo de água em Marte!

(http://www.blogsmithmedia.com)

A NASA confirmou no seu site Twitter:

Whoohoo! Was keeping my eye on some chunks of bright stuff & they disappeared! Sublimated! So it can’t be salt, it’s ice: http://is.gd/lFa
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Are you ready to celebrate? Well, get ready: We have ICE!!!!! Yes, ICE, *WATER ICE* on Mars! w00t!!! Best day ever!!
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Ou seja, já se sabia que aquelas manchas brancas expostas pelo braço robótico da Mars Phoenix podiam ser gelo de dióxido de carbono, sal ou gelo de água. Mas estas imagens, captadas a 15 e a 17 de Junho, respectivamente mostram claramente a sublimação de gelo de água na trincheira que os cientistas designaram de “Dodo”, conforme se pode ver AQUI

Note-se ainda que desde 2002 que a sonda “Mars Odyssey”, havia identificado como muito elevada a probabilidade haver em Marte gelo de água… Algo que agora foi confirmado e que deverá ser novamente comprovado dentro de dias quando forem conhecidos os resultados das análises químicas que a Phoenix está a realizar às amostras recolhidas esta semana.

Fonte:

http://twitter.com/MarsPhoenix

http://science.nasa.gov/headlines/y2002/28may_marsice.htm

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