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Sobre o programa lunar alemão

A Alemanha está a avaliar o envio de uma missão robótica à Lua. O objetivo será o de criar uma rede de especialização cientifica e tecnológica espacial, como admite Peter Hintze o secretário de Estado alemão para a Economia e Tecnologia: “uma missão lunar alemã é possível durante a próxima década, até por volta de 2015”.

A missão custaria perto de 2,2 biliões de dólares, criando know-how precioso na área aeroespacial e da robótica e gerando empregos de Alta Tecnologia.

A Alemanha pondera também fazer um convite a outras nações europeias ou até mesmo aos EUA, para realizarem esta missão em parceria.

O secretário de Estado alemão acrescentou ainda que seria interessante estabelecer na Lua uma base permanente que pudesse lidar com ameaças vindas do Espaço, como asteróides em rota de colisão com a Terra.

Ao contrário de muitos países, a campanha eleitoral alemã inclui o Espaço na sua agenda. A CDU, da atual chanceler Angela Merkel, inscreveu no seu programa esta missão lunar alemã e um plano mais ou menos detalhado em três fases:
1. Enviar para o Espaço um satélite feito na Alemanha
2. Desenvolver um sistema de aterragem automática para a sonda lunar
3. Desenvolver um veículo robótico para realizar pesquisa na superfície lunar

O programa lunar alemão tem sido recebido com cepticismo pela oposição, que o acusa de irrealista e inadequado à presente situação económica e orçamental alemã.

O governo alemão, em 2008, já tinha tentado levar à prática um orbitador lunar alemão, o “Lunar Exploration Orbiter”, com um custo estimado de 500 milhões de dólares. A sonda que teria sido construída pela EADS Astrium e pela empresa aeroespacial alemã OHB Technology teria como missão mapear o solo lunar e o seu chumbo surpreendeu o “German Aerospace Center” que a preparava e que a dava já como certa. A Alemanha é já um parceiro muito ativo da ESA, pelo que a sua presença nesta instituição sairia prejudicada se se empenhasse numa missão lunar própria, mas colocaria a Alemanha entre as nações que enviaram já missões próprias ao nosso satélite natural: EUA, Rússia, China, Japão e Índia.

Fontes:
http://www.upi.com/Security_Industry/2009/08/13/Germany-may-target-the-moon-by-2015/UPI-78051250175966/

http://www.universetoday.com/2007/08/21/details-on-germanys-lunar-exploration-orbiter/

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Sobre o atraso do regresso à Lua

Quando se sabe que as primeiras missões tripuladas para a Lua da NASA vão ter lugar apenas em 2020 e que a principal razão que impulsiona este regresso – a construção de uma base lunar – terá lugar apenas em 2030, é impossível disfarçar um certo sentimento de desilusão.

O programa Apollo norte-americano foi suspenso por Richard Nixon em 1972, porque o programa do Shuttle estava a arrancar e não havia recursos suficientes para mais missões Apollo e o Shuttle, em simultâneo. A estratégia deu-nos a Estação Espacial Internacional (ISS) e o Hubble, além de uma capacidade inédita de colocar cargas pesadas em órbita. De facto, sem o Shuttle, não teria sido possível lançar o telescópio espacial, nem as suas quatro missões de manutenção. Mas agora, que o Shuttle está a meses do seu último voo, os EUA, irão ficar sem esse caro (mas não muito fiável) mas poderosa plataforma.

A Europa, com a sua agência espacial ESA incluiu a Lua nos planos no âmbito do programa Aurora, onde procura parcerias com os EUA, China, Japão e Índia. Esta parceria poderá levar a agência a colocar um astronauta europeu na Lua entre 2020 e 2030. As dificuldades dos EUA com o Aries e o Constellation poderão levá-la a buscar uma aliança com a Europa. Os demais países funcionam mais num registo isolacionista, especialmente a China que depois de ter comprado na década de 90 a tecnologia russa Soyuz não quis mais parcerias com ninguém…

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/homem-na-lua-novas-missoes-tripuladas-so-a-partir-de-2020-primeira-base-lunar-em-2030=f526531

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A NASA deixou cair os seus planos para construir uma base lunar?

A Base Lunar inicialmente proposta pela NASA em http://www.nasa.gov

A Base Lunar inicialmente proposta pela NASA em http://www.nasa.gov

Os planos norte-americanos que previam a construção de uma base lunar (não propriamente semelhante a esta mas mais semelhante a esta coisa) estão praticamente anulados. A NASA (que continua sem Administrador, depois da entrada de Obama em funções na Casa Branca) atravessa uma grande crise financeira e o atual “administrador interino”, Chris Scolese acaba de admitir que a NASA provavelmente já não irá construir nenhuma base lunar. Isto, contudo, pode não ser necessariamente uma má notícia para a presença humana no Espaço, já que deixou antever que a NASA poderia reorientar a sua estratégia de exploração do Espaço para missões tripuladas para Marte ou mesmo até um asteróide.

O grupo de pressão “Planetary Society” tem vindo a pedir à vários anos que a NASA cancele os seus planos de construir uma base permanente na Lua de forma a concentrar os seus cada vez mais escassos recursos em missões curtas ao nosso satélite na preparação numa missão tripulada a Marte. O orçamento atribuído pelo governo federal à agência para 2010 pode decidir definitivamente pelo abandono do plano de construção de uma base lunar, estando a redução prevista a ser estudada pela agência. Oficialmente, a administração Obama ainda não se pronunciou sobre a continuação ou não desse projeto gisado no passado por Bush, estando atualmente todas as opções em aberto… O que já é de per si uma mudança, já que este “posto lunar” era uma certeza até agora.

Fontes:
http://www.newscientist.com/article/dn17052-nasa-may-abandon-plans-for-moon-base.html
http://www.nasa.gov/exploration/home/why_moon.html
http://www.nasa.gov/centers/goddard/news/series/moon/why_go_back.html

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A Índia vai colocar um astronauta na Lua em 2020 e planeia já uma missão a Marte…


(O rover lunar indiano
Chandrayaan-II in http://images.techtree.com)

A Índia tem atualmente planos para enviar o seu primeiro astronauta para a Lua em 2020, apenas dois anos depois do regresso da NASA ao nosso satélite natural. E apenas cinco anos depois do envio do primeiro astronauta indiano para órbita terrestre, na data estimada de 2012.

O anúncio foi feito por K. Radhakrishnan da Agência Espacial Indiana (ISRO) que afirmou que a Índia em 2015 iria colocar numa órbita terrestre de 200 Km de altitude dois astronautas, no culminar do desenvolvimento do lançador indígena PSLV. Curiosamente, não usarão o outro lançador pesado disponível, o GSLV (ver AQUI), embora existissem indicações contrárias.

A missão lunar será a continuação de uma série de missões robóticas indianas ao nosso satélite natural que começou com a bem sucedida
Chandrayaan-I, em 2008 e uma antecâmara para uma ainda mais ambiciosa missão a Marte que a Índia deverá enviar até 2020.

Quer a missão lunar, quer a missão marciana ainda estão apenas numa fase de desenho, apenas a segunda missão robótico lunar, a Chandrayaan-II está numa fase avançada, tendo sido dados como concluídos todos os trabalhos de concepção a 24 de dezembro de 2008 o que permitirá cumprir a data de lançamento estimada em 2012. A sonda deixará sobre a superfície lunar um rover, capaz de mapear com elevado detalhe a superfície e de recolher amostras e efectuar sobre elas amostras químicas.

A NASA, que deverá regressar à Lua dois anos do primeiro astronauta indiano lá colocar os pés, em 2018, mantem o seu calendário, apesar de todos os constrangimentos orçamentais. Os seus planos contemplam um orçamento de 104 biliões de dólares para a construção de um um novo veículo lançador com até quatro astronautas capazes de passar pelo menos sete dias na superfície lunar. O valor orçamentado é 55% inferior ao do programa Apollo, muito pouco por comparação, mas quanto relativamente às ambições indianas? Sim, porque não se encontra em lado nenhum a estimativa de custos desta primeira missão indiana ao nosso satélite lunar… Será de esperar um custo muito inferior, na mesma linha das poupanças da Chandrayaan-1 que custou apenas 79 milhões de dólares, comparando com os 187 milhões da sonda chinesa e os 580 milhões da sonda japonesa.

Fontes:
http://www.ndtv.com/convergence/ndtv/moonmission/Election_Story.aspx?id=NEWEN20080069657
http://www.msnbc.msn.com/id/9399379/
http://www.zeenews.com/sci-tech/space-/2008-12-24/493558news.html
http://en.wikipedia.org/wiki/PSLV
http://en.wikipedia.org/wiki/Chandrayaan-1
http://www.thaindian.com/newsportal/india-news/chandrayaan-ii-design-ready_100134752.html
http://in.reuters.com/article/topNews/idINIndia-36086720081022

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A missão lunar indiana Chandrayaan-1 chega à Lua e torna a Índia o terceiro país a colocar um engenho no solo lunar

A 14 de novembro de 2008, a União Indiana conseguiu colocar uma bandeira do seu país na superfície da Lua. A bandeira estava pintada na “Moon Impact Probe” (MIP) que colidiu com o solo lunar no pólo sul do nosso satélite. O MIP é uma das 11 cargas úteis da sonda lunar indiana Chandrayaan-1 e o momento em que colidiu com a Lua foi um momento histórico, tornando essas 20:31 horas de 15 de Novembro o dia em que um terceiro país – além da ex-URSS e os EUA – coloca um equipamento científico no nosso satélite natural.

O MIP pesa apenas 34 kg e incorpora três instrumentos: um sistema de captura de imagens de video, um altímetro por radar e um espectómetro de massa. O sistema devia captar imagens da Lua à medida que se ía aproximando da sua superfície, medindo a taxa de descida e recolhendo dados sobre a ténue (mas real) atmosfera lunar. Como esta:

O MIP após ter sido largado pela Chandrayaan-1 viajou durante 25 minutos até ao solo lunar, período durante o qual ligou os seus foguetes várias vezes de forma a assegurar uma separação bem sucedida da nave-mãe. Depois, tornou a usar os mesmos foguetes para retardar a sua descida, enviando sempre dados por rádio para a Chandrayaan-1. Esta gravou estes dados na sua memória e reenviou-os depois para Terra. Infelizmente, o MIP calou-se no momento do impacto, o que estava previsto, mas que determinou o fim da curta vida da primeira presença indiana na Lua…

Atualmente, todos os instrumentos da sonda lunar indiana estão operacionais e a funcionar sem problemas.

A Chandrayaan-1 foi lançada em 22 de Outubro pelo lançador pesado indiano PSLV-C11 e colocada inicialmente numa órbita elíptica que depois foi alterada através do impulso do motor de combustível líquido Newton 440 durante perto de 3 minutos, até alcançar a órbita lunar a 8 de novembro. Posteriormente, novas correções de atitude, levariam a sonda até uma órbita de apenas 100 km, onde deverá permancer até ao fim da sua vida útil, em 2012.

Além do MIP, a sonda tem vários instrumentos com finalidades diversasm, cinco construídos na Índia e seis construídos nos EUA, Grã-Bretanha e Alemanha. Entre estes destaca-se o Mini-SAR que vai procurar detectar água gelada em zonas de sombra permanente no solo lunar, o OBC695B, construído pela empresa britânica BAE Systems e que sendo um computador especialmente construído para resistir às duras condições ambientes do Espaço profundo age como o cérebro da sonda e que já fora usado com grande sucesso pelo GIOVE-A, o percursor da rede Galileo, o sistema GPS europeu. A sonda é alimentada por um único painel solar com capacidade para 700 Watts.

O sucesso desta missão, e a sua maior amplitude que a prévia missão chinesa Chang’e (onde inclusivamente se chegou a questionar a origem das fotografias) prova que a Índia merece plenamente o estatuto de grande potencia espacial… falta agora colocar em órbita um astronauta indiano por meios próprios… A missão Chandrayaan-1 deve ter custado perto de 91 milhões de dólares, e a sua sucessora, a Chandrayaan-2 deve ficar em pouco mais de 97 milhões. Estes valores, que podem ser elevados comparados com os altos níveis de pobreza ainda registados na União Indiana, são notavelmente inferiores aos de um lançamento de um Shuttle “reutilizável”, da NASA, que deve andar pelos… 450 milhões de dólares! É claro que se compararmos este custo ao do programa nuclear militar indiano, com os seus impressionantes 15 biliões de dólares, o preço da exploração lunar rapidamente se dissolve… especialmente tendo em conta a vantagem propagandística obtida por mais este lançamento do fiável e barato lançador pesado indiano, PSLV-C11, o lançador pesado mais económico da atualidade e um seríssimo concorrente no mercado mundial de lançamento de satélites, os 91 milhões acabam muito diluídos…

Fontes:

http://spacefellowship.com/News/?p=7362

http://www.moondaily.com/reports/Indian_Tricolour_Reaches_Lunar_Surface_999.html
http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7718015.stm

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A Índia lançou a sua primeira missão lunar, a Chandrayaan 1

A Índia lançou com sucesso a sua primeira missão lunar. A sonda Chandrayaan 1 partiu para o Espaço do espaçoporto indiano no Estado de Andhra Pradesh, no sul do país, para uma missão com duração prevista de dois anos. Como a sonda chinesa, o objetivo da sonda será o de mapear a superfície lunar, criando um mapa tridimensional da mesma e localizando recursos minerais. A sonda vai recolocar a União Indiana na “Primeira Divisão” da exploração do Espaço, reunindo este pais ao Japão, EUA e China que têm neste momento orbitadores ativos na Lua.

A sonda pesa uma tonelada e meia e vai procurar localizar gelo de água na Lua e Helium 3, um isótopo raro na Terra, mas que se estima ser comum na Lua e que poderá ser um combustível de eleição para reatores de Fusão Nuclear.

A sonda é alimentada por um painel solar de 700 watts que fornecem energia a um grupo de cinco instrumentos indianos e outros seis construídos em Estados associados ao projeto, destes, um dos mais interessantes uma mini-sonda de 30 kg que será libertada da nave-mãe e que vai colidir com o solo lunar filmando cada momento da sua aproximação e medindo a composição da ténue atmosfera lunar.

O lançamento da Chandrayaan será a responsabilidade de um foguetão “Polar Satellite Launch Vehicle (PSLV)” que o colocará numa órbita alta dita de “transferência”, após o que uma série de pequenos impulsos dos propulsores da própria sonda a colocara a caminho da Lua, onde chegará depois de um percurso de cinco dias e meio.

O seu custo total é de 78 milhões de dólares, insignificante quando comparado com o da ESA, NASA ou mesmo a China, mas muito sensível num pais onde centenas de milhões passam ainda fome apesar da “revolução verde” da ultima década. A Fome tornou-se ultimamente um problema ainda maior com o agravamento dos preços dos alimentos na Índia e com a sua crónica dependência das importações e clássica expansão demográfica. A manutenção de um Programa Espacial de primeira linha pode assim ser questionável num pais imerso ainda em tão grandes e graves problemas de desenvolvimento. Por outro lado, este lançamento prova a capacidade da tecnologia espacial indiana… E o anterior recorde do PSLV com a colocação em órbita de 10 satélites em simultâneo confirma ainda mais a sua capacidade e… torna a Índia num seríssimo competidor no lucrativo mercado mundial de lançamento de satélites.

Mas recuar no que concerne à Exploração  Espacial é negar ao bilião e meio de indianos o seu lugar na Lua, quando começar a sua ocupação permanente, lá para meados deste século e, sobretudo, abandonar um domínio cientifico e tecnológico tão crucial para o desenvolvimento de um pais como o é o da ciência aeroespacial.

Fonte:
bbc.co.uk/news

http://en.wikipedia.org/wiki/Chandrayaan

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A missão lunar “suicida” da LCROSS “Lunar Crater Observation and Sensing Satellite”

(A missão lunar "suicida" da LCROSS "Lunar Crater Observation and Sensing Satellite" in http://msnbcmedia1.msn.com)

A missão lunar da NASA designada como LCROSS “Lunar Crater Observation and Sensing Satellite” que a agência espacial norte-americana espera lançar para o nosso satélite natural nos começos de 2009 tem como principal objetivo procurar água gelada numa cratera lunar que está sempre protegida da luz solar no pólo sul da Lua. A descoberta de quantidades significativas de água na Lua poderá ser determinante para o estabelecimento de uma base permanente na Lua e foi por essa razão que a NASA vai lançar estes dois “impactadores pesados” para avaliar se a teoria que coloca gelo de água nestes locais tem alguma base concreta.

A LCROSS vai penetrar no solo de uma cratera lunar que nunca é banhada pelos raios solares enviado esses “impactadores” que lançarão materiais que depois telescópios terrestres poderão analisar procurando pela presença de água, hidrocarbonetos e outros materiais hidratados.

A missão depende do trabalho da “Northrop-Grumman” e é uma chamada “missão de baixo custo” (79 milhões de dólares) usando muito equipamento da anterior missão “Lunar Propector” e não será lançada por um foguetão próprio, mas viajará como parte da carga da “Lunar Reconnaissance Orbiter” (LRO), uma sonda que foi concebida para encontrar locais de aterragem para futuras missões tripuladas e aprofundar o mapeamento da Lua e que será lançada em 28 de Outubro por um foguetão Atlas 5. A LRO vai chegar à Lua em apenas 4 dias, mas a LCROSS terá ainda que cumprir um delicado e lento processo de manobra orbital que demorará três meses até um ponto em que um foguete “Centaur” irá lançar os “impactadores” para a cratera alvo.

A missão “Lunar Propector” identificou grandes quantidades de hidrogénio no Pólo Lunar, quando se despenhou intencionalmente também sobre uma cratera e essa descoberta levou à LCROSS, para procurar determinar se este hidrogénio estava aqui isolado ou se em moléculas de água gelada.

Fontes:
http://lcross.arc.nasa.gov/
http://www.msnbc.msn.com/id/23371839
http://www.northropgrumman.com/
http://lunar.arc.nasa.gov/
http://lunar.gsfc.nasa.gov/
http://www.twitter.com/LCROSS_NASA

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O Kaguya japonês: o melhor satélite actualmente em órbita lunar

Selene

(O Kaguya in http://www.jaxa.jp)

Existem hoje mais de meio milhar de satélites activos em órbita da Terra. Nada de parecido se passa em torno da Lua, mas… na sua devida escala, cedo haverá por aqui um pequeno engarrafamento. A China, a Índia, o Japão, a Rússia e os EUA enviaram, têm ou estão a enviar satélites para a Lua. Destes países, dois já têm satélites activos: o Japão e a China orbitam neste momento o nosso satélite natural. O Kaguya japonês (antes chamada de Selene) chegou à Lua em 2007 e a sua missão é a de fazer mapas detalhados da superfície lunar, procurando água gelada em crateras profundas e resguardadas da luz solar e estudar o campo gravitacional da Lua. A sonda japonesa é a maior e mais poderosas de todas as sondas actualmente na Lua, consistindo em três satélites distintos, separados entre si e com instrumentos excelentes, cumprindo trabalho e recolhendo dados que mais nenhuma outra sonda pode fornecer e sobretudo, consegue apontar todos os seus instrumentos para um único local no solo lunar e recolher dados em simultâneo. No total, o satélite principal da Kaguya transporta 13 instrumentos diferentes, o que dá uma boa medida da escala e da ambição lunar japonesa.

Fonte: NASA Podcast, Fevereiro de 2008

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Em 2009 será possível ser enterrado… na Lua

(http://news.skymania.com)

A empresa privada britânica (enfim… a Ilha de Man é britânica, certo?) “Odyssey Moon Limited” assinou um protocolo com a Celestis, Inc (empresa de que já falámos por AQUI) para que nas missões lunares da “Odyssey Moon” sejam colocados em órbita lunar e no solo do nosso satélite lunar cinzas daqueles que contratarem os serviços funerários muito especiais da Celestis… Curiosamente, estes restos mortais humanos não serão os primeiros a repousarem na Lua, já que em 1999, a própria NASA colaborou com a Celestis para enviar para a Lua, na sonda Lunar Prospector algumas gramas das cinzas do astronómo Eugene Shoemaker que quando a sonda se despenhou (intencionalmente) no pólo sul da Lua se tornou assim o primeiro ser humano a repousar para a eternidade fora do globo terrestre.

A Odyssey Moon é a primeira concorrente ao desafio “Google Lunar X PRIZE” que entregará 30 milhões de dólares ao primeiro concorrente que enviar e operar dentro de determinados parâmetros e requisitos um rover para a Lua. Os planos da empresa são assim os de colocar na Lua um pequeno rover, capaz de realizar alguma pesquisa científica básica e evoluir pelo solo lunar. Adicionalmente, o veículo transportará também algumas cinzas de clientes da Celestis, aumentado assim o retorno do investimento da Odyssey.

O serviço funerário lunar da Celestis é designado como “Luna Service” e deverá ainda em 2009 e inclui as seguintes opções:
Cápsula (1 grama de cinzas de uma só pessoa): 9995 dólares
Cápsula Gemini (2 gramas de cinzas de duas pessoas): 14995 dólares
Módulo (7 gramas de cinzas de uma pessoa): 19990 dólares
Módulo Gemini (14 gramas de cinzas de duas pessoas): 29985 dólares

Este protocolo insere-se numa série de iniciativs privadas com vista a explorar comercialmente o Espaço. Os primeiros sinais que haveria um mercado para estas actividades estritamente privadas e não mais ligadas às áreas de Pesquisa Científica e Defesa surgiram quando o primeiro turista espacial, o milionário Dennis Tito pagou 20 milhões de dólares por uma viagem até à Estação Espacial Internacional

Fontes:
http://www.spaceref.com/news/viewpr.rss.html?pid=25044
http://www.memorialspaceflights.com/
http://lunar.arc.nasa.gov/
http://www2.jpl.nasa.gov/sl9/news81.html
http://www.odysseymoon.com/
http://www.googlelunarxprize.org/
http://www.space.com/dennistito/

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A NASA desvenda o mistério das “luzes lunares”

Ainda não há muito tempo, quem quer que declarasse ter vistos “luzes” na Lua era considerado um… lunático. Contudo, dados recentes, recolhidos pela NASA nos últimos dois anos provam que esses fenómenos ou “anomalias lunares” longe de serem o simples produto da imaginação fértil de alguns astrónomos ou dos estudos étereos de algum ovnilogista mais alucinado eram, de facto, bem reais… Com efeito, nesses dois anos, as observações da NASA registaram mais de uma centena de “luzes lunares”, ou melhor dizendo… explosões de meteoros ao tocarem no solo da Lua. Na Lua, a ausência de atmosfera faz com que até os mais pequenos meteoros cheguem intactos ao solo e uma pequena explosão correspondente à detonação de algumas centenas de quilos que TNT pode ser vista na Terra, por um telescópio amador de pequena potencia. Isso aliás, explica a numersa lista de “luzes lunares” registada ao longos dos séculos e onde alguns quiseram reconhecer a atividade de naves extraterrestres, bases alienígenas ou… bases militares secretas, havendo até quem sugerisse que eram a prova da existência na Lua de bases subterrâneas.. nazis.

A explicação é – sabemos hoje – bem mais prosaica e é ilustrada por esta fotografia recente, captada a 4 de janeiro de 2008, junto da cratera Gauss:

Este projeto tem como objetivo preparar o regresso do Homem à Lua, algo que a NASA espera conseguir antes de 2020 (ver AQUI) já que a queda de meteoritos sobre a expedição, sobre os engenhos espaciais que alunarem ou sobre qualquer outro tipo de instalações permanentes ou semi-permanentes que aqui se venham a construir pode colocar em risco todo o projeto e ameaçar a vida dos astronautas no local. É assim imperativo avaliar o risco, identificar a frequência destes fenómenos e planear respostas para estes riscos. Esse foi o propósito deste programa de observação lunar começado em 2005, logo que a Administração anunciou a decisão de regressar à Lua.

No passado, acreditava-se que estas explosões não poderiam ser o fruto de impactos meteóricos porque na Lua não havia oxigénio para as alimentar e isso apontava para a possibilidade de se tratar de atividade alienígena, mas na verdade, a energia cinética dos asteróides que tocam a superfície lunar é tão alta que estes normalmente colidem com a Lua a mais de 48 mil Km/h e a velocidades desta escala mesmo a colisão de um meteorito do tamanho de um seixo pode ser visto na terra e deixar uma cratera com várias dezenas de metros… a luminosidade resultante é assim produzida pelo aquecimento súbito do solo lunar e pelo derretimento do solo afectado.

Uma das conclusões inesperadas deste estudo foi que a maioria dos asteróides que colidem com a Lua o fazem fora das tradicionais “chuvas de meteoritos”, sendo estas responsáveis por menos de 1/3 de todos os impactos. Isto implica que é inútil planear a presença dos astronautas para uma época do ano onde não ocorram estas “chuvas” já que o risco é distribuído uniformemente ao longo de todo o ano. Outra conclusão é de que ainda os impactos sejam comuns, as probabilidades destes ocorrerem sobre um astronauta ou uma nave espacial são probalísticamente muito baixas. Poderão aumentar se se construirem bases lunares muitas extensas, caso em que estas deverão ser construídas no subsolo, como defesa destes acidentes. Restam ainda por esclarecer dúvidas quanto às chamadas “partículas secundárias”, resultantes do primeiro impacto meteorítico e que como a Lua não tem atmosfera e possui uma baixa gravidade, podem percorrer centena de quilómetros a partir do ponto de impacto e terem ainda a energia suficientes para atravessar um fato de astronauta.

Fontes:

http://science.nasa.gov/headlines/y2008/21may_100explosions.htm?=rss

http://www.nasa.gov/mission_pages/constellation/main/index.html

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A China vai colocar um rover na Lua em 2013

(O “Rover Lunar” chinês in http://news.bbc.co.uk)

A “Academia de Tecnologia Aeroespacial” de Xangai apresentou no jornal chinês de língua inglesa “Xangai Daily” fotografias de um modelo à escala real de um rover lunar que a China pretende colocar na Lua em 2013. O trabalho neste veículo lunar decorre pelo menos desde 2005, segundo indica esta reportagem.

O robot lunar terá sensores que lhe permitirão evoluir pelo irregular solo lunar, evitando obstáculos de forma autónoma na sua lenta caminhada a 100 metros/hora. O veículo terá cerca de 200 Kg de peso e um metro e meio de altura. A energia do rover provém de um grupo de painés solares que terá no seu topo. Um grupo de câmaras de video transmitirão imagens em tempo real para a Terra, enquanto outros sensores e um braço mecânico recolherão amostras do solo até um pequeno laboratório instalado no corpo do veículo lunar.

Já desde finais de 2000 que se sabia que a China iria enviar à Lua robots antes que o primeiro astronauta chinês tocasse o solo do nosso satélite natural. Na época, Sun Zenqgi do Departamento de Ciências Computacionais e Tecnologia da Universidade de Tsinghua afirmava: “A exploração lunar é um símbolo importante do alto grau de desenvolvimento em tecnologia espacial. Os robots tomarão um papel chave nas tarefas de exploração antes de que os primeiros yuhangyuan (astronautas) aterrarem na Lua.” Assim, sendo, os trabalhos neste rover devem ter começado logo após os finais de 2000 e não apenas desde 2005 e decalcando as características e capacidades dos rovers “Spirit” conseguem sobreviver até hoje em Marte. Já em 2000, o cientista referia que o rover lunar devia ser “pequeno, leve e móvel, capaz de subir escarpas e evitar obstáculos, e adaptar-se a diferenças de temperaturas extremas”, precisamente as mesmas características do veículo lunar apresentado este mês à imprensa. Uma das principais missões destes robots será a de identificar locais adequados para a aterragem de yuhangyuan.

As declarações deste cientista indicam também que os robots não são o ponto de chegada da exploração chinesa, mas o primeiro passo de uma presença que irá ser mais tarde protagonizada por astronautas recordando que a China é atualmente a única potencia que compete directamente com os Estados Unidos no regresso à Lua de astronautas e no estabelecimento de bases lunares ainda durante a primeira metade deste século.

Fontes:

http://www.spacer.com/news/china-00zzj.html

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u395178.shtml

http://gizmodo.com/gadgets/robots/china-prepping-a-moon-rover-thatll-outshine-the-rest-249244.php

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O projecto da RKK Energyia para fundar uma base lunar em 2020 e do… Kliper (ainda)

Kliper
(O projecto Kliper russo… Concebido para poder ir e voltar à Lua in http://newsimg.bbc.co.uk)
Nikolai Sevastyanov, o responsável máximo pela empresa espacial russa RKK Energiya está a considerar o estabelecimento de uma base lunar permanente cuja construção começaria em 2015. Não existe ainda financiamento estatal para tal projecto, e a própria declaração parece ser um apelo mais ou menos (menos) velado por fundos para tão ambicioso projecto… Sevastyanov, invocou a presença na Lua de grandes quantidades de Hélio-3, um isótopo do Hélio com dois protões e um neutão, muito raro na Terra, mas relativamente comum nas camadas superiores do regolito (solo) lunar. O isótopo é uma fonte potencial para geradores de energia a fusão nuclear e se é tão frequente na Lua tal deve-se à acumulação aqui do mesmo por milhões de anos de vento solar, sem a interferência de uma atmosfera ou de erosão, como sucede na Terra.

O projecto da RKK Energyia consiste básicamente em recolher o Hélio-3 do solo lunar e em enviá-lo de volta para a Terra e essa seria a principal missão da base que a empresa quer construir na Lua até 2020. É claro que não é a primeira vez que tais projectos são lançados para a praça pública na Rússia… E todos têm ficado frustados por falta de financiamento do governo russo. As declarações de Nikolai Sevastyanov surjem no contexto da tentativa da empresa de recolher mais financiamentos para o projecto de uma nova nave espacial, o Kliper, o qual parece estar mais ou menos estagnado apesar do seu desenvolvimento e a construção da primeira frota de cinco naves custar menos de 1,5 biliões de dólares (uma fracção do regresso da NASA à Lua, com os seus 104 biliões)… O Kliper foi concebido para ser capaz de realizar vôos circumlunares requerendo para tal apenas da instalação de um módulo adicional de propulsão e, logo, poderia ser o “cavalho de batalha” desta presença permanente na Lua e desta cadeia de transportes… Além do Kliper, a Energyia tem também outro projecto menos conhecido, o Parom (ver AQUI) que deverá substituir os actuais cargueiros Progress que abastecem regularmente a ISS e que brevemente serão acompanhados nessa missão pelo ATV europeu.

Ainda que por detrás destas propostas de Nikolai Sevastyanov estejam muito evidentemente as dificuldades em financiar o desenvolvimento do Kliper, é verdade que o Hélio-3 lunar pode ser usado na Terra em reactores de fusão nuclear como o novo ITER (ver AQUI), com os seus impressionantes 10 biliões de euros de custo de construção, mas que será o primeiro reactor do género a produzir mais energia, do que aquela que consome e que poderá ser… o primeiro de muitos reactores seguros, não-radioactivos e consumindo… água e produzindo… água em lugar dos perigosos materiais radioactivos que ninguém sabe como guardar.

Fonte:
Space.com

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