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As quatro missões lunares chinesas: Chang’e 1, 2, 3 e 4

Existem novos indícios que apontam para a existência não de duas (como se pensava) mas de quatro missões lunares chinesas a consumar nos próximos dez anos. Uma notícia (aprovada por Pequim, como todas as outras) publicada recentemente pela Xinhua e que teria como fonte o Professor Ye Peijian, o coordenador do programa lunar chinês daria como certa a alunagem da Chang’e 3 em 2013 assim como a presença neste Lander de um Rover capaz de recolher e analisar amostras. O Rover terá um sistema de navegação automática e será capaz de se desviar de obstáculos (ou assim o esperam…). O Rover levará também um “radar de exploração lunar”, ainda que não seja claro para que fins, mas que poderá ser usado para medir a densidade do solo.

A missão seguinte será a Chang’e 4, também com um Lander e um Rover. Para esta quarta missão ainda não se conhece a data de lançamento, mas este deverá ser nunca anterior a 2014 e posterior a 2015. Segundo a agência noticiosa de Pequim esta quarta missão realizará “patrulhas automáticas” na Lua, algo que é omitido para a terceira (e gémea) missão.

A mesma fonte acrescenta ainda que a China está já a preparar uma quinta missão, a Chang’e 5 que recolherá amostras lunares e que as trará de volta para Terra antes do final do ano de 2017.

A China está assim a aplicar para a Lua o mesmo tipo de plano que levou os seus taikonautas para a órbita terrestre sempre com sucesso: uma lógica de pequenos e seguros passos, sempre com um objetivo maior em mente, que, neste caso é nada mais nada menos que: colocar taikonautas chineses na Lua… um passo final e altamente significativo para o estatuto internacional de super-potencia de Pequim.

Fonte:
http://www.spacedaily.com/reports/Chinas_Fantastic_Four_Moon_Plan_999.html

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A Agência Espacial Indiana (ISRO) encontrou uma gigantesca caverna subterrânea na Lua

A Agência Espacial Indiana (ISRO) encontrou uma gigantesca caverna subterrânea na Lua. Esta caverna poderá ser usada no futuro como o local perfeito para instalar uma base permanente no nosso satélite natural.

A descoberta foi feita pela sonda Chandrayaan-1 e expõe uma caverna com 1.7 km de comprimentos de 120 metros de largura perto do equador lunar que poderia proteger os seus ocupantes dos perigos da radiação, das temperaturas extremas e dos micro-meteoritos que impactam constantemente na superfície lunar. Esta caverna terá sido formada por um “tubo de lava” e confirma a existência na Lua deste tipo de estruturas que outras observações tinham já permitido antever e que são altamente interessantes para os dois países que mantêm atualmente a intenção de enviarem astronautas para a Lua: China e Índia.

Fonte:
http://www.siliconindia.com/shownews/ISRO_finds_cave_in_moon_can_be_used_as_base_station_for_astronauts-nid-79567.html

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Um regresso à Lua… privado. Sugerido pela Lockheed Martin

Infelizmente, uma das decisões de Obama ao chegar à Casa Branca foi abandonar o projeto da NASA para regressar à Lua. Mas a Lockheed Martin propôs agora uma missão para enviar astronautas para uma órbita lunar.

A proposta da Lockheed Martin passa pelo envio de uma Orion para uma órbita geo-estacionária na face oculta da Lua de forma a testar as tecnologias necessárias a uma missão num asteróide ou para ensaiar a exploração de Marte, por rovers telecomandados, a partir de uma nave em órbita. Precisamente dois objetivos que a NASA recebeu de Obama… Os planos atuais estimam que serão enviados astronautas até um asteróide até 2025 e para uma órbita marciana até meados da década de 2030.

O ensaio lunar permitiria testar a capacidade das cápsulas Orion para funcionarem em missões com um mês de duração, preparando a missão para o asteróide com os seus seis meses de extensão, a capacidade da Orion para realizar reentradas atmosféricas em altas velocidades (cerca de 50% mais rápidas quando regressa de uma missão distante do que de uma órbita LEO) e a resistência da cápsula à radiação presente no Espaço profundo.

Para que esta missão lunar possa ter sucesso, a NASA teria que desenvolver um novo Lander, capaz de colocar rovers no solo lunar e os próprios rovers. Sendo estes lançados antes da Orion tripulada. Depois, a Orion seria lançada com 3 astronautas ou pelo lançador pesado que os EUA ainda não têm e aí diretamente para a Lua, ou com os foguetões atuais em dois lançamentos distintos: colocação em orbita por um Delta 4 Heavy e acoplagem posterior com um estádio superior de um Centaur para completar o resto do voo até à Lua.

Resta saber agora se este imaginativo esquema vai ser posto em prática e se o ambicioso programa espacial proposto por Obama à NASA tem recursos financeiros para avançar, o que é duvidoso num país que parece ter perdido a sua força anímica na densa desilusão criada pela incapacidade do presidente em romper as teias criadas pelos poderes instalados nos EUA. Um missão lunar desta amplitude poderia devolver aos norte-americanos o orgulho perdido, reduzir o impacto da missão tripulada chinesa que por essa altura Pequim deverá colocar na Lua e antecipar a missão a Marte que é atualmente o corolário de todos os projetos da NASA.

Fonte:
http://www.space.com/news/moon-far-side-astronaut-mission-101123.html

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Das ambições marcianas do programa espacial chinês

Sonda marciana chinesa Yinghuo 1 (http://www.chine-informations.com)

Sonda marciana chinesa Yinghuo 1 (http://www.chine-informations.com)

No decurso do seu programa espacial – que tem tanto de cuidadoso como de ambicioso – a China tem agora como meta maior o planeta Marte. Já havia rumores de que Pequim iria lançar uma missão marciana tão cedo como em 2013.

Já se sabia que em 2011, a China vai colocar uma pequena sonda, a Yinghuo 1 na sonda russa Phobos-Grunt. Este pequeno Orbiter tem como missão estudar a alta atmosfera marciana, tentando encontrar respostas que possam aclarar a questão de saber para onde foi a atmosfera que se suspeita que Marte possa ter tido num passado geológico recente.

A China já tem a tecnologia para levar longas missões como provaram as missões lunares
Chang’e 1 e 2, havendo indícios de que a Chang’e 2 poderá – no fim da sua missão abandonar a órbita lunar e realizar uma aproximação a um asteróide.

Não é assim impossível que a China desenvolva o modelo de sonda usado com sucesso por duas vezes em missões lunares para uma terceira sonda, completamente autónoma como o Phobos-Grunt e a lance na próxima aproximação Marte-Terra, em 2013.

O maior problema com uma missão marciana completamente autónoma será, contudo, o lançador… Para uma missão mais longínqua – até Marte – será precisa mais potencia do que a que o mais potente lançador chinês, o Longa Marcha 3C (da Chang’e 2), talvez usem o 3B, mais antigo, mas mais potente… a China está a trabalhar nos novos Longa Marcha 5, mas esta nova geração de foguetes só será estreada em 2014.

Uma missão marciana completamente autónoma daria uma prova insofismável da sofisticação do programa espacial chinês e num programa onde a afirmação política interna e externa é crucial, tal sucesso seria tão importante como – no passado recente – foi o envio do primeiro taikonauta para o Espaço, razão pela qual este rumor deve ter mesmo bases muitos sólidas…

Fonte:
http://www.spacedaily.com/reports/China_Goes_To_Mars_999.html

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A Europa planeia um Rover Lunar a lançar em 2018

 

O Rover que a ESA poderá colocar na Lua (http://newsimg.bbc.co.uk)

O Rover que a ESA poderá colocar na Lua (http://newsimg.bbc.co.uk)

 

A Agência Espacial Europeia (ESA) está a trabalhar num projeto para enviar para a Lua um rover pesando entre 700 a 800 kg com perto de 60 kg de instrumentação. O trabalho de concepção foi entregue à EADS Astrium em troca de 6.5 milhões de euros.

O rover deverá aterrar no pólo sul sendo aqui colocado por um lander que controlará de forma automática a sua alunagem, em busca do local mais interessante e (simultaneamente) para alunar. Uma vez no solo, o Lander libertará o Rover que começará assim o seu trabalho de pesquisa.

O Rover será equipado com múltiplos sensores e instrumentos capazes de procurar minerais e água, de forma a preparar futuras missões humanas ao nosso satélite natural. Essa é a razão, aliás, para a presença do Rover no Pólo Sul, onde há indícios da presença de quantidades sensíveis de água em algumas crateras lunares.

O projeto elaborado pela EADS Astrium será submetido para aprovação em 2012 e – se aprovado – será lançado por um foguetão Soyuz da Guiana Francesa em 2018.

O Rover deverá ser capaz de permanecer ativo na Lua durante vários meses e será colocado no Pólo Sul lunar porque a ESA não tem ainda a tecnologia para equipar o rover com um gerador nuclear de radiosótopos e porque aqui, no pólo, terá acesso a maior radiação solar do que no equador.

Se for aprovado pelos políticos europeus dos países que constituem a ESA (Portugal é um deles), este projeto representará um importante passo em frente para a Europa, já que até agora nenhum rover europeu foi colocado no Espaço e tal sucesso permitiria alavancar outros sucessos em locais ainda mais interessantes do nosso Sistema Solar, como Marte ou o fascinante Titã, onde a ESA já colocou o seu Lander Huygens.

Fonte:
http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-11305553

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A Zond 3

Foi em 18 de julho de 1965 que a União Soviética lançou a Zond 3 uma sonda que foi capaz de fotografar pela primeira vez regiões nunca vistas do nosso satélite natural fazendo a notável tarefa de fotografar, revelar o filme e… enviar as fotos por televisão, de volta para Terra!

Uma das missões da Zond 3 era contudo secreta… os soviéticos estavam também em busca de um bom local para aterrar uma nave tripulada havendo inclusivamente o nome do cosmonauta Valery Bykovsky ainda em 1968 isto segundo um livro escrito pelo próprio e intitulado “Cosmonauta Número 5” onde afirmou tinha estado “em treino para um voo lunar”. Segundo o historiador James Oberg, este voo lunar seria um sobrevoo da Lua, a realizar em 1967 com um único cosmonauta a partir de uma cápsula Soyuz muito modificada.

Os projetos soviéticos de colocarem um cosmonauta na Lua antes dos norte-americanos foram frustrados com a morte de Sergei Korolev o engenheiro de foguetoes cujo génio esteve por detrás de todas as grandes realizações do programa espacial soviético, desde o Sputnik à Soyuz. Sem o seu génio, o grande foguetão lunar que os sovieticos estavam a construir não seria terminado com sucesso e com a chegada da primeira Apollo à Lua, todo o programa soviético seria abandonado ficando assim todo o trabalho de mapeamento e preparacao de uma missão tripulada por aproveitar.

Fonte:
http://www.alamogordonews.com/ci_15542677?

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As bases lunares serão… subterrâneas?

Um "tubo de lava" fotografado pela LRO (http://blogs.discovery.com)

Um "tubo de lava" fotografado pela LRO (http://blogs.discovery.com)

Ainda que os EUA tenham recuado nos seus planos para estabelecerem uma base lunar permanente na Lua, a China não o fez e quando a sua base estiver a ser construída (depois de 2025) é improvável que as outras potencias espaciais como a Europa, a Índia e os próprios EUA fiquem parados. E então, todos estarão a construir bases não na superfície lunar mas… sob ela. Com efeito, a sonda “Lunar Reconnaissance Orbiter” (LRO) já identificou vários poços lunares com várias dezenas de metros de profundidade que devem ser o produto do colapso do teto de “tubos de lava” como aqueles que existem em várias regiões vulcânicas na Terra (como os Açores ou as Canárias). Estas estruturas subterrâneas poderão assim constituir um abrigo precioso para os primeiros colonos terrestres do nosso satélite natural e servirem de local de habitação e de estabelecimento de quintas hidropónicas.

Graças às suas paredes e tetos de lava, os túneis protegerão os colonos dos meteoritos e da radiação que a falta de atmosfera lunar deixa passar e tudo isto a uma temperatura relativamente amena e constante ao contrário das tremendas amplitudes térmicas que se registam na superfície.

As naves espaciais vindas da Terra serão capazes de realizarem aterragens automáticas diretamente nas aberturas nos tubos de lava descobertas pela LRO (e já em número de dez) e encontradas pela primeira vez pela sonda japonesa Kaguya.

Fonte:
http://news.discovery.com/space/subterranean-living-may-await-moon-and-mars-colonists.html#mkcpgn=rssnws1

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O rover lunar da Astrobotic Technology e o prémio Google… a vencer em 2012?

A empresa norte-americana Astrobotic Technology tenciona recolher os 36 milhões de dólares do prémio da NASA quando em dezembro de 2012 enviar uma missão robótica bem sucedida (espera ela…) à Lua.

A NASA anunciou recentemente que entregará um prémio de 10 milhões de dólares a cada empresa que consiga recolher dados sobre o lançamento, trajetória e perigos de um voo para Marte.

Além da NASA, a Astrobotic poderá também ganhar o prémio de 24 milhões de dólares do Google Lunar X Prize e 2 milhões de dólares que o governo da Florida prometeu pagar se o lançamento fosse feito a partir do seu território.

De uma forma muito adequada, a Astrobotic escolheu lançar a sua missão com o lançador de uma outra “start-up” privada, a SpaceX, reservando um foguetão Falcon 9 por 56 milhões de dólares. Este custo – mais a soma de todos os prémios que a empresa pode receber – implica um prejuízo, pelo que a Astrobotic está a vender a espaço no seu veículo lunar a operadores e a agências espaciais internacionais. Em teoria, colocar um instrumento na Lua, no rover da Astrobotic, pode ser um bom investimento, já que o custo por grama em relação a uma missão convencional é várias dezenas de vezes inferior, mas nestas questões há também o aspecto propagandístico e de orgulho nacional…

O rover deverá ser capaz de percorrer 500 metros na superfície lunar e enviar imagens e dados para Terra devendo ser capaz de se manter ativo na Lua durante pelo menos 14 dias. Em termos de energia, o rover dependerá de baterias de iões de lítio fosfato, capazes de resistir às baixas temperaturas lunares.

Fonte:
http://www.pittsburghlive.com/x/pittsburghtrib/news/pittsburgh/s_694317.html

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Afinal pode não haver tanta água na Lua como se pensava…

Era bom, mas... não é! (http://i.makli.com)

Era bom, mas... não é! (http://i.makli.com)

Apesar da multiplicação de indícios sobre a presença de água na Lua, um novo estudo vem esfriar estes ânimos… O estudo dedicou ao clorino presente nas rochas trazidas para a Terra pelas missões Apollo e conclui que a Lua contêm apenas entre 1 parte em 10 mil a 1 em 100 mil a quantidade de água que a Terra possuí.

Desde à muito que se acreditava que a Lua tinha quantidades consideráveis de água, por exemplo na forma de gelo nas crateras onde os raios do Sol não conseguem chegar. Acredita-se que esta água tinha sido depositada na Lua ao longo de milhões de anos por impactos meteoríticos e de cometas.

O estudo atual, contudo, refere-se à quantidade de água que as rochas que compõem a Lua continham aquando da sua formação, há 4,5 biliões de anos atrás quando a colisão planetária que deu origem ao sistema Terra-Lua teve lugar. Foi durante o arrefecimento após esta colisão que se cristalizou o clorino que é o objeto deste estudo. A mesma conclusão foi tomada pelos cientistas da NASA que estudaram as rochas das Apollo na década de 70.

Em suma, embora exista bastante mais água na Lua do que se acreditava, este continua a ser essencialmente um dos astros mais secos do Sistema Solar.

Fonte:
http://www.sciencenews.org/view/generic/id/61821/title/All_wet,_or_high_and_dry%3F

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Sobre as perdidas rochas lunares das missões Apollo

Uma amosta de rocha lunar da Apollo 15 (http://www.lpi.usra.edu)

Uma amosta de rocha lunar da Apollo 15 (http://www.lpi.usra.edu)

O programa lunar Apollo trouxe da Lua várias amostras de rochas lunares, na década de 60 e 70. Eu próprio recordo-me ainda de ver uma dessas amostras no Aquário Vasco da Gama, amostra esta que infelizmente seria depois furtada para nunca mais voltar a ser recuperada. O Portugal de Salazar foi então um dos 50 países contemplados com amostras lunares para fins propangadísticos.

A maioria destas amostras simplesmente desapareceu… roubadas, como a amostra do Vasco da Gama, ou desviadas por políticos para suas casas ou para o mercado negro.

Recentemente, uma destas amostras apareceu num leilão e foi possível determinar que se tratava de uma amostra doada ao governo das Honduras, na década de 70 e que agora um colecionador privado tentava vender por 5 milhões de dólares em Miami. Quantas mais haverá por aí, em leilões mais ou menos obscuros? Quem tem o direito de vender items que foram doados a Estados? Um tal património da Humanidade deverá ser sujeito a tais operações comerciais?

Fonte:
http://www.floridatoday.com/article/20100530/NEWS02/5300331/Lost+moon+rocks+spark+a+mystery

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Um robot humanóide caminhando na Lua?

Uma empresa japonesa, a SOHLA ou “Space Oriented Higashiosaka Leading Association” está a ultimar planos para enviar um robot humanóide, de duas pernas para a Lua até 2015. O robot custará cerca de 10,5 milhões de dólares e será batizado de “Maido-kun” e está a ser desenvolvido pela agência espacial japonesa (JAXA) e pela SOHLA.

A forma do robot poderá não ser a melhor, já que não é sem razão que todos os rovers já enviados e a enviar para a Lua e para Marte andarão sobre rodas… Mas que será espectacular ver um robot humanóide na Lua, isso será!

Fonte:
http://www.engadget.com/2010/04/29/japan-sending-humanoid-robot-to-the-moon-by-2015/

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O Japão quer construir uma base lunar até 2020

A sonda luna japonesa SELENE (http://www.jaxa.jp)

A sonda luna japonesa SELENE (http://www.jaxa.jp)

O programa lunar norte-americano levou recentemente um sério revez, por efeito das dificuldades orçamentais dos EUA… Este recuo será naturalmente aproveitado pelas potencias que se procuram afirmar também no Espaço. A China tem um programa lunar muito ambicioso e consistente e tudo indica que conseguirá colocar um astronauta (ou melhor dizendo, um taikonauta) na Lua muito antes da primeira missão de regresso dos EUA. Mas o Japão também não está imóvel… Nos últimos anos enviou várias missões automáticas ao nosso satélite natural (como a Kaguya), mas isso é só o começo… A agência espacial japonesa (JAXA) tem um projeto de mais de 2,2 biliões de dólares para colocar na Lua robots até 2015 e construir apenas cinco anos depois a primeira base lunar japonesa.

A base lunar japonesa que deverá estar em operação em 2020 será completamente automatizada e dependente de robots para a sua construção, manutenção e até para reparações que sejam necessárias realizar sobre estes robots. Com efeito, e como a Lua não é propriamente ao virar da esquina, nem há no local técnicos de reparação, estes robots e estas instalações terão que possuir capacidades de auto-reparação muito sofisticadas.

Os primeiros robots que o Japão vai colocar na Lua serao robots pesados com lagartas, painéis solares, sismógrafos, várias câmaras de alta definição e vários outros instrumentos científicos. Terão também braços robóticos para recolheram amostras do solo e das rochas lunares que depois serão remetidas para Terra. Os robots serão controlados a partir de Terra, mas terão também algumas capacidades autónomas de navegação autonómas.

Após estes primeiros robots, outros se seguirão, mas especializados na construção da base lunar. Esta base será construída algures no Pólo Sul lunar e recolherá a sua energia a partir de painéis solares.

Todo o projeto parece demasiado ambicioso (2020!) especialmente tendo em conta as datas e as graves dificuldades financeiras com que se debate o governo nipónico. Mas se for assumido como um projeto e uma prioridade nacionais, os recursos necessários podem ser capitalizados e o impulso de desenvolvimento científico e tecnológico daqui decorrente poderão ser tão significativos como o programa Apollo foi para os EUA na década de 60 e 70.

Fontes:
http://www.popsci.com/technology/article/2010-05/japan-wants-moon-base-2020-built-robots-robots
http://www.jaxa.jp/projects/sat/selene/index_e.html

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O “plano lunar” chinês prossegue…

A China está a ultimar os planos para uma instalação capaz de estudar as amostras de rochas lunares que irá recolher nas suas próximas missões com sondas robóticas.

O plano chinês de exploração da Lua começou pelo envio de um orbiter, a fase seguinte contempla a aterragem suave de um lander com um rover. Após esta missão, a China planeia enviar um lander que recolha 2 kg de amostras do solo e os remeta para Terra onde serão estudadas pelo laboratório especializado que está agora na fase de planeamento.

A primeira fase do plano lunar chinês foi cumprido com sucesso através da sonda Chang’e 1. E os trabalhos decorrem agora na finalização da Chang’e 2, que deverá ser lançada já em outubro de 2010. A seguir, a Chang’e 3 realizará a aterragem lunar e a missão de retorno de amostras, a Chang’e 4 será lançada em 2017.

Existem também rumores de que a China estaria disposta a integrar a “the International Lunar Network” (ILN), a rede multinacional que a NASA está a liderar e que consiste num conceito interessante em que vários países colaboram entre si por forma a colocar na Lua uma rede de várias estações automáticas capaz de criar uma grande rede lunar de recolha de dados geofísicos. A confirmar-se a presença da China na ILN esta seria realmente extraordinária, já que a China tem mantido na exploração do Espaço uma atitude muito solipsista e de grande isolamento.

Fonte:
http://www.space.com/news/china-moon-rock-lab-plans-100316.html

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NASA: Há um “Plano B” para salvar o programa Constellation?

O responsável da NASA, Charles Bolden vai debater com o presidente Obama os planos para desmantelar o programa Constellation. A deslocação surge no momento em que aparecem documentos internos da agência em que o diretor do Johnson Space Center em Houston, instrui especificamente subordinados seus para delinearem um “Plano B” de desenvolvimento de um veículo espacial tripulado.

O que a NASA está a tentar salvar do Constellation é a construção de uma cápsula tripulada, de um lançador pesado e de programa de testes de tecnologias para novos lançadores de satélites. Estes seriam implementados dentro do orçamento atribuído à agência por Obama, e permitiram que os EUA se mantivessem como líderes no campo espacial.

A decisão de Obama de acabar com o Constellation enfrentou severa oposição entre Republicanos e Democratas, havendo mesmo que propôs o adiamento do último voo do Space Shuttle de 2010 para 2012, como forma de compensar o fim do Constellation e assim manter os empregos altamente especializados que de outra forma se perderiam.

O novo programa pós-Constellation receberia uma nova designação e seria alimentado pelo aumento de 6 biliões de dólares do orçamento da NASA durante os próximos cinco anos. Há sinais contraditórios quanto à aceitação por Obama deste “Plano B”. Por um lado, muitos senadores se pronunciaram contra o fim do Plano A, o polémico duo Constellation-Orion e estariam dispostos a aprovar um seu regresso, menos ambicioso e financeiramente mais contido, em troca de Emprego e de continuação de investimento. Por outro lado, a planeada presença chinesa na Lua em 2020. Irá certamente pressionar o governo federal a manter um programa lunar paralelo, e os privados (como a SpaceX e a Orbital ou Taurus) não parecem ter os recursos financeiros e técnicos para erguerem um programa lunar comparável ao Constellation ou mesmo ao cuidadoso e cerebral plano chinês, pelo que a NASA, terá que ter aqui um papel determinante… A lógica de privatizar quase totalmente o Espaço, pode revelar-se perniciosa a muitos títulos e é aqui que o Plano B da NASA se pode revelar muito útil.

Fonte:
http://www.space.com/news/nasa-budget-plan-b-sn-100304.html

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Stanley Kubrick e a “Conspiração Apollo/Moon Hoax”

Stanley Kubrick

Stanley Kubrick e a "Conspiração Apollo" (http://slamxhype.com)

Uma das Teorias da Conspiração mais fascinantes de sempre alega que as expedições lunares Apollo foram de facto realizadas em… Estúdio sobre a batuta do conhecido realizador Stanley Kubrick. A teoria diz que o realizador teria sido pago para tal pelo governo e que – para proteger a sua família – este teria escondido pistas de tal no seu filme “The Shining”.

A teoria é da lavra de Jay Weidner e baseia-se em que o protagonista principal do filme “The Shining”, Jack Torrance e o seu filho Danny representam vários aspectos distintos de Kubrick. Jack é o seu “lado prático” que faz um acordo com o gerente do Overlook Hotel (simbolizando a América ou o governo americano, já que está construído sobre ossos de índios) para o proteger durante o Inverno (a Guerra Fria).

A teoria parte de várias anomalias presentes ao longo do filme:

1. O quarto assombrado que no livro de Stephen King é o 217 e que no filme de Kubrick é o 237, 237 como as 237 mil milhas que separam a Terra da Lua. Este quatro representaria assim o local das filmagens ou como diz a dado ponto o personagem principal: “é como desenhos num livro, Danny. Não são reais”.

2. Os gémeos do filme (ausentes do livro) serão uma referencia às cápsulas Gemini (Gémeos…).

3. Os múltiplos ursos empalhados do filmes serão referencias ao urso soviético,

4. Quando Jack escreve na máquina de escrever: “All work and no play makes Jack a dull boy”, em ciclo obsessivo o “All” vale de facto por “A11”, isto é: Apollo 11, a primeira missão Apollo a alcançar a Lua. Teoricamente…

Stanley Kubrick teria mascarado todas estas pistas sobre o seu envolvimento na “Conspiração Apollo” da NASA, como forma de proteger-se a si mesmo e à sua família contra ameaças que teria recebido do governo norte-americano, que o teria ameaçado de morte. Como já escrevi no passado, não sou adepto da tese de que as missões Apollo foram forjadas. É possível que nem tudo tenha corrido como nos dizem e há também a possibilidade de que tenham corrido até demasiado bem e descoberto na Lua… Provas da presença alienígena… Com missões que correram mal e foram camufladas, com sucessos que não foram divulgados por motivos de segurança, etc. De permeio, pode haver efetivamente algumas fotografias falsas, adulteradas ou manipuladas que podem ter estado na base desta teoria da Conspiração. E que na variante que aqui apresentemos encontra no realizador Stanley Kubrick o coordenador de todas as filmagens e fotografias adulteradas no Programa Apollo.

Fonte:
http://news.discovery.com/space/faked-moon-landings-and-kubricks-the-shining.html

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A China vai colocar os seus primeiros astronautas na Lua antes de 2020

Tudo indica que a China vai colocar os seus primeiros astronautas na Lua antes de 2020. Tal sucesso irá inevitavelmente desencadear uma nova Corrida Espacial, comparável apenas aquela que na década de 60 colocou soviéticos e norte-americanos na mira do mesmo destino. É claro que agora – de forma bem diferente à década de 60 – a vantagem não é norte-americana, graças ao cancelamento do regresso à Lua recentemente decidido por Obama…

Não há dúvidas de que o programa Constellation sofria de vários problemas de concepção e que provavelmente era um erro colossal, logo desde o início, mas descartar todo o esforço em investimento em troca de praticamente nada irá revelar-se um erro muito brevemente… E de forma especialmente flagrante em 2020 quando a primeira bandeira chinesa for cravada no regolito lunar.

A China não é hoje uma potencia espacial comparável aos EUA… Em termos de exploração científica do Espaço, de número de satélites comerciais, científicos e militares em órbita e ate devido ao envelhecido mais ainda extraordinário Space Shuttle, os EUA, hoje, ainda estão num patamar de desenvolvimento tecnológico muito superior. Mas se a China provar que consegue colocar astronautas na Lua muito antes dos EUA o golpe psicológico e publicitário terá consequências tremendas.

Paradoxalmente, apesar desta potencia, o programa espacial chinês ainda é uma fração do norte-americano. É um programa financeiramente modesto, com objetivos de curto prazo modestos e relativamente baratos, como o rover que vão colocar na Lua em 2012. É claro que entre 2012 e 2020 vão apenas oito anos e colocar um rover na Lua, sem o reenviar de volta para Terra é muito diferente de enviar (e devolver) astronautas para a Lua… Sendo uma ditadura, com um férreo controlo dos meios de comunicação, um eventual desastre lunar poderia ter o impacto negativo abafado, mas como programa espacial chinês tem como principal objetivo não a produção de Ciência mas a afirmação internacional e local do prestígio chinês e do partido comunista, um falhanço lunar poderia ter um grande impacto.

A China não pode dar-se ao luxo de suportar um desastre na sua primeira missão humana à Lua devido ao caráter propangadísticos que carateriza o seu programa espacial, onde uma presença na Lua seria fundamental para a afirmação da China como superpotência.

A confirmar-se a presença da China na Lua antes do regresso dos EUA, tal prende-se muito mais com os erros que Bush fez do que ao mérito da China ou ao demérito de Obama. Sem os erros que resultaram na patética reedição do Apollo chamada Constellation, com os mais de 10 biliões de dólares já gastos e agora atirados para o lixo, os EUA talvez pudessem manter um plano de regresso à Lua mais realizável. Curiosamente, note-se que todo o orçamento anual chinês para o Espaço é de pouco mais de um bilião de dólares, um décimo do custo do Constellation!

A China já provou que é capaz de conseguir fazer os seus passos por custos baixos e seguindo uma lógica de passos pequenos e seguros… Enfim, a única potencia espacial que pode chegar à Lua antes da China não são os EUA, mas… A Índia que enviou a primeira sonda lunar em 2008 e que já afirmou planear colocar o seu primeiro astronauta na Lua em 2016, quatro anos antes da data chinesa! De facto, a data indiana é praticamente impossível já que a Índia ainda nem sequer colocou um astronauta em órbita nem ensaiou acostagens (como a China fará em 2011-2012), mas que o objetivo está traçado, está.

Fonte:
http://www.moondaily.com/reports/US_lunar_pull-out_leaves_China_shooting_for_moon_999.html

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A nova missão lunar indiana, a Chandrayaan-II será lançada em 2013

Rover Chandrayaan-II (www.thejes.com)

A próxima missão lunar indiana, a Chandrayaan-II, será lançada na primeira metade de 2013. A missão é resultado de uma parceria com a Rússia e teve a sua fase de concepção concluída devendo a construção do Orbiter e do Rover começar brevemente.

A sonda irá alunar e realizar uma série de análises químicas e mineralógicas, enviando dados de volta para Terra e libertando um rover que irá evoluir pela superfície lunar. A sonda da agência espacial indiana (a ISRO) vai incorporar menos equipamentos que a sua predecessora, a Chandrayaan-I, que tinha 11, mas será como esta capaz de determinar se existe água no nosso satélite natural, o “Santo Graal” da presença humana permanente na Lua.

Fonte:

http://www.moondaily.com/reports/India_Aims_For_Chandrayaan_II_Lunar_Mission_In_2013_999.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Chandrayaan-2

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Marte… Depois de desistir da Lua, será esta a prioridade da NASA?

O Administrador da NASA, Charles Bolden, afirmou que a NASA deveria enfocar-se numa missão tripulada a Marte, possivelmente na década de 2030 e retirar importância à exploração da Lua. Bolden acrescentou que há contudo duas incógnitas que restam: a mitigação dos efeitos da radiação e a perda de massa óssea.

A orientação para Marte do programa espacial norte-americano poderia calar aqueles que criticam Obama por não ter uma visão clara para a missão e objetivos da NASA, além de ter cancelado o programa Constellation e o regresso à Lua. Na prática, estes cancelamentos, fizeram desperdiçar os 9 biliões de dólares que a agência já gastou no Constellation e a curto prazo irão colocar a tradicional liderança no Espaço que os EUA detinham após a queda do Muro de Berlim.

Não é crível que estas declarações de Bolden sobre viagens humanas a Marte tenham sido produzidas sem o prévio aval de Obama e quando Bolden defendeu o envio de missões humanas à Lua (mas não bases permanentes) como forma de ensaiar tecnologias a usar mais tarde numa missão a Marte, Obama deve também ter estado envolvido… Vai uma aposta como nos próximos meses teremos uma declaração bombástica por parte de Obama quanto a uma missão a Marte?

Fonte:
http://www.chron.com/disp/story.mpl/metropolitan/6859370.html

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O “Plano Obama para o Espaço”

O recentemente apresentado “Plano Obama para o Espaço” representa uma viragem radical no programa espacial tripulado dos EUA. A grande orientação governamental é agora a de fazer residir estas missões em naves espaciais construídas por privadas e não mais naquelas construídas pela NASA.

Um outro aspecto do Plano Obama é o (esperado) prolongamento da vida da Estação Espacial Internacional (ISS) e o (igualmente esperado) abandono do projeto de regressar à Lua até 2020.

Esta alteração da política espacial dos EUA vai implicar a entrega de mais seis biliões de dólares às empresas norte-americanas capazes de entregar foguetões e cápsulas tripuladas, como o SpaceX e a Orbital, algo que além de radical, é também muito arriscado, já que até agora e embora a SpaceX esteja muito perto, ainda nenhuma delas conseguiu colocar um só astronauta em órbita. Seis biliões de dólares podem, contudo, fazer toda a diferença, já que estas empresas nunca tiveram tal escala de capital à sua disposição…

O abandono desse legado eternamente subfinanciado da Era Bush, o Ares-Constellation e a transferência destes objetivos para empresas privadas irá também libertar recursos para que a NASA possa enviar astronautas para um asteróide ou para uma das luas de Marte.

A decisão de retirar à NASA a missão de conceber e produzir um novo lançador e cápsula tripulada terá certamente impacto no emprego gerado indiretamente pela agência nas empresas suas subcontratadas, como a Boeing ou a Lockheed Martin, especialmente na Florida onde essa industria é particularmente vigorosa.

A visão de Obama passa também pela concepção pela NASA de um novo lançador pesado, a ser usado nas missões tripuladas a asteroides e às luas de Marte.

Já se sabia que Barack Obama não era um “homem do Espaço”. O tempo que demorou a nomear um novo administrador para a NASA, depois da demissão de Griffin já disse, aliás, isso mesmo… Agora, e com o inevitável último voo do Space Shuttle, o fim do Ares-Constellation e a aposta arriscada nos lançadores privados, estaremos no ocaso dos EUA, enquanto potencia espacial?

A decisão pode soar a acertada no clima atual de recessão e de défice orçamental galopante, mas custará milhares de empregos de alta tecnologia a curto prazo e implicará o prolongamento quase certo dos pagamentos à Rússia em troca de lugar para astronautas americanos nas cápsulas Soyuz. A entrega de 6 biliões de dólares a empresas norte-americanas poderá recuperar alguns destes empregos, mas sempre com um défice final considerável, já que SpaceX e Orbital empregam muitos menos que as grandes e tradicionais empresas aeroespaciais norte-americanas.

Fontes:
http://news.discovery.com/space/nasa-former-administrator-weighs-in-on-obama-no-moon-plan.html
http://www.spaceref.com/news/viewpr.rss.html?pid=30099
http://www.space.com/news/obama-nasa-space-plan-reactions-100128.html

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O regresso à Lua será muito provavelmente… circumlunar

Cápsula circumlunar soviética Zond 5 (http://solarsystem.nasa.gov)

Apesar de várias notícias sobre o iminente regresso do Homem à Lua, de facto, tal regresso não vai ter lugar na próxima década.

Os EUA estão a reavaliar completamente o seu programa Orion e não é de todo impossível que o regresso à Lua seja cancelado e substituído por missões circum-lunares (sem alunagem) ou a asteroides.

Na década de 60, os soviéticos enviaram para missões circum-lunares as cápsulas Zond – versões não tripuladas das Soyuz e lançadas por Protons – algumas das quais levavam até pequenos animais. O programa foi cancelado com o sucesso das missões Apollo, mas foi ressuscitado recentemente com a proposta de turismo espacial da Space Adventures que propõe uma viagem circumlunar numa Soyuz com um módulo de propulsão extra.

Quer de uma forma comercial e turística, quer através de uma missão mais “estatal”, seja ela norte-americana ou… Chinesa ou até indiana, parece muito mais que provável – pelo menor risco e custos envolvidos – que o regresso do Homem à Lua seja primeiro antecedido por uma missão circumlunar.

Fonte:
http://www.moondaily.com/reports/Circumlunar_Missions_The_Missing_Link_999.html

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Montes Marius: O local da primeira base lunar permanente?

Um dos locais mais interessante da Lua é um “buraco vertical” é tão largo como um quarteirão de uma grande cidade e tão profundo como um arranha-céus. Acredita-se que se trata de um tubo de lava, colapsado e criado numa época em que a Lua era geologicamente mais ativa do que hoje.

A estrutura foi descoberta pela sonda lunar japonesa SELENE da agência espacial japonesa JAXA e é até ao momento o melhor local jamais identificado no nosso satélite natural para vir a acolher a primeira base lunar permanente já que bastará cobrir esse buraco para se obter uma instalação extensa e hermeticamente isolada do vácuo espacial nesse mundo sem atmosfera.

Este tubo de lava é certamente apenas a parte exposta de uma rede mais extensa e que sendo formada de densa rocha basáltica, é uma proteção ideal contra impactos meteóricos. O poço descoberto pela sonda japonesa pode ser assim o local de acesso a esses túneis e ser o ponto de aterragem e descolagem das naves espaciais que servirão essa base lunar.

O poço lunar tem uma forma circular, com cerca de 65 metros de diâmetro e uma profundidade que será ligeiramente inferior aos 90 metros e situa-se numa região conhecida como “Montes Marius”, um topónimo lunar de que ainda ouviremos falar muito nas próximas décadas… Seja como local da primeira instalação humana permanente na Lua, seja… Como a primeira base lunar chinesa, pela leva que as coisas têm atualmente…

Fonte:
http://www.space.com/scienceastronomy/091231-moon-hole-lava-tube.html

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Foram escolhidos os três finalistas do programa “New Frontiers” da NASA: Lua, Vénus ou um Asteroide

Vénus: um dos destinos prováveis do New Frontiers da NASA (http://pacificempire.org.nz)

A NASA selecionou três projetos candidatos. A escolha final será realizada até meados de 2011 e deverá determinar o destino da próxima missão ao Espaço exterior da agencia espacial norte-americana.

Na final está uma missão para estudar a atmosfera e a crosta de Vénus; uma missão para recolher e trazer para a Terra uma amostra de um asteroide e uma terceira missão para colocar um missão na Lua capaz de recolher amostras do Pólo Sul e regressar a Terra.

Os trabalhos de seleção começaram em 2010 e o lançamento da missão vencedora deve ocorrer antes do final de 2018. A missão deverá custar menos de 650 milhões de dólares.

1. A missão venusiana SAGE ou “Surface and Atmosphere Geochemical Explorer” pretende lançar uma sonda que desça através da densa atmosfera marciana, recolhendo dados sobre a sua composição. Esta sonda aterrará depois na superfície, recolhendo mais dados, desta feita do solo venusiano.

2. A missão a um asteróide será a “Origins Spectral Interpretation Resource Identification Security Regolith Explorer” ou Osiris-Rex, que terá como principal objetivo o estudo local e recolha de material de um asteróide para análise em Terra.

3. A Missão “MoonRise” ou “Lunar South Pole-Aitken Basin Sample Return Mission” quer colocar um Lander no pólo sul lunar e trazer para Terra amostras.

As três propostas fazem parte de um grupo de propostas mais numeroso que foram entregues à NASA a 31 de julho de 2009 no âmbito do programa “New Frontiers”. Este programa da NASA tem como objetivo explorar o Sistema Solar com missões frequentes e de custo médio. A primeira missão deste programa foi lançada em 2006 e chegará a Plutão em 2015 e depois partirá a caminho da Cintura de Kuiper, para estudar os cometas que se estimam serem aqui abundantes. A segunda missão, é a Juno que irá orbitar Júpiter pela primeira vez e que será lançada em agosto de 2011.

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/Venus_Asteroids_And_Moon_To_Compete_For_Next_New_Frontiers_Mission_999.html

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MoonLITE: O projeto estudantil europeu para o envio de uma sonda à Lua

A “Surrey Satellite Technology Ltd” (SSTL) britânica foi escolhida pela Agência Espacial Europeia (ESA) como gestora de um projeto que envolverá estudantes de diversos países da Europa na construção de um orbitador lunar.

O projeto intitula-se “European Student Moon Orbiter” (ESMO) e tenciona colocar uma sonda numa órbita lunar com o objetivo de mapear a superfície lunar, recolhendo fotografias e outros dados científicos.

O projeto vai envolver pelo menos dez universidades europeias e colocará nas mãos dos estudantes a concepção e construção da sonda, a qual deverá estar terminada antes de 2013. A sonda lunar ESMO vai permitir que os estudantes europeus tenham uma participação ativa no programa espacial europeu, envolvendo-os de uma forma ainda sem precedentes em todo o mundo na exploração do Espaço. Desta forma se formarão não somente os cientistas do futuro, mas também se cativarão para a Ciência jovens que de outra forma se perderiam para carreiras menos úteis e produtivas, como a Bolsa ou o Setor Financeiro…

A “Surrey Satellite Technology Ltd” (SSTL) que irá coordenar o trabalho dos estudantes foi recentemente selecionada pelo governo britânico para liderar a concepção do projeto “MoonLITE“, com o objetivo de orbitador lunar de baixo custo, capaz de largar penetradores no solo lunar e de reenviar os dados recolhidos para Terra através de uma relé de comunicações no satélite. O “MoonLITE” deverá estar em ativo antes do final de 2014.

Fonte:
www.sstl.co.uk

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A Índia e a Rússia terminaram a concepção de uma sonda conjunta que irão enviar para a Lua em 2011 ou 2012

A Índia e a Rússia terminaram a concepção de uma sonda conjunta que irão enviar para a Lua em 2011 ou 2012. Na fase seguinte, os cientistas russos e indianos irão trabalhar em protótipos, numa fase que terminará já em 2010.

A missão receberá a designação Chandrayaan-2 e será a segunda missão lunar indiana, consistindo num orbitador e num veículo lunar que fará uma aterragem suave no solo do nosso satélite natural.

Nesta parceria internacional, cabe à Rússia desenhar e construir o “Lander” e o “rover” que deverá recolher amostras do solo, realizar algumas análises básicas e enviar dados para Terra.

A parceria russo-indiana data de um protocolo assinado em 2007 e resultou já na bem sucedida primeira missão lunar indiana, a Chandrayaan-I, lançada em outubro de 2008.

A Chandrayaan-I foi lançada pelo lançador pesado indiano PSLV-C11 e pesava 1304 kg estando equipada com dez instrumentos diferentes, cinco dos quais construídos na Índia, sendo os restantes fruto de acordos com os EUA e a Europa. A sua missão de dois anos irá produzir um mapeamento detalhado da superfície lunar procurando vestígios de água e de minerais como magnésio, alumínio, sílica e titânio, assim como urânio e tório. Todos indispensáveis à construção e sobrevivência de uma eventual instalação permanente na Lua…

Este “rover” lunar tornará a Índia num líder claro no regresso humano à Lua… Claramente acima do Japão, com o seu grande orbitador lunar, a China – muito ambiciosa, mas mais lenta porque age sempre sozinha – que a Europa, que não se decide a enviar um Rover e os EUA, que atravessam grandes dificuldades e indecisões num programa de regresso à Lua muito ambicioso mas claramente muito subfinanciado…

Fonte:
http://www.moondaily.com/reports/India_And_Russia_Complete_Design_Of_New_Lunar_Probe_999.html

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A “Masten Space Systems” realizou com sucesso o primeiro ensaio com o seu “Lunar Lander”

A “Masten Space Systems” realizou com sucesso o primeiro ensaio com o seu “Lunar Lander” propulsado a foguete, o XA-0.1B também conhecido – de uma forma mais apelativa – de “Xombie”. A Masten assume-se assim como um dos 4 concorrentes mais avançados no concurso “Northrop Grumman Lunar Lander Challenge“/X-Prize de 2 milhões de dólares.

O teste representou a “fase um” e agora a Masten irá preparar um teste de “fase dois” durante os próximos dias. A Masten ganhou assim um prémio de 150 mil dólares pelo segundo lugar, tendo o primeiro cabido à Armadillo Aerospace em 2008.

O teste do “Xombie” simulou missão lunar tendo a equipa completado dois voos bem sucedidos (em setembro o primeiro teste tinha falhado) tendo o engenho subido 50 metros e tornado a aterrar num outro local, tendo permanecido em voo durante mais de 90 segundos, em ambos os voos.

O “Xombie” é propulsado por um álcool isopropol e oxigénio líquido e os testes de “fase um” tiveram lugar no “Mojave Air and Space Port” na Califórnia.

A equipa da Masten congrega apenas seis pessoas e está agora completamente focada nos testes da “fase dois” do concurso, que os habilitarão a aspirar aos dois milhões de dólares do prémio. Os testes seguintes deverão ocorrer a 28 e 29 de outubro também no “Mojave Air and Space Port”.

Na “fase dois”, a Masten terá que levar o seu engenho a mais de 50 metros de altura, mantendo-o em voo durante pelo menos 180 segundos e aterrar num local pré-determinado, preparado para simular a superfície lunar, com crateras falsas. Os tempos do teste de “fase dois” são idênticos aqueles que serão necessários a uma missão lunar real.

A Masten parte contudo já atrasada, porque a 12 de setembro, a “Armadillo Aerospace” de John Carmack, o fundador da id Software (Doom e Quake) cumpriu todos os requisitos para a “fase dois” do concurso.

Outros dois concorrentes, a Unreasonable Rocket e a BonNovA devem fazer as suas demonstrações antes de 31 de outubro, quer as de “fase um”, quer as de “fase dois”.

O grande objetivo do “Northrop Grumman Lunar Lander Challenge” é o de abrir espaço a que varias empresas privadas norte-americanas surjam com propostas baratas, inovadoras e fiáveis, de Landers capazes de aterrar e descolar da superfície lunar e que poderão facilmente e com um investimento mínimo ser adaptadas para missões robóticas ou tripuladas no âmbito do projeto de regresso à Lua que a NASA mantêm. A existência de 4 concorrentes de pequena escala, mas criativos e bem posicionados (todos eles) para ganharem os 2 milhões de dólares indica que são estes pequenos (“Small is beautiful”) que poderão fazer com que os EUA reassumam a sua liderança no Espaço, já que os programas “gigantes” da NASA parecem vegetar imersos em toneladas de burocracia, aparelhos administrativos monstruosos, subfinanciamentos crónicos e falta de visão política.

Fonte:
http://www.moondaily.com/reports/Masten_Space_Systems_Launches_X_PRIZE_Rocket_999.html

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Que calor é aquele que apareceu na cratera onde caiu a LCROSS?

Já por aqui falámos do impacto da sonda LCROSS contra uma cratera do pólo sul da Lua. E do quanto pouco espantoso ele foi… E como ainda não foram encontrados os esperados vestígios de água, resultantes da evaporação do gelo de água que se esperava que estivesse no fundo dessa cratera.

Bem, pela área da água na Lua, nada a assinalar, portanto. Mas neste impacto houve algo que está a intrigar os investigadores: o Lunar Research Orbiter (LRO) que sobrevoou o local apenas 90 segundos depois detectou um inusitado aumento de temperatura no local. Os investigadores da NASA estão a tentar apurar a fonte.

A LRO curiosamente foi lançada precisamente pelo LCROSS, um estágio do foguetão Centaur de 2,5 toneladas que se despenhou – intencionalmente – na Lua com a intenção de levantar poeira e detritos que deveriam expor a presença de gelo de água. De água, nem vestígios, mas em compensação, há calor e muito, já que para ter sido detectado pela sonda, não pode ser um simples resultado do impacto, admite a equipa da LRO que trabalha agora sobre este “mistério”.

Note-se que o fundo desta cratera está resguardado por altas paredes que o protegem dos raios solares e que garantem uma temperatura negativa constante. Mas não agora… O pico de calor era ainda detetável duas horas depois do impacto quando a LRO tornou a sobrevoar o local. Qual será a sua causa? Não havia combustível suficiente para o explicar e a Lua é -julga-se – geologicamente morta. Francamente, não sei o que dizer. Nem a NASA. Até agora.

Fonte:
http://dsc.discovery.com/news/2009/10/14/lunar-crash-temperature.html

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Confirmado: Há água na Lua e muito mais do que se poderia pensar…

Finalmente, há certeza: Tintin tinha razão e há água na Lua. Três das várias sondas que orbitam atualmente a Lua confirmaram de forma independente a presença de gelo de água no nosso satélite.

As primeiras indicações da presença de gelo de agua na Lua foram encontradas pela “Lunar Reconnaissance Orbiter” da NASA e depois confirmadas por outras.

A descoberta de agua na Lua é vital para qualquer estabelecimento humano futuro, já que é muito caro transportar água da Terra para a Lua de forma regular. Até agora suspeitava-se que essa água teria que ser extraída das crateras muito frias no pólo sul lunar e que só aqui poderia ser extraída. Mas as observações mais recentes indicam que mesmo no equador as rochas lunares contêm muito mais água do que se pensava.

Todas as 3 sondas detectaram sinais de água e uma delas foi a primeira sonda que a Índia enviou para fora da órbita terrestre, a Chandrayaan-I, que entre as suas missões contava a estudar a composição química do solo lunar através da sua radiação espectral com um instrumento construído na NASA com o nome de “Mineralogy Mapper (M3)”. Foi este instrumento que localizou comprimentos de onda de luz refletida pela superfície que indicam a presença de moléculas hidróxilas ou de água retidas nas rochas da superfície lunar.

A observação tinha sido precedida já em 1999 pela sonda Cassini a caminho de Saturno pelo instrumento idêntico que seguia a bordo da nave. Mais recentemente, a Deep Impact detectou sinais na banda dos infravermelhos idênticos ao passar pela Lua a caminho do cometa 103P/Hartley 2. Enfim, parece que toda a gente que passa pela Lua e lhe aponta instrumentos capazes de detectar água o consegue fazer…

De onde vem esta água? Bem, ou resulta do impacto de cometas na sua superfície ou esteve sempre na Lua… Sabe-se que o regolito lunar contêm 45% de oxigénio, há assim a possibilidade que o vento solar produza reacções químicas que criem esta água.

Seja lá como for que esta água aparece, a sua presença implica que é agora possível planear a construção de uma base lunar longe do pólo sul, desde que se conceba um processo industrial capaz de extrair de 40 toneladas de regolito os centímetros cúbicos que se estima ele conter. Pois. Provavelmente a primeira base lunar será afinal mesmo construída no pólo sul…

Fonte:
http://www.space.com/scienceastronomy/090923-moon-water-discovery.html

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A Roménia vai lançar um foguetão para a Lua com um rover. A sério. Ou pelo menos dizem que é a sério.

O Demonstrator I da ARC em www.arcaspace.ro

O Demonstrator I da ARC em http://www.arcaspace.ro

A “Associação Romena de Aeronautica e Cosmonautica” (ARCA) declarou que lançaria no próximo mês de outubro o primeiro foguetão espacial romeno.

O lançamento é o primeiro passo para uma viagem à Lua potenciada pelo concurso “Google Lunar X Prize” por parte de um grupo privado romeno erguido em torno da ARCA.

O foguetão terá o nome “Helena” e será lançado de uma plataforma offshore fundeada no Mar Negro devendo ser capaz de um voo suborbital, alcançando os limites do Espaço. À semelhança do programa Rockon (que por aqui já falámos no passado), este foguetão será levado até à alta atmosfera por um balão estratosférico. Aqui, pelos 14 mil metros de altitude, o foguetão será liado e começará a sua ascensão até ao Espaço. O foguetão deverá pesar menos do que duas toneladas de peso, no total, devido ao estratagema de lançamento a partir de um balão estratosférico.

Após o lançamento desde o balão, o motor do primeiro de três andares é ligado. Quando o seu combustível se esgota, um computador embarcado ligará o motor do segundo andar e, pouco depois, o motor do terceiro e último andar do “Helen”. Será neste último andar que seguirá o “European Lunar Lander” (ELL).

O ELL consiste numa cápsula pressurizada com equipamentos de rádio, telemetria e diversas câmaras. O ELL será levado até aos limites do Espaço, regressando pouco depois caindo de forma controlada (por paraquedas) no Mar Negro.

O foguetão será um percursor para um outro foguetão – não muito diferente deste – que deverá ser capaz de chegar à Lua e ganhar o prémio Google de 30 milhões de dólares que será entregue à primeira equipa que enviar um foguetão para a Lua e aterrar lá um rover capaz de deslocar por pelo menos 500 metros e emitir imagens de televisão de volta para a Terra. Se estes romenos conseguirem mais do que cativar com este anúncio alguns investidores e lançarem este novo “Rockon”, então estaremos perante uma das noticias mais espantosas dos últimos anos: a Roménia (ou pior, um grupo de empresários romenos), bate a China, a Alemanha, a Europa, a Índia, e até os EUA, colocando um rover na Lua, 50 anos depois dos Lunakhods soviéticos e das Apollos norte-americanas!

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/Romania_To_Launch_Its_First_Space_Rocket_In_October_999.html

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