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Lost S6E06 “Sundown”: Comentários

Este episódio de Lost não é particularmente rico no que respeita aos mistérios de Lost ou de contributos para as suas soluções… apesar disso, cá vai vai a nossa modesta análise:

1. Quando Sayid é levado para um SUV negro e confrontado com um chefe mafioso, reconhecemos neste nada mais nada menos que Martin Keamy, o chefe dos mercenários do Kahana… Neste mundo paralelo de “LA X” todos os personagens de Lost parecem estar também relacionados, como o estão no outro universo… Este é um novo mistério, introduzido da Temporada 6 e que aguarda ainda resolução..

2. De volta a 2007, Sayid invade o quarto de Dogen e confronta-o com a máquina que este usou para o torturar. Dogen responde-lhe que máquina permite ver se existe um equilíbrio entre o Bem e o Mal na pessoa onde é aplicada. Como a máquina usa eletricidade e eletródos aplicados diretamente sobre a pele. É provável que a máquina se baseie no princípio das imagens Kirlian. Os halos registados nestas fotografias corresponderiam à aura e esta seria diferente de acordo com a situação “moral” e ética do emissor da aura (as imagens Kirlian têm sido muito criticadas, especialmente desde que se descobriu que um corpo no vácuo não as emitia). Mas os “Outros” acreditam manifestamente nelas. E se assim a máquina pode ser simplesmente um medidor de auras, para aferir se no sujeito observado estas pendente mais para o Bem ou mais para o Mal, medindo assim a balança que MLocke mostra a Sawyer. A “máquina da moral” (chamemos-lhe assim) parece corresponder à balança que aparece no Livro Egípcio dos Mortos (e que é reproduzida na gruta de Mlocke) e que era usada no Tribunal dos Mortos presidido por Anubis. Num prato Anubis colocava o coração do morto (que não era retirado das múmias), e no outro uma pena. Se este pesasse mais que a pena, a alma passava ao Mundo dos Mortos.

3. MLocke avisa através de Sayid os Outros que Jacob morreu e que devem abandonar a Ilha com ele se querem viver. O objetivo de MLocke, que antes parecia ser mais morrer, do que deixar a Ilha, parece agora mais claro: MLocke quer deixar a Ilha. Para ir viver no mundo que deixou à milhares de anos atrás? Na Ilha existem formas de viajar para o Passado, como ficou claro nas Temporadas 4 e 5. MLocke estará a pensar usar este meio para regressar ao seu mundo e ao seu tempo? Se foi, esqueceu-se de avisar os Outros desse pequeno detalha… Que vão sair da Ilha, viajando para o Passado…

4. O hieroglifo que é pressionado no corredor do Templo é “Shen” (http://en.wikipedia.org/wiki/Shen_ring) que simboliza a autoridade eterna, bem adequado no contexto de Lost…

5. É curioso que embora MLocke possa ser morto por um punhal (supõe-se que um punhal especial ou dos “antigos”), Jacob o tenha sido… Sempre pensei que Jacob e Mlocke eram feitos da mesma “matéria negra”, mas aparentemente tal não é o caso, já que Jacob era feito de “carne” e MLocke de “fumo negro”, e o primeiro fisicamente vulnerável, enquanto o segundo não o é… Mas são ambos da raça dos “Antigos”, então, será que MLocke afinal não passa mesmo do “mecanismo de proteção do Templo”, o termo que ele próprio usou para se descrever quando assumiu o corpor de um francês na Temporada 4 e Jacob era efetivamente o último dos Antigos?

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Lost S06E05 “The Lighthouse”: Comentários

1. Na parte da ação que decorre em 2004, onde Jack regressa ao seu apartamento descobre – surpreso – a cicatriz de uma operação ao apêndice. Como a pequena ferida no pescoço do primeiro episódio desta Temporada e nos olhares de vago reconhecimento que os Sobreviventes trocam entre si, neste Universo Paralelo parece haver uma “estranheza” na pertença dos Sobreviventes a esta realidade, como se de facto não fizessem parte dela e tivessem sido aqui “plantados” pela detonação da bomba nuclear Jughead.

2. Daniel, o filho de Jack no universo de “LA X” está a ler uma “edição anotada” de Alice no País das Maravilhas. Ora este livro de Lewis Carroll (agora a chegar aos cinemas numa espantosa adaptação de Tim Burton) é precisamente sobre a viagem de Alice a… Um Universo Paralelo, a onde se acede através de um espelho. Haverá assim um “espelho” por onde os Sobreviventes poderão fundir-se com os seus replicantes que estão no universo onde a Ilha permanece acima das águas?

3. Nas audições de David no Williams Conservatory e onde este interpreta ao piano a “Fantaisie Impromptu” de Chopin Jack conhece Dogen. Curiosamente, à entrada está um cartaz que diz “benvindos todos os Candidatos”, uma alusão indireta à identificação de Hurley como um Candidato a Outro. Este, como Bem e antes dele outros membros dos Outros, não parece reconhecer Jack. E se os Outros estão neste Universo Paralelo fora da Ilha, tal quer dizer que Jacob aqui não os recrutou para a proteger, porque ela se afundou e Jacob, aqui, precisamente, não existe…

4. De volta a 2007, na Ilha, encontramos um Hurley que recebe neste episódio as suas melhores linhas… Hurley tem uma nova visão de Jacob, debruçado na piscina, como se esta fosse (e é) o local mais importante da Ilha, a fonte verdadeira daquilo em que Jacob e o Monstro se transformaram.

5. Quando Hurley segue os hieróglifos na parede do templo até uma porta secreta é confrontado por Dogen. Jacob reaparece e diz-lhe para dizer a Dogen que é um “Candidato” como ele e que “faz o que quer”. Candidato a quê? A Outro e com a missão de proteger a Ilha, escolhido por Jacob.

6. Hurley convence Jack a segui-lo com a frase que Jacob lhe disse para usar: “tens aquilo que é preciso”. Uma frase que invoca uma frase que o pai de Jack lhe dizia… Como poderia Jacob conhecer uma frase dita na intimidade familiar na família de Jack? Apenas se estivesse presente ou… Se tivesse uma espécie de sistema de vigilância montado. O que veremos mais tarde ser o caso.

7. Na cena em que Jack e Hurley regressam à caverna da primeira Temporada, reencontram os esqueletos de “Adão” e “Eva”. Hurley diz que podem ser os restos de alguns dos sobreviventes do voo 815 que tenham viajado para o passado. E eu acho que sim… Que são os de Rodrigo Santoro e da companheira, que não morreram picados pela aranha, mas que por alguma forma aqui reaparecem, após terem viajado no Tempo. E assim se resolveria um dos primeiros mistérios de Lost.

8. Jack e Hurley chegam ao farol, uma construção muito antiga, de cinco andares, e em excelentes condições de conservação (muito melhores que as do Templo). No topo vê-se um reflexo de luz, vindo do espelho que o faz funcionar como um farol. Jack pergunta muito judiciosamente “como é que não demos com uma estrutura desta antes?”. Sugerindo que Jacob a construiu ou que a mantinha de alguma forma camuflada.

9. No topo do farol (o “lighthouse” que dá nome ao episódio) encontramos um mecanismo com espelhos que refletem a luz de um fogo central. Hurley diz que devem virar o espelho até 108o, mas Jack descobre que a cada grau corresponde um nome e que o dele está lá, associado ao número 23… E que quando os espelhos passam por esse número refletem a casa onde Jack cresceu, expondo assim a forma como Jacob conhecia a intimidade da vida familiar de Jack.

10. O espelho ao rodar mostra a dado ponto o que parece ser uma cidade com edifícios de inspiração oriental, muito idênticos às ruínas da Ilha em estilo e arquitetura. A minha tese é que surgem quando os espelhos passam pelo número de Jacob e que são uma representação da Ilha no seu tempo, quando as misteriosas ruínas da Ilha ainda não o eram.

11. Jacob diz a Hurley que “alguém mau está a chegar” e que é tarde demais para avisar os que estão refugiados no Templo. Não é assim difícil adivinhar que no próximo episódio os Outros do Templo serão completamente massacrados pelo Monstro… Veremos!

12. Claire trata Jin e pergunta ao Outro (Justin) que capturou onde escondem eles Aaron, o seu filho. Reintroduzindo o seu nome logo após no episódio anterior ter mostrado um Monstro omnipotente temendo uma criança loura que tem a idade aparente de Aaron. Mais um sinal de que Aaron terá um papel crucial no final desta Temporada não sendo difícil antecipar uma batalha final entre Aaron e o Monstro…

13. O Monstro – na forma de Locke – entra na tenda de Claire e assume-se assim como o “amigo” que ela dizia ter e que lhe dizia que Aaron estava com os outros. Fica assim percebido que tirou Claire do Templo. Mas como sabe Claire que Locke não é o Monstro?

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Lost S06E04 “The Substitute” (Comentários)

1. O episódio começa com uma perspetiva absolutamente nova: uma cena em que vemos a Ilha sob os olhos do Monstro, à medida que este viaja pela Ilha, atravessando a selva, até à Barracas e aqui, tomando enfim a forma de Locke e entrando onde um Sawyer deprimido se rende à bebida. Não há duvidas que o Monstro é agora Locke. E que fez de Sawyer o seu alvo predileto… Assim como o facto de que a Temporada 6 irá girar em torno do que é o Monstro e dos seus planos para si, para a Ilha e para os Sobreviventes.

2. A cena em que o Monstro tenta recrutar Richard revela que este – apesar de ser um dos mais antigos Outros, sendo alexandrino ou um marinheiro do século XIX – na verdade não conhecia os projetos e planos de Jacob… Richard parece nem sequer saber que o Monstro pode mudar de forma! O melhor argumento do Monstro neste recrutamento está em que promete contar tudo o que sabe a Richard…

3. A meio da tentativa (frustada) de recrutamento de Richard, Mlocke (M+Locke) é surpreendido pela aparição de uma criança loura, que Richard é incapaz de ver. Como o Monstro está ali, na forma de Mlocke, então quem vê Mlocke? Será Jacob (outro Monstro de Fuma) renascido e assumindo a sua própria forma enquanto criança? Algo mais? Voto na segunda opção…

4. Quando vemos Ilana a recolher num saco as cinzas de Jacob ficamos a saber duas coisas: uma, de que corpo de Jacob foi efetivamente aqui incinerado, a outra: a natureza das cinzas que rodeavam a cabana de Jacob na selva e aquelas outras que os Outros espalharam à volta do Templo para manterem afastado o Monstro de Fumo. E como os Outros tinham já uma reserva de cinzas anterior à morte de Jacob, isso quer dizer que têm acesso a uma espécie de necrópole de seres semelhantes a Jacob e ao Monstro, onde renovam os seus suprimentos dessa cinza.

5. Quando Mlocke e Sawyer atravessam a selva a caminho do local onde o Monstro vai mostrar a Sawyer porque é que está na Ilha, a aparição infantil torna a aparecer, mas desta vez, Sawyer também é capaz d o ver, o que espanta o Monstro. E então a aparição fala e diz a Mlocke: “não podes quebrar as regras” e “não o podias ter morto”. Que “regras”? As mesmas que mantinham Widmore fora da Ilha? Ou… As leis pelas quais se regia a civilização que vivia na Ilha e da qual O Monstro e Jacob eram os últimos sobreviventes vivos? Por outro lado, se a aparição fala de “não O podias ter morto”, então não se trata de Locke… Será assim um terceiro “antigo”? A aparição é claramente Aaron. Somente ele ficou no mundo exterior quando os Sobreviventes regressaram à Ilha e se tal sucedeu foi para os resguardar do Monstro até se desenvolver o suficiente para se poder defender.

6. Numa das cenas finais do episódio, vemos Mlocke e Sawyer descendo por um perigoso penhasco até uma caverna onde está uma mesa com uma balança com uma pedra branca e outra preta. Mlocke atira a branca para o oceano, desequilibrando a balança e simbolizando assim esta “piada privada” a morte de Jacob. No tecto da caverna vemos centenas de nomes, prefaciados com números e entre eles: os nomes dos sobreviventes. Cada personagem aparece no tecto da caverna associado a um dos Números: 4-Locke, 8-Reyes, 15-Ford, 16-Jarrah, 23-Shephard, 42-Kwon. Hum… Que Kwon? Sun ou Jin? Todos os outros – que ainda estão vivos na Ilha, como Lapidus e Ilana, são omitidos – e isso que foram estes precisamente os escolhidos para saírem da Ilha por uma razão… Qual? A lista não parece recente, já que há lá nomes do acampamento militar do US Army… E logo, haverá outros ainda mais antigos, remontando ao tempo do Black Rock ou ainda mais cedo. É então que Mlocke confronta Sawyer com uma de três opções: 1. Não fazer nada, 2. Assumir a tarefa que Jacob escolheu para ele que foi a de se tornar um Outro e assumir o dever de proteger a Ilha ou 3. Deixar a Ilha e nunca mais regressar. Este é o plano de Mlocke: convencer os Sobreviventes a deixar a Ilha.

7. O título do episódio “The Substitute” é também revelador… É uma referencia a Locke e o trabalho temporário de “professor substituto” que a empresa de Hurley lhe arranja, mas também ao facto de Locke ser “substituído” pelo Monstro. O título pode também ser uma alusão à criança, a Aaron, que irá substituir Jacob na sua defesa da Ilha agora que se foi.

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Lost S06E03: “What Kate does” Comentários

1. O episódio decorre no Universo Paralelo em que o voo 815 nunca se chegou a despenhar sobre a Ilha. Este episódio centrado em Kate não deixou pistas sobre é como é que o enredo de Lost se vai tornar a entrançar neste Universo, já que até ao momento – e salvo erro – no universo introduzido em “LA X” não há vestígios da trama habitual em Lost, apenas de um enredo meramente policial, além dos olhares de reconhecimento difuso que trocam os personagens, como Jack para Desmond ou agora Kate de novo para Jack.

2. No Hospital onde Kate leva a Claire – já em trabalho de parto – aparece Ethan Goodspeed. Como neste universo paralelo, a diferença está fundamentalmente na ausência da queda do voo da Oceanic, então Ethan deverá continuar a trabalhar para os Outros. Como o internamento de Claire é casual, então será que é de novo a “Ilha” a manipular o curso da vida no mundo exterior, como fizera com Michael impedindo o seu suicídio? De qualquer modo, Ethan aparece como obstreta, o que é compatível com a sua história na Ilha, entre os Outros.

3. De volta à Ilha, em 2007, regressa a ação ao Templo coberto de hieróglifos. Com palavras soltas, sem encadeamento frásico ou alinhamento como ocorre nos hieróglifos egípcios, por erro da produção da série ou por intencional referencia a um “proto-egipcio”, mais primitivo e logo, mais remoto. As palavras parecem referir a “vida longa”, “ressurreição”, “elevação”, etc. Todos conceitos diretamente relacionados com as caraterísticas curativas da fonte.

4. Sawyer queixa-se de que Sayid apesar do seu passado como torturador foi salvo. E de facto, a Ilha – até na escolha dos novos Outros pela via da “lista” de Jacob parecia escolher os moralmente “limpos” e rejeitar ou até eliminar os moralmente impuros. Mas Sayid é salvo… A um preço ver-se-á depois. Dogen, o líder dos Outros submete Sayid a uma série de testes cruéis. Não é clara a razão para tal. Sayid porta-se como seria de esperar, expressando sofrimento, mas Dogen conclui algo: que Sayid está infetado. Por algo na fonte, algo que o salvou, mas que terá também “possuído” o seu corpo. Exatamente, como sucedeu com o grupo dos franceses. Vírus que pode ser morto ou controlado pelo preparado vegetal que Dogen mói manualmente. Sendo este provavelmente, nanomáquinas capazes de reparar corpos muito danificados, mas que perante um dado composto químico (presente na planta que forma o interior da pílula) se autodestroem, conforme a sua programação. A pílula contudo, se for tomada por quem não esteja infetado, é letal. Dogen afirma que “há uma escuridão a crescer dentro dele” (Sayid), o mesmo fenómeno que sucedeu a Bem tornando-o naquilo que ele é hoje: um sacana sem coração capaz de sacrificar a filha e matar Jacob. O mesmo terá também acontecido a Claire, explicando assim a sua alteração comportamental que a levou a abandonar o filho, Aaron. A minha tese é de que essa “escuridão” é a mesma que levou à extinção da civilização (“Um”) que construiu as ruínas da Ilha: uma epidemia viral, um vírus criado por engenharia genética para recuperar vítimas de ferimentos muito graves, mas que fugiu ao controlo e que se tornou assassino, ao suprimir a “moralidade” nas suas vítimas. O foco da infeção é a fonte do Templo, já que foi aqui que Claire (presumivelmente) terá desaparecido, os franceses do grupo de Rousseau ficaram infetados (após terem entrado no recinto do Templo), Sayid e Bem, após terem sido mergulhados na fonte para serem curados, etc.

5. Quando Jack pergunta a Dogen de onde veio ele, este responde que “foi trazido para aqui, como toda a gente”. Trazido por Jacob que manipula os acontecimentos para trazer para a Ilha sangue novo, desde balões, a navios e até aviões…

6. Claire reaparece na forma de uma nova “Rousseau”: constrói armadilhas defensivas ao seu estilo. Além de já não se importar com mais ninguém, além de si própria, o vírus que a infetou (e contra o qual os Outros tomavam na Temporada 3 um antídoto) torna-a também anti-social, como a Rousseau, aparentemente.

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Lost S06E01 e 02: “LA X”; Comentários

0. Logo no começo da Temporada 6, repete-se a cena em Jacob debate com um personagem desconhecido a chegada do navio esclavagista Black Rock. Este personagem é muito provavelmente o Monstro de Fumo, numa das suas formas humanas. Ambos, serão provavelmente os dois últimos sobreviventes da civilização que deixou as ruínas na Ilha e representam correntes opostas, a acreditar neste diálogo: uma Conservacionista (o Monstro) e outra Progressistas (Jacob).

1. Lost recomeça em 1977 com Sawyer procurando Juliet no poço onde caiu e detonou a bomba de hidrogénio que deveria ter levado os Sobreviventes do voo 815 de volta para a sua vida normal. A detonação da bomba (a “Jughead”) provoca o mesmo clarão que as viagens temporais na Ilha, e a sua aparição aqui indica que o intenso campo magnético no poço provocou o mesmo efeito.

2. Após a explosão da Jughead, surge uma cena que decorre em 2004, num Universo Paralelo onde o voo da Oceanic nunca se despenhou. Na cena aparece Cindy, a Hospedeira que fazia parte da “lista” dos Outros elaborada por Jacob e que estes terão recolhido logo na primeira noite em que Sobreviventes ficaram na Ilha. Este Universo Paralelo indica que o plano de detonar a bomba funcionou, mas que criou uma nova Linha Temporal, paralela e desligada da primeira, num Universo Paralelo cuja existência concorda com as teses de alguns físicos quânticos.

3. A partir do voo, a câmara desce para o oceano e mostra a Ilha completamente submersa, com a cidade dos Outros e o pé de quatro dedos da base da estátua onde vivia Jacob antes de Ben o assassinar por ordem do Monstro de Fumo. A cena mostra um tubarão com o logotipo da Dharma, talvez o mesmo que aparece no primeiro episódio da Temporada 1 e que ataca Jack Shephard. O tubarão será – como os ursos brancos – produto das experimentações biológicas de uma Estação Dharma. Quanto à submersão de toda a Ilha, ela não pode ter resultado da detonação do engenho de hidrogénio, já que isso teria destruído quase tudo e a cena submersa mostra-nos as estacas sónicas, as Barracas, o pé da estátua, tudo praticamente intacto. É muito mais provável que tenha sido afundada por um grande terremoto provocado pela detonação da Jughead e multiplicado pela actividade vulcânica que está na origem da geotermia da Ilha.

4. O Universo Paralelo de 2004 não parece ser apenas uma linha temporal paralela, mas uma em que algumas caraterísticas foram radicalmente alteradas… Hurley, por exemplo, gaba-se da sua “boa sorte”, enquanto que na linha temporal original era assolado por uma série de eventos de má sorte. É claro que Hurley terá ganho a lotaria com outros que não os Números… Pela simples razão de que se a Ilha foi destruída em 1977  então não havia nenhuma transmissão de rádio com os números e estes não poderiam ter chegado a Leonard e, depois, a Hurley. Curiosamente, neste Universo Paralelo Inverso, a companhia aérea Air Oceanic, chama-se Oceanic Air… A cena do 815 omite completamente a dupla Michael-Walt pela muito prática razão de que o ator Malcolm David Kelly (Walt) já envelheceu e não é mais a criança da Temporada 1. O título do episódio duplo é aliás, “LA X”, em que “X” vale por especial, ou alternativa, a LA, “Los Angeles X”. Desmond, que se senta ao lado de Jack no avião deste universo alternativo lê “Haroun and the Sea of Stories” de Salman Rushdie cuja ação decorre numa cidade antiga e arruinada, num indireto óbvio às ruínas na Ilha que na Temporada 6 assumirão um papel central na narrativa, certamente. Na cena, Desmond e Jack não se lembram um do outro. Mas quando se encontraram na Cisne, lembravam-se de se terem cruzado no estádio… E que anel de casamento é aquele na mão de Desmond? Terá Casado com Penny nesta linha temporal alternativa, ou como esta não chegou a nascer, porque o seu pai morreu em 1977 na explosão da Jughead, terá casado com outra mulher?

5. A cena seguinte decorre já em 2007, e mostra Kate e o resto do grupo recuperando da Transição desencadeada pela Jughead. Kate Austen aparece num ramo alto, de uma árvore, o que sugere que o seu corpo foi deslocado no Espaço e no Tempo. Contudo (e infelizmente) aparece com a mesma roupa de 1977… Desmond, quando se desloca, aparece sempre nu. Erro de continuidade ou… Censura puritana tipicamente norte-americana?

6. Hurley, na carrinha Wolkswaggen, quando está a cuidar do gravemente ferido Sayid (sangrando sem para já há umas boas improváveis 15 horas) recebe a visita de Jacob, naquilo que se percebe pouco depois ser uma das suas visões dos mortos, quando este confessa ter morrido “uma hora antes”. Jacob avisa Hurley que deve levar Sayid e o estojo da guitarra que lhe deu no táxi, em Nova Iorque para o “Templo”. Jin leva o grupo até ao Templo, onde perto do túnel sobre o muro encontram o livro “Fear and Trembling” do filósofo Kierkegaard nas mãos do corpo de Montand sendo capturados pelos Outros pouco depois. De novo, como no livro de Desmond, eis uma escolha bem judiciosa, já que neste livro o filósofo uma linha de tempo alternativa para contar a história de Isaac. É de certa forma estranho que o Monstro que na década de 70 parecia residir praticamente no recinto do Templo, agora tenha desaparecido daqui.

7. No Templo, os Sobreviventes são apresentados ao líder deste grupo de Outros, um japonês de nome Dogen que ordena a sua execução até que Hurley lhe mostra o estojo dado por Jacob e invoca o nome deste. Dentro, está um Ankh de madeira (o símbolo egípcio para “Vida eterna”) e dentro dele Dogen revela uma lista de nomes, escrita por Jacob e que insere este grupo de sobreviventes (Jack, Hurley, Miles, Sawyer e Sayid) naqueles que como os que Outros recolheram na noite do acidente do voo 815, se podem juntar ao grupo dos Outros.

8. Sayid é levado para o interior do Templo, até ao local que terá salvo Bem, quando seriamente ferido por Sayid (ironia…) na década de 70, e que se revela ser uma fonte com capacidades curativas extraordinárias e que deve estar também na base da longevidade dos Outros, nomeadamente de Richard, que não envelheceu desde a década de 50 e que pelo domínio do latim, bem que poderá ser um habitante no mundo romano… Esta fonte pode ser a razão pela qual o Ankh aparece em vários motivos ligados às ruínas da Ilha.

9. Perante um ataque iminente do Monstro de Fumo, os Outros, que o temem. Sinalizam o ataque lançando um foguete e circundando o edifício com a mesma cinza que rodeava a cabana onde Jacob dava as suas ordens a Bem. Cinza de quê?… Uma pergunta que será respondida nos próximos episódios, certamente. É igualmente curioso saber que até à morte de Jacob os Outros não parecerem temer particularmente o Monstro, como se o pacto de paz entre Jacob e o Monstro se lhes aplicasse também, Pacto que expira com a morte de Jacob, pelo que nos próximos episódios teremos mais deste confronto Outros-Monstro.

10. Durante a breve luta no interior da estátua entre o grupo de Outros e o suposto John Locke, que este vence, este admite a Bem que é o Monstro de Fumo (se dúvidas houvesse): “lamento ter-me visto sob aquela forma”. E admite também qual é o seu objetivo. Não “defender a Ilha”, como antes admitira sob a forma de um francês, mas “ir para casa”… Mas a sua casa é a Ilha. Então, será que quer regressar ao passado, à época dos construtores das ruínas da Ilha, isto é, a Mu? Bem provável, se tivermos em conta que as Viagens no Tempo são um dos pontos fortes de Lost. O Monstro diz também que não é “o quê”, mas “quem”… Não é assim o “sistema de vigilância” que Ben na Temporada 5 dizia que ele era, mas um ser consciente. Um antigo habitante de Mu, preservado pela fonte da imortalidade do Templo? Ao morrer, as últimas palavras de Jacob são “eles estão a chegar”. E não, não é o grupo de Outros de Ilana, mas os Sobreviventes do Oceanic 815, o que demonstra a importância que lhes dá, por alguma razão ainda por revelar… O Monstro parece ter morto Jacob por recear os planos deste em trazer novos elementos para a Ilha, o que ameaçava a sua estabilidade, o que parece ser um dos objetivos do Monstro de Fumo. Com a morte de Jacob (e estranho desaparecimento do seu corpo na lareira), Ben parece perceber rapidamente para onde pende agora o balanço do poder e escolhe seguir o Monstro. Não hesita inclusivamente em entregar o seu amigo Richard aos planos do Monstro, provavelmente para assim demonstrar a sua fidelidade ao seu novo patrão.

11. Quando o Monstro confronta Richard diz-lhe que é “bom vê-lo sem correntes”. Se Richard é muito velho e talvez da época romana, será um escravo dessa época, que conheceu o Monstro nessa época, ao chegar à Ilha? A linha do olho, muito marcada em Richard, e estas referencias a correntes e a temas egípcios (até na camisa de linho de Jacob) poderão até significar que Richard é um escravo da Alexandria romana… Ainda que possa também ser um marinheiro do navio esclavagista Black Rock, e que daí vem venha esta referência às correntes.

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