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Lost S05E16/17: “The Incident”: Comentários

1. Este episódio começa com uma das cenas mais reveladoras de toda a série: algures, no século XIX, encontramos a primeira visão direta e clara de Jacob. O misterioso líder supremo dos Outros aparece numa sala situada no interior da base das ruínas da estátua de quatro dedos (e aposto que é o mesmo número de dedos dos pés de Jacob) fiando uma tapeçaria semelhante aquela que veste. Esta tapeçaria tem frases em grego que alguém reconheceu como sendo segmentos da Odisseia: “possam os deuses conceder-lhe o que o seu coração deseja” e “possam os deuses dar-te felicidade”. Ou estes “deuses” são os antigos habitantes da Ilha, de que Jacob seria o último sobrevivente ou… São “aqueles que estão a chegar” do final da temporada…

A sala apresenta antigos motivos decorativos pseudo-egipcios e uma fogueira central assim como diverso mobiliário semelhante ao encontrado no túmulo de Tutankamon. Se Jacob vive neste local tão especial da Ilha fá-lo por uma razão e essa só pode ser a de que ele se identifica com os construtores de uma forma que não concede a nenhum dos Outros, nem aos mais fiéis. Nem mesmo Richard parece ser um Outro “original”, já que é tratado por “Ricardus”, um nome latino que pode representar a sua origem romana (um antigo legionário?) ou um marinheiro medieval (o registo de versões latinas dos antropónimos era comum durante a Idade Média). Jacob – como Richard – não envelhece, tendo ensinado ou passado essa característica para o seu “Conselheiro” e logo, pode ser tão antigo como a estátua, sendo o último sobrevivente da civilização (Mu?) que deixou tantas ruínas na Ilha.

2. Jacob, após preparar um peixe, olha para o horizonte para o navio Black Rock que surgiu na primeira temporada da série, o que automaticamente data a cena no século XIX que indicámos no primeiro comentário. Jacob não esta sozinho e a cena mostra-o com a chegada de um homem, vestido também uma camisa feita à mão, mas negra… Cor relevante. Este homem de preto pergunta a Jacob como é que o Black Rock encontrou a Ilha e logo depois acusa-o de ser responsável pelo evento dizendo que “acaba sempre na mesma” referindo-se certamente a outros naufrágios – ocorridos no passado – como aquele que pode ter levado Richard/Ricardus à Ilha. Aparentemente os dois personagens, Obama e o homem de negro já estão juntos na Ilha à muito tempo e têm visões muito diferentes sobre a sua missão aqui. O homem de negro diz que os novos chegados à Ilha trarão destruição e corrupção, enquanto que a Jacob alegar que isso é apenas “progresso”. Ora esta visão do homem de negro, conservacionista e tradicionalista não é aquela que esperaríamos de Cerberus, aka “o monstro de fumo”, o tal “mecanismo de segurança” que defende a Ilha? Ou seja, o homem de negro é, nada mais nada menos, que o Monstro…

3. Na cena de confronto do homem de negro e Jacob, este deixa bem claro que quer matar Jacob. Alega que um dia encontrará uma “fraqueza” em Jacob. É impossível ser mais claro: como a temporada encerra precisamente com a morte de Jacob às mãos de Bem sob as ordens de Jack-Monstro de Fumo cumprindo esta ameaça fica bem claro que este homem de negro é uma forma do Monstro.

4. Quando o homem de negro de afasta, a estátua que na atualidade apenas tem um pé de quatro dedos, é mostrada completamente e em maior detalhe revelando ser não o Anubis (deus da morte) que aparece noutros grafismos em ruínas presentes na Ilha mas Tawaret, a deusa egípcia da fertilidade. Esta deusa é importante, já que não nos podemos esquecer da obsessão dos Outros em resolver o misterioso problema que leva todas as mulheres que engravidam na Ilha, a abortar… Podemos lançar aqui a hipótese: será que foi precisamente por terem deixado de ter filhos que os habitantes da Ilha (Mu?) se extinguiram, deixando para trás apenas ruínas e… Jacob, o último muano?…

5. Aparecem neste episódio varias cenas em que Jacob acompanha a vida dos sobreviventes do Oceanic 815, mesmo muitos anos antes do acidente. No mesmo episódio, Bem reconhece que fora Jacob que elaborara a lista de sobreviventes a recolher pelos Outros (um dos mistérios de , agora resolvido). Assim se explica: fora Jacob que selecionará muito criteriosamente (mas sob que critérios?) os sobreviventes que haveriam de seguir nesse voo.

6. Se ainda dúvidas havia, deixaram de haver… Ilana aparece gravemente ferida num decrépito hospital russo e recebe a visita de Jacob. Logo, é uma Outra, mas que faz parte do núcleo exterior à Ilha.

7. Quando Jacob ajuda Jack e lhe entrega uma barra de chocolate Apollo (uma marca que só existe em Lost) acrescenta que: “Talvez tudo o que precisasse fosse um pequeno empurrão”. Esta indireta é uma referencia clara à estratégia de Jacob de introduzir na Ilha elementos externos (terá sido ele também o promotor da presença da Dharma Initiative).

8. Juliet cai pelo poço da escavação da Cisne e detona a bomba de hidrogénio com uma pedra até que esta explode numa luz branca. Este será assim o “Incidente” a que Alude o filme de treino de “Orientação” da Estação Cisne: a explosão da bomba e o efeito desta na bolsa magnética no subsolo da Cisne. De novo… Fica claro que as viagens no tempo em Lost ocorrem numa única timeline.

9. Frank Lapidus é promovido à condição de “candidato” a Outro pelo grupo chefiado por Ilana, que transporta uma misteriosa caixa metálica que se revela ser o caixão do… Verdadeiro John Locke. Porque o selecionaram, se não fazia parte de nenhuma das “listas” de Jacob?

10. Quando Ilana pergunta a Richard/Ricardus usa a frase reconhecimento “o que está na sombra da estátua?” a que este responde: “Ille qui nos omnes servabit”, o que em latim significa algo como “aquele que nos salvará a todos”. Jacob, portanto… A frase é uma afirmação do poder de Jacob sobre os Outros e o quanto dependem da sua vontade, mais do que de qualquer outra coisa.

11. Pouco antes morrer, às mãos de um vingativo Bem, Jacob diz “eles estão a chegar”. Quem? Não há dados sobre a identidade destes “eles”, mas será que Jacob se referia aos “eles” que estiveram ausentes nesta temporada de Lost, isto é, o grupo de sobreviventes que viajou no tempo até 1977?

12. Jacob quando vê entrar “Locke” percebe imediatamente que se trata do “homem de negro” que o ameaçara de morte, aquele que nos associamos ao “monstro de fumo”.

13. Sayid anda às costas com uma bomba de fissão nuclear “portátil” que estaria dentro da bomba de fusão “Jughead”. O problema é que na data em que essa bomba teria sido construída (1954) nenhuma dessas bombas de fissão “detonadoras” seria tão pequena ao ponto de poder ser transportada às costas por alguém…

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Lost S05e15 “Follow de Leader”: Comentários

1. Jack diz a Eloise que acredita na teoria de Daniel Faraday de que detonando a bomba de hidrogénio poderiam alterar o futuro e impedir que as trágicas circunstâncias que a levaram a matar o seu próprio filho não se viessem a concretizar. A tese que acalentei originalmente, de que o enredo de Lost se baseava na existência de várias timelines paralelas e não comunicantes estoura, numa implosão nada gloriosa e comparável aquela que ditou o fim da “Estação Cisne”… Se Faraday, que devotou toda a sua vida ao estudo das Viagens no Tempo e que parece conhecer na Ilha o fenómeno como mais nenhuma outra personagem, acredita que detonando a Bomba pode impedir o Evento e, assim, não criar as condições que levaram à queda do voo da Oceanic 815, então é porque existe uma única timeline. Se assim não fosse, a detonação impedir o Evento numa timeline enquanto noutra este ocorreria na mesma, e não seria possível alterar o futuro. Como Faraday acredita que é.

2. Richard admite a Locke que há algo nele que lhe parece diferente… Uma observação correta e que será confirmada no último episódio da temporada.

3. Quando Sun confronta Richard com uma fotografia de 1977 dos recrutas da Dharma, ou seja do grupo de sobreviventes que viajou até ao passado, Richard admite que sim e que… Os viu todos morrer. O que deixa claro que na próxima temporada já não teremos narrativas na década de setenta, apenas na época contemporânea, que, recordemos, corre em 2007. Mas Locke (que talvez não seja Locke, mas o Monstro de Fumo) diz-lhe indiretamente que eles, afinal, poderão não estar mortos. Logo, que regressão a 2007, já que francamente não parece credível que os produtores na última temporada sacrifiquem Jack, Sawyer, Juliet e Kate, os seus personagens mais fortes, de uma temporada para a outra, e logo, para a final e apoteótica temporada 6.

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Lost S05E14: “The Variable”; Comentários

Daniel Faraday, interpretado por alguém que não é a Evangeline Lilly em http://www.infomaniaco.com.br

Daniel Faraday, interpretado por alguém que não é a Evangeline Lilly em http://www.infomaniaco.com.br

1. Quando Daniel Faraday é visitado por Charles Widmore, confessa-lhe ter testado em si próprio a sua máquina do tempo e, em consequência, perdeu a memória, ou melhor, a capacidade de posicionar a sua mente na trama do Espaço-Tempo, o seu padrão referencial Aquilo que já fora sugerido anteriormente confirma-se: a máquina do tempo de Daniel age a nível da consciência humana, mais do que via deformação do Espaço-Tempo. É como se quem viajasse não fosse o Espaço-Tempo em torno do sujeito, mas a mente do sujeito, que depois – de alguma forma – reconstrói o corpo em torno de si.

2. Em 1977, na Ilha, Daniel diz a Jack que a sua mãe – Eloise Hawking – estava errada e que Jack “não pertence ali (a Ilha)”. Daniel pode referir-se ao “paradoxo do avo” em que um neto viaja ao passado e mata o seu avo antes deste ter concebido o seu pai e logo, ele, o neto. Não pode existir e estar assassinando o seu avô… Este é um exemplo para quem pretende demonstrar a impossibilidade das viagens no tempo, mas deixa incólume a teoria dos universos paralelos, em que cada viajante ao passado, cria uma nova linha temporal, paralela aquela em que ele não viajara para o passado e onde não matara o seu avô.

3. Daniel conta a Chang que acredita que a perfuração que a Dharma está a conduzir na Estação Orquídea vai libertar uma enorme carga de “energia magnética” que eventualmente irá trazer a morte a todos os habitantes. Como o magnetismo não causa danos nos seres humanos, e isso pertence ao domínio do senso comum, recuso-me a creditar que os produtores de Lost, tão cuidadosos noutras questões tenham deixado passar a asneira de que “uma explosão (sic) magnética poderia causar a morte a todos os habitantes da Ilha”. Assim, não é a “explosão magnética” que mata, mas aquilo que estava encerrado nesse caixão magnético… É a nossa tese (já antes por aqui apresentada) que se trata de um par de miniburacos negros, magneticamente carregados (teoricamente possíveis, segundo o físico Stephen Hawking, que tem o mesmo nome da mãe de Faraday…). São estes miniburacos negros os responsáveis pelos “saltos” no Espaço-Tempo mais ou menos comuns na Ilha.

4. Daniel confessa ao grupo de Sobreviventes que acredita que a única possibilidade de “regressarem ao seu lugar” reside na sua mãe, Eloise Hawking. Daniel parece estar a referir-se a uma viagem no tempo, de volta ao tempo presente (2008)… Então Eloise terá acesso aos engenhos deixados na Ilha pelos seus antigos habitantes. E… Apostamos que esse será o desfecho desta quinta temporada de Lost.

5. Na cena da fuga do grupo de Jack e Daniel das “Barracas”, Daniel faz mais uma referência às linhas temporais paralelas em que decorre a ação quando diz que 1977 é agora o “presente deles” e que deviam lembrar-se que corriam riscos de ficarem mortos ou feridos. Ou seja, poderiam morrer neste universo paralelo onde agora estavam e continuarem vivos no universo paralelo “deles” (mencionado no comentário anterior).

6. Mais adiante, Daniel concede a Jack e Kate o raro privilégio de uma visão interior ao seu pensamento mencionando que os seus estudos sobre física relativística lhe revelaram a relação entre as “constantes” e as “variáveis” e que eles, os personagens eram as últimas, ou seja, que o Sujeito era a fonte de toda a aleatoriedade e imprevisibilidade no Universo.

7. Quando Sawyer chama a Daniel “H.G.Wells” faz uma referencia indireta aquele que é o tema central da 5a Temporada que é o das viagens no tempo, igualmente o mesmo tema de uma das obras mais conhecidas “A Máquina do Tempo”. Outra referencia indireta às viagens no tempo é feita quando Widmore dá a Faraday uma edição da revista Wired que, na capa, refere um artigo no interior sobre “Um guia para o utilizador de viagens no tempo”.

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Lost S05E13: “Some Like It Hoth”: Comentários

Miles não é... a Evangeline Lilly em http://season-premiere.com

Miles não é... a Evangeline Lilly em http://season-premiere.com

1. Neste episódio centrado num dos novos personagens da série, Miles, passamos a conhecer melhor a sua biografia, e nomeadamente a sua primeira experiência de contato com os mortos e mais tarde encontramos o jovem Miles reencontrando a mãe que estava seriamente doente e questionando-a sobre a identidade do seu pai… Algo a que voltaremos mais adiante. O titulo do episódio decorre do filme “The Empire Strikes Back” da série Star Wars onde precisamente aparece um planeta com esse nome: Hoth.

2. Depois de recrutado por Naomi para o grupo de Widmore e para a expedição do Kahana, Miles é raptado por um grupo de homens que o tentam persuadir a não ir para a Ilha e que a um dado momento lhe perguntam: “O que está na sombra da estátua?”… A mesma pergunta antes colocada por Ilana a Frank Lapidus como senha de reconhecimento para aquilo que julgo ser um grupo de dissidentes da Dharma Initiative, no mundo exterior, mas que agora parece ser antes os Outros de Benjamin Linus, já que pouco antes de o soltarem lhe dizem que “está a jogar pela equipa errada” e quando este pergunta a que equipa pertencem, respondem-lhe “à equipa que vai vencer”. Como este confronto “entre equipas” na Ilha ocorreu entre os Outros e o grupo do Kahana (de Widmore) eis então percebida a “equipa” a que pertence Ilana: os Outros. E explica-se assim também porque é que ela não sendo uma agente da autoridade deteve Sayid e porque o fez: porque recebeu ordens de Ben para o fazer e para o devolver à Ilha, já que Sayid não revelar querer fazê-lo de livre vontade.

3. Quando Horace “convida” Miles a levar um “pacote” a Radzinsky diz-lhe que foi admitido ao “Círculo de Confiança”, o que significa que entre a Dharma Initiative nem todos sabem o mesmo… Um certo grupo – aparentemente o que reúne na casa de Horace e de onde Sawyer faz parte tem acesso total a toda a informação e locais que motivam a presença da organização na Ilha: nomeadamente os seus verdadeiros objetivos que ainda que tenham sido já revelados no jogo na série televisiva ainda permanecem por aclarar…

4. Quando o “pacote” revela ser um corpo, Miles exerce as suas capacidades únicas para ler os últimos pensamentos na mente do falecido e fica a perceber que este morreu de uma forma muito inusitada: um dente obturado que atravessou o cérebro, causando assim a sua morte. Tendo em conta que os trabalhos em que a Dharma está envolvida na Estação Orquídea se prendem com aquele extremo magnetismo que num episódio anterior desta temporada Pierre Chang já referira ser “extremamente perigoso”, não é difícil compreender o que levou à morte este membro do “círculo de confiança”: o magnetismo extremo que resulta diretamente do mecanismo controlado pela roda e que nós desde à algum tempo acreditamos serem dois microburacos negros, magnéticos e rodando um em torno do outro, gerando assim as deslocações no Espaço e no Tempo que foram o corpo central da narrativa desta 5ª Temporada de “Lost”

5. A lição que Jack limpa do quadro da sala de aulas da Dharma era sobre… Hieróglifos egípcios. Um dos temas mais recorrentes no enredo da Ilha e algo que seria manifestamente do mais alto interesse para constar do programa de ensino na Dharma, já que existem tantos testemunhos de uma variante dessa escrita em antigas ruínas dispersas pela Ilha. A inscrição que Jack apaga diz apenas “a escrita das palavras de Deus”.

6. A construção da Estacão Cisne está a ser camuflada pela Dharma. Aparentemente porque está bem no interior do território dos Outros, definido enquanto tal pelas débeis tréguas entre a Dharma e os Outros.

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Lost S05E12 “Dead Is Dead”: Comentários

Evangeline Lilly em http://www.lostcrazy.net

Evangeline Lilly em http://www.lostcrazy.net

1. Com o episódio 12 desta temporada, regressamos a um episódio pleno de conteúdo para os diversos mistérios de “Lost”… Toda a trama se desenrola em torno da viagem de Ben, Locke e Sun ao Templo, de forma a submeter Ben a um julgamento pelo “monstro de fumo”.

2. Quando Ben rapta a filha de Rousseau, Alex, avisa a francesa que se ela ouvir sussuros (um dos Mistérios mais antigos, em Lost) deve fugir na direção oposta. Mas fálo no contexto em que a ameaça de morte se ela tentar recuperar Alex dos Outros. Sempre supûs (por casos anteriores) que os Suspiros estivessem ligados ao Monstro. Mas no contexto concreto desta ameaça de Ben, ele parece ligar os Suspiros mais aos Outros, e não ao Monstro (que não controlam, como admite Ben mais tarde neste episódio, mas que apenas sabem como invocar). Estarão então os Suspiros ligados a Jacob, o “invísivel” e fantasmagórico líder dos Outros, que parece, de facto, ser uma entidade distinta, mas relacionada com o Monstro?

3. Quando Ben se despede de Widmore, este está guardado por dois Outros armados, de uniforme, com o mesmo logótipo que aparece na torre do Galaga. Esse símbolo surge também no logo da Dharma Initiative e, muito obviamente, representa quer a água, quer o abismo, no i Ching… É estranho porque usam estes Outros uniformes da Dharma, quando os que não fazem parte da tripulação, não usam qualquer tipo de uniforme… Mas talvez seja uma uniforme prático de trabalho, a bordo do Galaga… O logotipo ☵ no i-Ching simboliza a Água ou o Abismo… Dois termos muito adequados para surgirem no Galaga, temos que admitir e que dizem muito sobre o grau de detalhe e o cuidado prestado a estas pequenas miudezas pelos argumentistas e produtores da série…

4. Como bem referiu o nosso comentador “Archeogamer”, Locke foi ressuscitado, provavelmente através de um “engenho de ressuscitação”. Tendo em conta que o Monstro (ou algo diretamente a ele associado) tem a capacidade de assumir formas humanas, como sucedeu no passado com o irmão de Mr. Eko, com o pai de Jack, com Alex, neste episódio, com os companheiros de Rousseau, etc, então não será impossível que o Monstro – ou aquilo que o produz – esteja na base destas “reencarnações”, essa é de facto a minha tese atual para explicar o que se passou com Locke: morreu, mas a sua alma (Ka) foi recapturada bem à maneira do “Mundo do Rio” de Philip José Farmer e o corpo reconstruído. Sem perda de memórias, aparentemente…

5. Ben acredita que o Monstro de Fumo o deve julgar… Isso torna-me a recordar o “Mundo do Rio”, onde os “Éticos”, as entidades superiores que o tinham construído e o regiam, eram capazes de ler a Aura moral de cada ressuscitado e avaliar assim da sua capacidade para alcançarem um mais elevado grau de consciência (lendo o Ka, precisamente). Terá então o Monstro também essa capacidade? E será por causa desta “impressão na Aura”, que os Outros tinham uma lista de nomes a capturar entre os sobreviventes do Oceanic, lista essa elaborada a partir de um “Scan” feito pelo Monstro na praia? É que logo que alguém chega à Ilha o Monstro aproxima-se e dá-se a conhecer… fazendo esse “scan” e construindo a lista que depois dá aos Outros, para recolha e recrutamento de novos Outros.

6.  A tese das duas timelines paralelas e não-comunicantes torna a ser reforçada quando Sun mostra a Bem uma fotografia dos recrutas Dharma em 1977 e nesta surge o grupo de Kate, Jack e Hurley. Ben revela uma (aparentemente genuína) surpresa. Se foi mesmo genuíno, então há mesmo duas timelines paralelas, já que ainda que pudesse ter sofrido amnésia ao ser baleado por Sayid, como não se lembrar deles do ataque que conduziu às “Barracks” e onde matou todos os membros da Dharma Initiative?

7. Quando Ben abre aquela curiosa porta, cheia de hieróglifos, que já abordamos em comentário anterior em grande detalhe (ver AQUI) e desce um correr, atravessa um túnel toscamente escavado e penetra numa câmara que tem no fundo uma espécie de rolha coberta de água, que destapa, ficamos a compreender a forma que Ben tem de “invocar o Monstro de Fumo”. Aparentemente, existe uma rede de vasos comunicantes no subsolo da Ilha, cobertos por água. Quando esta é removida e ficam expostos ao ar ambiente, algo alerta o Monstro e o atrai para o lugar onde ocorreu essa ruptura. Este é o método de convocação de Cerberus, portanto. Falível, parece, já que desta feita, o Monstro não aparece a Ben.

8. Quando Ilana faz o seu pequeno “golpe de Estado”, pergunta a Frank Lapidus “O que está na sombra da estátua”? Não nos esqueçamos que Ilana tinha Sayid prisioneiro, no voo acidentado e que provavelmente trabalha para Widmore, o arqui-inimigo de Ben. Mas… o enigma trouxe-me algumas ressonâncias… Como o código antes usado por Desmond “O que diz um homem de neve a um outro?” por várias vezes e para com ele por Kelvin. A pergunta surge sempre depois de outra: “Tu és ele?” e logo, é parte de um código de reconhecimento. De que grupo? Essa é que é a questão… O código era um código Dharma, como prova o seu uso por Kelvin procurando determinar se ele era o seu sucessor de posto na Estação Cisne. Então… Será que quem raptou Sayid não foi o grupo de Widmore, mas… sobreviventes da Dharma, no mundo exterior? Isso explicaria o aparentemente desconhecimento de Ilana que Widmore tem, assim como o uso desta expressão… Quanto à estátua esta é obviamente aquela de que hoje só restam os pés de seis dedos, o Anubis que surge mais para o fim do episódio e em cuja sombra foi construído o Templo, em cujo recinto se refugiaram os Outros.

9. Quando Ben entra no subterrâneo do Templo e se apresenta numa sala com colunas completamente cobertas por hieroglifos e pára diante de uma pedra com claros desenhos de mitologia egípcia estamos perante um dos momentos mais reveladores de Lost. Não só fica claro como o Templo foi construído por Mu (“Influência egípcia”) algo que não o era, realmente, porque o Templo tem de facto um estilo pré-colombiano. Muito curiosa é a presença nesse local de uma figura que parece a do deus egípcio dos Mortos, Anubis juntamente com algo que parece ser o Monstro de Fumo, em que um, olha para o outro… Uma representação comum nos momentos de julgamento no tribunal dos mortos do Antigo Egipto. Anubis é também o deus do submundo, dos subterrâneos (como este) e… das tumbas. Quererá isto dizer que o Monstro de Fumo é Anubis, e que este guardião (Cerberus) da Ilha, guarda nela, mais concretamente no recinto murado do Templo (construído pelos Outros, segundo Alpert) uma necrópole da civilização que construiu as ruínas da Ilha (Mu)?

10. O monstro assume a forma de Alex e avisa muito seriamente Ben quando a seguir a liderança de Locke ou “destruí-lo-á”: Como Locke fora já antes uma escolha de Jacob, este parece assim confirmar-se como uma encarnação (ou pelo menos, a fonte de autoridade do Monstro), já que ambos coincidem na escolha de Locke como o sucessor de Ben na defesa da Ilha à frente do grupo dos Outros.

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Lost S05E10 “He’s Our You”

Evangeline Lilly, a Kate Austen de Lost em http://www.olivarkamprojo.com

Evangeline Lilly, a Kate Austen de Lost em http://www.olivarkamprojo.com

1. Quando Sayid – a soldo de Ben – mata Andropov um dos membros do grupo de Widmore observamos num edifício uma inscrição (em círilico) “Oldham Pharmaceuticals”. Isso significa que há uma relação entre esta empresa farmacêutica e o grupo Widmore. Sabemos, mais tarde no episódio que existe um membro da Dharma Initiative com esse mesmo nome, o que não é certamente fruto de coincidências (nada o é, em Lost) e que este “Oldham” da década de 70 utiliza químicos para extrair a verdade de sujeitos interrogados pela Dharma. Oldham é uma figura curiosa, porque não vive na Cidade da Dharma (as “Barracks”) e habita uma tenda que faz lembrar aquelas que Locke gosta de construir para encontrar respostas para os seus problemas. Mais tarde, Oldham utiliza em Sayid algo que faz lembrar LSD pela forma (sobre um cubo de açúcar) com que é ingerido. É claro que o LSD não leva ninguém a ceder em confissão… Só mesmo o Sodium Pentathol.

2. Porque é que Ilana apareceu em episódios anteriores como guarda de Sayid? Inicialmente, pensei que fosse uma elemento de uma agência federal, mas com o decorrer dos episódios faltam referências explícitas a essa pertença, pelo que começo a acreditar que é de facto um agente de Widmore ou até do próprio Ben… De Widmore é possível porque ao fim ao cabo foi Sayid que andou pelo mundo fora (como quando abateu Andropov) assassinando os agentes de Widmore.

3. Após ter sido salvo pelo jovem Benjamim Linus, Sayid diz-lhe “Tinhas razão sobre mim. Eu sou um assassino”, disparando sobre o peito de Ben e, aparentemente, provocando a sua morte. Como Ben sobreviveu até à idade adulta, esta sua morte enquanto jovem levanta a questão de saber como vão lidar os argumentistas com este paradoxo temporal. O assassinato de Sayid é exatamente igual ao velho paradoxo de saber o que acontece se alguém viajar para o passado e matar o seu pai, antes deste o ter concebido juntamente com a sua mãe. O assassino continuaria a existir? De certa forma, Daniel Faraday já respondeu a este paradoxo noutro episódio da Temporada 5 quando disse que pouco importava o que fizessem numa das varias deslocações ao passado porque isso não iria influir no futuro: Faraday é assim de opinião (como muitos outros físicos) que não haveria paradoxos, porque em cada viagem ao passado seriam criados novos universos paralelos, não-comunicantes e existindo em linhas temporais distintas e isoladas: numa Ben seria morto por Sayid, noutra, paralela, crescia até à idade adulta até tornar-se o líder dos Outros. Esta será a tese adoptada pelos argumentistas de Lost, e aposto que Faraday vai aparecer brevemente para explicar isto mesmo…

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Lost S05E09 “Namaste”

1. A Ilha aparece aos tripulantes e passageiros do voo Ajira 316 após um clarão. Este, parece estar associado – desde a implosão da Estação Cisne – às deslocações no Espaço e no Tempo, da Ilha. Por isso, esta sua aparição indica que o cálculo de Eloise Hawinkg no episódio 6 desta temporada estava correto e que a rota deste voo passava efetivamente sobre o local onde se iria materializar a Ilha. Não é assim o avião que viaja até à Ilha, é, pelo contrário, a Ilha que viaja até ao avião… E torna-se também claro que o avião entra na bolha espácio-temporal que rodeia a Ilha e que além de aparelho entrar no local onde ela está, penetra também no Tempo em que esta se encontra, porque passa da noite para o claro dia e logo… todos os que estão no seu interior estarão algures no passado. Não em 2007 (ano em que decorre a timeline mais recente de Lost), nem em 1977, já que a Estação Hydra foi surge num episódio anterior abandonada, e não povoada pelos elementos da Dharma, como estaria se estivéssemos numa timeline dessa época…

2. A timeline onde se encontra o Ajira 316 torna-se evidente quando observamos que o avião aterra sobre a pista de terra batida que… Kate, Sawyer e os Outros estavam a construir lá longe na Temporada 2! O facto do mistério só agora ser esclarecido ilustra a determinação dos produtores em manter a promessa de responder a todas os mistérios colocados desde a 1ª temporada… Mas como saberiam os Outros que o Ajira 316 iria precisar desta pista? Aparentemente, e segundo um podcast oficial de 19 de março, porque os Outros tinham recebido instruções para tal do próprio Jacob, o seu “líder supremo”, que tantas vezes parece corresponder a materializações do pai de Jack ou mesmo do “monstro de fumo”, com a sua pública vocação de “proteção do templo”.

3. No último episódio da Temporada 4, tínhamos visto que o suposto pai de Jack, Christian Shephard, não podia (dizia ele) ajudar Locke a erguer-se ou a movimentar a Roda… Dando a entender que não era verdadeiramente material. Mas agora, neste episódio parece sê-lo, já que quando Frank Lapidus e Sun entram com ele às “Barracks” e entram no “Processing Center” ele agarra numa fotografia numa parede e a mostra a eles. Será então Christian uma entidade material ou… a própria fotografia é uma construção mais ou menos “fantasmagórica” e por isso mesmo, pode ser segurada pelo igualmente fantasmagórico Shephard? Voto nesta última tese… Note-se também que a audição dos famosos “murmúrios” que desde a primeira Temporada antecipam muitas aparições do Monstro de Fumo, indicam que Shephard é uma ténue materialização, uma espécie de fantasma de Jacob, o responsável pela construção da pista onde no mesmo episódio aterra o voo da Ajira.

4. Quando o copiloto do voo da Ajira emite o seu Mayday ouve-se a emissão de rádio dos Números… Isto é um grande mistério, porque esta emissão ocorreu (a Dharma era a responsável pela mesma) até 1988, quando Rousseau a substituiu e depois, em 2004, finalmente terminada por vontade dos sobreviventes do Oceanic, liderados por Jack no episódio “Through the Looking Glass”. Então… Será que o Ajira 316 ao contrário do que sugerimos no comentário 2 está afinal, antes de 1988, e em época talvez contemporânea dos restantes 6 da Oceanic, isto é, em 1977? E que a pista de terra batida é de construção Dharma? Ou… Será que o avião ao atravessar a “bolha” espaço-temporal que rodeia a Ilha, atravessou vários contínuos e um destes era de pré-1988, regressando depois a uma timeline que no comentário 2 estimamos ser a atual (2004)? Um mistério que será esclarecido nos próximos episódios…

5. Quando Sun vê a fotografia dos “Losties” tirada em 1977 que Shephard lhe mostra, conseguimos ver um indivíduo na sala atrás dela. Pode ser um erro de filmagem ou uma materialização do “Monstro de Fumo”? Não é ele que aparece sempre que se ouvem os murmúrios citados no comentário 3?

6. Quando o jovem Bem leva uma sandes a Sayid conseguimos um Apple Lisa numa mesa… Em Lost, os Apple II são mais comuns e de facto, em 1977, ainda não estava disponível publico, pelo que estamos perante um erro de continuidade…

7. Quando os sobreviventes do voo Ajira observam algo a mexer-se na mata, e se torna evidente que este algo é o “monstro de fumo”, estamos perante um comportamento padrão do monstro: quando chegam à Ilha novos visitantes, o monstro deixa a sua “toca” no templo em ruínas e vai observar os novos náufragos, talvez avaliando o seu grau de ameaça ao Templo que já sabemos ser a missão do Monstro proteger.

8. Fica neste episódio por responder uma pergunta: onde é que anda Daniel Faraday, precisamente a mais “forte”, de todas as personagens introduzidas na temporada anterior?

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Lost S05E07 “The Life and Death of Jeremy Bentham”

Evangeline Lilly

Evangeline Lilly a "Kate" de Lost

Comentários ao episódio Lost (“Perdidos”)  intitulado “The Life and Death of Jeremy Bentham”, publicados após apelo do nosso comentador “Pedro Canuto“:

1. Locke consegue realinhar a roda. Ao fazê-lo, o grupo dos Sobreviventes deixa de fazer saltos temporais de forma aleatória. A roda é claramente o mecanismo de controlo de algo que só pode ser um grupo de mini buracos negros, em rotação e criando um complexo padrão de distorção do Espaço-Tempo que leva a deslocações relativísticas. O código que Desmond inseria na Estação Cisne enquadra-se assim nesta rede subterrânea de mini buracos negros, encerradas em “tokamak” e logo, eletricamente carregados (o magnetismo muito forte era um dos fenómenos estranhos da Cisne). Aqui, no subterrâneo da roda temos um frio muito intenso, decorrente das baixas temperaturas para que o “tokamak” construído com materiais supercondutores que exigem baixas temperaturas?

2. Locke materializa-se na Tunísia, o outro extremo do túnel de wormhole, como Benjamim Linus. A operação da Roda permite deslocar no Tempo, mas no Espaço, coloca o operador noutro local, na Tunísia (uma das localizações clássicas para a Atlântida). Isto quer dizer que existe uma rede mundial de “túneis”, a partir da Ilha? Widmore afirma a Locke que aquele túnel tunisino é a “saída”. O rumo secreto que o submarino Gálata tem que cumprir para sair e chegar à Ilha passará sobre um destes túneis?

3. Widmore esclarece a Locke que ele era o líder dos Outros antes de ter sido exilado por Benjamim e que tem como único objetivo “defender a Ilha”. Assim se fica a saber a causa da guerra entre Benjamim e Widmore… Uma divisão de estratégias de defesa da Ilha e de novo fica clarificada a missão dos Outros e a causa pela qual podem ser cruéis ou desprezarem a vida humana: tudo é menorizado frente à defesa da Ilha.

4. Walt é revisitado por Locke, em Nova Iorque, demonstrando manter capacidades mentais especiais, adquiridas na Ilha, ao ter sido presciente nessa visita de Locke. A Ilha além de curar feridas e tumores, parece afectar as capacidades mentais de alguns, razão que aliás, levou os Outros a raptar Walt, para o prosseguimento dos seus fins. A tese é que os mecanismos antigos (Mu?) deixados e ainda ativos na Ilha afectam as capacidades mentais de alguns dos seus visitantes, como Walt, e que esses mecanismos são muito provavelmente os “geradores de distorção do campo espácio-temporal” da Cisne e da Orquídea.

5. Quando Locke visita Hurley no hospício, este está a desenhar uma esfinge egípcia… Depois dos hieróglifos, da estatua que se assemelha à arte do Império Novo, eis mais uma referência ao Egipto antigo, uma civilização que é dada por muitos como herdeira do conhecimento e tradição de civilizações perdidas.

6. Quando no Westerfield Hotel, Locke tenta cometer suicídio, Benjamim Linus pede-lhe que pare, e consegue-o, mas quando Locke diz que deveria contactar Eloise Hawking (um nome que invoca o do físico Stephen Hawking, especialista na Física dos Buracos Negros), Benjamim muda de posição e estrangula Locke. Se o queria salvar (e salvou), porque é que não podia Locke falar absolutamente com Eloise Hawking? Ora esta Eloise é alguém que não pertencendo aos Outros é respeitada (e temida) por estes pelo seu conhecimento da estrutura do Tempo e dos mistérios da Ilha. Mãe de Daniel Faraday, que se debate nos mesmos temas, tendo recolhido dela o essencialmente dos seus conhecimentos, ela aparece aliás na primeira viagem no tempo de Lost, a de Desmond e numa foto com o “irmão Campbell” no mosteiro onde estava Desmond, reforçando essa ligação às viagens no tempo. Benjamim não quer, portanto que Locke fale com Eloise… Que ela o faça regressar à Ilha, de uma forma que Benjamim não possa controlar, pelo menos?

7. Quando Caesar na Estação Hydra (e na ilha do mesmo nome) encontra o mapa de Daniel este contêm hieróglifos, algo que me parece que não acontecia antes. Mais um tema egípcio, em Lost… Quem os lá colocou? Qual a relevância com o mapa?… Localizações e os locais onde estes hieróglifos se encontram, provavelmente e frases que alguns já leram como sendo “viajar para norte” e “tempo dos antigos”.

8. Ceasar, na mesma cena, folheia uma revista Life de 1954 com uma fotografia do filme “A Criatura da Lagos Negra”… Uma alusão clara ao “Monstro de Fumo”, da Ilha.

9. Locke aparece ao grupo de Caesar e Ilana com um cobertor da Ajira Airways. Vivo. Aparentemente ele e este grupo estão na ilha menor, já que Ilana conta a Locke que o piloto Frank Lapidus e “uma mulher” deixaram a ilha numa canoa. A caminho da Ilha principal. Sendo a mulher… Sun, uma aposta minha já que ela não apareceu neste episódio. Como é que Locke regressou à vida?… Arrisco aqui uma tese que já lancei antes, na primeira Temporada de Lost e onde lançava a hipótese de o “monstro de fumo”, ser um agregado de nanomáquinas, criado para guardar o “Templo” (onde se refugiaram os Outros) e que teoricamente poderiam entrar no corpo de Locke, falecido, reparar os danos no cérebro e ressuscitá-lo, literalmente.

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Lost S05E05 “This Place is Death”

(Evangeline Lilly, a Kate de Lost in http://brasilidade.files.wordpress.com)

(Evangeline Lilly, a Kate de Lost in http://brasilidade.files.wordpress.com)

1. Quando Jin encontra o grupo de Danielle ficamos a saber que a data exata da chegada do grupo dos franceses foi o mês de novembro de 1988.

2. O ataque do “monstro de fumo” ao grupo dos franceses e a consequente morte da maioria do grupo é a sua primeira aparição nesta quinta temporada com a importante indicação de qual é o local onde se recolhe quanto não está em atividade. Já sabíamos que Ben conseguia chamar o Monstro a partir de um dispositivo antigo, deixado pela civilização perdida da Ilha e que este era uma espécie de “sistema automático de segurança”. Agora, ficámos também a saber que ele “vive” nas ruínas do Templo, o mesmo templo onde o grupo dos Outros se refugiou dos mercenários que os tentavam abater. Assim, os Outros não só conhecem o Templo, como sabem como controlar o Monstro e, provavelmente a sua origem.

3. O Templo tem vários hieróglifos idênticos aos usados no contador da Estacão Cisne, na Sala da Roda da Estacão Orquídea, na porta da sala da cave da casa de Ben, etc. O uso de caracteres hieroglíficos egípcios aponta para uma “pista atlante-mu” que provavelmente será aprofundada na próxima temporada de Lost. O facto do Templo ser guardado por Cerberus explica porque Bem disse que ele era o “ultimo lugar seguro da Ilha”, mas que não podia ser o refugio dos sobreviventes do voo da Oceanic porque “não era para eles”, como se eles não pudessem ser tolerados por Cerberus. Em termos estilísticos, o Templo assemelha-se à arquitectura religiosa do sul da India, o que aponta para o continente perdido de Mu, o local onde estariam guardadas as tábuas referindo o afundamento desse continente no Pacifico. Recordemo-nos que a Ajira, uma companhia aérea indiana é também referida várias vezes na Temporada 5.

4. Quando o grupo dos franceses puxa o braço de Montand ao Monstro, este separa-se do seu corpo. A separação é improvável porque isso implicaria que o o homem que o segurava era pelo menos tão forte como o Monstro… E isso já se provou não ser assim, bastando recordar a facilidade com que ele matou Mr. Eko.

5. Pouco depois o Monstro demonstra a sua capacidade em assumir a voz e a forma das suas vítimas ao imitar a voz de Montand. Assim atrai todo o grupo, menos Danielle e Jin. Na cena seguinte, que se segue a uma deslocação de Jin, este encontra dois corpos de franceses compreendendo pouco depois que foi Danielle que os abateu porque tinham a “doença” que ela na primeira temporada tinha dito ter dizimado o seu grupo. Percebe-se agora que a doença era afinal o monstro e a sua capacidade de assumir a forma das suas vitimas… Curiosamente, ainda que assuma a sua forma, quando o faz é mortal e pode ser abatido a tiro, o que pode indicar que usa os corpos das suas vitimas, ou melhor, que não é o “fumo negro” que muda de forma mas que introduz algo (“infectando-o” como diz Danielle) na mente do hospedeiro, controlando-o daí em diante. O episódio permite esclarecer qual é a função especifica de Cerberus (outro nome para o “monstro de fumo”), quando Robert, possuído pelo dito diz que ele não “passa de um sistema de segurança do templo”. Não da Ilha, mas mais exatamente do Templo, que os produtores num podcaste esclareceram não ser apenas aquelas paredes que se viram neste episódio, mas algo muito maior e mais significativo.

6. Charlotte, agonizando nos braços de Daniel Faraday confessa ser uma “antropóloga”, mas que conhece melhor Cartago que o “próprio Aníbal”… Uma afirmação curiosa, já que se seria de esperar que fosse antes uma arqueóloga… De qualquer forma esta é uma alusão ao primeiro episódio da temporada quatro onde ela surge escavando na Tunísia os restos de um urso polar. A Tunísia é um dos extremos do portal que tem o seu extremo na Estacão Orquídea. Pouco depois, Charlotte revela que existe um poço perto da Orquídea e logo que esteve na ilha enquanto criança e que a mãe fizera parte da Dharma Initiative.

7. Locke tomba numa caverna, sob o local onde mais tarde será construída a Estacão Orquídea. Ferido, vê aproximar-se de si Christian Shephard, o pai de Jack, que o critica por ter deixado Bem feito rodar a roda, quando ele, o instruíra a ser ele próprio a fazê-lo. Seria Christian uma encarnação do monstro ou uma outra entidade? Tão antiga como Cerberus e da mesma origem… Instrui Locke para repor a roda no seu eixo e que não o pode ajudar, talvez por ser apenas uma visão no espirito de Locke ou um… Fantasma de eras passadas…

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Lost S05E03 “Judhead”

(Evangeline Lilly, a Kate de Lost in http://z.about.com)

1. Quando o pequeno grupo de Miles, Charlotte e Daniel e de dois sobreviventes do voo 815 se aproxima do ponto de encontro com o grupo de Sawyer, os dois sobreviventes (eternamente sacrificáveis, em “Lost”) tocam em dois fios ligados a minas antipessoal e estas explodem causando a sua morte. As minas têm inscrições em inglês e parecem ser da década de 40-50. Sendo assim foram colocadas na Ilha por militares dos EUA e estes chegaram à através de cartografia e escolhendo-a para fazer detonar esse engenho nuclear… logo, ela constava na época (pelo menos) na cartografia! Um ponto curioso que certamente ainda será desenvolvido nesta temporada… Este passo resolve também um dos mistérios da Ilha que consistia na descoberta por Ana Lucia e Goodwin de uma faca militar dos EUA na Ilha (“The Other 48 Days”).

2. Os Outros que atacam o grupo de Miles, Charlotte e Daniel tem roupas de militares americanos. Os Outros da atualidade têm roupas contemporâneas, dos sobreviventes… Os Outros da década de 70, quando atacaram a Dharma, tinham uniformes da Dharma… Os Outros parecem não ter acesso a outro vestuário além daquele que roubam na própria Ilha. E contudo, Ben tem acesso (via Galata) ao mundo exterior. Porque não obtêm então aqui o seu vestuário? Será que os Outros se “materializam” na Ilha completamente nús, como Desmond no final da Temporada 1 e por isso se afanam a recolher toda a roupa que puderem nos grupos de sobreviventes que vão caindo na Ilha?

3. Quando Elly, a jovem que lidera o grupo de Outros afirma que aqui, no ribeiro, estão apenas cinco sobreviventes, e que na praia estavam 20, dá uma rara indicação do número atual de sobreviventes do Oceanic 815: 25 pessoas… A este ritmo não haverá personagens suficientes para esta 8 (a 5ª) e para a 6ª, que será concluída em Maio de 2010, como previsto?

4. Locke identifica a arma dos Outros como sendo uma “M1 Garand“, uma arma que foi usada no US Army entre 1936 e 1963. Portanto, a linha temporal desta cena é esta… E como mais tarde, se mencionam os testes nucleares americanos no Pacífico, provavelmente no âmbito da “Operation Castle“, que terminou em 1954, com seis testes nucleares, entre os quais os de uma bomba de hidrogénio como a que aparece neste episódio de “Lost”. O título do episódio “Jughead” vem aliás das bombas da série EC16 com esse mesmo nome de código, bombas criogénicas, desenvolvidas a partir do modelo “Mike” e das quais foram fabricadas apenas cinco unidades a partir de janeiro de 1954. Como o detonar do hidrogénio era mantido a muito baixas temperaturas (daí o “criogénico”) a temperatura de uma ilha tropical, como a de Lost, pode ter explicado porque no fim deste episódio vemos algo a sair da bomba e porque Faraday acha que esta deve ser enterrada (porque assim ficaria mais fria, porque menos exposta ao calor do sol)

5. Os Outros falam entre si usando o Latim. Assim de repente, penso em milhões de línguas “mortas” que poderiam ser usadas para efeitos de fala em código, desde a “linguagem dos i´s” (em que sou prolixo, já agora) ao navajo usado pelas comunicações militares norte-americanas na Guerra do Pacífico. O latim é também uma das piores escolhas possíveis, porque faz parte dos programas de ensino (opcionalmente) de muitos sistemas escolares, mesmo no grau secundário. E os produtores devem saber isso… Logo, não houve uma verdadeira escolha do “Latim” e este é falado porque… os primeiros Outros na Ilha era romanos. Naufragos, como os do “Black Rock”, do Balão, os do voo Oceanic 815, etc. Estes primeiros Outros, teriam recebido o influxo de outros naufrágos, convertidos (ou escolhidos, consoante for de facto a forma de recrutamento deles) e passado de geração em geração essa sua língua secreta ou “língua iluminada”, segundo as palavras de Juliet. Há também, nesta palavra a possível ligação à tradição secreta dos “Illuminati ” e as origens dos Outros, algo que não abordaremos mais sem novos indícios…

6. A estranha longevidade e juventude aparente de Richard Alpert é finalmente diretamente referida por um personagem da série. Juliet comenta a seu propósito que “Richard esteve sempre aqui” e quando Locke lhe pergunta qual é a sua idade, ela responde “velho”, o que manifestamente não corresponde ao seu aspecto físico. Logo, Juliet sabe aproximadamente a sua idade real e esta é muito superior ao normal. A minha intruição, desde o momento em que na temporarada 3 vi Alpert com a mesma idade física aparente na década de 60, aquando do ataque dos Outros à Dharma Initiative é que Alpert é eterno, pertencendo ao primeiro grupo de ocupantes da Ilha, talvez da mesma civilização que construiu as ruínas, o Templo e o monstro que o protege.

7. Quando Desmond procura em Oxford os registos da passagem de Daniel Faraday por esta conhecida universidade britânica, não os encontra. Isso não é explicado em lado algum no episódio, mas é evidente que foi Charles Widmore que os mandou apagar, já que na cena em que se vê Therese, a mulher onde Faraday fez experiências de deslocação no tempo se compreende que é ele que paga as suas despesas.

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Lost S05S02 “The Lie”

O segundo episódio da quinta temporada de “Lost” (Perdidos) recebeu o título “The Lie” (“A mentira”). Como o episódio anterior, e provavelmente, toda esta 5ª temporada a ação decorre em torno da tentativa do grupo dos “Oceanic Six” de regressarem à Ilha e sobre as peripécias que o grupo que permanece na Ilha sofre durante as suas deslocações temporais.

1. Quando no navio de Penny, o “Searcher” os “Oceanic Six” debatem se devem contar ao mundo o que encontraram na Ilha, Jack propõe que mintam. Todos parecem concordar, com excepção de Hurley, que se opõe, mas acaba por fim por concordar com a decisão do grupo. Esta mentira é um pecado à luz de muitas religiões, e a relativa facilidade com que Jack a sugere, assim como a relutância de Hurley, indicam que Jack tem um “registo kármico” sujo, Hurley, terá menos, mas como cede, acaba por revelar o mesmo tipo de sujidade que… os “Outros” conseguem detectar de alguma forma, razão pela qual os dois (e todos os demais sobreviventes que ficaram na praia, de facto) não foram recolhidos pelos “Outros” no seu primeiro raid ao grupo de sobreviventes.

2. Quando ocorre a deslocação temporal, Juliet sugere que “tudo o que estava com eles, movimenta-se junto deles”, explicando assim o facto do barco pneumático continuar junto dos sobreviventes, apesar de as bancadas com mantimentos Dharma, as tendas e demais construções terem desaparecido. A minha tese inicial (desde a 1ª Temporada) é de que as deslocações no Espaço-Tempo resultam de deformações na malha espácio-temporal provocadas pelos intensos campos gravitacionais de um ou de vários singularidades gravitacionais, contudo, o fluxo do enredo parece apontar mais para viagens no tempo em que apenas o corpo do sujeito viaja. Desmond, depois de carregar no botão de emergência da Cisne, materializa-se fora dela, completamente nu. Bem, quando viaja para o deserto tunisino, leva consigo a roupa. Agora, todos os sobreviventes viajam, sem que se perceba muito bem porquê… Porque não viajam também os Outros?

3. Charlotte queixa-se a Daniel de uma dor de cabeça persistente, o físico reage como se conhecesse a natureza desses sintomas, e sendo assim, esse conhecimento só pode resultar das suas anteriores experiências com coelhos em Oxford… Charlotte sofre das mesmas deslocações temporais que os coelhos e parece sofrer com os sintomas que alguns deles antes exprimiram.

4. Quando Sawyer e Juliet atravessam a floresta encontram um grupo que se percebe depois serem de Outros, que lhes perguntam: “O que fazem na nossa ilha?”. Estes Outros estão vestidos como soldados americanos da década de 50 o que é uma alusão ao equipamento militar dos EUA que os sobreviventes encontram na ilha na Temporada 3. A questão é se os Outros na Temporada 4 vestem as roupas da Dharma Initiative e se na década de 50 (Temporada 5) então… Como serão as suas roupas verdadeiras, ou… Será que não as têm de todo, tendo-se materializado nus, na Ilha, como Desmond no final da primeira Temporada?

5. Locke acaba por salvar Sawyer e Juliet quando mata um dos Outros, um tal de Mattingly… Mas Locke não era o líder dos Outros? No fim da cena, Locke observa como a carabina Garand parece nova, o que nos coloca na mesma linha temporal dos uniformes, ou seja, em meados da década de 50.

6. Quando num quarto de hotel Bem diz a Jack que deitou fora os comprimidos em que este se viciara, confessa-lhe que deve juntar numa mala tudo aquilo a que preza na vida, porque nunca mais verá o mundo… Ou seja, Jack está a regressar à Ilha para nunca mais voltar, é o que admite Bem neste ponto. Mais adiante, quando diz ao médico que tem que colocar o corpo de Locke num local seguro deixa no ar a possibilidade deste não estar realmente morto ao iludir a resposta à pergunta e Jack.

7. Quando Ben entra num talho para deixar aqui o caixão de Locke e pergunta por Gabriel e Jeffrey demonstrando que os Outros têm uma rede de apoio a funcionar no mundo exterior. Jill, que parece ser a chefe (mas abaixo de Ben) deste grupo declara-lhe que “tudo está dentro do prazo”. Trata-se do regresso à Ilha, obviamente… E por via marítima, num novo submarino, já que o anterior foi destruído por Locke (o Galata). Uma outra célula (ou a mesma) de Outros no mundo exterior é mostrada numa sala com computadores algo ultrapassados (década de 80) e onde alguém escreve equações num quadro de ardósia. A sala tem um pêndulo de Foucault como aquele que serve de mote ao romance mais conhecido de Umberto Eco. Curiosamente, o romance trata da desmistificação de uma serie de teorias históricas ou pseudo-históricas. O pêndulo é também uma prova da rotação do globo e por isso mesmo acaba sempre rodando para a mesma direção. Será que então uma forma de dizer que a Ilha se materializa em locais ligados com a rotação terrestre, isto é, sempre no mesmo meridiano? A ter em contas as estrelas traçadas no mapa, não parece… A sala tem também pelo menos um grande gerador electromagnético. O objectivo de todo este aparato é o de determinar os locais onde a Ilha se pode materializar, que aparecem como estrelas num mapa do Pacifico num écran de computador. Nesta sala, o que os Outros fazem é determinar onde e quando a Ilha vai aparecer, de forma a podem levar Linus e o grupo dos Seis de volta para a Ilha. Curiosamente, uma das estrelas esta situada em pleno Triângulo das Bermudas… O computador exige o logotipo da Dharma e as palavras “Janela de evento determinada”. Sendo um computador usado pelos outros mas com o logotipo da Dharma deverá ser um que foi tirado da ilha, correndo ainda o mesmo software da Dharma, o que explica o seu aspecto vetusto. Bem longe do Pacifico, portanto, mas deixando assim uma explicação possível para os misteriosos desaparecimentos que ocorrem historicamente neste local.

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Lost S05E01 “Because you left”

O primeiro episódio da temporada 5 da série “Lost” (Perdidos) que temos seguido por aqui com a máxima atenção foi emitido no canal norte-americano ABC a 21 de janeiro de 2009. Ignoramos quando passará em canal aberto (RTP) em Portugal ou na televisão por cabo, mas iremos aguardar ansiosamente por esse momento… O primeiro episódio confirma o mote que os produtores tinham declarado no interregno de emissões que iria nortear esta temporada: o grupo de sobreviventes do voo Oceanic que conseguira deixar a Ilha irá tentar regressar a ela. E todo o enredo vai girar em volta disso mesmo. Na Ilha, a ação vai ocorrer dentro da mesma linha temporal e reflectirá várias deslocações temporais, um efeito secundário da deslocação desencadeada por Ben no último episódio da temporada 4.

1. Logo numa das primeiras cenas, Pierre Chang coloca um disco no prato e este salta fora da faixa, esta é uma alusão clara ao próprio estado da Ilha, que salta de faixa em faixa a sua agulha. Cada faixa é uma linha temporal e a agulha são os sobreviventes. A causa destas oscilações é (nas palavras de Linus e de Richard Alpert) a saída dos sobreviventes da Ilha, já que estavam fora do raio de acção do mecanismo da roda quando esta mudou a Ilha de local.

2. Quando o chefe de obra no túnel da Estação Orchid mostra a Chang (que parece ser o líder local da Dharma Initiative, o que é novidade) um mapa de sonar daquilo que está para além da parede de rocha que estão a tentar penetrar o desenho na folha expõe a mesma câmara em que esteve Ben, no final da Temporada 4 e uma parte da roda que acciona o mecanismo que fez a Ilha mudar de coordenadas Espaço-Tempo. O trabalhador da broca está caído – desmaiado e sangrando do nariz… como Desmond, quando se movia dum lado para o outro, na sua linha temporal. O foco desta energia que produz estas viagens está na câmara, por detrás da parede rochosa e é controlado pela roda. Esta energia era domada pela antiga civilização que vivia na Ilha (Mu?), como ilustram os hieróglifos da porta da sala de controlo do “Monstro de Fumo”, na cave da casa de Ben, os hieróglifos do contador da Estação Cisne e os hieróglifos na própria “Sala da Roda”. É esta energia (de carácter ou capaz de produzir efeitos secundários, magnéticos) que Michael Faraday investigava no seu sótão em Oxford, levando as mentes de coelhos para trás e para a frente no Tempo. Um dos efeitos secundários negativos destas viagens da mente (o Sujeito na teoria einsteiniana da Relatividade Geral) era a perda de sangue pelo nariz, a loucura e, enfim, a morte… Estas viagens são possibilitadas pela energia que Chang admite estar do outro lado da parede de rocha “suficiente para tornar as viagens no tempo e no espaço possíveis”. Ao sair, aparece Daniel Faraday vestido como um operário da Dharma… Em plena viagem temporal.

Como pequena nota, quando Pierre Chang se prepara para filmar aparece uma cabeça de alienígena numa prateleira… Será que os ETs ainda vão aparecer em Lost? Como embuste de um filme de orientação Dharma, claro, porque os produtores já deixaram claro que nada na Ilha teria uma explicação ligada a “homens verdes”…

3. A evidencia de que os sobreviventes se deslocaram no tempo, enquanto que a Ilha se movia no espaço torna-se clara quando os sobreviventes constatam que o seu acampamento desapareceu “porque ainda não foi construído” nas palavras de Faraday. Já que o grupo do pneumático estava nos confins do raio de acção da deslocação, teriam sofrido menos efeitos do que se estivessem na Ilha, e assim teriam viajado no Tempo, mas não de forma sólida, já que parecem oscilar de era em era, inconstantemente.

4. Depois de Ethan ter atirado sobre Locke, este vê a luz branca que prenuncia nova deslocação no tempo. Ora Ethan não dá sinais de a ver, o quer dizer que esta só é visível a quem se desloca dentro da “bolha de energia” gerada pela roda de Bem. No final da temporada 4.

5. Quando o grupo de Sawyer está junto dos destroços da impulsão da Estacão Cisne, Sawyer pergunta a Faraday porque não alteram o passado e este responde que o passado é como um fio que podemos percorrer de trás para a frente e da frente para trás, mas que nunca podemos criar um novo fio. Isto não está conforme à visão de alguns físicos quânticos que defendem precisamente a geração de números infinitos de universos paralelos… Nem com a acção de Locke que mata um Outro com a sua faca, sem ter em conta as consequências no futuro desse gesto.

6. Num dos saltos temporais, Locke encontra Richard Alpert que lhe tira a bala da perna e lhe diz que a única forma de salvar a Ilha (sempre a única preocupação dos Outros) é fazer regressar o grupo que saiu dela e que para isso, Locke terá que morrer… Salvar a Ilha dos saltos no tempo, aparentemente, mas não é claro em que é que isso a ameaça. Talvez agora que não existe o mecanismo de dissipação de sobrecarga que estava na Estacão Cisne a energia da roda esteja descontrolada. E que os sobreviventes tenham alguma forma de recuperar o processo. Talvez viajando no passado (só eles, não os Outros o podem fazer) e fazer algo na Cisne que trave essa deriva da Ilha?

7. Quando Faraday diz que Desmond não tem aplicadas a si as mesmas regras dos outros, é porque ele não é nem um sobrevivente, nem um Outro. Não faz parte da primeira linha temporal (dos Outros) nem da segunda (dos Sobreviventes). O papel do Sujeito nestas viagens parece ser muito importante.

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