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Lost (“Perdidos”): S0406 “The Other Woman”; comentários

1. Quando Juliet está a chorar devido a perda de uma paciente (Henrietta), Goodwin entra e Juliet trata a queimadura que este diz ter feito no seu lugar de trabalho, na “Central Eléctrica”. Depois de tratado, Juliet diz-lhe que irá guardar segredo sobre a natureza química (e não eléctrica) da queimadura de Goodwin… A energia eléctrica parece ser uma constante na Ilha, algo que é estranho se tivermos em conta que se trata de uma Ilha remota, situada algures a sul das Fiji, no Pacífico Sul. Todas as Estações Dharma têm electricidade. a “Cidade dos Outros” (as “Barracas” do mapa) também… E a própria cerca sónica que rodeia as instalações onde agora vive o grupo de Locke também tem que ser alimentada…

(Video da “Cerca Sónica” que rodeia a “Cidade dos Outros”)

Aparentemente, todas estas instalações estão ligadas entre si, a uma mesma rede eléctrica cujo coração estará nesta “Central Eléctrica” de Goodwin, a qual datará do tempo da Dharma Initiative e que deve ser idêntica à chamada “Dharmanet”, a Intranet da Ilha que permitiu que Michael recebesse na Estação Cisne mensagens do seu filho Walt e que possibilitava a monitorização de todas as Estações da Ilha a partir da “Estação Pérola”.

Mais tarde, conversando com Juliet, Goodwin afirma que trabalha com químicos que poderia matar todos os homens, mulheres e crianças na Ilha. Seria este mesmo gás que Ben usou para aniquilar todos os membros na Dharma Initiative na “Guerra” a que Mikhail alude na Temporada 3?

2. O diploma de Psicologa que Harper tem no seu gabinete tem o logotipo da “Hanso Foundation“, a extinta fundação que parece estar na base da expedição à Ilha da “Dharma Initiative”

Será que Harper é assim um anterior membro da “Dharma Initiative” convertida por Ben em “Outra”? Ou será que tomou apenas a casa e a função da anterior proprietária da casa?

3. O problema da infertilidade dos Outros na Ilha, e a importância da sua resolução para Ben regressa neste episódio neste mesmo flashback mencionado no ponto 1. E aqui Juliet diz que algo se passa com o sistema imunitário das mães que aos três meses de gravidez os faz provocar a morte dos fetos… e das mães, aparentemente. Com excepção de Aaron, ao que parece.

3. O tipo de predominância e domínio absoluto que Ben parece deter sobre o grupo dos Outros é especialmente evidente no momento em que a psicóloga do grupo, Harper confronta Juliet com a evidência da sua relação com o seu marido Goodwin. Aqui ela exprime preocupação- fundada – quanto ao que Ben poderá fazer ao seu marido… Existe portanto uma relação de medo, e é sobre este temor que Ben faz assentar o seu controlo incontestado sobre os “Outros”. Eventualmente, os receios de Harper justificam-se já que Ben acaba por levar Goodwin à morte, como sabemos…

4. Harper diz que Ben se sente romaticamente atraído para Juliet, porque esta é “muito parecida com Ela”… Ora da Temporada 3 sabemos que a única relação afectiva de Ben foi quando adolescente, na cidade dos Outros, então ocupada ainda pela Dharma e por uma adolescente com a sua idade… Seria esta a “Ela” a que Harper se refere?

5. Quando Juliet está na selva procurando Daniel e Charlotte que tinha abandonado o acampamento, depara-se com um dos fenómenos mais intrigantes da Ilha: as Vozes… Estas, estão geralmente associadas a aparições do “Monstro de Fumo”, que nós já consideramos ser nanomáquinas (uma tese que entretanto os produtores já afastaram). Pouco depois, aparece Harper, encharcada como nas visões de Walt e aparecendo subitamente, como que materializando-se. Harper diz que tem uma mensagem de Ben (prisioneiro de Locke, note-se) e que tem que a avisar de que Daniel e Charlotte estão a caminho da “Estação Tempestade”, e que Juliet tem que os travar, a tiro. Se lá chegaram vão libertar o gás letal, e todos na Ilha irão morrer. Juliet admite a Jack, que aparece entretanto, que essa Estação é uma “central eléctrica”, confirmando a ligação entre o “gás letal” e a “central eléctrica” que estabelecemos no ponto 1. Se “Harper” era de facto uma manifestação do Monstro… Então não teria havido contacto com Ben, como parece plausível (Ben não conseguiu contactar os Outros quando estava detido na Cisne, então como o conseguiria agora?) e assim, seria o Monstro a manifestar em defesa da vida dos sobreviventes na Ilha…

Juliet arrives at the Tempest
(A porta blindada e hermética da “Estação Tempestade”)
Juliet at the Tempest
(Juliete com o logotipo da Dharma da “Estação Tempestade”)

Warning sign on the Tempest computer
(Diagrama do computador que controla o tanque de gás letal da “Tempestade”)

Tempest interior
(Computadores da década de 80 da “Estação Tempestade” (os terminais da “Cisne” eram da década de 70) que foram filmadas em bunkers da Segunda Grande Guerra no Hawaii)
(imagens obtidas em Lost…Stuff e na LostPedia)

6. No nosso comentário do episódio Lost S405, aludi à possibilidade do organizador da missão do cargueiro – chefiada por Naomi – ser Charles Widmore, que se mostrara tão empenhado em adquirir o diário de bordo do negreiro “Black Rock” que poderia oferecer indicações para encontrar a Ilha. Ben deixa aqui bem claro que é Widmore quem está por detrás desta missão e que a procura por causa das “curas milagrosas” que se registam na Ilha, como as remissões de tumores ou a própria cura de Locke, que chegará à Ilha de cadeira de rodas e agora se movimenta livremente por todo o lado. Esse é o “motor” de Widmore e é também por causa dessa demanda que a sua filha Penny, encontrou o rasto de Desmond e procura também a localização da Ilha.

7. Juliet na “Estação Tempestade” encontra Daniel dando comandos num termina Dharmanet e quando o confronta este diz que está a tentar travar a libertação de gás letal que matará todos os seres humanos na Ilha.

Comandos que Daniel dá na consola do computador da “Estação Tempestade”:

>:set valve 21B = close
V21B NOT RESPONDING

>:BC22 reset
BC22 RESETTING ..... RESET COMPLETE

>:set valve 21B = off
VALVE 21B REPORTS CLOSED
MASTER CAUTION AND WARNING!
CROSS FEED ASS 16 OVERPRESSURE ALERT!

>:set vent C = open
VENTC REPORTS OPEN
MASTER CAUTION AND WARNING!
CROSS FEED ASS 16 OVERPRESSURE ALERT!

>:master caution reset
MASTER CAUTION RESET

>:telnet tmpst4
CONNECTION REFUSED
MASTER CAUTION AND WARNING!
NEW ALARM
TES/31 VAPOR PRESSURE 81%

>:set n-p/hgd tank cooling = MAX
FMNT TANK COOLING = MAX
MASTER CAUTION AND WARNING!
NEW ALARM
TANKS 1, 2, 3, 4 INTEGRITY FAILURE.
EVACUATE NON-ESSENTIAL PERSONNEL.
CONTAINMENT BREACH IMMINENT!
EVACUATE NON-ESSENTIAL PERSONNEL.
MASTER CAUTION AND WARNING!
NEW ALARM
TES3/31 VAPOR PRESSURE 100%
CONTAINMENT BREACH IMMINENT!
EVACUATE NON-ESSENTIAL PERSONNEL.

>:set valve BC22 = open
VALVE NOT RESPONDING
MASTER CAUTION AND WARNING!
CONTAINMENT BREACH IMMINENT!
EVACUATE NON-ESSENTIAL PERSONNEL.

>:set valve BC
>:set valve BC22 = open
VALVE BC22 REPORTS OPEN

>:master caution reset
MASTER CAUTION RESET
NO CURRENT ALARMS
SYSTEM PRESSURE WITHIN NORM PARAM
TANK INTEGRITY TEST REPORT SECURE

Pelo meio... Note-se o comando:
>:telnet tmpst4

E o resultado do dito “Connection refused”… Uma tentativa para aceder a um regulador “tmp” de temperatura da Estação “st” (em que 4, é o número da Estação na rede de Estações da Dharma).

O nome da Estação pode estar ligado à peça de teatro de Shakespeare, com o nome “A Tempestade” onde o feiticeiro Prospero encontram uma Ilha com propriedades misteriosas… Prospero convoca uma tempestade, a qual provoca o naufrágio de um navio que transporta os seus inimigos. Prospero… Poderá ser Ben, com a sua estranha “intensidade” e inteligência que parece tudo e todos dominar, mesmo quando está detido. A “Ilha deserta” será a Ilha (“Though this island seem to be desert” (…) “… O navio que Prospero faz cair… O avião do Oceanic 815. A peça tem também um Monstro, de nome “Caliban” (“A most poor credulous monster!—Well drawn, monster, in good sooth! CALIBAN. I’ll show thee every fertile inch o’ the island“).

(Video do Monstro a matar Eko)

Este episódio permite esclarecer um dos maiores mistérios de Lost. Qual é a fonte da energia eléctrica que parece ubíqua e abundante em todo o lado? Como mencionei ainda na primeira Temporada, suspeitava que a alimentação da Estação Cisne vinha de uma central geotérmica, cravada sob a Estação. Agora parece claro que não. A Ilha é vulcânica (o mapa AQUI mencionado apresenta a já conhecida cratera de um vulcão extinto) e no Hawaii, os EUA mantêm já uma Estação Geotérmica em actividade onde em 1991 ocorreu um acidente que levou à libertação de sulfito de hidrogénio de um poço perfurado para uma dessa centrais. Em resposta um Tribunal forçou o governo a parar com o investimento em estações geotermais no Hawaii até se determinar completamente o impacto dessa actividade. Este gás é altamente tóxico em concentrações e elevadas e, naturalmente, ocorre precisamente em…: “Na indústria do petróleo as principais fontes de exposição são: Perfuração e produção: poços de gás e óleo.” Ou seja, é um subproduto da perfuração geotermal que alimenta a Central de Goodwin, e os tanques onde é mantido sob pressão são aqueles que Daniel tenta desesperadamente conter… E pode tammbém provocar queimaduras como a que Goodwin exibia no braço (ver AQUI).

O acidente do Hawaii de 1991 foi aliás com válvulas, como se lê aqui: “The mechanism designed to contain the geothermal fluid failed. It is believed that the operator of the drill rig, surprised by the steam, dropped an instrument holding the drill bit into the well, where it became stuck in the well-head assembly. When the valves designed to prevent blowouts closed, they left gaps for the steam to get through. The valves are designed to close around a circular piece of pipe.

A energia gerada por esta central no Hawaii era de 10 megawatts, e a central geotérmica dos Açores, gera 3 MW, valores mais do que razoáveis para alimentar as modestas necessidades das instalações construídas pela Dharma na Ilha…

(Central Geotérmica da Ribeira Grande)

Estas centrais são relativamente seguras:
“We assess several of the important health and environmental risks associated with a reference geothermal industry that produces 21,000 MWe for 30 y (equivalent to 20 x 10{sup 18} J). The analyses of health effects focus on the risks associated with exposure to hydrogen sulfide, particulate sulfate, benzene, mercury, and radon in air and arsenic in food. Results indicate that emissions of hydrogen sulfide are likely to cause odor-related problems in 29 of 51 geothermal resources areas, assuming that no pollution controls are employed. Our best estimates and ranges of uncertainty for the health risks of chronic population exposures to atmospheric pollutants are as follows (risks expressed per 10{sup 18} J of electricity): particulate sulfate, 44 premature deaths (uncertainty range of 0 to 360); benzene, 0.15 leukemias (range of 0 to 0.51); elemental mercury, 14 muscle tremors (range of 0 to 39); and radon, 0.68 lung cancers (range of 0 to 1.8). The ultimate risk of fatal skin cancers as the result of the transfer of waste arsenic to the general population over geologic time ({approx} 100,000 y) was calculated as 41 per 10{sup 18} J. We based our estimates of occupational health effects on rates of accidental deaths together with data on occupational diseases and injuries in surrogate industries. According to our best estimates, there would be 8 accidental deaths per 10{sup 18} J of electricity, 300 cases of occupational diseases per 10{sup 18} J, and 3400 occupational injuries per 10{sup 18}J. The analysis of the effects of noncondensing gases on vegetation showed that ambient concentrations of hydrogen sulfide and carbon dioxide are more likely to enhance rather than inhibit the growth of plants. We also studied the possible consequences of accidental releases of geothermal fluids and concluded that probably less than 5 ha of land would be affected by such releases during the production of 20 x 10{sup 18} J of electricity. Boron emitted from cooling towers in the Imperial Valley was identified as a potential source of crop damage. Our analyses, however, showed that such damage is unlikely. Finally, we examined the nonpollutant effects of land subsidence and induced seismicity. Land subsidence is possible around some facilities, but surface-related damage is not expected to be great. Induced seismic events that have occurred to date at geothermal resource areas have been nondestructive. It is not possible to predict accurately the risk of potentially destructive events, and more research is needed in this area.”
http://www.osti.gov/energycitations/product.biblio.jsp?osti_id=890955

Mas a memória deste acidente (e de outros semelhantes) de 1991 pode ter dado origem à inspiração dos produtores para estabelecerem esta ligação entre a Estação Eléctrica Geotermal e o “gás letal” cuja utilização por Ben e pelos Outros foi exposta na Temporada 3.

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Lost (“Perdidos”) S04E02 “Confirmed Dead”

Este episódio é aquele em que as suspeitas quanto às boas intenções da expedição do cargueiro começam a ser genericamente questionadas pelo grupo dos sobreviventes do Oceanic 815.

1. Quando os dois ROVs são mostrados sob água, procurando os restos do voo Oceanic 815, um dos técnicos comenta para o outro sobre “as coordenadas que tirámos do mapa daquele tipo”. Por isso, seguem um dado mapa, fornecido por alguém… Uma vez que esse alguém não foi ninguém dos Outros (que tudo fazem para ocultar a existência da Ilha ao mundo exterior) e que nenhum sobrevivente do voo Oceanic 815 conseguiu deixar a Ilha, com excepção de Michael, que será o último interessado em revelar o local dos seus crimes… Resta Widmore, o pai de Penelope como o potencial fornecedor do dito mapa com as ditas coordenadas.

2. Um dos operadores dos ROVs menciona também a existência de “anomalias magnéticas” ao dizer que o “magnetometro está a detectar uma série de anomalias” e sugere que este terá que ser recalibrado. Sabemos que na Ilha, este tipo de anomalias são comuns, como a parede de cimento da Estação Cisne, o Incidente da Cisne, a bússola de Sayid, etc., e se estas ocorrem nas proximidades dos destroços do 815, significa isto que estes se encontram perto da Ilha ou que a Ilha, se consegue deslocar no Espaço-Tempo (como sugerido pelo despenhamento do avião de Eko na Temporada 2) e que já esteve perto deste local?

3. Os ROVs encontram por fim, os restos do voo 815 da Oceanic. Com cadáveres no seu interior, nomeadamente o piloto que morre na praia logo no primeiro episódio da Temporada 1 da série… Logo… Que piloto é aquele? Fica imediatamente claro que este “voo 815” é montagem feita por alguém, no cumprimento de propósitos ainda desconhecidos. Os destroços teriam sido encontrados perto de Bali, na Indonésia, e haveria a confirmação de que “todos os passageiros teriam falecido”. Estas imagens televisivas são vistas por Daniel Faraday que fica muito perturbado ao vê-las, ainda que admita “não saber porquê”. Faraday é talvez um dos nomes de personagens mais interessantes de toda a série… É que houve efetivamente um físico e químico inglês, de nome Michael Faraday que se dedicou a estudar o… electromagnetismo, um dos fenómenos dominantes no enredo de Lost, sendo a Ilha abundante em diversas manifestações de “anomalias magnéticas”, indicadas no ponto anterior.

4. Outro dos novos personagens introduzidos pela 4ª Temporada é aqui introduzido: Miles, o medium. Este, com o auxílio aparente de uma máquina, contacta com o espírito do neto da locatária da habitação. A veracidade deste contacto é evidente, e isto introduz na série um novo e muito relevante elemento: o sobrenatural, ou melhor dizendo a capacidade dos vivos contactarem com os mortos. Será que teremos daqui em diante mais exemplos de contactos com os mortos? Na Ilha, por exemplo? Será que alguns dos fenómenos ainda não completamente explicados poderão ter a sua explicação neste domínio, ou seja, serão os “murmúrios”, vozes de fantasmas de antigos sobreviventes? (apostaria que sim, que eram), esperemos é que o “monstro de fumo” não vá pela mesma explicação, confesso que seria uma explicação demasiado fácil e uma grande desilusão…

5. Outro novo personagem, Charlotte, aparece em Medenine, na Tunísia, o local de uma famosa batalha da Segunda Grande Guerra onde pela primeira vez forças americanas “verdes” enfrentaram os experimentados soldados alemães do Afrika Korps. Charlotte participa de trabalhos arqueológicos no Saara que expõem os ossos de um urso polar com um colar com o logotipo da Estação Hydra. Há então um “wormhole” entre o deserto tunisino e a Ilha, ou… Será que esta se consegue materializar em pleno deserto do Saara?

6. Aparece mais um novo personagem, Lapidus, que vê na televisão a reportagem da descoberta dos supostos restos do 815. Lapidus que conhecia o piloto, telefona para a televisão e declara que aquele cadáver não podia ser o do piloto, porque este usava um anel de noivado e este não aparece nas imagens. Se havia ainda dúvidas quanto a este não ser o verdadeiro 815… estas ficam aqui desfeitas. A hipótese não seria assim tão absurda, porque desde a primeira temporada que alguns lançavam a hipótese de que tudo na Ilha se passava de facto no Purgatório, e que tudo aqui seria uma “prova” a que os Sobreviventes, mortos, teriam que vencer para ganhar o Paraíso ou merecer o Inferno. Contudo, esta aparição de um falso voo 815 vem resolver essa dúvida, dando a certeza (indiretamente) que os sobreviventes do voo, na Ilha, estão de facto, vivos…

7. Após Lapidus , surge mais um novo personagem, Naomi. Esta confronta o seu recrutador, Abaddon, que parece trabalhar para Charles Widmore, com o perigo da expedição para a Ilha. Naomi revela neste episódio o carácter essencialmente “militar” da operação, já que critica Abaddon por este não ter seleccionado pessoas “com experiência militar”. Algo que ela, aparentemente, tinha. Naomi passa então em lista as características daqueles que – não sendo “militares” – mais a preocupam: Miles, um “caçador de fantasmas”, Charlotte, uma antropóloga, Daniel, um intelectual e Frank Lapidus, um bêbado. Não é certa a nacionalidade de Naomi, mas num dado momento, ela parece exprimir-se em português do Brasil… Será então uma mercenária brasileira trabalhando nos EUA…

8. Quando o pequeno grupo de Daniel, Jack e Kate seguem o sinal do telemóvel, encontram uma caixa de metal e, dentro dela máscaras de gás e logotipos de “perigo biológico”, uma reminiscência dos sinais de “quarentena” que existiam nas escotilhas interiores da Estação Cisne (1ª Temporada)… A ideia que ficou é que se trataria de um embuste, criado para afastar as pessoas da Ilha, mas não nos esqueçamos que a expedição francesa de Danielle parece ter perecido precisamente por um qualquer tipo de “loucura colectiva” induzida por um elemento biológico, entretanto adormecido, pelo que a hipótese de haver alguma atividade deste teor na Ilha, permanece e logo, as precauções reveladas pelo grupo do cargueiro são perfeitamente razoáveis. De qualquer forma, note-se que nenhum deles usa máscara enquanto permanece na Ilha e a própria expressão de Daniel Faraday indica que não dá grande crédito a essa possibilidade de haver na Ilha um “perigo biológico” indeterminado.

9. Locke e Hurley parecem procurar a cabana de Jacob em diferentes locais… Locke tinha encontrado a dita, quando até ela fora guiado por Walt, numa claríssima materialiação do “monstro de fumo”, mas agora, que a procura de novo, não a consegue encontrar… Sinal de que o local da cabana se moveu e que existem no interior da própria Ilha os fenómenos de “deslocação espácio-temporal” indicados em comentário anterior. Neste caso, parece ser uma forma de camuflagem para um local que parece ser muito importante para o enredo, neste caso, o local de “residência” de Jacob, um personagem muito furtivo que comanda Ben e que parece agir como uma espécie de “defensor supremo” da Ilha e da sua integridade e recolhimento do mundo exterior.

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Lost S04E13 e E14: “There’s no place like home” [Spoilers]

O episódio “There’s no place like home”, é o final da 4ªa temporada de Lost e vai inaugurar uma fórmula que de acordo com os produtores será repetida nas duas próximas (e últimas) temporadas da série: grupos de 17 episódios, cada um dos quais com finais duplas de duas horas cada, em que cada final é antecida por uma primeira parte, de uma hora, mas com o mesmo título e tema do final.

1. Pouco antes do ataque dos Outros ao grupo de Keamy, junto ao helicóptero, ouve-se um dos fenómenos que na Ilha estão associados à morte e ao Monstro: os múrmurios… E de facto, pouco depois, vários mercenários perdem a vida. Estes murmúrios serão daqueles que já faleceram na Ilha, nomeadamente dos antigos membros da Dharma Initiative? A presença e as capacidades reveladas por Miles indicam que a vida depois da morte tem um papel no enredo de Lost (maior do que eu gostaria, talvez…) e aqui encontramos mais uma prova da correção desta interpretação.

2. Durante o ataque aos mercenários, um é posto fora de combate com um Taser… Ora sendo esta uma arma não-letal e não surgindo indicações posteriores da morte deste soldado profissional, isso quer dizer que ele vai regressar no começo da 5ª temporada?

3. Charlotte diz a Daniel que não vai deixar a Ilha porque passou “toda a sua vida a tentar regressar” e diz que “foi aqui que nasceu”. Tendo em conta a sua idade, terá assim nascido aqui, de uma família que trabalhava na Dharma, como o pai de Ben, e partido antes do massacre dos Outros? Assim parece, e assim se explica como apareceu no primeiro episódio desta temporada escavando (é antropóloga) ursos polares com o logotipo da Dharma, no deserto da Tunísia…

4. No vídeo de “orientação” da Estação Orquídea, o Dr. Edgar Hallifax, ou seja, o mesmo oriental que já surgira noutros vídeos de orienteção de outra estações, mas sob outros nomes, aparece e esclarece que a Orquídea foi construída para estudar as “propriedades únicas” da Ilha, as quais criavam um certo “Efeito Casimir“. Este não é uma invenção, mas uma força física conhecida que surge num campo quântico e observado quando duas placas metálicas não carregadas no vácuo, a algums micrometros de distância uma da outra, geram, por efeito quântico, um campo de atração ou de repulsão, consoante a inclinação das placas. A experiência que detectou esta força foi da autoria dos físicos Dirk Polder e Hendrik… Casimir, daí o nome deste campo. Em “Lost”, este Efeito está relacionado diretamente com as capacidades para alterar a estrutura do Espaço-Tempo, enviando coelhos ou outros seres vivos para o Futuro e será gerado por um gerador “Casimir” situado perto da câmara temporal, um efeito secundário de “uma bolsa de matéria exótica negativamente carregada” situada no subsolo, a alguma distância. Ou seja… De dois dois buracos negros eletricamente carregados, girando em órbita um em torno do outro, de forma a criar este Efeito Casimir, mais as perturbações e deslocações espácio-temporais que alguns físicos acreditam ocorrer nas proximidades destes objectos em órbita múltipla? (ver AQUI).

5. Ben avisa Locke que a pessoa que mover a Ilha, não pode regressar a ela… Pouco depois atravessa o buraco que abriu no “Cofre” e penetra num túnel grosseiramente escavado na rocha. Compreende-se pouco depois porque vestira uma parka quando desce a uma sala gelada e cuja entrada é antececidade por duas estelas verticais com hieroglifos idênticos ao do contador da Estação Cisne e dos hieroglifos da porta da sala de controlo do Monstro. A sala onde se encontra a roda de oito hastes (que parece ser de madeira, o que contrasta com os outros testemunho arqueológicos da Ilha, sempre de pedra, mas que se explica pela baixa temperatura da sala). Esta roda está ligada a um mecanismo que é acionado por esta e que emie luz e tem no seu seio a dita “matéria exótica” que interpretamos como sendo dois buracos negros orbitando um em torno de outros, tendo a Roda a missão de alterar esta órbita e, logo, de mover a Ilha. É impossível reconhecer sinais claros nos hierpglifos das duas colunas desta sala, embora signo egípcio para “água” seja evidente. Porque está uma sala subterrânea numa Ilha tropical congelada? Ou o mecanismo dos “Antigos” só funciona em condições de um frio extremo ou… Ben ao percorrer o túnel atravessou uma túnel de wormhole gerado pelos buracos negros (muito ao estilo de “Stargate” (outra série cheia de alusões a civilizações perdidas, pseudo-egípcias) e em poucos metros, percorreu quilómetros e chegou a uma sala que de facto, se encontra… no Pólo Sul, o que explicaria o frio… Recordemo-nos que a Antárdita nem sempre foi o continente gelado que é hoje e que poderia bem ser ao centro desse império perdido que deixou as ruínas na Ilha (ver AQUI), mais exactamente há 250 mil anos atrás… a época desta civilização? Ao girar a roda, Ben faz com que a Ilha e o mar e o ar que a circundam sejam transferidos para outro local (mas na mesma timeframe, aparentemente), quebrando assim o túnel pelo wormhole até ao Pólo Sul e deixando-o numa das extremidades deste em pleno Saara e em Outubro de 2005 (no futuro, para o tempo da Ilha), como sucedia aos coelhos da Dharma. E se Daniel Faraday estava num zodiac a alguns metros da praia… aposto como vai regressar na Temporada 5, já que viajou juntamente com a Ilha. O que é uma boa notícia, já que é um dos personagens mais interessantes introduzidos por esta temporada.

6. No cargueiro e antes, na Orquidea descobre-se que o meu anterior palpite que Keamy levava uma câmara ligada a Widmore não era correcto… Na verdade, trata-se de um monitor cardíaco e o detonador dos C4s que ficaram no cargueiro e que ultimamente levarão à sua destruição… Aqui falhei no palpite…

7. Quando Sun aborda Charles Widmore em Londres, diz que Widmore os Seis não foram os únicos a deixar a Ilha, aludindo implicitamente a Ben e reconhecendo também que o próprio Widmore já esteve na Ilha e que a quer guardar para si, regressando… Assim, seria Widmore um dos fundadores da Dharma Initiative, tendo abandonado esta antes do massacre dos Outros? Assim se explicaria a animosidade entre Ben (o líder dos Outros) e Widmore.

8. O personagem desconhecido “Jeremy Bentham” é exposto na cena final como sendo… Locke. Bentham é um dos primeiros filósofos Utilitaristas, uma corrente de pensamento muito próxima do Budismo e logo… da Dharma (ver AQUI), uma “coincidência” muito curiosa… Não fazendo ele parte do grupo dos Seis, como chegou ao mundo exterior? E sendo o líder atual dos Outros e tão devotado à Ilha, como a deixou? Perguntas que a temporada 5 irá certamente esclarecer… Juntamente com o regresso do grupo à Ilha, como vivamente apela Ben.

E pronto! Espero que o M4jor leia estes comentários (que procurou ontem…), assim como todos aqueles que se vão deliciando com esta tão original, inteligente e fascinante série que é “Lost” (Perdidos) e… até à Temporada 5!

(no entretanto ainda vou publicar mais um ou dois comentários aos primeiros episódios desta temporada)

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Lost (“Perdidos”) S04E12 “There’s No Place Like Home”, parte 1 [Spoilers]

Este episódio é o primeiro de um final dividido em três partes desta 4ª Temporada de “Lost”.  O título do episódio “There’s No Place Like Home” é uma homenagem ao “Feiticeiro de Oz”, um filme de 1939 onde Dorothy, a personagem principal cita a frase “mágica” que a transporta de volta para a sua casa, algures no Kansas… Uma referência muito descritiva do enredo, portanto… Não sendo particularmente rico no que respeita a esclarecimentos para os mistérios da série, oferece, ainda assim algumas pistas que iremos abordar de seguida:

1. No Hercules C-130, os “Oceanic 6” viajavam no interior do aparelho e então ouvimos Jack a dizer algo que já antes sugerira a Hurley num episódio anterior: “Todos sabemos a história. Se perguntarem algo que não possamos responder, não dizemos nada.” Há aqui várias explicações… Talvez os Seis tenham saído da Ilha, apenas porque o queriam fazer, e os demais sobreviventes decidiram ficar para trás (como Sawyer e Locke) ou morreram depois do atual curso da acção na Ilha (como Jin e Claire).  Outra possibilidade, bem plausível, tem a ver com o facto da Ilha mover-se… Assim, a sua posição atual pode já não ser conhecida pelos Seis, e para que Widmore não a torne a procurar (e encontrar) optaram por dizer publicamente que todos os demais sobreviventes morreram…

2. Confirma-se a existência de mais uma Estação Dharma, a “Orquídea”. Ao contrário do que previ no anterior comentário, ao S04E11, a Estação Orquídea não é o “Templo”, onde se refugiou o grupo dos Outros e para onde Ben queria enviar Alex, a sua filha. A Orquídea não é o Templo, mas o local onde se poderá executar as indicações de Jacob para “mover a Ilha”. Tendo em conta que os “Oceanic 6” deram à costa na ilha de Membata (que em bahasa significa “cancelar”) e que esta ilha se localiza no sul da Indonésia, isso poderá indicar que quando a Ilha foi movida a partir da Orquídea desde o Pacífico Sul, não muito longe das Fiji até ao Índico… Quando Faraday, o físico da expedição Widmore folheia o seu diário, mostra uma página com o desenho do logotipo da Estação Orquída, revelando o mesmo logo que a parka que Ben envergava quando se materializa no deserto tunisino… Isto quer dizer que a Orquídea, além de ser capaz de fazer mover a Ilha, consegue também mover seres vivos (como os ursos polares Dharma que surjem no Saara) e Ben… E que Ben vai conseguir escapar da situação de captura em que se encontra no fim deste episódio por esta forma… O tal “plano” que ele confessa a Locke ter sempre na manga.

3. Na conferência de imprensa no hangar, Sayd é interrogado: “É possível que haja outros sobreviventes?” Ao que responde: “Não. Absolutamente.” Mas no S04E11. Jack recorda a Kate que Sawyer “tinha escolhido” ficar na Ilha, e esta aliás, parece ser capaz de comunicar com Sawyer na Ilha, por telefone, dando a entender que havia ainda alguns outros sobreviventes do Oceanic 815 na Ilha… E aliás, se assim não fosse, porque teriam os “Oceanic 6” combinado uma história entre si?

4. Ben diz que a Estação Orquídea é “uma estufa” e que “vamos mover a Ilha“. Hugo faz a pergunta inevitável: “Se podes movê-la porque não a moveste antes de o bando de psicopatas terem chegado?” ao que replica Ben: “Porque fazê-lo é tanto perigoso como imprevisível“. Ben esteve naquele local, onde escondeu a caixa com os binóculos, o espelho e os biscoitos da Estação Cisne há 15 anos atrás… Ou seja, a caminho da Orquídea. Para mover a Ilha, afastando assim qualquer possibilidade para que a Dharma Initiative enviasse novos elementos para a Ilha depois dos Outros terem aniquilado todo o seu pessoal?… Agora Ben, tem que repetir a perigosa operação para afastar da Ilha, os expedicionários de Widmore. É que claro que restam os mercenários de Keamy… Mas para lidar com estes cinco mercenários tem o seu perigoso (e aliás, mais numeroso) bando de Outros, que agora, muito oportunamente reapareceram… Quando a “mover a Ilha”, esta operação terá sido executada várias vezes durante a história, por outros operadores além de Ben… Ou porque acham que aparece o Black Rock no meio de uma montanha?

5. Ben comunica através de um espelho com alguém numa montanha, não muito longe da Orquídea por sinais de morse (a mensagem é “apanhem-nos, apanhem-nos”). Fica claro que Ben está a comunicar com os Outros, e que essa montanha e, logo, a Estação Orquídea ficam perto do “Templo” revelado no final da 3ª Temporada. Outra opção é que no topo dessa montanha há uma espécie de vigia da Orquídea, guarnecida por Outros…

6. Sun, quando confronta o seu pai, após ter regressado da Ilha, diz que “duas pessoas são responsáveis pela morte de Jin. Tu (pai), és uma delas”. Assim, ficamos a saber que ainda que pareça haver sobreviventes que escolheram ou que não puderam sair da Ilha, Jin não é um deles e que foi morto por alguém aí presente. Quanto ao outro responsável… É quase certamente Charles Widmore, que organizou a expedição que já assassinou tantos habitantes da Ilha e nos próximos episódios irá fazer o mesmo a mais alguns… Jin entre eles, certamente.

7. Uma das últimas cenas do episódio mostra numa sala do “Kahana” uma grande concentração de explosivos C4. Estes, estariam ligados a um detonador controlado por rádio-frequência (as tais interferências de RF detectadas na ponte). E fica assim explicado porque é que os sobreviventes não usaram o navio para sairem da Ilha e esta antecipada explosão (tão ao gosto dos seriados e dos filmes norte-americanos) torna-se quase numa inevitabilidade para o último episódio da 4ª Temporada…

8. Ben revela a Locke que a “verdadeira Estação Orquídea” é subterrânea e que só pode ser acedida a partir de um elevador secreto. Assim, a Orquída não é apenas uma “estufa” (comentário 4), mas algo com objectivos muito mais amplos… nomeadamente os de “mover a Ilha”. Tendo em conta que no subsolo da casa de Ben, em “Otherville” havia uma porta com hieroglifos pseudo-egípcios (com avisos de “atenção, perigo” em egípcio), não nos espantaríamos muito se nesta Estação subterrânea, obviamente muito antiga e anterior à Dharma (como Jacob parece ser), encontrássemos novamente hieroglifos e ruínas como as da coluna onde os Outros prenderam o pai de Locke, a casa arruinada na falsa “aldeia dos Outros” da 2ª Temporada e a estátua de 4 dedos da 1ª temporada.

9. Quando Richard Alpert surge da selva e contribui para capturar de uma forma algo pacífica (e muito contraditória com a atitude dos Outros na anterior temporada) assume-se com uma espécie de líder dos Outros na ausência de Ben. Recordemo-nos que foi o próprio Alpert que recrutou Benjamin Linus para os Outros quando este era apenas um adolescente vivendo na “Cidade dos Outros”, então ainda habitada pelos membros da Dharma Initiative. Alpert não envelheceu desde então e isso torna-o num dos membros mais antigos dos Outros, talvez tão antigo quanto a própria Ilha… E com quatro dedos nos pés. Notemos também que nesta cena os Outros aparecem com os disfarces da primeira temporada, isto é, finjindo serem pessoas que vivem sem meios no meio da floresta… Estes disfarces não existem para serem exibidos aos sobreviventes, já que estes já conhecem o seu segredo, mas para iludirem os expedicionários quanto à exiguidade dos seus meios e armamento.

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Lost (“Perdidos”) S0401: “The Beginning of the End”

Eis o comentário prometido para o 1º episódio da 4ª Temporada de Lost emitido ontem na RTP1:

1. Hurley fica para trás, na cauda do grupo de sobreviventes, entra na floresta e depara subitamente com a cabana de Jacob. Ouve também aqui os suspiros que ocorrem em Lost, na floresta, desde a primeira temporada da série. Hurley olha para dentro da cabana por uma janela de vidro e vê Christian Shepard, o pai de Jack e de Claire. Shepard está na mesma cadeira de baloiços, na cabana de Jacob… A identificação de Jacob com Shepard é assim imediata e clara. Hurley foge, mas ao correr encontra de novo a cabana na sua frente e acredita esta a alucinar. Shepard que aparece em visões a Jack nos flashfowards, e a Jack, logo na 1ª Temporada parece ser uma das formas preferidas que o Monstro assume na Ilha… E isto estabelece uma ligação entre o Monstro e Jacob, que, afinal poderá não ser mais do que uma das suas manifestações, copiando formas e imagens que encontra na memória dos sobreviventes que ao longo dos anos foram aportando à Ilha… Neste caso, de um marinheiro do século XVIII.

2. Num flackforward, quando a polícia pára o carro onde fugia Hurley resiste à detenção pela polícia e diz “Eu sou um dos “Oceanic 6”. O que quer dizer que além dele, outros cinco sobreviventes conseguiram deixar a Ilha e os seus mistérios…

3. Após
ter sido internado no  “Santa Rosa Mental Health Institute”, Hurley é visitado por Matthew Abaddon, que proclama ser um advogado da “Oceanic Airlines” que o convida a mudar-se a um “instituto melhor” onde… poderia “ver o oceano”… Hurley pede-lhe então um cartão de visita, mas Abaddon replica que “deve tê-los deixado em casa”. Hurley declina enfim a oferta e isso leva o misterioso Abaddon a mudar de tom e a perguntar-lhe directamente: “Eles ainda estão vivos?” e procura depois saber o que Hurley sabe sobre os sobreviventes. Este “instituto melhor” com vista para o mar seria… a Ilha? Que ele não existe é certo, porque Abaddon nem sequer traz documentação sobre o mesmo e porque a intenção parece ser simplesmente a de impedir Hurley o que sabe sobre os restantes sobreviventes, os que ficaram na Ilha… O que indica que Hurley, não revelou ao mundo as condições em que saiu da Ilha, nem se os demais sobreviventes estão ainda vivos nela…

4. No jardim do hospício, Hurley tem uma visão de Charlie, que confirma “estar mesmo morto”. Estará a alucinar ou… será um dom mediúnico adquirido na Ilha?

5. Jack joga basketball com Hurley, no hospício e pergunta-lhe directamente “se ele vai contar”. Aparentemente, Jack receia que a condição mental de Hurley o faça confessar um certo segredo comum… Depois, pergunta a Jack se deveriam regressar à Ilha (sinal de que ainda restaram sobreviventes na Ilha) e acrescenta que “aquilo” (it) fará tudo para os trazer de volta. Jack responde que ele nunca regressará. O segredo descrito em 3 é assim partilhado com os restantes cinco sobreviventes…

6. Quando Jack joga com Hurley, as letras H e O surgem… Quando Abdaddon conversa com Hurley, uma escultura na sala exibe as mesmas duas letras… Ora, Ho é o elemento químico Holmium ora este elemento é usado para gerar campos magnéticos muito fortes: “Holmium, atomic no. 67, symbol Ho, weight at 164.93, has the highest magnetic moment (10.6µB) of any naturally occurring element. Because of this it has been used to create the highest known magnetic fields by placing it within high strength magnets as a pole piece or magnetic flux concentrator.” (fonte) A patente http://www.wipo.int/pctdb/en/wo.jsp?IA=WO2006043970&DISPLAY=DESC descreve o uso deste elemento na construção de nanocontentores de plasma sob a forma “sólida” dentro nanotokamaks, anéis magnéticos de reduzidas dimensões que poderm ter usos diversos:
“1. Field of the Invention This invention generally relates to the storage and production of energy, plasma physics, and nuclear fusion. In particularly preferred embodiments of the invention, methods and apparatus are provided that enable the storage of large quantities of positive hydrogen ions H+, D+, T+ in the form of very high density stable plasma inside a solid (also referred to herein as plasma solid). Plasma solid has many potential uses, including, for example, storage of large quantities of energy in plasma form, production of energy through nuclear fusion, generation of particles, and transmutation.“. Neste concreto, estas “nanobaterias” poderiam ser a fonte de energia da rede eléctrica subterrânea da Ilha e a causa das anomalias magnéticas com bússolas e a fonte do intenso magnetismo que estava por detrás da parede de cimento da Estação Cisne. Em tempos, num podcast, os produtores de Lost disseram que o “Monstro de fumo” não era uma nuvem de nanorobots, quando colocados perante a pergunta directa… mas na época também disseram que as viagens no tempo não fariam parte do enredo de Lost e agora… é que se vê. Assim, a tese do “monstro de nanorobots”, ou melhor, a tese do Monstro como um robot composto de nanotokamaks… ganha contornos de plausível…

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Lost (“Perdidos”): S04E11: “Cabin Fever” [Spoilers !!!]

A acção deste episódio divide-se entre um flashback até ao nascimento e infância de John, a viagem deste, de Ben e Hurley pela mata em busca da cabana de Jacob e alguns acontecimentos a bordo do cargueiro fretado por Widmore, o “Kahana”.

1. Richard Alpert, o Outro que parece não ter envelhecido desde a infância de Ben (e que nós em tempos identificámos como um sobrevivente dos antigos habitantes de Mu na Ilha faz a sua primeira aparição neste episódio) espreitando do outro lado do vidro para a incumbadora onde está John, ainda bébe. A enfermeira explica a Emily, a sua jovem mãe, que John foi o prematuro mais jovem a jamais sobreviver no hospital e que venceu sobre uma série de problemas de saúde que decorreram da sua condição de “grande prematuro”, muito rara nessa época (1956). Provavelmente, foi esta sobrevivência que chamou a atenção a Alpert e que o levou ao hospital. Mais tarde, anos depois, Alpert visita John na casa dos pais adoptivos para o seleccionar. Na parede está o desenho aparente do “Monstro de Fumo” a atacar alguém, o que anima Alpert. Apresenta de seguida vários objectos a John, para que este reconheça aquele que “já é seu”. Uma tarefa que John falha, para grande frustação de Alpert. A cena parece muito idêntica com as buscas que ocorriam no Tibete (antes da invasão chinesa) onde os monjes percorriam o país em busca da nova encarnação do Dalai Lama. Alpert reconhece em John uma anormal capacidade de sobrevivência (sobreviver prematuro com apenas 6 meses era muito raro na década de 50) e o desenho do “monstro de fumo” é indicador de uma memória de uma vida passada… A prova final seria reconhecer o objecto usado na vida passada (exactamente a mesma prova que o actual Dalai Lama teve que cumprir para ser reconhecido como a atual encarnação de Chenrezig, o Bodhisattva da Compaixão. Entre esses objectos encontramos um “Mystery Tales” (publicado em 1956, o ano de nascimento de Locke) e com uma história no título “Qual era o Segredo da Misteriosa Terra Escondida?”, numa alusão clara à Ilha… John falha o teste de reconhecimento, mas o erro de Alpert é evidente… Desde logo, Ben reconhece em John características especiais… John encara a Ilha como sendo uma entidade viva e com vontade própria, Jacob é visto por John, o que muito espanta Ben e John sofre uma remissão milagrosa do seu problema, ao contrário de Ben, que não se livra de um tumor na coluna… Alpert, anos depois, parece tentar novamente, já que um professor de John diz que recebeu uma chamada de Portland (onde outros têm instalações, como se viu no flashback de Juliet) do conhecido “Mittelos Laboratories” procurando jovens para trabalhar em química e em novas tecnologias no seu “campo de Verão”. Provavelmente, outra designação para a “escola para crianças especiais” que usou anos antes… Alpert parece ter reconhecido o seu erro já que John na feira de ciências da Escola constrói… um modelo de uma Ilha, com a geografia aparente da Ilha de Lost, outra prova de uma memória passada que parece interessar a Alpert.

Resta a questão de saber para o quê estava Richard Alpert a procurar recrutar o jovem John… Alpert fala de “uma escola para crianças especiais”… Situada na Ilha… Mas sendo que a instalação da Dharma Initiative data da década de 70, e esta acção decorre em finais de 50, princípios de 60… Será que Jack esteve prestes a ser recrutado para os Outros? Ou melhor dizendo, para o grupo de Outros, anterior à chegada do próprio Ben, que começou como uma criança na Dharma Initiative?

Em tempos, levantamos a possibilidade de Alpert ser um “imortal” que não envelhecia… Mas nesta cena, passada na década de sessenta (começos) ele exibe o mesmo saco que passeia atualmente pela Ilha… Assim e sabendo agora que há na Ilha viagens temporais, outra explicação para esta juventude de Alpert é que ele está a viajar no tempo, a partir da Ilha, de uma Estação Dharma ainda não conhecida, provavelmente o “Templo” onde o grupo dos Outros se refugiou depois de Ben os deixar. O uso do saco por Alpert poderia ser uma pista oferecida pelos produtores a apontar nessa direcção…

2. De volta ao tempo presente, na Ilha, o pequeno grupo de John, Ben e Hurley que partira em busca da cabana de Jacob faz uma pausa e dorme. John acorda, de manhã e observa alguém vestido com o fato de macaco da Dharma a abater árvores. Trata-se de um sonho, uma forma de comunicação que a Ilha já usou várias vezes para comunicar com John e que desta feita serve para lhe dar indicações sobre a posição da cabana. Ainda que seja um sonho (John acorda mais tarde) a cena ilustra claramente uma transmigração temporal deste membro da Dharma, de nome Horace (um matemático, segundo a etiqueta da sua farda)… Ele sangra do nariz, como Desmond e Minkowvsi nas suas deslocações temporais e abate a mesma árvore… três vezes. Para grande espanto de John, que ainda não conhece o fenómeno. Locke encontra um mapa para a cabana no fato de Horace, mais tarde, quando se dirige para a tumba colectiva onde jazem os cem membros da Dharma Initiative assassinados pelos Outros há 12 anos, para ser mais preciso, a 19 de Dezembro de 1992.

3. Quando procuram a cabana, Ben afirma que “a cabana move-se”, o que já ficara claro no anterior episódio e que implica que na Ilha, para além de deslocações temporais, são também comuns as deslocações espaciais (é impossível viajar no Espaço, sem viajar no Tempo, o que nos remete para a teoria da Relatividade de Einstein e, diretamente para… os Buracos Negros).

4. No cargueiro, o mercenário Keamy exibe num braço um aparelho que parece ser uma espécie de telemóvel com uma câmara… Ligada diretamente a Charles Widmore, certamente, para que este possa seguir em tempo real todos os acontecimentos na Ilha.

5. Ben, recusa-se a entrar juntamente com John na cabana e declara “A Ilha queria que eu ficasse doente e que tu ficasses bem. O meu tempo acabou, é agora o teu”. Ben investe assim John no papel de novo líder dos Outros, já que todo o poder neste grupo parece emanar daquele que o misterioso Jacob (que supomos ser um capitão original do navio esclavagista Black Rock) escolhe para líder secundário do grupo.

6. Dentro da cabana, John Locke encontra Christian Shephard, ou o “Monstro de Fumo”, sob a sua forma, como suspeitamos… Christian afirma falar “em nome de Jacob” e como Jacob parece ser uma corporificação da Ilha e o “Monstro” o seu agente, a interpretação fica mais clara quando John expõe que aquilo que o leva ali é procurar uma forma de “salvar a Ilha” da expedição de Widmore.

7. Compreende-se também porque Claire abandonou o grupo voluntariamente… Christian é o seu pai, e seguiu-o voluntariamente. Contudo, a sua atitude na cabana é excessivamente relaxada e calma… Quase demasiado alegre… Estará drogada (pouco provável, já que o Monstro não usa tais métodos) ou… será ela própria uma outra projecção do próprio Monstro?

8. O método indicado por Jacob para salvar a Ilha é, confessa depois John a Ben: “mover a Ilha”. Um segundo indício que a Ilha, para além de deslocamentos temporais, também é capaz de deslocamentos físicos. E a explicação para um dos mistérios de Lost, mais um a ser assim tão discretamente desvendado… E explicando porque o avião de Mr. Eko, que viajava na Nigéria se despenha nesta Ilha do Pacífico Sul e porque aparecem os ursos da Dharma no deserto tunisino, etc, etc… A expressão usada “Ele [Jacob] quer que movamos a Ilha” indica também que ela (Jacob) não se consegue mover sozinha e que algures (no Templo?) existe um mecanismo de controlo dos deslocamentos físicos da Ilha, o qual agora deve envolver a narrativa do próximo episódio…

9. No barco, Keamy tenta alvejar Michael, o espião de Ben, na cabeça, mas a arma avaria e não dispara… Michael escapa assim pela segunda vez a uma morte idêntica… Como se o destino ou algo na Ilha tivesse lançado sobre si um manto protector até que ele cumpra a sua missão, a qual supomos ser a destruição do Kahana…

10. Quando Keamy abre o cofre na cabina do capitão alude a um “protocolo secundário” e exibe um dossier com o logo da Dharma, este indica para onde irá Ben agora… Agora que sabem que o perseguem e que precisa de destruir o grupo que o persegue. Widmore conhece então que os Outros têm nesta fase de fazer mover a Ilha, e esse “protocolo secundário” indica precisamente o local onde esse movimento pode ser desencadeado… Antecipamos assim um confronto de Ben com o grupo de Keamy nesse local, no próximo episódio…

O logotipo da Dharma no dossier “Protocolo Secundário” é o mesmo do blusão de Ben quando este se materializa no Saara, Tunísia, no episódio anterior. Assim, podemos deduzir que Ben parte do mesmo sítio (uma Estação Dharma) descrita nesse dossier, e que esta Estação é local a partir de onde se faz “mover a Ilha”.


Brevemente publicarei o comentário ao episódio 1 da 4ªa temporada, emitido ontem de tarde na RTP1

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Lost (”Perdidos”): S0407 “Ji Yeon”; comentários [Spoilers…]

Neste episódio de Lost, não encontramos muitas pistas para o esclarecimento dos múltiplos mistérios já lançados desde a primeira temporada pelos produtores da série… É um episódio centrado nos dois passageiros coreanos do vôo 815, Jin e Sun e contendo algumas cenas no cargueiro com Desmond e Sayid… Apesar disso temos alguns pontos que gostaríamos de comentar:

1. Regina lê (ou simula ler, já que tem o livro de pernas para baixo) o livro de Jules Verne: “Os Sobreviventes do Chancellor” (link para o livro integral no Google Books). Regina numa das cenas posteriores haveria de suicidar-se e pela aitutude passiva do comandante do navio, não parece ter sido a primeira tripulante a fazê-lo e de facto, este confirma isto a Desmond e Sayid…o livro trata do naufrágio do navio de nome “Chancellor” e, de permeio, vários acontecimentos terríveis, como um incêndio a bordo (será por isso que a cozinha do Kahana está inutilizável?) até ao naufrágio final… Ao fim ao cabo o mesmo destino do Black Rock, cuja rota este cargueiro contratado por Widmore seguiu escrupulosamente até encontrar a Ilha. De forma semelhante ao Kahana, muitos passageiros e tripulantes enlouquecem… E outros suicidam-se… Assim, existe uma boa possibilidade de que o Kahana acabe ele também… naufragado no final da temporada 4. Vai uma aposta? Será que é apenas o efeito marginal da proximidade da Ilha que leva os tripulantes à loucura e ao suicídio, mas se é assim esse efeito apenas se manifesta na periferia e não na própria Ilha… E sendo assim, isso quer dizer que os franceses da expedição original de Danielle Rousseau que também enlouqueceram e que se suicidaram em massa, afectados por uma “doença” teriam sido afectados pela mesma proximidade…


(Desmond e Sayid no cargueiro Kahana in http://www.blogsmithmedia.com)

2. O helicóptero partiu do Kahana. Tendo em conta que não existem mais ilhas nas proximidades e ao seu alcance e que o Kahana é o único navio nas imediações, só pode estar na Ilha e com alguém mais do cargueiro além do piloto, do capitão e do médico, que ficaram no navio. O próximo episódio vai abordar a resposta a esta pergunta… Mas faria sentido que Charles Widmore financiasse uma tal expedição e não tomasse ele próprio parte na mesma? Vai uma segunda aposta quanto a quem vai aparecer na Ilha?

3. Os imensos recursos disponíveis a Ben e a existência de uma organização que apoia os “Outros” no exterior da Ilha tornam-se patentes na sequência em que o capitão Gault, do Kahana mostra a Sayid e Desmond a falsa caixa negra do vôo Oceanic 815 recuperada ao largo de Sunda vom os 324 corpos que alguém lá “plantou”, Ben, afirma.

4. Quando o médico leva Desmond e Sayid ao seu novo quarto, este tem uma mancha de sangue na parede… Um sinal de um suicídio de um outro tripulante, além de Regina, ao que tudo indica.

5. Michael aparece na pessoa de Kevin Johnson, e na forma clara do espião que Ben plantou no navio… Michael cumpre este papel porque Ben tem o seu filho Walt cativo na Ilha, já que ficou claro no começo desta temporada que os Outros mantinham ainda Walt prisioneiro (e que este tinha agora poderes mentais extraordinários). Michael parece também imune à “febre de deslocação temporal” que afecta parte dos tripulantes do cargueiro… porque veio da Ilha e não do exterior como sucedeu com eles?

6. Kate menciona a Sun que ainda que Juliet tivesse dito que a Estação Dharma “Tempestade” fosse uma central eléctrica, esta tinha, de facto, gás venenoso… Ora no nosso anterior comentário já explicámos a razão desta confusão…

7. Quando Bernard na canoa com Jin lhe conta que a sua mulher teve uma remissão “miraculosa” do tumor que a ameaçava matar será que isto acontece pouco tempo depois de Juliet recordar a Jin que o seu feto e ela própria vão morrer? No episódio anterior, Juliet relatava a Ben que os fetos morriam aos 3 meses porque o sistema imunitário das mães ficava hiperactivo e os atacava. Será o mesmo efeito que provoca esta activação do sistema imunitário o responsável pela remissão espontânea do tumor de Rose?

8. Bernard fala a Jin de “carma”… Ora já falámos por aqui da importância que a mensagem budista parece deter no enredo de Lost… Desde “Dharma” de “Dharma Initiative” até à “lista” de pessoas que Ben parece empenhado a recolher entre os sobreviventes do 815 até ao próprio facto de os Outros referirem frequentemente ao facto de haver algo no carácter daqueles que escolhem para levar… e no facto de Kate ser uma assassina, assim como os demais membros do grupo dos sobreviventes, aliás… todos eles rejeitados pelos Outros e logo, “impuros”.

9. Sun, no hospital é referida pela enfermeira como sendo uma das “seis do Oceanic”. Ou seja, eis encontrado mais um dos sobreviventes que conseguiram abandonar a Ilha… E sabido também que Jin não é um deles. O facto de depois Sun visitar com Hurley a campa de Jin não quer dizer que o seu corpo tenha sido recuperado… pode ser uma tumba vazia. Os produtores Damon Lindelof e Carlton Cuse tinham prometido que até ao sétimo episódio saberíamos quem eram os “seis da Oceanic”. Com Jin e Aaron essa lista está encerrada e essa promessa cumprida e ficamos assim a saber que os “seis da Oceanic” são Jack, Kate, Sun, Hurley e Aaron. Hum. Cinco. E Sayid, o “sabujo” de Benjamin.

Curiosidades:
1. Note-se que o detalhe do telemóvel de Jin ser antigo indica o cuidado dado à produção nesta série… Assim como o Dragão, indicador que a acção deste flashback ocorre em 2000 e não em 2003, onde parece decorrer o “tempo presente” na Ilha.
2. A cena que por breves instantes se pode observar na televisão no quarto de Sun é a da série “Exposé” com a bela, mas desaparecida (juntamente com Rodrigo Santoro) Nikki.

(“Nikki Fernandez”, Kiele Sanchez, in http://njmg.typepad.com)

E note-se que estamos já a metade desta Temporada… E que a esmagadora maioria das perguntas e mistérios lançados desde a primeira Temporada continuam por resolver… Ou o ritmo começa a acelerar já no próximo episódio ou… ficamos com mais uma “Invasão” (de má memória).

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