Posts Tagged With: Jogos Olímpicos

Jogos Olímpicos: Cuidado Brasil… atenção ao exemplo grego e de Vancouver

O Brasil vive ainda uma certa euforia a propósito da organização dos Jogos Olímpicos. Mas cuidado: uma parcela não desprezível dos gravíssimos problemas orçamentais gregos resulta ainda dos Jogos Olímpicos de Atenas e mesmo o comparativamente muito mais rico Canadá tem agora uma fatura de um bilião de dólares para pagar em “Segurança” pelos Jogos Olímpicos de Inverno que organizou recentemente. A verba inicialmente prevista era de “apenas” 165 milhões de dólares, e terá disparado para a estratosfera.

Os organizadores continuam a dizer que os Jogos ficarão a “custo zero”, com as despesas igualando as receitas, mas esse “equilíbrio” já está a contar com os 423 milhões de dólares em “dinheiro de emergência” do Comité Olímpico Internacional. Mas a cidade de Vancouver – onde foram organizados os Jogos – já tem uma dívida por saldar de quase um bilião de dólares, resultante da construção da Aldeia Olímpica e existem já cortes em serviços públicos como a Educação, a Saúde e as Artes resultantes de dificuldades orçamentais do município.

A ideia era vender os alojamentos da Aldeia Olímpica como condomínios de luxo e assim, recuperar o investimento, mas a crise e a recessão ditaram de outra forma… Atualmente, a direção dos Jogos está a tentar obter um empréstimo de 434 milhões para terminar a Aldeia Olímpica, mas isso não se está a revelar fácil… E a cidade está agora devedora de mais de um bilião de dólares, algo que tem encarecido os juros que paga noutros empréstimos. Por isso, cuidado com a euforia Olímpica, Brasil… A Grécia nunca recuperou da euforia (e das dívidas) dos Jogos Olímpicos e o seu (mau) exemplo deve refrear qualquer aventureirismo em que o Brasil se queira meter, criando despesas e fazendo investimentos de retorno impossível.

Fonte:

http://www.nytimes.com/2010/02/25/sports/olympics/25vancouver.html

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Proposta para uma candidatura lusófona aos Jogos Olímpicos de 2024

Alguns devem lembrar-se de um certo “Vicente Moura“, o tal presidente do Comité Olímpico de Portugal que a troco do maior investimento de sempre do Estado português tinha prometido quatro medalhas ou 60 pontos, promessa que não cumpriu, exprimindo-se “desiludido” com os resultados obtidos pela maioria dos atletas, entre os quais se contavam efetivamente casos muitos tristes como o tipo da pérola “de manhã é só na caminha“.

Não satisfeito com o desperdício de fundos, e seguindo a linha de Madaíl e de outros esbanjadores do Futebol, agora, Vicente Moura defende que Portugal devia candidatar-se aos Jogos Olímpicos de 2024: “Estamos capacitados para organizar os jogos da Lusofonia. Vamos ver se vencemos este desafio e se nos preparamos para voos mais altos, como por exemplo para uma candidatura à organização dos Jogos Olímpicos em 2024″. Está mais que visto que a carreira do senhor seria largamente beneficiada com este espavento, mas Portugal precisa de tornar a cometer os mesmos erros do passado, do Euro 2004 e a construir estádios após estádios para depois ficarem ao abandono e torrando num projeto tão exigente como o da realização de uns Jogos Olímpicos preciosos recursos que poderiam ser gastos em tantos outros campos e prioridades? Quando um país de escala semelhante à nossa, a Grécia realizou os JO daqui teve um pesado preço a pagar ficando com um défice orçamental de 5,3%, quando a previsão era de 1,2 ou 184 biliões de euros, em grande medida devido aos JO! É disto que estamos a precisar? Dos 12 biliões de euros que os gregos gastaram nos seus JO, isto é, de mais 4 biliões que o TGV irá (supostamente) gastar? Se o TGV já é discutível, na sua rentabilidade, então… que dizer de uns Jogos Olímpicos?

Em suma, parece coisa de gente completamente descabeçada pensar que Portugal tem condições para organizar uns Jogos Olímpicos… É claro que isso nunca nos impediu antes, como se prova pelos elefantes deixados para trás pelos estádios do sacrossanto futebol, do Euro 2004. Mas porque é que não aproveitamos estas propostas megalómanas e as aproveitamos para potenciar o projeto lusófono?

Porque não avaliar a potencialidade de organizar uns Jogos Olímpicos à escala lusófona, integrando na organização, partilha de despesas e recolha de dividendos, assim como na localização dos eventos, todos (ou apenas os maiores) países da Lusofonia, como Angola, Brasil e Portugal, estendendo a mão aos nossos irmãos da Galiza, da Estremadura e da Catalunha? Uma candidatura lusófona aos Jogos Olímpicos de 2024, que criaria no mundo uma nova imagem da Lusofonia, que daria uma projeção mediática inédita aos países que compõem a CPLP e que abriria novos horizontes a novos tipos de uniões internacionais de que estes Jogos Olímpicos poderiam ser apenas a antecâmara.

Fontes:
http://jpn.icicom.up.pt/2008/08/19/vicente_moura_sai_do_comite_olimpico_desiludido_com_prestacao_portuguesa_em_pequim.html
http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1379944
http://desporto.pt.msn.com/especial/article.aspx?cp-documentid=16751268
http://en.wikipedia.org/wiki/2004_Summer_Olympics
http://news.scotsman.com/athensolympics/Athens-counting-cost-of-the.2648827.jp
http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=659924

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Petição: Pelo BOICOTE às emissões televisivas dos Jogos Olímpicos de Pequim

(http://www.pbs.org)

Contra a utilização dos Jogos Olímpicos como uma ferramenta de propaganda de um dos regimes mais autoritários do mundo, que apoia outras tiranias como a do regime sudanês, da ditadura militar de Burma, o regime da ZANU-FP do Zimbabwe e que age de forma predatória contra os recursos naturais do planeta sendo hoje o seu maior poluidor. Contra um regime que usa contra o seu próprio povo da censura, de prisões arbitrárias e por delito de opinião e que executa por ano mais de 8 mil dos seus cidadãos.Pelo povo tibetano, vítima de um terror constante e de um genocídio cultural e social violento e implacável.
Não consintamos que a arrogância do regime chinês utilize a chama olímpica e os seus Jogos como um intrumento de afirmação:MUDE DE CANAL quando vir emissões dos Jogos Olímpicos de Pequim. Não alimente esta arrogância assassina, nem as multinacionais que com a sua publicidade insensível a alimentam.

Faça ZAP e…


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