Posts Tagged With: joe berardo

Eles querem descriminalizar os crimes de “Inside Trading”

Joe Berardo
(We have Kaos in the Garden)

“O advogado, cujo escritório esteve envolvido na defesa dos acusados no caso Lusomundo, defende a descriminalização deste tipo de ilícitos, considerando que seria mais eficaz como punição uma coima dissuasora, associada à perda de todos os benefícios económicos. Além disso, protegeria a reputação dos envolvidos até trânsito em julgado das decisões condenatórias.”

‘Em causa estava a compra de acções do BPI nos dias 10 e 13 de Março de 2006, imediatamente antes de ser tornada pública a OPA lançada pelo BCP. Quatro investidores, clientes da Lisbon Brokers (LB), compraram acções do BPI que venderam logo a seguir, arrecadando elevadas mais-valias, segundo revelou a investigação da CMVM, que denunciou o caso à Procuradoria-Geral da República, considerando haver indícios de crime. Patrick Monteiro de Barros de crime. Patrick Monteiro de Barros. Nunca tinha investido em acções do BPI, comprou. na altura 1.253.468 acções, a Fundação Joe Berardo um milhão.”

“Houve pedidos às operadoras telefónicas para que fornecessem facturação detalhada referente aos telefonemas dos colaboradores da LB, para identificar com quem tinham falado – e ver se desta forma teria havido a transmissão da informação aos clientes. As operadoras responderam que não dispunham desses dados, porque à data eles já tinham sido destruídos.”

acampos@expresso.pt; Expresso, 1 de Março de 2008

Este advogado – parte directamente interessada na coisa, obviamente – defende com um interesse que nos espanta muitíssimo – ou não – que os crimes pelos quais são ou foram acusados e ilibados ou seus clientes deixem de ser considerados… crimes. Portanto, vamos lá ver: actividades de inside trading passavam a ser alvo de “coimas”, ou seja, os seus clientes eram apanhados a ludibriar a Bolsa, a enganar ao fim ao cabo todos aqueles papalvos que por lá também investem mas que não têm acesso como eles a informação privilegiada e pronto… pagavam uma multa, tirada de bolsos cheios por golpes anteriores que não foram detectados e pronto. Ficava tudo esclarecido, senhor doutor.

Neste caso, como em tantos outros que ocorrem por debaixo de águas turvas encontramos de novo o nome de “Joe” Berardo. De novo, e sempre. Aliás o seu nome é de aparição tão comum nestes casos como nos telejornais da SIC apresentados por Mário Crespo. E neste caso, estranha-se também a falta de colaboração da PT “porque os registos já haviam sido destruídos“, poderiam ter sido, claro… Mas Joe não esteve recentemente envolvido com a PT em caso bolsista de grande impacto mediático?

E, senhor advogado, perante estes casos não devemos “libertar os tribunais”, mas pô-los a funcionar para que Justiça triumfe e que haja verdadeira concorrência e prémios para os mais aptos e inteligentes na Bolsa, não para os mais influentes (que podem mudar leis a seu favor), nem para os mais “espertos” que sabem manipular o sistema para antecipar movimentações bolsistas e facturar milhões com operações “virtuais” que não enriquecem mais ninguém para além dos anafados bolsos dos próprios.

E… uma aposta como vão conseguir fazer vingar as suas teses?

Ao fim ao cabo é esta gente que paga as campanhas eleitorais e que manipula a seu bel prazer os telejornais…

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 1 Comentário

Decididamente… Não gosto desta Fundação Berardo.


(We Have Kaos in the Garden)

“Voltando à Fundação José Berardo, cujos vinte anos de existência são pautados por uma frenética actuação bolsista, convém referir que se trata de uma instituição particular de solidariedade social (IPSS). Este estatuto, entre outros benefícios fiscais, isenta-a de Impostos sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas. Isto desde que as mais-valias obtidas sejam reinvestidas para prosseguir os fins de utilidade pública para os quais foi criada a fundação. As contas e os estatutos da instituição já foram solicitados por diversas vezes, mas Joe Berardo escusa-se a divulgá-los. Recentemente, o empresário constituiu uma outra fundação dedicada à arte.”

ANA SOFIA SANTOS. Expresso, 16 de Fevereiro de 2008″

Existe demasiada imoralidade no que concerne à apropriação e uso abusivo desta figura jurídica. Uma Fundação não deveria ser utilizada como método de “engenharia financeira” opaca, de contornos funcionais duvidosos e – certamente – que não deveria ser um dos maiores operadores na Bolsa portuguesa, como sucede com a Fundação Berardo… Sendo-o as dúvidas sobre os seus verdadeiros propósitos são evidentes e o questionamento sobre a sua verdadeira natureza inevitável. O maior propósito da Fundação é o de acolher e de exibir ao público (actualmente de forma gratuita, mas isso poderá mudar a qualquer instante) a colecção do comendador, mas a colecção não é do Estado, nem reverte automaticamente para o mesmo ao fim de um certo tempo! Isto é, o Estado cedeu a custo zero um dos seus espaços mais nobres (parte do CCB), o Estado financia a aquisição de novas obras para a colecção e, além do mais, financia pela via indirecta, mas bem real, da isenção fiscal o próprio enriquecimento da colecção privada da Fundação e – pela opacidade das contas – permite que talvez ocorram outras actividades a coberto da mesma capa de invisibilidade…

Decididamente… Não gosto desta Fundação Berardo.

Categories: Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: | 5 comentários

Sobre o escandaloso atoleiro em que se encontra o “Museu da Língua” no Restelo


(O “outro” Museu da Língua, em São Paulo. O que funciona in http://www.vivercidades.org.br)

“O Museu da Língua terá que abrir as portas até final deste ano. O financiamento do novo espaço museológico de Lisboa assim obriga. (…) “Como este quadro de apoio (FEDER) termina em 2008, se as obras não estiverem concluídas, a verba perder-se-á.” (…) “Os três milhões de euros não chegam, contudo, para pôr o museu a funcionar. Servem apenas para as obras de requalificação do antigo Museu de Arte Popular (MAP), em Belém, onde o novo espaço será instalado. São necessários mais dois milhões para as obras de adaptação do interior do edifício.” (…) “Quanto ao possível protocolo de cooperação com a Fundação Roberto Marinho (a patrocinadora do Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, em São Paulo), anunciado por Pires de Lima em Novembro de 2006, ainda não há notícias.”

Alexandra Carita

Expresso, 5 de Janeiro de 2008

Mal vai um País que depende da generosidade privada para concluir e abrir ao público um Museu da sua própria Língua… E, sobretudo, da generosidade de uma Fundação estrangeira (brasileira, que sendo o menos “estrangeiro” que se pode conceber, continua a ser – ainda – isso mesmo: uma nação estrangeira). Um país que tem um Ministério da Cultura assim, vegeta em vez de existir, se despreza desta forma o seu maior património, que é o da existência de mais de 200 milhões de falantes da sua língua. Pires de Lima talvez devesse deixar de congeminar novas formas de beneficiar o património de “Joe” Berardo e devesse passar a dar mais atenção ao seu trabalho, que é, em primeiro lugar, de defender a língua de Eça de Queiroz (a sua verdadeira especialidade) e não a língua do “comendador”. Sim, porque ainda não digeri a forma como Berardo manipulou os Media a seu favor levando o Estado (o nosso “Estado”, o dos nossos impostos) a ceder-lhe gratuitamente um dos espaços públicos mais nobres de Lisboa e que era usado em várias e diversificadas exposições de relevo internacional e a transmutar esse espaço num museu privado (onde a qualquer momento se pode decidir passar a vender bilhetes). De permeio, o “benemérito” encontrou justificação para criar uma “Fundação” branqueadora e de – ainda por cima – receber 200 mil euros anuais para “conservar” e expandir uma colecção, que será, sempre sua! Exacto, metade dos quadros que comprar para si, comprá-los-á com uma parte do dinheiro dos vossos impostos! E nada garante que à data da sua morte (longe venha esse dia…) a dita narcisíca “Colecção Berardo” venha a ingressar no património do Estado… Bem pelo contrário: deve ficar nas mãos da dita Fundação. Agora, sem Berardos (não muito interessado nas subtilezas e na defesa de uma língua que domina tão mal e sobre a qual não manifesta grande interesse), Pires de Lima torna aos desempenhos patéticos e deixar morrer o projecto do Museu da Língua… Já que sobre este não há “comendadores” interessados… Esperemos agora, que a nefanda ministra foi substituída – em directa consequência das suas numerosas e sucessivas asneiras – o novo ministro da Cultura, venha a pôr alguma ordem neste assunto… Mas estou céptico, já que… é um administrador da “Fundação Berardo” (ver AQUI), portanto… Terá outras prioridades!

Dirão os críticos que se trata de dinheiro desperdiçado porque é impossível guardar em caixas de vidro palavras e a própria “Língua”, mas esta concepção de Museu “morto” e tornado em simples repositório de objectos está hoje ultrapassada. Um Museu da Língua pode ser um espaço actuante e dinâmico, contendo auditórios, financiando projectos de investigação e de promoção da Língua portuguesa onde o seu uso está hoje mais ameaçado (Guiné-Bissau e Moçambique, sobretudo) e servir assim não como repositório de objectos, mas como entreposto cultural de difusão e manutenção da língua até às paragens onde esta está mais ameaçada como a Guiné-Bissau, Goa e Moçambique… Mas não, o nosso Estado e este Ministério não estão preocupados… Nada está a acontecer. Pelo menos não enquando “Joe” não inflamar os telejornais da SIC (onde é “comentador-comendado” praticamente residente).

Categories: Brasil, Educação, Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: , , | Deixe um comentário

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