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A JAXA está a desenvolver um novo lançador de satélites: o Epsilon

Motor do foguetão nipónico Éplison (http://www.jaxa.jp)

Motor do foguetão nipónico Éplison (http://www.jaxa.jp)

O Japão está a desenvolver um novo lançador de satélites designado por Epsilon que deverá voar até ao verão de 2013. O objetivo da JAXA deverá ser um veículo de baixo custo que vai substituir o atual lançador M-5 que entre 1997 e 2006 realizou sete lançamentos sempre com sucesso. A grande diferença será no preço, 70 milhões de dólares por lançamento versus 48 com o Epsilon.

Para manter os custos baixos o Epsilon vai reutilizar o máximo de componentes do M-5 e do H-2A, sendo o primeiro estádio do Epsilon baseado no H-2A e encontrando-se os motores do M-5 nos segundo e terceiro estádios do novo foguetão, ou seja, motores de combustível sólido.

O desenvolvimento do Epsilon deverá custar à agência espacial nipónica JAXA cerca de 250 milhões de euros.

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/Japan_Plans_to_Launch_New_Carrier_Rocket_in_2013_999.html
http://www.jaxa.jp/projects/rockets/epsilon/index_e.html

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Para começar, o Japão vai comprar 4 aviões F-35

O Japão depois de um processo onde não faltaram os dissabores a propósito da recusa norte-americana em vender aviões F-22 Raptor e ameaças sucessivas de compra de aeronaves a europeus (Typhoon) e russos (Sukhoi) o país do Sol Nascente acabou por decidir por comprar quatro aviões F-35 e isto apesar de um aumento de preços muito significativo… isto significa que brevemente o Japão vai pagar aos EUA 120 milhões de dólares por cada um destes aparelhos, mais dez do que estava inicial estimado.

O aumento de preço resulta da decisão norte-americana de adiar a encomenda nacional de 179 aparelhos nos próximos cinco anos devido às suas dificuldades orçamentais.

A decisão nipónica de optar pelo F-35 para substituir a frota local de aviões F-4, vencendo assim um concurso onde também estava o Super Hornet e o Typhoon não foi isenta de polémica e a dado ponto correu mesmo o rumor de que até o Su-33 estaria sobre a mesa… mas a opção mais previsível, o F-35 haveria de se sagrar vencedora não sem que em fevereiro de 2012 o ministro da defesa japonês não tivesse ameaçado cancelar de vez a compra de 42 aparelhos devido ao contínuo aumento de preços do programa F-35 (no total, deverão agora custar mais de 4.7 mil milhões de dólares).

Recentemente, a Itália anunciou que iria reduzir a sua encomenda de 131 para apenas 90 aparelhos e o no Reino Unido ja se sabe que serão comprados menos que os 138 aparelhos inicialmente pensados, mas o número ainda é incerto. Não há indicações quanto ao número de F-35 que o Japão há de eventualmente acabar por comprar, mas a omissão de informações quanto a esta quantidade que os 42 aparelhos inicialmente antecipados serão mesmo comprados nos próximos anos.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/japan-buys-f-35-stealth-jets-despite-price-rise-43497/

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A empresa japonesa Obayashi Corporation quer construir um Elevador Espacial até 2050

Uma grande empresa japonesa, ligada ao ramo da construção civil, anunciou que lançou um projeto para a construção de um Elevador Espacial que estará operacional antes de 2050.

A empresa é a Obayashi Corporation, sediada em Tóquio e o seu projeto consiste na colocação em orbita de uma estação orbital a uma altitude de 36 mil quilometros ligada a terra por um conjunto de cabos de alta resistência de nano-tubos de carbono, um material vinte vezes mais resistente que o aço

Os nano-tubos de carbono já não pertencem ao campo da ficção cientifica e andam por ai desde a década de 90, e o projeto do elevador espacial existe desde a década de 60, nos EUA.

Este projeto consiste num cabo de 96 mil quilómetros, ou seja, um quarto da distancia entre a Terra e a Lua, ligado num extremo a uma Estação Espacial com laboratórios e espaço habitacional. O transporte pelo cabo será assegurado por um elevador capaz de transportar até 30 pessoas a 200 km/h. Ou seja seria preciso um pouco mais que uma semana para chegar à Estação. A propulsão seria magnética, segundo a Obayashi e os dínamos seriam alimentados, na Estação, por painéis solares eletrovoltaicos.

Até ao momento, o grande obstáculo que falta ainda vencer é o custo dos nano-tubos de carbono, que tem que cair ainda muito antes que este projeto seja viável… De qualquer forma, a tecnologia para construir um elevador espacial está hoje ao alcance, faltando financiamento e uma descida do preço deste material. Se essas barreiras forem vencidas, o ser humano terá ao seu alcance uma forma de colocar humanos e cargas no Espaço a uma fração do custo atual e assim portas nunca antes antevistas se abrirão… E uma viagem à Lua ou a Marte tornam-se alcançáveis e financeiramente suportáveis.

Fonte:
http://www.yomiuri.co.jp/dy/national/T120221004421.htm

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O Japão pode afinal cancelar a compra de 42 F-35 à Lockheed

O governo japonês está a ponderar o cancelamento da sua presença no dispendioso programa F-35 norte-americano. Os japoneses estão particularmente preocupados com os sucessivos adiamentos e aumentos de custo de um programa que deveria materializar-se numa encomenda nipónica de 4.7 mil milhões de dólares.

O plano inicial era a assinatura de um contrato, antes do verão de 2012, e que antecipava a entrega dos primeiros 4 de 42 aparelhos em março de 2017. Mas o ministro da Defesa do país do Sol Nascente deixou o aviso: “se os EUA não puderem trabalhar a proposta nesse prazo, então temos preocupações pela capacidade defensiva do Japão. Então teremos que pensar em cancelar este contrato ou escolher um outro modelo.”

Em dezembro de 2012, o Japão escolheu o F-35 contra o concorrentes F/A-18 Super Hornet e  Eurofighter Typhoon para substituir a sua frota de aviões Phantom F-4, mas este aviso nipónico significa que esta decisão pode ser revertida… E que as hipóteses do Super Hornet e do Typhoon europeu de afinal de contas saírem como vencedores deste processo são mais altas do que se poderia pensar em finais do ano passado.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Japan_defence_chief_may_cancel_F-35_deal_999.html

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O Banco Central do Japão desvaloriza o Iene

Enquanto o BCE continua embevecido e paralisado com os dogmas monetaristas tão do agrado de Vítor Gaspar e que tanto têm feito para destruir a competitividade internacional das exportações portuguesas, o Japão, sem medo intervém nos mercado e desvaloriza o Iene.

O Iene tem sido alvo de vários ataques especulativos, que têm valorizado a sua moeda relativamente ao dólar, não muito diferentes daqueles que a propósito da “crise da Divida Soberana” se lançam contra o Euro, mas ao contrario do BCE, o Banco Central do Japão tem agido sempre contra essa valorização artificial da sua moeda. Em Agosto esteve ativo e em finais de outubro tornou a agir.

O Japão sabe que o aumento da cotação do iene dispara os custos de produção dos seus produtos e reduz as suas exportações e não hesita em agir quando tal ação é necessária para salvar a economia. O BCE não. Só sabe aquilo que os arquipapas germânicos do neoliberalismo e do fundamentalismo monetarista lhe dizem: Moeda Forte acima de tudo. Sieg!

Fonte:
www.publico.pt

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Hackers chineses invadem computadores do Parlamento Nipónico

Os computadores da Câmara Baixa do Parlamento japonês foram atacados por hackers chineses. O ataque terá durado pelo menos um mês e informação sensível terá chegado a Pequim: passwords e ficheiros confidenciais estavam na mira dos hackers. Depois do ataque ser conhecido, o pessoal do parlamento e os deputados foram instados a mudarem os seus cartões de segurança e palavras-chave, como medida de contenção a mais este ataque cibernético chinês.

O ataque terá sido realizado através da instalação de um “cavalo de tróia” num servidor e em vários computadores de deputados nipónicos que depois enviava dados (como passwords) para um servidor instalado na China. O “cavalo de tróia” ter-se-á introduzido na rede do parlamento através da abertura de um anexo de mail por um deputado.

Este ataque sucede a uma vaga recente, em que os alvos foram o fabricante de aviões militares e centrais nucleares Mitsubishi Heavy e que terá resultado no furto de planos de aviões militares e de desenhos de reatores nucleares de última geração.

A China parece empenhada numa cada vez mais intensa guerra cibernética contra todo o tipo de alvos ocidentais e nipónicos: Governos, empresas de distribuição e produção de energia elétrica, ONGs, empresas do ramo de defesa, satélites, etc. Todos têm reportado um numero crescente de ataque vindos da China. O objetivo parece claro: testar a força das defesas informáticas e recolher informação tecnológica que permita a Pequim ultrapassar o atraso tecnológico que ainda a separa do resto do mundo desenvolvido.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/japan-parliament-hit-by-china-based-cyberattack-37909/#ixzz1brxX6xQ5

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O Japão ambiciona ter até 2030 um satélite solar

O Japão está a iniciar um ambicioso projeto de produção de energia elétrica a partir do Espaço. O projeto começou em 2009 e tem um orçamento de 21 mil milhões de dólares e tem como objetivo captar energia solar em órbita transmitindo-a depois para o solo, onde será consumida.

O primeiro objetivo será o lançamento de um grande satélite com 4 km2 de painéis solares, de alto rendimento e otimizados pela presença acima da atmosfera terrestre. O satélite transformará a energia solar em micro-ondas, transmitindo-as para estações no solo, onde serão convertidas em energia elétrica.  O projeto estima que a energia elétrica fornecida pelo satélite solar (que me faz lembrar alguns episódios de “Conan, o Rapaz do Futuro”…) será capaz de suprir as necessidades de mais de 300 mil lares nipónicos. Um satélite solar permitiria resolver um dos grandes problemas da energia solar terrestre, já que é imune a nebulosidade ou à chuva, permitindo ao Japão reduzir a sua dependência das importações de combustíveis fósseis.

O primeiro satélite experimental, de pequena escala, será lançado em 2015 e terá como missão a recolha de elementos que possam permitir o prosseguimento do projeto até ao lançamento de um grande satélite solar até 2030.

Fonte:
http://www.tecnologiadoglobo.com/2011/07/electricidade-vinda-do-espaco/

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Afinal o Desastre Nuclear de Fukushima pode ser mais grave que o de Chernobyl

Central nuclear de Fukushima (http://static.infoescola.com)

Central nuclear de Fukushima (http://static.infoescola.com)

Segundo todas as comparações e tabelas internacionais, o desastre nuclear de Fukushima é menos grave que o Chernobyl. Certo? Errado. Logo em 12 de março, um perito israelita em qualidade, o Professor Menachem Luria declarava que “daquilo que podemos saber, este desastre é ainda mais perigoso que o de Chernobyl.”

A maioria dos físicos continua a acreditar que não há hipótese de suceder em Fukushima algo de semelhante ao que aconteceu em Chernobyl, mas há vozes dissonantes, como a de Arnold Gundersen, um antigo executivo da indústria nuclear americana que afirmou que “Fukushima é o maior desastre industrial da História da Humanidade. Temos 20 núcleos nucleares expostos, isto é, vinte vezes o potencial libertado em Chernobyl (…) existem vários “pontos quentes” muito mais dispersos que na central Ucraniana e a intensidade de radiação neles registada foi suficiente para declarar cidades em torno de Chernobyl como proibidas. Em Fukushima, há locais radioativos a 60 ou 70 km do reator, e isso não sucedeu na Ucrânia. Assim, e apesar disto a pressão económica, o facto de estarmos num país democrático (ao contrário da URSS), a influência global do poderoso lobby da indústria nuclear e a densidade demográfica do Japão. Noutras condições, tudo seria muito diferente e o desastre nuclear de Fukushima já teria recebido a classificação de “maior desastre nuclear da História”.

Fonte:
http://atimes.com/atimes/Japan/MF25Dh02.html

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O programa FX japonês tem três finalistas: o Boeing F/A-18E/F, o Eurofighter Typhoon e o Lockheed Martin F-35

O programa japonês de substituição dos seus aparelhos de combate, com a designação de “FX” tem agora – finalmente – três concorrentes: o Boeing F/A-18E/F, o Eurofighter Typhoon e o Lockheed Martin F-35.

Havia sinais de que o Japão também gostaria de poder avaliar o Rafale e o F-22, mas algo frustrou as expetativas francesas e o F-22 continua a não ser exportável, segundo desejo expresso do Congresso dos EUA.

O Japão planeia adquirir 50 aviões FX para substituírem a sua frota de aviões McDonnell F-4s e a decisão final deverá estar concluída a tempo de poder estar incluída no orçamento do governo japonês de 2012.

Em termos de decisão, parece haver uma inclinação geral pelo F-35, o avião que mais se aproxima do F-22, o aparelho que segundo várias fontes era o eleito dos militares e políticos japoneses para contrabalançar o desenvolvimento da força aérea chinesa e a ameaça dos mísseis norte-coreanos. Nesta competição, com efeito, o Super Hornet e o Typhoon correm noutro campeonato, favorecidos apenas pelo seu custo inferior… e estando aqui o Typhoon em pior situação já que no Japão não existe a tradição de opção por aviões militares de origem europeia.

Fonte:
http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_channel.jsp?channel=defense&id=news/asd/2011/04/20/01.xml

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O falhanço da sonda venusiana japonesa Akatsuki e as consequências para o programa espacial nipónico

O falhanço recente da sonda japonesa Akatsuki em conseguir colocar-se na orbita de Vénus está a levar a uma reavaliação de todo o programa espacial nipónico.

Este falhanço com a Akatsuki em Vénus, segue-se à outra única tentativa nipónica para colocar em orbita uma sonda espacial, a Nozomi, que em 2003 também não conseguiu entrar em órbita de Marte.

O problema com a Akatsuki consistiu na incapacidade da sonda de 300 milhões de dólares em usar os seus foguetes de travagem durante os 12 minutos necessários para entrar em órbita de Vénus, já que funcionaram apenas durante dois minutos e meio. Segundo os sensores na Akatsuki uma quebra de pressão na linha de combustível terá sido a responsável pela interrupção do impulso. A causa desta quebra de pressão é desconhecida.

A próxima tentativa japonesa tem que ser mais conservadora de forma a garantir o sucesso até hoje não alcançado com uma sonda interplanetária. E isto vai influenciar a concepção da próxima sonda japonesa, desta feita para Marte: em vez de uma missão ambiciosa, esta poderá ser bem mais pequena, procurando levar um pequeno lander, ou um pequeno rover até ao solo do Planeta Vermelho e não a missão de grande escala que já se começava a antecipar nos corredores da JAXA, a agência espacial japonesa.

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/Japan_re-thinking_space_plans_999.html

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A vela solar da sonda japonesa IKAROS foi aberta com sucesso

Vela solar da sonda IKAROS japonesa (http://www.sail-world.com)

Vela solar da sonda IKAROS japonesa (http://www.sail-world.com)

A primeira vela solar foi aberta no Espaço. Dando um bom sinal dos tempos, tal feito não foi feito nem por uma sonda norte-americana, nem russa ou europeia, mas por uma sonda espacial japonesa.

A vela solar foi instalada na sonda IKAROS da agência espacial japonesa (JAXA). A tecnologia tem um enorme potencial, especialmente para voos nos planetas interiores (Vénus e Mercúrio) porque é aqui que o vento solar é mais intenso. Uma vela solar dispensa o uso de combustível, pelo que pode aumentar radicalmente o raio de ação de uma sonda interplanetária.

Mas construir uma vela solar é um desafio técnico monumental… uma das maiores dificuldades é abri-la no vácuo do Espaço e sem gravidade e o facto de os japoneses o terem conseguido fazer foi já um feito notável e que denota o elevado grau de maturidade do programa espacial nipónico. O método seguido com sucesso consistiu na geração de uma força centrífuga colocando a sonda em rotação e lançando assim a vela com as suas minúsculoas 0.0003 polegadas de espessura.

Tudo aponta para que estejamos na antecâmara de uma nova era na exploração espacial: naves mais baratas, com maior alcance e com mais espaço para instrumentos de comunicações e de pesquisa. Mas terão elas as bandeiras das atuais potencias espaciais ou de outras? O facto da IKARUS ser japonesa parece apontar para a segunda possibilidade…

Fonte:
http://inhabitat.com/2010/06/10/japanese-spacecraft-successfully-deploys-first-solar-sail-in-space/

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O Japão quer construir uma base lunar até 2020

A sonda luna japonesa SELENE (http://www.jaxa.jp)

A sonda luna japonesa SELENE (http://www.jaxa.jp)

O programa lunar norte-americano levou recentemente um sério revez, por efeito das dificuldades orçamentais dos EUA… Este recuo será naturalmente aproveitado pelas potencias que se procuram afirmar também no Espaço. A China tem um programa lunar muito ambicioso e consistente e tudo indica que conseguirá colocar um astronauta (ou melhor dizendo, um taikonauta) na Lua muito antes da primeira missão de regresso dos EUA. Mas o Japão também não está imóvel… Nos últimos anos enviou várias missões automáticas ao nosso satélite natural (como a Kaguya), mas isso é só o começo… A agência espacial japonesa (JAXA) tem um projeto de mais de 2,2 biliões de dólares para colocar na Lua robots até 2015 e construir apenas cinco anos depois a primeira base lunar japonesa.

A base lunar japonesa que deverá estar em operação em 2020 será completamente automatizada e dependente de robots para a sua construção, manutenção e até para reparações que sejam necessárias realizar sobre estes robots. Com efeito, e como a Lua não é propriamente ao virar da esquina, nem há no local técnicos de reparação, estes robots e estas instalações terão que possuir capacidades de auto-reparação muito sofisticadas.

Os primeiros robots que o Japão vai colocar na Lua serao robots pesados com lagartas, painéis solares, sismógrafos, várias câmaras de alta definição e vários outros instrumentos científicos. Terão também braços robóticos para recolheram amostras do solo e das rochas lunares que depois serão remetidas para Terra. Os robots serão controlados a partir de Terra, mas terão também algumas capacidades autónomas de navegação autonómas.

Após estes primeiros robots, outros se seguirão, mas especializados na construção da base lunar. Esta base será construída algures no Pólo Sul lunar e recolherá a sua energia a partir de painéis solares.

Todo o projeto parece demasiado ambicioso (2020!) especialmente tendo em conta as datas e as graves dificuldades financeiras com que se debate o governo nipónico. Mas se for assumido como um projeto e uma prioridade nacionais, os recursos necessários podem ser capitalizados e o impulso de desenvolvimento científico e tecnológico daqui decorrente poderão ser tão significativos como o programa Apollo foi para os EUA na década de 60 e 70.

Fontes:
http://www.popsci.com/technology/article/2010-05/japan-wants-moon-base-2020-built-robots-robots
http://www.jaxa.jp/projects/sat/selene/index_e.html

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O projeto GX para um novo foguetão japonês está em dificuldades…

O defundo(?) GX da JAXA em http://www.ihi.co.jp

As dificuldades orçamentais japonesas acabam de reclamar uma nova vítima: o foguetão médio GX que estava a ser desenvolvido pela agência espacial japonesa (JAXA). O “comité de reforma da Administração” recomendou que todo o financiamento para o novo foguetão fosse congelado. O segundo estádio do engenho teria um motor alimentado a gás liquefeito, que está a ser desenvolvido pela JAXA e que é o responsável pela explosão dos custos do projeto.

A JAXA, para terminar o GX pedira ao governo mais 65 milhões de dólares, dinheiro que agora não irá receber e cuja falta levará à paragem do desenvolvimento do GX. O projeto arrancou em 2003 e então estimava-se que não custaria mais de 45 biliões, realizando o primeiro voo logo em 2006, mas a data mais recente já deslizara para 2011, assim como os custos…

O foguetão GX estava a ser desenvolvido em parceria pela JAXA, pela empresa japonesa Galaxy Express Corporation e pela empresa norte-americana Lockheed Martin. O primeiro estádio do GX seria propulsado por um motor russo RD-180, o mesmo que hoje impele o Atlas 5 da empresa norte-americana.

O foguetão foi inicialmente concebido a pensar no lucrativo mercado de lançamento de satélites, mas o sucesso do anterior H-2A e a recessão global torpedearam as possibilidades do GX. Por enquanto, o programa não está ainda cancelado, havendo ainda uma possibilidade que em finais de dezembro poderá ser reativado, mas tal é altamente improvável, depois do sentido expresso por esta decisão…

Fonte:
http://www.space.com/news/091205-japanese-rocket-cancelled.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+spaceheadlines+%28SPACE.com+Headline+Feed%29&utm_content=Google+Reader

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A cidade submersa de Yonaguni (Japão): Restos do Continente Perdido de Mu?

Foi o submarinista japonês Kihachir Aratake que viu pela primeira vez a cidade submersa de Yonaguni, não muito longe da ilha com o mesmo nome. Mais exatamente, o lugar é conhecido como “Iseki Point” e foi aqui que em 1985 o experimentado mergulhador encontrou estranhas estruturas líticas que parecem de origem humana.

Um dos maiores defensores da cidade submersa de Yonaguni tem sido o geólogo marinho e professor do Departamento de Ciências Físicas e Terrestres da Universidade de Ryukyu, em Okinawa. O geólogo acredita que se tratam de construções humanas do último período glacial, quando a profundidade dos oceanos era inferior à atual.

As estruturas de Yonaguni parecem formar templos, pirâmides, colunas e zigurates que se estendem por uma área de 300 por 150 metros. Todo o conjunto está protegido por um muro de dimensões ciclópicas. Todo o conjunto dataria da última Glaciação, isto é, de há oito a dez mil anos atrás. A confirmarem-se estes seriam os vestígios arqueológicos mais remotos jamais encontrados. O problema é que a identificação destas ruínas não é pacífica. O professor em Geologia, Robert Schoch, da Universidade de Boston defende que se tratam de formações naturais criadas pela atividade sísmica da região. De facto, em 1998, um terremoto submarino teve lugar aqui destruindo uma pequena parte da cidade submarina mas erguendo outras estruturas idênticas. Limpas de areia e corais pelo evento telúrico ou criadas por ele?

Se estas ruínas são isso mesmo: ruínas estamos muito provavelmente perante o local do mítico continente perdido de Mu.

O mito (ou não) de Um começou oficialmente em 1926 quando o explorador britânico, um antigo coronel de nome James Churchward entrou em contacto com um velho monge hindu que vivia num templo onde se conservavam umas tábuas de barro cobertas de carateres desconhecidos. O monge terá contado ao coronel que estas tábuas contavam a história de um continente desaparecido há 25 mil anos e que era povoado por uma civilização cuja sofisticação técnica ultrapassava a compreensão atual. O continente, Mu, teria sido engolido pelas águas do Oceano numa única noite depois de ter sido minado pela atividade constante de vulcões subterrâneos.

Terá então sido encontrado o continente perdido de Mu?

Fonte:
Enigmas, número 165

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Caiem… rãs do céu, no Japão

photographersdirect.com

photographersdirect.com

Nos começos de junho foram registados vários casos estranhos – mas não inéditos – no Japão. Nos arredores das cidades de Ishikawa, Iwate, Hiroshima e Miyagi foram observados vários pequenos animais caíram do céu. Aparentemente, todos estariam mortos no momento da queda, mas ignora-se se teriam morrido com a queda ou se já estavam mortos previamente.

Uma testemunha, Haruko Kikkawa, uma idosa de 74 anos declarou que estava em casa quando ouviu algo a cair no chão no exterior da sua casa. Saiu e encontrou mais de 50 pequenas rãs. Como este, terá havido por volta dos mesmos dias, vários outros casos.

Os meteorólogos nipónicos que investigaram estes casos admitem que os animais podem ter sido capturados por um tufão e depositados depois por vários locais no Japão. O problema é que não foram registados ventos fortes nesses dias… Neste, como noutros casos semelhanças, o mistério sobre estes insólitos casos persiste.

Fonte:
Enigmas, número 165

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Será que o Japão sempre consegue comprar F-22 aos EUA?

Já por aqui falei várias vezes dos desejos japoneses de adquirirem F-22 Raptor e do quanto a decisão norte-americana de ceder esse avião tinha irritado Tóquio. O fim da produção do avião devia ter encerrado definitivamente esta possibilidade. Ou não.

Há agora rumores de que altas patentes da USAF estão a preparar a apresentação de uma versão “lite” do F-22 que possa ser exportada para o país do Sol Nascente. O custo desta versão de exportação daquele que é ainda hoje o único avião de 5ª geração do mundo custaria cerca de 290 milhões de dólares por avião.

No passado, o Japão exprimiu interesse por 40 Raptors, o que representaria um balão de ar quente para as construtoras do aparelho, a Lockheed Martin e a Boeing, a sofrerem como toda a gente com os efeitos da recessão e da crise financeira. Onze biliões dão sempre muito jeito. Especialmente neste momento…

Estes eventuais Raptos japoneses iriam substituir a vetusta frota de F-4 Phantoms e de F-15 Eagles, mais recentes, mas pares limitados para os últimas variantes de Sukhoi 30 operadas por muitos dos vizinhos do Japão no Extremo Oriente.

Esta versão limitada do aparelho, implicaria a remoção da maioria do material e equipamento Top Secret e as primeiras entregas poderiam começar já em 2017 com a reactivação das linhas de produção recentemente abandonadas nos EUA.

Se os EUA não venderem esta versão limitada do Raptor, a opção japonesa pelo F-35 torna-se impossível, tal é a ira nipónica perante estas sucessivas expressões de falta de confiança num dos seus mais velhos e fieis aliados na região. Sorte para o Eurofighter Typhoon, construído pelo consórcio europeu formado pela Alenia Aeronautica, BAE Systems e EADS que se aproxima em características e capacidades do Raptor, mas que custa pouco menos de 105 milhões de dólares por avião. Se o avião europeu fosse selecionado, partes dele seriam construídas localmente, já prometeu o consórcio…

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/US-Japan_dance_on_F-22_continues_999.html

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O Japão forneceu componentes ao programa de mísseis norte coreano

Os lançadores da Coreia do Norte em http://standeyo.com

Os lançadores da Coreia do Norte em http://standeyo.com

Um dos países mais ameaçados pelo programa balístico norte-coreano é o Japão… Constantemente sobrevoado pelos mísseis coreanos em voos de “teste”, albergando várias bases e instalações norte-americanas que são alvos potenciais para ataques balísticos com ogiva convencionais, químicas ou até nucleares e tendo uma “história antiga” nunca resolvida com a Coreia que data da Segunda Guerra Mundial, estranha-se muito a notícia segundo a qual teriam sido encontrados equipamentos de alta tecnologia fabricados no Japão e comprados através de intermediários chineses. O navio teria sido apresado em 1999, num porto indiano mas a informação teria sido mantida reservada pelos indianos, provavelmente por causa das ligações conhecidas entre a Coreia do Norte e o arquirival indiano, o Paquistão… O destino do cargueiro, naturalmente…

De novo, a China ou empresas chinesas aparecem envolvidas em operações mais ou menos escuras com o regime norte-coreano e na transferência de tecnologia balística para este país, sendo certo que se não fosse este apoio o regime de Pyongyang não teria sido capaz de progredir tanto neste campo ao ponto de se tornar atualmente num dos maiores exportadores mundiais de mísseis balísticos de médio alcance. Quanto ao Japão… talvez tenha chegado a altura de conter melhor as suas exportações para Pequim, a menos que queira que estas regressem à origem, transformadas e integradas em… mísseis que se abatem sobre as cidades japonesas.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Japan_products_found_on_NKorea_missile_kit_vessel_report_999.html

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Será que os EUA afinal sempre vão vender F-22A Raptor ao Japão?

O maior problema com o único avião de 5ª geração do mundo é, todos o sabem, o seu preço… Um problema que poderia ser colmatado se os EUA se decidissem a vender o aparelho no mercado externo, pelo menos aos seus aliados mais fiéis. Isso poderia financiar a produção de versões ainda mais sofisticadas que a versão “A” atualmente em uso na USAF, aumentar a confiança desses aliados que nunca gostaram dessa rejeição que os tratava como parceiros indignos de confiança (especialmente injusto no caso do Japão e da Austrália). A exportação permitiria também aumentar o número de F-22A na USAF, que embora tivesse sido estimado originalmente para chegar aos 800 aparelhos, foi sucessivamente alvo de cortes, até chegar ao número manifestamente insuficiente de apenas 180 aparelhos…

Recordemo-nos também que o último F-22A sairá das linhas de produção já em 2010 e que não há ainda sucessor à vista, não estando a tecnologia UCAV ainda suficientemente amadurecida para substituir este avião de 5ª geração. Sem a linha de produção, não haverá novas versões do F-22 e se mais tarde se tomar a decisão de a recomeçar, os custos serão muito maiores… Entretanto o PAK-FA e os projetos chineses de 5ª geração estarão a voar e a acentuar ainda mais um desequilíbrio que aviões como o Sukhoi SU-30 e o SU-34 já hoje fazem sobressair, sobretudo no Extremo Oriente onde países como a Malásia, a Indonésia e a China os operam, para grande preocupação dos aliados dos EUA na região. Os mesmos a quem os EUA recusam vender “Raptors”: Austrália e Japão.

O Japão, em particular, é o aliado norte-americano que mais interessado está no F-22. Desde logo, porque o armamento chinês, mesmo nas suas fronteiras, torna a atualização dos seus meios particularmente urgente. É que os F15J, os F4EJ (de 1973), os Mitsubishi F-2 (de 1978) estão a ficar demasiado ultrapassados pelos SU-30 dos seus vizinhos chineses e malaios. Dentro de muito pouco tempo, o Japão terá que começar a fazer compras para substituir todo este extenso inventário.

A recusa norte-americana tem a sua quota parte de pressões chinesas, mas tem a vantagem – para os europeus – de fazer levantar a hipótese de compra de caças Rafale ou Typhoon… É claro que não se espera que um país que atualmente já constrói F-15J sob licença se limite a comprar aviões prontos, mas a construí-los sob licença, algo que o consorcio EADS até hoje não ofereceu a nenhum comprador… O que reforça a minha tese Rafale…

O Japão pode também optar por atualizar os seus F15 com nova aviónica e com radares AESA, mas isso não bastará para anular o desequilíbrio com os SU-30MKK. O novo F-15E da Boeing poderá ser assim uma solução complementar à actualização dos F-15J, especialmente se lhe somarem alguns F-35.

É claro que há ainda algumas possibilidades de que o Japão sempre compre F-22 ou uma versão limitada do mesmo, construída localmente sob licença. Sabe-se que desde fevereiro de 2006 que uma proposta japonesa anda pelos corredores do poder de Washington e agora com Obama, a tal aprovação pode mesmo acontecer, correndo a seu favor a presente crise financeira, a atitude aparente de maior abertura da Administração Obama e a eminente paragem da linha de produção daquele que ainda é o melhor caça da atualidade, implicando assim que os EUA perderiam a capacidade para fabricar aquele que ainda é o seu melhor avião em inventário.

Fonte:
http://www.defenseindustrydaily.com/f22-raptors-to-japan-01909/

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Sobre as ajudas ao sector automóvel na Europa, o colapso da GM e as dificuldades da Toyota no Japão

Fábrica alemã da Opel em http://www.hebig.org

Fábrica alemã da Opel em http://www.hebig.org

O Proteccionismo estende as suas asas paulatinamente um pouco por todo o mundo… A China reinstaurou os subsídios às exportações. Nos EUA, o governo federal injecta biliões de dólares numa indústria automóvel à beira do colapso e com passivos babilónicos. Até no Japão, país que sempre liderou neste campo, o governo nipónico se prepara para ajudar a Toyota, a empresa que ainda há pouco menos de um ano, ultrapassava a gigantesca GM como a maior construtora mundial e exigia padrões de saúde financeira invejáveis.

O Japão irá agora injectar até quatro mil milhões de euros, respondendo assim ao apelo da construtora que tem um peso tão elevado nas exportações japonesas.

Na Europa, a Opel, adquirida pela colapsante GM no passado, tenta libertar-se do peso opressivo do fracasso da casa-mãe. A GM, intensamente auxiliada pelo governo dos EUA não encara as suas operações europeias como prioritárias e ameaça encerrá-las se os governos europeus não injectarem capital na sua subsidiária Opel, à semelhança do que está acontecer nos EUA. Se a Opel estourar, leva consigo 30 mil empregos um pouco por toda a Europa… Mas não já em Portugal, já que a empresa encerrou em 2006 deixando 1200 desempregados e uma produção deslocalizada para Espanha. A GM europeia pede 3,3 mil milhões de euros ao governo alemão e também está a pressionar os governos britânico, espanhol e polaco pedindo outras verbas, mas não especificadas.

Estas ajudas governamentais são uma prova evidente do colapso dos mecanismos da sã concorrência. Se uns governos estão a injetar biliões de dólares nas suas construtoras nacionais, isso não irá colocar automaticamente em desvantagem os países que não seguem idêntica conduta e aqueles que o não podem fazer em idênticos volumes de ajuda? E onde ficará Portugal – onde esse sector tem um peso tão importante nas exportações – se o nosso Governo não fôr capaz de acompanhar as ajudas que EUA, França, Espanha, Polónia, etc estão a dar aos construtores instalados nos seus territórios? Que motivação terá a Wolkswagen, a PSA, a fábrica remanescente da Opel, etc, para manterem as suas operações em Portugal se forem cumuladas com chuvas de ajudas estatais noutros países da UE? Obviamente que estas ajudas deviam ser coordenadas internacionalmente, para não distorcerem ainda mais os mecanismos de concorrência e prejudicarem ainda mais os países cujos Estados têm menos capacidade de resposta financeira. Mas isso não está a suceder… Em França, por exemplo, Sarkozy está a vestir o fato “do nacionalismo económico” sem grandes pudores… e a Alemanha, prepara-se para fazer outro tanto com as suas construtoras. De facto, estas atitudes isoladas e desconcertadas são contra-produtivas e se a Comissão Europeia não fosse gerida por esse cherne incerto que é Fujão Barroso, já teria agido, banido essas ajudas nacionais e implementado um programa europeu, concertado, paritário e uniforme que abrangesse todas as fábricas automóveis europeias. Mas para isso… Fujão Barroso, teria que ser outro e a UE teria que ser mais do que uma mera repartição de finanças à escala europeia…

Quem parece estar a ficar para trás… enredado ainda nas ajudas ao sistema financeiro, é Portugal…
Para mal das construtoras instaladas em Portugal, dos empregos que elas mantêm e das nossas exportações.
E não me falem da linha de crédito para o sector automóvel, com os seus 200 milhões… valor ínfimo (e ainda não totalizado) das verbas que estão sobre a mesa.

Fontes:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1367619

http://www.businessweek.com/bwdaily/dnflash/content/oct2008/db20081028_593234.htm?campaign_id=rss_daily

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/nacional/economia/pt/desarrollo/721118.html

http://diario.iol.pt/economia/portugal-bancos-automovel-carros-industria-acap/1043185-4058.html


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Da queda da produção industrial japonesa e do que ela significa para a economia mundial

A queda de 8,1 por cento na produção industrial japonesa é simplesmente a maior descida alguma vez registada no país do Sol Nascente. Este fenómeno reflete uma regressão brutal nas exportações em mais de 26 por cento e nos níveis de consumo do mundo Ocidental, principal importador dos bens tecnológicos e dos veículos automóveis fabricados neste país do Extremo Oriente.

A queda da produção industrial é mais intensa do que previam os economistas e o governo nipónico e sucede na linha da queda já registada em 2007, ainda bem antes da eclosão da presente crise financeira, a qual fora já da ordem dos 16,2 por cento.

O maior factor responsável por esta retração das exportações japonesas e da recessão do Japão, é a própria recessão nos EUA. Estes são o maior importador dos produtos japoneses e como os norte-americanos têm feito depender os seus elevados padrões de consumo de níveis crescentes de endividamento, não dos rendimentos salariais (estagnados ou em retrocesso há várias décadas) e estes reduziram-se dramaticamente com a crise financeira o consumo está a cair nos EUA abruptamente. O fenómeno do sobreendividamento não é contudo exclusivo dos EUA, mas verifica-se em graus diferentes em praticamente todo o mundo e está a arrastar o mundo para uma depressão comparável apenas à de 1929. Se as coisas forem minimamente semelhantes, teremos deflação, uma recessão que só daqui a dois anos alcançará o seu pico e que durara dez anos… Sendo apenas terminada com
… Uma guerra mundial.

Será que os senhores do CFR e do grupo de Bilderberg preparam bombardeamentos da NATO ao Irão, uma guerra entre o Paquistão e Índia e o reacender da guerra na Somália e no Afeganistão como prepararam (acreditam alguns teóricos da Conspiração) a segunda Grande Guerra para cessar com a “Grande Depressão” da década de trinta?

Fonte:
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354172&idCanal=57

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O Japão investe num projeto do “Elevador Espacial”

Já por várias ocasiões referimos aquele que julgamos poder ser um dos mais promissores projetos de sempre: o “Elevador Espacial”. O conceito em si é o de colocar cargas e pessoas no Espaço não recorrendo aos grandes, caros e “sujos” foguetões, mas usando um cabo extremamente longo e resistente que une o solo a um satélite em órbita geoestacionária. A ideia foi apresentada pela primeira vez pelo escritor Arthur C. Clarke.

Os desafios tecnológicos envolvidos são tremendos. Os cabos têm que ser mais fortes e leves do que alguma coisa jamais concebida pelo Homem. Os próprios elevadores – que percorrem os cabos para cima e para baixo os cabos – têm que ser desenvolvidos de raiz. Estes elevadores poderiam transportar pessoas, satélites, carga para estações espaciais, etc. Tudo o que atualmente custa pelo menos cem vezes mais colocar em órbita utilizando foguetões.

Em vários países decorrem projetos de investigação semelhantes. Mas entre todos, é o Japão que está mais avançado. O custo total é avaliado não exceder os 5,5 biliões de euros e envolve o trabalho de várias disciplinas, desde a química até à física e à engenharia, todas áreas onde o domínio nipónico é bem conhecido, pelo que se esperam importantes desenvolvimentos, que depois poderão facilmente ser propagados até outras aplicações das descobertas feitas do decurso deste projeto.

O projeto japonês está a ser liderado pela “Japan Space Elevator Association”, dirigida por pelo professor Yoshio Aoki da “Nihon University”.

No projeto de desenvolver um “Elevador Espacial”, o maior obstáculo são, naturalmente, os cabos… Desde logo, pela sua extensão, já que o cabo que transporta o elevador desde o solo até ao satélite tem que ser acompanhado por uma extensão de cabo idêntica, com o contrapeso. Depois, o cabo tem que ser extraordinariamente leve, de facto, mais leve que qualquer outra coisa concebida pelo Homem, e forte… imensamente forte para suportar as gigantescas tensões (vento, pressões da deslocação orbital do satélite, peso a transportar e claro… o seu próprio peso). Estas necessidades apontam para um caminho: nanotubos de carbono. Precisamente o tipo de tecnologia onde hoje a indústria têxtil japonesa é líder destacado e onde têm surgido diversas aplicações como a utilização de células de combustível com nanotubos de carbono para alimentar… telefones móveis e oferecer-lhes 20 horas de uso ativo. Os dados conhecidos estimam que será necessário um cabo que terá que ser 4 vezes mais forte do que qualquer fibra de nanotubos de carbono atual, ou seja, 180 mais forte do que o aço… É certo que têm sido realizados enormes progressos neste campo.

Outro problema será o de propulsar os elevadores pelo cabo… O professor Aoki sugere o uso das propriedades de condução de eletricidade dos nanotubos, pelo que a alimentação elétrica poderá ser fornecida ao elevador através de um segundo cabo.

A segurança é um aspecto que merece aqui atenção… As consequências de uma ruptura e da queda sobre a Terra de alguns cabos com centenas de quilómetros de extensão seriam tudo menos desprezíveis e tem que ser montado um sistema de segurança adequado para anular essa ameaça. Outra questão seria a necessidade de manter a tensão dos cabos, talvez recorrendo a foguetes convencionais instalados no satélite e disparados regularmente. Apesar das enormes dificuldades, as vantagens são tremendas… O Espaço ficaria aberto para usos hoje impensáveis e seria possível, por exemplo, colocar painéis solar em orbita, por custos baixos e enviar a energia assim captada, para Terra sob a forma de microondas.

Fontes:
http://www.timesonline.co.uk/tol/news/uk/science/article4799369.ece
http://www.photon.t.u-tokyo.ac.jp/~maruyama/nanotube.html
http://nanotube.msu.edu/
http://www.highbeam.com/doc/1G1-80206583.html
http://jsea.jp/en
http://en.wikipedia.org/wiki/Space_elevator

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Japão: o país do mundo mais ligado à Internet?

O Japão caminha a passos largos e decididos para se tornar o país mais ligado à Internet, por tecnologias de fios e sem fios. Ainda há não muito mais do que cinco anos atrás, os EUA lideravam confortavelmente nestas estatísticas, mas atualmente, o acesso à banda larga nos EUA, na maioria das cidades e Estados é apenas possível para as velocidades mais baixas, e isso é verdade quer para a cobertura de fio (Cabo ou ADSL), mas até para a cobertura das redes móveis de 3ª geração, como as usadas pelo imensamente badalado iPhone da Apple. Estatísticas publicadas recentemente pela “Federal Communications Commission” (FCC) revelam uma queda dos EUA do 4º lugar para o 13º no que respeita a utilização da Internet, entre 2001 e 2003, e para o 16º, em 2005 (não encontrei dados mais recentes). Pelo contrário, o Japão recuperou o seu atraso e posiciona-se agora bem à frente dos EUA.

Também na velocidade de acesso à Internet, os japoneses são especialmente afortunados… A velocidade média é de uns espantosos 26 megabits/segundo, enquanto que nos EUA esta média vegeta pelos… 1,5 megabits… É claro que a muito maior extensão geográfica dos EUA, assim como a diversidade da sua população e existência de largas parcelas de território ainda quase selvagem podem explicar esta posição relativa, mas não explicam que este desfasamento se esteja a instalar até nas grandes cidades, não faltando na Internet as queixas de proprietários de iPhones que não conseguem ter rede 3G em quarteirões de Washington ou Nova Iorque… A vantagem é especialmente flagrante quando se compara o milhão de utilizadores norte-americanos de 3G com os mais de 40 milhões japoneses.

Tudo isto estar a deixar para trás os Estados Unidos na sector das Tecnologias de Informação, o único sector onde o predomínio mundial de empresas norte-americanas é ainda predominante. Atualmente, o Japão e os seus vizinhos asiáticos estão a ficar melhor posicionados neste mercado global de acesso à Internet em Banda Larga. Isso quer dizer que é possível utilizar serviços intensivos de rede como teletrabalhar, video-conferenciar, fazer telemedicina e elearning, tudo de uma forma mais fiável e rápida do que na maioria dos Estados e cidades norte-americanas.

Quais são as razoes que explicam esta crescente vantagem nipónica sobre os EUA? Mike Alfant, da empresa norte-americana Fusion Systems, afirma que tal se deve a uma maior densidade populacional, à existência de um único operador nacional, a NTT, e à ubiquidade de telemóveis. A estas razoes somamos nos mais três: a menor dispersão geográfica, a maior homogeneidade de níveis de desenvolvimento do que nos multiformes Estados americanos e o facto de em 2008 já não se terem vendido telemóveis de segunda geração em todo o Japão, apenas terminais 3G.

Será este mais um sinal do ocaso do poderio norte-americano no mundo? Alguns ainda se recordam do tempo em que os produtos industriais “made in usa” eram mais ou menos ubíquos em todos os sectores, desde as televisões ITT ate aos automóveis Ford e aos aviões Boeing. Hoje em dia, raras vezes encontramos a etiqueta e quando a vemos esta está colada a caixas de cartão de software… Tipo o Windows, o Office ou o MacOSX… Será que ate daqui elas vão desaparecer? O autor do artigo da fonte não parece acreditar em tal tese, citando vários exemplos da iliteracia informática japonesa, que são notáveis ate para o exemplo português, mas quando se criam tais fundamentos e bases como uma rede 3G barata e disseminada nacionalmente, não se estarão também a criar as bases para um desenvolvimento da utilização de serviços de Banda Larga e logo, para resolver os tais ditos problemas de iliteracia informática?

Fonte:
http://www.japanprobe.com/?p=64

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Vídeo: Sobrelotação num comboio suburbano japonês

Enquanto que em Portugal os comboios suburbanos andam cada vez mais vazios e a Carris regista quedas dos números de passageiros transportados ano após ano, no Japão existem funcionários voluntariosos o suficiente para ajudar os passageiros a entrar em comboios sobrelotados. A sobrelotação do vídeo indica também que o sistema público de transportes suburbanos japonês funciona muito mal… demasiados passageiros para comboios a menos, algo particularmente incompreensível num país tão rico como o Japão e capaz de construir alguns dos melhores comboios de alta velocidade do mundo (ver AQUI).

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O caça stealth japonês: o “Mitsubishi ATD-X Shinshin”

(Modelo do caça “Stealth” japonês, o ATD-X in http://www.strategycenter.net)

A Mitsubishi está a desenvolver um caça de 5ª geração, o “Mitsubishi ATD-X Shinshin“. A sigla “ATD-X” significa “Advanced Technology Demonstrator – X” e pretende testar se existem na indústria japonesa as tecnologias suficientes para constuir um caça de 5ª geração. Não se trata assim de um puro projecto para um caça, mas para a construção de vários protótipos de “demonstradores tecnológicos” e que deverão começar a voar a partir de 2014.

Os desenhos já conhecidos assemelham-se aos do PAK-FA russo, ao caça Steatlh chinês e, naturalmente ao único avião de 5ª geração da actualidade, o F-22 Raptor da USAF. Como estes, apresenta impulso vectorial e logo, uma elevadíssima capacidade de manobra e evasão em vôo. Contudo, as saídas das turbinas não estão cobertas e isso implicará uma assinatura no radar superior à do F-22. O aparelho deverá não pesar mais do que oito toneladas e possuir dois motores de 5 toneladas de impulso, cada.

Este desenvolvimento surje no contexto da recusa dos EUA em vender ao seu mais fiel aliado no Oriente o seu excelente F-22, em resposta o Parlamento japonês impulsionou o desenvolvimento de uma alternativa local que entrará em produção num prazo não superior a dez anos, havendo registos de uma possível colaboração da empresa americana Lockheed Martin. Contudo, dez anos é um prazo demasiado dilatado para o problema iminente que é da substituição da perigosamente envelhecida mas numerosa frota de 90 aviões Phanton F-4… Para o seu lugar, o Japão não poderá contar com o ATD-X ou o seu sucessor, mas um avião a adquirir nos próximos anos e que esteja já disponível… Assim, poderá ter que adquirir F-35s, ou as versões mais avançadas do F-18 (o SuperHornet) ou do F-15 que fabrica localmente sob licença. Alternativamente, poderá procurar alternativas fora do seu fornecedor habitual de armamento, os EUA, já que a recusa dos EUA em lhe vender o F-22A caiu muito mal em muitos sectores da governação nipónica… Logo o europeu Typhoon ou o Rafale françês são também alternativas plausíveis.

Sabe-se que em 2005, a Mitsubishi enviou para França um modelo do avião para que este fosse aqui testado e isso pode implicar que haverá uma coparticipação francesa, já que não há vontade política de ver americanos no projecto, depois do fiasco que foi a recusa de compra de F-22…

Fonte:
Strategy Center

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Sobre a pesca à baleia no Japão e… os gostos culinários dos seus jovens


(Só um deles é que gosta de carne de baleia… in http://www8.cao.go.jp)

Um dos argumentos usados pelo governo japonês para manter a sua polémica e quase universalmente criticada atividade de pesca às baleias tem a ver com o desejo de preservar a “forma tradicional de vida” de algumas cidades costeiras e que alimenta uma rede de restaurantes de “sashimi” (carne de baleia).

Tóquio espera capturar mais de mil baleias por ano, com fins “científicos”, mas espera também recolher da “International Whaling Commission” autorização para recomeçar a captura comercial de baleias ainda este ano. Os japoneses criticam os ocidentais que classificam a pesca de baleia como “bárbara”, alegando que as televisões mostram sempre a fase da captura em que o sangue transborda para o Oceano e tinge de vermelho as águas do Pacífico, mas que não mostram com as mesma frequências as cenas em que vacas e porcos são chacinados aos milhões em todos os matadores da Europa e do resto do mundo. Pessoalmente, não posso deixar de compreender o argumento e a evidente hipocrisia ocidental que exprime. O sofrimento de qualquer mamífero evoluído devia ter tido sempre em conta em qualquer regime ou opção alimentar. Economicamente, o rendimento de energia que decorre da conversão das matérias vegetais absorvidas por vacas e suínos em energia, na nossa mesa, é um processo ineficiente, e de facto, uma dieta à base de carne só é justificável pelo seu sabor, não pela sua necessidade imperativa, como demonstram bastantes estudos, especialmente se a dieta fôr complementada com leite, ovos e peixe. Mas serão assim tão comparáveis o gosto ocidental por carne com a pesca comercial à baleia praticada (sob pretextos “científicos”) pelo Japão? Não o cremos… Em primeiro lugar, vacas e porcos não estão à beira da extinção, como estão a maior parte das espécies de baleias, alvo de séculos de pesca sistemática. Em segundo lugar, as baleias são mamíferos muito inteligentes, tendo algumas espécies um certo de tipo de linguagem, e logo, de cultura que passam de geração em geração (ver AQUI).

Um estudo conduzido pelo professor Hal Whitehead, da Universidade de Dalhousie, no Canadá demonstrou que as baleias aprendem umas com as outras e que passam informação de geração em geração, cumprindo assim os dois requisitos essenciais de uma “Cultura” humana. As suas canções de acasalamento são uma prova física dessas culturas, já que evoluem, não são estáticas ou o resultado da recomposição de vários padrões conhecidos, como sucede com as aves, mas o produto de criações originais, que evoluem e cujos padrões são reproduzidos e adaptados por vários indivíduos da espécie, até um ponto em que, anos depois da canção original, a variação é tão diferente que quase não é reconhecida enquanto tal. Algumas espécies de baleias – como a Orca – têm dialectos diferentes de grupo para grupo, exactamente como os seres humanos possuem dialectos e línguas diferentes entre si, e o mesmo se passa com os cachalotes que são tão comuns nas águas dos Açores… Terão os Homens direito que caçar até à extinção as únicas criaturas que além de si próprios também têm uma cultura, ainda que pela falta de polegares oponíveis, não sejam capazes de construir ferramentas e de terem uma civilização material como nós?

Contudo, se os pudores morais parecem não ser suficientes para demover o Japão das suas intenções de continuar a ser o único país do mundo, além da Noruega e da Islândia a caçar baleias, os gostos culinários das novas gerações de japoneses podem estar a resolver o problema… Os jovens japoneses não revelam grande interesse por este prato da culinária tradicional, tendo um inquérito recente indicado que só 12% dos jovens nipónicos apreciam o sabor da carne de baleia… Assim sendo… O problema vai acabar mesmo por resolver, não na mesa das negociações mas… graças ao palato dos jovens japoneses.

Fontes:

http://www.terradaily.com/reports/Japanese_whalers_stand_firm_as_controversy_grows_999.html http://www.iwcoffice.org/ http://www.sciencentral.com/articles/view.php3?article_id=218392150&language=english

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Máquinas portáteis de… Karaoke!

Um fabricante japonês vai lançar uma… máquina portátil de karaoke. Dando continuidade a um apelo atávico que parece contaminar de uma forma extraordinária a população nipónica, a Takara Tomy, vai comercializar o “Hi-kara”, sob a forma de um cubo de 7 cm de lado que permite que o karoquista escolha uma canção (que pode carregar da Internet e passar por USB para o “Hi-kara”) e que expõe o seu vídeo num pequeno écran de LCD de 5 cm. A privacidade fica assegurada pela existência de auscultadores, permitindo o uso do aparelho até nestas condições:

Se ficou interessado nesta proposta, reserve uns 60 euros na sua bolsa… O aparelho foi concebido, segundo o seu diretor de Marketing, para os jovens que não podem fazer karaoke em locais ao ar livre ou em quartos de dormitório. É que segundo a lei japonesa, os jovens com menos de 16 anos devem deixar as festas de karaoke pelas 18:00 e só quem tenha mais do que 18 pode ficar atè ás 23:00. O que de qualquer forma nos dá a conhecer que a Lei japonesa se dedica a regular essa importante matéria (para o Japão) que é o karaoke…

Fonte:

http://www.reuters.com/article/oddlyEnoughNews/idUSKUA04453720080620

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O Kaguya japonês: o melhor satélite actualmente em órbita lunar

Selene

(O Kaguya in http://www.jaxa.jp)

Existem hoje mais de meio milhar de satélites activos em órbita da Terra. Nada de parecido se passa em torno da Lua, mas… na sua devida escala, cedo haverá por aqui um pequeno engarrafamento. A China, a Índia, o Japão, a Rússia e os EUA enviaram, têm ou estão a enviar satélites para a Lua. Destes países, dois já têm satélites activos: o Japão e a China orbitam neste momento o nosso satélite natural. O Kaguya japonês (antes chamada de Selene) chegou à Lua em 2007 e a sua missão é a de fazer mapas detalhados da superfície lunar, procurando água gelada em crateras profundas e resguardadas da luz solar e estudar o campo gravitacional da Lua. A sonda japonesa é a maior e mais poderosas de todas as sondas actualmente na Lua, consistindo em três satélites distintos, separados entre si e com instrumentos excelentes, cumprindo trabalho e recolhendo dados que mais nenhuma outra sonda pode fornecer e sobretudo, consegue apontar todos os seus instrumentos para um único local no solo lunar e recolher dados em simultâneo. No total, o satélite principal da Kaguya transporta 13 instrumentos diferentes, o que dá uma boa medida da escala e da ambição lunar japonesa.

Fonte: NASA Podcast, Fevereiro de 2008

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O “H-II Transfer Vehicle” (HTV)” japonês: mais um cargueiro pesado para a ISS

HTV

(O “H-II Transfer Vehicle” (HTV)” japonês: mais um cargueiro pesado para a ISS in http://www.spaceflight.esa.int)

A agência espacial japonesa (JAXA) mostrou à imprensa, em 17 de Abril um modelo à escala real do seu “H-II Transfer Vehicle” (HTV). O HTV é um veículo espacial não-tripulado que deverá servir a Estação Espacial Internacional (ISS) de uma forma muito semelhante aquela que já cumprem atualmente as ATVs europeias e as Progress russas.

Em exposição estiveram o módulo pressurizado de logística, concebido para o transporte de mantimentos e abastecimentos para a ISS, um módulo de carga despressurizado, o módulo de aviónica para controlo do veículo e ainda o terceiro módulo do HTV, o importante módulo de propulsão.

Quanto o primeiro HTV estiver terminado será a maior nave espacial jamais construída no Japão, com um comprimento total de dez metros e um peso de 16,5 toneladas. Depois de testado no vácuo, o HTV será colocado em órbita a partir do espaçoporto de Tanegashima no Verão de 2009 por um lançador H-IIB. Nesse seu primeiro lançamento, o HTV vai transportar seis toneladas de abastecimentos para a ISS. A atracagem do veículo será em tudo diversa daquelas realizadas pelas Progress (manualmente, por controlo remoto a partir da ISS) ou pelas ATVs (automaticamente, por GPS e laser), já que quando o veículo japonês estiver mais próximo da ISS, o braço robótico canadiano “Space Station Remote Manipulator System” (SSRMS) vai agarrar o HTV e conduzi-lo até ao ponto de atracagem com a Estação.

Como as Progress e ATVs, depois de atracado, o veículo será esvaziado da sua carga e começa a ser preenchido com desperdícios diversos da Estação, sendo libertado ao fim de cerca de seis meses e caindo sobre o Pacífico numa destruição controlada. O Japão espera lançar entre uma a duas HTVs por ano. Enquanto estiver ligado à ISS, o veículo fornecerá algum espaço útil à tripulação da Estação, algo que não é desprezível num local fisicamente tão limitado como a Estação Espacial Internacional…

Desta forma, o Japão assume-se como um dos parceiros principais da Estação Espacial Internacional ao conceder-lhe um meio essencial de manutenção em órbita e das condições de sobrevivência de uma tripulação que deverá subir brevemente de 3 para 6 astronautas permanentes. O “cavalo de batalha” da ISS, o Shuttle, deverá ser descontinuado em 2010, e existem suspeitas que a Rússia também deverá substituir por essa data as suas Progress por um outro veículo (pós-Kliper?). Assim, o grosso da tarefa essencial de abastecer a ISS caberá ao ATV europeu e ao HTV japonês, qualquer um deles, com mais capacidade de carga que as naves russas e disponíveis muito antes de qualquer cápsula americana da SpaceX (ou de um outro subcontratado da NASA) chegar à Estação.

Fontes:
http://www.jaxa.jp/projects/rockets/htv/index_e.html

http://iss.jaxa.jp/en/htv/index.html

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