Posts Tagged With: ISS

O módulo “Tranquilidade” foi instalado na ISS

Os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) conseguiram instalar o “módulo-janela” na ISS. O novo módulo tem o nome de “Tranquilidade” e será o último grande componente a ser somado à ISS.

O “Tranquilidade” é basicamente uma cupola com seis janelas laterais e uma sétima ao topo, ao centro. O módulo oferecerá aos astronautas na ISS uma visão panorâmica da Terra e do Espaço. Apesar de ser a última adição à ISS, a sua colocação na Estação não foi isenta de problemas… Parafusos encravados dificultaram seriamente a operação de instalação do módulo, aparentemente porque em terra foram apertados demasiado. Só com o braço robótico da ISS é que foi possível soltar os parafusos e instalar finalmente o “Tranquility”. Comunicações intermitentes também afetaram toda a operação de instalação do módulo, mas agora a principal missão do Space Shuttle Endeavour está cumprida e a ISS recebeu uma importante adição que irá modificar profundamente a sua capacidade de observação do globo.

Fonte:
http://www1.voanews.com/english/news/International-Space-Stations-Room-with-a-View-in-Place-84419302.html

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A Estação Espacial Internacional (ISS) pode agora ser vista a olho nú

A Estação Espacial Internacional (ISS) pode agora ser vista a olho nú durante o dia. Ainda que seja mais fácil encontrá-la olhando numa janela de um avião voando a alta altitude, com alguma sorte e perante boas condições atmosféricas, podemos também observá-la no solo.

A ISS pode ser vista como um ponto de luz branca movendo-se com relativa rapidez no céu ou como um circulo de luz prateada no final do dia, no ocaso do Sol. A visão é favorável naqueles dias em que por volta do meio-dia conseguimos ver a Lua e geralmente conseguimos seguir a passagem do ponto de luz que é a ISS durante dez ou vinte minutos seguidos, período após o qual os painéis solares perdem o ângulo ideal de reflexão da luz solar e a ISS desaparece da nossa visão.

Esta observação era impossível até à pouco tempo, mas com a recente instalação de novos painéis solares e o consequentemente aumento da sua área total de 108 por 73 metros o seu reflexo é muito maior… As hipóteses de ser vista a partir do solo são ainda maiores se o Space Shuttle ou uma Soyuz estiver atracada à Estação, o que aumenta a sua capacidade de reflexão.

A ISS ainda não parou de crescer e brevemente vai receber mais uma adição na forma do laboratório espacial que o Japão irá atracar à Estação muito brevemente.

Se tivermos mesmo muita sorte, podemos até ver um pequeno clarão de luz quando os painéis mudam de ângulo, em relação ao Sol e ao observador no solo, e brilham subitamente durante alguns segundos. Estes clarões também ocorrem durante a noite, mas quando a ISS ainda está iluminada pelo Sol, e aqui podem ser mesmo muito visíveis… Mesmo mais do que Vénus, outrora o mais brilhante objeto no céu noturno, ou um satélite da rede de telemóveis Iridium, também muito visíveis por causa dos seus painéis solares.

Fonte:
http://blogs.crikey.com.au/planetalking/2009/06/18/how-to-see-the-iss-in-broad-daylight/

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Infelizmente os astronautas da ISS não podem beber a água reprocessada da… sua própria urina. Que pena…

Todo o sistema de purificação de água da ISS, numa réplica em terra em http://regmedia.co.uk

Todo o sistema de purificação de água da ISS, numa réplica em terra em http://regmedia.co.uk

Uma avaria inesperada fez cancelar os testes na Estação Espacial Internacional a um sistema que… converte a urina dos astronautas em água bebível. Beargh. Aparentemente, o Controlo de Missão terá detectado um “fluxo de líquido” inferior ao esperado para o “processador de urina”. Alguns dias depois, em finais de março, o Controlo de Missão enviou instruções para substituir um reservatório de um filtro, mas o problema de fluxo permaneceu…

Descansem os mais preocupados que na ISS, os astronautas não dependem apenas de urina reciclada para sobreviver. Felizmente, este sistema é apenas uma parte de um sistema mais amplo que recolhe água bebível (supostamente “pura”) de outras fontes como o suor e condensação, reutilizando-a depois para ser bebida, para a preparação de alimentos, banhos e para a fabricação de oxigénio (por eletrólise). Atualmente, os recicladores por suor e condensação funcionam na perfeição e como bons sistemas redundantes que são (como quase tudo o que é enviado para o Espaço) não falta água aos astronautas. O problema é que o débito atual do sistema não é suficiente para manter a tripulação de seis astronautas que a ISS deverá ter ainda antes do final deste ano. Logo, a plena reparação do sistema de reprocessamento de urina é urgente (escrito assim ainda soa pior!)

Fonte:
http://www.space.com/missionlaunches/090322-sts119-urinerecyler-update.html

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O futuro dos EUA no Espaço: Cooperação com empresas privadas? (SpaceX e Orbital)

A “Estação Espacial Internacional” (ISS) depende de abastecimentos regulares em ar, água e comida para os seus tripulantes, além de combustível para se manter em órbita estável. Por isso, com a retirada de circulação dos últimos 3 Shuttles em 2010 os EUA deixarão de poder participar nesses vitais abastecimentos. Na altura, os astronautas norte-americanos a bordo da Estação vão depender dos russos para chegar e sair da ISS, mas também do ar, água e da comida trazida pelos cargueiros Progress russos… Suprema humilhação.

Os atrasos do novo lançador dos EUA, o duo Ares-Orion, fazem com que este esteja apenas disponível a partir de 2015 e com o Shuttle fora de serviço em 2010 isso implica cinco anos sem capacidade de lançamentos tripulados. De facto, a coisa é ainda mais grave, porque em abril do ano passado, a NASA informou o Congresso dos EUA que deixaria de comprar espaço nos cargueiros russos Progress a partir de 2011. Assim, e com a NASA fora da equação, restam a ESA europeia com os seus ATVs e o Japão. Ou então, opções privadas de empresas norte-americanas. A NASA em 2006 tinha aberto a possibilidade de empresas particulares desenvolverem um sistema próprio para enviar abastecimentos para a ISS. Em dezembro de 2008, a NASA seleccionou duas empresas, a SpaceX e a Orbital Sciences Corporation para essa tarefa, algo que terão que começar a fazer a partir de 2016.

Elon Musk da SpaceX afirmou que “mesmo quando o Ares-Orion estiver pronto, é desperdício usá-lo para abastecer a Estação. Será incrivelmente dispendioso. Assim a NASA olhou para o sector privado para resolver o problema.”

A SpaceX vai abastecer a ISS com uma versão do seu foguetão Falcon 9, um lançador capaz de colocar quase 10 toneladas de carga útil em órbitas baixas.

//www.skyrocket.de)

(O Taurus 2 in http://www.skyrocket.de)

O Falcon 9 será capaz de colocar em órbita a cápsula Dragon, com três metros e meio de diâmetro, transportando até 2500 kg de carga ou uma tripulação de até sete astronautas. A Dragon regressará à Terra recorrendo a paraquedas para refrear a sua queda até uma amaragem, usando o mesmo método que as cápsulas Apollo. O foguetão Falcon 9 colocará o Dragon em órbita após o que este manobrará de forma autónoma até chegar à ISS. A cápsula estará equipada com uma torre de fuga, de garantirá a ejecção da Dragon em caso de anomalia séria com o foguetão lançador.

O primeiro teste real com o par Falcon 9-Dragon terá lugar em 2010, com uma missão real ainda no mesmo ano, de acordo com os planos da SpaceX.

Além da SpaceX, também a Orbital Sciences Corporation tem uma solução para o envio de abastecimentos para a ISS. A sua solução consiste no foguetão Taurus 2 e da cápsula Cygnus. Contudo, a Cygnus será muito mais limitada do que a Dragon da SpaceX, já que não foi concebida para transportar astronautas para o Espaço, apenas carga útil. A capsula da Orbital poderá transportar até duas toneladas, com módulos pressurizados e despressurizados, como o ATV europeu. Como a SpaceX, a empresa espera realizar o seu primeiro teste na última parte de 2010. O Taurus 2 encontra as suas origens no reputado e fiável foguetão Delta 2, que deixará de ser usado por volta de 2010 e substituído pelos Atlas 5 e pelo Delta 4.

Estas duas soluções, que são perfeitamente compatíveis entre si poderão conceder à NASA os meios suficientes para manter a sua presença autónoma no Espaço e garantir a transição a partir do Shuttle… Poderão até constituir uma alternativa viável mas mais ligeira e menos onerosa aos sistemas atuais da NASA…

Fonte:
http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7800721.stm

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Em pleno ambiente renovado de “Guerra Fria” com a Rússia, a NASA prepara-se para embarcar os seus astronautas em… cápsulas russas


(A cápsula Dragon da SpaceX in http://www.hobbyspace.com)

A NASA anunciou novos atrasos no seu programa de regresso à Lua… A “Orion“, a nave espacial criada par tomar o lugar da frota envelhecida para além do patamar do perigo máximo, como demonstraram até á exaustão os dois acidentes fatais com o Shuttle, sofreu novos atrasos e agora, em vez de ser lançada em 2013, será lançada pela primeira vez apenas em 2014.

Segundo responsáveis pela agência espacial americana, NASA, o atraso deveria-se a “dificuldades técnicas” a um orçamento pouco ambicioso.

O vôo de 2013 (agora atrasado até 2014) era um voo experimental, já que o primeiro voo efetivo da cápsula até à Estação Espacial Internacional (ISS) terá lugar apenas em Março de 2015, como previsto e como determinado inicialmente pelo Congresso dos EUA.

A “Orion” é a parte mais importante – juntamente com o novo lançador Aries – do programa espacial norte-americano designado como “Constellation” que tem como apogeu a construção de um novo lander lunar capaz de levar 3 astronautas até ao solo do nosso satélite natural.

Este atraso não parece colocar ainda em risco a data de entrada em funcionamento pleno da Orion, mas a margem de erro entre a disponibilização da nova cápsula e o primeiro lançamento da mesma, reduziu-se… E com ela a hipótese de os EUA terem que depender totalmente da Rússia durante mais um ano além do inicialmente previsto, isto é após o último voo do Shuttle em Maio de 2010… E isto dará aos EUA quatro anos voando os seus astronautas em naves Soyuz russas (pagando bilhete!) num contexto de regresso da Guerra Fria e de afastamento da Rússia dos principais fóruns de segurança internacionais… Ou a NASA começa a receber muito depressa os recursos necessários não para recuperar o atraso de um ano, mas para o transformar numa intensa aceleraçao ou o COTS consegue levar astronautas americanos para a ISS em 2011 (alguns concorrentes esperam realizar um voo de demonstração ainda em 2010, como a Orbital, a SpaceX ou a Rocketplane-Kistler). Ou seja… Ou os privados resolvem o problema para uma NASA que luta com a falta de fundos. A SpaceX prevê realizar o seu primeiro voo COTS com uma cápsula Dragon em 2009, mas enviar astronautas apenas a partir de 2010 e a Kistler lançará a sua primeira K-1 de demonstração em finais de 2008.

Fontes:
http://www.space-travel.com/reports/Space_Shuttle_successor_will_not_fly_before_2014_NASA_999.html
http://www.associatedcontent.com/article/908615/nasa_space_shuttles_last_flight_tentatively.html
http://www.nasa.gov/mission_pages/exploration/news/COTS_selection.html
http://www.orbital.com/AdvancedSpace/COTS/

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Há vírus nos computadores da ISS (Estação Espacial Internacional)

(Está demasiado feliz porque acabou um jogo online e levou (sem saber) com o Gammima? in http://www.nasa.gov)

A NASA confirmou recentemente que alguns laptops levados para a Estação Espacial Internacional (ISS) estariam infectados com um vírus intitulado Gammima.AG. Estes computadores teriam sido levados para a ISS em Julho deste ano, não sendo certo como acabaram infectados com o vírus, ou seja, se já estavam infectados antes de serem levados para a ISS ou se aí chegaram livres de infecção e depois foram contaminados, já em órbita. A NASA neste momento inclina-se para que tenham sido contaminados já na ISS por uma “USB drive” trazida para o Espaço por um astronauta, dado que o W32.Gammima.A se propaga precisamente desta forma, copiando-se para todos os media removíveis que sejam ligados ao Windows infectado.

Não é a primeira vez que um vírus de computador chega ao Espaço, segundo a NASA, ainda que não tenha revelado em que circunstâncias essas infecções anteriores ocorreram, nem será certamente a última, mas se desta vez nenhum dos delicados e sensíveis sistemas informáticos que controlam aspectos essenciais da sobrevivência da ISS e dos seus astronautas estiveram em risco, quer por que estes dois laptops infectados não estavam ligados na rede dos sistemas de comando e controlo da ISS, quer porque a natureza do próprio vírus não é a de destruir sistemas ou ficheiros, “apenas” propagar-se e roubar passwords de jogos online populares no extremo oriente (como o “Maple Story”, o “HuangYi Online” e o “Talesweaver”), a verdade é que se estes computadores serviam para correrem programas nutricionais e… para enviar correio eletrónica para a Terra, então é porque estavam de alguma forma ligados à rede local da ISS… Talvez a uma DMZ, ou uma rede protegida por firewalls, mas uma rede ligada de qualquer forma à rede principal da Estação e logo, teoricamente contaminável ou pior ainda… penetrável… Atualmente, os dados de Internet que vão e saiem da ISS são alvo de um scan de antivirus, pelo que não é provável (ainda que não seja impossível) que um virus entre na ISS por correio eletrónico, ftp ou por uma outra forma idêntica

Desta história, o que maior espanto causa é a admissão, por parte da NASA, de que os dois laptops infectados não tinham qualquer tipo de software anti-vírus! Como é isso possível?!

O vírus foi detectado pela primeira vez – na Terra – em Agosto de 2007 e parece ter sido criado para extrair passwords usadas em vários jogos online enviado-as depois para um certo servidor, algures no extremo oriente. Com que intenção? Sabe-se lá… Será que há hackers orientais tão viciados nestes jogos que se preocuparam em obter os dados dos seus concorrentes tanto ao ponto de desenvolverem e disseminarem um vírus só para este efeito? Decididamente, nunca compreenderei estes orientais…

Fontes:

http://news.bbc.co.uk/2/hi/technology/7583805.stm

http://news.yahoo.com/s/cnet/20080827/tc_cnet/83011138631002727076

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A ASU da Estação Espacial avariou… Correcção: A Sanita da Estação Espacial avariou


(A Sanita de “gravidade zero” da ISS, ou “ASU” in http://astronomy.neatherd.org)

Decorre neste momento um drama a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS): a única casa de banho da Estação Espacial está avariada. Conhecida pelo nome algo pomposo deASU (Ассенизационно-Санитарная Установка, ou “Waste Management System”)

Este problema trivial e relativamente comum em Terra é grave para a Estação, porque ao contrário de nós, a ISS não pode chamar um canalizador e substituir simplesmente a sanita avariada, mas tem que esperar pacientemente (ou “impacientemente”) pela próxima visita do shuttle Discovery para que este transporte uma nova sanita espacial… Ou melhor, componentes para uma nova, já que o Shuttle já vai transportar o grande laboratório espacial japonês Kibo com as suas 4,2 toneladas e a sua carga se encontra já muito perto dos limites do Discovery.

A sanita, construída na Rússia, como a maioria dos componentes mais básicos da Estação, deixou de funcionar em meados de Maio quando uma ventoinha deixou simplesmente de funcionar, após a emissão de “um ruído muito alto” e a parte de “gestão de resíduos líquidos” (urina…) deixou de funcionar, a “gestão de resíduos sólidos” (excrementos…) felizmente, permanece operacional. O problema já tinha acontecido várias vezes no passado, mas sempre foi resolvido e foi descrito pela NASA como “a unidade deixou de providenciar sucção”, algo essencial já que a ISS está a gravidade zero e não se pretende que gotas de urina fiquem soltas, flutuando pela Estação… Desta vez, contudo, tal não tem sido possível e a única solução aparente da avaria passa pela substituição de todo o equipamento.

A tripulação da ISS, composta atualmente apenas por 3 astronautas, um número que deverá subir brevemente, tornando ainda mais agudo o problema, tem resolvido a questão de forma provisória visitando a cápsula Soyuz que está atracada à ISS, a qual tem a sua própria sanita, mas com muito menor capacidade que a da ISS, o que quer dizer que foram forçados a espalhar a sua urina em sacos que estão a guardar algures na apertada Estação Espacial.

E quem disse que a vida de astronauta era só glamour?…

Fontes:

http://www.cnn.com/2008/TECH/space/05/27/space.toilet.ap/

http://www.theregister.co.uk/2008/05/28/iss_asu_failure/

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A “Magic Dragon”: Uma cápsula tripulada que nunca chegaria a voar…

(http://static.flickr.com)Magic Dragon

A primeira cápsula tripulada construída por privados foi construída e entregue à SpaceX para voar no seu Falcon 5. A cápsula “Magic Dragon” foi desenhada pelo britânico Andy Elson, um engenheiro que já concebeu cápsulas para balões de altas altitudes. A cápsula foi criada para levar cinco tripulantes até à Estação Espacial Internacional (ISS) ou para ficar aqui instalada como cápsula de escape de emergência. Cada um dos seus lugares tem um portátil ligado a ele. A versão de carga da “Magic Dragom” não tem naturalmente estes assentos.

Numa das suas extremidades, a “Magic Dragon” tem um módulo de acostagem compatível com a ISS (“ISS common berthing module (CBM)”) numa das extremidades e um módulo de propulsão e escudo de calor para a reentrada na oposta. Actualmente, a “Magic Dragon” arrisca-se a nunca voar, já que a SpaceX abandonou o projecto de construir o Falcon 5 e avançou para outro modelo, o Falcon 9… O “Magic Dragon” devia efectuar uma descida controlada na atmosfera sem o recurso a paraquedas, mas recorrendo apenas a retro-foguetes. Estes, poderiam ser também utilizados como um sistema de fuga em caso de emergência. Obviamente, o módulo escudo de calor-propulsão teria que ser muito grande, e de facto era maior do que a própria cápsula.

Inicialmente, a cápsula devia transportar apenas três tripulantes, mas a SpaceX alterou posteriormente os planos de forma a incluir cinco pessoas. Não é claro, contudo, porque é que o desenhador britânico não conseguiu obter detalhes sobre as dimensões exactas do Falcon 5. Outro problema residia no módulo de propulsão-escudo de calor que Any Elson não estava encarregado de conceber. De algum modo, a SpaceX parece ter encomendado este trabalho e depois ter-se desinteressado do resultado do mesmo, provavelmente no mesmo momento em que decidiu encerrar o projecto do Falcon 5 e avançar com o Falcon 9.

Depois de um meio-fracasso com o primeiro lançamento de um Falcon 1, a SpaceX planeia em Junho de 2008 realizar um segundo lançamento do foguetão com uma carga útil da DARPA. Um terceiro lançamento terá lugar ainda antes do final de 2008.

Fonte:

http://www.flightglobal.com/articles/2008/04/15/222995/picture-uk-built-spacex-capsule-revealed.html

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Sobre os problemas graves (“queda balística”) da Soyuz TMA-11 no seu regresso à Terra

(Lançamento da Soyuz TMA-11 in http://www.foxnews.com)

Algo parece ter corrido muito mal no regresso à Terra da cápsula Soyuz no dia 20 de Abril… Fontes da própria indústria espacial da Rússia admitiram que os seus três tripulantes só se salvaram por mero “milagre”. A Soyuz TMA-11 aterrou a 420 Km do ponto previsto, no final de uma queda livre (o termo “trajetória balística” é um eufenismo técnico) que só foi registada na história da indústria espacial russa por duas outras vezes, em 2003 e em 2007, respetivamente. O desvio da trajetória ótima implicou um sobreaquecimento da cápsula e uma consequente destruição de vários equipamentos exteriores, como a escotilha de saída, a antena de comunicações e até a válvula de equilibra a pressão no interior do veículo espacial e cuja destruição poderia ter levado à despressurização da cápsula e logo, ao asfixiamento dos seus três tripulantes. A agência russa Interfax declarou que o problema resultou de uma ejecção defeituosa do módulo de propulsão da Soyuz, o que impediu o funcionamento adequado do escudo de calor da cápsula, o que explica o calor invulgar sentido no interior da cápsula e as destruições de equipamentos exteriores.

A entrada balística implica também uma carga de 8 Gs durante cerca de um minuto… mais do que muitos de nós poderíamos suportar sem sofrer um ataque cardíaco. As notícias publicadas pelas televisões nacionais indicavam que “a tripulação tinha optado por uma trajectória balística”, quando na verdade, a NASA declarou que “nada nas ações da tripulação poderiam ter levado a isto”, desmentindo assim essa tese sugerida pelos russos. Durante a descida, a tripulação viu fumo dentro da cápsula e um painel de controlo desligou-se várias vezes. Não é claro que o fumo vinha do interior da Soyuz ou do exterior, através das condutas de ventilação.

Os danos foram tão profundos que quando a cápsula tocou o solo os astronautas ficaram uma hora fechados dentro da cápsula até que o russo Yuri Malenchenko conseguiu arrombar a escotilha soldada pelo calor da reentrada e usar o seu telefone satélite de reserva para chamar os helicópteros de resgate.

Ainda que não se saiba o que levou o computador interno da Soyuz TMA-11 a iniciar uma descida balística e isso só venha a ser conhecido quando o inquérito russo fôr publicado daqui a um mês, mas para já a NASA suspeita de uma largada deficiente do módulo de propulsão da Soyuz (que normalmente é ejectado pouco antes da reentrada) ou de um cabo externo que pode ter entrado em curtocircuito.

A Soyuz transportava de regresso à Terra, depois de uma estadia na Estação Espacial Internacional (ISS) o astronauta russo Yuri Malenchenko, a americana Peggy Whitson e a sul-coreana Yi So-yeon, que esteve prestes a encerrar com chave de chumbo a primeira visita ao Espaço de um astronauta sul-coreano.

(Reentrada da Soyuz TMA-9/13S a 28 de Setembro de 2006)

Este incidente – o terceiro nos últimos anos – indica que começam a multiplicar-se para além do tolerável os problemas de qualidade na construção das Soyuz. E isto está a preocupar seriamente a NASA que utiliza as cápsulas Soyuz para transportar os seus astronautas de e para a ISS. Apesar destes incidentes, o sistema Soyuz continua a ser extraordinariamente fiável, como aliás demonstra o desfecho último desta descida e sem elas, entre 2003 e 2005 a ISS teria que ter sido abandonada e teria tombado no Pacífico, sem os essenciais abastecimentos de combustível para se manter em órbita. E a partir de 2010, sem os Shuttle e ainda sem Orion nem Kliper, serão novamente o único suporte da Estação, por isso, deixar de usar as Soyuz está completamente fora de questão, para já…

Fontes:

http://sic.aeiou.pt/online/noticias/vida/220408_Astronautassalvaramsepormilagre.htm

http://www.space.com/missionlaunches/080422-soyuz-landing-update.html

http://www.space.com/news/080422-nasa-russia-soyuz-update.html

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O cargueiro espacial europeu (ATV) “Jules Verne” já está atracado à ISS


(Vídeo da aproximação e atracagem do ATV na ISS)


(Vídeo oficial da ESA sobre o ATV)

O primeiro cargueiro europeu Automated Transfer Vehicle” (ATV), com o nome muito apropriado de “Jules Verne” está agora atracado à Estação Espacial Internacional (ISS). O cargueiro vai trazer mantimentos vitais para os astronautas que trabalham em permanência na ISS e daqui a seis meses será usado para que o lixo resultante da ocupação normal da Estação seja destruído quando o ATV se soltar da ISS e cair controladamente sobre a Terra.


(Lançamento do ATV por um foguetão Ariane 5 ECA, da Guiana Francesa em 9 de Março de 2008 )

O ATV tem o tamanho aproximado de um autocarro de dois andares e é o projecto espacial mais ambicioso jamais executado na Europa. O veículo não-tripulado transporta mais de 7,5 toneladas de carga útil (6 toneladas de combustível interno, 270 Kg de água potável, 80 Kg de roupas, 500 Kg de alimentos e 136 Kg para o módulo laboratorial europeu Columbus ).

de água, alimentos e de outros consumíveis para os astronautas e 860 Kgs de combustível para elevar a altitude da ISS, compensando a perda de altitude de algumas centenas de metros que a Estação sofre todos os dias. No momento do seu lançamento, o “Jules Verne” pesava quase 20 toneladas, mas gastou algum combustível em diversas manobras de teste que realizou antes de atracar à ISS e o lançamento foi também ele um momento único, já que o ATV com as suas 10 toneladas foi a carga mais pesada jamais lançada pelo Ariane 5. O veículo tem uma área pressurizada de 50 metros cúbicos, quase a mesma área de um contentor comum.

Um dos maiores desafios com o ATV foi a concepção de um sistema de atracagem totalmente computorizado, um elemento tão importante do veículo que esteve, aliás, na origem da designação “Automated Transfer Vehicle” (“Veículo de Transferência Automática”). Os cargueiros russos Progress são guiados manualmente até à ISS e o mesmo acontece com os Shuttles da NASA, mas o ATV é capaz de atracar sozinho, de uma forma perfeitamente autónoma, graças a um sistema GPS até aos 280 metros da Estação, altura em que o resto do percurso é guiado por laser. O controlo desta tecnologia é essencial para a construção de grandes estruturas no Espaço, como, por exemplo, a nave que um dia levará os primeiros humanos para o Planeta Vermelho. Mas, como tudo o que constrói para o Espaço… O ATV tinha um sistema de emergência: se os astronautas a bordo da ISS encontrassem um erro na aproximação do veículo poderiam abortar a aproximação carregando num botão vermelho, fazendo o ATV retirar para uma distãncia segura. Um botão amarelo, imobilizaria o veículo no Espaço.

Conceber o ATV e construir o primeiro veículo terá custado perto de 1,3 biliões de euros. Daqui a alguns meses outros quatro ATVs serão lançados, cada um custando 300 milhões de euros cada, aproximadamente o mesmo preço que custou a missão “Mars Express” que ainda hoje orbita Marte. Estes cinco ATVs já estão contratualizados, mas a ESA espera lançar ainda mais dois antes de construir o último ATV. O ATV europeu será então descartado a favor de um veículo espacial que está a ser desenvolvido em conjunto pela Europa, Rússia e pelo Japão.

Este é o primeiro voo de um ATV, com as suas notáveis 20 toneladas e vai permitir que a Europa se torne um parceiro de pleno direito na ISS ao satisfazer uma das principais obrigações contratuais que assumiu aquando do acordo Rússia-Japão-EUA-ESA a propósito da construção de uma Estação Espacial Internacional. Quando, em 2010, a NASA retirar finalmente a sua envelhecida frota de Shuttles, o ATV será o maior cargueiro a abastecer a ISS e sem ele, a operação da Estação teria que ser muito reduzida. A grande capacidade de carga do ATV (três vezes maior que um cargueiro russo Progress) fez com que inicialmente os planeadores europeus considerassem a hipótese de o tornar habitável, mas essa opção foi descartada pelo sacrifício de carga útil que implicava, assim como pelo maior custo e duração do desenvolvimento, mas sobretudo porque então as negociações com a Rússia pelo desenvolvimento partilhado do Kliper já íam bem avançadas.

Fontes:

http://www.guardian.co.uk/science/2008/mar/10/spaceexploration.spacetechnology?gusrc=rss&feed=science http://www.guardian.co.uk/technology/video/2008/apr/03/atv.esa?gusrc=rss&feed=science
http://www.esa.int/esaMI/ATV/index.html
http://www.nasa.gov/mission_pages/station/structure/elements/progress.html
http://www.youtube.com/watch?v=0cyzgOCnWjQ
http://www.planetary.org/explore/topics/space_missions/mars_express/facts.html
http://www.esa.int/esaMI/Columbus/ESAAYI0VMOC_0.html
http://www.independent.co.uk/news/science/starship-troopers-the-fleet-keeping-mankind-in-space-794369.html
http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/4286086.stm
http://www.esa.int/esaMI/Launchers_Access_to_Space/SEM0LR2PGQD_0.html

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