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O “Conselho” Mujahideen Shura atacou um posto fronteiriço egípcio

O APC egípcio capturado e depois destruído (http://www.defenddemocracy.org)

O APC egípcio capturado e depois destruído (http://www.defenddemocracy.org)

Um incidente recentemente ocorrido na fronteira egípcia de Gaza veio exportar um novo problema que começa a despontar no mundo árabe. Num ataque vindo de Gaza mais de uma dezena de militares egípcios e dois transportes blindados de tropas foram capturados. O ataque terá sido executado por “jihadistas globais” durante a noite e dirigiu-se a um posto fronteiriço egípcio, tendo tido completo sucesso.

Depois da operação, os jihadistas (termo que designa habitualmente combatentes estrangeiros paquistaneses, no Afeganistão, mas que aqui parece referir-se a combatentes tribais do Sinai) retiraram para Gaza sendo então aqui atacados a partir do ar por Israel. A operação terá terminado com uma intervenção terrestre israelita e é apenas a mais ousada e recente de uma série de incidentes semelhantes que ocorreram no Sinai (especialmente no norte) desde há um ano e que levaram a que o Egito pedisse a Israel autorização para deslocar para esta região desmilitarizada (desde o tratado de paz) APCs como estes que estiveram envolvidos neste incidente.

Fontes israelitas ligam este ataque ao “Conselho” Mujahideen Shura, uma organização que alegam ter ligações ao que resta da Al Qaeda.

Fonte:
http://www.longwarjournal.org/archives/2012/08/global_jihadists_ove.php

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A IAF optou pelo Alenia Aermacchi M-346 Master

Alenia Aermacchi M-346 Master (http://www.aereo.jor.br)

Alenia Aermacchi M-346 Master (http://www.aereo.jor.br)

A IAF optou pelo Alenia Aermacchi M-346 Master para substituir o atual McDonnell Douglas A-4 Skyhawk nas funções de treinamento avançado. Segundo responsáveis da força aérea israelita, o M-346 combina caraterísticas do F-15, F-16 e do Eurofighter, algo que não acontecia com o T-50 sul coreano. Outro ponto de vantagem foi o facto do M-346 ter dois motores, enquanto o T-50 tinha apenas um. Essas caraterísticas são decisivas para preparar de forma a preparar a chegada dos F-35 à IAF.
A substituição do Skyhawk era cada vez mais urgente, não somente devido ao facto do avião ter já mais de quarenta anos, mas também (e sobretudo) devido ao facto de utilizar tecnologia muito desfasada em comparação com os aviões mais modernos da IAF, um abismo que iria aumentar ainda mais com a receção dos F-35. O M-346 tem também a vantagem de ter sido concebido desde o início como treinador avançado, ao contrário do Skyhawk.
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Israel tem capacidade para lançar mísseis nucleares de cruzeiro

Type 800 israelita da Classe Dolphin (http://www.naval.com.br)

Type 800 israelita da Classe Dolphin (http://www.naval.com.br)

Israel está a desenvolver capacidades para lançar a partir dos seus submarinos mísseis de cruzeiro capazes de transportarem engenhos nucleares. Sinais disso mesmo foram revelados na revista alemã Der Spiegel que afirma numa das suas últimas edições que os três submarinos alemães Type 800 da Classe Dolphin recentemente vendidos a Israel incluíam um “dispositivo classificado” para o lançamento de mísseis de cruzeiro com armas nucleares.

Como os submarinos já se encontram ao serviço da marinha israelita é provável que já tenham esse tipo de armamento. Além destes três submarinos, Israel vai receber mais outros três navios do mesmo tipo em 2017 os quais – espera-se – deverão ter equipamento idêntico, concedendo assim a Israel uma decisiva capacidade para responder a qualquer tipo de ataque nuclear iraniano, mesmo após um ataque desse tipo ter sido realizado sobre o seu país.

Fonte:
http://www.military.com/daily-news/2012/06/05/report-israeli-submarines-nuclear-armed.html?ESRC=topstories.RSS
http://en.wikipedia.org/wiki/Dolphin_class_submarine

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O Sistema Israelita de Defesa Aérea “Iron Dome”

Recentemente, um sistema de defesa aérea considerado impossível há apenas alguns anos atrás tem demonstrado uma eficácia notável em travar os mísseis artesanais que o Hamas lança regularmente sobre Israel. Trata-se do Iron Dome.

O sistema foi desenvolvido pela Elta Systems, pela Rafael e pelo próprio exército israelita. Um dos sistemas mais cruciais do Iron Dome foi o radar. Desenvolvido pela Elta Systems, o radar é capaz de detetar lançamentos de foguetes e orienta o lançador de mísseis intercetores a encontrar e a destruírem os alvos.

O sistema consegue intercetar mísseis e morteiros a distancias de até 70 km e é também capaz de abater aviões que voem a baixas altitudes. Desde os seus primeiros disparos, o Iron Dome registou uma taxa de sucesso superior a 90% o que é realmente notável tendo em conta o tipo de alvos e, sobretudo, o reduzido tempo de reação exigido por esse tipo de alvos.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/israels-iron-dome-anti-rocket-system-surpasses-expectations-40876/#ixzz1p0dun1Tj

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Sobre a iminente guerra Irão-Israel

Nao restam hoje muitas dúvidas de que quer Israel, quer o Irão estao hoje profundamente empenhados em planear golpes e contra-golpes… O Irão parece mesmo convencido da iminencia de um ataque israelita e deslocou unidades militares para os alvos que considera serem mais prováveis…

Um confronto militar entre Israel e o Irao é inevitável. Restam apenas dúvidas sobre a sua escala, duração e momento. Israel sabe que tem nao somente que reduzir as possibilidades de o Irao desenvolver uma arma nuclear, como tem que reduzir o papel cada vez mais importante que o Irao tem assumido no Médio Oriente devido à satelização do Iraque e do Líbano. Esse papel está a preocupar os países arabes (sunitas) a um tal ponto que estes estão prontos a deixar passar nos seus ceus os avioes israelitas sem mais que um protesto formal, mas inofensivo. Os paises arabes sabem que qualquer ataque israelita será precedido de ataques de saturacao que destruirao o poder defensivo da República Islâmica e, logo, o seu prestígio e influencia regionais.

O problema é que pode ser já tarde demais para travar o programa nuclear iraniano… E mesmo se esse objetivo for alcançado, os custos materiais e humanos para Israel serao muito provavelmente consideráveis, tamanho é o grau de dispersão, a distancia, a força das defesas aereas e a qualidade das fortificações iranianas. Além dessas perdas, Israel tem que contar também com retaliações por parte do Hezbollah libanes… E com uma possivel deriva fundamentalista shiita do regime no poder no Iraque.

Perante um ataque israelite o apoio norte-americano é certo, quer logistico, quer diplomático e até, provavelmente, militar, com bombardeamentos aereos e por misseis de cruzeiro que destruam a força aérea e os mísseis anti-aéreos iranianos, abrindo caminho aos caças-bombardeiros israelitas. Aqui, de novo, a recompensa para os Estados do Golfo (como o Bahrein) que têm maiorias shiitas e para a Arábia Saudita serão notáveis: o seu grande rival regional perderá completamente todas as garras.

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Israel está prestes a atacar o Irão?

Aviões israelitas F-15I (http://israeli-weapons.com)

Aviões israelitas F-15I (http://israeli-weapons.com)

Segundo o responsável máximo pela Inteligência militar israelita, o general Aviv Kochavi, afirmou numa conferencia de imprensa que o Irão já conseguiu fabricar urânio enriquecido numa quantidade suficiente para construir quatro bombas nucleares.

Segundo o general, o Irão terá cerca de 100 kg de urânio enriquecido a 20%, uma quantidade suficiente para as ditas 4 bombas e capacidade para as fabricar num ano, a partir do momento em que essa decisão seja tomada, não se sabendo se já o foi ou não… Oficialmente, República Islâmica continua a negar, mas com o novo bloqueio europeu às exportações de petróleo iraniano e com as ameaças do regime dos ayatollahs de fecho do Canal de Ormuz, as possibilidades de que essa ordem seja dada aumentam exponencialmente… E se esta for dada, Israel tem menos de um ano para fazer algo, porque sabe-se bem qual será o alvo prioritário desses engenhos, como de resto sucedeu também com os Scud iraquianos durante a Guerra do Golfo.

Israel poderá estar assim prestes a desencadear um ataque em larga escala às instalações nucleares iranianas. Se não o fizer, e for atacado, terá que preservar a capacidade de reacção para poder responder com uma das 300 ogivas que o estado judaico tem armazenadas.

Qualquer ataque aéreo israelita será contudo muito difícil… Em primeiro lugar, as defesas aéreas iranianas não estão “amolecidas” por décadas de bombardeamentos, como sucedida com o Iraque de Saddam, estão relativamente bem distribuídas, espalhadas pelo extenso território iraniano e bem equipadas… E Israel não tem as quantidades de mísseis terra-terra ou de aeronaves que os EUA dispõem para conduzir um ataque de saturação que torne inoperantes as defesas iranianas. E, sobretudo, Israel terá que combater no limite do raio de acção dos seus aparelhos e contra alvos muito bem protegidos e altamente reforçados contra os mais duros bombardeamentos. Assim sendo, a eficácia deste eventual ataque israelita é muito incerta… Ainda que a existência de uma dura retaliação não o seja.

Fonte:  
http://www.spacewar.com/reports/Iran_has_material_for_4_nuclear_bombs_Israeli_general_999.html

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A Mossad terá realizado um atentado num paiol iraniano de mísseis Shahab-3?

Raio de alcance do míssil iraniano Shahab-3 (www.ad-actu.fr)

Raio de alcance do míssil iraniano Shahab-3 (www.ad-actu.fr)

Quando recentemente uma grande explosão foi registada num paiol iraniano, imediatamente foi acionado um alerta de ataque aéreo porque se pensava ser o começo da vaga de bombardeamentos por parte de Israel que conta estar iminente.

Soube-se pouco depois que não, que não era o começo de nenhuma campanha aérea israelita contra o Irão. Mas agora, um artigo do jornal Times vem levantar a suspeita de que afinal a responsabilidade desse ataque pode mesmo ser atribuída a Israel…Segundo esse artigo, tratar-se-ia da obra de uma sabotagem realizada por agentes da Mossad e mais ataques semelhantes estariam a ser preparados…

De facto, no passado recente a Mossad já realizou um ataque semelhante provocando a morte a 17 guardas revolucionários iranianos, entre os quais o seu objetivo, o responsável máximo pelo programa de misseis da Republica Islâmica, o general Hasan Moghaddam.

Este alegada sabotagem ocorre no momento em que é divulgado um relatório da IAEA em que se apresentam provas de que o Irão está a trabalhar numa ogiva nuclear suficientemente pequena para poder ser transportada por um míssil Shahab-3 ou Shahab-4.

Esta sabotagem terá visado um silo de mísseis Shahab-3, quando o general Moghaddam estava presente. Os iranianos não assumem tratar-se de uma sabotagem, e provavelmente nunca o farão já que tal significaria que um dos – supostamente – mais seguros lugares do Irão era, afinal, permeável e se o era, também as instalações nucleares o podem ser…

Fonte:
http://www.guardian.co.uk/world/julian-borger-global-security-blog/2011/nov/14/iran-nuclear-weapons

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Está iminente um ataque aéreo israelita ao Irão?

F-15I israelita (http://flights.com.br)

F-15I israelita (http://flights.com.br)

Não são de ontem as noticias sobre um ataque aéreo israelita às instalações nucleares do Irão. Mas nada se sabia já há alguns meses. Contudo, no começo de novembro, o jornal israelita Haaretz publicou uma noticia segundo a qual o Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu teria pedido ao seu gabinete apoio para um ataque ao Irão.

A noticia surge após semanas de especulação mediática sobre a preparação de um tal ataque unilateral, isto é, realizado sem apoio explícito dos EUA.

A notícia do Haaretz refere que além do Primeiro Ministro, o Ministro da Defesa e o dos Negócios Estrangeiros são favoráveis a tal ataque, mas a maioria dos ministros continuam a opor-se a tal ação, como o ministro das finanças e o do Interior.

Segundo alguns peritos um ataque aéreo ao Irão no Inverno seria “quase impossível” devido à cobertura de nuvens. Logo, mesmo que o Primeiro Ministro consiga inverter a situação no seu próprio gabinete, é duvidoso que ataque seja realizado nos próximos meses, especialmente tendo em conta o elevado grau de dispersão das instalações nucleares iranianas e o seu relativamente elevado grau de proteção (bunkers e defesa anti-aéreas). De facto, qualquer operação israelita contra o Irão será sempre de alto risco. Desde logo a sua força aérea não tem os meios suficientes para a tão longa distancia conseguir atingir os alvos iranianos na secção leste deste país e depois resta sempre a questão de ter que sobrevoar o Iraque, a Jordânia e talvez a Síria no voo de ida (o que pode não ser muito problemático), mas sobretudo no de volta, com as defesas aéreas destes países preparadas para os receber… Apesar de toda a vontade do Primeiro Ministro, a operação é extremamente arriscada e certamente que iria enfurecer os iranianos, que iriam retaliar com os mísseis Scud que se sabe terem em armazém em grandes quantidades.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/In_Israel_speculation_over_strike_on_Iran_grows_999.html

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Angola cai adquirir UAVs Heron 1 a Israel

Angola vai adquirir alguns UAVs a Israel. As negociações decorrem atualmente e visam a aquisição de aparelhos Heron 1 à IAI Israel Aerospace Industries. A IAI tem estado ativa demonstrando as capacidades do UAV ao governo angolano e queniano.

Crê-se que Angola vai optar pelo Leasing deste UAV capaz de operar a altitudes médias (mais de 9 km) e de longo raio de ação e concebido para missões de reconhecimento a longas distâncias. O Heron 1 consegue descolar e aterrar de forma automática e a confirmar-se será o primeiro aparelho deste tipo a ser usado pela força aérea angolana.

Fonte:
http://stratsisincite.wordpress.com/2011/08/16/angola-to-purchase-drones-from-israel/

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Wikileaks: Israel teria destruído um reator nuclear sírio apenas alguns dias antes deste ter sido ligado, em 2007

O reactor nuclear sírio (http://markhumphrys.com)

O reactor nuclear sírio (http://markhumphrys.com)

Segundo um documento diplomático exposto pela Wikileaks, Israel teria destruído um reator nuclear sírio apenas alguns dias antes deste ter sido ligado, em 6 de setembro de 2007. Segundo o telegrama, o reator teria sido construído com ajuda norte coreana e segundo a fonte “não teria fins pacíficos”, o que seria provado pelo secretismo montado em torno destas instalações e pela recusa síria em admitir inspecções da “International Atomic Energy Agency”.

Na altura, a Síria negou que a estrutura bombardeada por Israel fosse um reator nuclear, não passando de “uma instalação militar ainda em construção”. Mas agora esta fonte diplomática parece deixar alguma luz adicional sobre a questão: era uma instalação militar nuclear, tendo necessariamente como objetivo a produção de uma arma nuclear. Sabe-se também que os EUA acreditavam que a Coreia do Norte colaborou na sua construção demonstrando – de novo e como no Irão e possivelmente no Sudão – como corresponde a um agente internacional de proliferação de armamento nuclear e um verdadeiro pária da legalidade internacional com o qual o mundo, mais cedo ou mais tarde, vai ter que lidar.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/israel-destroyed-syria-nuclear-reactor-wikileaks-30831/

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Israel vai mesmo começar a receber F-35I

F-35 Joint Strike Fighter (http://www.abc.net.au)

F-35 Joint Strike Fighter (http://www.abc.net.au)

Após alguns avanços e recuos, Israel lá acabou por avançar com a aquisição de aparelhos F-35 Joint Strike Fighter, Particularmente difícil foi convencer o Congresso dos EUA a aprovar a instalação de munições e equipamentos de guerra eletrónica de origem israelita.

A versão israelita do F-35 será designada por F-35I. Apesar destas especificidades, os primeiros aviões que a ser entregues a Israel serão idênticos aos recebidos pelos outros clientes do avião, com excepção das interfaces do cockpit que estarão prontas a receber equipamento israelita.

Israel vai também instalar um tanque de combustível adicional para aumentar o raio de alcance do avião, isto à custa da furtividade, mas compensando tal perda com o abandono do tanque exterior à medida que o aparelho se aproxima da zona de ataque, liberta o tanque e recupera a furtividade perdia. De facto, este requisito ajusta-se perfeitamente a missões de longa distancia contra o Irão, o grande inimigo atual de Israel na região… É claro que quando o F-35I entrar em operação já o Irão terá as suas bombas nucleares, pelo que Israel não está a comprar estes aviões para atacar o Irão, já que tudo indica que irá conduzir esse ataque não nos próximos anos, mas nos próximos meses.

Os primeiros F-35I começarão a ser entregues a partir de 2015 com um custo total de 2.75 biliões de dólares a troco de 20 aviões.

Fonte:

http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_generic.jsp?channel=awst&id=news/awst/2010/08/23/AW_08_23_2010_p32-249396.xml

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As operações da Mossad contra a frota de apoio humanitário a Gaza

Embora o foco mediático tenha incidido sobre a aparatosa e infeliz operação de comandos israelitas contra a frota internacional que pretendia abastecer Gaza a verdade é que os serviços secretos de Telaviv estiveram muito ativos neste episódio do já longo conflito israelo-árabe. Segundo fontes israelitas, três dos navios da frota foram sabotados pela Mossad, algo que foi sugerido pelo próprio Matan Vilnai, o ministro da Defesa do Estado de Israel, numa entrevista radiofónica. Quando o repórter perguntou ao ministro se poderia ter havido uma alternativa à operação militar que se revelaria internacionalmente tão negativa para Israel, o ministro respondeu que “todas as possibilidades foram consideradas” e acrescentado a frase muito sugestiva que “o facto é que havia menos que os dez navios que deviam participar na flotilha”… Estas declaracoes estarão ligadas às súbitas avarias de dois dos navios, o Challenger I e o Challenger II, que tiveram problemas mecânicos em Chipre, um país onde a Mossad está particularmente ativa. Os próprios organizadores da frota teriam descrito estas avarias como “muito suspeitas”… e mais tarde, também o cargueiro irlandês MV Rachel Corrie seria alvo de mais “avarias” que o afastariam da frota. Outra fonte israelita, o coronel Itzik Turgeman falando ao parlamento israelita (Knesset) diria que houve “operações cinzentas” referindo especificamente que “os motores de cinco navios foram sabotados por equipas israelitas”. Em suma, após o recente sucesso-fracasso do assassinato de um dirigente do Hamas nos Emiratos Árabes Unidos, a Mossad parece ter recuperado e o ânimo e voltado à agressividade e eficiência que sempre a caraterizou, sendo certo que neste caso não logrou o total sucesso que era necessário e que teria permitido evitar a desastrosa operação militar que levou à morte 9 ativistas e que acabaria por forçar Telaviv a aligeirar o bloqueio a Gaza, frustando assim os desejos do governo israelita e satisfazendo parte das aspirações dos ativistas e do governo do Hamas em Gaza.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Did_Israel_tamper_with_flotilla_999.html

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Israel prepara-se para possuir uma verdadeira Marinha oceânica

Tradicionalmente, Israel nunca procurou ter mais do que uma marinha costeira. Mas isso está a mudar… Israel está a avaliar a aquisição à Alemanha de duas corvetas e dois (ou mesmo três) submarinos Doplhin. Tal decisão irá transformar a marinha israelita numa verdadeira marinha de águas profundas.

Tal alteração do foco (e âmbito) só pode ser uma resposta ao maior inimigo regional de Israel, o Irão… Já que nada de substancial aconteceu nos seus vizinhos regionais, como a Síria ou o Egipto, e o Irão – pelo contrário – la está afadigado a construir mísseis balísticos e armas nucleares…

Israel irá assim adquirir duas corvetas MEKO A-100 à Blohm+Voss, equipadas com sistemas de armas israelitas. Os navios têm tripulações de 94 homens, são capazes de uns impressionantes 30 nós e têm capacidades furtivas. Transportam ainda um helicóptero médio e estão recheados de diversos lançadores de mísseis mar-terra e mar-mar, para além de um canhão automático. Cada um destes navios deverá custar a Israel cerca de 300 milhões de dólares.

Os submarinos Dolphin, são navios Tipo 212A e dois deles já estão encomendados e começarão a ser entregues já em 2012. Os navios têm um alcance teórico de 2810 milhas, mas há rumores de que foram especialmente adaptados de forma a conseguirem viajar ainda até mais longe, sem reabastecerem… Sempre tendo como objetivo o Irão, claro. Cada Dolphin pode levar até 10 mísseis Harpoon e se tudo correr como planeado, estes navios (altamente subsidiados pelos alemães, no âmbito de um plano de “reparações” às vítimas do Holocausto) irão formar uma frota de seis submarinos e poderão ser uma parte importante nos ataques preventivos que se sabe que Israel está a preparar contra as instalações nucleares da República Islâmica.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Israel_builds_up_deep-sea_navy_999.html

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Hoax: As “500 noivas do Hamas” ou “PEDOFILIA OFICIAL: CASAMENTO COLETIVO DE 450 HOMENS COM MENININHAS COM MAIS DE 4 ANOS EM GAZA”

Uma das fotos do hoax do Hamas em http://www.recordrio.com.br

Uma das fotos do hoax do Hamas em http://www.recordrio.com.br

De quando em vez falo por aqui de Hoaxes (Mitos Urbanos). E quando esta mensagem me chegou à caixa de correio… Cheirou-me logo a esturro. A mensagem que percorre a Internet lusófona sob vários títulos, mas em que predomina “as noivas do Hamas” não é, de facto, verdadeira.

O hoax parece ter começado em agosto de 2009 e consiste numa mensagem de mail ilustrada com fotografias de crianças tomando parte num casamento de grupo com homens adultos, militantes do movimento islâmico palestiniano Hamas.

A mensagem tem origens obscuras, mas não é impossível que seja um produto dos serviços secretos israelitas (Mossad) no cumprimento da sua conhecida estratégia de denegrir o prestígio internacional da polémica organização palestiniana.

O essencial – e fonte do hoax – é a presença neste casamento conjunto de meninas das famílias dos nubentes, algo que aliás é também comum em qualquer casamento católico realizado em qualquer parte do globo.

A versão original deste hoax foi publicada pela primeira vez na página pessoal do político brasileiro F. Pesaro, o vereador da megapole brasileira de São Paulo e pouco depois, repetida no site ultradireitista http://www.thelastcrusade.org.

Toda a história é falsa: as “noivas-criança” são apenas as crianças que levam os anéis aos noivos e as imagens que mostram os noivos com as meninas pelas mãos não vão casar com elas, como sugerem as imagens, mas apenas a representação de uma tradição local em que as crianças da família dos consortes os levam um ao outro, pela mão. Quem tirou as fotografias sabia disto e o deputado paulista também o sabia, provavelmente, mas nem por isso deixou de forjar esse hoax…

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Sobre a indústria israelita de lançamento de satélites e os satélites Eros, Ofek e Amos

Lançamento do satélite israelita Ofek-7 em www.mfa.gov.il

Lançamento do satélite israelita Ofek-7 em http://www.mfa.gov.il

Uma das mais dinâmicas e eficientes indústrias de construção de satélites do mundo é a de um dos mais pequenos países do Médio Oriente: Israel.

Atualmente, o país possui três famílias de satélites: a Eros, a Ofek e a Amos. Os satélites Eros são plataformas de observação da Terra em que a Defesa do Estado hebraico é a principal missão, mas também podem vender as suas imagens a clientes privados. Os Eros A1 são capazes de captar fotografias com resoluções de até um metro. Os Ofek são também satélites de reconhecimento fotográfico, mas em que a Defesa é o cliente exclusivo. Atualmente há apenas um Ofek em órbita, (lançado em 2002) já que o Ofek 6 foi destruído no falhanço do lançamento com um foguetão de origem israelita Shavit em 2004. O Ofek 7 deverá estar prestes a ser lançado, tendo como primeiro objetivo vigiar o programa de mísseis e as centrais nucleares iranianas.

Supõe-se que Israel está a trabalhar em câmaras para satélite com resoluções de até 10 cm.

Um satélite militar de comunicações, o Amos 2, foi lançado em 2003. O Amos HP, mais poderoso deveria ter sido lançado no ano seguinte, mas os israelitas parecem ter desistido de o lançar pelo Shavit, já que embora inicialmente este parecesse capaz de transportar o Amos HP, como este ficou demasiado pesado, agora Israel está a procurar um lançador de um país terceiro par colocar em órbita o seu lançador.

Israel foca a sua atividade espacial em pequenos satélites de finalidade essencialmente militar. Isto torna-o muito competitivo na promissora área dos microsatélites com pesos entre os dez e os cem quilogramas, havendo planos para os lançar a partir de aviões F-15I da Força Aérea israelita. A ideia é alterar um míssil Black Sparrow instalando um motor mais potente e colocando um microsatélite no seu nariz. Segundo os planos iniciais, o primeiro teste deveria ter tido lugar em 2008, mas algo atrasou o programa (falta de financiamento, presume-se). Esta abordagem não é nova… No passado recente, na Rússia, pensou-se fazer o mesmo com MiG-31 e neste momento a construtora britânica de pequenos satélites (que construiu o kit do PoSat-1 português) Surrey mantêm planos idênticos para lançar microsatélites de algumas dezenas de quilogramas a partir de aviões Tornado e Typhoon que voando à sua altitude máxima, fazem um voo vertical, lançando assim um míssil modificado com o satélite. Obviamente, um tal sistema será limitado a altitudes de 400 ou 500 km e logo, de uso reduzido (fotográfico e militar, essencialmente) mas cada lançamento feito assim, por um caça convencional deveria ficar em menos de 5 milhões de dólares por cada satélite de entre 60 a 80 quilogramas, o que é um preço muito inferior ao dos lançamentos convencionais.

Fonte:
http://www.secureworldfoundation.org/index.php?id=120&page=Israel_Military

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Israel e os seus pedidos pelo F-22A Raptor

Desde 2007 que se conhecem pedidos israelitas para a venda de aviões F-22A. O pedido israelita baseava-se na ameaça balística iraniana e na eminente actualização da força aérea síria, factores que desde então não esmoreceram. Desde então, a estas pressões os EUA têm respondido com ofertas do largamente inferior F-35… E esse de facto é o plano israelita que contempla a substituição de todos os atuais F-16 por F-35. Israel está a usar a seu favor o seu extenso e influente lobby, assim como os atrasos do F-35 e o disparar dos custos (200 milhões de dólares por avião) para reviver o negado pedido por aviões F-22. Assim, Israel junta-se à exclusiva lista de países que reclamam junto dos EUA por aquele que é ainda hoje o único aparelho de 5a geração do mundo.

Atualmente, os países que reclamam o F-22 parecem ter acordado em torno do acesso a uma versão de exportação – limitada – do avião, designada nalguns locais como F-22EX (“Ex” de “Exported”). A Administração Obama pode estar mais aberta a exportar o aparelho do que a autista Administração Bush, e sobretudo a imperativa necessidade de encerrar a linha de produção do Raptor em 2009 pode abrir novas possibilidades para os pedidos israelitas, japoneses, australianos e até (segundo algumas fontes) britânicos e sul coreanos. A haver entregas de aparelhos “EX”, estes seriam totalmente construídos nos EUA, reduzindo assim os riscos de perda de informação sensível e, sobretudo, essa decisão permitiria manter as linhas de produção dos aparelhos abertas durante pelo menos mais 3 anos.

A decisão de exportar os aviões para o Japão, a Austrália e Israel reforçaria os laços com aliados que constam na primeira linha contra a Coreia do Norte (Japão), em todas as guerras que os EUA travam no mundo (Austrália) e num apoio fundamental para os interesses dos EUA no Médio Oriente (Israel). O problema da venda do F-22 é que Israel manteve sempre relações demasiado estreitas com o regime comunista chinês. Partes dos Patriot foram-lhe vendidas, assim como planos do F-16, que foram rapidamente incorporados em novas armas chinesas que agora são re-exportadas e que estão na linha da frente em qualquer eventual conflito global contra os EUA. Esta relação tem irritado muita gente nos EUA, ao ponto de haver hoje quem defenda inclusivamente a exclusão de Israel do programa F-35!

Fonte:
http://www.defenseindustrydaily.com/israel-requesting-f22ex-fighters-03257/

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A Galil MAR israelita

Uma das armas que mais têm aparecido nas imagens das televisões sobre os aparentemente eternos conflitos israelo-árabes é a “Galil Micro Assault Rifle” (MAR) da “Israeli Military Industries” (IMI). A arma que visualmente é algo incomum, começou a ser entregue ao exército israelita a partir do começo da década de noventa em substituição de um conjunto de submetralhadoras então utilizadas. Ainda que estas armas fossem adequadas para cenários de guerra urbana ou de atividade policial em utilizações militares revelavam-se inadequadas devido ao seu escasso alcance e à incapacidade de penetrar coletes à prova de bala.

A arma é especialmente adequada para ser transportada em espaços pequenos, como dentro de veículos blindados, graças ao seu desenho compacto.

A Galil MAR tem contudo um problema sério de concepção: quando é usada durante muito tempo, os locais onde o soldado a segura ficam muito quentes, a um ponto tal em que se torna impossível segurar a arma. O problema do sobreaquecimento ocorre sobretudo em modo de disparo automático ou semiautomático. Este problema, para além da existência de largos números de Galil SAR, bloqueou a entrada em operação de grandes números de Galil MAR. O baixo prestígio da arma, impediu também qualquer exportação e assim a arma permanece apenas em uso nas forças especiais das IDF.

Caraterísticas:
calibre 5,56 mm
comprimento, total: 710 mm
comprimento, fechada: 460 mm
comprimento do carregador: 190 mm
capacidade do magazine: 35 tiros
peso, com magazine vazio: 2980 g

A fábrica israelita Galil começou a sua atividade em finais da década de 60, pertencendo a Yisrael Galili e Yaacov Lior que se notabilizou pela sua arma de assalto de 5,56 mm capaz de utilizar munições no padrão NATO. A arma fora concebida para ser usada em condições desérticas e baseava-se vagamente na arma finlandesa RK 62 da Valmet. Os rumores relativamente populares de que a Galil seria uma variante concebida a partir de AK-47 capturadas nas guerras israelo-árabes não se confirmam assim, embora a RK 62 seja de facto inspirada na arma Kalashnikov. O sucesso da Galil levou à sua adopção generalizada pelo exército israelita, substituindo a FN FAL belga, que não suportava devidamente a poeira dos desertos da região. Esta arma é usada em Portugal pelas unidades paraquedistas, onde é apreciada pela sua leveza, robustez e fiabilidade.

Fontes:
http://kalashnikov.guns.ru/models/ka293.html
http://www.janes.com/extracts/extract/jiw/jiw_0389.html
http://en.wikipedia.org/wiki/IMI_Galil
http://www.imi-israel.com/Templates/Homepage/Homepage.aspx?FolderID=11
http://greenberet.no.sapo.pt/galil.htm

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A Rússia quer comprar UAVs israelitas e a sua admissão pública de inferioridade neste campo

A Rússia admitiu publicamente que apesar de fabricar dos melhores aviões de caça e transporte do mundo, no domínio dos unmanned air vehicles (UAVs) ainda tem muito a aprender… Especialmente de Israel, país de onde irá comprar UAVs de um tipo ainda indeterminado.

Esta admissão foi feita pelo ministro da Defesa Mikhail Musatov, que os UAVs seriam do mesmo género daqueles que a Geórgia usou contra a Rússia no recente conflito da Ossétia. Ora, a Geórgia usou aparelhos da Elbit, no modelo Hermes 450, e como a Elbit está envolvida em diversos programas militares com os EUA, é duvidoso que se comprometa vendendo UAVs à Rússia, especialmente no clima atual de esfriamento… De uma forma ou de outra, a derradeira grande força aérea do mundo que não utilizava UAVs vai passar a fazê-lo, confirmando o futuro e potencialidades da tecnologia… Falta agora ver nascer também um projeto russo de um UCAV… Talvez, o passo seguinte pós PAK-FA?

Fonte:
Air Forces Monthly, janeiro de 2009

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Sobre a presença de sangue judeu nos portugueses modernos

(Rabi judeu nos Painéis de São Vicente in http://paineis.org)

Andava eu lendo o romance de José Rodrigues dos Santos, “A vida num sopro” (que não sendo genial é bastante legível) quando dei com a expressão “lefraim” (não, não se cansem, a palavra não consta do Google) que parece significar na variante dialectal do português usada em Bragança “judeu” ou “cristão-novo”, quando me lembrei da notícia que indicava que muitos portugueses tinham sangue judaico nas veias…

Sabe-se que depois das conversões forçadas de Dom Manuel, muitos judeus acabaram por converterem-se falsamente ao cristianismo (os criptojudeus) ou “verdadeiramente” tornando-se “cristãos-novos”. Sabe-se igualmente que muitos dos portugueses que hoje ostentam os nomes de família Amado, Lobo, Marinho, Caldeira, Caldas, Pereira, Navarro, Oliveira, entre outros. Mas agora, um grupo de cientistas trabalhando sobre o cromossoma masculino Y concluiram que a presença da herança judaica na Península Ibérica era ainda mais intensa do que se acreditava. Segundo o estudo, os habitantes da Península teriam em média 19,8% de genes judaicos e uns igualmente notáveis 10,6% norte-africanos. O mesmo estudo revelou que em certos locais do sul de Portugal, a herança judaica seria tão elevada como os 36,3%! O estudo indica que a presença judaica em Portugal e a sua sobrevivência nas populações atuais é muito maior do que se pensava e que apesar de séculos de repressão inquisitorial e de várias diásporas, os judeus conseguiram misturar-se nas populações locais. Indica também que provavelmente não haverá nenhum português vivo que não tenha algum sangue “lefraim”. Curiosa também é a presença de sangue norte-africano, algo a que aliás já tínhamos aludido nós próprios em 2006 (via estudos de Cavalli-Sforza e António Amorim) por aqui.

O estudo foi conduzido pelo professor Mark A. Jobling da Universidade de Leicester, no Reino Unido e publicado no “American Journal of Human Genetics” e procurou as mutações de genes no cromosssoma Y dos homens, comparando-as entre as descobertas nos habitantes de ambos os lados do estreito de Gibraltar e os os dos judeus do Médio Oriente.

Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u475560.shtml
http://pwp.netcabo.pt/soveral/mas/judeusecristaosnovos.htm
http://www.le.ac.uk/ge/maj4/project.html
http://www.cell.com/AJHG/home

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A solução de Dois Estados e da “Cidade livre” de Jerusalém

//www.lib.utexas.edu)

(A Faixa de Gaza in http://www.lib.utexas.edu)

Ainda que o conflito em Gaza tenha agora amainado, o essencial dos problemas que lhe deram origem persistem e não tardará muito tempo a um novo conflito – talvez de inédita intensidade – tornar a suceder. Nesse sentido a defesa feita por vários lideres europeus recentemente no Egipto de uma solução de “dois Estados” faz regressar a necessidade de implementar tão cedo quanto o possível dessa abordagem.

O modelo de uma Federação, entre Palestina e Israel, seria um modelo que foi defendido por muitos, durante muito tempo, inclusive por negociadores palestinianos. Mas o agudizar das relações entre israelitas e palestinianos e a recente crise em Gaza erodiram a viabilidade dessa tese. Cada vez é mais certo que a única forma de haver paz num futuro próximo no Médio Oriente é criar dois Estados independentes, economicamente viáveis e de fronteiras coesas e consistentes. Para isso, a Palestina não poderia ser formada por dois territórios descontínuos e sem contacto directo; Gaza e Cisjordania e, sobretudo, não poderia haver colonatos em nenhum deles, como os há ainda na Cisjordânia. Se Israel não pode por sua vez aceitar ser dividida em duas para criar um corredor, então este pode ser criado, em território israelita, mas com supervisão e soberania internacional. O mesmo exemplo deve ser seguido para resolver a questão de Jerusalém, que deve ser transformada numa “Cidade Livre”, independente, mas protegida por forças internacionais.

Com esta estrutura estável e duradoura montada poderiam ser criados programas que propiciassem às camadas mais jovens todo o tipo de contactos e intercâmbios, desde programas de férias, tudo o que aproxime as pessoas, e quanto mais jovens, melhor, para anular os preconceitos quando estes ainda estão na forja. Como poderá haver ódio entre pessoas que se conhecem e forjam amizades desde novas, e sobretudo, sem a tensão de manter uma federação insustentável e artificial (como a da Bósnia) em dois Estados vizinhos mas tão próximos quanto o podem estar as suas gentes.

Fonte:

www.dw-world.de

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Sobre os… nazis de Israel (sim! eles existem!)

“ataques a judeus, homossexuais, imigrantes, vandalização de sinagogas com pinturas de suásticas, tatuagens com pinturas de suásticas, tatuagens com referencias a Hitler são atividades que podem ser levadas a cabo por grupos de neonazis. O que torna estas especialmente chocantes foi terem sido cometidas em Israel, por adolescentes que são, eles próprios, judeus – um deles era mesmo neto de uma ucraniana sobrevivente do Holocausto.”

(…)

“Tinham planeado uma festa de aniversario de Adolph Hitler, e nas buscas a policia encontrou propaganda nazi e racista, armas e explosivos.”

(…)

“todos os membros deste grupo eram de famílias que saíram da União Soviética para Israel ao abrigo da Lei do Retorno, que permite que qualquer pessoa com pelo menos um avo judeu tenha a cidadania israelita.”

(…)

“as autoridades israelitas dizem agora que muitos – um em cada quatro destes imigrantes – não eram judeus praticantes e que centenas não tinham qualquer ligação ao projeto sionista”

Maria João Guimarães
Publico, 25 novembro de 2008

Aparentemente, estes jovens ou são incrivelmente incultos e conseguem ser nazis sem se aperceberem de que um dos cernes deste verdadeiro credo religioso (porque o nazismo era muito mais do que um simples partido político) é precisamente o ódio ao semita (judeu) ou então não se sentem verdadeiramente judeus e então não deviam ter lugar na sociedade israelita. De um forma ou de outra, a sua própria existência é um sinal de uma sociedade doente e plena de contradições… Desde logo, torna clamorosa a dualidade de critérios, quando o governo recusa a entrada de mais judeus etíopes (falashas) e tolera a presença destes “judeus” russos, consente na formação e no estabelecimento de um influente partido de judeus russos no Knesset e nada faz para expulsar estes energúmenos.

Este fenómeno dos “judeus nazis” expõe também uma sociedade consumida pelo ódio e pela intolerância que propicia à erupção destes epifenómenos… Fosse a sociedade e a história israelita menos violenta e talvez não estivéssemos aqui a comentar esta notícia…

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Sobre a eventualidade de uma operação terrestre em Gaza e do Hamas

Israel terá perto de 9000 homens, incluindo MBTs Merkava, APCs e peças de artilharia junto à fronteira com Gaza. Existem vários valores para a quantidade de forças que o Hamas terá em armas. Supõe-se que terá 15 mil homens de “élite” e outros 10 mil civis armados no seu ramo armado designado de “Brigadas Izz ad-Din al-Qassam”.

As Brigadas têm dado provas de serem extremamente resiliente, sendo capaz de resistir a várias mudanças de liderança mantendo sempre elevados graus de eficiência, devido à sua estrutura de comando altamente autónoma e descentralizada. Isto permite também uma rápida regeneração da liderança, e permitiu ao movimento resistir eficazmente a várias incursões israelitas. As suas ligações com o Irão e com o Hezbollah libanês são evidentes, tendo recolhido do segundo muitos ensinamentos da derrota israelita no Líbano e encontrado no Irão o seu principal financiador e fornecedor de armamento, entre os quais se contam os conhecidos foguetes artesanais Al Qassam, assim como foguetes de médio alcance convencionais, além de mísseis anti-tanque e anti-aéreos. Os bombardeamentos dos últimos dias terão destruído perto de um terço do stock de armamento do Hamas, mas este terá ainda perto de 2000 foguetes e mísseis, ou seja, o bastante para alimentar uma resposta pelo menos durante duas semanas…

Além das Brigadas, o Hamas pode ainda alinhar uma força de polícia, formada a partir de Maio de 2006, com alguns milhares de homens, que enfrentou com sucesso as milícias da Fatah, em Gaza, expulsando-as para a Cisjordânia.

Perante tal força, no terreno mais densamente povoado do mundo (Gaza) e contando com forças numericamente inferiores, mas tendo retirado as devidas lições do fracasso da ofensiva contra o hezbollah libanês, não acreditamos que as IDF tenham nos seus planos uma reocupação da Faixa de Gaza. Para tal precisariam de mobilizar pelo menos dez vezes os recursos que têm agora na fronteira. Tudo indica que estas forças estão aqui para cumprir um quadro múltiplo de missões muito mais limitadas que a simples reocupação do território:

1. Servir de tampão contra as previsíveis incursões de comandos do Hamas para o interior de Israel.

2. Dar cobertura a operações “relâmpago” de forças especiais como aquelas que o Hamas diz ter repelido ontem em Shijaiyah pelas 23:00, avançando com meios pesados (blindados) se estas forças ligeiras se virem encurraladas.

3. Ocupações temporárias de pequenas regiões fronteiriças a partir de onde sejam lançados ataques e foguetes.

É de esperar que estas operações – principalmente aéreas – das IDF prossigam até à tomada de posse de Barack Obama a 20 de janeiro. Por isso, e tendo em conta que a lista de perto de 50 alvos estratégicos elaborada pelos serviços secretos israelitas está praticamente esgotada, haverá daqui em diante os chamados “ataques de oportunidade” a líderes do Hamas e a depósitos de armamento ou concentrações de forças armadas até dia 20, intercalados por operações de forças especiais, reservadas para operações que sejam impossíveis de realizar exclusivamente com meios aéreos. É também do interesse de Israel terminar rapidamente com estas operações… Quanto mais tempo elas durarem, mais vítimas civis haverá e mais difícil será para a a Fatah, na Cisjordânia, aparecer como opositora do Hamas e mais apoios locais ganhará entre uma população onde começava a perder o apoio (menos de 20% da população de Gaza apoiaria em novembro o Hamas, segundo uma sondagem da Fundação Fredrich Ebert).

Fontes:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354815&idCanal=11

http://en.wikipedia.org/wiki/Hamas

http://en.wikipedia.org/wiki/Izz_ad-Din_al-Qassam_Brigades

Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional | Etiquetas: , , | 62 comentários

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