Posts Tagged With: Irlanda

O “Direct Democracy Ireland” consegue um bom resultado eleitoral

O candidato do partido irlandês “Direct Democracy Ireland” surpreendeu a sociedade irlandesa com um resultado eleitoral nas eleicoes regionais de Meath de 6,5% do sufrágio do seu candidato Ben Gilroy, o que lhe assegurou um notável quarto lugar na sua circunscrição.

Ben Gilroy admitiu que na campanha o Direct Democracy seguiu a estratégia de focar no eleitorado trabalhista e beneficiar assim com a crescente desilusão dos cidadãos nos partidos convencionais.

O partido usou muito a estratégia do porta-a-porta, tendo sido muito bem acolhido pelos cidadãos tendo o líder do partido dito que na sua circunsctrição “apenas sete pessoas recusaram abrir a porta” e “dessas, quatro, foram atrás de nós, quando perceberam que não éramos de um partido convencional ou cobradores de dívidas”.

O “Direct Democracy Ireland” foi fundado no passado mês de novembro erguendo desde então como maior mote a criação da capacidade para que os eleitores possam revogar qualquer representante no Parlamento se não estiverem satisfeitos com o seu desempenho.

O partido fez uma campanha “low cost” tendo gasto menos de três mil euros em todo o processo eleitoral.

Fonte:

http://www.independent.ie/irish-news/we-targeted-their-vote-and-it-worked-29162055.html

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Um em cada três irlandeses está em risco de perder a casa

A Irlanda tem hoje a triste honra de ser o país com a rácio de PIB / Dívida Externa mais alta do mundo: 1100%. Não é assim uma surpresa mortal vir a saber que um em cada três irlandeses está prestes a perder a casa onde vive devido à incapacidade de honrar a dívida…

A situação não produziu ainda devoluções massivas de casas à banca, porque o mercado imobiliário irlandês está completamente saturado por décadas de construção desregrada e simplesmente, os Bancos preferem não recuperar casas que depois, não conseguiriam vender a ninguém. Portugal tem tradicionalmente níveis de incumprimento muito baixos e apesar do agravamento do desemprego, os números portugueses continuam baixos… Contudo, entre nós, a construção civil nunca chegou aos níveis absurdos da Irlanda ou de Espanha, pelo que o mercado imobiliário não se encontra tão saturado… a situação não é assim diretamente comparável, mas pode prenunciar o estado em que estaremos daqui a um ano, o período de tempo que a Irlanda nos leva de vantagem nesta atual “crise das dívidas soberanas”…

Fonte:
http://economico.sapo.pt/noticias/irlandeses-estao-afogados-em-dividas_124174.html

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Francisco Sarsfield Cabral: Comparando Irlanda com Portugal

Francisco Sarsfield Cabral (http://t2.gstatic.com)

Francisco Sarsfield Cabral (http://t2.gstatic.com)

“Há 25 anos, o PIB por habitante na Irlanda era apenas ligeiramente superior ao português. Com um fraco crescimento económico, 17% da população ativa encontrava-se no desemprego, originando forte emigração. E as contas do Estado estavam descontroladas.
Tudo mudou a partir de 1987. Os irlandeses tornaram-se os segundos mais ricos da UE per capita cerca do triplo do nosso. O milagre económico irlandês foi entre nós seguido com atenção.”

> sendo o exemplo irlandês o melhor exemplo de que nenhum país está condenado à estagnação ou ao subdesenvolvimento. A História muda e com ela muda a economia. Não há crises definitivas (o próprio conceito de “crise” pressupõe um fator cíclico) e Portugal, como a Irlanda, não estará sempre em crise. Resta saber como e quando sairemos da presente situação.

“O novo primeiro-ministro da Irlanda, Enda Kenny, eleito há uma semana, pretende renegociar o auxílio do fundo europeu e do FMI sobretudo as altas taxas de juro com que o dinheiro foi concedido em novembro (5.8%). A Alemanha opõe-se. Também a Grécia quer alargar os prazos de reembolso dessa “ajuda”. (…) “A intervenção externa não tranquilizou os mercados. Aprofundou a recessão na Grécia e na Irlanda, tornando problemático o reequilíbrio das contas públicas. Por isso, cada vez mais gente considera inevitável a reestruturação da dívida grega e provável a da dívida irlandesa – e da portuguesa.”

> as taxas cobradas pelo FEEF/FMI são perfeitamente absurdas para um fundo dito “de resgate”. A taxa – depois de muita pressão _ acabou por descer, mas continua acima do razoável e o recurso ao fundo europeu não contribuiu em nada para fazer descer as taxas de juro, conforme se prova observando as taxas a que os mercados cobram à Irlanda e à Grécia. A solução não passa por “fundos de resgate” que cobram juros a preços de mercado. Passa por uma reestruturação da dívida e do tecido económico que permita que a muito curto prazo cessem todos os novos pedidos de empréstimo e se comecem a pagar os empréstimos antigos.

“O problema da economia portuguesa é diferente do que afeta a Irlanda. Ao contrário desta, Portugal perdeu competitividade numa era de globalização. Há dez anos que crescemos muito pouco, mas os portugueses (Estado, empresas, famílias) não reduziram os seus gastos. Assim, há mais de uma década que pedimos emprestado ao estrangeiro para manter um nível de gastos 10% acima do que produzimos.”

> Todos temos que começar a gastar menos e a ganhar menos. Mas é aqui que reside o verdadeiro busílis da questão: como fazer com que a redução do nível de vida alcance somente os comportamentos de luxo e – sobretudo – se reparta irmanamente por todos os estratos sociais? É relativamente fácil reduzir ordenados de funcionários públicos e de pensionistas (assim haja vontade), mas é mais difícil fazê-lo no setor privado e, ainda mais, fazer com que tal ocorra também entre os ricos. Urge então assim reforçar os mecanismos de fiscalização sobre rendimentos, ter especial atenção às expressões públicas de riqueza e ter cuidado para não afetar de forma demasiado intensa os serviços essenciais que o Estado presta na área da Saúde e da Educação.

“Na Irlanda, a raíz da crise foi outra. Na euforia de uma riqueza a que não estavam habituados, os irlandeses abusaram do crédito bancário concedido irresponsavelmente, provocando subidas vertiginosas no preço da habitação e dos terrenos”.

> os irlandeses cometeram o erro de resgatar os seus bancos quando deviam tê-los deixado falir, devolvendo os depósitos aos seus cidadãos e abrindo novos bancos – estatais – com o património material dos bancos falidos. A vantagem do problema irlandês está em que uma vez os bancos saneados, a economia tem condições para regressar à situação anterior. Vantagem que não tem Portugal, já que embora tenha bancos mais saudáveis que os irlandeses, não tem a economia próspera, dinâmica e produtiva que tem a Irlanda…

“um dos fatores do descalabro foi a promiscuidade entre políticos e negócios (imobiliário e construção, principalmente). A corrupção e o clientelismo têm afetado a vida política da Irlanda”

> em Portugal essa promiscuidade também se verificou, especialmente no meio autárquico…

Francisco Sarsfield Cabral
Sol 4 de março de 2011

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A falência do modelo do “Estado Mínimo” irlandês

Quando estive na Irlanda, no princípio do novo século havia um sentimento de intenso otimismo que atravessava toda a sociedade. Havia a convicção de que o sucesso do “modelo irlandês” se devia à aplicação radical dos dogmas do neoliberalismos: impostos baixos, grandes níveis de desregulação laboral e um “Estado Mínimo” com infraestruturas raras e um “Estado Social” quase inexistente. Afinal, o modelo não era assim tão perfeito ou agora a União Europeia e o FMI não teriam que ter feito um empréstimo de urgência de 85 mil milhões de euros…

O falhanço do modelo irlandês, e nele essencialmente dos seus Bancos e da capacidade do seu Estado para o prevenir e reagir de forma rápida e eficaz devia fazer refletir todos os que defenderam este modelo.

Mas na Irlanda não foi só o modelo de desenvolvimento neoliberal que falhou. Foi também o modelo de reação à crise financeira: foi o primeiro a aplicar uma severa contenção orçamental e o primeiro onde esta demonstrou não conseguir responder às necessidades da economia: como prova a atual intervenção do FMI.

Esta Europa e o seu modelo de desenvolvimento provaram estar errados duas vezes na Irlanda. E apesar disso ninguém no “Sistema” e nos partidos que rotativamente o vão dominando Europa fora se atreveu ainda a acometer contra o “império financeiro” dos banqueiros e especuladores que continuam a enriquecer com a desregulação, a fraqueza e inépcia dos Bancos centrais e contra os Especuladores que ganham milhões por dia com os ataques sucessivos e cada vez mais violentos contra as Dívidas Soberanas.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/estavas-linda-irlanda-posta-em-sossego=f615818

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Há algo que a Europa não compreendeu. Estes ataques especulativos à Grécia, à Irlanda e a Portugal, não são ataques aos “países periféricos”, são ataques ao Euro

Depois da Grécia, agora a Irlanda foi obrigada pelos seus “parceiros” europeus a pedir ajuda ao Fundo Europeu e ao FMI… No caso irlandês, esta ajuda servirá essencialmente para salvar os seus Bancos que se deixaram envolver na espiral especulativa imobiliária norte-americana, na mira dos lucros fáceis e rápidos. Perante um setor bancário tecnicamente falido, o governo irlandês tinha duas opções: ou assumia todos os depósitos e pagavam aos depositantes ou recapitalizava a Banca, salvando os seus gestores e proprietários. Como o resto do mundo, optou pelo “Bail out”, assumindo assim um défice orçamental monstruoso e incomportável num Estado que sempre exibiu os baixos impostos como argumento decisivo para atrair investimento estrangeiro.

Assim, o setor financeiro que desde 2008 arrastou o globo para a maior recessão desde 2008, continua a receber “bail outs” sucessivos, salvando gestores e banqueiros incompetentes ou ávidos dos seus próprios erros. De salvação em salvação, nada de fundamental mudou no sistema financeiro mundial, já que os “bail outs” não obrigam a Banca a mudar nada na sua conduta e atitude social, dando-lhes bem pelo contrário, a certeza que em futuras asneiras, os Estados estarão sempre disponíveis para salvar os banqueiros.

Mas há algo que a Europa nao compreendeu. Estes ataques especulativos à Grécia, à Irlanda e a Portugal, não ataques aos “países periféricos”, são ataques ao Euro. E a resposta convencional de levar os países atacados a pedirem ajuda ao FMI e ao Fundo de Emergência não podem ser a solução. Desde logo, porque os juros cobrados pelos mercados às dívidas grega e irlandesa nao se alteraram substancialmente depois da intervenção europeia, e depois porque perante a falha desta “solução”, Bélgica, Itália, Espanha e até França, estão também na mira dos especuladores. E não há dinheiro bastante na Europa para salvar economias com a escala da França ou Espanha… a solução tem que ser, portanto, radicalmente diversa.

Estas tentativas de resposta aos especuladores têm ademais uma outra consequência: a disseminação de recessões Europa fora devido aos orçamentos recessivos que são impostos como forma de devolver “confiança” aos especuladores.

A solução não está portanto nem em orçamentos recessivos nem em ajudas do FMI. a solução só pode estar na libertação desta doentia dependência dos Especuladores (sobretudo Bancos) quanto ao financiamento dos governos europeus a juros cada vez mais exorbitantes e injustificados. Há que deixar o BCE emprestar diretamente aos Governos, regular fortemente o setor financeiro, vigiar os Off Shores ou encerrá-los mesmo e devolver à Europa que décadas de Dumping chinês lhe retiraram.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/robin-hood-de-pernas-para-o-ar=f616848

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Lições a tirar da Crise Irlandesa

Apesar das rápidas, radicais e decisivas medidas decididas pelo governo irlandês, este país continua a estar no top mundial de países com risco de incumprimento. Os sucessivos orçamentos e pacotes recessivos insistem em não acalmar os nervosos mercados financeiros quanto à segurança da dívida pública irlandesa.

As notações da dívida irlandesa não param de cair, tendo descido de A- para BBB+, ou seja a apenas três degraus do “lixo” onde está atualmente a cotação grega. Isto deveria dizer aos irlandeses e aos europeus em geral que a “receita” clássica de lançar pacotes de contenção da despesa e orçamentos recessivos simplesmente não só não “acalma” os mercados, como não faz mais do que criar recessões. Os juros de 5,8% dos empréstimos do FMI e do Fundo de Emergência europeu são também demasiado elevados em momento de crise e acabarão por revelar-se mais parte do problema do que da solução…

As opções ao dispor dos Estados devem assim ser repensadas. Reembolsar por inteiro todos os credores dos Bancos falidos foi manifestamente um erro, no caso irlandês. E a opção islandesa, de recusar pagar aos investidores estrangeiros parece ter sido – a prazo – mais adequada, já que permitiu anular muito do “lixo tóxico” que contaminava o setor financeiro da ilha nórdica e transferiram o Risco para quem o devia assumir: os Investidores e não o Estado.

Mais lições devem ser tiradas da crise irlandesa: nunca um sistema bancário pode ser deixado livre ao ponto de possuir ativos ao nível dos 900% do PIB que foram registados em 2009, o que criou um buraco monumental e ficou o Banco Central Irlandês a injetar na sua Banca um valor superior a todo o PIB do país num único ano.

A crise irlandesa recorda-nos que a regulação bancária deve ser muito mais vigilante e atuante do que tem sido na Europa, que os Bancos falidos devem ser deixados falir e que uma economia não pode fazer assentar o seu crescimento na especulação financeira e através de uma dívida externa crescente e completamente insustentável para o crescimento da economia real e das exportações. Lições a tirar por todos os países europeus. E especialmente por Portugal de forma a não somar todos os seus problemas o problema da Bolha bancária que assolou de forma tão intensa estas duas ilhas do Atlântico.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/crise-do-tigre-celta-nao-acalma=f620657

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A Irlanda recusa a entrada a 3 estudantes norte-americanos por… indigência

A eles (felizmente) ninguém pediu o extrato nem o comprovativo de alojamento... (http://www.historylearningsite.co.uk)

A eles (felizmente) ninguém pediu o extrato nem o comprovativo de alojamento... (http://www.historylearningsite.co.uk)

Os filmes de Hollywood deixam perfeitamente claro que se há país de emigração esse país é a Irlanda. Por isso a notícia segundo a qual três jovens norte-americanos viram negada a sua entrada no país é muito estranha.

Os três estudantes liceais aterraram em Dublin começando uma jornada de um ano de aventura pela Europa ocidental, mas ainda antes que conseguissem sair do aeroporto foram metidos dentro de um avião e devolvidos a Nova Iorque.

Os zelotas agentes da Emigração proibiram-nos de entrar porque não tinham nenhum endereço onde ficar em Dublin e nenhuma declaração bancária provando rendimentos.

Diplomatas irlandeses nos EUA já se desfizeram es desculpas perante este incidente, ainda que o serviço local de emigração não tenha emitido nenhum pedido de desculpas formal.

Os jovens admitem que não levavam as declarações de rendimentos, mas disponibilizaram-se para mostrar os seus extractos online, o que foi recusado. De qualquer forma, estas declarações – ainda que estejam na lei – praticamente nunca são exigidas. Eu próprio já passei varias vezes pelo aeroporto de Dublin e desconhecia esta exigência. Quando ao local de alojamento, os jovens tinham-no, mas não pago, já que o tinham encontrado num site de partilha de alojamentos gratuitos o couchsurfing.com.

A situação é muito embaraçosa para a Irlanda, um país que tem a reputação (testemunhada) de ser muito hospitaleiro e reflete como é que a atividade arrogante e presumida de um ou dois zelotas pode corroer séculos de tradição hospitaleira, sendo este incidente especialmente vergonhoso quando se pensa em todos os milhões de irlandeses que os EUA acolheram ao longo dos séculos, fugindo da “Grande Fome” provocada pela monocultura ordenada por Londres, no século XIX ou por todas as perseguições políticas e religiosas desde a ocupação da Irlanda pelos britânicos.

Fonte:
http://www.dallasnews.com/sharedcontent/dws/dn/latestnews/stories/070709dnmetireland.3ebc9f1.html

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Sobre o “Não” no referendo irlandês ao Tratado de Lisboa e da Alma de Portugal

(Wehavekaosinthegarden)

A vitória do “não” no referendo irlandês ao Tratado de Lisboa foi um grito isolado, mas decisivo, das populações europeias clamando contra classes políticas cada vez mais distantes daqueles que supostamente os elegeram e a quem deviam representar. Quando deixam expressar a sua frustação porque alguém afetou os planos que urdiram no segredo dos gabinetes, não concedem em momento nenhum que essa recusa advém da discordância com os mesmos, mas sempre em “lacunas de comunicação”. Isto é, os “senhores da Europa” nunca decidem mal. No máximo, erram ao comunicar de forma eficiente as suas decisões.

Esta derrota é importante sob muitos aspetos. Desde logo, representa o fosso entre governados e governantes, já que na Irlanda, 95% dos deputados do parlamento local se manifestaram a favor do acordo e, apesar disso, a votação do “Não” foi superior ao “Sim”, ainda que sob uma grande abstenção que indica também que na Irlanda existe um grande desinteresse pelas causas europeias. E a Irlanda não é um caso único… Outros referendos tivessem havido e outros resultados idênticos teríamos encontrado, certamente.

E esse é o outro grande problema: não há verdadeiramente “causas europeias”. Não há sequer uma “alma europeia”, um sentimento de comunhão ou de pátria comum, existe apenas um sentido vago que de a Europa serve determinadas vantagens ou envia certas benesses, um sentido prático e tecnocrático que sendo destituído de qualquer emoção, não move multidões nem suscita as essenciais paixões para que se crie a energia anímica suficiente para sustentar de modo duradouro o edifício europeu que estas “élites” políticas querem erguer.

E esperemos que não sigam o rumo que as palavras de Barroso e de outros parecem indicar… Novo arranjo de bastidores, executado à revelia dos povos e dispensando o risco de algum dos países o expôr a referendo e mantendo o texto do Tratado sempre resguardado da compreensão das massas por detrás de um emaranhado de articulados, adendas e remissões que têm como objetivo torná-lo inacessível e impossível de compreender por todos aqueles que assim se sentem ainda mais distantes de uma construção europeia que não sentem como sua e que efetivamente parece cada vez mais “deles” do que “nossa”. Pode haver “Europa” sem alma europeia? Como esperam os nossos políticos que as populações aceitem que uma determinada decisão por maioria possa prejudicar os seus interesses? Como querem que as pessoas se revejam em textos obscuros e de propósitos disfarçados?

E tiremos daqui mais uma lição: busquemos em nós, portugueses, a verdadeira alma da nossa nacionalidade e o destino da nossa História. Encontra-se uma e outro na Europa da “gente alta e loira” de Agostinho ou na diáspora de falas lusófonas que espalhámos pelo mundo? Perante quem sentimos mais solidariedade e comunhão de sentimentos? Com o povo de Timor esmagado pela opressão javanesa, ou pelo drama de Chipre, cercada pelo otomanos? Essa é a alma de Portugal. Ainda que a sua bolsa tenha estado nas últimas décadas algures em Bruxelas.

Se houvesse referendo ao Tratado de Lisboa, como votaria?

1) Sim
2) Não
3) Abstinha-me

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Categories: Economia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, Sociedade, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: , | 4 comentários

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