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O Qaher 313, o protótipo furtivo iraniano

Qaher 313

Qaher 313

Surpreendendo tudo e todos, o Irão mostrou ao mundo um protótipo de um novo caça, o “Qaher 313”. O aparelho foi apresentado no decurso da comemoração nacional da Revolução Islâmica de 1979.

O ministro da defesa iraniano, o Brigadeiro General Ahmad Vahidi declarou que “o avião será diferente de todos os outros aviões de combate já construiu”. As fotografias que foram divulgadas aparentam tratar-se de um avião furtivo, com ângulos e com uma cauda semelhante ao F-22 norte-americano. Exibe canards fixos e asas com uma pequena superfície alar. O cockpit é estranhamente simples, como se o modelo apresentado fosse apenas um “kit” à escala real ou um protótipo ainda numa fase muito inicial, talvez apenas ainda com a intenção de testar a airframe. As entradas de ar também são muito pequenas. Demasiado pequenas para um avião supersónico, de facto. O aparelho, se chegar mesmo à fase de produção em série, irá substituir a frota de pouco mais de dez F-14 Tomcat que o Irão preserva desde a queda do Regime do Xá.

Fonte:
http://www.businessinsider.com/irans-new-indigenous-fighter-qaher-313-david-cenciotti-2013-2#ixzz2Jruf2G2Q

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O Irão vai enviar um macaco Rhesus para o Espaço

Um dos Rhesus enviados pela NASA (http://www.humanesociety.org)

Um dos Rhesus enviados pela NASA (http://www.humanesociety.org)

No final de julho, a agência espacial iraniana anunciou a sua intenção de enviar para o Espaço um macaco Rhesus (a mesma espécie escolhida pela NASA na década de 1940 e 50). Não é certo que a missão contemple um regresso do animal ao solo… pelo menos vivo. Em 1948, um Rhesus de nome “Albert” tornar-se-ia o primeiro primata a ser lançado para o Espaço, alcançando 63 Km de altitude num foguete V-2 modificado, mas morreria, sufocado durante o voo… Um ano depois, Albert II conseguiria regressar, mas apenas para morrer no impacto da V-2 depois de uma avaria do paraquedas, mas tendo batido o recorde anterior ao alcançar uma altitude de 134 km.

Esta será a segunda vez que o Irão tenta colocar um Rhesus no Espaço, tendo falhado da primeira vez, em outubro de 2011. Este lançamento deverá ocorrer em finais de agosto. Em 2010, o Irão lançou um foguetão Kavoshgar-3com vermes, um rato e duas tartarugas. Todos os animais regressaram vivos ao solo, o que pode indiciar que essa será novamente a intenção com esta segunda tentativa. O sucesso numa missão deste tipo representaria uma importante vitória para a capacidade espacial iraniana, mas o momento em que a República Islâmica conseguirá colocar um Homem num Espaço continua muito longe… O país já lançou com sucesso 3 satélites e espera realizar o seu primeiro voo espacial tripulado até 2020, tendo inclusivamente definido 2025 como a data para enviar um astronauta para a Lua! Uma coisa é certa: os iranianos partiram da mesma base tecnológica que os norte-coreanos: os mísseis soviéticos SCUD, mas ao contrário deles, têm registado sucesso após sucesso e não lhes falta ambição nem – aparentemente – capacidade para a concretizar.

Fontes:
http://www.newscientist.com/article/dn22136-iran-space-agency-to-launch-a-monkey-into-space.html?DCMP=OTC-rss&nsref=online-news
http://en.wikipedia.org/wiki/Monkeys_in_space

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O Irão vai criar uma frota de cargueiros nucleares?

Mini-submarino criado no Irão (http://blog.standforisrael.org)

Mini-submarino criado no Irão (http://blog.standforisrael.org)

Uma comissão parlamentar iraniana aprovou uma lei exigindo ao Governo que desenvolva navios mercantes movidos a energia nuclear. O movimento pode ser meramente propagandistico, no sentido de sublinhar simultâneamente a capacidade nuclear iraniana e as intenções civis do seu programa nuclear.

Os cargueiros nucleares iranianos dificilmente seriam economicamente rentaveis, mas permitiram ultrapassar os problemas que os navios mercantes e petroleiros iranianos estão a ter devido às sanções, porque alguns países estão a recusar abastecer os navios de combustivel nos pontos de passagem.
Tecnicamente, o Irão ainda não é capaz de fabricar o tipo de reator necessário para navios mercantes, mas está a trabalhar num submarino nuclear desde já há alguns anos que poderia servir de ponto de partida para esta nova geração de cargueiros nucleares.

Fonte:
http://www.military.com/daily-news/2012/07/16/iranian-lawmakers-call-for-nuclear-ships.html?ESRC=topstories.RSS

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Sobre a iminente guerra Irão-Israel

Nao restam hoje muitas dúvidas de que quer Israel, quer o Irão estao hoje profundamente empenhados em planear golpes e contra-golpes… O Irão parece mesmo convencido da iminencia de um ataque israelita e deslocou unidades militares para os alvos que considera serem mais prováveis…

Um confronto militar entre Israel e o Irao é inevitável. Restam apenas dúvidas sobre a sua escala, duração e momento. Israel sabe que tem nao somente que reduzir as possibilidades de o Irao desenvolver uma arma nuclear, como tem que reduzir o papel cada vez mais importante que o Irao tem assumido no Médio Oriente devido à satelização do Iraque e do Líbano. Esse papel está a preocupar os países arabes (sunitas) a um tal ponto que estes estão prontos a deixar passar nos seus ceus os avioes israelitas sem mais que um protesto formal, mas inofensivo. Os paises arabes sabem que qualquer ataque israelita será precedido de ataques de saturacao que destruirao o poder defensivo da República Islâmica e, logo, o seu prestígio e influencia regionais.

O problema é que pode ser já tarde demais para travar o programa nuclear iraniano… E mesmo se esse objetivo for alcançado, os custos materiais e humanos para Israel serao muito provavelmente consideráveis, tamanho é o grau de dispersão, a distancia, a força das defesas aereas e a qualidade das fortificações iranianas. Além dessas perdas, Israel tem que contar também com retaliações por parte do Hezbollah libanes… E com uma possivel deriva fundamentalista shiita do regime no poder no Iraque.

Perante um ataque israelite o apoio norte-americano é certo, quer logistico, quer diplomático e até, provavelmente, militar, com bombardeamentos aereos e por misseis de cruzeiro que destruam a força aérea e os mísseis anti-aéreos iranianos, abrindo caminho aos caças-bombardeiros israelitas. Aqui, de novo, a recompensa para os Estados do Golfo (como o Bahrein) que têm maiorias shiitas e para a Arábia Saudita serão notáveis: o seu grande rival regional perderá completamente todas as garras.

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O Irão lança mais um satélite

Foguetão Safir (http://tomsastroblog.com)

Foguetão Safir (http://tomsastroblog.com)

O Irão lançou mais um satélite. Designado como “Navid-e Elm-o Sana’at” ou seja: “Promessa de Ciência e Indústria”. O satélite foi totalmente concebido e construído no Irão por cientistas iranianos, pesando 50 kg e foi lançado por um foguetão Safir.

O satélite permanecerá numa órbita entre os 250 e os 370 Km com os seus equipamentos de telecomunicações, de medida e científicos ativos.

Este lançamento é mais um de vários lançamentos bem sucedidos desde 2009 e demonstra a ambição e capacidade da República Islâmica em prosseguir com o seu programa espacial apesar das sanções ocidentais que afetam atualmente o seu programa espacial e de mísseis.

Fonte:
http://english.farsnews.com/

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Israel está prestes a atacar o Irão?

Aviões israelitas F-15I (http://israeli-weapons.com)

Aviões israelitas F-15I (http://israeli-weapons.com)

Segundo o responsável máximo pela Inteligência militar israelita, o general Aviv Kochavi, afirmou numa conferencia de imprensa que o Irão já conseguiu fabricar urânio enriquecido numa quantidade suficiente para construir quatro bombas nucleares.

Segundo o general, o Irão terá cerca de 100 kg de urânio enriquecido a 20%, uma quantidade suficiente para as ditas 4 bombas e capacidade para as fabricar num ano, a partir do momento em que essa decisão seja tomada, não se sabendo se já o foi ou não… Oficialmente, República Islâmica continua a negar, mas com o novo bloqueio europeu às exportações de petróleo iraniano e com as ameaças do regime dos ayatollahs de fecho do Canal de Ormuz, as possibilidades de que essa ordem seja dada aumentam exponencialmente… E se esta for dada, Israel tem menos de um ano para fazer algo, porque sabe-se bem qual será o alvo prioritário desses engenhos, como de resto sucedeu também com os Scud iraquianos durante a Guerra do Golfo.

Israel poderá estar assim prestes a desencadear um ataque em larga escala às instalações nucleares iranianas. Se não o fizer, e for atacado, terá que preservar a capacidade de reacção para poder responder com uma das 300 ogivas que o estado judaico tem armazenadas.

Qualquer ataque aéreo israelita será contudo muito difícil… Em primeiro lugar, as defesas aéreas iranianas não estão “amolecidas” por décadas de bombardeamentos, como sucedida com o Iraque de Saddam, estão relativamente bem distribuídas, espalhadas pelo extenso território iraniano e bem equipadas… E Israel não tem as quantidades de mísseis terra-terra ou de aeronaves que os EUA dispõem para conduzir um ataque de saturação que torne inoperantes as defesas iranianas. E, sobretudo, Israel terá que combater no limite do raio de acção dos seus aparelhos e contra alvos muito bem protegidos e altamente reforçados contra os mais duros bombardeamentos. Assim sendo, a eficácia deste eventual ataque israelita é muito incerta… Ainda que a existência de uma dura retaliação não o seja.

Fonte:  
http://www.spacewar.com/reports/Iran_has_material_for_4_nuclear_bombs_Israeli_general_999.html

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O Irão capturou um UAV Stealth “RQ-170 Sentinel” norte-americano

O Irão alegou recentemente ter conseguido capturar um avião espião dos EUA, mas existem algumas inconsistências na história… Uma imagem que passou na televisão iraniana mostra aquilo que parece ser um ultra-secreto UAV “RQ-170 Sentinel” que teria caído em território iraniano a 4 de dezembro deste ano. As fotografias e imagens conhecidas do aparelho mostram-no praticamente intacto.

O facto de o UAV ter sido capturado voando junto ou dentro das fronteiras da República Islâmica indica que os EUA estão empenhados numa intensa campanha de reconhecimento aéreo de potenciais alvos no Irão…

Por outro lado, a afirmação iraniana segundo a qual as “defesas aéreas iranianas” teriam sido capazes de abater o UAV depois de ele ter violado o espaço aéreo iraniano, junto à fronteira afegã não confere com a afirmação do representante diplomático iraniano na ONU onde este diz que o UAV foi abatido quando voava bem dentro do espaço aéreo iraniano, perto da cidade de Tabas. Ambos os relatos conferem, contudo, no detalhe em que ele terá sido abatido pela defesa aérea iraniana. Duas descrições incompatíveis, portanto… a que há que somar ainda uma terceira: outros membros do governo iraniano dizem que a explicação para a aparente falta de danos no UAV (e obrigatória, caso este tivesse sido abatido) se deve ao facto de o aparelho ter capturado por uma unidade de guerra cibernética da Guarda da Revolução, que terá assumido o controlo do avião, fazendo-o aterrar suavemente num aeródromo iraniano.

Os EUA não estão a responder a estas afirmações (propangadisticas, como é a tradição islâmica), mas parece certo, pelas evidencias fotografias que o aparelho foi mesmo capturado quase ou totalmente intacto. E a ser assim, a tese de que estaria voando no interior do Irão e não junto à fronteira com o Afeganistão torna-se muito provável: isso daria aos iranianos mais qualidade de sinal e tempo para assumir o controlo do UAV…

Existe também a possibilidade (elevada já que o UAV encripta todos os canais de comunicação e controlo) de que o aparelho tenha sofrido uma avaria que o levou a cair de forma mais ou menos controlada no Irão. Esta é a tese que favorecemos, especialmente tendo em conta passadas declarações bombásticas e infundadas de responsáveis militares iranianos quanto à capacidade das suas defesas.

Fonte:
http://www.defensenews.com/story.php?i=8530940&&s=TOP

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A Mossad terá realizado um atentado num paiol iraniano de mísseis Shahab-3?

Raio de alcance do míssil iraniano Shahab-3 (www.ad-actu.fr)

Raio de alcance do míssil iraniano Shahab-3 (www.ad-actu.fr)

Quando recentemente uma grande explosão foi registada num paiol iraniano, imediatamente foi acionado um alerta de ataque aéreo porque se pensava ser o começo da vaga de bombardeamentos por parte de Israel que conta estar iminente.

Soube-se pouco depois que não, que não era o começo de nenhuma campanha aérea israelita contra o Irão. Mas agora, um artigo do jornal Times vem levantar a suspeita de que afinal a responsabilidade desse ataque pode mesmo ser atribuída a Israel…Segundo esse artigo, tratar-se-ia da obra de uma sabotagem realizada por agentes da Mossad e mais ataques semelhantes estariam a ser preparados…

De facto, no passado recente a Mossad já realizou um ataque semelhante provocando a morte a 17 guardas revolucionários iranianos, entre os quais o seu objetivo, o responsável máximo pelo programa de misseis da Republica Islâmica, o general Hasan Moghaddam.

Este alegada sabotagem ocorre no momento em que é divulgado um relatório da IAEA em que se apresentam provas de que o Irão está a trabalhar numa ogiva nuclear suficientemente pequena para poder ser transportada por um míssil Shahab-3 ou Shahab-4.

Esta sabotagem terá visado um silo de mísseis Shahab-3, quando o general Moghaddam estava presente. Os iranianos não assumem tratar-se de uma sabotagem, e provavelmente nunca o farão já que tal significaria que um dos – supostamente – mais seguros lugares do Irão era, afinal, permeável e se o era, também as instalações nucleares o podem ser…

Fonte:
http://www.guardian.co.uk/world/julian-borger-global-security-blog/2011/nov/14/iran-nuclear-weapons

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O Irão terá conseguido já obter toda a tecnologia necessária para fabricar uma Bomba Nuclear

Um relatório da “Agência Internacional de Energia Atómica” (AIEA), indica que o Irão terá já conseguido cumprir todos os requisitos essenciais ao processo de fabricação de um engenho nuclear.

Segundo a AIEA, o sucesso iraniano deve muito ao auxilio de um cientista nuclear russo, que terá passado aos seus colegas iranianos as informações que lhes permitiram construir os detonadores de elevada precisão que são necessários para desencadear uma reação em cadeia e, assim, detonar uma bomba nuclear de fissão. Ter-se-á tratado de Viacheslav Danilenko, que entre 1990 e 1995 esteve no Irão. A Agência indica também que o Irão contou com o auxilio de especialistas vindos do Paquistão e da Coreia do Norte. A confirmar-se, isto indica que o Irão, apesar do discurso público, continuou a trabalhar numa arma atómica e que intensificou esse trabalho depois de 2003 mantendo-o sempre sob a capa de varias instituições civis.

A notícia surge num momento em que se multiplicam as noticias sobre a preparação de um ataque aéreo israelita às instalações nucleares do Irão. Não pode tratar-se de uma coincidência… Ou partes deste relatório foram conhecidas por Israel antes da sua divulgação publica, desencadeando assim um movimento de urgência por parte do executivo israelita contra um país que há muito elegeu Israel como o seu alvo principal, ou o próprio relatório foi forjado ou manipulado pelos serviços secretos de Israel para justificar tal iminente operação… Talvez saibamos a resposta daqui a algum tempo. Ou não.

Fonte:
http://www.publico.pt/Mundo/irao-esta-a-beira-da-sua-capacidade-nuclear-diz-aiea-1519806

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Está iminente um ataque aéreo israelita ao Irão?

F-15I israelita (http://flights.com.br)

F-15I israelita (http://flights.com.br)

Não são de ontem as noticias sobre um ataque aéreo israelita às instalações nucleares do Irão. Mas nada se sabia já há alguns meses. Contudo, no começo de novembro, o jornal israelita Haaretz publicou uma noticia segundo a qual o Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu teria pedido ao seu gabinete apoio para um ataque ao Irão.

A noticia surge após semanas de especulação mediática sobre a preparação de um tal ataque unilateral, isto é, realizado sem apoio explícito dos EUA.

A notícia do Haaretz refere que além do Primeiro Ministro, o Ministro da Defesa e o dos Negócios Estrangeiros são favoráveis a tal ataque, mas a maioria dos ministros continuam a opor-se a tal ação, como o ministro das finanças e o do Interior.

Segundo alguns peritos um ataque aéreo ao Irão no Inverno seria “quase impossível” devido à cobertura de nuvens. Logo, mesmo que o Primeiro Ministro consiga inverter a situação no seu próprio gabinete, é duvidoso que ataque seja realizado nos próximos meses, especialmente tendo em conta o elevado grau de dispersão das instalações nucleares iranianas e o seu relativamente elevado grau de proteção (bunkers e defesa anti-aéreas). De facto, qualquer operação israelita contra o Irão será sempre de alto risco. Desde logo a sua força aérea não tem os meios suficientes para a tão longa distancia conseguir atingir os alvos iranianos na secção leste deste país e depois resta sempre a questão de ter que sobrevoar o Iraque, a Jordânia e talvez a Síria no voo de ida (o que pode não ser muito problemático), mas sobretudo no de volta, com as defesas aéreas destes países preparadas para os receber… Apesar de toda a vontade do Primeiro Ministro, a operação é extremamente arriscada e certamente que iria enfurecer os iranianos, que iriam retaliar com os mísseis Scud que se sabe terem em armazém em grandes quantidades.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/In_Israel_speculation_over_strike_on_Iran_grows_999.html

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Sobre a estranha morte de engenheiros nucleares iranianos num “acidente” num avião russo

Acidente com Tupolev russo que vitimou engenheiros nucleares iranianos (http://images.ctv.ca)

Acidente com Tupolev russo que vitimou engenheiros nucleares iranianos (http://images.ctv.ca)

Recentemente, foi noticiado um desastre fatal com um avião civil no norte da Rússia. Até aqui nada de incomum, dada a conhecida má manutenção da maioria dos aparelhos da Aeroflot. Mas quando sabemos que entre as vítimas se encontravam cinco peritos nucleares que estiveram envolvidos na concepção e construção de uma central nuclear da República Islâmica, a coisa já não parece assim tão banal…

Com efeito, o desastre do Tu-134 que teria causado a morte aos seus 44 passageiros e que ter-se-ía fraturado e incendiado durante a aterragem no aeroporto de Petrozavodsk contando-se entre eles os cinco principais desenhadores da central iraniana de Bushehr. Considerados como os cinco melhores especialistas russos nesta área, a sua morte representada para a indústria nuclear russa um sério revez. O seu desaparecimento vai também afetar seriamente o programa nuclear do Irão, país que tinha requerido à empresa russa que os empregava a conclusão desta inacabada central iraniana.

Conhecida que é a preocupação israelita quanto ao programa nuclear iraniano e aos seus objetivos militares não espantaria ninguém se neste conveniente “acidente” não estivesse a mão invisível da Mossad…

Fonte:
http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/nuclear-experts-killed-in-russia-plane-crash-helped-design-iran-facility-1.369226

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O Irão prepara-se para lançar “grandes satélites” dando assim um passo crucial para um programa espacial tripulado

O presidente iraniano num discurso recente declarou que o Irão tinha planos para lançar “grandes satélites” a altitudes de 35 mil km. A declaração segue-se ao bem sucedido lançamento do pequeno satélite de observação terrestre Rasad. O Irão tinha já declarado a sua intenção de lançar mais 3 satélites em 2011 e primeiro trimestre de 2012.

Estes “grandes satélites” são um passo essencial para que a República Islâmica seja capaz de utilizar – com segurança e fiabilidade – um lançador pesado, capaz de transportar um astronauta para um voo orbital e conseguir assim um precioso golpe de propaganda para o seu modesto (mas muito consistente) programa espacial.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Iran_wants_to_launch_bigger_satellites_into_GEO_orbit_999.html

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O Irão coloca em órbita o seu terceiro satélite

O Irão colocou no espaço o seu primeiro satélite. O engenho foi designado como Rassad-1 e foi construído pela Universidade “Malek Ashtar” de Teerão. O satélite foi lançado por um foguetão Safir e colocado a uma órbita de 260 km de altitude.

O Rassad-1 é – segundo os Media iranianos – “capaz de fotografar a Terra” e deverá funcionar durante pelo menos dois meses sendo o terceiro satélite iraniano

O satélite prova a capacidade espacial do Irão e a capacidade para o país colocar uma ogiva nuclear em qualquer ponto do globo.

O Irão trabalha atualmente em 4 modelos diferentes de satélites e nos motores da nova versão do Safir, o Safir-B1 e mantém a ambiciosa data de 2020 para colocar um astronauta no Espaço. O astronauta não poderá ser enviado com o Safir-B1 porque este pode transportar apenas cargas úteis de 50 kg e assim este objetivo vai exigir o desenvolvimento de um foguetão com a mesma fiabilidade do Safir mas com um aumento muito substancial na sua capacidade.

Fonte:
www.space.com

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O Irão envia submarinos para o Mar Vermelho

O Irão declarou recentemente ter enviado submarinos para o Mar Vermelho por forma a “recolher informação”. Esta é a primeira vez que a marinha de guerra iraniana envia navios a distâncias tão grandes das suas aguas territoriais.

O Irão não detalhou o tipo de submarinos enviou para o Mar Vermelho nomeadamente se foi um dos pequenos submarinos fabricados localmente da classe Nahang ou um dos três submarinos russos Kilo. É contudo mais provável que se trate do Qaem, uma nova classe de submarinos ligeiros construídos no Irão e cuja primeira unidade foi lançada ao mar em agosto de 2010 sendo assim a operação descrita um teste de mar deste novo navio tendo provavelmente um Kilo como apoio.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/iran-submarines-dispatched-to-red-sea-report-34747/#ixzz1Og2BFDAe

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O Irão lançou em meados de março a última versão do seu lançador de satélites, o Kavoshgar-4

O Irão lançou em meados de março a última versão do seu lançador de satélites. O foguetão tem a designação Kavoshgar-4 e foi lançado com uma pequena cápsula com vários organismos vivos, antecipando voos futuros em que deverão ser levados macacos e, mais tarde, um astronauta.

O lançamento comprovou a fiabilidade do sistema de propulsão, da cápsula e dos sistemas eletrónicos de controlo, tendo sido também enviadas imagens de alta altitude (captadas a mais de 120 km) para a estação terrestre de controlo.

O Kavoshgar-4 é um desenvolvimento direto do Kavoshgar-3 lançado em fevereiro de 2010 e prova que o país islâmico continua empenhado no seu ambicioso programa espacial que o coloca já no restrito clube de países capazes de colocar em órbita um satélite com tecnologia própria e que – para grande nervosismo do Ocidente – poderá colocar uma ogiva militar (nuclear ou convencional) e qualquer lugar do mundo com essa mesma tecnologia.

Fonte:
http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_channel.jsp?channel=defense&id=news/awx/2011/03/17/awx_03_17_2011_p0-297718.xml

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No começo de 2011, o Irão deverá lançar o satélite “Fajr”

No começo de 2011, o Irão deverá lançar o satélite “Fajr”. O “Fajr” será assim o segundo satélite iraniano, depois do “Omid”, lançado em fevereiro de 2009. Tratar-se-á de um “satélite de reconhecimento” e será seguido pouco depois por um segundo satélite com o nome “Rasad 1” (“observação”) cujo lançamento chegou a estar agendado para agosto de 2010.

O Fajr é um satélite de reconhecimento alimentado por painéis solares e possui um sistema de propulsão que lhe permitirá manter-se em órbita durante longos períodos de tempo.

Fonte:

http://www.defencetalk.com/iran-to-launch-reconnaissance-satellite-30829/

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O Irão continua assolado pelo virus israelita Stuxnet

O programa nuclear iraniano continua um caos depois do ataque do vírus informático que assolou as suas instalações informáticas há alguns meses. Oficialmente, ainda que o governo iraniano tenha admitido a infecção, os seus efeitos tinham sido limitados e contidos. Ora isto não parece ser verdade, já que foi registado recentemente um grande aumento no volume de tráfego gerado pelo Stuxnet com origem na República Islâmica.

Isto significa que este vírus, que usa PCs comuns como hospedeiros para atacar a partir daí sistemas proprietários da Siemens (e que é muito provavelmente controlado a partir de Israel) continua ativo e a procurar penetrar as defesas informáticas das centrais nucleares iranianas…

Fonte:
http://tech.slashdot.org/story/10/12/09/2319229/Stuxnet-Still-Out-of-Control-At-Iran-Nuclear-Sites?from=rss

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O Irão prepara-se para testar os seus mísseis S-300

Nos últimos anos, a Rússia teve que desmentir por várias vezes ter vendido mísseis anti-aéreos S-300 ao Irão… Mas o certo é que a República Islâmica tem atualmente alguns destes engenhos ao seu uso. Segundo algumas fontes, seriam de construção local… segundo outras, nem tanto. De qualquer forma, recentemente o Brigadeiro-General Mohammad Hassan Mansourian declarou que “daqui a pouco tempo vamos testar as nossas defesas aéreas de longo alcance, incluindo os S-300 iranianos”.

A notícia colide com um decreto presidencial russo de setembro de 2010 e onde este proibia a venda destes mísseis ou dos seus componentes para o Irão. Uma dificuldade que o regime iraniano reconheceu e que mereceu severas críticas de “cedência ao sionismo” por parte das autoridades iranianas.

Mas se estes mísseis existem mesmo (como tudo indica) serão assim unidades compradas a outros fornecedores como a Ucrânia ou a China (que utiliza o clone local) ou serão puramente de origem local, a partir de planos obtidos de forma mais ou menos obscura pelo regime iraniano no mercado negro russo ou ucraniano?

Fonte:
http://www.defencetalk.com/iran-to-test-own-s-300-missiles-despite-russia-30069/

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Sobre o “Plano de Ataque” dos EUA às instalações nucleares do Irão

Instalações nucleares do Irão (http://www.inewscatcher.com)

Instalações nucleares do Irão (http://www.inewscatcher.com)

Um alto responsável do exército dos EUA admitiu que existia um plano de ataque para impedir o Irão de obter armas nucleares. Mas também admitiu estar seriamente preocupado com as consequências de tal ataque. Quem falava (provavelmente demais) era o almirante Mike Mullen do Estado-Maior dos EUA. O almirante acrescentou que continuava a esperar que os esforços diplomáticos e as sanções económicas produzissem efeito e que não fosse necessário recorrer à opção militar.

Apesar do discurso esperançoso e “diplomático” o certo é que – ao que me recorde – é a primeira vez que um alto responsável militar dos EUA admite publicamente a existência de um plano de ataque detalhado às instalações nucleares da República Islâmica. Tal reconhecimento implica também uma “quase certeza”: assim que o Irão detonar a primeira bomba nuclear experimental o plano é ativado… ou então a existência de tal plano de ataque é um puro absurdo. E não é.

Fonte:
http://www.defpro.com/news/details/17262/

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Mossadegh: Outra história negra da BP

A responsabilidade criminosa da BP na tragédia do Golfo do México não é a única “página negra” no historial desta tenebrosa companhia britânica. Bem pelo contrário… esta multinacional petrolífera britânica tem um longo historial de malfeitorias e conspirações várias.

Em 1953 os serviços de inteligência britânicos e a CIA prepararam um Golpe de Estado no Irão, derrubando o governo democraticamente eleito de Mossadegh e dando início a um longo processo que estaria nas origens da presente República Islâmica. Ora a principal causa para o derrube deste popular e inteligente presidente foi a sua decisão de nacionalizar o petróleo, então nas mãos da “Anglo-Iranian”, já que a empresa pagava ordenados de miséria aos iranianos que empregava e que não investia no Irão os lucros chorudos que retirava do seu generoso subsolo. Com a nacionalização, a empresa ficaria unicamente britânica e assumiria o nome de “British Petroleum” ou… BP. O golpe tinham assim um objetivo claro: devolver o controlo da exploração petrolífera à BP. E se toda esta cadeia de eventos não tivesse acontecido, derrubando no processo um governo eficaz e democraticamente eleito, será que hoje teríamos o problema do extremismo islâmico em mãos?

Recordando esta parcela menos conhecida da História do Médio Oriente é assim possível compreender um pouco melhor a natureza da fibra moral de uma empresa que agora além de poder exibir nos seus pergaminhos o derrube de uma exemplar e rara democracia no instabilíssimo Médio Oriente pode agora tambem a (derradeira?) prova da sua cupidez e desleixo: a fuga de petróleo do Golfo do México. Uma grande empresa para escolher naquilo a que já chamei de “consumo consciente”, noutros artigos dedicados a empresas com más “pegadas” ecológicas ou de carbono, ou seja, empresas a não escolher quando exercemos a nossa escolha consciente de artigos de consumo.

Fonte:
http://www.huffingtonpost.com/2010/06/08/bps-long-history-of-destr_n_604511.html

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O Irão diz que “modernizou” os seus F-14 Tomcat


(Os F-14 originalmente entregues ao Irão)

O Irão alega ter “melhorado” e modernizado os seus aparelhos F-14 Tomcat com tecnologia localmente desenvolvida. A declaração foi produzida pelo general Aziz Nasirzadeh e detalhou que a República Islâmica teria colocado nos seus F-14 radares e novos motores fabricados nas airframes construídas nos anos setenta nos EUA. Estas actualizações estariam a ser feitas a todos os aparelhos iranianos deste modelo de forma “regular” e que os aviões estariam preparados para utilizar as “bombas inteligentes” Qassed de 900 kg.

A notícia de que os F-14 iranianos estariam novamente operacionais é muito plausível, ainda que não exatamente nos termos exatamente descritos pelos iranianos… É que em janeiro de 2007, os EUA anunciaram que suspeitavam que peças sobresselentes de F-14 tivessem ido parar ao Irão…

Fonte:
http://www.defpro.com/news/details/14666/

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O Irão está a comprar barcos rápidos para a sua Marinha

(Um "Bradstone Challenger", como aqueles comprados pelo Irão em http://www.arneson-industries.com)

(Um "Bradstone Challenger", como aqueles comprados pelo Irão em http://www.arneson-industries.com)

O Irão comprou um “speedboat” de origem britânica e alguns meios militares norte-americanos receiam que possa vir a ser militarizado e equipado com torpedos russos de alta velocidade. Teoricamente, uma combinação como esta seria capaz de afundar um dos super-porta aviões norte-americanos. O barco foi comprado – apesar de várias pressões britânicas e dos EUA – pelo Irão, depois de várias tentativas frustradas já desde 2005 e a empresa norte-americana Navatek está a trabalhar numa versão militar do barco, o que comprova a sua capacidade militar… Em 2005, o departamento de comércio do Reino Unido, impediu a venda, mas o barco (de nome “Bladerunner 51”) acabou por ser comprado por uma empresa sul-africana sediada em Durban e daí, seguiu para o Irão… Os EUA, tentaram travar esta revenda, aparentemente sem sucesso. Depois, terão sido enviadas forças especiais para travar a viagem do barco, mas a operação terá sido abortada no último momento e o barco está agora no porto militar de Bands Abbas, controlado pela Guarda Revolucionária.

A Guarda Revolucionária Iraniana usou durante a Guerra Irão-Iraque vários barcos rápidos para atacar cargueiros e petroleiros iraquianos, tendo reputadamente afundado várias dezenas deles com estes meios. Tem portanto a experiência de uso deste tipo de embarcações e agora os EUA receiam que a Guarda Revolucionária possa usar este tipo de embarcações para atacar os navios de guerra norte-americanos no Golfo Pérsico

O Financial Time citou o especialista Craig Hooper que declarou que o Irão está “a percorrer o mundo em busca de barcos rápidos que tenham potencial militar” como forma de atualizar a sua frota atualmente composta por embarcações de origem norte coreana e chinesa. O especialista levantou também a possibilidade de os iranianos combinarem estes barcos rápidos com os torpedos russos rápidos Shkval. Não é certo que o Irão tenha tais engenhos, mas recentemente, o general Ali Fadavi, da Guarda Revolucionária declarou em 2006 que estava a testar “um torpedo do qual nenhum navio conseguiria escapar”, seria o Shkval? Ou melhor uma cópia iraniana que alguns alegam existir sob o nome de “Hout”?

Obviamente, o maior risco não está na compra de um único barco rápido, mas na provada capacidade para fazer engenharia reversa sobre este e de produzir rapidamente barcos semelhantes em grandes números…


Fontes:

http://www.spacewar.com/reports/Iran_speedboat_threatens_US_carrier_999.html
http://www.motorboatsmonthly.co.uk/news/449655/iran-buys-bradstone-challenger-but-why
http://www.navatekltd.com/

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O Irão testou com sucesso um segundo míssil de combustível sólido Sejjil-2

O Irão testou com sucesso um segundo míssil de combustível sólido Sejjil-2. O Sejjil-2 tem um alcance máximo de dois mil quilómetros e este teste segue-se a um primeiro, realizado em maio de 2009.

Segundo fontes iranianas, o Sejjil-2 pode levar “diferentes tipos de ogivas”, com até 1,2 toneladas, numa indireta alusão à sua capacidade levar ogivas químicas ou nucleares e tem “caraterísticas furtivas”, para iludir os radares de sistemas antí-missil, como os PAC dos EUA ou os S-300 russos.

O míssil foi concebido para lançamentos muito rápidos, graças à propulsão sólida e de elevada velocidade na fase de ascensão e descida sobre o alvo, momentos do voo, onde se focam a maioria dos sistemas antimíssil.

O míssil foi desenvolvido em parceria com a Coreia do Norte e representa um grande avanço para as forças balísticas iranianas, já que o tempo que medeia entre a paragem do veículo transportador e o lançamento é muito curto, não havendo a necessidade de o abastecer de combustível líquido, como sucedia com os Scud iraquianos durante a Guerra do Golfo.

Em 3 de fevereiro de 2010, o Irão lançou um foguetão Kavoshgar 3, que em fevereiro de 2009 tinha já lançado o primeiro satélite iraniano, o Omid, mas este novo satélite representa um novo e importante passo para o programa espacial iraniano, já que este transportava vários animais vivos: um rato, tartarugas e vermes. Os sinais de suporte de vida foram transmitidos para Terra.

O Irão está também a trabalhar num lançador mais poderoso que designa de Simorgh, que será capaz de transportar cargas úteis de até cem kg até órbitas baixas.

Fonte:
http://defense-update.com/newscast/0509/news/sejjil_test_200509.html

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Israel estaria a preparar um ataque às instalações nucleares do Irão usando bases na Geórgia

Segundo algumas fontes, os Estados Unidos teriam cancelado uma grande remessa de armamento para a Geórgia, quando souberam que este país do Cáucaso estava a colaborar com Israel na preparação de um ataque aéreo ao Irão. A remessa (cancelada pelo próprio Obama) incluiria uma grande quantidade de armamento ligeiro, helicópteros e algum armamento pesado não identificado. Outra possível fonte deste cancelamento pode ter sido uma pressão russa, agora que o clima entre Putin e Obama é de “degelo”.

Mas a tese mais interessante é de facto aquela segundo a qual Israel estaria a preparar o uso de aeródromos junto a Tbilisi como ponto de apoio para um ataque aéreo às instalações nucleares do Irão. Isso explicaria aliás a presença de três “consultores” israelitas na Geórgia…

A ser verdade, isso implicaria a conivência turca, já que para chegar à Geórgia, os aviões israelitas teriam que atravessar a Anatólia e – o mais importante – implicaria igualmente que este plano israelita está em curso e que não será esta revelação que o irá parar… E de facto, posso admitir que prefiro um mundo em que Israel bombardeira as instalações nucleares do Irão, a um mundo em que o Irão dos Ayatollahs está armado com ogivas nucleares.

Fonte:
http://defensetech.org/2010/01/06/intel-us-shuts-down-arms-shipment-to-georgia/

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O Irão vai lançar mais um foguetão para o Espaço em 2010

O Irão anunciou que vai lançar o seu foguetão “Kavoshgar” (“Explorador”) em março de 2010. O foguetão será enviado para o Espaço até uma altitude entre os 50 e os 150 km, conduzindo aqui “diversos estudos científicos”.

Em fevereiro de 2009, o Irão lançou o satélite de telecomunicações Omid, a partir de um foguetão Safir 2. Meses depois, era a vez o do Kavosh 2, que regressou ao solo com uma carga cientifica por intermédio de um para-quedas. Este ritmo relativamente intenso de lançamentos deverá continuar em 2010, ao que tudo indica, mas desta feita colocando em órbita não apenas simples satélites experimentais de curta vida útil, mas satélites de comunicações e de observação da Terra mais duradouros e sofisticados.

Em 2011, o Irão anunciou que poderá enviar um “ser vivo” para o Espaço, dentro de uma “bio-cápsula”. Ainda não se sabe que animal será utilizado, mas a referencia a um único animal aponta para um cão ou para um primata, como fizeram soviéticos e norte-americanos na década de 50, como preparação para o envio de astronautas para o Espaço, algo que o Irão espera conseguir fazer antes de 2021, não com os foguetões atuais, nem com seus descendentes diretos, porque lhes falta ainda capacidade (mas não fiabilidade), mas com foguetões que hoje existem apenas nas pranchetas de desenho. De qualquer forma, o programa espacial iraniano tem revelado as mesmas qualidades do chinês: uma lógica de pequenos passos, regulares e pouco ambiciosos, tendo objetivos de longo prazo sempre no horizonte. Algo de radicalmente diferente ao que se passa no programa espacial do Brasil, um país lusófono que também mantêm um programa espacial, mas confuso e de destino e objetivos incertos.

Fonte:
RIA Novosti

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A Rússia vai entregar aviões MiG-29 e MiG-31 à Síria ou… ao Irão?

Segundo fontes noticiosas russas, a Rússia prepara-se para entregar 5 MiG-31E Foxhound à Síria. O negócio teria sido combinado em finais de 2006 e incluiria também um número indeterminado de aviões MiG-29M/M2. No total, o contrato rondaria o bilião de dólares e a confirmar-se poderá ser o balão de oxigénio de que a RSK (a construtora dos MiG) estava a precisar para sobreviver.

As mesmas fontes indicam que a Síria poderia não ser o destino final dos aparelhos e que poderia estar a agir como intermediário para o Irão, país que estaria a financiar o negocio, o que pelo menos explicaria onde a Síria (país em crónicas dificuldades financeiras) estava a buscar tamanha soma.

No passado, a Síria já cumpriu idêntico papel, quando comprou 36 Pantsir S1E sistemas de defesa aérea que tinham como cliente final a República Islâmica. E os laços entre os dois países do “eixo do mal” são ainda excelentes, tendo o Irão financiado praticamente todas as ultimas compras de armamento sírias.

Mesmo se estes aviões não forem revendidos ao Irão, a geopolítica da região poderá sofrer uma alteração substancial. O país recebeu recentemente novos sistemas antiaéreos ucranianos e russos e estes novos aviões iriam reduzir a vantagem de que Israel goza ainda sobre os seus vizinhos. De um lado, os MiG-31E poderiam ser uma ameaça de um tipo completamente novo, com a sua capacidade para voar a Mach 2,8 e um radar capaz de comandar outros aparelhos em voo como o F-22 ou um pequeno AWAC. A variante “E” que será vendida à Síria é uma variante de exportação, com sistemas inferiores à versão russa. Por outro lado, o MiG-29 é um avião já conhecido e operado, quer pela Síria, quer pelo Irão (que recebeu os aviões que Saddam enviou para o Irão, na ultima guerra do Golfo). Quando usado em combate, no Iraque e na Servia, o tipo não revelou nenhum desempenho extraordinário, mas num e noutro caso tratavam-se de versões iniciais do aparelho, ambos estavam desprovidos dos mísseis de médio e longo alcance que podem equipar o avião e – no caso iraquiano – os pilotos sofriam de graves lacunas de treinamento. Isso explica porque é que os pilotos alemães da Luftwaffe que simularam combates deste avião contra F-16 da OTAN os consideraram “imbatíveis” no combate a curta distância. E isto apesar dos aviões alemães (herdados da antiga RDA) sofrerem de todas as limitações da versão “A”: fraco raio de ação, produção excessiva de fumo pelos reatores e inexistência de capacidade “multi-role”. Estes problemas, a que se deve somar a crónica incapacidade da RSK de fornecer peças sobresselentes aos seus clientes, reduziram a escombros o prestígio de um dos aviões soviéticos mais temidos durante a Guerra Fria.

O MiG-29M/M2 pretende resolver todas estas limitações. Novas ligas permitem uma apreciável redução de peso, depósitos alargados permitem o transporte de mais combustível e alargam o raio de ação do aparelho. Uma nova aerodinâmica aumenta a já excelente manobrabilidade do MiG-29 e um novo radar e uma aviónica renovada tornam-no num adversário mais temível do que nunca, com excepção apenas do F-22A.

Fonte:
http://www.defenseindustrydaily.com/syria-buying-mig31s-mig35s-for-1-billion-03391/

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Sobre o surpreendemente avançado programa espacial iraniano

Frequentemente considerado como uma mera extensão propangadística do seu programa de mísseis balísticos, o programa espacial iraniano pode afinal ser mais avançado do que se pensava… O primeiro satélite iraniano foi lançado em 2 de fevereiro de 2009, recorrendo a um lançador construído localmente e que muitos peritos acreditavam não passar de um míssil balístico levado até ao seu limite técnico, afinal pode não ser assim tão limitado e dar assim uma credibilidade renovada ao projeto iraniano de colocar um Homem no Espaço.

(Lançamento do “Omid”)

O primeiro satélite (chamado “Omid”, “esperança”), um satélite cúbico de 40 cm com apenas 25 kg, com vários retransmissores de rádio e instrumentação para “estudar a composição das camadas mais altas da atmosfera”, que foi colocado numa órbita baixa de apenas 250 km de altitude, o que significa que não deverá conseguir manter-se em órbita mais do que algumas semanas, devido à fricção com as camadas mais elevadas da atmosfera terrestre. Não se trata portanto de um satélite muito impressionante, do ponto de vista tecnológico. O mesmo se pensava do seu lançador, o Safir-2, que deveria ser apenas uma evolução a partir dos Scuds soviéticos, nomeadamente da sua versão local, o Shahab-3 construída com auxílio de técnicos norte coreanos. De facto, o Safir-2 corresponde basicamente a dois misseis balísticos, colocados um sobre o outro formando um foguetão de dois estádios, e encimado por um terceiro andar, com um terceiro míssil, mas menor. O problema é que os astrónomos amadores que seguiram o lançamento e a evolução do Omid em órbita registaram que todo o terceiro andar entrou em órbita, sendo muito mais brilhante que o satélite, que é um corpo diferente do primeiro. Isto significa que o Irão consegue colocar em órbita cargas muitos maiores e… em altitudes superiores, se assim o desejar. Alguns peritos, como o professor Geoffrey Forden do MIT acreditam que o Irão pode ter desenvolvido um motor criogénico, mais poderoso que os sistemas de combustível líquido dos seus mísseis balísticos.

Recentemente, Reza Taghipour, o presidente da agência espacial iraniana afirmou que o Irão tinha planos para colocar um homem em órbita até 2021. Este feito seria impossível com um foguetão de apenas dois andares, sem foguetões auxiliares de combustível sólido (como o Longa Marcha 2F chinês) ou os Soyuz russos, com os seus três andares. Tudo depende contudo do tamanho e da potencia deste terceiro andar. Se é demasiado grande e potente, então o primeiro estádio não terá motores com a potencia suficiente para levar uma cápsula tripulada até órbita, se é pequeno… então o primeiro andar é suficiente potente, para receber um terceiro andar pesado e forte o bastante para levar a órbita uma cápsula com um ou dois astronautas.

Até 2010, o Irão deverá lançar mais quatro satélites, melhorando o seu lançador sendo provável que adicionem alguns foguetões de combustível sólido ao primeiro estádio (seguindo o modelo chinês), havendo também a possibilidade de instalação de um sistema semelhante no terceiro andar.

Fontes:
http://www.portlandtribune.com/us_world_news/story.php?story_id=LN300267
http://www.spacetoday.org/Satellites/Iran/IranianSat.html
http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/7868116.stm
http://www.reuters.com/article/topNews/idUSTRE5120NN20090203
http://www.iht.com/articles/2009/02/04/africa/04iran.php
http://en.wikipedia.org/wiki/Safir_(rocket)

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O Irão prepara-se para lançar um satélite e… dos passos seguintes do seu programa espacial


(Lançamento do
Kavoshgar 1)


(Lançamento do Kavoshgar 2)

O Irão está a avaliar o envio de foguetões para o Espaço contendo animais, como forma de preparar o posterior envio de astronautas. A declaração confirmando estas intenções foi proferida por
Mohammad Ebrahimi, o responsável máximo pelo Instituto de Pesquisa Aeroespacial, no mesmo momento em que anunciava que brevemente o país ía lançar mais dois foguetões, os Kavoshgar 3 e o Kavoshgar 4. O último lançamento de um foguetão desta classe, o Kavoshgar 2, transportou sensores de pressão e velocidade do ar e conduziu “testes astronómicos” não especificados a altitudes entre os 50 e os 200 km. Uma vez esgotado o combustível, o foguetão iniciou uma queda balística e aterrou ao fim de quarenta minutos depois do lançamento por via da ativação de um paraquedas. Os foguetões Kavoshgar parecem ser evoluções a partir dos mísseis militares Shahab-3, mas ao contrário destes têm um terceiro estádio que o Irão designa de forma um tanto bombástica como “laboratório espacial”. Para além do Kavoshgar, o Irão dispõe também dos foguetões “Safir“, na verdade uma designação do míssil balístico Shahab-3 que tem a capacidade teórica de colocar em órbitas baixas (LEO) um microsatélite de até 20 kg de peso.
No seu estádio presente, o programa espacial iraniano parece bastante modesto… Têm a tecnologia suficiente para construir um satélite, tendo enviado num foguetão russo Cosmos-3M o satélite Sina-1 em 2005. Mais recentemente graças aos Kavoshgar, a república islâmica tem recuperado atraso também no segmento dos lançadores e deverá estar para breve o lançamento de um satélite construído localmente por um destes foguetões… um lançamento que deverá ocorrer ainda em 2009, já que o prometido lançamento do “Omid” para meados deste ano acabou por não suceder. Para um país como o Irão, colocar um satélite no Espaço será uma importante forma de afirmação internacional e de orgulho nacional. É claro que todo o programa espacial deriva do programa militar balístico, e este, por sua vez, de tecnologia norte-coreana (a base do Shahab-3 é o missíl No-Dong coreano, mas com um alcance aumentado dos 1500 km para os 2000 km). Tudo indica que 2009 será um ano decisivo para o programa espacial do Irão: o lançamento do primeiro satélite usando um lançador nativo… Seguido de um provável lançamento de um animal dentro do “laboratório espacial” do foguetão, irão preparar o Irão para o próximo e ambicioso passo: colocar um astronauta no Espaço através de meios próprios…
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