Posts Tagged With: Internet

Na Dinamarca, será possível consultar a Internet em Exames: Facilistismo gratuito ou… Uma boa ideia?

Enquanto que o ensino superior na Índia se torna ano após ano, cada vez mais prestigiado e reconhecido em virtude dos seus elevados níveis de exigência, na Europa parte-se para o caminho exatamente oposto: um que pode ser confundido com o… facilitismo. Na Dinamarca, por exemplo, os estudantes que estejam no último exame do Secundário, poderão consultar fontes na Internet.

A teoria é que os alunos serão suficientemente honestos para acederem à Internet sem copiarem. Teoricamente, chats e correio eletrónico, serão proibidos durante o exame, mas será permitido o acesso a qualquer página na Internet. Já há alguns anos que os alunos dinamarqueses podem entregar os seus exames através do computador (sem papel), este é contudo um passo completamente radical…

É verdade que tal medida tem que ser feita numa sociedade com elevados padrões de civismo, já que é impossível garantir copy-pastes massivos ou copianços clássicos feitos com a “acessoria” de “consultores” do outro lado de uma sessão de chat… Por isso, o sucesso de uma medida como esta depende em grande medida da consciência cívica dos alunos, mas tem a grande potencialidade de potenciar estes para uma das atividades que hoje é mais importante: a capacidade de encontrar informação relevante e útil. Mas será que isso compensa o risco desta medida em criar ainda mais facilitismo, num sistema de ensino (europeu) que já não é um dos mais exigentes do mundo?

A perigosa via do facilitismo é aqui um risco evidente e o prestígio imenso das universidades técnicas indianas parece apontar noutra direção: a da exigência. Mas se na Antiguidade era como encontrar entre os mais ilustres quem conhecesse de memória a Odisseia ou a Bíblia, isso tornou – apenas por isso – melhores essas sociedades? Será que a memorização massiva de números e nomes contribui para fazer cidadãos melhores e mais úteis à sociedade? Ou deixar aos estudantes a hipótese de encontrarem esses números na Internet enquanto simultaneamente se desenvolvem as suas capacidades de procura de informação na Internet será melhor opção?

Fonte:
http://www.publico.clix.pt/Educa%E7%E3o/estudantes-dinamarqueses-vao-poder-consultar-a-internet-durante-os-exames_1408704

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Sobre os novos domínios raíz do DNS, a partir de 2010 e apresentação da proposta para o .luso

Todos estamos habituados a utilizar os sufixos “.com” e “.org” nos endereços dos sites que visitamos nos nossos web browsers (como o Internet Explorer ou o Mozilla Firefox). Ora, a partir de 2010, a entidade que regula o sistema de nomes de domínios na Internet, a “Internet Corporation for Assigned Names and Numbers” (ICANN) anunciou que iria disponibilizar novos endereços raiz, ou seja novos sufixos primários. Estes novos domínios primários irão cobrir todas as línguas e temáticas.

Com a tecnologia atual, a ICANN permite apenas a criação de domínios com carateres do alfabeto romano padrão, isto é, sem carateres especiais como ç ou á ou í. Ora segundo o diretor de comunicação do ICANN, Brad White a organização vai abrir essa possibilidade a partir da segunda metade de 2010.

A lista de nomes de domínio de topo (DNS) é já relativamente extensa, contendo mais de duas centenas de nomes, para alem dois muito conhecidos .com, .org ou .edu, (respetivamente, “empresas COMerciais”, “ORGanizações” não-lucrativas, “EDUcação)”. A maioria, contudo, designa países como .pt para Portugal, .br para Brasil ou .ao para Angola

Ora é esta lista restrita que se vai abrir em 2010. A partir de então, particulares, empresas e associações e instituições poderão candidatar-se a novos domínios de raiz, quer com objetivos meramente comerciais, por exemplo, empresas como a Nokia, poderão requerer um domínio-raíz “.nokia” e particulares algo como “.nome” de forma a registarem domínios como “billgates”, sem o www (que já aliás já não é necessário) e até sem o “.com” (deselegante se se trata de um site pessoal).

A partir de 2010, será possível propor um nome de domínio raiz novo à ICANN e por pagamento ainda a definir, usá-lo.

Proposta:

Tendo em conta que a partir de 2010, será possível submeter à ICANN novos nomes de domínios raiz, porque não aproveitar esta janela de oportunidade aberta precisamente no meio que mais pode unir os geograficamente dispersos povos da lusofonia, a Internet e propor um nome de domínio raiz lusófono? Porque não abordar a CPLP, que tem precisamente do domínio das tecnologias de informação uma das suas áreas de ação privilegiadas e propor (sob o nome e iniciativa da CPLP) a criação do nome “.luso”?

Com este novo nome de domínio raiz, entidades publicas (como a CPLP) ou privadas que operam comercialmente em vários países lusófonos, como a Portugal Telecom, a Embraer ou o… MIL: Movimento Internacional Lusófono, poderiam adotar domínios como http://www.telecom.luso, http://www.embraer.luso Ou http://www.movimentolusofono.luso.

Fontes:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1375089

http://www.icann.org/en/topics/new-gtld-program.htm

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Procedimento a executar quando uma das places HSDPA da ZTE da TMN não fôr imediatamente detectada

Quando a HSDPA é inserido, o Windows detecta-a como “mass storage device”, carrega os drivers para o device e então detecta o modem (ver estes passos no Device Manager) via pnp. Como os drivers estão no mass storage, o pnp encontra-os aqui e instala-os.

Supostamente, no Device Manager em Modems devem aparecer:

ZTE Proprietary USB Modem

ZTE Diagnostics Interface

E em Ports:

ZTE NMEA Device

Nesta fase o mass storage da placa aparece como CDROM e no My Computer como USB Storage drive. É aqui que está o auto-install do software da placa.

Contudo, quando a HSDPA não é detectada, pode-se executar estes passos (excluiem-se uns aos outros):

1. Em c:\program files\zte mobile connection\drivers em todos os .ini, fazer install

2. Após cerca de um minuto o CDROM drive desaparece e aparecem 3 data interfaces no device manager em “other devices”. Elas auto-instalam-se, sem pedir drivers, talvez porque os tenham obtido no passo 1. Fazer o Disable sobre o ZTE CDROM no Device Manager.

3. Correr o programa ZTE da TMN no Start Menu. Agora o modem deve aparecer como “online”, o que significa que está ligado ao PC, mas não necessariamente ligado à Internet. Contudo, deve mostar ainda a informação de falta de SIM card e de rede móvel.

4. Nesta fase: remover o modem, retirar o SIM card, limpá-lo e reinseri-lo. Religar o modem de novo. O ZTE CDROM deve tornar a aparecer, sem modem device por alguns instantes mas disabled, contudo, pouco depois o modem reinstala-se e aparece corretamente no device manager

5. Chamar o ZTE connection manager de novo, o modem deve aparecer oline e mostrar o SIM card presente, assim como a rede móvel disponível.

Há reportes de que estes passos (desabilitar o CDROM aka ZTE USB storage device) no Device Manager posteriormente, o que obriga a repetir estes 5 passos.

Há também reportes de que por vezes o modem é ligado e aparece a offline (vermelho). Desligar-ligar não resolve o problema, mas um restart, sim, ou então ligar o modem e esperar dois minutos até que fique disponível.

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Lista atualizada de servidores de DNS na Internet Portuguesa por Fornecedor de serviço (ISP): Públicos (abertos) e privados (às suas próprias redes)

Esta lista é uma atualização de uma outra que publiquei aqui vai perto de 5 anos atrás….

Alguns destes DNSs não respondem a query nslookup/dig a clientes IP fora das suas áreas de serviço. Esse aparecem nesta lista com as indicações “query refused” ou “timed out”.  Os que respondem a queries DNS de todas as redes têm a nota “responde”

AR Telecom
213.141.25.225     query refused
213.141.25.226     query refused

BOX (adsl)
195.22.28.67     timed out
195.22.28.68     timed out

Cabovisão/Netvisão
213.228.128.6     query refused
213.228.128.5     query refused

Clix ADSL
195.23.129.126     timed out
194.79.69.22         timed out

Cyclopnet (adsl)
195.22.0.136     query refused
195.22.0.33     query refused

Interacesso
212.13.35.189     timed out
212.13.35.33     responde

Kanguru / Optimus (wireless 3G)
62.169.67.164     timed out
194.79.69.129     responde
62.169.67.165     timed out

KPNqwest
193.126.4.60    timed out
193.126.4.61     timed out

NeonISP (adsl)
193.126.4.33     timed out
193.126.4.34     timed out

Netcabo (ZON)
212.113.161.226    responde
212.113.164.53    timed out
212.113.164.54      timed out
212.113.164.26     timed out
212.113.161.227   responde

NetMadeira (ZON)
213.190.192.112    timed out
213.190.192.111    timed out

NFSI

81.92.192.2
81.92.192.3
81.92.193.1

Nortenet (adsl)
212.13.34.246     responde
212.13.34.244     timed out

ONI (acesso individual)
195.245.133.97     timed out

ONIDUO
195.245.176.19    timed out
194.38.131.19     timed out

OniNet (adsl)
195.245.128.2     timed out
195.245.128.3     timed out

OpenDNS
208.67.222.222     responde
208.67.220.220     responde

PT Prime
62.48.131.10     responde
62.48.131.11     responde

Sapo ADSL
194.65.5.2             timed out
194.79.69.222       timed out
194.79.69.22         timed out
194.65.3.21          timed out

SimplesNet
212.13.35.189     timed out
212.13.35.33       responde

Telepac (adsl)
194.65.14.27     timed out
194.65.3.20       responde

TMN (wireless 3G)
194.65.3.20       responde
194.65.3.21     failed

TVTEL (cabo)
82.102.32.12    timed out
195.23.74.2      timed out
81.92.192.3      timed out
82.102.32.65     timed out

ViaNetworks (adsl)
195.22.0.136     query refused
195.22.0.33     query refused

Novis
193.126.4.60    timed out
193.126.4.61    timed out

Vodafone (Adsl)
212.18.160.134    responde
212.18.160.133    responde

Bragatel (ZON)
217.70.64.253    timed out
217.70.64.238    timed out

ClaraNet
195.22.17.18    timed out

COLT Telecom
212.74.77.54     query refused
212.74.78.47     query refused
212.74.78.54     query refused
212.74.77.54    query refused

Equant
57.66.127.194    query refused
57.70.127.194     query refused
57.68.127.194     query refused

FLEXMEDIA
213.13.108.4    responde
213.13.108.6    responde

NFSI
194.88.143.1    timed out
194.88.142.1    timed out

PLURICANAL (ZON)
83.144.129.196    responde
83.144.129.197    responde

REFER TELECOM
80.91.81.66    responde
80.91.81.65    responde

ROBOT Telecomunicações
85.17.215.2     server failed
93.94.56.3    ANTIGO

SEMCABO
80.172.48.225     antigo
80.172.48.229     antigo

UNITELDATA
188.93.192.70    responde
188.93.192.71    responde

VIPVOZ
82.102.5.202    timed out
82.102.5.201    timed out

G9 SA Telecomunicações
80.172.231.1    timed out
80.172.231.2    timed out

ZAPP (Radiomóvel)
84.39.1.20        responde
80.172.231.1    timed out
84.39.1.21   responde

TNT Voip (Webmeeting Lda)
69.72.217.10     timed out
209.51.130.250     timed out

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Sobre os projetos de cabos submarinos que ligam a África à Europa, via Portugal

Um navio de colocação de cabos submarinos em http://gcaptain.com

Um navio de colocação de cabos submarinos em http://gcaptain.com

Decorrem atualmente algumas iniciativas que poderão servir para melhorar radicalmente a forma como África – e em particular a África lusófona – acede e se conecta à Internet. Um dos projetos em curso é o “MaIN OnE Project”, o lançamento de um cabo submarino de Banda Larga em fibra ótica que irá ligar a costa ocidental africana à Europa, através de… Portugal. O novo cabo permitirá aumentar a rapidez e fiabilidade das ligações africanas à Internet global e para além de dados, será também utilizado para comunicações de voz. O cabo terá uma capacidade de 1,28 terabits por segundo e irá servir Portugal, Marrocos, Senegal, Costa do Marfim, Gana, Nigéria, Gabão, a República Democrática do Congo, Angola e a África do Sul. O cabo começará a ser instalado ainda antes do final deste ano e deverá estar completamente operacional em 2010. No total, o cabo submarino terá mais de 14 mil quilómetros de comprimento

O cabo será instalado por uma empresa privada, a “Main Street Technologies” (MST) e é uma empresa de capital nigeriano.

A nova estrutura permitirá aliviar a dependência para serviços de comunicações baseados em satélites – altamente dispendiosos e só acessíveis às grandes empresas – e por um cabo lançado em 2002 e que já ligava a África do Sul a Portugal, também, mas que cedo se revelou insuficiente para o volume de comunicações requerido.

O novo cabo submarino vai disponibilizar serviços a metade do preço dos atuais (via satélite) e será crucial para o desenvolvimento do continente africano, onde a taxa de penetração da Internet é inferior a 5% de toda a população. Este cabo – assim como outros idênticos que estão em fases diferentes de lançamento – não vão resolver o problema essencial do acesso à Internet em África que é o da do “último quilómetro”… Ou seja, a ligação que nos leva até casa um ponto de acesso, a qual é por regra de muito má qualidade, com falhas de serviço constantes, com baixas velocidades e a um alto preço, para os padrões de vida locais. Estes cabos oceânicos vão permitir o aparecimento de ISPs de “retalho” praticando preços razoáveis, mas não resolverão o problema da acessibilidade africana à rede global…

Fontes:
http://www.mainstreettechnologies.net/services.html
http://www.nigerianmuse.com/20080722213358zg/projects/TelecomProject/race_to_build_a_west_coast_fibre_promises_to_push_international_bandwidth_prices_to_new_lows_balancing_act

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Sobre o estado atual da velocidade da Internet no mundo

Um relatório produzido pela “Akamai Technologies” e referente ao “estado da Internet” no último trimestre de 2008 dá uma panorâmica muito interessante sobre a rede global:

1. Pela primeira vez, os EUA perderam a posição de líder na proveniência de acessos à Internet. O primeiro lugar foi ocupado ora pelo Japão, ora pela China. Os dez países que mais tráfego geram continuam contudo a ser os mesmos do começo de 2008: EUA, China, Taiwan, Coreia do Sul e Japão.

2. Globalmente, a velocidade média de acesso à Internet foi de 1,5 Mbps. A Coreia do Sul revelou a velocidade mais elevada, com uma média muito notável de 15 Mbps. Os EUA – líderes durante muito tempo – continuaram a resvalar nesta lista, estando em finais de 2008 numa humilhante 17ª posição com apenas 3,9 Mbps.

3. No final de 2008, cerca de 19% das ligações à Internet de todo o mundo eram de velocidades superiores a 5 Mbps, um aumento de 21% em relação a 2007. A Coreia do Sul liderava esta lista, logo seguida pela Suécia, Holanda, Dinamarca e Noruega. Estas posições exprimiam muito o esforço governamental em apoiar a Banda Larga e no caso nórdico, estratégias de “Fiber-to-Home” até aos consumidores finais. Pelo contrário, nos EUA, registou-se até um ligeiro declínio no uso de Banda Larga, aparentemente provocado pela necessidade de poupança de muitos consumidores e pelo impacto local da presente recessão mundial. Este recuo, que ocorre no mesmo momento em que tais valores crescem na maioria dos países desenvolvidos é mais um indicador da decadência norte-americana e do gigantismo da tarefa a que a nova presidência Obama se atribuiu quando ainda em campanha reclamou para si a tarefa de fazer regressar os EUA à posição de liderança nos acessos à Internet e na rapidez dos mesmos.

Fontes:
http://www.akamai.com/stateoftheinternet
http://news.moneycentral.msn.com/ticker/article.aspx?symbol=US:AKAM&feed=BW&date=20090330&id=9738348

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A “Internet Gratuita” em preparação nos EUA

Nos EUA, caminha-se a passos largos para o estabelecimento de um serviço de acesso à Internet gratuito, mas livre de pornografia (o que sempre irá defraudar alguns potenciais utentes, estou certo…). A iniciativa foi promovida pelo anterior presidente da FCC, um tal de Kevin Martin e seria um serviço wireless com tecnologia Wi-Fi de longo alcance, disponível em todo o território continental dos EUA, sem custos. A medida está a ser combatida pelas empresas norte-americanas de Internet, como a Time Warner Cable, a T-Mobile USA e a Comcast que estão a recusar transportar esses canais nas suas linhas, alegando eventuais interferências à sua rede 3G, que a FCC logo descartaria, expondo assim aquela que julgamos ser a verdadeira motivação por detrás deste receio destas empresas: o medo de perderem clientes dos segmentos de “entrada de gama”…

A proposta de um serviço de Internet gratuito, por wireless, faz parte do leilão das chamadas “white spaces” em curso. Neste contexto, o vencedor do leilão teria que reservar uma parte do espectro conquistado para esse serviço gratuito. O serviço seria mais lento que o mais lento dos serviços pagos, e a sua operação seria financiada por estes. O bloqueio do acesso a pornografia foi inicialmente contestado por algumas associações de consumidores, tendo a FCC alterado a sua proposta para um esquema de “opt out”, em que um adulto utente deste serviço poderia requerer ao operador que lhe retirasse esse bloqueio.

O presidente da FCC, Kevin Martin demitiu-se em 15 de janeiro, com a entrada em funções da nova Administração Obama e foi substituído por Julius Genachowski, um antigo colega de Obama em Harvard que como muitos dos novos homens da Administração Obama já trabalhou sob a gestão Clinton (a Mudança já não é o que era…) precisamente na FCC. Durante a Campanha, Genachowski foi o principal conselheiro tecnológico de Obama, estando na base das posições do candidato a favor da “Internet livre” e da “neutralidade na Internet”, posições adversas aquelas que a industria dos media tem defendido. A defesa de Obama por uma expansão da Banda Larga ao interior rural dos EUA é também da sua autoria.

Um dos desafios que Genachowski terá também que enfrentar é a transição para as emissões de televisão digitais. Previstas inicialmente para 17 de fevereiro, Obama não está tão decidido quanto Bush que uma estratégia de absoluta mudança, literalmente de um dia para o outro, das emissões analógicas para as digitais, com a decorrente impossibilidade por parte de todas as televisões mais antigas (não-digitais) de receberem qualquer sinal além de estática e, para os mais afortunados, no sul, canais mexicanos e cubanos… A medida poderá incentivar o consumo de televisões novas, é certo, mas é duvidoso que contribua para a recuperação da economia americana, já que os equipamentos são quase completamente importados, não havendo assim como maior resultado uma imensa confusão e chuvada de chamadas para as reclamações dos canais norte-americanos e um aumento das exportações chinesas, coreanas e japonesas para os EUA, agravando ainda mais o desequilíbrio da balança de pagamentos dos EUA.

A medida da Internet Livre esta, contudo, deve ser seguida com especial interesse… As bandas que usará permitem a penetração de paredes e muros, pelo que é possível instalar antenas nas cidades e aldeias e a partir daqui oferecer esse serviço, gratuito mas de velocidades e com tráfegos limitados a toda a gente. A decisão de barrar conteúdos já é mais discutível, e até incompatível com a politica de neutralidade também defendida, já que é impossível haver filtros de navegação inteligente, e que haverá sempre materiais pornográficos disponíveis algures, por contorno ou engenho, e que fenómenos como o barramento do artigo da Wikipédia sobre os Scorpion se irão repetir, e alguns com bem maior gravidade…

Fontes:
http://online.wsj.com/article/SB123180775460975639.html
http://online.wsj.com/article/SB122809560499668087.html
http://www.businessweek.com/technology/content/nov2008/tc2008115_197440.htm?chan=top+news_top+news+index+-+temp_news+%2B+analysis
http://gawker.com/388830/wikipedia-is-arguing-whether-this-album-cover-is-child-porn

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O Brasil como um dos países do mundo onde mais cresce o número de utilizadores de Internet

Brasil é um dos países do mundo onde a taxa de crescimento de novos utilizadores de Internet tem crescido mais. Na origem deste fenómeno está uma confluência de diversos factores, como a apreciação do Real e a consequente redução dos custos dos equipamentos informáticos importados, para além de reduções fiscais na aquisição deste tipo de equipamentos e uma generalizada melhoria dos padrões de vida e do salário médio.

Atualmente, é política oficial do governo brasileiro, recorrer à Internet como forma de reduzir os níveis de crime nas regiões onde estes são mais intensos, nomeadamente nas favelas de São Paulo e Rio de Janeiro. E de facto, o uso da Internet entre estas camadas socio-económicas, especialmente em cibercafés ou instalações de ONGs tem crescido sem parar desde à dez anos e este crescimento explica em grande parte porque é que em 2007 se venderam no Brasil mais computadores do que televisões (ver AQUI). Ou seja, no Brasil já não é preciso pertencer às classes altas ou médias, para navegar na Internet e isso está a transformar a estrutura social de todo o país… Um programa governamental, intitulado “Computadores para todos“, que arrancou em 2003 pretende entregar a todos os brasileiros de menores condições financeiras um computador ligado à Internet, com software de código aberto (Linux, OpenOffice, Firefox, etc), assim como suporte técnico para o mesmo. Este programa esteve na direta origem do aumento em 17% do número de computadores em famílias com rendimentos entre os 600 e os 1000 dólares mensais. Paralelamente corre um outro programa governamental para instalar em 55 mil escolas públicas acessos de banda larga à Internet até 2010, um movimento que está a ser complementado nalguns municípios com a multiplicação de pontos livres de acesso à Internet, usando WiFi e “centros de Internet”, como sucede em São Paulo que deverá ainda este ano aumentar de 238 para 300 postos esse número de centros.

O IBOPE estima que existam hoje no Brasil cerca de 22 milhões de brasileiros com acesso residencial à Internet, mais 56.7% do que em 2007, naquele que representa um dos maiores crescimentos mundiais e que mais poderá alterar a qualidade de vida, e potenciar o desenvolvimento social, cultural e económico do Brasil e resolver os já antigos problemas de dequilíbrio social e económico que afectam a sociedade brasileira.

Fontes:
http://www.worldpoliticsreview.com/Article.aspx?id=1891 http://www.marketingdigital.com.br/index.php/venda-de-computadores-ultrapassa-a-de-televisores/ http://www.computadorparatodos.gov.br/projeto

Categories: Brasil, Informática | Etiquetas: | 3 comentários

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O blog retrata os meus pensamentos do dia a dia e as minhas paixões, o FLOSS, a política especialmente a dos EUA, casos mal explicados, a fotografia e a cultura Japonesa e leitura, muita leitura sobre tudo um pouco, mas a maior paixão é mesmo divulgação científica, textos antigos e os tais casos ;)