Posts Tagged With: Índia

A Índia adianta o seu programa espacial tripulado, preparando um lançamento até 2016

Cápsula experimental indiana SR-1 lançada em 2007 (http://www.thehindu.com)

A agência espacial indiana ou ISRO “Indian Space Research Organisation” requereu ao governo a aprovação de uma verba de 3 biliões de dólares até ao final do corrente ano de 2009. Este é o montante que a ISRO estima ser necessário para que até 2016 a Índia coloque em órbita uma cápsula com 3 astronautas.

A cápsula utilizará o fiável lançador indiano GSLV “Geosynchronous Satellite Launch Vehicle” MkIII e os trabalhos preliminares quer da concepção da cápsula, quer da integração da mesma no GSLV já começaram e a ISRO tem mantido vários encontros com empresas e cientistas russos de forma a beneficiarem do mesmo tipo de informação que permitiu à China erguer as bases robustas do seu atual bem sucedido programa espacial. No âmbito destes contactos, as primeiras fases do treinamento dos astronautas indianos terão lugar em instalações russas.

Ainda que o foguetão a usar nestas missões tripuladas seja bem conhecido, será usado uma variante, o Mk III, que deverá estar operacional em 2011, ano em que a Índia se declarou também pronta para começar a enviar abastecimentos para a Estação Espacial Internacional (ISS), um dos destinos que as novas cápsulas indianas terão, integrando assim a Índia na comunidade espacial internacional, algo a que a China sempre se recusou a fazer, não participando em programas internacionais nem na ISS e preferindo a colaboração à estéril e egótica rivalidade que tem sido o tom dominante no programa espacial chinês.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/10/30/334138/indias-3-billion-manned-capsule-awaits-approval.html

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A Índia e a Rússia ultimam novos acordos no âmbito do PAK-FA

Sukhoi T-50 (PAK-FA) em http://warfare.ru

A Índia e a Rússia estão a assinar vários contratos no âmbito do programa PAK-FA que segundo, Alexander Klementiev, da Sukhoi, está “a correr muito bem”. Estes contratos surgem numa altura em que aparecem em vários meios de comunicação indianos referência à insatisfação dos engenheiros indianos quanto ao acesso ao programa PAK-FA. Aparentemente, a Sukhoi não estaria a transferir tecnologia para a Índia com a atitude esperada pelos indianos e os acordos agora a serem assinados tratariam precisamente destas questões.

Os primeiros acordos entre a Índia e a Rússia quanto ao novo caça PAK-FA foram assinados em Moscovo, já em 2007 e não foram fáceis porque os indianos queriam um avião de dois lugares capaz de incorporar armas e aviónica ocidental, enquanto que os russos queriam um avião monoplace… Ambos concordavam contudo de que teriam que ter motores de jato vetorial e caraterísticas furtivas. Estas diferenças, explicam porque é que o primeiro protótipo indiano vai voar apenas em 2017, enquanto se acredita que o primeiro voo de um PAK-FA russo esteja a apenas alguns meses de distância. De qualquer forma, os primeiros PAK-FA indianos serão exatamente iguais aos russos, com diferenças apenas no software, o que vai reduzir em muito o trabalho de desenvolvimento indiano (a cargo da HAL) já que o trabalho de modificação do caça para uso pela força aérea indiana será muito menor que o esperado em 2007.

A Sukhoi tem atualmente 3 (ou 4, segundo outras fontes) PAK-FA quase terminados para testes estáticos e um outro aparelho que deverá realizar o seu primeiro voo no final do corrente ano de 2009 ou nos primeiros meses de 2010.

Fontes:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/12/11/335995/russia-india-to-advance-deal-on-pak-fa-fighter-variant.html
http://www.defence.pk/forums/india-defence/41211-russia-india-advance-deal-pak-fa-fighter-variant-flightglobal.html

http://www.india-defence.com/reports/4254
http://www.strategypage.com/militaryforums/6-62035.aspx

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A Índia vai instalar no seu foguetão “Geosynchronous Launch Vehicle” (GSLV) um motor criogénico nativo

O mais poderoso foguetão indiano, o “Geosynchronous Launch Vehicle” (GSLV), com o seu inovador motor criogénico será lançado pela primeira vez já em janeiro de 2010, mostrando assim ao mundo a capacidade tecnológica do programa espacial indiano.

O foguetão, conhecido como GSLV-D3 vai transportar um satélite de comunicações de duas toneladas, o GSAT-4. O satélite irá também transportar um equipamento científico o TAUVEX, que consiste em três telescópios ultravioleta construídos em Israel, pela “Israel space agency” (ELOP). O satélite será levado pelo terceiro estádio do foguetão até uma órbita geoestacionária de 36 mil kms.

Atualmente, só os EUA, a Rússia, a França, o Japão e a China são capazes de construir motores criogénicos e até agora o GSLV tinha utilizado motores criogénicos russos importados.

Os motores criogénicos exigem um domínio desta tecnologia muito apurado, com um novo padrão de resistência de materiais e bombas e turbinas que funcionam a uns impressionantes 42 mil revoluções por minuto.

Agora, com os novos e mais poderosos motores criogénicos, a Índia poderá instalar no terceiro e último estádio da sua geração de lançadores pesados GSLV motores mais pesados e aumentar a carga máxima transportada até às 4 toneladas, um valor indispensável para que a Índia consiga prosseguir com o seu programa espacial tripulado e eventualmente poder até sonhar com missões à Lua…

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/India_Hopes_To_Join_Cryogenic_Rocket_Engine_Club_January_2010_999.html

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Os MiG-29K da União Indiana

Os 16 únicos destes aviões serão entregues à Marinha Indiana, que recebeu já 4 destes aparelhos. Estes escassos 16 aviões são os únicos aviões novos que a RSK fabrica desde a década de 90, já que todos os outros foram de facto conversões a partir de aviões construídos nessa década!

Os 12 restantes aviões continuam na Rússia, a serem usados pelos pilotos indianos em treinos intensivos com a força aérea russa e esperando a muito atrasada entrega do porta-aviões INS Vikramaditya, que agora será apenas passado para a Índia em 2012.

Fonte:
Air Forces Monthly, outubro de 2009

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A Mectron prepara-se para vender mais mísseis ao Paquistão. Danando a Índia no processo…

http://www.mectron.com.br

A empresa brasileira Mectron (que por acaso está a precisar de um webdesigner) está em negociações com o governo paquistanês para a venda de mais um lote de mísseis. O modelo sobre a mesa é diferente do vendido recentemente, mas arrisca-se a repetir os protestos indianos da venda anterior. A venda ao Paquistão irá comprometer outros negócios pendentes entre o Brasil e a Índia e que o ministro da Defesa, Nelson Jobim irá levar à Índia novas propostas de negócios de Defesa. A venda da Mectron ao Paquistão, o arqui-inimigo indiano, arrisca-se a comprometer essas hipóteses…

Estes negócios continuados com o único país muçulmano do mundo que tem a bomba atómica podem ser rentáveis, mas estão a prejudicar as relações com o único país que no futuro será verdadeiramente capaz de conter o expansionismo demográfico e territorial chinês: a Índia. Estrategicamente, todos os países livres e democráticos do mundo devem unir-se e não vender armamento e transferir tecnologia com o “outro lado”, seja ele a China ou o mundo muçulmano, que tem nos seus planos cilindrar sob uma jihad mais ou menos bélica todo o globo e impor-nos a sua ideologia e forma de vida. É este tipo de regimes – e ainda por cima um aliado tradicional da China – que queremos ter como aliado estratégico do maior país lusófono do mundo? Não me parece…

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u649612.shtml

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A missão lunar indiana Chandrayaan-II estará terminada em 2012 ou 2013

Missão Chandrayaan-II (images.techtree.com)

A missão lunar indiana Chandrayaan-II estará terminada em 2012 ou 2013. A missão antecessora a Chandrayaan-I era apenas um Orbiter, mas a II será um desafio muito maior, com os seus dois rovers lunares… A sonda terá também um Orbiter, mas o seu Lander deixará no solo lunar dois rovers capazes de recolherem amostras do solo, submetê-las a testes químicos e enviar os dados para o Orbiter. Esta missão muito ambiciosa permitirá à Índia recuperar algum atraso perdido para a China – com o seu bem sucedido programa espacial tripulado – realizando na Lua, atividades de exploração científica que a China ainda não conseguiu fazer e que os EUA, apesar do seu projeto de regresso à Lua ainda não conseguiram fazer… E que se fizerem tão cedo será pela mão da Google com o seu Google X-Prize…

Fonte:
http://www.moondaily.com/reports/Chandrayaan_II_Mission_Over_By_2012_13_999.html

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A Índia e a Rússia terminaram a concepção de uma sonda conjunta que irão enviar para a Lua em 2011 ou 2012

A Índia e a Rússia terminaram a concepção de uma sonda conjunta que irão enviar para a Lua em 2011 ou 2012. Na fase seguinte, os cientistas russos e indianos irão trabalhar em protótipos, numa fase que terminará já em 2010.

A missão receberá a designação Chandrayaan-2 e será a segunda missão lunar indiana, consistindo num orbitador e num veículo lunar que fará uma aterragem suave no solo do nosso satélite natural.

Nesta parceria internacional, cabe à Rússia desenhar e construir o “Lander” e o “rover” que deverá recolher amostras do solo, realizar algumas análises básicas e enviar dados para Terra.

A parceria russo-indiana data de um protocolo assinado em 2007 e resultou já na bem sucedida primeira missão lunar indiana, a Chandrayaan-I, lançada em outubro de 2008.

A Chandrayaan-I foi lançada pelo lançador pesado indiano PSLV-C11 e pesava 1304 kg estando equipada com dez instrumentos diferentes, cinco dos quais construídos na Índia, sendo os restantes fruto de acordos com os EUA e a Europa. A sua missão de dois anos irá produzir um mapeamento detalhado da superfície lunar procurando vestígios de água e de minerais como magnésio, alumínio, sílica e titânio, assim como urânio e tório. Todos indispensáveis à construção e sobrevivência de uma eventual instalação permanente na Lua…

Este “rover” lunar tornará a Índia num líder claro no regresso humano à Lua… Claramente acima do Japão, com o seu grande orbitador lunar, a China – muito ambiciosa, mas mais lenta porque age sempre sozinha – que a Europa, que não se decide a enviar um Rover e os EUA, que atravessam grandes dificuldades e indecisões num programa de regresso à Lua muito ambicioso mas claramente muito subfinanciado…

Fonte:
http://www.moondaily.com/reports/India_And_Russia_Complete_Design_Of_New_Lunar_Probe_999.html

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A Índia vai construir mais caças SU-30MKI

A Índia opera atualmente 105 aviões SU-30MKI, mas a empresa local HAL continua a construir mais aviões do tipo de forma a que a força aérea indiana possa alinhar um total de 245 SU-30MKI. Os aviões deverão ser entregues até 2017 e juntamente com o programa nativo Tejas LCA e os caças de “segunda linha” do concurso MMRCA tornarão a Índia uma das maiores potências aeronáuticas não apenas da região, mas do mundo…

Mas a Índia espera ainda reforçar este inventário: há relatos de que o país irá adquirir ainda mais SU-30MKI e os aviões deste tipo já em uso e adquiridos à Rússia em 1996, deverão ser também atualizados. Os aviões deverão receber um radar N011M Bars e um motor idêntico ao do SU-35, assim como um novo datalink (recordemo-nos que o Raptor não tem ainda nenhum), uma adição vital para reduzir o relativamente elevado índice de “fogo inimigo” registo pelos Sukhoi no último Red Flag, onde os aviões participaram com resultados extraordinários. Com essa excepção…

Fonte:
http://www.defenseindustrydaily.com/India-Ordering-Modernizing-SU-30MKIs-05852/

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A Rússia vai vender motores Klimov à Índia e a atualização dos seus MiG-29

Duas representantes da Klimov na AeroIndia2007 (http://www.bharat-rakshak.com)

Duas representantes da Klimov na AeroIndia2007 (http://www.bharat-rakshak.com)

A empresa aeronáutica indiana HAL e a Rosoboronexport russa assinaram um contrato para a entrega de 26 motores Klimov RD-32 Srs 3 à Índia. Após a recepção destes motores, a HAL irá fabricar 120 motores idênticos para substituir os motores que hoje equipam a frota indiana de aviões MiG-29 Fulcrum.

O contrato prevê a substituição dos motores dos 64 MiG-29 e ascende a mais de 960 milhões de dólares, mas também inclui a instalação de um novo radar Zhuk-ME, displays a cores para o cockpit, nova aviónica e novos sistemas de armas ar-ar e ar-terra. No total, a frota de MiG-29 que começava a ficar obsoleta, receberá uma considerável melhoria e a Índia ficara a poder construir sob licença os excelentes motores RD-33 da Klimov.

Fonte:
Air Forces Monthly, outubro de 2009

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A sonda lunar indiana Chandrayaan-I dá mais um golpe nos defensores do “Moon Hoax”

Os céticos quanto à realidade do programa Apollo, isto é, aqueles que acreditam no “moon hoax”, segundo o qual o Homem nunca foi à Lua e que todas as fotografias e filmes do programa Apollo foram produto de trabalho em estúdio, sofreram agora um novo golpe. Já em em junho, a sonda Lunar Reconnaissance Orbiter na NASA, tinha captado imagens da Apollo 15, no solo lunar. É claro que eram imagens da NASA, e houve logo quem viesse dizer que sendo da NASA, eram de uma fonte suspeita. Mas agora, a sonda lunar indiana também confirmou estas imagens, repetindo-as.

A sonda Chandrayaan-I – que parou recentemente de funcionar – numa fotografia que enviou para a Terra mostra claramente os trilhos do rover da Apollo 15 no solo lunar. Esta nova confirmação – recolhida depois das fotografias da sonda da NASA e dos raios laser que desde a década de 60 se enviam para os espelhos refletores deixados pelas Apollo – confirmam que o Homem foi mesmo à Lua…

Agora… Terá ido mesmo tantas vezes e se um único acidente mortal? Isso já é outra história…

Fonte:
http://www.gizmodo.com.br/conteudo/sonda-indiana-tira-fotografia-clara-da-apollo-15-e-agora-incredulos-do-pouso-lunar

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A Índia está a avaliar os concorrentes do seu programa MMRCA

F/A-18F Super Hornet (http://www.air-attack.com)

F/A-18F Super Hornet (http://www.air-attack.com)

A Índia está agora num período com nove meses de duração em que irá avaliar os seus finalistas para o seu concurso internacional de 11 biliões de dólares “medium multi-role combat aircraft” (MMRCA).

Por estes dias, dois F/A-18F Super Hornet e um avião reabastecedor já estão no país e executando uma série de ensaios. De seguida, serão avaliados o Dassault Rafale francês, o Eurofighter Typhoon europeu, o Lockheed Martin F-16IN norte-americano, o Saab Gripen IN sueco e o russo MiG MiG-35, numa ordem ainda por determinar.

O MMRCA é o concurso aeronáutico mais importante da atualidade, com os seus 126 aviões, dos quais apenas 18 serão vendidos pelo vencedor, sendo os restantes construídos localmente, pela Hindustan Aeronautics, como tem sido tradição com as últimas compras indianas. Pelo montante envolvido pode determinar a sobrevivência ou o fim de empresas como a RSK que joga aqui uma cartada de vida ou de morte… Para a Dassault poderá ser a derradeira oportunidade de ganhar um contrato de exportação, que, depois pode abrir a porta a outros, para os norte-americanos uma importante primeira presença num mercado tradicionalmente russo ou francês e para os europeus e suecos uma novidade e uma oportunidade para manter a produção dos seus aparelhos durante mais alguns anos.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/08/21/331273/india-launches-flight-evaluations-for-combat-aircraft.html

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A Invasão do Estado Português da Índia (Goa, Damão e Diu) de 1961

Soldados indianos marchando sobre Goa (http://www.herodote.net)

Soldados indianos marchando sobre Goa (http://www.herodote.net)

Em resposta deste pedido deixado no Quintus por um dos nossos comentadores:

“Em 1961 tropas da união indiana invadiram e ocuparam os territórios portugueses de GOA, DAMÃO e DIU pondo um fim ao Estado Português da Índia, gostaria de uma reportagem sobre esse isso.”

Produzimos este artigo sobre esta questão, um dos temas mais importantes da História recente de Portugal e que mais ausente tem estado dos manuais de História. Esta ausência encontra uma parte da sua explicação nos traumas da descolonização e num fenómeno de negação que se observou no Antigo Regime a propósito dos acontecimentos que ditaram o fim do Estado Português da Índia.

Já desde a década de 40 que a Índia reclamava a saída de Portugal de Goa, Damão e Diu, mas o apoio britânico e norte-americano às posições portuguesas refreou tais ânimos. Na década de 50, o primeiro-ministro indiano Nehru, que, em 1950, reivindica formalmente pela primeira vez os territórios administrados por Portugal, a quem propõe a abertura de negociações. Salazar recusa. Pouco depois ocorrem distúrbios nos territórios, severamente reprimidas pelo regime.

Anos depois já na década de 60, animado pelo começo da guerra de insurgência em Angola, Nehru declararia que a Índia “não estava disposta a tolerar a presença dos portugueses em Goa, ainda que os goeses os quisessem lá”…

O fim da Índia Portuguesa começou na noite de 17 de dezembro quando durante essa noite mais de 50 mil soldados da União Indiana atravessaram a fronteira e recorrendo a amplos meios blindados, de artilharia e aviação (com os bombardeiros de origem britânica Canberra). As forças indianas tinham armas automáticas de vários tipos, enquanto que a arma padrão portuguesa na Índia era ainda a espingarda Kropatchek de 1892, uma arma checa que havia que recarregar tiro após tiro. As forças portuguesas possuíam também espingardas Mauser, algumas raras metralhadoras ligeiras Drayse e MG44 e pistolas-metralhadoras nacionais da marca FBP.

Ainda antes da invasão indiana começar Salazar tentou ativar a dita “Aliança Britânica” pedindo a 11 de dezembro auxílio britânico. Mas esta recusou, alegando que a Aliança tinha limites e que a Índia era um membro da Commonwealth. De facto, com a OTAN, O Reino Unido já não precisava dos portos portugueses e se tivesse que escolher entre Portugal e uma Índia que era já uma potência regional, a escolha estaria feita desde logo pelos calculistas britânicos…

A operação terrestre era apoiada no mar, por uma grande esquadra naval, comandada por um porta-aviões. Contra esta poderosa força terrestre, aérea e naval, Portugal contava com nenhuns meios aéreos (aliás muitos militares portugueses viram então o seu primeiro avião a reação), escassos meios navais e pouco mais de 3500 militares, goeses e portugueses e 900 policias goeses. Perante tal força, logo nas primeiras horas, ficou selado o destino das cidades portuguesas de Goa, Damão e Diu. Apesar deste desequilíbrio, Salazar tinha ordenado que a resistência devia prolongar-se durante pelo menos 8 dias, prazo que estimava suficiente para mobilizar um (inexistente) apoio internacional. Havia planos para transferir tropas de África por via aérea e para reclamar o apoio do rival paquistanês, mas tudo isso requeria pelo menos uma semana, daí o prazo de oito dias. Se não fosse possível aguentar durante esse prazo, então deviam ser feitos “todos os sacrifícios” a fim de salvar a honra portuguesa. Uma ordem dada a partir da segurança de Lisboa, claro…

Salazar tinha impedido o reforço do contigente português para “não provocar a União Indiana”, e nas semanas precedentes ao eclodir do conflito, chegou até a retirar forças de Goa, transferindo-as para Angola, onde surgiam então os primeiros sinais de uma longa guerra de insurreição. Assim, parece paradoxal que após o começo dos combates tenha ordenado ao governador Vassalo e Silva que combatesse até ao último homem e que não se esquecesse dos portugueses que no passado tinham morrido pela presença portuguesa na Índia. O paradoxo contudo desaparece se compreendermos que o mesmo motivo que levou a Índia à invasão (o começo da insurreição em Angola) foi aquele que levou Salazar à “ordem suicida”: o seu destinatário era muito mais o exército português e os insurretos angolanos que a União Indiana, como admitiria mais tarde o General Spinola: “O exemplo da Índia é um precedente bem vivo do porvir que receamos. Nunca se acreditou que sucedesse o que, afinal, era inevitável; no entanto, a tragédia deu-se, e logo foi desviada a atenção da Nação para o campo circunstancial da conduta militar, acusando-se as Forças Armadas de não se terem batido heroicamente quando, na realidade, qualquer que fosse a eficácia da defesa, o colapso seria sempre questão de dias.” O regime passava assim a mensagem de que nunca recuaria na questão das Colónias e que esperava que o Exército o acompanhasse nessa teimosia, não hesitando em recorrer ao argumento da “traição” se tal fosse necessário.

Felizmente, o Governador não pautou a sua ação pela via suicidária que, na segurança de Lisboa, lhe ditavam e após algumas horas de combates (essenciais para garantir o digno tratamento do exército derrotado por parte do vencedor) ordenaria a retirada geral, a destruição de todo o armamento e equipamento possível.

Salazar não tinha querido que fossem colocados aviões de combate, e as poucas armas antiaéreas tinham sido retiradas no mês anterior ao começo da invasão. Por isso, os aviões indianos puderam agir sem oposição. Os bombardeamentos indianos à torres de comunicações em Bandolim e ao aquartelamento de Dabolim, decorreram sem oposição. Ambos antecederam a penetração em território português das forças terrestres indianas.

Contudo, ao contrário do que esperavam os altos comandos indianos, as forças portuguesas, ultrapassadas em números e meios, não deixaram de se bater. Isto sucedeu em vários locais, como em Damão, onde a resistência foi particularmente aguerrida em Vasco da Gama, onde 500 portugueses e goeses resistiram até ao limite a uma superior coluna mecanizada indiana e onde a ação do alferes Santiago de Carvalho foi especialmente notável.

No mar, os pergaminhos das Armadas da Índia foram defendidos pelo aviso Afonso de Albuquerque que enfrentou as fragatas indianas na barra de Mormugão, disparando e furtando-se ao contra-fogo indiano enquanto pode, até ser finalmente afundado. O mesmo destino caberia à lancha de fiscalização Veja, afundada pela aviação indiana.

A estratégia de Vassalo e Silva de destruição das numerosas pontes que polvilhavam o território retardou seriamente o avanço indiano, levando com que a Índia só conseguisse ocupar efetivamente todo o territórios dois dias depois da rendição portuguesa. Essa foi a principal razão pela qual se explica que sem combates e perante tamanha desproporção de forças, a operação começada a 17 de dezembro terminaria apenas a 19 de dezembro de 1961.

Apesar desta gigantesca desproporção de forças e meios e de uma resistência pouco mais que formal na maioria do território, Damão foi a excepção. Aqui, forças portuguesas bateram-se contra forças muito superiores durante 36 horas de intensos combates, perdendo 21 militares e deixando vários feridos (num total de 26 em todo o contingente português). Os números indianos nunca foram revelados, mas são estimados por algumas fontes como excedendo os 300 mortos…

O regime salazarista não reconheceria nunca a perda dos territórios e ter-se-ía que esperar até 31 de dezembro de 1974 para que esse reconhecimento tivesse lugar com a assinatura de um acordo entre Mário Soares e a União Indiana. É que recordemos-nos de que a União Indiana não tinha sequer “direitos históricos” sobre os territórios já que não existia à data da chegada dos portugueses e que, provavelmente, a maioria dos seus habitantes estavam satisfeitos com a presença portuguesa, já que grande número deles participava na administração do território e estava alistado nas forcas militares e policiais do Estado da Índia.

No contexto pós-revolucionário de 1974, não haveria provavelmente muito a fazer, mas à luz do Direito Internacional a invasão da “Índia Portuguesa” foi ilegal e não devia ter tido como desenlace o reconhecimento da “legitimidade” da Invasão. Mas foi e esse é uma das várias heranças do legado político de Mário Soares…

Após a rendição, os perto de 3500 prisioneiros portugueses ficaram detidos num campo de concentração e apenas foram resgatados seis meses depois por um renitente regime que os classificou como “traidores” e os recebeu em Lisboa com canos de pistola…

Prisioneiros portugueses (http://www.supergoa.com)

Prisioneiros portugueses (http://www.supergoa.com)

Fontes principais:
http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=650980
http://pt.wikipedia.org/wiki/Invas%C3%A3o_de_Goa
http://www.supergoa.com/pt/40anos/entrada.asp

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O rover lunar Chandrayaan II indiano terá um reator nuclear?


A Índia está a avaliar a possibilidade de alimentar o seu rover lunar
Chandrayaan II com um pequeno reator nuclear. O projeto está a cargo da agência espacial indiana “Indian Space Research Organisation” (ISRO) e do “Bhabha Atomic Research Centre” (BARC). Isto mesmo revelou Madhavan Nair, o responsável máximo pela ISRO: “Estamos a pensar alimentar algumas partes da Chandrayaan II com energia nuclear e para alimentar o engenho quando este passa no lado escuro da Lua”. A energia nuclear a bordo da sonda e do rover coloca uma série de questões de segurança, que os indianos dizem estar a ponderar. Mas é inevitável ficar preocupado se pensarmos que o foguetão pode explodir ainda quando atravessa a atmosfera terrestre, deixando a carga muito radioativa do reator em liberdade…

As vantagens de tal opção são óbvias, já que liberta a sonda e o rover da dependência do funcionamento de painéis solares e garante um generoso abastecimento de energia à sonda e ao rover. A ideia não é nova e será aplicada no próximo rover que a NASA vai enviar a Marte, o “Curiosity” da missão “Mars Science Laboratory“. Não é certo o tipo de reator escolhido pelos indianos, mas deverá ser um do tipo radioisotope thermoelectric generators (RTGs), o mesmo tipo de reatores que alimentaram as conhecidas Viking 1 e Viking 2 em 1976. A energia nuclear é muito mais eficiente que a solar nas altas latitudes marcianas, ou na presença de poeiras. Na Lua, é menos útil, porque não há nem poeira, nem a radiação solar é insuficiente. A vantagem da energia nuclear é – além daquelas já listadas – que na Lua pode fazer muito frio, e que a energia nuclear pode também permitir um aquecimento constante dos equipamentos. Por comparação um sistema nuclear pode disponibilizar até 2,5 quilowatts por hora, enquanto que os painéis solares dos rovers Spirit e Oportunity não conseguem oferecer mais do que 0,6 quilowatts por hora.

Fontes:
http://www.moondaily.com/reports/India_Mulls_Using_Nuclear_Energy_To_Power_Chandrayaan_II_999.html
http://www.space.com/businesstechnology/technology/nuclear_focus_040218-1.html

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A ameaça de deserção de Índia do problema do Aquecimento Global

O problema do Aquecimento Global ficou ainda mais grave… Não basta que a China se recuse a fazer qualquer coisa para combater o problema que pode levar à extinção da espécie humana (a menos que receba a custo zero tecnologia ocidental de ponta), agora também a Índia se está a juntar ao “Eixo do Mal Climático”.

Com efeito, o ministro do Ambiente da Índia, Jairam Ramesh, declarou recentemente que a Índia não vai assinar nada que a comprometa perante certas metas de emissões de gases de Efeito de Estufa. A Índia, afirmou, vai preferir investir na luta contra a pobreza.

O problema é que a Índia é um dos quatro grandes emissores de CO2 do mundo (juntamente com a China, EUA e Rússia) e se o país ficar fora de qualquer acordo climático global este fica praticamente morto. Se contarmos com a quase certa resistência chinesa.

É certo que emissões indianas per capita são ainda inferiores à média da maioria dos países desenvolvidos, mas a declaração do ministro indiana tem um forte aspecto demagógico que importa considerar: o Aquecimento Global produz muitos desastres naturais (secas, inundações, etc) que aumentam a pobreza de países como a Índia e, sobretudo, a aposta em industrias “amigas do Ambiente” como a dos painéis solares, da aerogeracao, do aumento de eficiência das redes eléctricas, etc, produz desenvolvimento, Emprego e riqueza local e devia ser parte da equação para a redução da Pobreza.

Esta posição indiana está já a contaminar o otimismo quanto ao bom sucesso das negociações climáticas da conferência de Copenhaga, em Dezembro, para conceber um sucessor do Protocolo de Quioto, o qual  expira já em 2012

Fonte:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1389729

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As fragatas “Projeto 17A” da União Indiana

O Projeto 17 indiano em http://www.bharat-rakshak.com

O "Projeto 17" indiano em http://www.bharat-rakshak.com

Desde finais de 2006 que a Índia está a trabalhar num projeto intitulado “Projeto 17A” que visa construir localmente sete fragatas “stealth” (furtivas). O projeto pressupõe a transferência de tecnologia a partir de empresas russas e europeias e ascende, no total, a mais de 9 biliões de dólares.

O projeto é uma evolução direta a partir do “Projeto 17” que decorre ainda e que resultou nas fragatas stealth multi-role da classe Shivalik, capazes de perfis de radar tão baixos como os das classe Lafayette francesa. Tratando-se de um projeto local tão inovador compreendem-se os atrasos que contaminaram todo o desenvolvimento dos navios devendo a primeira Shivalik ser entregue apenas no final deste ano. O total de 12 navios previstos serão complementados por mais 7 Projeto 17A, formando uma força naval notável, moderníssima e capaz de enfrentar a concentração de meios que a China – através das novas bases navais no Sudão, no Paquistão e na Birmânia planeia concentrar no Índico nas próximas décadas. Não sem razão, a China elegeu o Índico como o corredor estratégico mais importante para a defesa dos seus interesses comerciais, já que é este oceano que a separa dos ricos recursos naturais do Médio Oriente (petróleo) e das matérias-primas de África e dos mercados europeus. Esta presença chinesa não poderá deixar de irritar a Índia, a grande potência económica, demográfica e militar da região a qual está, além do mais, “cercada” por aliados chineses, desde o seu tradicional inimigo Paquistão, a leste, a uma fronteira turbulenta e disputada com a própria China, a norte e a uma fronteira leste com a fiel aliada chinesa que é a ditadura militar birmanesa.

Fonte:
http://www.defenseindustrydaily.com/india-issues-rfi-for-stealth-frigates-02866/?utm_campaign=newsletter&utm_source=did&utm_medium=textlink

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A Índia vai duplicar os seus SU-30 até 2015

(Sukhoi SU-30 indiano em http://www.militaryimages.net)

A força aérea indiana anunciou a sua intenção de duplicar a sua frota de aviões Sukhoi SU-30 para o impressionante número de 230 aparelhos. Esta duplicação deverá ocorrer até 2015 e tornará a União Indiana no maior operador mundial daquele que é considerado pelo melhor caça de 4,5ª geração do mundo.

Atualmente, a Índia tem em inventário 98 SU-30, entre 40 fabricados na Rússia em 1996 e o resto fabricado localmente, sob licença num contrato que ultrapassou os 1,46 biliões de dólares. Nem todos estão contudo no padrão SU-30MKI, mais avançado que o SU-30, e esse trabalho está a ser gradualmente conduzido pela empresa aeronáutica indiana HAL. Deverá ser também esta empresa a produzir os novos SU-30, contudo, a empresa indiana tem tido vários problemas com a produção licenciada de aparelhos britânicos (Hawk) e russos (MiG e Sukhoi) evidenciado uma clara falta de capacidade de produção para estas necessidades. Isso poderá levar o Governo indiano a encontrar alternativas à HAL, nomeadamente procurando que a Sukhoi instale localmente uma unidade de produção…

A duplicação dos SU-30 permitiria abandonar todo o obsoleto (e perigoso) inventário de origem russa ainda operacional na Força Aérea Indiana, o qual mesmo hoje é de ainda 250 MiG-21s. A maioria destes aparelhos deveriam ser substituídos pelo HAL Tejas mas este programa tem conhecido dificuldades e atrasos uns atrás dos outros… Aliás, as suspeitas de que a HAL não será capaz de duplicar a produção de SU-30 vêm em parte daqui.

http://en.wikipedia.org/wiki/Sukhoi_Su-30

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UnitedLex: O Outsourcing indiano de… advogados

Se pensavam que, na Índia, o outsourcing se limitava à área das tecnologias de informação… desenganem-se. Uma próspera empresa indiana está a resistir particularmente bem à presente recessão mundial e não oferece serviços de call center ou de outsourcing informático mas… serviços jurídicos. Trata-se da UnitedLex, uma empresa que está não somente ao abrandamento da economia indiana, como até a aumentar o ritmo do seu crescimento porque o seu core business é a prestação de um novo termo designado por “legal outsourcing”. A oportunidade de negócio aproveitada pela UnitedLex consiste no reconhecimento de uma estratificação da área legal, com diferentes níveis de serviço e graus de exigência.

As maiores clientes atuais da UnitedLex são grandes e médias empresas norte-americanas que procuram assim reduzir os custos dos seus departamentos legais. A empresa indiana tem 70% dos seus colaboradores com graduações dos prestigiados IITs (institutos de tecnologia) indianos, tem vários médicos, especializados em casos clínicos. A empresa segue os mesmos exigentes padrões de admissão das universidades indianas, já que em cada vaga de novos candidatos (entre 100 e 200 de cada vez) apenas 10 são admitidos.

No total, a empresa acolhe 240 advogados indianos, com formações universitárias de 3 ou 5 anos, um número que cresceu 400% desde o ano passado estando hoje a maioria empenhada em tarefas relacionadas com a atual crise financeira.

Não deixa de ser curioso que o conceito de Outsourcing comece a extravasar da área das Tecnologias de Informação até outras áreas de atividade, como a advogacia. Sobretudo porque durante muito tempo estes profissionais se julgavam imunes a esta Tempestade que ia varrendo áreas inteiras de TI nas organizações… No concreto, estes advogados da UnitedLex – assim como os de outras empresas semelhantes que agora começam a surgir – terão que acumular os seus anos de ensino jurídico na Índia com outros anos de adaptação aos regimes jurídicos dos países a quem prestam serviços em Outsourcing. Como todos têm mestrados, isto implica que cada um deles acumula quase dez anos de ensino superior, numa sociedade onde este é extremamente exigente e onde a margem para a indulgencia que caracteriza cada vez os sistemas de educação ocidentais é nula. A Índia – ao contrário da China – já percebeu à muito tempo que é na qualificação das suas pessoas que irá assentar cada vez mais o seu progresso social e económico. É certo que a sociedade indiana, com mais de 500 milhões de pessoas no mundo rural, vivendo na mais básica miséria, com um cruel e obsoleto sistema de castas e com níveis de infraestruturas indignos de qualquer país desenvolvido, tem ainda grandes problemas a resolver. Mas, ao contrário dos paradigmas neoliberais que acreditam que o futuro da indústria são os baixos salários (China), e a tercialização das economias (Ocidente) a Índia compreendeu bem que o futuro são as Pessoas.

Fonte:
http://www.unitedlex.com/unitedlex-news/media-coverage/

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A Índia procura um novo treinador avançado

BAE Hawk

BAE Hawk

A Índia emitiu um “RFI” (Request for Information) por um treinador avançado a reação. Este RFI parece querer dizer que o futuro do BAE Hawk neste país tem os dias contados… Ou seja, os 66 Hawk 132 comprados em 2004 com uma opção para mais 40 aparelhos, afinal não receberão esta opção, pelo menos não de forma automática, havendo a decisão de consultar o mercado antes de optar por mais Hawks.

Os meios de comunicação indianos têm dado conta de alguma insatisfação na força aérea indiana pelos Hawk, sobretudo no que concerne à insuficiente entrega de peças sobresselentes.

Sabe-se que a Índia enviou este RFI à BAE, mas também à Aero Vodochody checa, com o seu L-159, à Alenia Aermacchi italiana, fabricante do M-346, aos coreanos da Korea Aerospace Industries/Lockheed Martin que fabricam o T-50, e aos russos da RSK com o seu MiG-AT e à Yakovlev, fabricante do Yak-130.

Como a força aérea indiana está ocupada com o muito mais prioritário programa MMRCA (medium multirole combat aircraft) e com o desenvolvimento russo-indiano de um avião de 5a geração (o PAK-FA) é duvidoso que os novos aviões de treino sejam conhecidos antes de progressos significativos nestes dois programas.

Como a tradição indiana de comprar aviões russos subsiste, mesmo nos seus programas mais recentes, a opção pelos aviões britânicos ou italianos parece remota e as hipóteses da RSK e da Yakovlev são muito substanciais. Além do mais nos recentes programas idênticos nos Emiratos Árabes Unidos, o Hawk foi eliminado pelo M-346 e pelo T-50 (que venceu a competição) e o mesmo sucedeu também em Singapura. O avião – outrora quase imbatível neste papel – está a revelar o peso da idade e de uma airframe esgotada que carece urgentemente de sucessor… Devendo o fabricante britânico perder ainda mais concursos futuros acentuando o declínio da industria aeronáutica britânica, onde este era praticamente o último tipo de avião militar exportado em grandes números.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/04/02/324704/india-issues-advanced-trainer-rfi.html

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Sobre a resistência da economia indiana à atual recessão mundial

A Índia está a revelar-se como um dos países que no mundo melhor está a resistir à presente recessão mundial… Quem o admite é o próprio FMI cujo diretor admitiu que ainda que se espere uma desaceleração do crescimento registado nos últimos anos esta nunca será tão grave como a registada na maioria dos países do mundo. O PIB deverá crescer em 2009, uns sólidos 6,9%, menos que os 9,3% de 2007, mas ainda assim muito acima da maioria dos Países em Desenvolvimento ou como outros BRIC, como a Rússia (2.4%) e o Brasil (3,5%)

E existem também condições para crescer ainda mais depressa – e melhor – quando a maré da Recessão mundial passar… lá para finais de 2009, começos de 2010, como parece vir a suceder hoje: é que a economia indiana ao contrário de outros países que fizeram depender excessivamente o seu crescimento de Exportações vorazes que destruíam tudo à sua passagem, criando anticorpos virulentos nos países cujas industrias destruíam e criando autênticos monstros imprevisíveis, como o défice da balança comercial dos EUA (hoje em 36 biliões de dólares!), a Índia preferiu outro modelo de desenvolvimento menos agressivo e menos exportador. No auge da globalização neoliberal, isso levava alguns neoliberais a dá-la como “caso falhado” da Globalização porque comparavam o seu crescimento modesto do PIB ao da China, mas agora que esta se ressente da quebra da procura dos seus produtos, a opção indiana afinal não parece assim tão má… Com efeito, se mais de 40% do PIB chinês depende das exportações, na Índia essa dependência é de apenas 15%, o que garante uma maior resistência ao atual declínio. O modelo de desenvolvimento indiano é muito mais orientado para a fabricação local e para o consumo interno do que o de qualquer outro país asiático. Em suma, quando toda a Ásia embarcava numa febre globalista e orientava toda a sua economia para as exportações, a Índia optava pelo desenvolvimento local e auto-sustentado. Por opção, registou índices de crescimento inferiores aos dos tigres asiáticos, mas a correção da escolha é agora – em maré de recessão global – evidente.

O grande factor de estabilização da economia indiana é o seu consumo interno, alimentado por uma classe média com perto de 300 milhões de pessoas e cujo poder de compra ronda o de um europeu médio. Mas até no sector exportador, a Índia está bem posicionada: ou exporta serviços de valor elevado, como outsourcing tecnológico ou exporta produtos manufacturados para países em desenvolvimento. Neste ultimo âmbito, as suas exportações conheceram um declínio sensível, sofrendo especialmente com o declínio do sector internacional da Banca e dos Seguros. Mas mais de 50% das exportações são em serviços informáticos e em software e este sector deverá continuar a subir, dada a conhecida excelência das universidades indianas e o facto de como resposta à crise, muitas empresas ocidentais virem a reduzir ainda mais o seu pessoal e aumentarem o outsourcing para a Índia.

O sistema financeiro indiano tem, também, sabido resistir ao turbilhão que tem varrido muitas praças asiáticas. Estima-se que, na Índia, os ativos tóxicos sejam inferiores a 2%. O crédito às empresas e aos particulares permanece robusto, com um crescimento de 20% nos últimos meses.

O grande problema indiano é ainda hoje as infraestruturas, que ainda são no essencial as mesmas do período colonial. A Bolsa indiana também sofreu a sua quota parte, com uma queda das ações aí cotadas superior a 60%, o sector imobiliário também caiu e a própria moeda indiana, a rupia, perdeu valor nos mercados internacionais. Mas a situação não foi tão profunda como na maioria dos países do mundo e a queda parece agora travada.

Em suma, devido ao seu modelo de desenvolvimento, que privilegia o Local em desprimor do Global, a Índia não só está a resistir no campo da “economia real”, como a “economia virtual” (financeiro, imobiliário, bolsa, etc) está a sofrer menos que a maioria dos países do mundo. Não terá as reservas em divisas estrangeiras que a China acumulou nas últimas décadas (retirando-as ao resto do planeta, desindustrializando-o), mas tem algo ainda mais importante: tem o capital humano altamente instruído, um sistema democrático com uma série de “semáforos” instalados e um modelo de desenvolvimento que se baseia muito mais no desenvolvimento das suas populações do que na sua exploração por uma elite empresarial e política, altamente corrupta e alérgica a qualquer semente de democracia ou de livre expressão que essas massas produtoras possam querer transpirar. Assim, a Índia tem melhores condições para atravessar este turbulento período da economia mundial do que a Rússia (demasiado monodependente e em evaporação demográfica acelerada) e do que a China, com a sua massa populacional reprimida e que ao primeiro sinal de depressão económica vai exigir reformas democráticas. De todos os BRIC, apenas o Brasil talvez se lhe assemelhe, já que embora tenha um forte sector exportador (agro-pecuário), fez também assentar no consumo interno o desenvolvimento da sua economia nos últimos anos.

Fontes:
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/503238
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u480673.shtml
http://www.papodeempreendedor.com.br/empreendedorismo/qual-o-pib-do-brasil-e-do-mundo-para-2008-e-2009-e-o-dolar/
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u534049.shtml

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Sobre o concurso indiano para aviões de reconhecimento naval a médias distâncias

O Embraer P-99A, o avião brasileiro que pode ganhar este concurso indiano em http://www.defenseindustrydaily.com

O Embraer P-99A, o avião brasileiro que pode ganhar este concurso indiano em http://www.defenseindustrydaily.com

Vários concorrentes já responderam ao “Request for Proposals” (RFP) indiano pela aquisição de seis novos aviões de reconhecimento marítimo a médias distâncias. O interesse indiano resulta da necessidade de substituição dos Britten-Norman BN-2 Islander da década de 60 atualmente em serviço e que começam a ser em excesso o peso do seu longo tempo de serviço.

Inicialmente, a Índia espera adquirir apenas 6 aparelhos, mas o número poderá ser alargado a 8, logo que exista uma dotação orçamental bastante.

Em concurso atualmente estão o Alenia ATR72-500MP Surveyor, uma variante de reconhecimento naval do conhecido Antonov-72P, uma variante do Boeing P-8I Poseidon, o Dassault Falcon 900DX MPA, uma versão naval do CASA C-295 e, por fim, o avião brasileiro Embraer P-99A.

A Índia exige que o avião vencedor tenha um raio de ação de 740 km, devendo cumprir missões de fiscalização na extensa zona económica exclusiva (ZEE) indiana no oceano Índico, operando aqui em conjugação com os Dornier 228, que deverão permanecer neste papel ainda durante mais alguns anos não havendo para já projetos para a sua substituição.

Fonte:

Air Forces Monthly, março de 2009

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O Nano da Tata Motors

O Nano da Tata Motors em http://www.carrobonito.com

O Nano da Tata Motors em http://www.carrobonito.com

A empresa indiana Tata apresentou mundialmente o “Nano”, um veículo de muito baixo custo, concebido para o mercado indiano, mas que a empresa irá brevemente comercializar em todo o mundo. O Nano estará à venda na Índia já em maio por um preço que não deve ultrapassar os 1800 euros devendo ser fabricadas 60 mil unidades deste pequeno carro de quatro lugares.

Em 2011, o Não começará também a ser vendido na Europa, mas a um preço substancialmente superior, de cinco mil euros… Um aumento explicável não somente por causa dos custos de transporte e armazenagem a partir das fabricas na Índia mas sobretudo pela necessidade de conformar o Nano às mais exigentes normas de segurança e ambientais da União Europeia. Com essas adaptações, o veiculo indiano deverá ficar em cinco mil euros. Mais caro, mas ainda consideravelmente mais económico do que os veículos da Jaguar e Land Rover, que a Tata Motors comprou em 2008… Mais económico e ecológico (especialmente depois de adaptado às exigentes normas europeias) porque um carro tão pequeno como o Nano terá necessariamente uma pegada ecológica muito pequena, assim como um baixo padrão de consumo de combustível. É duvidoso que a adaptação traga um motor tão eficiente como os europeus ou mesmo um sistema híbrido, mas ainda assim continuara a ser uma opção ecologicamente interessante, pelas duas razoes acima listadas.

Fonte:
Euronews – 2009

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Dificuldades indianas com o fim do MiG-21bis e o novo HAL Tejas


(MiG-21bis indiano em http://www.bharat-rakshak.com)

Inserida numa das regiões mais perigosas do mundo, a Índia tem visto o seu poder aéreo decrescer todos os anos, sobretudo por via de avarias e de acidentes provocados não somente por deficiente manutenção, mas também pelo inclemente clima do subcontinente indiano. A situação é particularmente grave com o avião que forma hoje a maioria da sua força aérea, o MiG-21, dos quais a maioria está a ser atualizada para o padrão MiG-21bis enquanto os substitutos do maior programa de renovação de uma força aérea no mundo, dos próximos dez anos, está em curso. Com efeito, a Índia irá adquirir e construir 126 novos aparelhos de um tipo ainda não definido entre MiG-29 e 35, Rafale, Typhoon, Super Hornet ou Gripen NG.

O HAL Tejas in http://www.aerospaceweb.org)

O problema é que vão ainda demorar pelo menos cinco anos antes desse número de aparelhos entrar em serviço e durante esse período os MiG-21bis vão chegar ao limite de uso, não sendo possível que esteja algum a voar depois de 2020. Isto significa que as missões a cargo desta parte da frota da força aérea indiana terão que ser cumpridas por um número inferior do “Tejas Light Combat Aircraft (LCA)”, um muito mal gerido projeto local que ainda que tenha visto os primeiros modelos de produção a sairem das fábricas em 2088, só em 2010 é que estará plenamente operacional, sendo agora mais crucial do que nunca recrutar ajudas no desenvolvimento final do Tejas para suprir as dificuldades internas no desenvolvimento do aparelho. Já se sabe que os indianos desistiram de desenvolver localmente um radar e que pediram ajuda neste sentido à Elbit israelita e que contactaram a EADS europeia para que esta os assistisse na aerodinâmica medíocre do aparelho. O próprio motor, um GE F404 norte-americano está a ser reavaliado e provavelmente será substituído na próxima geração do Tejas, a LCA Mark II.

As dificuldades em desenvolver um aparelho de combate local são evidentes no caso do Tejas. A complexidade exigida pelos aviões de 4ª e 4,5ª geração são tremendas e ao alcance de poucos hoje em dia, no mundo… Os suecos dependem muito de componentes dos EUA, os europeus constroem o seu Typhoon devido ao alto nível de integração tecnológica entre os seus vários países (Reino Unido, Alemanha e Itália, sobretudo). Apenas os russos e os Estados Unidos parecem deter atualmente o nível de desenvolvimento tecnológico necessário a um tal aparelho. Provavelmente, a Índia tentou dar um passo mais longo que a sua perna ao desenvolver o Tejas… Um programa problemático que deve ser olhado com muito interesse por outros países com ambições semelhantes… como o Brasil, tirando-se já aqui a lição que avançar com um tal projeto sem assegurar previamente uma rede de parcerias tecnológicas firme e segura é uma asneira.
Fontes:

http://www.defenseindustrydaily.com/india-lca-tejas-by-2010-but-foreign-help-sought-with-engine-01901/?utm_campaign=newsletter&utm_source=did&utm_medium=textlink

http://en.wikipedia.org/wiki/HAL_Tejas

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Os terroristas “geek” de Bombaim: Blackberry, GPS e Google Maps…


(Blackberry Bold da RIM in http://lab.think4.com.br)

Nos recentes ataques terroristas de Bombaim, houve um certo aspecto “geek” que passou mais ou menos desapercebido aos Media ocidentais… Aparentemente, os terroristas além de todo o seu armamento traziam também sistemas de posicionamento geográfico GPS e teriam usado estes equipamentos para determinarem com exactidão o ponto de costa onde desembarcaram.

Alem dos receptores GPS os terroristas estavam também equipados com o mesmo dispositivo móvel que Obama se recusou também a largar ao assumir o cargo de Presidente dos EUA: um Blackberry. Os terroristas traziam também CDs com fotografias de satélite de alta resolução do Google Maps, vários telemóveis, com vários cartões SIM. As forças de segurança indianas sabem também que comunicavam com os seus líderes – algures no Paquistão – por intermédio de telefones satélite não da forma analógica convencional, mas por ligações voice-over-Internet-protocol (VOIP) que tornam a localização da chamada muito mais difícil de fazer.

Mais tarde, os ataques foram reivindicados por uma organização intitulada “Deccan Mujaheddin” pelo envio de uma mensagem de correio eletrónico a partir de um endereço na cidade de Moscovo, mas que foram aqui apenas reecaminhada a partir de Lahore, no Paquistão.

Não deixa de ser simultaneamente curioso e irónico que uma religião tão congelada no tempo (algures nos costume da Península Arábica do século VIII d.C.) esteja tão bem adaptada a todas estas tecnologias Web 2.0. O nível tecnológico desta organização é muito superior ao da polícia e dos serviços secretos indianos que nestes incidentes tiveram um desempenho muito medíocre, apesar da sua já extensa experiência em lidar com terroristas islâmicos. O problema é aqui – como na Economia – de escala. Organizações anti-terroristas de escala nacional com milhares ou dezenas de milhar de funcionários, burocratas e carimbadores não poderão nunca ter a mesma agilidade, flexibilidade e criatividade das pequenas e ativas células terroristas que combatem. Já basta faltar-lhes a motivação do o paraíso islâmico, mais as 40 houris (virgens) por combatente islâmico falecido, quanto mais a necessidade de enfrentarem e anteciparem os próximos movimentos destas ágeis organizações.

Fonte:
http://www.digitalcommunitiesblogs.com/web_20_convergence/2008/12/terrorists-used-blackberrys-gp.php

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A Saab e a Tata indiana acordam no desenvolvimento comum do Gripen NG

//www.segurancaedefesa.com)

(O Gripen Demo, o percursor do Gripen NG in http://www.segurancaedefesa.com)

A Saab acordou com a empresa indiana Tata desenvolverem em conjunto uma nova variante do seu caça de 4+ geração Gripen. A variante é uma resposta direta ao concurso indiano pelo fornecimento de 126 aviões de combate à força aérea indiana por cerca de 12 biliões de dólares (basicamente, o maior negócio do género nos próximos dez anos, no mundo).

Esta parceira entre a Saab International e a Tata Consultancy Services, aumenta a participação indiana na proposta sueca e torna-a mais competitiva frente aos seus adversários russos, europeus e norte-americanos.

Em abril de 2009, a Índia vai iniciar testes com os aviões finalistas, decidindo então o modelo vencedor. Do qual comprará apenas 24 unidades, sendo as restantes fabricadas localmente.

A Saab oferece a transferencia de tecnologia para o seu parceiro indiano, assim como um papel central no desenvolvimento do Gripen NG, o mesmo aparelho que está a ser oferecido ao Brasil no âmbito do programa F-X2. Como idêntica proposta foi feita ao governo brasileiro, torna-se possível que se os suecos ganharem ambos os concursos internacionais, que o desenvolvimento do Gripen NG seja o produto de uma pareceria tripartida Suécia-Índia-Brasil, uma espécie de reedição do PAK-FA, onde a certa altura se falou também de uma parceria trinacional entre Rússia, Índia e Brasil…

Os suecos garantiram que mesmo que não ganhem o concurso indiano, manterão a parceria com a Tata, declarou o vice-presidente da empresa sueca, em Nova Déli. Este importante detalhe aumenta portanto as possibilidades de que os indianos possam mesmo a vir a surgir ao lado dos suecos na eventual adopção do Gripen NG pelo Brasil.

No concurso indiano, além do Gripen NG, estão também o F-16, o Super Hornet, o Typhoon, o MiG-29, o MiG-35 e o Rafale.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Saab_ties_up_with_Tata_to_develop_fighter_jet_999.html

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A Índia vai colocar um astronauta na Lua em 2020 e planeia já uma missão a Marte…


(O rover lunar indiano
Chandrayaan-II in http://images.techtree.com)

A Índia tem atualmente planos para enviar o seu primeiro astronauta para a Lua em 2020, apenas dois anos depois do regresso da NASA ao nosso satélite natural. E apenas cinco anos depois do envio do primeiro astronauta indiano para órbita terrestre, na data estimada de 2012.

O anúncio foi feito por K. Radhakrishnan da Agência Espacial Indiana (ISRO) que afirmou que a Índia em 2015 iria colocar numa órbita terrestre de 200 Km de altitude dois astronautas, no culminar do desenvolvimento do lançador indígena PSLV. Curiosamente, não usarão o outro lançador pesado disponível, o GSLV (ver AQUI), embora existissem indicações contrárias.

A missão lunar será a continuação de uma série de missões robóticas indianas ao nosso satélite natural que começou com a bem sucedida
Chandrayaan-I, em 2008 e uma antecâmara para uma ainda mais ambiciosa missão a Marte que a Índia deverá enviar até 2020.

Quer a missão lunar, quer a missão marciana ainda estão apenas numa fase de desenho, apenas a segunda missão robótico lunar, a Chandrayaan-II está numa fase avançada, tendo sido dados como concluídos todos os trabalhos de concepção a 24 de dezembro de 2008 o que permitirá cumprir a data de lançamento estimada em 2012. A sonda deixará sobre a superfície lunar um rover, capaz de mapear com elevado detalhe a superfície e de recolher amostras e efectuar sobre elas amostras químicas.

A NASA, que deverá regressar à Lua dois anos do primeiro astronauta indiano lá colocar os pés, em 2018, mantem o seu calendário, apesar de todos os constrangimentos orçamentais. Os seus planos contemplam um orçamento de 104 biliões de dólares para a construção de um um novo veículo lançador com até quatro astronautas capazes de passar pelo menos sete dias na superfície lunar. O valor orçamentado é 55% inferior ao do programa Apollo, muito pouco por comparação, mas quanto relativamente às ambições indianas? Sim, porque não se encontra em lado nenhum a estimativa de custos desta primeira missão indiana ao nosso satélite lunar… Será de esperar um custo muito inferior, na mesma linha das poupanças da Chandrayaan-1 que custou apenas 79 milhões de dólares, comparando com os 187 milhões da sonda chinesa e os 580 milhões da sonda japonesa.

Fontes:
http://www.ndtv.com/convergence/ndtv/moonmission/Election_Story.aspx?id=NEWEN20080069657
http://www.msnbc.msn.com/id/9399379/
http://www.zeenews.com/sci-tech/space-/2008-12-24/493558news.html
http://en.wikipedia.org/wiki/PSLV
http://en.wikipedia.org/wiki/Chandrayaan-1
http://www.thaindian.com/newsportal/india-news/chandrayaan-ii-design-ready_100134752.html
http://in.reuters.com/article/topNews/idINIndia-36086720081022

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O governo russo confirma: o PAK-FA (T-50) vai voar ainda este ano

Finalmente, parece que o “Sukhoi PAK FA” (PAK-FA) (Perspektivnyi Aviatsionnyi Kompleks Frontovoi Aviatsyi ou “Promissor Sistema Aéreo para a Aviação de Linha de Frente”) o projeto de um caça de 5ª geração russo está a entrar na fase final… O projeto é conhecido internamente na Sukhoi como T-50, o que explica porque aparece ora sob essa designação, ora sob a designação “PAK-FA”. O avião, na Força Aérea Russa deverá substituir os remanescentes MiG-29 e SU-27 ainda em operação e sabe-se agora que terá construído o seu primeiro protótipo ainda neste ano de 2009. A informação foi fornecida por Viktor Khristenko, ministro da indústria e da energia da Federação Russa ainda em abril de 2008. Recentemente, o vice-primeiro ministro russo Sergei Ivanov repetiria a mesma data de 2009 em 21 de janeiro deste ano, mas deslocando-a agora para o final do ano. Desta forma se confirma a antecipação em um ano da data da construção do primeiro T-50/PAK-FA.

O primeiro protótipo está a ser construído na fábrica Sukhoi de Komsomolsk-on-Amur, situado no extremo oriente russo e deverá ser um monologar, ou seja, a versão russa do PAK-FA já que a sua versão indiana terá dois lugares, conforme requisito deste país asiático. Depois de construído, o protótipo será transportado até Zhukovsky, perto de Moscovo, onde será utilizado apenas em testes estáticos, no solo. Um segundo protótipo está também em construção em Komsomolsk-on-Amur, mas este capaz de voar, devendo realizar esse primeiro voo alguns meses depois dos primeiros estáticos do primeiro protótipo, mas ainda em 2009, confirmou também Ivanov.

A agencia Novosti afirmou que com o avanço destas datas seria provável que o avião entrasse ao serviço da força aérea russa ainda antes de 2015, citando Sergei Ivanov.

O chefe supremo da Força Aérea russa, Alexander Zelin reafirmou que o primeiro aparelho para testes estáticos estará terminado em agosto deste ano e que além deste e do outro protótipo de voo, há ainda um terceiro em avançado estado, sendo esta ultima informação completamente inédita.

O programa recebeu a promessa do governo russo de um bilião e meio de dólares até 2010, um valor que é claramente insuficiente e que se deve esgotar apenas na concepção e construção dos primeiros três protótipos (motores AL-41F, radares de phased array, materiais compósitos, etc).

O desenvolvimento do PAK-FA começou em outubro de 2007 com um acordo entre a Sukhoi russa e a Hindustan Aeronautics Limited (HAL) indiana.

Fontes:
http://warfare.ru/?linkid=2280&catid=255
http://www.india-defence.com/reports-4178
http://en.rian.ru/russia/20080403/102931062.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Sukhoi_PAK_FA

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Índia e Paquistão estiveram à beira da guerra por causa… de um telefonema falso


(Militares paquistaneses in http://www.armyrecognition.com
)

Um dos episódios mais curiosos e perigosos dos últimos anos ocorreu recentemente, no rescaldo dos atentados de Bombaim, quando uma chamada telefónica podia ter desencadeado um conflito nuclear entre a Índia e o Paquistão… Alguém terá telefonado no dia 28 de novembro de um número de telefone registado como pertencendo ao ministério dos negócios estrangeiros da União Indiana para o seu homólogo paquistanês, ameaçando o presidente paquistanês com a guerra, poucas horas após os ataques terroristas de Bombaim.

A chamada – que se revelou falsa – terá desencadeado a entrada em alerta máximo da força aérea paquistanesa e ilustra o quanto perto esteve o mundo de um confronto nuclear durante as sessenta horas que se seguiram aos ataques de Bombaim. Foi necessária uma intervenção da Secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice para que o Paquistão acreditasse que a chamada não tinha sido feita pelo gabinete do ministro dos negócios estrangeiros indiano, Pranab Mukherjee para o presidente paquistanês Asif Ali Zardari.

Recordemo-nos que no decurso dos incidentes de Bombaim, a Índia acusou grupos de militantes islâmicos baseados no Paquistão e exigiu a entrega de uma extensa lista de nomes de cidadãos paquistaneses às autoridades paquistanesas. O Paquistão negou qualquer envolvimento oficial, mas sabe-se que o “país dos puros” é de facto governado não por um Governo democraticamente eleito, mas por um triunvirato Governo-Exército-ISI (Serviços Secretos). O que um comanda, o outro não executa… e vice-versa. Por exemplo, o Exército nunca entregará o controlo das armas nucleares a um governo islâmico radical; o ISI nunca deixará de manter laços estreitos com os talibãs afegãos ou com os grupos que lutam pela independência de Cachemira e… o governo nunca conseguirá interferir ou anular as ações dos dois outros. Por isso, é plausível que as ordens do governo paquistanês para parar com estas ações de militantes islâmico sejam ignoradas pelo ISI e, de forma decorrente, por estes mesmos… Ainda que neste concreto, o Exército pareça alinhar com a vontade governamental.

O telefone falso parece ter sido feito por algum escriturário irado (talvez com a morte de um amigo ou familiar) que trabalha no edifício do ministério indiano e conseguiu fazer com que o Paquistão desse ordem de descolagem a vários aviões equipados com armas reais, patrulhando a sua fronteira. De igual forma, o telefonema fez também deslocar dezenas de milhar de tropas para a fronteira e colocado aviões armados no ar. Com tantos meios nervosos junto da fronteira, não teria sido impossível que alguém tivesse carregado no gatilho e desencadeado uma guerra entre estes dois velhos inimigos… por causa de um telefonema falso.

Fontes:
http://www.latimes.com/news/nationworld/world/la-fg-pakistan-india7-2008dec07,0,383051.story
http://www.guardian.co.uk/world/2002/may/25/pakistan.india

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Sobre a extraordinária performance dos SU-30 indianos no Red Flag

No exercício “Red Flag”, realizado recentemente nos EUA, os Sukhoi SU-30MKI da IAF não empreenderam combate 1v1 nem usaram o seu impulso vectorial em Nellis. Os combates 1v1 ocorreram apenas em Mountain Home AFB. Em nenhum dos dois encontros os SU-30 se revelaram vulneráveis ou foram abatidos.

Em Mountain Home, os SU-30 demonstraram capacidade virar com impulso vectorial 20 graus por segundo, um valor impressionante e não muito distante dos 28 graus por segundo do F-22A, que não participou do “Red Flag“, apenas aparelhos F-15 e F-16.

O radar dos SU-30 revelou-se muito superior ao dos F-15 e F-16 da USAF, isto apesar dos aviões da IAF terem usado os seus radares apenas no “modo de treino”, que lhe reduz as suas capacidades.

No “Red Flag”, os aviões indianos exibiram uma certa taxa de abates de aviões amigos. Isso foi atribuído ao facto dos aviões da IAF terem cumprido as suas missões simuladas sem estarem ligados “networked” entre si. Os indianos voaram também sem AWACS e sempre a partir do apoio do controlo de terra norte-americano. Foram reportados vários erros do controlo de terra que entendia mal as instruções dos pilotos indianos e os problemas decorrentes do sotaque inglês foram recorrentes, o que explica a taxa de abates fratricidas. Por outro lado, a taxa foi idêntica à sofrida pelos aviões norte-americanos ainda que estivessem completamente “networked”, o que foi alvo de diversos embaraços na USAF…

Por fim, a taxa de “kill ratio” em Mountain View AFB foi impressionante: 21:1 a favor dos Sukhoi indianos e no fim…isso é que conta verdadeiramente.

Fonte:
Air Forces Monthly, janeiro de 2009

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