Posts Tagged With: Holanda

Os Referendos na Holanda

A aplicação dos conceitos de Democracia Direta na Holanda não anda pelos píncaros… de facto, o país é um dos quatro países que no mundo, nunca organizaram um referendo nacional, isto embora a nível local tenham sido já realizadas alguns centenas de referendos municipais, sendo alguns desencadeados pelos próprios cidadãos. Destes tipo de referendos locais, o primeiro teve lugar em 1995 em Leiden. O seu sucesso não foi contudo muito grande devido aos elevados patamares de participação e aprovação exigidos para que o seu resultado fosse vinculativo.

Na Holanda, um dos partidos colocou os Referendos nacionais como uma das suas prioridades: o D66, e em 1999 seria até uma das causas para uma crise governamental. Atualmente, e segundo a constituição holandesa é necessária uma maioria de dois terços para aprovar uma lei que torne os referendos mandatários, mas os partidos de direita têm-se oposto sistematicamente a tal legislação e inclusivamente anunciaram recentemente a intenção de abolir todos os referendos iniciados por cidadãos.

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A Holanda vai encetar uma radical reestruturação do seu exército, marinha e força aérea

Patrulha Oceânico da Classe "Holland" (http://www.digitaljournal.com)

Patrulha Oceânico da Classe "Holland" (http://www.digitaljournal.com)

A Holanda está a iniciar um programa radical de cortes nas suas despesas militares:
1. Dois dos quatro patrulhas da nova classe “Holland” não chegarão afinal a entrar ao serviço devendo ser postos à venda,
2. Quatro dos seis navios caça-minas serão abatidos ao inventário
3. Os 60 blindados distribuídos atualmente por dois batalhões serão vendidos e a Holanda deixará de ter unidades de MBTs.
4. O exército holandês vai passar a ter apenas um batalhão de artilharia
5. Na força aérea, atual frota de 87 F-16 será reduzida a 68 aparelhos e um terceiro avião de abastecimento em voo não será, afinal, encomendado como estava previsto. Por fim, os últimos 14 helicópteros Cougar serão retirados ao serviço e – provavelmente – colocados à venda.

Estas grandes restrições incluem também a redução em 25% do pessoal do quartel general e o encerramento de diversas bases militares representando a maior redução de capacidade militar jamais registada na Holanda nas últimas décadas. Obviamente, o impulso para este plano de reorganização de forças vem das graves dificuldades orçamentais que atravessam hoje quase todos os países europeus.

Fonte:
Défense & Sécurité Internationale
Junho de 2011

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A Holanda hesita na opção F-35…

O ministro da Defesa holandês exprimiu recentemente a sua desilusão pelo aumento de preço dos aparelhos F-35 que o seu país se comprometeu a adquirir. Falando com o embaixador dos EUA, o responsável holandês terá mesmo admitido que tinha “grandes dificuldades com esse aumento”.

Com efeito, a aquisição holandesa deverá custar mais 1.4 mil milhões de euros que o inicialmente estimado. Isto é: mais 20% num total de 6.2 mim milhões por 85 F-35s.

Este aumento de 20% pode levar ao abandono holandês do programa e levou a Holanda a procurar formar um “grupo de pressão” europeu contra este aumento e que deverá contar com os outros operadores (esperados) do avião: Reino Unido e Noruega.

A decisão final holandesa sobre a compra ou não deste avião para substituir os F-16s será tomada em 2011 e os grandes cortes de despesa na Defesa serão aqui um elemento decisivo, o que não coloca a opção pelo F-35 em bons lençóis, podendo levar ou a redução dramática do total de aparelhos ou até a uma opção por um aparelho mais económico, como o Saab Gripen NG ou o Super Hornet da Boeing.

Fonte:

http://www.defpro.com/news/details/20451/

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A Holanda lançou mais uma corveta da Classe “Holland”: A “Zeeland”

Corveta holandesa de Class "Holland" (http://www.naval.com.br)

Corveta holandesa de Class "Holland" (http://www.naval.com.br)

A Holanda lançou o terceiro navio da classe “Holland”. Este navio será seguido para o ano por mais uma corveta da mesma classe que irão assim substituir as 4 fragatas “Classe M” atualmente em serviço.

Estas corvetas foram concebidas para serem usadas em missões internacionais, a longas distâncias das suas bases, como aquelas que a Holanda cumpre atualmente nas perigosas águas da Somália. Estão equipadas com um largo espectro de sensores muito modernos, completamente integrados e automatizados permitindo que a tripulação não exceda os 50 elementos.

A corveta foi batizada como “Zeeland” e apenas não foi classificada como “fragata” porque apesar da sua panóplia de sensores sofisticados e dimensão não tem todo o armamento ao dispor de uma fragata típica. São também mais lentas (22 nós) ainda que durante algum tempo consigam manter uma “velocidade de intercepção” de 40 nós. Mas ao contrario de uma fragata o navio consegue operar em paragens remotas durante muito mais tempo devido à sua reduzida tripulação e ainda levar até 40 fuzileiros com um custo operacional relativamente baixo, duas vantagens importantes no contexto atual…

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Holland_class_offshore_patrol_vessels
http://www.defpro.com/news/details/19887/

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O restabelecimento do domínio português sobre Angola e São Tomé depois da restauração da independência de Portugal em 1640 foi obra dos brasileiros.

 

Pernambuco no tempo dos holandeses (http://www.nordesteweb.com)

Pernambuco no tempo dos holandeses (http://www.nordesteweb.com)

 

“Os holandeses, que ocuparam Pernambuco em 1630, perceberam a dependência da região da mão-de-obra escrava africana e ocuparam Luanda em 1641. O restabelecimento do domínio português sobre Angola e São Tomé depois da restauração da independência de Portugal em 1640 foi obra dos brasileiros. Em 1648, são os comerciantes do Rio de Janeiro que financiam uma armada comandada por Salvador Correia de Sá que retoma Luanda e expulsa os holandeses.”
Miguel Jasmins Rodrigues

Esta é a grande singularidade do “império português”: a recuperação das colónias perdidas para essa nação de piratas e mercadores que era a Holanda de então é feita por uma colónia e não pela metrópole ou “cabeça” desse império. Tal situação, assim como a própria recuperação do Brasil que foi feita pelos próprios “brasileiros” é absolutamente única na história do colonialismo europeu no mundo e expõe claramente a singularidade da relação pós-colonial que no século XVII já descrevia a natureza da ligação entre a metrópole a “colónia” Brasil. A verdadeira independência do Brasil não deve assim ser recuada a Ipiranga, mas ao momento em que ao arrecuo da recomendação de António Vieira em deixar o Pernambuco aos holandeses em troca da paz no resto do mundo, os brasileiros se erguem contra esta vontade dos “reinóis” de Lisboa e se armam e expulsam os invasores Calvinistas da mais rica província brasílica.

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Causas do falhanço do “Brasil Holandês”

(Casa de Mauricio de Nassau em Olinda)

(Casa de Mauricio de Nassau em Olinda)

“…a guerra com estes (holandeses) ocorreu numa fase em que já dificilmente seria reversível o processo pelo qual se ía forjando uma civilização brasileira em que os valores fundamentais dos Portugueses – a língua, os costumes, a religiosidade – e os nexos económicos, políticos ou simplesmente familiares por eles criados tinham um papel estruturante. (…) Quando, no século XVII. Os Holandeses disputaram com a coroa portuguesa e os seus súbditos o domínio sobre o Brasil encontraram, em suma, um conjunto de resistências suficientemente coerentes e solidas para inviabilizar as suas pretensões.”

Não é raro encontrarmos quem, no Brasil moderno, se lamente pelo facto de a colonização holandesa não ter frutificado no Brasil. Julgam estes que se a Holanda tivesse conseguido lançar sobre o Brasil um jugo duradouro e firme, o Brasil seria hoje tão desenvolvido como a Austrália, os Estados Unidos ou o Canada. Desde logo, omitem conscientemente ou inconscientemente o facto desses três exemplos serem todos exemplos da colonização britânica ou francesa e não da holandesa… Omitem também o reconhecimento da evidencia que as antigas colónias holandesas vegetam hoje num maior ou menor torpor económico e que estão longe de serem exemplos de democracia, desenvolvimento humano ou de paz interna, e falamos de países como o Suriname, as Antilhas Holandesas, o Sri Lanka e a Indonésia…

Os advogados da causa perdida de um “Brasil holandês” esquecem – ou preferem esquecer – que se os holandeses não ficaram pé em terras brasílicas, tal não foi porque tivessem sido expulsos delas por tropas portuguesas enviadas diretamente da metrópole lusitana, mas exclusivamente por forças locais, a maioria delas nascidas já no Brasil, e com um muito importante e significativo auxilio de escravos libertos e de aliados índios. Esquecem também que no preciso momento em que na Corte de Lisboa se preparava uma paz “honrosa” com a Holanda em troca do reconhecimento da permanência dos holandeses no prospero Pernambuco, os “brasileiros” pegavam em armas e batiam os holandeses, levando o governo em Lisboa a cancelas essas negociações.

Sejamos claros: se o Brasil não se tornou holandês, tal foi porque não foi essa a vontade explicita dos brasileiros dessa Época. Já no século XVII, Lisboa não tinha a forca militar bastante para vencer frontalmente a Holanda e se foi possível resistir aos holandeses em São Tome, Cabo Verde, Angola e Moçambique, não seria possível acorrer a todos esses locais em apuros e guarnecer simultaneamente o Brasil de forcas suficientes para o defender. Se o Brasil de setecentos não tivesse querido manter-se “português”, não o teria sido, especialmente após 1640, quando Portugal se separou da Espanha e começou uma guerra desigual contra a então superpotência mundial que era a Espanha.

Fonte:

Nova História da Expansão Portuguesa: O Império Luso-Brasileiro (1500-1620) P.112

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