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Vão incluir a vacina da Gripe A na Vacina Sazonal em 2010

Por muito que nós – cidadãos e médicos – nos recusemos a deixar vacinar por essa duvidosa vacina da Gripe A que as multinacionais farmacêuticas e os seus lobbies políticos nos querem impingir, a verdade é que parece a vamos mesmo (?) ter que deixar que a injetem em nós: segundo alguns especialistas do ramo, a vacina deverá ser incluída na vacina contra a gripe sazonal.

A inclusão fará com que – a partir de 2010 – todos os que se vacinarem contra a gripe comum, recebam também a sua dose contra a Gripe A. A inclusão não pertence apenas ao domínio das hipóteses, mas sim ao das certezas já que no Hemisfério Sul, que acabou agora de sair do Inverno Austral, já se determinou a composição da vacina para 2010 e adivinhe-se: a vacina da Gripe A está lá, juntamente com algumas estirpes da Sazonal. Se assim foi no Hemisfério Sul, tenhamos a certeza de que o mesmo acontecerá a norte e que em 2010 ou pela via de vacinações compulsivas (e apoiadas em leis especiais) ou pela via da adição subcapciosa na vacina sazonal, vamos mesmo levar com esta vacina. Ou pelo menos, assim querem “eles” os senhores das multinacionais e os seus serventes nos governos “democráticos” deste mundo.

Fonte:

http://aeiou.expresso.pt/gripe-a-h1n1-virus-podera-ser-incluido-na-vacina-contra-a-gripe-sazonal-do-proximo-ano=f542144

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Gripe A: A própria Agência Europeia de Remédios (EMA) considera a vacina contra a Gripe A “experimental”

Existe atualmente uma crescente multiplicação de notícias sobre a duvidosa qualidade das vacinas contra a Gripe A. A própria Agência Europeia de Remédios (EMA) que a União Europeia encarregou de verificar a segurança da nova vacina, em junho, numa sessão de perguntas e respostas, admitiu que a “a segurança da vacina não será conhecida antes de ser usada na população em geral” e que – notável – será exigido aos fabricantes das vacinas que “avaliem a segurança à medida que decorre a campanha de vacinação”. Ou seja: que testem em nós a nova vacina. A agência europeia exige também que esses fabricantes elaborem “planos de administração de riscos especiais”. Um e outro detalhe” refletem uma evidencia: como a vacina não cumpriu o normal processo de testes em seres humanos, as autoridades cientificas estão preocupadas com os seus efeitos… A mesma preocupação explica a resistência de médicos e enfermeiros a deixarem-se vacinas, aliás.

No Hemisfério Sul, onde o Inverno Austral terminou, já se concluiu que o número de mortes pela Gripe A não fora superior ao provocado pela Gripe Sazonal e que, logo, em termos de baixas, nada distingue esta gripe de uma estirpe de gripe comum particularmente ativa. Se assim é, então as leis de vacinação forçada que se estão a forjar em muitos países são – no mínimo – exageradas. Temos uma amostra destas “campanhas de vacinação forçada” numa tentativa de vacinação obrigatória para os trabalhadores de Saúde em Nova Iorque que um juiz do Supremo reverteu recentemente e que poderia ter afetado mais de 500 mil pessoas.

Em França, grupos de médicos já avisaram com ações legais caso se confirmem os rumores de vacinações compulsivas e na Alemanha as reticências de muitos médicos são públicas.

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Hoax (?): “Eu não tomaria a vacina H1N1 pelo simples risco do síndroma GBS”

Esta mensagem anda a circular pela Internet portuguesa, sob o título: “Eu não tomaria a vacina H1N1 pelo simples risco do síndroma GBS”

“– Neurologista Britânico
Um dos possíveis efeitos secundários da vacina H1N1 é o síndroma de Guillian-Barre, o síndroma que matou e incapacitou centenas da Americanos na campanha de vacinação H1N1 em 1979 com 500 casos confirmados deste síndroma, a vacina foi retirada do mercado 10 dias depois após vacinarem 48 milhões de pessoas, tendo feito mais vitimas que o vírus H1N1.
Este síndroma ataca directamente o sistema nervoso causando problemas de respiração, paralisia e até a morte.

Esta gripe é comparada à gripe Espanhola de 1919 que matou mais de 20 milhões de pessoas. A gripe Espanhola é falada referindo o numero de mortes e não o numero de contaminados. A percentagem de morte foi de 2,5% o que significa que 97,5% dos contaminados recuperaram. A actual gripe A tem uma mortalidade de 0,05, o que significa que 99,95% dos contaminados recuperam. Isto significa que não há necessidade de arriscar os efeitos secundários de uma vacinação.

Sabiam que a gripe Espanhola apareceu nos EUA após um programa de vacinação e que os únicos países não afectados foram os que não usaram essa vacina (info)?

Sabiam que o primeiro efeito da vacina da gripe sazonal é apanhar uma ligeira gripe? Qual será o efeito da nova vacina H1N1?

Sabiam que a primeira vacina há 150 anos para combater o Sarampo, desencadeou uma epidemia de Sarampo que matou centenas de milhares de pessoas?

Sabiam que a organização mundial de saúde pode depor governos de 194 países do mundo por forma a impor uma vacinação pela força em caso de recusa popular?
Os testes da vacina H1N1 já começaram nos EUA, mas não são testes em laboratórios, são testes em humanos onde as crianças estão a ser vacinas em casos específicos:
1- Com conhecimento dos pais: Quando os pais dão os filhos como voluntários para vacinação.
2- Sem o conhecimento dos pais: Quando autorizam a entrada dos filhos em desportos escolares, assinando autorizações sem as ler. Essas autorizações referem a vacinação teste como obrigatória.
Inglaterra recebeu já 200,000 doses para começarem a testar na população e nos humanos não há sociedades que nos protejam de testes médicos, como fazem aos animais.
Apesar de a gripe Suína em Inglaterra ter morto unicamente 5% em relação às que morrem de gripe normal, a vacina contra a gripe suína será obrigatória, a vacina normal não!
Ora se fosse para nos ajudar, tornariam a vacina normal obrigatória e não a Suína.
Nos EUA a loucura começou… Em alguns estados como Maryland, a vacina é obrigatória a todas as crianças, qualquer criança não vacinada não poderá frequentar a escola. Qualquer pai que se recuse a vacinar os seus filho, poderá ser preso por atentado contra a saúde pública. Mas em Massachusetts, quem recusar a vacina irá ser multado até 1.000 dólares por dia e em desobediência continuada será detido por 30 dias e vacinado compulsivamente.
Vocês podem recusar a vacina, mesmo que o estado a torne obrigatória. O Estado tal como a policia existem e actuam por consentimento, a população tem de consentir por forma a dar-lhe o poder. Não consintam, pacificamente digam NÃO se acham que o devem dizer.

Não há perigo, hoje afirmo-o. Se houvesse perigo da mistura entre o vírus da gripe suína e o vírus da gripe normal, teriam morrido milhões no hemisfério sul, sim pois o inverno está a acabar lá. Liguem a TV, alguém fala disso? Alguém vos diz que não existiram mortes fora do normal? No hemisfério sul nada aconteceu, tal como nada acontecerá aqui, mas a vacina tem efeitos secundários que podem até matar.
O inverno deles tem os mesmos efeitos que o nosso e os dados vindos de lá, apontam para um numero normal de mortes quer da gripe sazonal quer da gripe suína.

Vale a pena arriscar a saúde e a vida por causa de 0,05% de chances de contaminação mortal por H1N1?
Façam as vossas contas!”

Análise:

1. Existe mesmo um síndrome de Guillain-Barré ou polirradiculoneurite aguda. A doença é caraterizada por uma inflamação aguda com perda de mielina, um componente das membranas que permitem a transmissão do estímulo nervoso no sistema nervoso periférico. Este síndrome afeta em particular as transmissões nervosas na cabeça, pescoço e vísceras. A designação vem do nome de dois médicos franceses que em 1916 identificaram a doença. Nos anos seguintes, recolheram-se mais informações sobre a doença, e estabeleceu-se que problemas com os músculos dos membros e até a respiração, a deglutição, o trato urinário, o coração e os olhos, eram sintomas do ataque desta enfermidade. O síndrome tem um carácter auto-imune, em que o corpo do paciente acaba a fabricar anticorpos que atacam a sua própria mielina. Esta, é assim reduzida, e os nervos que a perdem deixam de poder transmitir sinais nervosos com a devida eficácia. Um outro sintoma correlacionado é a perda de sensibilidade na pele, quer de dor, quer de calor e frio, já que a perda de mielina reduz também a transmissão de sinais entre as extremidades nervosas e o sistema nervoso central. A incidência deste síndroma é relativamente elevada havendo entre 2 a 4 casos por cada cem mil habitantes, isto em condições normais. Mas nos finais de 1976, e no decurso de uma campanha de vacinação contra a gripe comum (Influenza), o programa foi interrompido e as autoridades sanitárias norte-americanas deram início a um “programa de vigilância” contra o síndroma de Guillian-Barre (GBS). A vigilância cobriu 1098 doentes com GBS e durou até 1977 tendo sido constatado que 532 destes doentes tinham efetivamente recebido a vacinação contra a estirpe A/New Jersey e 391 que não tinham recebido de todo qualquer vacinação. Dados epidemiológicos então recolhidos concluíram pela existência de uma relação entre a vacina e o GBS sendo esta relação especialmente notória entre a população adulta e masculina vacinada contra a gripe. Na época concluiu-se que haveria um ratio de 1 caso em 100 mil, havendo uma concentração deste risco nas cinco semanas imediatamente subsequentes à vacinação. Em suma, oficialmente não foi demonstrada uma relação entre o GBS e a vacinação. Na época, de mais de 12,5 milhões de doses de vacinas então administradas e a taxa de incidência foi muito inferior aos 0,05% de hipóteses referidas na mensagem…

2. A campanha de vacinação de 1976 foi efetivamente interrompida, mas em dezembro desse ano, não em 1979, conforme afirma a mensagem.

3. “mais vitimas que o vírus H1N1″ significa exatamente o quê? Mais vítimas mortais que a Gripe Sazonal nesse ano, nos EUA? Se assim é (e presumindo que este mail é uma tradução quase literal de uma mensagem originalmente elaborada nos EUA), nos EUA, todos os anos, e em média entre 5% a 20% da população apanha a Gripe sazonal, destes, mais de 200 mil são hospitalizados e 36 mil chegam a falecer, por complicações decorrentes da Gripe Sazonal! Só nos EUA! O síndrome de Guillain-Barré provocou a morte a pouco mais de mil doentes, nos EUA, logo não é mais perigoso que a própria vacina sazonal.

4. “Esta gripe é comparada à gripe Espanhola de 1919 que matou mais de 20 milhões de pessoas. A gripe Espanhola é falada referindo o numero de mortes e não o numero de contaminados. A percentagem de morte foi de 2,5% o que significa que 97,5% dos contaminados recuperaram. A actual gripe A tem uma mortalidade de 0,05, o que significa que 99,95% dos contaminados recuperam. Isto significa que não há necessidade de arriscar os efeitos secundários de uma vacinação. Sabiam que a gripe Espanhola apareceu nos EUA após um programa de vacinação e que os únicos países não afectados foram os que não usaram essa vacina (info)?”
A Gripe Espanhola foi de facto uma epidemia de Gripe que partindo de uma estirpe invulgarmente violenta e letal do H1N1 se propagou pela maior parte do globo. Este vírus exercia o seu poder assassino através de uma autêntica “tempestade de citocina“, ou seja, através de uma reação imunitária exagerada do corpo o que explicaria o facto da maior parte das vítimas mortais serem adultos, onde o sistema imunitário estaria já plenamente desenvolvido. A sua origem é ainda essencialmente desconhecida, pelo que não está de todo estabelecida a sua ligação com uma campanha de vacinação então ensaiado, ao contrário do que alega esta mensagem…  Se aqui já é duvidoso que a mensagem se mantinha nos limites da credibilidade, então, quando declara que “os únicos países não afectados foram os que não usaram essa vacina” então penetra totalmente no rumo do delírio absoluto. A Gripe Espanhola penetrou, por exemplo, no Ártico e até nas mais remotas ilhas do Pacífico Sul, paragens que então, não se encontravam tão facilmente acessíveis como o são hoje! No total, estima-se que a Gripe Espanhola causou a morte a entre 50 a 100 milhões de pessoas, em todo o globo, contaminando mais de 500 milhões de pessoas, ou seja, um espantoso (e temível) terço de uma população mundial que então rondava os 1,6 biliões de almas. Ou seja, até no campo do alarmismo a mensagem é errada… A Gripe Espanhola não matou 20 milhões de pessoas, mas mais de o dobro, ou até talvez o triplo desse número! A este propósito, um dos rumores que corre é que o vírus da Gripe A é o produto de uma experimentação a partir de tecidos congelados de vítimas da Gripe Espanhola…

5. “Sabiam que a primeira vacina há 150 anos para combater o Sarampo, desencadeou uma epidemia de Sarampo que matou centenas de milhares de pessoas?” A primeira vacinação contra o Sarampo,ocorreu em 1963. Isso não é exatamente, 150 anos… E não houve tal “morte de centenas de milhares de pessoas”. Simplesmente. Esse mito tem a sua fonte numa corrente anti-vacinas, de fundo na “medicina homeopática” e que ainda que tenha alguma relevância no contexto de uma vacina contra a Gripe A que efetivamente não passou por um processo de ensaios clínicos antes de ser injetada em milhões de pessoas (com a alegação que era muito semelhante à vacina contra a Gripe Sazonal) a verdade é que esta alegação quanto à primeira vacinação do Sarampo é pura e simplesmente falsa.

6. “Sabiam que a organização mundial de saúde pode depor governos de 194 países do mundo por forma a impor uma vacinação pela força em caso de recusa popular?”
De novo, estamos perante uma recomposição de uma mensagem e de uma alegação que corre na Internet pelo menos desde 2005. A teoria alega que a OMS (“World Health Organization”) tem desde 2005 que o poder para dissolver qualquer governo do mundo e assumir a governação em caso de “pandemia”. Estes países têm que ser membros da OMS. A alegação aparece profusamente em sites norte-americanos de extrema direita e de combate contra o “serviço nacional de saúde” de Obama.
O documento onde surgiria esta informação estaria aqui: http://www.scribd.com/doc/17484016/WHO-Checklist-For-Influenza-Pandemic-Preparedness-Planning?autodown=pdf com o título “WHO Checklist For Influenza Pandemic Preparedness Planning” que não refere nada semelhante, mas que pode ter estado na base deste mito/hoax, mas na página 15 aparece a frase:
“Durante uma pandemia, pode ser necessário ultrapassar as legislações existentes ou os direitos humanos (individuais). Exemplos são a aplicação de quarentena (sobrepondo-se à liberdade individual de movimentos), o uso de hospitais privados, a licença de drogas não licenciadas, a vacinação compulsiva ou a implementação de turnos em serviços de emergência.” A frase é grave, mas quem faz esta “ultrapassagem pela Direita” não é a OMS, mas os governos democráticos e eleitos e a frase consta num documento de “checklist” com recomendações da OMS para estes governos. Compreende-se a confusão, mas há aqui alguma má fé nesta interpretação…

7. “Os testes da vacina H1N1 já começaram nos EUA, mas não são testes em laboratórios, são testes em humanos onde as crianças estão a ser vacinas em casos específicos”
Isso não é exato… A vacina está a ser dada a crianças nos EUA (como no resto do mundo) porque estas fazem parte de um grupo de risco. Há uma parcela de verdade nesta frase, como de resto em todo este mail, mas apenas isso… De facto, como não houve um processo formal de testes clínicos, as crianças que recebem agora esta vacina estão a ser cobaias, mas daí a dizer-se que “estão a testar a vacina em crianças”, como daqui se quer inferir… Vai um grande salto. A vacina está a ser testada efetivamente em todos os que a tomam, havendo a convicção nas entidades oficiais que o risco é baixo porque a vacina é (diz-se) muito semelhante à da Gripe Sazonal e os efeitos secundários e os seus riscos são bem conhecidos, logo, esta vacina pode dispensar esse processo lento e cuidadoso de testes clínicos.

8. “Em alguns estados como Maryland, a vacina é obrigatória a todas as crianças, qualquer criança não vacinada não poderá frequentar a escola.”
Falso… Como se pode ver aqui. Isto não quer dizer que não possa ser assim num futuro próximo, mas atualmente não é verdade. E se se fala de Maryland aqui é porque este foi o primeiro Estado dos EUA a receber duas mil doses, a serem administradas nas escolas públicas de Baltimore City, Baltimore County e Harford County. Mas deixando aos pais o direito de recusarem a vacinação e sem penalizações em caso de recusa. Estas crianças são prioritárias nesta primeira vacinação, mas não são algo obrigatório…

9. “Se houvesse perigo da mistura entre o vírus da gripe suína e o vírus da gripe normal, teriam morrido milhões no hemisfério sul, sim pois o inverno está a acabar lá. Liguem a TV, alguém fala disso? Alguém vos diz que não existiram mortes fora do normal? No hemisfério sul nada aconteceu, tal como nada acontecerá aqui, mas a vacina tem efeitos secundários que podem até matar.”
Aqui a mensagem é completamente verdadeira… O Inverno Austral já terminou e de facto, não houve mais mortes aqui por Gripe A do que por Gripe Sazonal. Na Argentina, terão morrido um pouco menos de 500 pessoas, e na Austrália e Nova Zelândia esse número não chegou às duas centenas. Menos, de facto, do que as que morreram por sintomas relacionados com casos de Gripe Sazonal!

10. “Vale a pena arriscar a saúde e a vida por causa de 0,05% de chances de contaminação mortal por H1N1?”
Essa é que é a verdadeira questão… A própria OMS admite no seu mais recente “update” sobre a Pandemia que “até 17 de outubro de 2009, em todo o mundo houve mais de 414 mil casos confirmados laboratorialmente e perto de cinco mil mortos”. Ou seja… O tom da frase desta mensagem confirma-se, ainda que possa haver alguma divergência quanto à mortalidade percentual da Gripe A. Dos infetados, no mundo, 0,7% vêm a falecer de complicações decorrentes, com extremos estatísticos como o Brasil (mais de 4%) e Reino Unido (menos de 0,02%), variações que se prendem sobretudo com a qualidade da prevenção, o Inverno Austral e a eficácia dos sistemas públicos de Saúde. Ou seja, o tom continua correto, mas… A taxa de mortalidade pós-infeção é de facto superior ao afirmado.

Em Suma:
O tom da mensagem é alarmista, incorre em diversas inverdades intencionais e no geral, não merece grande crédito.

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Timeline_of_vaccines
http://en.wikipedia.org/wiki/1918_flu_pandemic
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/463869
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Guillain-Barr%C3%A9
http://www.cdc.gov/flu/keyfacts.htm
http://www.examiner.com/x-17574-Harford-County-Education-Headlines-Examiner~y2009m10d25-Prioritize-H1N1-vaccine-to-young-children-and-pregnant-women
http://dhmh.maryland.gov/swineflu/getVaccinated.html
http://www.healthyscepticism.org/global/news/extra/hsin2009-10pt
http://www.who.int/csr/don/2009_10_23/en/index.html

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Há um pânico injustificado (e interessado) quanto à “Gripe A” (H1N1)?

Em certa surdina, começa a chegar à primeira linha noticiosa de alguns jornais, referencias a que existe um pânico injustificado a propósito da Gripe A… A classe médica, em particular, tem dado sinais de um crescente ceticismo, com muitos médicos que criticam o excesso de vacinas e que se recusam a receber a nova vacina.

Em Portugal, um dos casos mais recentes foi protagonizado pelo bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, que aludiu a um “excesso de alarme e zelo” a propósito da resposta à Gripe A e acrescentou ainda que a Gripe A “Não passa de uma gripe, uma doença banal, pouco letal”.

É verdade que esta pânico propulsado pelos Media (e pela venda descerebrada de papel e audiências) e pelos laboratórios farmacêuticos (que vivam os antivirais apodrecer nos armazéns e que agora fabricam vacinas a velocidades febris e inseguras) serviu para criar algumas regras de conduta cívica que se podem aplicar à prevenção de muitas doenças contagiosas, mas são já muitos aqueles que alertam para os riscos da atual sobrevacinação… Há inclusivamente quem estabeleça ligações entre o presente (e incompreensível) surto de autismo e a multiplicidade vacinas que hoje são aplicadas à maioria das crianças.

Em Portugal, a vacinação vai começar a 26 de outubro, com a distribuição de 49 mil vacinas, a injetar nos portugueses que fazem parte dos chamados “grupos prioritários” (profissionais de saúde e grávida no segundo e terceiro trimestre de gravidez e com patologias graves associadas). Depois deste grupo prioritário, estão os trabalhadores que cumpram serviços essenciais à sociedade como aqueles que trabalham nas empresas de gás, eletricidade, comunicações, segurança, saneamento e até (de forma e com critérios mais discutíveis), funcionários comunicação social! Exato! Os jornalistas vão receber prioritariamente a vacina contra a Gripe A. Igualmente polémica está também a presença de “titulares de órgãos de soberania”. Um saco muito largo e onde caberão certamente todo o tipo de boys e seguidistas desta partidocracia que nos rege e que o bi-partido PS-PSD não deixa de aumentar, eleição após eleição.

Fonte:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1403949

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Tamiflu: Afinal o medicamento milagroso é… perigoso?

Uma das razões para todo o atual foco mediático na Gripe A é – sabemo-lo – os interesses comerciais da farmacêutica que fabrica o Tamiflu. Os seus gestores tinham já estado por detrás do pânico passado com a “gripe das aves” e a aparição desta – ainda relativamente inócua – Gripe A, caiu-lhes como uma tremenda oportunidade de negócio: que cedo agarraram com toda a energia e com a força que lhes oferece os imensos recursos financeiros à sua disposição.

Mas agora multiplicam-se as notícias sobre os efeitos negativos dessa “maravilhosa” panaceia antigripal chamada de “Tamiflu”… Um estudo britânico revela que o Tamiflu provoca vómitos intensos em algumas crianças, que pode criar desidratação e ter até – eventualmente – consequências fatais. O dr Carl Henegan, do John Radcliffe Hospital em Oxford, declarou recentemente que a política atual de dar Tamiflu de forma mais ou menos indiscriminada era uma “estratégia inapropriada”. Outro estudo sugere também mais efeitos negativos do medicamento apontando para a multiplicação de náuseas e de pesadelos em crianças com idades entre os um e os doze anos. Estes efeitos foram também observados nas crianças que tomavam o Relenza, um conhecido medicamento alternativo ao Tamiflu.

A conclusão obvia é que as crianças que sejam contagiadas com o vírus da gripe A devem ser tratadas da mesma forma com que seriam na gripe sazonal: hidratando para baixar a temperatura e repouso. A conclusão dos médicos é que os pais não devem deixar-se levar pelo pânico e induzir os médicos receitarem Tamiflu ou Relenza aos seus filhos, mas que devem estar atentos a eventuais complicações, as quais, podem ser de facto perigosas e compensar os riscos agora conhecidos do Tamiflu e do Relenza.

O estudo indicou também que a única vantagem da administração dos antivirais foi a antecipação do fim do período de sintomas gripais num dia e meio a menos… Fraca compensação para os possíveis efeitos colaterais registados… Além do mais, o abuso do Tamiflu e do Relenza acabará por criar resistências no vírus a estes medicamentos, anulando as suas vantagens que numa eventual mutação mais perigosa do que a atual poderão ser vitais para salvar vidas.

Na fase presente, ninguém aconselha a proibição de antivirais. Mas recomenda-se o seu uso comedido e com as devidas reservas para casos mais graves. Nada do que estamos a assistir um pouco por todo o mundo, com milhares de doses sendo administradas a grupos de pessoas que contactaram com contagiados, mas que não apresentam sinais de contágio.

É claro que tal contenção não serve as estratégias comerciais da Roche (Tamiflu) e da GlaxoSmithKline (Relenza), a quem o pânico, a administração massiva de antivirais, é ideal para a sua estratégia comercial, desprezando efeitos colaterais negativos e até a criação de resistências semelhantes aquelas que já anularam o efeito de boa parte dos antibióticos disponíveis aos médicos até à poucos anos.

Fonte:
http://www.telegraph.co.uk/health/swine-flu/6004014/Swine-flu-Tamiflu-harm-outweighs-benefits-for-children.html

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Tenha em casa um “kit” para a “Gripe A” (H1N1)

A atual pandemia de “Gripe A” (H1N1) é ainda relativamente pouco grave. Além de sintomas mais intensos, a Gripe A não está a revelar uma letalidade maior do que a variante comum da doença. É contudo uma variedade extremamente contagiosa, estimando alguns que em 2010 toda a população mundial esteja infetada (ainda que apenas 30% venha a manifestar sintomas. Como referencia, saiba-se que a gripe sazonal infeta apenas 15% da população.

Assim, talvez não seja desavisado fazer um “kit de Gripe” em casa e tê-lo sempre à mão. Eis aquilo que ele deve conter, a partir de informação dispersa em várias fontes:

Um termómetro
Medicamentos antifebre (aspirina ou paracetamol)
Desinfectante para lavar as mãos ou álcool
Máscaras e luvas
Lenços, muitos lenços, mesmo…

Além do material, as atitudes devem não ser também esquecidas. O isolamento do primeiro doente, é fundamental para evitar o contágio a toda a casa, especialmente se existirem aqui membros dos grupos de risco:

Crianças com menos de cinco anos
Doentes crónicos de diabetes ou asma e
Grávidas

Os doentes em isolamento doméstico devem estar sozinhos num quarto e serem visitados por pessoas de máscara e sempre à distância, isto durante a fase de contágio da doença, isto é, até sete dias ou 24 horas depois de ter desaparecido o último sintoma.

Para saber mais, ligue para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24).

P.S.:
Sublinho ainda que ninguém se deve tentar a comprar antivirais como Tamiflu pela Internet… É que nunca se sabe o que metem dentro das cápsulas.

Fonte principal:
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1305406

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Teorias da Conspiração com o H1N1 Influenza A vírus (Gripe A ou Gripe Suína): O “mito” da mortalidade elevada da Gripe A

Fala-se muito que a mortalidade associada à Gripe A é mais elevada. Sabe-se que todos os anos, dezenas de milhares de pessoas morrem em resultado da variante sazonal da gripe. Se a gripe A fosse tão mortal como a gripe comum (que o é muito pouco), à medida que a Gripe A se fosse espalhando pelo mundo, teríamos uma multiplicação do número de mortes decorrentes desta nova infeção. Teoricamente. Mas apesar da multiplicação dos casos de gripe A nos últimos meses, não parece existir um número correspondente de mortes… Pelo menos, não na escala que se esperava. Tipicamente, num ano normal, há entre 3 a 5 milhões de casos de gripe sazonal severa e de até meio milhão de mortos em todo o mundo, destes só nos EUA registam-se anualmente 36 mil mortos e 200 mil hospitalizações. E até julho, havia pouco mais de 700 mortes de pacientes de Gripe A. Se mesmo a muito letal Gripe Espanhola levou à morte 2,5% de todos os infetados, não devemos esperar uma letalidade muito superior, provavelmente até idêntica aos 0.1% da gripe sazonal.

A tese é que assim como os sintomas da Gripe Suína não são distinguíveis dos da Gripe comum, também não provoca uma maior mortalidade que esta. E de facto existe uma certa opacidade quanto aos números de mortes por Gripe A e não é claro como são documentadas e registadas. Recordemo-nos que a Gripe A, sozinha, não mata ninguém, e que – segundo dizem – apenas é letal quando associada a outras patologias respiratórias…

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Teorias da Conspiração com o H1N1 Influenza A vírus (Gripe A ou Gripe Suína): O vírus da Gripe A foi criado em laboratório

Um tal de Dr. Len Horowitz que apesar do título se move mais na área “New Age” do que na Medicina (como se pode ver pela sua atividade) afirma que o Dr. James S. Robertson um alegado “perito britânico em bioengenharia de virus da gripe” (alegado, porque não confirmado…) que seria um colaborador ativo do governo dos EUA em vários contratos de biodefesa. Seria este bioengenheiro que, trabalhando para a Novavax, um dos maiores fabricantes de vacinas do mundo teria criado uma variante combinada das gripes aviária, suína e da Gripe Espanhola (ou seja H5N1 com H1N1). Esta variante teria sido planeada de forma cuidadosa de forma a maximizar a produção e o escoamento de stocks de vacinas, assim como a assinatura de chorudos contratos com os maiores governos do mundo.

Desde as primeiras caraterizações genéticas que se apurou que o gene da hemaglutina (HA) era semelhante ao de vírus da Gripe Suína detectados nos EUA em 1999, mas que a neuraminidase (NA) e a matriz proteíca (M) se assemelhavam a versões europeias desse vírus. E sabe-se também que os seis genes da versão norte-americana são o resultado da mistura dos vírus da gripe suína, aviária e humana.

Fontes:
http://www.canadianmedicinenews.com/2009/08/h1n1-flu-vaccine-is-eugenics-weapon.html
http://www.alienhub.com/showthread.php?t=320
http://johnonline.wordpress.com/2009/07/13/philippine-ah1n1-a-conspiracy-theory/
http://forums.planetxbox360.com/off-topic-discussions/19630-h1n1-conspiracy-theory-series-unusual-events.html
http://www.nowpublic.com/world/h1n1-swine-flu-hoax-fraud-conspiracy-theories
http://calltoreason.org/?p=3633
http://urbanlegends.about.com
http://www.news-independent.com/h1n1-swine-flu-outbreak-probably-infected-thousands/
http://www.myhealthblog.org/2009/06/24/dr-leonard-horowitz-exposes-h1n1-swine-flu-conspiracy-network/
http://www.nowpublic.com/world/tamiflu-scandal-gilead-sciences-donald-rumsfeld-connection
http://engdahl.oilgeopolitics.net
http://en.wikipedia.org/wiki/Influenza
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs211/en/
http://en.wikipedia.org/wiki/2009_flu_pandemic
http://www.cbsnews.com/stories/2009/07/21/health/main5177820.shtml

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Teorias da Conspiração com o H1N1 Influenza A vírus (Gripe A ou Gripe Suína): Porque é que parece haver um exagero mediático sobre a pandemia de Gripe A?

A razão pela qual os Media estão tão focados no tema pode resultar das razões mais prosaicas: audiências ou até de influência subreptícias de alguma influente indústria para que se mantenha o tema sob o foco mediático e as vendas de Tamiflu e das (esperadas) vacinas em alta. Mas pode também resultar da intenção dos Governos de desviarem o público da atenção da Recessão que os Banqueiros e Especuladores nos inventaram em 2008 (germinando desde 2000) e talvez não seja coincidência o facto de haver agora sinais nítidos de que a Economia está a recuperar… precisamente quando se multiplicam as infeções por Gripe A. Saindo as “más noticias” económicas dos enquadramentos noticiosos, não se abre espaço para se criar nos investidores a sensação (e isso é tudo nesta área) que a “crise já passou” e que é altura de voltar a investir?

Ou será que alguns Governos estão a planear usar o pânico que se instalará em 2010, quando a infeção alastrar a toda a população (como estimava ainda recentemente um epidemologista espanhol ao El Pais) e houver necessidade de declarar o Estado de Sítio em muitos países, com as decorrentes suspensões das liberdades individuais?

Fontes:
http://www.canadianmedicinenews.com/2009/08/h1n1-flu-vaccine-is-eugenics-weapon.html
http://www.alienhub.com/showthread.php?t=320
http://johnonline.wordpress.com/2009/07/13/philippine-ah1n1-a-conspiracy-theory/
http://forums.planetxbox360.com/off-topic-discussions/19630-h1n1-conspiracy-theory-series-unusual-events.html
http://www.nowpublic.com/world/h1n1-swine-flu-hoax-fraud-conspiracy-theories
http://calltoreason.org/?p=3633
http://urbanlegends.about.com
http://www.news-independent.com/h1n1-swine-flu-outbreak-probably-infected-thousands/
http://www.myhealthblog.org/2009/06/24/dr-leonard-horowitz-exposes-h1n1-swine-flu-conspiracy-network/
http://www.nowpublic.com/world/tamiflu-scandal-gilead-sciences-donald-rumsfeld-connection
http://engdahl.oilgeopolitics.net
http://en.wikipedia.org/wiki/Influenza
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs211/en/
http://en.wikipedia.org/wiki/2009_flu_pandemic
http://www.cbsnews.com/stories/2009/07/21/health/main5177820.shtml

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Teorias da Conspiração com o H1N1 Influenza A vírus (Gripe A ou Gripe Suína): 1. A Gripe A como instrumento para multiplicar as vendas do Tamiflu e porque é que não se fala do seu concorrente Zanamivir

O Tamiflu é um medicamento antiviral usado para tratar casos de gripe. Será este o medicamento que se administrado a todos os que contraírem a gripe A. Exatamente como se fez com os casos de Gripe Aviária, há não muito tempo atrás. Em caso de pandemia isto implica o consumo de muitos milhões de doses do medicamento, sempre com recurso a dinheiros públicos. Ora o Tamiflu é um medicamento patenteado pela “Gilead Sciences” empresa onde o conhecido Donald Rumsfeld, antigo Secretário da Defesa de Bush foi presidente do Conselho de Administração de 1997 a 2001 (ver AQUI). Quando os media falaram muito da Gripe Aviária, as ações da Gilead foram para a estratosfera e agora, de cada vez, que se fala da Gripe A e do Tamiflu acontece o mesmo… e com elas a fortuna pessoal de Rumsfeld, que detêm ainda uma parcela significativa de ações da empresa.

Além do Tamiflu há um outro medicamento que é tido como sendo pelo menos tão eficiente. Trata-se do Relenza ou Zanamivir. Lançado em 2000, o medicamento terá captado então apenas 25% do mercado de antivirais o que deu origem a processos judiciais contra a distribuidora GlaxoSmithKline por parte da Biota, a empresa australiana que desenvolveu o medicamento. Em 2006, houve um estudo que determinou que o Tamiflu não era tão eficiente como o Zanamivir no tratamento de infeções de gripe e em agosto desse ano, a Alemanha encomendava 1,7 milhões de doses, no âmbito do plano de preparação contra a Gripe das Aves. Quando em abril deste ano surgiram os primeiros casos de gripe A no México, o Zanamivir foi usado conjuntamente com o Tamiflu no tratamento desses primeiros pacientes. A partir daí a Roche foi inundada com pedidos de encomenda de Tamiflu, esgotando completamente a sua capacidade de produção no meio de milhões de pedidos do medicamento. Ao mesmo tempo, o Zanamivir mantinha um crescimento de quota à volta do 1%… E isto apesar da aparição de casos de resistência ao Tamiflu na União Europeia, algo que não está ainda a acontecer com o Zanamivir!

Quem ler jornais e ver telejornais só vê falar do Tamiflu. Que interesses estão por detrás desta propaganda ao medicamento da Glaxo? Porque se omite a existência de alternativas? O interesse dos Media na questão será totalmente isento? A presença de Rumsfeld na Gilead terá algo a ver com este foco mediático, iniciado nos EUA e imitado depois pelos Media do resto do mundo? A escolha do Tamiflu sobre o Zanamivir fez aumentar as cotações da Glaxo estratosfericamente, se alguém no seio do governo dos EUA soubesse antes (e Rumsfeld sabia, claro) pode ter comprado mais ações para consolidar ainda mais a sua posição na empresa e aumentar os dividendos, estimando-se hoje que tenha entre 5 a 25 milhões de dólares… Um valor subavaliado, certamente, se soubermos que apenas em 2006 os EUA compraram 731 milhões de dólares de anti-virais (80% Tamiflu e 20% de Relenza).

Fontes:
http://www.canadianmedicinenews.com/2009/08/h1n1-flu-vaccine-is-eugenics-weapon.html
http://www.alienhub.com/showthread.php?t=320
http://johnonline.wordpress.com/2009/07/13/philippine-ah1n1-a-conspiracy-theory/
http://forums.planetxbox360.com/off-topic-discussions/19630-h1n1-conspiracy-theory-series-unusual-events.html
http://www.nowpublic.com/world/h1n1-swine-flu-hoax-fraud-conspiracy-theories
http://calltoreason.org/?p=3633
http://urbanlegends.about.com
http://www.news-independent.com/h1n1-swine-flu-outbreak-probably-infected-thousands/
http://www.myhealthblog.org/2009/06/24/dr-leonard-horowitz-exposes-h1n1-swine-flu-conspiracy-network/
http://www.nowpublic.com/world/tamiflu-scandal-gilead-sciences-donald-rumsfeld-connection
http://engdahl.oilgeopolitics.net
http://en.wikipedia.org/wiki/Influenza
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs211/en/
http://en.wikipedia.org/wiki/2009_flu_pandemic
http://www.cbsnews.com/stories/2009/07/21/health/main5177820.shtml

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“Gripe Suína” ou “Influenza A subtipo H1N1”: Atualização

Designação

Existem várias designações possíveis para aquela que é mais popularmente conhecida como “Gripe Suína”. Desde os mais corretos e oficiais “Influenza A subtipo H1N1” (que convenhamos, não é fácil de memorizar) até “gripe suína”, “gripe porcina” (mais usado no Brasil), a “gripe mexicana” (Israel) até “gripe norte-americana” ou “influenza norte-americana” (o 2º maior foco mundial de infeção) ou até o original, mas fadado a uma inevitavelmente desatualizado termo “nova gripe” temos nomes para praticamente todos os gostos.

Desde 30 de abril de 2009 que a designação oficial da OMS é “Influenza A ( H1N1)”. De facto, a designação correta é mesmo “influenza A subtipo H1N1”, sendo influenza o termo clinicamente mais correto e que descreve uma doença infeciosa provocada por um vírus RNA da família dos Orthomyxoviridae, que afeta também as aves e vários mamíferos, razão pela qual existem as conhecidas “gripe das aves” e a verdadeira e original “gripe suína” que agora é confundida com o vírus do presente surto. A palavra “influenza” resulta do italiano “influência”.

Sintomas

Os sintomas mais comuns são febre repentina, dores musculares, frios, dores de cabeça e pelo corpo, tosse, além de fraqueza e de uma sensação generalizada e difusa de desconforto. Nos casos mais graves, a gripe comum pode levar à morte as suas vítimas, especialmente se estas forem muito jovens ou idosas, sendo que nas primeiras ocorrem nos casos mais graves também náuseas, diarreias e vómitos. Há também indicações que este quadro sintomático mais grave ocorre em sujeitos de outras idades, mas mais raramente, ainda que de uma forma mais comum do que na gripe comum.

Propagação

A forma de propagação do “influenza A subtipo H1N1” é idêntica à do vírus da gripe comum, ou seja, por via aérea, por contacto direto com o infetado através das mãos ou de objetos contaminados. Ainda que cedo tenham começado a surgir rumores sobre a contaminação a partir do consumo de porcos mortos com a doença, tal nunca teve qualquer tipo de fundamento, permanecendo apenas no campo das especulações infundadas. De qualquer forma, ainda que houvesse, cozinhar carne a temperaturas superiores a 70 graus Celsius destroi qualquer microorganismo. De sublinhar também que ainda que o vírus da Gripe A tenha código genético do vírus da “Gripe dos Porcos” nunca foi encontrado no México, o epicentro desta crise, nenhum porco morto pelo vírus da Gripe A. Pela variante humana, naturalmente, cuja mutação terá ocorrido no interior do corpo do primeiro hospedeiro humano e não no corpo de um porco, já que este nunca foi encontrado.

Tratamento

As formas mais eficazes de tratamento são os medicamentos antivirais Oseltamir e Zanamivir. No que concerne a prevenção, a mais eficiente é a lavagem frequente de mãos.

Vacina

Já existem vacinas para a variante suína do H1N1, mas é específica a esta variante e não pode ser usada em seres humanos, razão pela qual existem atualmente várias entidades a ultimar uma vacina eficaz para a variante atual do vírus Influenza A, nomeadamente no Japão, no Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, em França, nos Laboratórios Pasteur, no Brasil, no Instituto Butantan, de São Paulo. Contudo, se o surto escapar ao controlo dentro das próximas semanas, não haverá ainda vacinas armazenadas em número suficiente para realizar uma campanha global de vacinação.

O “verdadeiro” Vírus da “Gripe Suína”

O único vírus que efetivamente merece a designação de “Vírus da Gripe Suína” é aquele que atinge apenas os suínos. Curiosamente, ainda que este seja altamente contagioso entre esta espécie, não revela grandes níveis de mortalidade entre estes. Este vírus não contamina normalmente seres humanos, nem mesmo aqueles que mais contatam com os animais (como sucedeu em vários casos da “gripe aviária”), mas existem casos (raros) reportados ainda que nenhum nesta presente crise. Contudo, quando acontece, a contaminação ocorre através do contato com secreções das vias respiratórias dos animais, ou inalando partículas da sua respiração. Esta contaminação apresenta um quadro clínico idêntico ao do vírus da gripe humana, sendo tratado de idêntica forma.

Curiosamente, os suínos podem ser infetados pelo vírus da gripe humana, assim como pelo da gripe aviária e terá sido por essa razão que há a possibilidade de que tenha sido num suíno que esta mutação atual, que contêm material genético dos três vírus de Influenza se tenha verificado. Esta nuance tem contudo uma vantagem imprevista: como o vírus se desenvolveu inicialmente num suíno, a sua contaminação entre humanos não é tão eficiente como com o vírus da gripe humana e esse factor pode explicar porque é que apesar de tudo não temos ainda tantos casos de contaminação como existem com o vírus da gripe humana…

História do Surto

A variante porcina do H1N1 foi identificada pela primeira vez na década de trinta. Sendo que esta nova variante do “Influenza” foi detetada pela primeira vez no México em março de 2009, mais precisamente a 18, tendo sido registado o primeiro caso mortal a 12 de abril (uma mulher de 39 anos, em Oaxaca). Foi somente a 16 de abril, contudo, que as autoridades mexicanas notificaram a Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a existência de um surto de uma variante de gripe, no seu país. Este atraso da notificação tem sido aliás criticado severamente por muitos especialistas.

Atualmente (19 de julho de 2009) há já mais de 29 mil infetados em todo o mundo, com especial incidência no México, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Espanha e Alemanha. No Reino Unido, em particular, a situação é especialmente preocupante com indicações de que o surto estaria “fora de controlo” na cidade de Birmingham.

A OMS coloca atualmente o vírus na escala de Pandemia 6, ou seja, o nível mais alto jamais registado desde que este indicador foi criado por esta organização internacional.

Existem atualmente (6 de junho de 2009) mais de 20 mil pessoas infetadas em todo o mundo, com especial incidência no México, EUA, Canadá, Espanha, Reino Unido e Alemanha. Estando o vírus, na escala de pandemia da OMS (criada em 2005) no nível 5, e antecipando-se para breve a passagem ao nível 6, ou seja, o mais alto estado jamais registado nesta escala por uma pandemia, desde o ano da sua criação, o que revela bem a gravidade potencial que a OMS atribui a este surto em particular.

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Influenza
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1387292&idCanal=62
http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/safra/2009/04/29/carnesnome+correto+para+epidemia+deve+ser+gripe+mexicana+diz+stephanes+5847944.html
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=20&id_news=118611
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1222634&seccao=EUA%20e%20Am%E9ricas
http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE53R02820090429

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“Gripe Suína” ou “Gripe A”: Atualização da Pandemia e Problemas internacionais

Agora que, no México, começam a existir indícios do abrandamento da epidemia do vírus da “gripe A” H1N1 e que o México abrandou as restrições à concentração de pessoas e à atividade das empresas criam-se as condições para que ocorra uma segunda vaga local de infecções. Esse é o receio da OMS, que teme em especial a erupção de uma nova variante do vírus, mais violenta e letal que a atual, geneticamente diferente da presente e logo, imune às vacinas que se começam agora a perfilhar no horizonte.

A “gripe A” está entretanto a afectar as relações internacionais entre vários países. O México criticou abertamente a atitude Chinesa de colocar arbitrariamente 70 cidadãos mexicanos de quarentena, apenas pela sua nacionalidade e não porque apresentassem quaisqueres sintomas gripais. Alguns foram mesmo detidos e colocados nesta quarentena forçada apenas porque tinham viajado no mesmo voo de um caso confirmado de “gripe A”… O único caso registado na China.

No Egipto, centenas de agricultores revoltaram-se contra a polícia que tentava dar cumprimento a uma ordem governamental de abate de porcos. Uma decisão tomada por um governo muçulmano, num país onde ainda não foram registados casos da “gripe A” e onde esta medida afecta somente a população não-muçulmana, ou seja, crista copta, que cria porcos (considerados “animais impuros” no Islão). Assim, a medida assume um contorno imprevisto, mas muito real, de discriminação religiosa…

Na América do Sul, onde as relações entre o Equador e a Colômbia têm sido muito tensas, devido às acusações colombianas de apoio equatoriano às FARC, a aparição de um caso positivo na Colômbia levou o Equador a aproveitar o pretexto e a fechar a fronteira comum.

A Rússia – ainda com uma memória muito viva do apoio ocidental à Geórgia – aproveitou a aparição dos primeiros casos de “gripe A” nos EUA para decretar a proibição das importações de carne de porco nos EUA, para grande ira dos produtores norte-americanos. Menos preocupados, contudo, o aumento do bramido daqueles que nos próprios EUA, alegando a fronteira comum com o epicentro mexicano da pandemia, reclamam o fecho da fronteira, assistindo-se nos Media uma multiplicação das alusões racistas contra mexicanos.

Entretanto, desde à alguns dias que não foram detectados novos casos de infecção, no esteio do abrandamento que acima referimos. Contudo, é preciso esperar pelo menos uma semana para confirmar esta suspeita, felizmente coincidente com o fim da “estação da gripe” e com a chegada do Verão, em que tradicionalmente este fenómeno abranda, para regressar em força apenas daqui a um ano. É claro que, quando regressar, no próximo outono ou inverno, e especialmente se houver uma mutação, o vírus pode regressar e ainda mais forte doo que antes, precisamente o que ocorreu em 1918, com a Gripe Espanhola, matando então quase 50 milhões de pessoas… Não é portanto o momento para baixar os braços, devendo-se envolver todos os esforços na concepção de uma vacina, estando atento a eventuais mutações letais do vírus e impondo restrições de voo para os epicentros virais (sem os excessos racistas da China) ou mesmo proibindo voos de turismo até esses locais. Paralelamente, a consciencialização das populações perante simples, mas muito eficientes medidas de protecção como o uso de máscaras ou a lavagem frequentemente de mãos, ou mesmo a auto-quarentena devem aumentar assim como a divulgação das mesmas. Só assim é que os temores da OMS, de que um terço de toda a população mundial possa contrair o vírus, em menos de um ano, se poderão não chegar a concretizar.

Fontes:
www.cnn.com

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1379222&idCanal=11

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H1N1: O vírus da “gripe suína” (gripe A): atualização

A OMS

A “Organização Mundial de Saúde” (OMS) alertou que todos os países do mundo devem preparar-se para os piores cenários, sendo muito provável que o atual surto de “gripe suína” se torne numa pandemia mundial. Os maiores receios dos especialistas prendem-se não somente com a forma atual do vírus, mas naquilo em que este se pode rapidamente transformar, uma transformação que é tanto mais provável quanto maior for o universo dos infectados, algo que não tem parado de crescer nos últimos dias… O nível de alerta da OMS permanece em 4, mas este poderá subir ao nível 5 (numa escala em que o máximo é 6), ainda hoje, após a reunião que terá lugar esta noite. A passagem para o nível 5 é muito importante, já que segundo Gregory Hartl, porta-voz da OMS, o nível atual de 4 é crítico já que delimita o ponto em que uma transmissão viral em larga escala se tornou autosustentável ou entra em declínio. Estando a passagem para o nível dependente da evolução da situação nos EUA.

O QUE É O H1N1?

O H1N1 é uma mistura genética que deriva da há já muito antecipada Gripe das Aves, com material genético da gripe humana e da gripe suína, razão pela qual recebe a designação algo incorreta de “gripe suína”, estando neste momento uma equipa da FAO no México estudando a origem desta mutação e procurando antecipar se poderão surgir em fontes suínas novas mutações, ainda mais virulentas, sabendo-se já, segundo Joseph Domenech desta organização, que o H1N1 é um vírus “com grande capacidade para mutar”. O progresso da doença no México parece ter entretanto abrandado, segundo o perito da FAO… algo que terá que ser confirmado nos próximos dias.

IMPACTO NO MUNDO

A História ensina que este tipo de pandemias são sempre mais graves e de maior amplitude nos países em desenvolvimento. Isso mesmo está já a acontecer com a “gripe suína” com um impacto desproporcionalmente elevado no sub-desenvolvido México, país onde além de um bebé recentemente falecido nos EUA é o único a conhecer ainda vítimas mortais. Até ao momento haverá 159 prováveis mortos e cerca de 1600 pacientes em observação no México, para além de vários casos confirmados na Alemanha, África do Sul, Espanha (10 casos na Catalunha, já com um contágio indireto), Canadá, Croácia, Reino Unido, Brasil, Coreia do Sul, França, Guatemala, Israel, Nova Zelândia, uma lista que cresce a cada momento e que no momento da redação destas linhas já estará certamente desatualizada. Nos EUA existem 64 casos confirmados, mas receia-se que possam existir várias centenas de infectados, especialmente entre os alunos de escolas novaiorquinas que visitaram recentemente o México.

Os mapas atualizados sobre a distribuição da pandemia podem ser consultados aqui: http://www.eiss.org/html/maps.html e em
H1N1 Swine Flu é possível – usando o Google Maps observar marcadores roxos que indicam os casos confirmados da doença, e rosa indicando os casos suspeitos. O agregador deTwitters, Tweetmeme, também fornece dados sobre a disseminação da Pandemia em http://outbreak.tweetmeme.com.

A RESPOSTA À PANDEMIA

Obama já requereu ao Congresso a aprovação de uma verba extraordinária de 1500 milhões de dólares para financiar a resposta ao H1N1. No Reino Unido, Gordon Brown declarou numa visita a Varsóvia que haveria reservas suficientes para tratar metade da população, sendo atualmente um dos países mais bem preparados do mundo para lidar com esta pandemia. O Foreign Office britânico está a desencorajar viagens ao México e estabeleceu sistemas de monitorização nos seus aeroportos.

Na Austrália, as autoridades impuseram medidas a todos os voos vindos do continente americano obrigando o comandante do voo a reportar às autoridades sanitárias o estado de saúde dos passageiros transportados, antes de receber autorização para aterrar. A tripulação deverá também avisar os passageiros para contacarem os serviços de saúde caso sintam alguns sintomas gripais.

A França pediu à União Europeia a convocação de um conselho extraordinário de ministros de Transportes que decrete a suspenção de todos os voos comerciais para o México, de forma a bloquear a chegada de novos casos ao continente europeu,

Na Cidade do México, as autoridades municipais declararam o fecho de restaurantes, bares, cafés e discotecas e a federação mexicana de futebol impôs que todos os jogos sejam realizados à porta fechada.

O vírus transmite-se de pessoa a pessoa e a proibição de importação de carne suína dos EUA e do México decretada pela Rússia não tem fundamentos científicos e é apenas mais um capítulo da birra russa a propósito do apoio da NATO à Geórgia durante o conflito do ano passado.

Entretanto, o facto do vírus da “gripe suína” incluir código genético do vírus da gripe humana pode estar a contribuir para um futuro abrandamento da pandemia, já que poderão existir bastantes pessoas que têm imunidade natural ao vírus e dado que descende de um vírus conhecido irá reduzir a dificuldade de produzir uma vacina para o vírus, um trabalho em que já estão febrilmente empenhados vários laboratórios farmacêuticos em todo o mundo, aliciados pelos imensos retornos financeiros que tal vacina traria… Segundo Pedro Simas, do Instituto Gulbenkian, o virus não terá “um grande impacto” porque “agora estamos antigenicamente melhor preparados porque já circula na população humana o subtipo H1N1 e estou mais optimista em relação ao impacto que poderá ter, porque, ao propagar-se nos humanos, o vírus adapta-se mais e perde virulência” mencionando ainda o especialista que como nos encontramos no fim da época da gripe no hemisfério norte haverá tempo para desenvolver a dita vacina e produzir mais antivirais e máscaras (a forma mais eficaz de combater o contágio).

Como os números atuais indicam uma mortalidade próxima dos 2% por grupo infetado, a extrapolação desta percentagem para grandes países, como os EUA, um dos mais afetados isto poderia produzir um número de mortos superior a 2 milhões… idêntico valor, mas em escala bem maior para países como a China, onde há já vários casos suspeitos. Em 1918, a “gripe espanhola” afetou quase 30% da população norte-americana, hoje, os antivirais e o uso de máscaras reduziria esta percentagem de doentes, mas o número chegaria para sobrecarregar os hospitais de qualquer país desenvolvido…

PORTUGAL

O caso suspeito de infecção pelo H1N1 registado no Porto não se confirmou. Mas o governo assegurou que existem em reserva 2,5 milhões de doses de medicamentos antivirais. Cobrindo bem menos que os 50% britânicos, mas oferecendo uma cobertura maior que muitos países mais desenvolvidos… Estes medicamentos foram comprados em 2005, no auge da preocupação pela erupção de um surto de “gripe das aves”, apesar da atitude negacionista dos neoliberais residentes no Blasfémias.

As reservas de antivirais portuguesas são de Oseltamivir, que segundo a OMS será o medicamento mais eficaz contra as estirpes virais do H1N1 e a reserva terá custado ao Estado português mais de 22 milhões de euros estando ainda dentro do prazo de validade do fabricante.

Continuam entretanto a aterrar na Portela aviões com turistas que vieram do México, e sobretudo de Cancun, o que significa que a exemplo de outros países europeus, é altamente provável que entre estes turistas alguns possam trazer a infecção consigo. Uma equipa da DGS vai vistoriais esses turistas procurando no grupos sintomas compatíveis com o quadro clínico da “gripe suína”. É claro que não os encontrará se a infecção estiver ainda numa fase inicial, em que os sintomas só surgem apos dois ou três dias, quando já se encontram em casa ou nos seus lugares de trabalho.

O H1N1 NA INTERNET

NA Internet, a pandemia tem já ecos… Nos últimos dois dias foram registados quase duas centenas de domínios DNS com palavras relacionadas com “suínos” e “gripe”. Existem vários spams e até mensagens (como um da “Globo.com” que recebemos hoje) contendo malware e vírus que supostamente alertam para o vírus da gripe suína, mas que têm apenas como objetivo instalar programas maliciosos nos computadores dos mais crédulos, utilizando-os depois para disseminar vírus e spam (correio não solicitado).

PRIMEIRO CASO EM PORTUGAL CONFIRMADO

A 4 de maio confirmou-se o primeiro caso de infeção com o vírus da “gripe A” H1N1 em Portugal. O paciente é uma portuguesa de 32 anos que regressou de umas férias no México (numa zona onde ocorreram infecções) e a doente está atualmente em casa, de quarentena e todas as pessoas com quem contactou estão identificadas.

A confirmação foi feita pelo laboratório de referência londrino.

A paciente está a recuperar e não foi necessária a tomada dos medicamentos antivirais do stock do Estado.

ATENÇÃO AOS SINTOMAS

Um caso provável de infeção pelo vírus deve cumprir os seguintes sintomas:

1. Início súbito de temperatura superior a 38º

2. Sintomas de infecção respiratória aguda

3. presença num local onde se verificou no passado um surto da gripe A

Em caso de dúvidas ou da presença de sintomas, contactar:

808 24 24 24

Fontes:

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1215723&seccao=EUA+e+Am%25EF%25BF%25BDricas

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1215736&seccao=Europa

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=1215583 http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/audioevideo.aspx?content_id=1214698
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1376956
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1213723&seccao=Sa%25FAde
http://www.flightglobal.com/articles/2009/04/28/325718/swine-flu-leads-australia-to-get-strict-on-aircraft.html
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1214105
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1214130
http://www.voanews.com/english/2009-04-27-voa51.cfm?rss=topstories
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1377037 http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1377132
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1214507 http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1377223
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1214557 http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1377213
http://www.voanews.com/english/2009-04-29-voa1.cfm?rss=topstories http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1215222
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=1215059 http://www.voanews.com/english/2009-04-28-voa25.cfm?rss=topstories

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1377398

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1377559&idCanal=62
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1378416

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H1N1: o vírus da “Gripe Suína”

Um grupo de estudantes neozelandeses, que passavam ferias no México, parecem ter sido infectados com o vírus da “gripe suína”. Esta nova e muito perigosa variante do vírus da gripe humana tem sido reportada em vários locais nos EUA e no México, país onde se registam já pelo menos 103 mortos e 11 nos EUA (Na fronteira e em Nova Iorque), com mais de 1600 infectados. A situação levou já vários países do mundo (Japão, Coreia do Sul, Canadá, entre outros) a recomendarem aos seus cidadãos que evitassem viajar para o México e a Organização Mundial de Saúde já emitiu um alerta internacional.

O vírus em questão é o H1N1, ou “vírus suína”, uma variante do “influenza A” e ainda que possa como a mutação teórica da “gripe das aves” ser combatida com o Tamiflu a taxa de morte atual (1 para 100) é muito elevada e o vírus muito mutante, o que causa ainda mais preocupação com uma forma mais letal que ele possa assumir numa nova mutação.

Dos 25 estudantes e professores neozelandeses, 14 revelam sintomas gripais, com 4 deles em situação de maior gravidade. Estando atualmente todo o grupo de quarentena, em casa. E pelo menos dois grupos de estudante norte-americanos também já revelaram sintomas, tendo estes contactado centenas de pessoas, nos EUA, o que faz aumentar o receio de que possa já haver focos locais da doença. A Cidade do México ordenou o encerramento temporário de todas as escolas e universidades. Estão atualmente internadas, em todo o México cerca de 1300 pessoas com sintomas gripais, desconhecendo-se destas, quantas terão o H1N1.

Este vírus é especialmente preocupante porque deriva diretamente de uma variante muito comum do vírus da gripe humana e porque foi capaz de infectar uma tão grande percentagem de alvos humanos jovens e saudáveis, como o grupo neozelandês. O vírus merece também muita preocupação porque se sabe que embora seja originário dos suínos, pode propagar-se aos seres humanos e sabe-se que pode depois expandir-se, mutando-se sempre, é esta maneabilidade que o torna difícil de combater e impossível de tratar por via de uma vacina.

Depois de todo o alarme criado no ano passado pelo “vírus da gripe das aves”, que muitos especialistas temiam que fosse mutar para uma variante humana (e ainda temem), não deixa de haver uma certa ironia no facto desta mutação perigosa estar a acontecer num dos animais que geneticamente mais próximo esta do Homem: o porco… O surto começou no México, o que é também uma grande fonte de preocupação, já que é um dos países mais populosos do continente americano e com um sistema de saúde público muito ineficiente. O México tem também uma longa e muito permeável fronteira com os EUA, assim como uma grande comunidade migrante neste país. Daqui, o vírus poderá rapidamente propagar-se – por via aérea – a outros países do mundo, já que os EUA são dos países centrais no trafego mundial aéreo de passageiros. Se na Idade Média, a Peste Negra levava décadas a passar da Crimeia às Ilhas Britânicas, hoje com o avião, uma “gripe suína”, letal e viral, pode rapidamente espalhar-se por todo o globo em poucas semanas… Por outro lado já há vários casos reportados em Espanha, país que alberga uma grande comunidade de emigrantes mexicanos e se o vírus se instalar em Espanha – devido à inexistência de fronteiras no Espaço Shengen – irá propagar-se rapidamente, estando Portugal, pela sua fronteira comum e pela intensidade de trocas comerciais e turísticas entre os dois países ibéricos, na linha da frente e um dos países que brevemente conhecerá também casos desta “gripe suína”.

Acompanhemos pois com muita atenção o que se passa no México com este H1N1 e recomendemos prudência a todos aqueles que conhecemos e que estavam a planear férias em território mexicano…

Fontes:
http://www.cnn.com/2009/HEALTH/04/26/swine.flu/index.html?eref=rss_latest

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1376818&idCanal=62

Categories: Ciência e Tecnologia, Saúde, Sociedade | Etiquetas: | 56 comentários

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