Posts Tagged With: Gripen

A Suíça vai comprar 22 aviões Saab Gripen E/F

Saab Gripen (http://mb.cision.com)

Saab Gripen (http://mb.cision.com)

A Saab confirmou a venda de 22 aparelhos Gripen à Suíça por um preço total que não deve ultrapassar os 3.1 mil milhões de dólares. As primeiras entregas terão lugar em meados de 2018, terminando em 2021. O modelo suíço será o Gripen E/F. O processo de aquisição foi alvo de muita contestação interna tendo sido o aparelho designado por uma comissão parlamentar como “a escolha que é mais arriscada: técnicos, comerciais, financeiras e no que respeita às datas de entrega” tendo os membros dessa comissão votado 16 contra 9 a favor da suspensão do negócio, um pedido que não contudo escutado pelo executivo…
Atualmente, a defesa aérea suíça está atribuída no essencial a 26 F/A-18C e a aviões F-5 sendo que estes últimos serão substituídos pelos Gripen até final de 2021.

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Swiss_Air_Force
http://www.defencetalk.com/sweden-confirms-sale-of-gripen-to-switzerland-44366/

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Estado atual do projeto F-X2: Dassault Rafale; Saab Gripen e Boeing Super Hornet

1. Introdução

A decisão de recomeçar o programa F-X2 por parte do presidente brasileiro Lula da Silva, data de janeiro de 2008. A intenção era e continua a ser a de adquirir 36 aviões de 4,5 geração para substituir os aparelhos mais idosos do inventário da Força Aérea Brasileira, como os AMX, os F-5BR e os 12 Mirage 2000.

O programa F-X2 segue-se ao F-X, de 2001 e cancelado em 2003, por dificuldades orçamentais. O orçamento inicial era de 2,2 biliões de dólares, mas havia a possibilidade latente de uma quadruplicação deste montante, de forma a adquirir até 120 aparelhos.

Este grau de grandeza era imperativo devido à literal evaporação da componente de Defesa Aérea da Força Aérea Brasileira com a retirada dos Mirage III em 2005 e a sua polémica substituição por 12 Mirage 2000 franceses em segunda mão, entregues a partir de 2006. Obviamente, tal combinação de aparelhos – com uma idade média de vinte anos – não contribuiu para a credibilidade da força aérea brasileira… A situação é tanto mais grave quanto se sabe que quase 40% dos aviões em inventário na FAB estão fora de serviço, devido à sua idade e difícil manutenção no inclemente clima tropical brasileiro. Tal situação é insustentável num continente onde o armamento chavista é cada vez mais notório, com um aliado importante na Bolívia, precisamente o principal fornecedor brasileiro de gás natural.

O hiato de qualidade entre o Brasil e os seus vizinhos é particularmente flagrante nos chamados “caças de linha”. Contra a dúzia de Mirage 2000 em segunda mão, os vizinho do país lusófono alinham aviões de 4,5 geração como os SU-30mk2 venezuelanos, os MiG-29 peruanos ou os F-16 de última geração chilenos.

2. Rafale

O concurso F-X2 decorre ainda e até outubro. À partida a vantagem continua a ser francesa. O Rafale precisa desesperadamente de ser exportado, depois dos fiascos que foram a derrota do aparelho em Marrocos, Holanda, Noruega, Arábia Saudita, Singapura, Coreia do Sul, EAU, etc, etc… A vitória no concurso brasileiro seria assim o primeiro sucesso de exportação francês e um sinal claro da competitividade do caça. Para que o Rafale triunfe no F-X2, a transferência de tecnologia é fundamental. Isto mesmo reconheceu o ministro da Defesa brasileiro Nelson Jobim: “Qualquer que seja o contrato final deve estar ligado de perto ao desenvolvimento nacional, de forma a ajudar ao avanço e à criação de uma indústria de Defesa forte”.

Quando Lula convidou Sarkozy para as comemorações do Dia da Independência e terá dito que gostaria de assinar nesse dia vários acordos de Defesa, muitos interpretaram a afirmação como um sinal da vantagem do Rafale no F-X2… Atualmente, a França é o maior fornecedor de armamento ao Brasil e essa vantagem não é de somenos, tornando o Rafale num adversário formidável.

3. O “defunto” Typhoon

No concurso, um dos concorrentes mais forte era o Typhoon da EADS… Este aparelho é hoje, a par do SU-30 russo, o único avião que conseguir opor alguma paridade ao melhor avião de combate do mundo: o F-22A Raptor, mas tem como preço unitário uns notáveis 130 milhões de dólares e isso estava muito aquém das possibilidades brasileiras.

4. O Gripen

O JAS-39 Gripen da Saab sueca tem conseguido uma série de sucessos na exportação em boa parte devido à sua disposição em transferir tecnologia, um dos pontos chaves no F-X2, como já vimos… Os Gripen são aviões muito flexíveis, sendo capazes de descolar de auto-estradas e como estes aviões suecos já operam na África do Sul com os mísseis A-Darter isso facilitaria a integração na FAB. A futura versão do Gripen, a Gripen Demo utilizará o radar Selex Galileo Vixen 500. Os seus motores F404 e F414 são de origem norte-americana e ainda que sejam de bom desempenho implicam que cada Gripen terá sempre que receber um aval de exportação dos EUA… Uma dificuldade que no passado recente impediu a exportação de CN-295 espanhóis à Venezuela e Super Tucanos brasileiros ao mesmo país sul-americano. Provavelmente, a maior fraqueza do Gripen neste concurso é o facto de ter apenas um motor. Isso preocupa os militares brasileiros que o julgam incapaz de patrulhar as extensões águas e territórios do país. Para tentar reduzir estas desvantagens o diretor de marketing da Saab anunciou recentemente que a Gripen International estava preparada para transferir para o Brasil até 50% de toda a produção futura do caça. Ou seja, futuras exportações para países terceiros viriam em metade da Suécia, metade do Brasil. A perspetiva é atraente e estará certamente a ser devidamente pesada em Brasília.

5. O Super Hornet

A proposta da Boeing é o F/A-18E/F Super Hornet, Block II. Como o Rafale é um aparelho passível de ser embarcado no porta-aviões São Paulo. Possível mas ainda que de forma incerta, já que como o Rafale poderá ser operado apenas de forma limitada a partir de um porta-aviões tão pequeno como o SP. A transferencia de tecnologia poderia também ser intensa, pela existência de um forte ramo civil da Boeing que poderia estabelecer interessantes parcerias com a Embraer. A versão Block II já demonstrou ser capaz de voar com um moderno radar AESA APG-79, um factor que não pode ser menosprezado… Contudo, o Super Hornet tem a reputação de uma pobre capacidade aerodinâmica, especialmente frente aos melhores aviões do mundo nesse campo, como o F-22 e o SU-30. É claro que o preço que ronda os 80 milhões de dólares por unidade é uma vantagem invejável, tornando mais barato que qualquer concorrente… Mas adquirir um avião que depende da autorizações do senado para cada compra ou reexportação será uma boa ideia?

Numa movimentação recente, a Boeing reforçou consideravelmente a sua proposta ao somar aos Super Hornet, um nível de detalhe único entre todos os proponentes:
28 F/A-18E Super Hornet,
8 F/A-18F Super Hornet,
76 F414-GE-400 motores: 72 instalados, 4 extra
36 AN/APG-79 AESA Radares
36 M61A2 canhões de 20mm
44 Joint Helmet Mounted Cueing Systems (JHMCS)
144 LAU-127 Lançadores
28 AIM-120C-7 Advanced Medium Range Air-to-Air Mísseis (AMRAAM)
28 AIM-9M Sidewinder short range air-air mísseis.
60 GBU-31/32 Joint Direct Attack Munitions (JDAM)
36 AGM-154 Joint Standoff Weapon (JSOW) precision glide
10 AGM-88B HARM mísseis anti-radar
36 AN/ASQ-228v2 Advanced Targeting Forward-Looking Infrared (ATFLIR) pods de vigilância
36 AN/ALR-67v3 Radar Warning Receivers
36 of BAE’s AN/ALQ-214 Radio Frequency Countermeasures systems
40 of BAE’s AN/ALE-47 Electronic Warfare Countermeasures systems
112 AN/ALE-50 Towed Decoys

Fonte:
http://www.defenseindustrydaily.com/brazil-embarking-upon-f-x2-fighter-program-04179/?utm_campaign=newsletter&utm_source=did&utm_medium=textlink#more-4179

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A decisão do F-X2 foi adiada até 2 de outubro

A força aérea brasileira (FAB) concedeu aos três finalistas do programa F-X2 (Boeing, Dassault e Saab) mais dez dias para apresentarem as suas propostas finais dos 36 caças para a FAB.

A atividade dos representantes da Boeing, Dassault e Saab em Brasília (onde todos têm estado nas últimas semanas) vai então intensificar-se… Até 2 de outubro. Este prolongamento parece resultar das novas propostas – muito competitivas – de norte-americanos e suecos e é surpreendente porque todos esperavam que o F-X2 terminasse em 7 de setembro. Especialmente quando nesse dia Lula e Sarkozy anunciavam publicamente a vitória do Rafale! Mas logo no dia seguinte, Jobim vinha desmentir Lula e garantir que o concurso continuava aberto! Que confusão!… Terá Lula falado cedo demais, ou estarão os brasileiros à procura de obterem mais vantagens da França? Saberemos alguma vez o que realmente se passou?

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/09/22/332588/brazil-extends-final-bid-deadline-for-fx-2-fighter-deal.html

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Afinal o F-X2 dá Rafale ou… Gripen? Sobre o contra-ataque regateante Viking


(Saab Gripe NG no F-X2: os Viking contra-atacam…)

Como dizia Mark Twain: “as notícias que dão conta do meu falecimento, têm sido largamente exageradas”… E neste caso, diria eu: “As notícias que dão como certa a vitória do Rafale no F-X2 têm sido largamente exageradas”…

Pois é. Afinal de contas, o processo negocial ainda decorre e se assim é, este ainda pode falhar e os franceses perderem este tão ambicionado concurso. Nos dias que correm, toda a gente vai para a Brasília, tentar puxar a brasa para a sua sardinha e agora – depois de Sarkozy – é a vez de Hakan Jevrell, o vice-ministro sueco da Defesa proclamar que a atual proposta Sueca para levar o Saab Gripen NG de vencida é montar totalmente os 36 aviões no Brasil, e incorporando já pelo menos 40% de componentes fabricados localmente, em empresas brasileiras e onde a Embraer seria o fornecedor principal. A oferta tornaria a opção Gripen na financeiramente mais vantajosa para o Brasil, e por uma larga margem… Já que segundo os suecos o preço de aquisição e operação de cada aparelho Gripen NG desceria para quase metade da melhor oferta: Em moeda brasileira, cada Gripen ficaria a 127,5 milhões de Reais, contra o 182 do Super Hornet da Boeing e 254,8 do Rafale.

O tempo para jogadas deste teor está a esgotar-se. Teoricamente, o vencedor do concurso internacional que por aqui já fez correr tanto rio de tinta eletrónica termina já na próxima segunda-feira e os corredores de Brasília estão cheios até mais não… Tendo-se o ministro sueco cruzado várias vezes com os dois vice-presidentes que a Boeing tem na capital brasileira, cumprindo os mesmos objetivos…

Por aqui, a opção sempre foi a do Rafale… Por várias razões, desde a economia de escala que se realizaria se fosse também usado no porta-aviões São Paulo, ao mais prosaico argumento de que seria um caça mais puro de 4,5 geração que o Gripen e… que last but not least incorporava uma total autonomia de tecnologia e know-how, desde a eletrónica, à motorização e ao armamento… Coisa de que não se podem gabar os suecos, já que ainda que operem um avião de custo de construção e manutenção inferior, de facto, está recheado de tecnologia made in USA, e logo, sujeita a eventuais caprichos e embargos… E os argentinos que o digam, e os australianos também que se forçaram a, na década de 80, fazerem engenharia reversa dos códigos dos seus F-18…

Horas depois, o ministro da Defesa brasileira, Nelson Jobim dizia  que o prazo para a entrega das propostas, inicialmente previsto para 21 de setembro, poderia agora ser prorrogado pela FAB… Jobim alegou desconhecer a última cartada sueca:  “Estou sabendo disso por vocês [da imprensa], cada dia com sua agonia“, mas é certo que esta eventual prorrogação serve a quem está a rever a sua proposta…

Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u625747.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u625842.shtml

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Pequena atualização sobre o programa F-X2 brasileiro (Super Hornet, Rafale ou Gripen)

(O Dassault rafale… A minha escolha pessoal no F-X2)

O programa F-X2 brasileiro, reactivado em janeiro de 2008, depois da paragem do programa F-X1 em 2003, tem agora como objetivo equipar com 36 novos caças de 4+ geração a muito envelhecida FAB. O estado de obsolescência é flagrante, com apenas 12 Mirage 2000, construídos na década de oitenta a servirem como “ponta de lança” num continente onde a FAB já foi líder incontestada.

Atualmente, a FAB terá 37% dos seus 719 aparelhos no solo devido a problemas técnicos, provocados pela idade generosa da frota e pelo inclemente clima tropical do extenso país.

A situação da FAB não é tão grave, porque os Super Tucano e os AMX, nos seus nichos respectivos são bastantes competentes. Mas a frota de F-5 e os escassos (para a dimensão continental do país) Mirage 2000C não poderão jamais assegurar uma superioridade aérea suficiente em caso de conflito com a Bolívia, Paraguai ou Venezuela, países com os quais há tensões latentes.

Atualmente, a França, com o seu Dassault Rafale, parece bem posicionada para ganhar o F-X2. O deputado federal José Genuíno do PT declarou recentemente que “a França será sempre o melhor parceiro. No que respeita à Rússia, todos conhecemos as dificuldades e não sabemos o que vai acontecer daqui a dez anos e se seremos capazes de garantir peças sobresselentes. Os EUA, tradicionalmente, não transferem tecnologia… E nós queremos ter o preço mais baixo com a maior transferência de tecnologia possível.”

Este sinal de esperança é vital para a sobrevivência do Rafale. Depois de um sucesso estrondoso com as varias gerações de Mirage, a França viu perder uma sucessão de concursos internacionais no Marrocos, Holanda, Noruega, Singapura, etc)

O Rafale é também capaz de operar no porta-aviões São Paulo (ex-Foch), há uma longa experiência brasileira em operar aviões de caça franceses, como os Mirage III e agora, os Mirage 2000C. Isto permite algumas poupanças em peças e em treinamento. A França é também um parceiro estratégico e político de confiança, com interesses comuns no Atlântico Sul e com fronteira comum na Guiana Francesa. E sobretudo… Depois de tantos fracassos de exportação, os franceses estão mais motivados do que ninguém em oferecer um preço baixo e uma generosa transferencia tecnológica.

O Super Hornet Block II é um outro finalista do F-X2. O aparelho pode também ser utilizado a partir de porta-aviões, equivalendo-se ao Rafale neste aspecto, mas não é certo se poderia operar normalmente e sem limitações num pequeno NAE como o São Paulo. A versão Block II inclui o incrível radar APG-79 AESA, talvez o seu ponto mais interessante e a atual cotação (baixa) do dólar implica que o preço unitário do Super Hornet é atrativo. Contudo, o aparelho não é famoso pela sua performance aerodinâmica e o governo brasileiro (ver acima) já fez saber que não acredita que a Boeing queira (ou possa) fazer as transferências de tecnologias que serão cruciais para escolher o vencedor do programa.

O terceiro finalista é o JAS-39NG. Esta versão – ainda inexistente – aumenta o medíocre alcance do Gripen da versão atual, inclui um radar AESA e outras melhorias menores. A Saab promete ao Brasil uma participação direta no desenvolvimento e produção do Gripen NG, assim como uma generosa transferência de tecnologia (um dos pontos centrais do interesse brasileiro).

Pela capacidade operar a partir de um pequeno porta-aviões, como o São Paulo, pelo inferior custo unitário, pelo comparativamente maior alcance e independência tecnológica de vetos norte-americanos às exportações que também assolar o Gripen NG, com a sua tecnologia “made in USA” e, sobretudo pela disponibilidade em transferir tecnologia e em estabelecer parcerias estratégicas, a proposta francesa parece mais bem colocada que qualquer das outras… Veremos se este aparente favoritismo se concretiza ou não.

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A Saab e a Tata indiana acordam no desenvolvimento comum do Gripen NG

//www.segurancaedefesa.com)

(O Gripen Demo, o percursor do Gripen NG in http://www.segurancaedefesa.com)

A Saab acordou com a empresa indiana Tata desenvolverem em conjunto uma nova variante do seu caça de 4+ geração Gripen. A variante é uma resposta direta ao concurso indiano pelo fornecimento de 126 aviões de combate à força aérea indiana por cerca de 12 biliões de dólares (basicamente, o maior negócio do género nos próximos dez anos, no mundo).

Esta parceira entre a Saab International e a Tata Consultancy Services, aumenta a participação indiana na proposta sueca e torna-a mais competitiva frente aos seus adversários russos, europeus e norte-americanos.

Em abril de 2009, a Índia vai iniciar testes com os aviões finalistas, decidindo então o modelo vencedor. Do qual comprará apenas 24 unidades, sendo as restantes fabricadas localmente.

A Saab oferece a transferencia de tecnologia para o seu parceiro indiano, assim como um papel central no desenvolvimento do Gripen NG, o mesmo aparelho que está a ser oferecido ao Brasil no âmbito do programa F-X2. Como idêntica proposta foi feita ao governo brasileiro, torna-se possível que se os suecos ganharem ambos os concursos internacionais, que o desenvolvimento do Gripen NG seja o produto de uma pareceria tripartida Suécia-Índia-Brasil, uma espécie de reedição do PAK-FA, onde a certa altura se falou também de uma parceria trinacional entre Rússia, Índia e Brasil…

Os suecos garantiram que mesmo que não ganhem o concurso indiano, manterão a parceria com a Tata, declarou o vice-presidente da empresa sueca, em Nova Déli. Este importante detalhe aumenta portanto as possibilidades de que os indianos possam mesmo a vir a surgir ao lado dos suecos na eventual adopção do Gripen NG pelo Brasil.

No concurso indiano, além do Gripen NG, estão também o F-16, o Super Hornet, o Typhoon, o MiG-29, o MiG-35 e o Rafale.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Saab_ties_up_with_Tata_to_develop_fighter_jet_999.html

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O programa F-X2 do Brasil (atualização): Rafale, Typhoon, Gripen, Super Hornet ou Sukhoi SU-35?

(Rafale F2 operando num Porta-aviões da US Navy)

O programa F-X2 foi inicializado em Janeiro de 2008, a partir das cinzas do defunto F-X abandonado em 2004 por dificuldades orçamentais. O objetivo é agora o de adquirir 36 aviões de 4ª ou 4,5ª geração capazes de – a prazo – substituirem uma série de aparelhos atualmente em utilização na força aérea brasileira.

O cancelamento do F-X teve custos quase imediatos, já que a desativação dos velhos Mirage III BR em 2005 levou à necessidade da compra urgente de 12 antigos Mirage 2000C franceses de forma a não deixar a FAB sem aviões interceptores. Mas esta solução intermédia não resolve verdadeiramente nada. Existem indicações (ver AQUI) de que 37% dos 719 aviões da FAB estão permanentemente no solo devido ao envelhecimento da frota. E isto num contexto em que várias forças aéreas da região se estão a modernizar, como sucede no Chile e especialmente na Venezuela, onde os novos Sukhoi russos vieram introduzir um factor novo no equilíbrio regional. Este desiquilíbro forçou o governo Lula a aumentar o orçamento de Defesa dos 3,5 biliões de dólares de 2007 para 5,65 biliões, um valor que será agora repartido pelas três armas, cabendo ao F-X2 um segmento importante desta verba. De facto, esta verba que parece impressionante à primeira vista é apenas uma tentativa de recuperar o domínio tecnológico que o país teve durante as décadas de setenta e oitenta quando produzia e desenvolvida localmente MBTs (o saudoso Osório), mísseis e lançadores (como o Astros II) e aviões de combate sofisticados como o Tucano ou o AMX. Todo esse balanço se perdeu quase inteiramente na última década e se o Tucano evoluiu para o Super Tucano, este foi infelizmente apenas um feito isolado…

Não deixa de ser paradoxal, que a FAB tenha nalgumas classes dos mais modernos e eficientes aparelhos do mundo (AMX e Super Tucano no ataque ao solo e aviões AWACs baseados no EMB-145), mas que depois, no que concerne à intercepção e defesa aérea tenha como “ponta de lança” os já vetustos Mirage 2000C ex-franceses… Um desiquílibrio que resulta do cancelamento do F-X1 em 2004. Com efeito, até recentemente (2005) o seu caça primário de defesa aéreo era ainda o Mirage IIIBR que serviram na FAB durante mais de três décadas e atualmente para contrapôr às mais recentes aquisições venezuelanas de aparelhos Sukhoi Su-30MKV e F-16 pelo Chile, o Brasil tem apenas 12 Mirage 2000C ex-franceses.

O aumento em 50% do orçamento de Defesa brasileiro já estava a ser antecipado pelo investimento em diversas áreas da indústria de Defesa… Pela parceria com a África do Sul para desenvolver o míssil de curto alcance e de 5ª geração A-Darter.

Atualmente, a competição pela vitória no F-X2 decorre entre o Rafale da francesa Dassault, o Typhoon da EADS, o JAS-39 Gripen da Saab e o Su-35 da Sukhoi, uma lista à qual se juntou recentemente o F/A-18E/F Block II Super Hornet da Boeing. Os rumores deixados no ar pelo ministro da Defesa brasileiro Nelson Jobin recentemente dão crédito aqueles que (como eu) suspeitam que o vencedor será o Rafale. O PT parece também inclinado a favorecer os franceses da Dassault, já que segundo o jornal “O Estado de São Paulo” José Genoíno teria declarado que “a França sempre foi um parceiro melhor. No que respeita à Rússia, todos conhecem as dificuldades e não sabemos o que vai acontecer daqui a dez anos de forma a que possamos garantir as nossas peças de substituição. Os Estados Unidos, tradicionalmente, não transferem tecnologia… Só temos que procurar o preço mais baixo com a maior transferência de tecnologia possível.” Genoíno colocou aqui de facto, o dedo na ferida… O essencial para defender os interesses do Brasil, reforçar a já muito dinâmica industria aeronáutica brasileira é garantir uma adequada transferência de tecnologia.

A França está também numa posição negocial frágil. As suas tentativas para exportar o Rafale para Marrocos, Holanda, Noruega, Arábia Saudita, Singapura, África do Sul, EAU, etc têm sido todos frustados, perdendo concurso atrás de concurso, pelas mais diversas razões.

O Typhoon poderá apresentar também algumas dificuldades no que concerne ao requisito de transferência de tecnologia, mas o maior obstáculo é, de longe, o elevado custo unitário de cada aparelho: 130 milhões de dólares cada, muito longe dos 2,2 biliões disponíveis para 36 caças (61 milhões é o limite disponível por cada aparelho). O Typhoon garantiria uma grande vantagem no que respeita a superioridade aérea, mas o preço elevado afasta o Typhoon dos favoritos do F-X2…

O JAS-39 Gripen da sueca Saab tem oferecido aos seus clientes boas contrapartidas industriais e o “Gripen NG” antecipado pelo demonstrador “Gripen Demo”. O facto de se tratar de uma excelente solução tecnológica, robusta e acessível tem seduzido muitos no Brasil, especialmente entre os nossos mais frequentes comentadores. Contudo, mesmo o Demo/NG continua a oferecer um avião pouco adequado para países continentais e o recurso ao motor norte-americano F414 expõe o aparelho às autorizações de exportação dos EUA, o que pode condicionar o fabrico local da turbina e até eventuais futuras re-exportações de Gripen fabricados localmente.

O Dassault Rafale é a escolha preferida por muitos, contando aqui o próprio redactor do Quintus, admito… Sem me alongar muito na defesa do Rafale, gostaria de listar o facto de ser o único concorrente capaz de operar em porta-aviões, e que o único NAE brasileiro o ex-Foch São Paulo está em estaleiro, substituindo o eixo, e logo é um navio que estará operacional ainda mais alguns anos… E que os A4 já não são um vector adequado para o século XXI… O facto de o Brasil ser um utilizador satisfeito dos Mirage III e dos 2000 (que hoje são a ponta de lança da FAB) aponta também o Rafale como favorito, assim como a disponibilidade francesa para transferir tecnologia (motivada pelo desespero de não haver ainda exportações do aparelho). De facto, a maior fragilidade do Rafale é a relativa raridade de armas integradas, algo que contudo pode ser ultrapassado com relativa facilidade pela via do estabelecimento de parcerias com outros fabricantes-

A opção russa está corporizada no Sukhoi SU-35. Em termos tecnológicos, é provavelmente a opção mais interessante e os russos, prometem transferir tecnologia, ainda que recentemente tenham surgido ecos de alguma reserva neste domínio… A opção pelo SU-35 tornaria o Brasil como a FA com melhores aviões na região, muito superiores aos F-16 chilenos e até aos SU-30 venezuelanos, dando uma vantagem que, de facto, a FAB nunca teve… O preço é excelente, mas o suporte pós-venda e em peças tem uma péssima reputação, a que a FAV venezuelana tem dado aliás amplo eco.

A opção norte-americana está agora reduzida ao F/A-18E/F Super Hornet, Block II da Boeing. Este é, além do Rafale, o único que pode também operar a partir de um porta-aviões como o São Paulo (teoricamente). Em termos de contrapartidas, a Boeing poderá estabelecer algum tipo de transferência de tecnologia civil para a Embraer, compensando assim o tradicional secretismo dos EUA no que respeita a transferências de know-how militar (uma vantagem que compartilha com a EADS/Airbus do Typhoon, aliás). O preço do Super Hornet é interessante, assim como o seu pacote tecnológico, pelo que a opção tem colhido alguns bons ecos entre muitos interessados pelo F-X2. Mas o avião é tido como inferior em manobrabilidade e o preço continua a ser superior ao do SU-35 e do Gripen, mas muito inferior ao do Typhoon.

Uma adição interessante a esta questão foi introduzida aqui pelos comentadores Gaitero e Nosle: Aparentemente, para responder à generosa oferta russa de participação no seu caça de 5ª geração PAK-FA + SU-35, a França estaria a oferecer ao Brasil um pacote de Rafales F3 + UCAV. Estes UCAV são tidos por muitos como o verdadeiro futuro da aeronáutica militar de combate, como a tal 6ª geração de aparelhos que irá tomar o lugar do F-22 Raptor da USAF, do T-50 russo-indiano e dos aparelhos idênticos em desenvolvimento na China e no Japão. Seria uma opção muito interessante e inédita… Mas a tese de que os UCAV poderão ser efetivamente a dita “6ª geração” de aviões de guerra ainda está por provar no terreno…

Fontes:
http://www.defenseindustrydaily.com/brazil-embarking-upon-f-x2-fighter-program-04179/#more-4179?camp=newsletter&src=did&type=textlink
http://militaryzone.home.sapo.pt/osorio-file.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dassault-Breguet_Mirage_2000
http://www.areamilitar.net/DIRECTORIO/TER.aspx?nn=23&p=15
http://en.wikipedia.org/wiki/Embraer_EMB_312_Tucano
http://www.combataircraft.com/aircraft/famx.aspx
http://defesabr.com/blog/index.php/02/09/2008/brasil-pode-fechar-su-35-com-pak-fa/

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O “Gripen Demo”: uma nova versão do caça sueco “Saab Gripen”

Gripen Demo

(Representação artística do “Saab Gripen Demo” in http://www.gripen.com)

A Saab apresentou uma nova versão do seu caça de 4,5 geração, o Saab Gripen. A atualização do caça vai garantir que o aparelho sueco continua ao mesmo nível dos seus competidores mais diretos: Rafale, Typhoon e últimas versões do F-16, mas também que os países que atualmente já operam o Gripen poderão modernizá-lo e manter o caça funcional até, pelo menos, 2040. O caça apresentado pela Saab: “Gripen Demo” tem um novo motor General Electric F414G com mais potencia que o motor que antes equipava o Gripen e um radar “Active Electronically-Scanned Array” (AESA) Saab/Thales. O “Gripen Demo” tem também tanques de combustível com mais capacidade, respondendo assim aos críticos que acusavam o aparelho de ter neste aspecto um dos seus pontos fracos. Mas um novo trem de aterragem, uma maior capacidade de transporte de armamento, novos sistemas de comunicação e de guerra electrónica são outras características adicionais que a Saab incluiu no novo Gripen.

O aparelho ainda não foi comprado por nenhuma força aérea, nem sequer pela sueca, mas em Abril de 2007, a Noruega assinou uma “Carta de Compromisso” referente ao desenvolvimento do Gripen no valor de 25 milhões de dólares e o programa “Gripen Demo” recebeu um contrato do governo sueco para o seu desenvolvimento, em Outubro do mesmo ano. Decorre assim como praticamente certo o interesse destes dois países no novo modelo ou numa atualização dos modelos existentes para este novo padrão Gripen.

Fonte:
http://www.gripen.com/en/MediaRelations/News/2008/Gripen_Demonstrator_The_Future_has_Arrived.htm

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