Posts Tagged With: Grécia

O petróleo grego e a dívida externa deste país da União Europeia

Estimativas recentes dão como certa a existência de reservas petrolíferas em águas territoriais gregas que devem ascender a dez mil milhões de barris (1 de janeiro de 2012). Esta estimativa baseia-se em dados geológicos e possuem um elevado grau de certeza. Este montante torna a Grécia no país europeu com maior potencial petrolífero, mas não confirma uma mensagem que tem vindo a circular na Internet lusa e que proclama:
“A Grécia é o país da UE e do Euro com o maior potencial prospetivo de exploração de petróleo, com cerca de 22 mil milhões de barris no Mar Jónico e 4 mil milhões de barris no Mar Egeu. Por comparação, o poço Lula no Brasil (uma das maiores descobertas da última década) tem cerca de 8 mil milhões de barris.
Este facto é conhecido pela Troika do FMI, UE e BCE desde 2010. Em vez de promover a produção petrolífera para reequilibrar as contas gregas e aumentar a autonomia energética europeia, a ordem é privatizar a única via que o Estado grego dispõe para pagar aos credores.
Eis a razão pela qual russos e chineses digladiam-se para controlar os portos gregos: passam a controlar terminais de distribuição de petróleo e gás para os Balcãs e centro da Europa, e conquistam uma inédita presença estratégica no mediterrâneo.
Ciente desta ameaça, os EUA não dormem e Hillary Clinton deslocou-se recentemente à Grécia para tentar acertar condições de E&P com a Turquia, com o envolvimento da empresa americana Noble Energy. O problema reside em que a Grécia não dispõe de uma ZEE e por isso não tem garantido o direito soberano sobre os recursos no solo marinho. Por isso, Clinton foi tentar um acordo de repartição entre Grécia, Turquia e a Noble Energy. Na semana seguinte, os russos foram bater à porta dos gregos com proposta semelhante.
Se considerarmos que Israel será um exportador líquido de gás ainda nesta década e que Chipre também uma bacia rica em petróleo, concluem-se dois factos:
O Mediterrâneo será um foco de tensão geopolítica em torno dos recursos petrolíferos
A UE sofre de uma cegueira estratégica extrema ou a Alemanha já desistiu da Europa”
Desde logo, a Grécia não tem “22 mil milhões em reservas” mas menos de metade desse valor (sendo verdade, que os dez mil milhões podem ser pessimistas). Por outro lado, o Brasil (ainda que se fale apenas do “Poço Lula”) tem não metade desses alegados 22 mil milhões de barris, mas 123… De facto, a Grécia tem grandes reservas de petróleo, por exemplo, a Noruega tem 5,67, ou seja, pouco mais de metade das reservas gregas, o que mostra o quanto estas são impressionantes, apesar destes exageros. A questão é: se estes recursos são conhecidos (pelo menos desde janeiro deste ano) porque não estão já a ser explorados, abatendo assim a dívida externa helénica? Desde logo, porque com o país em Bancarrota é difícil cativar investimentos externos, por outro lado, não é propriamente fácil montar uma exploração de petróleo no Mar em larga escala… são processos tecnológicos complexos e que demoram anos até estarem em plena produção e, de facto, em julho, os gregos conseguiram colocar em curso oito bancos na sua região ocidental aos quais responderam as multinacionais Edison International, Melrose Resources, Petra Petroleum, Schlumberger, Arctic Hunter Energy e Chariot Oil and Gas. Em tese, e aos preços atuais, estas reservas podem ascender a mais de 300 mil milhões de euros, numa exploração que deve prolongar-se durante 25 anos, mas a dívida externa total grega era em junho de 2011 de mais de 500 mil milhões de euros, ou seja, mesmo depois destes 25 anos de exploração, a Grécia conseguirá pagar apenas metade deste montante, sem juros!
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A Grécia vai sair do Euro

A saída da Grécia do Euro parece cada vez mais impossível de evitar, apesar de todas as declarações em contrário de Bruxelas e de muitos líderes europeus. Sabe-se que a Alemanha já tem preparada essa saída desde finais do ano passo e o seu ministro das Finanças (Wolfgang Schaeuble) admitiu recentemente que tal saída implicaria perdas, para a Europa, em torno dos cem mil milhões de euros o que – nas suas palavras – seria suportável…

A ideia do abandono grego do Euro começa a ser muito referida na Alemanha. Tabu ainda há não muito tempo atrás, consta agora de todos os cenários e em muitos círculos é dada tanto como segura, como iminente. Sinal desses tempos é um artigo recente da revista “Der Spiegel” onde se escreve que é “tempo de admitir a derrota. O plano de resgate falhou. As melhores esperanças para a Grécia estão, agora, no regresso ao dracma”. A revista constata o evidente: mesmo depois de uma reestruturação e dois resgates sucessivos a dívida grega continua a explodir, a economia afunda constantemente ano após ano. O resgate da troika não funcionou, e isso hoje é particularmente evidente. Quando os gregos recusaram liminarmente a continuação do ciclo interminável austeridade-resgate-austeridade nas últimas eleições e agora a saída do Euro é a única opção.

A Grécia vai assim regressar ao Dracma, num prazo que pode estar por semana ou até por dias. Sem dúvida que o momento de transição será muito duro, com um acentuado e brusco colapso do nível de vida e uma explosão dos preços das importações. Mas a médio prazo, Atenas pode recuperar competitividade internacional, libertando-se do Euro, uma moeda que sempre esteve sobreavaliada, e que sempre serviu mais os interesses da Alemanha do que os dos países do Sul. Idêntica posição tem Paul Krugman, que acredita que a Grécia vai regressar ao Dracma, o mais tardar em junho.

O artigo da “Der Spiegel” termina afirmando que sair do Euro seria a única forma de a Grécia: “reconquistar a dignidade”.

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=556601

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A Grécia vai falir

O inefável Marcelo reconheceu recentemente do alto do seu púlpito semanal que o programa de ajustamento que os caciques do norte da Europa exigiram à Grécia é incumprível e que dentro de poucos meses o país entrará inevitavelmente em falência.

As características atuais da dívida grega são hoje bem diferentes daquilo que eram há menos de um ano… De facto, pode até pensar-se que o objetivo principal do primeiro pacote de “ajuda” da Troika (“ajuda” em troca de lucros fabulosos para os emprestadores europeus e do FMI) teve como principal objetivo permitir que os grandes bancos alemães e franceses se livrassem da divida grega que tinham em mãos e se poupassem a grandes prejuízos quando a Grécia entrasse finalmente em bancarrota. Hoje, a divida grega pertence ao BCE e ao FMI em quase metade, sendo que a metade remanescente pertence à banca grega e pouco menos de dez por cento está ainda nas mãos da banca europeias (com BCP e BPI entre os maiores perdedores).

A Grécia vai falir, porque agora o norte da Europa já está preparado para encaixar essa falência sem grandes impactos, não porque tenha falhado uma qualquer estratégia de ajuda, porque a europa se tenha desinteressado ou os gregos perdido a paciência. Vai falir porque isso agora já não incomoda a banca alema e francesa. Apenas por isso. E esta é a europa que temos.

Fonte:
http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2300677

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Papandreou quer forçar uma saída do Euro e da União Europeia?

George Papandreou (mirror.co.uk)

George Papandreou (mirror.co.uk)

Quando o primeiro-ministro grego George Papandreou anunciou a intenção de realizar o Referendo sobre o plano de recuperação europeu em finais deste ano ou janeiro de 2012 deixou estupefactos os líderes europeus.

De facto, tal decisão, tomada aparentemente sem sequer dar conhecimento da mesma ao seu Partido e aos ministros do seu governo é muito estranha e lançou os mercados no pânico, já que estes (como todos os que acompanham o que se passa na sociedade grega) acreditam que os gregos nunca votarão favoravelmente um tão duro pacote de austeridade.

Que jogada então é a de Papandreou? Porque coloca em risco todo o árduo (mas insuficiente) fruto de todas as negociações europeias de final de outubro? Pura insensatez? Estupidez? Ou haverá um plano?

Será que Papandreou acredita agora que a Grécia nem consegue pagar os 50% de divida externa que não foram perdoados e que ao forçar um referendo chumbado quer levar o seu país à bancarrota total e à saída do Euro? Alguns dizem que recebeu instruções (e até dinheiro…) para afundar ainda mais a cotação relativa do Euro frente ao Dolar…

Uma coisa é certa: o monstro dual Sarkomerkel está furioso e os finlandeses, pela boca do seu ministro das Finanças (que juntamente com holandeses e austríacos são os cães de fila do G2 europeu) já fizeram saber isso mesmo: referendo chumbado= expulsão do euro.

Fonte:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2094005

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Roubini: Salvar a Grécia é uma “Missão Impossível”

O economista Nouriel Roubini (que em 2005 foi o primeiro a prever o estouro da bolha imobiliária de 2008) alertou que salvar a Grécia é uma “missão impossível”. O clarividente economista avisou que Espanha é um outro caso de idêntica gravidade, mas cuja queda terá um impacto muito maior na economia mundial, já que Espanha é “demasiado grande para cair, mas também demasiado grande para ser salva”. Este aviso reforça o do comissário europeu da Concorrência, Joaquín Almunia, que avisou Espanha para o fim do acesso aos mercados (e consequente bancarrota ou ajuda internacional) caso o país não consiga cumprir as suas metas orçamentais.

Roubini revelou que a única forma de colocar de novo a economia espanhola a crescer é descer os preços do imobiliário, pelo menos 25% e encetar rapidamente um processo de redução da dívida externa. O economista acrescentou ainda que “É um erro socializar as perdas do sistema financeiro. As dívidas deveriam converter-se em ações” o que significa que cada euro injetado pelos Estados nos Bancos deveria sê-los em troca de ações ou controlo de gestão, algo que não aconteceu nem na Europa, nem nos EUA, durante os resgates estatais a vários Bancos.

O economista alertou ainda para aquela que considera ser atualmente a maior ameaça à economia mundial: a crescente dívida externa dos EUA. Sem que os EUA comecem a pagar esta dívida, cortando com a doentia dependência das importações chinesas e asiáticas não restará aos EUA outra via uma bancarrota que terá consequências inimagináveis para o globo.

Há que renegociar as dívidas externas dos Estados – mantendo a solvabilidade dos Bancos e sacrificando os lucros dos especuladores, reestruturar as dívidas públicas e privadas, restaurando assim as economias dos países globalmente afetados por esta catástrofe antes que ela tenha efeitos duradouros e terminais sobre a economia mundial. Sacrificando os credores, em prol dos devedores e dos Estados, se necessário.

Fonte:
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/roubini-espanha-grecia-crise-mercados-agencia-financeira/1260323-1730.html

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A Alemanha está contra uma Reestruturação da Dívida Grega… Porque será?…

Wolfgang Schäuble (http://www.dradio.de)

Wolfgang Schäuble (http://www.dradio.de)

Numa declaração que espantou os céus e as terra até ao mais fundo das suas entranhas, Wolfgang Schäuble, o ministro alemão das Finanças disse que o seu país estaria “contra uma eventual reestruturação ou renegociação da dívida da Grécia”, que começa a ser equacionada com cada vez mais frequência pelos economistas e agora até por alguns responsáveis europeus. A opção alemã decorre não da aplicação de qualquer conceito abstrato ou da defesa do “interesse europeu”, dos “povos irmãos da Europa”, nem sequer da “defesa da moeda comum”, mas muito rasteiramente do facto de a maior parte da dívida grega que seria assim reestruturada (adiada ou simplesmente perdida) ser precisamente de bancos… germânicos.

O ministro alemão em vez da reestruturação preferiu “mais paciência e criatividade” na solução da dívida grega, referindo-se obviamente à necessidade do aprofundamento dos sacrifícios dos povos periféricos para que os banqueiros e especuladores alemães não percam os seus chorudos lucros que julgaram assegurar ao emprestar dinheiro de forma descontrolada e irrazoável aos países da periferia do euro.

O ministro alemão tem contudo razão num ponto: a reestruturação da dívida grega, vai levar ao afastamento deste país dos mercados financeiros durante décadas e levar à sua consequente saída do euro (como aliás também já sugeriu o comparsa de Merkel, Sarkozy). A saída do euro da Grécia traria inevitavelmente – por contágio – a reestruturação da dívida externa dos outros países em dificuldades e com elevada probabilidade acabaria por arrastar a prazo também a Bélgica, Itália e Espanha pelo mesmo caminho, abalando assim de forma fatal a própria base do edifício europeu. A crise de 2008 pareceria pequena em comparação com este cenário e os seus efeitos no edifício financeiro global, fatais. O mundo que se seguiria a esta grande tormenta não seria o mesmo que – bem ou mal – conseguiu atravessar a grande crise financeira de 2008 e a Europa sairia completamente fragmentada, forçando os países periféricos que a compõem a buscarem novas vias estratégicas.

Fonte:
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1861913

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Porque é que os “donos da europa” (a Alemanha) estão tão reticentes quanto à reestruturação da dívida grega?

Porque é que os “donos da europa” (a Alemanha) estão tão reticentes quanto à reestruturação da dívida grega?… Porque os bancos internacionais com maior exposição à dívida externa grega são, por mera coincidência… alemães. Se a Grécia declarar bancarrota, grande parte dos bancos alemães seguem pelo mesmo caminho, a Alemanha terá então que salvar os seus bancos (como fizeram a Irlanda e a Islândia), tendo que recorrer aos Mercados e sofrendo a inevitável especulação de juros que daí decorrerá.

Os especialistas são cada vez mais unânimes: a Grécia – a prazo – e apesar de qualquer novo “pacote de resgate de emergência” vai declarar bancarrota. A dimensão da dívida grega é insustentável e ou ocorre um reescalonamento radical dos pagamentos ou Atenas declara a bancarrota parcial ou total. Existem já vozes nas chancelarias europeias (onde até há pouco tal tema era tabu absoluto) que apelam que os bancos estrangeiros devem aceitar uma reestruturação da dívida grega que perdoe pelo menos metade do montante total, ou seja, 165 mil milhões de euros, sendo este o valor que se avalia que os gregos sejam efetivamente capazes de pagar.

A reestruturação da divida grega parece assim cada vez mais inevitável, assim como o efeito dominó que se seguirá e que rapidamente chegará a Portugal, com a consequente reestruturação da dívida externa portuguesa e da entrada da Alemanha no “exclusivo” clube de “países periféricos” em risco de bancarrota e… expulsão do euro.

Fonte:
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/financas/reestruturacao-divida-grecia-grecia-alemanha-banca-bancos-alemaes-agencia-financeira/1256782-1729.html

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Afinal, a Grécia vai mesmo precisar de mais… “ajuda”

A chamada “crise do Euro” não dá sinais de abrandar. Depois de terem dito que com o “resgate” da Irlanda tudo estava contido. Depois de nos terem dito que depois da Grécia tudo estava resolvido. Depois de nos terem dito que depois do “resgate-furto” de Portugal estaria tudo – de certeza – resolvido. Afinal de contas e confirmando os rumores que davam como certa a reestruturação da dívida grega eis que se vem a saber (e dando credibilidade a todos os rumores) que a Grécia vai mesmo precisar de um “reforço” do pacote europeu/FMI de “ajuda-saque”.

Esta evidencia decorre do reconhecimento de que a Grécia não tem condições para voltar ao mercado da dívida já em 2013 conforme anteviam os planeadores europeus. Os “mercados” continuam a suspeitar da incapacidade grega para honrar os seus compromissos a longo prazo e materializam essa desconfiança em juros altíssimos: em suma o pacote de “ajuda” não cumpriu o seu maior objetivo que era o de “acalmar” os mercados por via de uma severa punição aos países periféricos, que contraísse radicalmente a sua despesa pública e os fizesse retornar ao Mercado.

Os Mercados não confiam na capacidade grega para honrar os seus compromissos porque depois da intervenção do FMI e do FEEF a dívida pública grega não para de subir chegando em 2012 a uns notáveis 150% do PIB quando em 2010 era de 115%.

Não é claro o que a Europa pode fazer para ajudar a Grécia e sobretudo se o quer fazer de forma real e substantiva sem criar novamente condições para agravar ainda mais a sua situação, tornando inevitável a bancarrota ou a reestruturação da dívida e a consequente saída do euro. Algo é certo: se o que for feito for unicamente pela via da contenção orçamental e do aumento de impostos, a Grécia mergulhará ainda mais profundamente na Recessão e com ela, na redução da capacidade de captação de impostos e num desequilíbrio orçamental ainda mais profundo.

Fonte:   
http://economia.publico.pt/Noticia/passado-um-ano-a-ue-ja-admite-que-ajuda-dada-a-grecia-nao-chega_1493468

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Sobre a compra grega de aviões F-16C/D Block 52+

F-16C/D Block 52+ (http://ourimages.co.cc)

F-16C/D Block 52+ (http://ourimages.co.cc)

Foi em 2005 que a Grécia cancelou o contrato de aquisição de 6 mil milhões de euros de aviões Typhoon e optou pelos F-16, mais económicos e com custos de operação consideravelmente inferiores.

A decisão de prosseguir com a compra de F-16 continua, apesar das grandes dificuldades financeiras com que se bate o Estado grego, devido à necessidade de manter um grau mínimo de paridade com as últimas aquisições otomanas, o eterno rival grego e longo requerente por várias ilhas gregas do Egeu e ocupante do terço norte da ilha pró-Grega de Chipre.

Os aviões que a Grécia quer comprar são 40 F-16C/D Block 52+ e deverão ficar em aproximadamente 3.1 mil milhões de dólares. Está também em equação a aquisição de um lote adicional de 30 outros aparelhos com diverso equipamento e motores de reserva. Atualmente, a força aérea grega tem cerca de 170 F-16s C e D aviões que deverão ser atualizados em breve.

Fonte:
http://www.defenseindustrydaily.com/greek-f16-weapons-sale-clearing-for-takeoff-01397/

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Ainda sobre a crise grega: Responsabilidades europeias

A Grécia deixou escapar a verdadeira situação das suas finanças após as últimas legislativas, quando revelou que o verdadeiro valor do seu défice orçamental era de 12,7% do PIB, mais de o dobro do esperado. Este desequilíbrio é especialmente grave porque coexiste com uma dívida que se estima ser já superior a 125% do PIB. Em consequência, agências de rating como a Standard & Poor, desceram o rating do país de A- para BBB+ e logo, os mercados passaram a cobrar à Grécia taxas de juro mais elevadas.

O governo grego diz que não fez nada que os outros países europeus não tivessem também feito, e é verdade que isso é correto, especialmente nos casos francês e italiano, mas é também correto que se o fez, foi porque esta Comissão Barroso e a eurocracia a deixou fazer. No pecado tanto peca o pecador, como aquele que (por incúria ou incompetência) deixa pecar e este aspecto da crise grega ainda não foi levantado por ninguém…

Fonte:

http://economia.publico.pt/Noticia/grecia-os-passos-de-um-pais-a-beira-do-abismo_1425435

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A Grécia, o Subprime, as “engenharias financeiras” e cumplicidades orçamentais

Segundo um artigo do jornal New York Times foram táticas idênticas aquelas que levaram à crise dos subprime nos EUA que arrastaram a Grécia para pré-bancarrota. Ao que parece, vários governos gregos – durante mais de dez anos – andaram metidos com Especuladores de Wall Street magicando formas de dar a volta às fiscalizações orçamentais de Bruxelas. Entre os seus mais cúmplices neste logro sistemático e de enormes proporções esteve o banco de investimento Goldman Sachs que terá ajudado o governo grego a arriar marteladas nos seus orçamentos para levar de vencida os fiscais de Bruxelas. No total, alega o Wall Street, uma dívida de vários milhares de milhões de euros terá sido escondida ao longo de mais de dez anos.

Este episódio, haveria de redundar na quase bancarrota grega, e na subida dos spreads de dívida soberana e em última instância no aumento do spread dos empréstimos dos cidadãos de todos os países do sul da Europa. Mas antes do mais devia servir de lição: um Estado não deve ser um cliente de um Banco de Investimentos e os Bancos de Investimentos devem ser severamente regulamentados de forma a não aparecerem como cúmplices na bancarrota de Estados. Ah, sim e já agora… O que andou a fazer o “independente” Banco central grego? Ou seria tão cego e servil como o nosso Vitinho Constâncio, o homem que “não sabe de nada e não viu nada”?

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/divida-taticas-de-wall-street-agravam-crise-da-grecia-nyt=f565465

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A União Europeia recusa o Orçamento de Estado Grego. Duas Vezes.

Já se sabe que a Grécia – país do Euro – está praticamente na Bancarrota. O último Orçamento grego deveria ter tranquilizado toda a gente. Supostamente. Mas não o fez. Bem, pelo contrário, o Eurostat, o gabinete de estatística da União Europeia veio declarar que o orçamento do governo grego não é fiável e que – pior – foi falsificado de forma a mascarar a gravidade da situação orçamental.

O Eurostat afirma que os dados financeiros enviados para a União Europeia foram adulterados pelo governo grego, através do gabinete de estatística nacional, que instrumentalizou.

Esta fraca fiabilidade, reforçada agora por estes indícios claros de falsificação, pode significar que o défice grego de 12,7% em 2009 pode de facto, ser ainda maior! A Europa quer que a Grécia reduza o seu défice para menos de 3% já em 2012, algo que agora parece ainda mais difícil…

Recordemo-nos de que as dificuldades orçamentais gregas começaram com os Jogos Olímpicos de Atenas e com o gigantesco défice orçamental que daí decorreu e cujo custo astronómico nunca chegou a ser verdadeiramente absorvido pelo país, criando assim as bases de um desequilíbrio orçamental crónico que está agora a arrastar para a lama os ratings de todos os países do sul da Europa, Portugal incluído, e levando agravamento das taxas de juro que estes pagam aos seus emprestadores. Que sirva de lição à classe de palhaços (como Gilberto Madaíl ou o presidente do Comité Olímpico Português) que querem trazer os Jogos Olímpicos ou o Mundial de Futebol para Portugal… Como se já não tivéssemos Estádios de futebol abandonados em número suficiente.

Fonte:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1468353

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