Posts Tagged With: Gaza

Mísseis SA-24 líbios chegaram ao Hezbollah e ao Hamas

Conforme se temia, alguns mísseis anti-aéreos SA-24 Grinch que constavam no inventário dos paióis de Kadafi acabaram nas mãos do Hamas palestiniano e do Hezbollah libanês.

Dirão alguns que se trata apenas de um míssil antiaéreo soviético antigo, como o Stinger norte-americano, mas na verdade, o SA-24 é o mais moderno míssil portátil russo e é uma arma absolutamente temível para aparelhos voando a baixas altitudes. Os mísseis parecem ter sido contrabandeados para o Irão, país que depois os terá enviado para o Líbano e para Gaza.

Felizmente, embora sejam dos melhores mísseis portáteis do mundo, os SA-24 não são invencíveis e sabe-se que no recente conflito da Líbia houve vários disparos de mísseis desse tipo contra helicópteros britânicos Apache e em todas as ocasiões foi possível evitar os engenhos.

Contudo, os mísseis permanecem ameaçadores e a possibilidade de serem usados contra transportes aéreos civis é muito alta… Não somente quando descolam e aterram mas até quando voam a altitudes de cruzeiro.

Fonte:
http://defensetech.org/2012/03/13/hezbollah-and-hamas-have-gadhafis-old-sams/#ixzz1p0eOGMje

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As operações da Mossad contra a frota de apoio humanitário a Gaza

Embora o foco mediático tenha incidido sobre a aparatosa e infeliz operação de comandos israelitas contra a frota internacional que pretendia abastecer Gaza a verdade é que os serviços secretos de Telaviv estiveram muito ativos neste episódio do já longo conflito israelo-árabe. Segundo fontes israelitas, três dos navios da frota foram sabotados pela Mossad, algo que foi sugerido pelo próprio Matan Vilnai, o ministro da Defesa do Estado de Israel, numa entrevista radiofónica. Quando o repórter perguntou ao ministro se poderia ter havido uma alternativa à operação militar que se revelaria internacionalmente tão negativa para Israel, o ministro respondeu que “todas as possibilidades foram consideradas” e acrescentado a frase muito sugestiva que “o facto é que havia menos que os dez navios que deviam participar na flotilha”… Estas declaracoes estarão ligadas às súbitas avarias de dois dos navios, o Challenger I e o Challenger II, que tiveram problemas mecânicos em Chipre, um país onde a Mossad está particularmente ativa. Os próprios organizadores da frota teriam descrito estas avarias como “muito suspeitas”… e mais tarde, também o cargueiro irlandês MV Rachel Corrie seria alvo de mais “avarias” que o afastariam da frota. Outra fonte israelita, o coronel Itzik Turgeman falando ao parlamento israelita (Knesset) diria que houve “operações cinzentas” referindo especificamente que “os motores de cinco navios foram sabotados por equipas israelitas”. Em suma, após o recente sucesso-fracasso do assassinato de um dirigente do Hamas nos Emiratos Árabes Unidos, a Mossad parece ter recuperado e o ânimo e voltado à agressividade e eficiência que sempre a caraterizou, sendo certo que neste caso não logrou o total sucesso que era necessário e que teria permitido evitar a desastrosa operação militar que levou à morte 9 ativistas e que acabaria por forçar Telaviv a aligeirar o bloqueio a Gaza, frustando assim os desejos do governo israelita e satisfazendo parte das aspirações dos ativistas e do governo do Hamas em Gaza.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Did_Israel_tamper_with_flotilla_999.html

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Sobre a eventualidade de uma operação terrestre em Gaza e do Hamas

Israel terá perto de 9000 homens, incluindo MBTs Merkava, APCs e peças de artilharia junto à fronteira com Gaza. Existem vários valores para a quantidade de forças que o Hamas terá em armas. Supõe-se que terá 15 mil homens de “élite” e outros 10 mil civis armados no seu ramo armado designado de “Brigadas Izz ad-Din al-Qassam”.

As Brigadas têm dado provas de serem extremamente resiliente, sendo capaz de resistir a várias mudanças de liderança mantendo sempre elevados graus de eficiência, devido à sua estrutura de comando altamente autónoma e descentralizada. Isto permite também uma rápida regeneração da liderança, e permitiu ao movimento resistir eficazmente a várias incursões israelitas. As suas ligações com o Irão e com o Hezbollah libanês são evidentes, tendo recolhido do segundo muitos ensinamentos da derrota israelita no Líbano e encontrado no Irão o seu principal financiador e fornecedor de armamento, entre os quais se contam os conhecidos foguetes artesanais Al Qassam, assim como foguetes de médio alcance convencionais, além de mísseis anti-tanque e anti-aéreos. Os bombardeamentos dos últimos dias terão destruído perto de um terço do stock de armamento do Hamas, mas este terá ainda perto de 2000 foguetes e mísseis, ou seja, o bastante para alimentar uma resposta pelo menos durante duas semanas…

Além das Brigadas, o Hamas pode ainda alinhar uma força de polícia, formada a partir de Maio de 2006, com alguns milhares de homens, que enfrentou com sucesso as milícias da Fatah, em Gaza, expulsando-as para a Cisjordânia.

Perante tal força, no terreno mais densamente povoado do mundo (Gaza) e contando com forças numericamente inferiores, mas tendo retirado as devidas lições do fracasso da ofensiva contra o hezbollah libanês, não acreditamos que as IDF tenham nos seus planos uma reocupação da Faixa de Gaza. Para tal precisariam de mobilizar pelo menos dez vezes os recursos que têm agora na fronteira. Tudo indica que estas forças estão aqui para cumprir um quadro múltiplo de missões muito mais limitadas que a simples reocupação do território:

1. Servir de tampão contra as previsíveis incursões de comandos do Hamas para o interior de Israel.

2. Dar cobertura a operações “relâmpago” de forças especiais como aquelas que o Hamas diz ter repelido ontem em Shijaiyah pelas 23:00, avançando com meios pesados (blindados) se estas forças ligeiras se virem encurraladas.

3. Ocupações temporárias de pequenas regiões fronteiriças a partir de onde sejam lançados ataques e foguetes.

É de esperar que estas operações – principalmente aéreas – das IDF prossigam até à tomada de posse de Barack Obama a 20 de janeiro. Por isso, e tendo em conta que a lista de perto de 50 alvos estratégicos elaborada pelos serviços secretos israelitas está praticamente esgotada, haverá daqui em diante os chamados “ataques de oportunidade” a líderes do Hamas e a depósitos de armamento ou concentrações de forças armadas até dia 20, intercalados por operações de forças especiais, reservadas para operações que sejam impossíveis de realizar exclusivamente com meios aéreos. É também do interesse de Israel terminar rapidamente com estas operações… Quanto mais tempo elas durarem, mais vítimas civis haverá e mais difícil será para a a Fatah, na Cisjordânia, aparecer como opositora do Hamas e mais apoios locais ganhará entre uma população onde começava a perder o apoio (menos de 20% da população de Gaza apoiaria em novembro o Hamas, segundo uma sondagem da Fundação Fredrich Ebert).

Fontes:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354815&idCanal=11

http://en.wikipedia.org/wiki/Hamas

http://en.wikipedia.org/wiki/Izz_ad-Din_al-Qassam_Brigades

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