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A lenda luso-galaica de Trezenzónio e o Mito da Atlântida

Farol da Corunha (http://ipt.olhares.com)

Farol da Corunha (http://ipt.olhares.com)

“Trezenzónio, depois de deambular pela região do Minho e Galiza, chega à Torre de Hércules, na Corunha, onde avista uma ilha. Sozinho, constrói um barco e enceta viagem em direção à ilha do Paraíso, onde encontra uma basílica de dimensões extraordinárias – o seu perímetro media 51 km! – , com o altar dedicado a Santa Tecla – santa que é cultuada na Galiza, recorde-se o importante castro de Santa Tecla – santa que é cultuada na Galiza, recorde-se o importante castro de Santa Tecla, situado em frente a Caminha, do outro lado do rio Minho. De resto, a ilha tinha todos os alimentos de que necessitava para viver saciado e feliz, e o clima era ameno.”
(…)
“Passados sete anos recebeu o aviso para sair da ilha. Recusando-se, ficou muito doente, até que aceitou regressar à Galiza e suplicou ao Senhor para restituir a saúde, o que acabou por acontecer. Logo que Trezensónio chegou a terra, as carnes de ovelhas e de peixes que trouxe da ilha do Solstício apodreceram e espalharam um cheiro nauseabundo.”

Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Loução
Eranos

Esta curiosa lenda do frade Trezensónio invoca muitas expressões que se encontram em outra ilhas lendárias do Atlântico. Todas são recordações da existência de uma civilização passada no Atlântico. Os elementos mais comuns estão aqui todos: o numero sete, a existência de uma civilização urbana, a possibilidade de esta ser alcançada a partir do extremo ocidente peninsular e a superioridade técnica e material desta civilização.

Esta lenda da “Ilha do Paraíso” será assim uma entre varias evocações desde São Brandão até à Ilha das Sete Cidades da existência da mesma civilização que terá deixado a “estátua equestre” da Ilha do Pico e as “moedas cartaginesas” (SIC) da mesma ilha… Será… Atlântida?

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Entrevista ao galizalivre.org: “Sendo Português existe um dever moral e histórico de solidariedade para com a Galiza”

Ler AQUI.

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Galiza e Lusofonia: a minha posição pessoal

Galiza (linguaeliberdade.com.br)

Galiza (linguaeliberdade.com.br)

Enquanto membro fundador do MIL: Movimento Internacional Lusófono e atual vice-presidente do MIL sempre considerei a chamada “questão da Galiza” uma das preocupações centrais do Movimento.

Mas o que é de facto a “questão da Galiza”? Porque acredito que ela deve ser central às acções, princípios e objetivos do MIL e porque se reveste ela de prioridade sobre outros problemas aparentemente mais cadentes e urgentes que envolvem os países da Lusofonia?

1. A Galiza é hoje uma região de Espanha que goza de relativa autonomia administrativa e política. Mas esta autonomia é pouco mais que formal, superficial e aparente se não for sustentada por uma identidade própria, por uma Pátria ou sentimento de comunhão e pertença a uma Res Publica. Sem Nação não pode haver a prazo, autonomia e a dissolução da Galiza numa “Grande Espanha”, máscara hipócrita do centralismo imperial de Castela-Madrid, torna-se certa. E não pode haver “Nação Galega” sem uma língua própria e diversa do todo espanhol. Para a Galiza e para os galegos a língua reveste-se assim de uma importância vital. E a língua galega é sob todos os aspetos (históricos, filológicos e paleolinguisticos), português. Português da Galiza, mas Português. Só isso bastaria para defender a causa galega e o projeto reintegracionista que pretende religar a “língua galega” com os ramos linguisticos comuns de além-Minho e aquém-Mar.

2. A CPLP é hoje a organização internacional que agrega todos os Estados de língua oficial portuguesa. O MIL elegeu também como seu desígnio o aprofundamento da CPLP, reforçando o seu âmbito e responsabilidades, transformando gradualmente a Comunidade num protótipo da União Lusófona que é o nosso maior objetivo. Mas a CPLP, estatutariamente, pode apenas agregar Estados, não Nações nem regiões, mesmo que de fala lusófona, desde que estejam integradas noutros Estados independentes. Não defendo, obviamente, nenhuma forma atualizada de imperialismo, nem mesmo linguístico, que pela via indireta da agregação de regiões como a Galiza, Goa ou Macau levasse à anexação destas a essa futura “União Lusófona”. Assim sendo, importa desde já reformar a CPLP por forma a permitir que dela façam parte além de Estados, também regiões de outros Estados de língua que não a portuguesa, permitindo aplacar eventuais receios de anexionismo ou separatismo por parte destes. Uma vez revistos os estatutos, a sua transposição para o momento em que a CPLP se transformasse numa União Lusófona seria uma forma de integrar de forma pacífica, mas sob um estatuto especial, essas nações não independentes.

3. Resta abordar o último aspeto desta questão, quiçá o mais importante: a independência da Galiza. Por aquilo que escrevi nos dois pontos anteriores resulta que considero que existem diversas formas de agregar a Galiza à CPLP e a uma futura “União Lusófona” sem obrigar a mesma a declarar previamente a sua independência. Obviamente, a reintegração da Galiza enquanto Estado plenamente livre e independente seria mais fácil do que na forma atual: uma região mais ou menos autónoma de Espanha. Mas essa é a vontade da maioria dos galegos? Os sucessivos sufrágios na Galiza nunca deram a vitória (quanto mais a maioria) aos partidos independentistas reunidos sob a bandeira do Bloco Nacionalista Galego, nem sequer somando a este os outros partidos galeguistas (contando-se aqui o novel Partido da Terra, abertamente reintegracionista). Não é fácil saber quantos galegos num referendo votariam a favor da independência num referendo sobre esta questão, mas sem dúvida que não chegariam sequer a metade de todos os eleitores. A causa da independência galega não é, de facto, popular nos dias de hoje… Décadas de repressão cultural e linguística cobraram o seu preço e o que a repressão não fez, conseguiram as vagas sucessivas de colonos castelhanos que arribaram à Galiza. Atualmente, por exemplo, entre os jovens urbanitas somente uma escassa maioria domina a língua galega, preferindo a língua castelhana. A situação atual é aparentemente irreversível. Mas não fatal. Alterações bruscas das condições atuais podem produzir alterações igualmente radicais nesta situação linguista e identitária. O colapso da Espanha centralista, seja pela via económica (bancarrota), seja pela via política (independência da Catalunha) pode introduzir nesta delicada equação as alterações necessárias a fazer sair a questão nacional galega para o primeiro plano da agenda política local e reforçar súbita e de forma decisiva o movimento independentista. Se tal suceder, Portugal e os demais povos lusófonos, têm a obrigação moral de acorrer aos galegos, oferecendo os seus melhores préstimos diplomáticos e de influência, sempre em consonância com a vontade expressa da maioria da população galega.

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CARTA ABERTA AO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA “IBÉRIA”

Excelentíssimos Senhores:

1. Como devem saber, as empresas de aviação civil que operam em Portugal são obrigadas a cumprir a legislação nacional e a respeitarem a cultura e a língua nacionais. Para poderem realizar as suas operações entre nós, recebem um alvará, emitido pela ANA e é a ASAE que é responsável pelo estrito cumprimento da lei nas suas operações. Daí, por exemplo, uma recente queixa à ASAE relativa à “Easyjet”, dado que a empresa britânica recusava as reclamações de perda de bagagens que não usassem a língua espanhola ou inglesa, conforme foi amplamente noticiado nos meios de comunicação social.

2. Embora opere em Portugal e tenha que cumprir a legislação portuguesa, a Ibéria mantém no nosso país apenas um escritório de vendas. Fazem reservas de segunda-feira a Domingo, mas, ainda que estejam a vender em Portugal e a portugueses, não se dignam a falar em português fora deste período conforme se constata na sua página web:

“Portugal

Reservas

707 200 000 (Português) De 09:00 a 20:00 horas locais de Segunda a Domingo.

(Inglês e Espanhol) 24 horas de Segunda-Feira a Domingo.”

3. Mas isto não é o mais grave: se um cliente português quiser apresentar uma reclamação pelo mau serviço prestado, o escritório da Ibéria em Portugal não o aceita. Nem aceita um correio eletrónico, nem um fax nem uma carta. Obriga os clientes portugueses, que compram e pagam os seus bilhetes em Portugal a uma empresa certificada para operar em Portugal, a enviarem uma carta em inglês ou em castelhano.

4. Nessa medida, o MIL, enquanto entidade que, sem complexos, defende, de forma coerente e consequente, a Lusofonia, irá apresentar uma reclamação junto do Instituto do Consumidor, da ANA e da ASAE:

i) Porque a Ibéria não cumpre a lei do consumidor em vigor e recusa a apresentação de reclamações em língua portuguesa;

ii) Porque a Ibéria mantém um serviço de venda (reservas) em língua não portuguesa, em Portugal (o número verde é de uma operadora nacional);

iii) Porque ainda que sejam portugueses uma parcela muito significativa dos seus clientes, a empresa não mantém a língua portuguesa no seu serviço de comunicações. Algo que, de resto, seria muito fácil, tendo em conta que na própria Espanha há já 3 milhões de falantes do Português da Galiza (língua galega).

Muito cordialmente

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO

www.movimentolusofono.org

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Comunicado MIL sobre as Emissões de Rádio e Televisão Portuguesas na Galiza

Considerando que cabe aos galegos determinar o futuro da Galiza, conforme foi expressamente ressalvado no último debate público que promovemos, e não pretendendo suscitar um diferendo diplomático entre o Estado Português e o Estado Espanhol a este respeito, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO apela a que as emissões de rádio e televisão portuguesas (sobretudo aquelas que privilegiem programas de cariz cultural) sejam recebidas na Galiza, conforme é desejo expresso de múltiplas organizações galegas.

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
http://www.movimentolusofono.org/

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2. Parágrafos agostinianos de pensamento político em “Ir à Índia sem abandonar Portugal”: Galiza

Página 40
“Como essa coisa da Galiza. Como é? Separados ainda pelo rio Minho? Como é isso? Para mim não tem importância nenhuma estar separado ou não estar separado, porque estamos separados de outros lugares por coisas mais importantes do que o rio Minho, pelo Atlântico ou pelo Pacífico. (…) Não vamos agora querer que a Galiza pertença a Portugal ou que Portugal pertença à Galiza; vamos entender que há uma cultura galega como há uma cultura do Minho, como há uma cultura do Algarve, vamos mas é entender as culturas peninsulares.”

Não se trata portanto de uma simplista defesa da reintegração da Galiza num Portugal onde ela afinal nunca pertenceu, nem sequer nos alvores da Fundação da nacionalidade. Agostinho da Silva não defende também a secessão da região portuguesa a norte do rio Douro e a sua adesão à Galiza, antecedendo a sua saída da Espanha e a formação de uma “Portugaliza” nortenha, como advogam alguns “reintegracionistas” do norte de Portugal ou da Galiza. Em vez de um redesenho das simples fronteiras administrativas e políticas de Portugal e de Espanha, Agostinho defende uma separação da Espanha nas suas múltiplas partes, ou “Culturas”, recentrando nas periferias regionais aquilo que o centralismo de Castela quis aglutinar em torno de Madrid.

Se houver um ressurgimento da tradição pré-romana de independência, liberdade e autonomia local, de, enfim uma época em que cada cidade era essencialmente independente, formando coligações e alianças ao sabor das necessidades e conveniências, então encontramos aquele modelo de “federação livre de municípios” que o Professor defende noutra sua obra. Não estamos assim perante uma simples proposta de fragmentação de Espanha, mas perante uma inovadora divisão não somente de Espanha, mas também de Portugal pelas suas regiões, e dentro destas, de uma subdivisão pelos seus municípios. A rede multiforme de entidades semi-independentes quebraria não somente as tendências centralistas de Madrid mas também a atual forma unificada assumida pelo Estado português. Segundo esta visão – extrapolada a partir da de Agostinho – as regiões da Ibéria seriam mais importantes do que as divisões estatais atuais, em Espanha e Portugal. As energias anímicas das regiões peninsulares trariam mais dinamismo e liberdade criadora às novas entidades sub-estatais que nasceriam deste regresso ao Local, recuando a partir desta obsessão doentia pelo Global que os grandes interesses económicos e financeiros nos procuram impor sobre as mais variadas formas, mas recorrendo sempre e sem pudor a um domínio cada vez mais completo de todos os meios de comunicação.

O recuo desde as posições nacionalistas até a posições regionalistas e destas, em sucessão, para o municipalismo aplacaria as tensões que surgiriam naturalmente dos dois lados da fronteira, isto porque não teria mais importância a defesa de fronteiras obsoletas, mas os interesses que ao fim ao cabo são aqueles que interessam sobretudo a todos: os interesses locais. Pelo recentramento na escala administrativa e política mais fundamental, mais próximo dos eleitores e possibilitando um contato direto entre estes e eleitos, este recentramento municipalista da democracia e da autonomia administrativa iria – sem abolir os Estados atuais – possibilitar a pacifica erupção de uma natural re-aproximação de galegos com portugueses, unidos pela língua e cultura, mas separados pelas fronteiras políticas e pelas agruras e erros da História.

Página 41
“A bela colcha de retalhos que é a Península. E vamos insistir nisto: a Galiza tem de ser independente da Península e uma pedra no seu mosaico. Como tem de ser a Catalunha, como tem de ser o Algarve, como têm de ser os Açores ou as Canárias, exatamente isso. E vamos ver se isto não será um bom xarope, um bom tónico, para a Europa tomar e se deixar das besteiras em que anda. Vamos ver como é isso da entrada de Portugal na CEE. Se é um bebé que se vai acolher nas mãos de uma ama ou se é, pelo contrário, alguém, a Península, que vai dizer à Europa como é que ela se tem de humanizar. Como é que, estragada porque andou toda a vida pensando em computador, vai parar essa história e vai voltar atrás para retomar do humano tudo aquilo que perdeu em função da eficiência e do êxito.”

A caminhada encetada pela Europa a partir de Maastricht é clara e aponta para um nítido federalismo onde as necessidades locais são vencidas pelos interesses de “maiorias” nem sempre nítidas e democráticas. Este percurso estritamente utilitarista e economicista está na base desta falta de espírito ou alma europeia que se constata pela Europa fora. As nações que não fazem ainda parte da União Europeia, mas que querem entrar, anseiam não por fazer parte dela, mas pelos seus fundos estruturais. A multiplicidade europeia, que podia ser uma das forças da União Europeia é prova cabal da falta de solidez do edifício europeu: em vez de assumir a necessidade de forjar uma transnacionalidade europeia num continente sempre dilacerado por conflitos nacionalistas, a eurocracia desenraízada de Bruxelas, procurou utilizar os fundos e auxílios estruturais para colmatar essa lacuna anímica e assim “comprar” a adesão a uma coisa europeia que ao fim de cinquenta anos permanece ainda desalmada. Em resultado, encontramo-nos perante um fragilíssimo edifício, mantido num grau mínimo de coesão apenas por um frouxo e financeiro feixe de interesses e não pelo essencial sentimento de comunhão que une os povos no seio das Nações. Enquanto não se puder falar de alma europeia, não haverá “nacionalismo europeu”, e sem este as longas e nunca plenamente resolvidas causas e memorais dos longos conflitos entre os Estados do continente serão sempre mais fortes do que qualquer burocrática e economicista “União Europeia”.

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