Posts Tagged With: F-X2

O Rafale já não é o favorito no programa brasileiro F-X2…

As lutas entre a opção Rafale (favorecida pelo poder político) e a Gripen (preferida pela força aérea brasileira) parecem ter esmorecido com a estagnação de toda a evolução do programa F-X2 que se registou após a chegada de Dilma Rousseff a Brasília.

Com efeito, o programa de mais de 6 mil milhões de dólares está parado desde que Lula da Silva adiou esta decisão até depois da tomada de posse de Dilma. Dilma prolongou o processo de seleção durante mais alguns meses e é provável que o programa F-X2 seja reponderado por forma a ser compatível com a redução de despesa que o governo brasileiro colocou como prioritária por forma a travar as tendências inflacionistas que se registam hoje na economia do Brasil. O ministério da Defesa, por exemplo, terá que cortar 26% do seu orçamento mas não é  ainda claro se este corte vai ter ou não impacto no F-X2.

Em fevereiro, surgiram notícias de que Dilma teria confidenciado ao Secretário do Tesouro dos EUA que preferia o Super Hornet da Boeing sobre o Rafale (que parecia ser o favorito de Lula da Silva) uma inclinação que concorda com a do CEO da influente Embraer que admitiu o mesmo tipo de inclinação, segundo se veio a saber através do Wikileaks. Isto coloca o Rafale em muitos maus lençóis já que a Força Aérea prefere o Gripen NG e Lula da Silva (que preferia o Rafale e uma aliança global de Defesa com França) já não está em Brasília…

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2011/04/04/355044/waiting-continues-for-brazils-f-x2-contract-decision.html

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O que passa com o F-X2 brasileiro?

O que passa com o F-X2 brasileiro? Bem… não se sabe bem, mas o ministro da Defesa Nelson Jobim adiantou que o processo de seleção deve ser retomado lá para os idos de novembro, logo depois das eleições presidenciais. Segundo Jobim, Lula da Silva teria decidido que a conclusão de um processo tão importante para a Defesa do Brasil e para a indústria brasileira teria conclusão apenas no gabinete do seu sucessor no cargo: Dilma Roussef, segundo as últimas sondagens…

A recomendação do Ministério da Defesa (Gripen NG?) já foi entregue ao gabinete do Presidente, assim como é também a recomendação para que a Transferência de Tecnologia seja um elemento decisivo nesta decisão (Rafale?). Depois de ter sido tomada a decisão final, seguir-se-ão longos meses de negociações financeiras e comerciais.

Os primeiros aviões deverão chegar ao Brasil em 2016 tornando a Força Aérea Brasileira numa das mais modernas e bem equipadas da América do Sul, um papel que o gigante lusófono já não ocupava no subcontinente à mais de 40 anos…

Fonte:
http://www.defencetalk.com/brazil-fighte-project-f-x2-will-resume-in-november-29262/

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O Brasil vai decidir em finais de março de 2010 quem será o vencedor do programa F-X2

O Brasil vai decidir finalmente quem será o vencedor do programa F-X2 no final de março, declarou o chefe de Estado Maior da Força Aérea Brasileira, o General Juniti Saito. A decisão – admitiu o General – será mais “política e estratégica”, proveniente do próprio Lula da Silva a partir da avaliação técnica feita pela FAB, sobre as propostas dos três finalistas: Boeing, Dassault e Saab.

Sendo que a decisão está assim na mesa de Lula da Silva e como este já deixou bem clara a sua preferência pelo Rafale, sobretudo devido à transferência de tecnologia que os franceses garantem, já que isso a prazo garante ao Brasil a tecnologia necessária para que um dia possa fabricar os seus próprios aviões de 5ª geração.

Apesar de Lula já ter provavelmente “falado demais”, o certo é que perante a preferência da FAB pelo Gripen NG e por uma renovada ofensiva da Boeing que chegou a sugerir que tal opção aumentaria as hipóteses da Embraer ganhar com o Super Tucano um concurso por aviões de ataque ligeiro na USAF a Dassault parece ter descido o preço dos seus aparelhos pelo menos dois biliões de dólares de 8,2 biliões para 6,2 biliões de dólares e ainda mais 4 biliões de dólares em manutenção. Tal descida deixa ainda o Rafale a 2 biliões de dólares de vantagem, mas permite distanciar-se do Super Hornet, com os 5,7 biliões mais 1,9 biliões de dólares em manutenção.

O esforço francês é compreensível… Ao fim ao cabo a Dassault ainda não ganhou nenhum contrato de exportação e se o seu Rafale ganhasse o F-X2 o exemplo poderia cativar outros interessados, como a Índia que está a avaliar também o aparelho francês.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Brazil_to_make_fighter_jet_decision_by_end_of_March_general_999.html

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F-X2: Estado atual do programa: (Rafale F3, Gripen NG ou Super Hornet)

Existem notícias relativamente seguras segundo as quais a Força Aérea Brasileira (FAB) teria optado pelo Saab Gripen NG para o F-X2. Este é um indício de que o favoritismo do Dassault Rafale está em questão, ameaçado pelo elevado custo unitário de cada aparelho. A Dassault assume essa diferença, alegando que esta dá ao Brasil “uma opção de menor risco” e acrescentado que “o nosso produto pode ser mais caro que o sueco, mas é preciso ver que no longo prazo esse investimento trará menos riscos e, provavelmente, menos custos à FAB”. O caça francês mantêm aparentemente a preferência do ministério da Defesa, um apoio suportado pela tão almejada “independência tecnológica” que só a França parece ser capaz de assegurar. É claro que o Gripen é consideravelmente mais económico que o Rafale, em custo (metade do preço) e em manutenção. Além do mais, também oferece interessantes contrapartidas tecnológicas. Nestes pontos, a opção norte-americana, o Boeing F/A-18 está bem aquém do caça sueco assim como do francês.

Atualmente parece haver uma guerra de bastidores entre o governo (que favorece o Rafale F3) e a FAB (que favorece o Gripen NG) quanto a quem serão comprados os 36 caças. Ninguém parece estar a torcer pelo Super Hornet…

A preferência da FAB consta de um parecer com 390 paginas e divulgado no Folha de São Paulo e que apresentaria as preferências da FAB na seguinte ordem: Gripen NG, Super Hornet e, por fim, a preferência política, o Rafale.

Contra os suecos, corre também o facto do Gripen NG ainda não ser mais do que uma proposta… Ao contrário do Rafale F3 e do Super Hornet. Essa incerteza pode até anular a suposta vantagem financeira do Gripen, já que é difícil estimar com exatidão o custo de compra e manutenção de um avião que ainda não existe. A divulgação pública da preferência da FAB indica – que indignou Lula da Silva – terá servido como uma forma de pressão contra o Governo e, paradoxalmente, pode acabar por se virar contra o Gripen e afastá-lo de vez do concurso F-X2.

Esta luta “fratricida” entre a FAB e o Ministério da Defesa pode significar um novo adiamento da decisão do aparelho vencedor até – talvez – ao sucessor de Lula na presidência! Algo que já foi negado pelo próprio Lula, mas que fica sempre no campo das possibilidades… Neste aspecto, o adiamento seria uma boa notícia para adversários do Gripen, já que permitiriam ao Brasil “renegar” o acordo militar de cooperação com a França, assinado em 2009 e no âmbito da qual Lula chegou até a dizer que o Brasil estava disposto a negociar com a França a compra dos Rafales. Estes indícios têm sido reforçados várias vezes por declarações do ministro da Defesa e do próprio Lula da Silva que, recentemente, terá afirmado que o “preço dos 36 aviões-caças para renovar a frota da FAB (Força Aérea Brasileira) não é um fator determinante para sua escolha e que sua decisão vai levar em conta a soberania do país, inclusive a tecnológica.”

Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u676389.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u676636.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u676857.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u677070.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u679133.shtml

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Estado atual do projeto F-X2: Dassault Rafale; Saab Gripen e Boeing Super Hornet

1. Introdução

A decisão de recomeçar o programa F-X2 por parte do presidente brasileiro Lula da Silva, data de janeiro de 2008. A intenção era e continua a ser a de adquirir 36 aviões de 4,5 geração para substituir os aparelhos mais idosos do inventário da Força Aérea Brasileira, como os AMX, os F-5BR e os 12 Mirage 2000.

O programa F-X2 segue-se ao F-X, de 2001 e cancelado em 2003, por dificuldades orçamentais. O orçamento inicial era de 2,2 biliões de dólares, mas havia a possibilidade latente de uma quadruplicação deste montante, de forma a adquirir até 120 aparelhos.

Este grau de grandeza era imperativo devido à literal evaporação da componente de Defesa Aérea da Força Aérea Brasileira com a retirada dos Mirage III em 2005 e a sua polémica substituição por 12 Mirage 2000 franceses em segunda mão, entregues a partir de 2006. Obviamente, tal combinação de aparelhos – com uma idade média de vinte anos – não contribuiu para a credibilidade da força aérea brasileira… A situação é tanto mais grave quanto se sabe que quase 40% dos aviões em inventário na FAB estão fora de serviço, devido à sua idade e difícil manutenção no inclemente clima tropical brasileiro. Tal situação é insustentável num continente onde o armamento chavista é cada vez mais notório, com um aliado importante na Bolívia, precisamente o principal fornecedor brasileiro de gás natural.

O hiato de qualidade entre o Brasil e os seus vizinhos é particularmente flagrante nos chamados “caças de linha”. Contra a dúzia de Mirage 2000 em segunda mão, os vizinho do país lusófono alinham aviões de 4,5 geração como os SU-30mk2 venezuelanos, os MiG-29 peruanos ou os F-16 de última geração chilenos.

2. Rafale

O concurso F-X2 decorre ainda e até outubro. À partida a vantagem continua a ser francesa. O Rafale precisa desesperadamente de ser exportado, depois dos fiascos que foram a derrota do aparelho em Marrocos, Holanda, Noruega, Arábia Saudita, Singapura, Coreia do Sul, EAU, etc, etc… A vitória no concurso brasileiro seria assim o primeiro sucesso de exportação francês e um sinal claro da competitividade do caça. Para que o Rafale triunfe no F-X2, a transferência de tecnologia é fundamental. Isto mesmo reconheceu o ministro da Defesa brasileiro Nelson Jobim: “Qualquer que seja o contrato final deve estar ligado de perto ao desenvolvimento nacional, de forma a ajudar ao avanço e à criação de uma indústria de Defesa forte”.

Quando Lula convidou Sarkozy para as comemorações do Dia da Independência e terá dito que gostaria de assinar nesse dia vários acordos de Defesa, muitos interpretaram a afirmação como um sinal da vantagem do Rafale no F-X2… Atualmente, a França é o maior fornecedor de armamento ao Brasil e essa vantagem não é de somenos, tornando o Rafale num adversário formidável.

3. O “defunto” Typhoon

No concurso, um dos concorrentes mais forte era o Typhoon da EADS… Este aparelho é hoje, a par do SU-30 russo, o único avião que conseguir opor alguma paridade ao melhor avião de combate do mundo: o F-22A Raptor, mas tem como preço unitário uns notáveis 130 milhões de dólares e isso estava muito aquém das possibilidades brasileiras.

4. O Gripen

O JAS-39 Gripen da Saab sueca tem conseguido uma série de sucessos na exportação em boa parte devido à sua disposição em transferir tecnologia, um dos pontos chaves no F-X2, como já vimos… Os Gripen são aviões muito flexíveis, sendo capazes de descolar de auto-estradas e como estes aviões suecos já operam na África do Sul com os mísseis A-Darter isso facilitaria a integração na FAB. A futura versão do Gripen, a Gripen Demo utilizará o radar Selex Galileo Vixen 500. Os seus motores F404 e F414 são de origem norte-americana e ainda que sejam de bom desempenho implicam que cada Gripen terá sempre que receber um aval de exportação dos EUA… Uma dificuldade que no passado recente impediu a exportação de CN-295 espanhóis à Venezuela e Super Tucanos brasileiros ao mesmo país sul-americano. Provavelmente, a maior fraqueza do Gripen neste concurso é o facto de ter apenas um motor. Isso preocupa os militares brasileiros que o julgam incapaz de patrulhar as extensões águas e territórios do país. Para tentar reduzir estas desvantagens o diretor de marketing da Saab anunciou recentemente que a Gripen International estava preparada para transferir para o Brasil até 50% de toda a produção futura do caça. Ou seja, futuras exportações para países terceiros viriam em metade da Suécia, metade do Brasil. A perspetiva é atraente e estará certamente a ser devidamente pesada em Brasília.

5. O Super Hornet

A proposta da Boeing é o F/A-18E/F Super Hornet, Block II. Como o Rafale é um aparelho passível de ser embarcado no porta-aviões São Paulo. Possível mas ainda que de forma incerta, já que como o Rafale poderá ser operado apenas de forma limitada a partir de um porta-aviões tão pequeno como o SP. A transferencia de tecnologia poderia também ser intensa, pela existência de um forte ramo civil da Boeing que poderia estabelecer interessantes parcerias com a Embraer. A versão Block II já demonstrou ser capaz de voar com um moderno radar AESA APG-79, um factor que não pode ser menosprezado… Contudo, o Super Hornet tem a reputação de uma pobre capacidade aerodinâmica, especialmente frente aos melhores aviões do mundo nesse campo, como o F-22 e o SU-30. É claro que o preço que ronda os 80 milhões de dólares por unidade é uma vantagem invejável, tornando mais barato que qualquer concorrente… Mas adquirir um avião que depende da autorizações do senado para cada compra ou reexportação será uma boa ideia?

Numa movimentação recente, a Boeing reforçou consideravelmente a sua proposta ao somar aos Super Hornet, um nível de detalhe único entre todos os proponentes:
28 F/A-18E Super Hornet,
8 F/A-18F Super Hornet,
76 F414-GE-400 motores: 72 instalados, 4 extra
36 AN/APG-79 AESA Radares
36 M61A2 canhões de 20mm
44 Joint Helmet Mounted Cueing Systems (JHMCS)
144 LAU-127 Lançadores
28 AIM-120C-7 Advanced Medium Range Air-to-Air Mísseis (AMRAAM)
28 AIM-9M Sidewinder short range air-air mísseis.
60 GBU-31/32 Joint Direct Attack Munitions (JDAM)
36 AGM-154 Joint Standoff Weapon (JSOW) precision glide
10 AGM-88B HARM mísseis anti-radar
36 AN/ASQ-228v2 Advanced Targeting Forward-Looking Infrared (ATFLIR) pods de vigilância
36 AN/ALR-67v3 Radar Warning Receivers
36 of BAE’s AN/ALQ-214 Radio Frequency Countermeasures systems
40 of BAE’s AN/ALE-47 Electronic Warfare Countermeasures systems
112 AN/ALE-50 Towed Decoys

Fonte:
http://www.defenseindustrydaily.com/brazil-embarking-upon-f-x2-fighter-program-04179/?utm_campaign=newsletter&utm_source=did&utm_medium=textlink#more-4179

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A decisão do F-X2 foi adiada até 2 de outubro

A força aérea brasileira (FAB) concedeu aos três finalistas do programa F-X2 (Boeing, Dassault e Saab) mais dez dias para apresentarem as suas propostas finais dos 36 caças para a FAB.

A atividade dos representantes da Boeing, Dassault e Saab em Brasília (onde todos têm estado nas últimas semanas) vai então intensificar-se… Até 2 de outubro. Este prolongamento parece resultar das novas propostas – muito competitivas – de norte-americanos e suecos e é surpreendente porque todos esperavam que o F-X2 terminasse em 7 de setembro. Especialmente quando nesse dia Lula e Sarkozy anunciavam publicamente a vitória do Rafale! Mas logo no dia seguinte, Jobim vinha desmentir Lula e garantir que o concurso continuava aberto! Que confusão!… Terá Lula falado cedo demais, ou estarão os brasileiros à procura de obterem mais vantagens da França? Saberemos alguma vez o que realmente se passou?

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/09/22/332588/brazil-extends-final-bid-deadline-for-fx-2-fighter-deal.html

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Saab Gripen NG: o vencedor do F-X2?

Saab Gripen: o vencedor do F-X2? em http://www.aviationnews.eu

Saab Gripen: o vencedor do F-X2? em http://www.aviationnews.eu

Segundo a Bloomber, a construtora aeronáutica sueca Saab teria declarado que estava pronta a colocar no Brasil um centro de construção para o Saab Gripen, um dos finalistas do F-X2. Ou seja, não seria apenas um centro de montagem, subcontratado a uma empresa brasileira, como a Embraer, mas uma unidade de construção própria. Esta decisão da Saab demonstra o elevado grau de empenho que os suecos estão a colocar neste concurso e ainda que a prazo possa representar para as empresas brasileiras que esperavam receber contratos de montagem de aparelhos, representa para o Brasil uma oportunidade notável e coloca – confirmando-se – o Saab Gripen NG como o provável vencedor do F-X2.

A construtora sueca estaria pronta a transferir até 50% de toda a produção futura do Gripen para o Brasil, expandindo e reforçando ainda mais a possibilidade de vencer, já que o aparelho (ao contrário do seu adversário Dassault Rafale) tem demonstrado uma apetência exportadora notável. Este movimento dos suecos, é uma resposta direta à atitude agressiva da Boeing norte-americana que ofereceu à Embraer o trabalho final de montagem dos aviões a partir de kits fabricados nos EUA. A opção sueca, é do ponto de vista industrial, de Emprego e de transferência de know-how muito mais interessante, ainda que essa possa não ser a opinião da Embraer…

Sabe-se que nos começos de agosto deste ano, a Força Aérea Brasileira estará entregando a sua recomendação entre os três finalistas (Super Hornet, Rafale e Gripen) ao ministro da Defesa que deixará a decisão final ao presidente Lula da Silva.

A Saab parece disposta a transferir mais tecnologia para o Brasil do que qualquer outro dos concorrentes, o seu avião é o mais económico dos três e oferece custos de manutenção inferiores (em 1/3 do Super Hornet, alega a Saab). É certo que ainda que tenham exportado já mais de 40 aparelhos, a Saabprecisa de aumentar este número para continuar a desenvolver a plataforma até ao NG, aumentando as possibilidade do tipo de avião ser exportado para o mercado sul-americano, onde o Brasil é muito influente e onde existem vários países que estão a procurar renovar os seus meios. Assim, estabelecendo fábricas no Brasil, a Saab poderia mais facilmente exportar para países como a Argentna, o Equador, o Peru, a Colômbia ou até o México. O modelo de contrução partilhada entre a Suécia e o Brasil não é novo… Sendo uma variante da oferta idêntica dada aos indianos (via Hindustan Aeronautics Ltd) para a construção de Gripens localmente, para reforçar as hipóteses de vitória da Saab no concurso local para até 300 caças.

Obrigado ao nosso amigo Cordeiro pelo alerta e parabéns ao Fred, que vê assim as hipóteses de vitória do seu “querido” Gripen subirem em flecha… Na exata proporção em que as do “meu” Rafale vão pelo cano. É claro que americanos e suecos já jogaram (forte)… Será que os franceses não vão agora subir também eles a parada?

Quem diria que 36 aviões dariam num concurso tão disputado?

Fonte:
http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&sid=aWeivx.yP_Fw

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Rafales F2 no Theodore Roosevelt e… alguns resultados de combates simulados entre SH e Rafales

Entre 18 e 31 de Julho mais de quinze mil militares dos EUA, Reino Unido e França participaram nos exercícios JTFEX 08 ao largo da costa oriental dos EUA. Nestes, a França enviou duas esquadrilhas de Rafales navais, a 12F e a 4F.

O encontro entre os Super Hornet e os Rafale F2 foi muito interessante para os pilotos de ambos os aparelhos: “foi espantoso ver os canards movendo-se em pleno voo”, disse Mike Tremel, da VFA-31 e acrescentando: “o Rafale é um avião altamente manobrável, com uma incrível capacidade para apontar o seu nariz a qualquer direção do céu. Os pilotos franceses pareciam muito satisfeitos com as suas capacidades e com uma concepção do cockpit muito moderna, com MFDs e um side stick. Contudo, eu nunca voei num Rafale, e logo não sei o que estou a perder.”

Os Rafales e os Super Hornet do Theodore Roosevelt encontraram-se varias vezes em BFM (1 para 1 em Basic Figher Maneuvering) e em 2 para 2 em missões ar-ar. “O Rafale é definitivamente um caça mais ágil, mas os pilotos da 12F sublinharam que o Super Hornet não fora concebido para dog fighting. O avião da Boeing era um impressionante cargueiro de bombas. Por outro lado, é um avião pesado que não pode acelerar tão depressa com alto angulo de ataque.”

Nos exercícios, os Super Hornet utilizaram o novo AIM-9X e alguns com o novo capacete JHMCS (Joint Helmet Mounted Cueing System). Ambos podem oferecer uma vantagem decisiva em combates a curta distancia, embora – segundo os pilotos dos Rafales – existam técnicas para a anular…

Esta noticia, assim como outra que deu conta da capacidade dos Rafales F2 para bater os Super Hornet em 6 contra 2 no ultimo Red Flag indica que na competição F-X2 em que Gripen NG, Rafale F3 e Super Hornet participam dos dois últimos, o Rafale é o mais manobrável e definitivamente o superior em dogfight e em combate aéreo a curta distancia. Não consegue carregar a mesma quantidade de armamento, nem é no atual padrão F2 um avião tão amadurecido como o Hornet, que se encontra hoje na sua recta final de desenvolvimento. Mas é certamente, o melhor avião dos dois…

Mais uma noticia que os decisores do vencedor do F-X2 devem ter na devida conta lá para começos de 2009 quando escolherem o vencedor da competição…

Fonte:

Air Forces Monthly, Novembro de 2008

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Da avaliação suíça do Saab Gripen e das hipóteses renovadas do aparelho no Programa F-X2 brasileiro

A Saab ofereceu o seu caça de 4,5 geração Saab Gripen a um “Request for Proposal” suíço emitido em 7 de Janeiro de 2008. Isto significa que o ministério da Defesa suíço vai avaliar o caça sueco no âmbito de um processo de aquisição de novos aparelhos de caça que decorre e que já começou a avaliar o Gripen em finais de Julho num processo que se deverá prolongar até meados do corrente mês de Agosto.

Dois aparelhos bilugares Gripen D estão estacionados na Suíça. O primeiro voa todos os dias sendo pilotado por pilotos suíços, suecos e da Saab, sendo a maioria conduzidos com um piloto suíço no lugar frontal e um sueco no traseiro. O segundo aparelho está quase sempre em terra e é utilizado para avaliar a dificuldade em manter o aparelho, o seu re-equipamento e abastecimento.

O objetivo suíço é substituir a sua frota envelhecida de aparelhos 54 F-5 E/F Tiger e o Gripen é um dos três candidatos a ser avaliados no âmbito do projeto “Neues Kampfflugzeug” (NFK) “Novo Avião de Guerra” sendo os restantes o Eurofighter Typhoon e o Dassault Rafale tendo a Boeing saído do projeto em Maio deste ano com o seu F/A-18E/F Super Hornet, o mesmo modelo que tentam agora in extremis introduzir no FX-2 brasileiro…

Esta avaliação é a mais extensa jamais realizada por um cliente sobre o Gripen e não admira que tenha sido exigida precisamente pela Suíça conhecida mundialmente pelos seus elevados padrões de exigência e pela precisão dos seus… relógios…

O Gripen é também considerado por muitos como o favorito no atual concurso brasileiro por um caça para substituir também caças F-5 como os suíços, além de outros aparelhos. E neste concurso (o FX-2) a vantagem do Gripen resulta do facto de ter apenas um motor, o que simplifica as suas necessidades de manutenção, a disponibilidade sueca para disponibilizar o know-how necessário para construir o caça é também um factor importante. Assim como o facto da Suécia estar a desenvolver uma nova geração de caças Gripen, o Gripen NG, cujo primeiro demonstrador tecnológico, o “Gripen Demo” foi apresentado ao público em 23 de Abril de 2008.

O “Gripen Demo” foi apresentado ao público a 23 de Abril de 2008 e voou pela primeira vez a 27 de Maio. Sendo um “demonstrador”, o aparelho não será nunca construído, mas incorpora diversas soluções tecnológicas que serão parte do “Gripen NG”, tais como o novo motor General Electric GE F414G que está a ser alvo de testes intensos até pelo menos 2010. O F414G é basicamente o mesmo motor F414-GE-400 que equipa os F/A-18 Super Hornet que agora a Boeing tenta vender ao Brasil, mas com várias pequenas melhorias para optimizar o funcionamento em aviões com um único motor.

O novo motor, um novo radar ativo AESA, mais capacidade de carga útil, um aumento da capacidade interna para combustível em 40% e um decorrente aumento em 50% do alcance do caça, são os três pontos principais a destacar no “Gripen Demo” e no decorrente “Gripen NG” que vêm responder precisamente aos quatro mais comuns pontos fracos do caça da Saab. Todas estas alterações tornarão o Gripen um caça capaz de competir com a maioria dos caças adversários até pelo menos 2040.

O “Gripen Demo” e o seu sucessor, o “Gripen NG” usarão também novos sistemas de comunicações e guerra electrónica, assim como um novo sistema de aproximação de mísseis.

A Saab apresentou já o novo modelo “Gripen NG” à Noruega, Índia e Dinamarca, países que nem sequer se encontram entre os clientes do Gripen C e D (Suécia, África do Sul, Hungria, República Checa e Tailândia) e aos quais agora se deve somar o Brasil, já que o Gripen NG surge assim como um dos membros da selecta lista de finalistas a este programa de atualização da FAB.

O Gripen NG foi concebido, mesmo a partir dos primeiros modelos Gripen, como sendo um aparelho robusto e de operação barata. Esses eram dois critérios essenciais para o governo sueco e são também pontos importantes a considerar agora na avaliação do governo brasileiro. Os sistemas de monitorização são internos, o que dispensa complexos e móveis sistemas externos de manutenção, assim como a sua fácil manutenção mesmo fora da sua habitual base de operação e estes critérios mantêm-se no NG. O Gripen em termos de dimensão e peso é um dos mais pequenos aparelhos do seu tipo. Isto contudo não quer dizer que se trate necessariamente de um aparelho inferior. A carga útil é semelhante, assim como as capacidades embarcadas. A única diferença realmente significativa é o raio de alcance, o qual de facto é menor que qualquer um dos seus competidores diretos.

O problema da reduzida capacidade de combustível e do decorrente escasso raio de ação resulta diretamente das necessidades antecipadas pelo governo sueco: defesa aérea de proximidade. Um raio de ação maior é necessário em países de grande extensão, como o Brasil ou em nações cujo conceito estratégico implica a prossecução de ações de ataque a países estrangeiros, como os EUA, França ou o Reino Unido. Para um país que pertence à NATO, onde intervenções em cenários distantes são comuns, um avião com curto raio de ação pode ser uma má decisão, assim como para um país de escala continental e com ambições de surgir mais vezes e melhor na cena internacional (como o caso do Haiti), e esta limitação afastaria o Gripen da decisão brasileira no F-X2. Mas se esse problema foi ultrapassado no NG…

Fontes:

http://www.spacewar.com/reports/Switzerland_Puts_Gripen_To_The_Test_999.html

http://www.gripen.com/en/MediaRelations/News/2008/080702_Saab_offers_Gripen_to_Switzerland.htm

http://www.reuters.com/article/pressRelease/idUS115604+02-Jul-2008+BW20080702

http://en.wikipedia.org/wiki/Swiss_Air_Force

http://www.nowpublic.com/world/bid-air-fighters-brazil-gripen-ahead

http://www.segurancaedefesa.com/EntrevistaBengt.html

http://www.milavia.net/news/2007/saab-selected-ge-f414g-engine-for-new-gripen-variant.html

http://www.gripen.com/en/MediaRelations/News/2007/070702_GEengine.htm

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