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A USAF recebeu mais quatro aviões Lockheed Martin F-35 Lightning II

Lockheed Martin F-35 Lightning II (http://www.flightglobal.com)

Lockheed Martin F-35 Lightning II (http://www.flightglobal.com)

A USAF recebeu mais quatro aviões Lockheed Martin F-35 Lightning II. No total, a USAF já tem 30 aviões deste modelo, sendo que 16 estão completamente operacionais e 14 em diversos estádios de testes.

O programa F-35 está atualmente focado no desenvolvimento de sistemas e testes, mas brevemente irá entrar em modo de produção.

Em uso nas USAF e na US Navy estão já várias variantes do aparelho, como o mais convencional F-35A, e um F-35B “short takeoff and vertical landing” (STOVL)

Muito criticado pelos sucessivos atrasos e aumentos de custos, o F-35 é um aparelho de quinta geração, com caraterísticas furtivas, altos desempenhos e deverá substituir um extenso leque de aparelhos atualmente em uso nos EUA: o A-10, o F-16, o F/A-18 e o AV8-B Harrier estando igualmente prevista a sua adoção por nove países, tendo Israel confirmado recentemente o seu interesse em equipar a sua força aérea com estes aviões norte-americanos.

Fonte:

http://www.defencetalk.com/lockheed-martin-delivers-four-f-35s-to-usaf-and-marine-corps-43653/

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E se o F-35 fosse cancelado?…

Os custos, atrasos e confusões decorrentes da turbulenta continuação do Programa F-35 nos EUA estão a levar alguns norte-americanos a colocar em causa a sua continuação.

Atualmente, o F-35 é o mais dispendioso programa de armamento em curso nos EUA, ambicionando substituir de uma só assentada três aparelhos diferentes e servindo também uma serie de parceiros internacionais.

Mas existem fortes constrangimentos orçamentais nos EUA e o orçamento de defesa é um dos maiores alvos desses cortes. Não é possível assim que o maior programa do Pentágono escape imune a esses gigantescos cortes que se esperam para os próximos dez anos. De facto, é a própria sobrevivência do F-35 que está hoje ameaçada.

Muitos acreditam que as necessidades de curto e médio prazo podem ser satisfeitas com novos programas de atualização dos F-16 e F-18 hoje em uso operacional nos EUA. Mas um cancelamento do programa seria fatal para as marinhas britânica e italiana que dependem do aparelho par armar os seus futuros porta-aviões. O fabricante, a Lockheed Martin ficaria em graves dificuldades financeiras, num contexto de recessão global, o que poderia ditar a sua falência. De permeio, o despedimento de dezenas de milhar de operários especializados nos EUA agravaria ainda mais a crise económica norte-americana…

O termo do programa F-35 deixaria contudo um problema de longo prazo… o que serviria de espinha dorsal para os vários ramos da força aérea dos EUA quando o envelhecimento das células dos F-16 e dos F-18 fosse de tal modo grande que estes tivessem que ser retirados ao inventário? Recuperar então todo o trabalho de desenvolvimento do F-35 seria ainda mais caro e ineficiente e lançar pela raiz um novo programa, daqui a 10 ou 20 anos, seria ainda mais dispendioso… de permeio, os EUA estariam constrangidos a operar durante 10 ou 20 anos aparelhos obsoletos quando comparados com os aviões Stealth que agora se ultimam na Rússia, China e Japão…

Fonte:
http://www.dodbuzz.com/2011/11/30/thinking-the-unthinkable-about-the-f-35/#ixzz1fHMXi9Yx

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Um motor alternativo para o F-35?

Comparada com a dívida pública dos EUA a dívida de todos os países do sul da Europa é uma autêntica brincadeira… Por isso, o mais dispendioso programa de armamento atualmente em curso nos EUA tem estado sobre um intenso criticismo: o F-35 Joint Strike Fighter.

Teoricamente, o programa seria de facto merecedor de um investimento e de uma despesa extraordinários, já que ambiciona a – nada menos nada mais – a substituir todos os aparelhos da época da Guerra Fria ainda hoje atualmente em uso nos EUA. O aparelho prometia também ser a fonte de divisas que os F-15, F-16 e F-18 representaram (e representam ainda) para os EUA. Estima-se que mais de 100 mil milhões de dólares poderiam ser somados às exportações dos EUA nos próximos anos, com as exportações do F-35.

Mas estas exportações e a própria entrada em produção do aparelho podem estar ameaçadas. Um grupo de Representantes do Congresso está a tentar que a General Electric construa um motor alternativo para o aparelho que possa competir com a atual opção do aparelho, desenvolvida pela Pratt & Whitney. O problema é que a GE perdeu no passado o concurso pelo motor do F-35, mas agora está a pressionar os Representantes dos Estados onde tem fábricas para que seja desenvolvido um segundo motor que possa competir de novo com o Pratt & Whitney. Desenvolver um novo motor, adaptá-lo ao F-35 e fabricar uma segunda variante do aparelho iria fazer disparar os custos de um avião que já não tem um registo de custos muito positivo.

Fonte:
http://www.defpro.com/news/details/22050/

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F-35: Continuam os problemas…

Já é certo que o F-35 é uma das armas mais caras de sempre. O avião que foi concebido para substituir a maior parte da frota da USAF  arrisca-se a tornar um autêntico pesadelo em custos, quer pelo disparo dos custos unitários de cada aparelho, quer pelos elevados custos de manutenção que hoje já se podem antever.

Depois de uma sucessão – aparentemente interminável – de aumentos de custos que levaram a estimativa total do programa F-35 até a uns extraordinários 382 biliões de dólares, por 2443 aparelhos. Tal montante, confrontado com um défice orçamental babilónico e uma economia fragilizada, colocam em risco todo o programa e, sobretudo, o número total de aparelhos e, logo, a manutenção dos mesmos níveis de resposta para o aparelho militar dos EUA.
A aparição do novo caça Stealth chinês e os progressos registados com o T-50, o equivalente russo do Raptor, colocam os EUA sob ainda mais pressão. Para responder a estes desafios e para o desafio ainda mais importante que será colocado quando estes aviões de 5a geração começarem a ser vendidos para outros países que têm conflitos com os EUA (como o Irão…) então estes F-35 parecerão demasiados poucos e caros (cada um custará mais de 92 milhões de dólares) impossibilitando que mais sejam construídos para responder a estes desafios chineses e russos.

Robert Gates, o Secretário de Defesa dos EUA, já avisou a Lockheed Martin que “a cultura de dinheiro infinito tem que ser substituída por uma cultura de contenção”. Gates chegou mesmo ao ponto de ameaçar cancelar completamente a versão de descolagem vertical, colocando em risco os 449 aparelhos desta versão que deveriam ser entregues até 2016. Outra alteração ao programa poderá ser o desenvolvimento de um novo motor, se a Pratt & Whitney não conseguir resolver os problemas atualmente existentes.

No global, contudo, e tendo em conta a extraordinária quantidade de dinheiro já investido e o facto de existirem parceiros e clientes internacionais confirmados é hoje impossível cancelar totalmente o programa, razão pela qual o avião deverá mesmo assumir o papel central na USAF nas próximas décadas. Apesar de todos os custos e do aparente descontrolo dos mesmos… e de começarem a surgir aparelhos que – pelo menos no papel – lhe são superiores, como o russo Sukhoi T-50 e o J-20 chinês.

Fonte:
http://www.spacemart.com/reports/F-35_looking_more_like_white_elephant_999.html

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A Holanda hesita na opção F-35…

O ministro da Defesa holandês exprimiu recentemente a sua desilusão pelo aumento de preço dos aparelhos F-35 que o seu país se comprometeu a adquirir. Falando com o embaixador dos EUA, o responsável holandês terá mesmo admitido que tinha “grandes dificuldades com esse aumento”.

Com efeito, a aquisição holandesa deverá custar mais 1.4 mil milhões de euros que o inicialmente estimado. Isto é: mais 20% num total de 6.2 mim milhões por 85 F-35s.

Este aumento de 20% pode levar ao abandono holandês do programa e levou a Holanda a procurar formar um “grupo de pressão” europeu contra este aumento e que deverá contar com os outros operadores (esperados) do avião: Reino Unido e Noruega.

A decisão final holandesa sobre a compra ou não deste avião para substituir os F-16s será tomada em 2011 e os grandes cortes de despesa na Defesa serão aqui um elemento decisivo, o que não coloca a opção pelo F-35 em bons lençóis, podendo levar ou a redução dramática do total de aparelhos ou até a uma opção por um aparelho mais económico, como o Saab Gripen NG ou o Super Hornet da Boeing.

Fonte:

http://www.defpro.com/news/details/20451/

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Israel vai mesmo começar a receber F-35I

F-35 Joint Strike Fighter (http://www.abc.net.au)

F-35 Joint Strike Fighter (http://www.abc.net.au)

Após alguns avanços e recuos, Israel lá acabou por avançar com a aquisição de aparelhos F-35 Joint Strike Fighter, Particularmente difícil foi convencer o Congresso dos EUA a aprovar a instalação de munições e equipamentos de guerra eletrónica de origem israelita.

A versão israelita do F-35 será designada por F-35I. Apesar destas especificidades, os primeiros aviões que a ser entregues a Israel serão idênticos aos recebidos pelos outros clientes do avião, com excepção das interfaces do cockpit que estarão prontas a receber equipamento israelita.

Israel vai também instalar um tanque de combustível adicional para aumentar o raio de alcance do avião, isto à custa da furtividade, mas compensando tal perda com o abandono do tanque exterior à medida que o aparelho se aproxima da zona de ataque, liberta o tanque e recupera a furtividade perdia. De facto, este requisito ajusta-se perfeitamente a missões de longa distancia contra o Irão, o grande inimigo atual de Israel na região… É claro que quando o F-35I entrar em operação já o Irão terá as suas bombas nucleares, pelo que Israel não está a comprar estes aviões para atacar o Irão, já que tudo indica que irá conduzir esse ataque não nos próximos anos, mas nos próximos meses.

Os primeiros F-35I começarão a ser entregues a partir de 2015 com um custo total de 2.75 biliões de dólares a troco de 20 aviões.

Fonte:

http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_generic.jsp?channel=awst&id=news/awst/2010/08/23/AW_08_23_2010_p32-249396.xml

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Guerra de palavras entre Eurofighter Typhoon e Lockheed Martin F-35

Aproveitando a má imprensa do avião Lockheed Martin F-35, a Eurofighter europeia lançou uma campanha que afirma a superioridade do Typhoon sobre o F-35 em combate aéreo apontando para várias simulações que expõe a superioridade do seu aparelho se este for confrontado com um número superior de F-35s.

A campanha do Typhoon é contudo, mais reativa do que agressiva, já que surge apenas depois dos norte-americanos terem alegado que o F-35 usufruía de uma “vantagem de 6 para 1 no combate aéreo contra qualquer caça moderno”. O outro alvo dos europeus é demolir a alegação de que o F-35 seria um “caça de 5a geração” enquanto que o Typhoon seria ainda um aparelho de 4a.

A campanha da Eurofighter não aparece num momento fora de contexto já que vários países estão a reavaliar a modernização das suas forças aéreas devido às crises orçamentais que assolam a maior parte da Europa. Por exemplo, a Itália cancelou 25 Typhoons de Tranche 3B e agora a Eurofigher terá que procurar novos clientes para estes aparelhos ou simplesmente cancelar a sua fabricação.

O principal argumento da Eurofighter é de que o F-35 é uma plataforma adequada para ar-terra, mas que em ar-ar o Typhoon lhe é claramente superior.

O argumento da Lockheed é de que o “dogfight” é obsoleto e que “a manobrabilidade é irrelevante” porque hoje em dia existem mísseis capazes de atingir um adversário após voltas de 180 graus. A resposta da Eurofighter é de que o F-35 não é realmente stealth e que, logo, pode ser detetado e abatido antes de disparar os seus mísseis. Em simulações internas, a Eurofighter conseguiu que 4 Typhoons – guiados por um AWAC – derrotassem 85% das vezes um grupo de 8 F-35s.

À medida que as dificuldades orçamentais no Reino Unido, na Espanha e em Itália começam a levar à reavaliação da compra de novos Typhoon e que a Lockeed Martin aproveita esta reavaliação para propor a preços mais competitivos a sua alternativa estas guerrilhas serão cada vez mais comuns.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2010/07/27/345265/eurofighter-boasts-typhoon-reign-over-f-35.html

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O Canadá vai comprar 65 Lockheed Martin F-35 Lightning II

Após algumas hesitações, o Canadá acabou por optar adquirir 65 aviões Lockheed Martin F-35 Lightning II para substituir a sua frota de aparelhos CF-18. No total, este país da América do Norte deverá gastar mais de 6.6 biliões de euros neste investimento no projeto “Joint Strike Fighter” (JSF) onde o país tinha já aplicado 168 milhões de dólares.

A opção canadiana pelo F-35 é assim natural e expectável: não só o Canadá é membro do consórcio internacional JSF desde o primeiro momento, como existem já 87 empresas canadianas com contratos assinados para construírem partes do avião.

Como está a suceder um pouco por todo o Ocidente a substituição do CF-18 vai implicar uma redução da capacidade operacional com a substituição dos 80 aviões deste tipo por apenas 65 F-35s.

Os primeiros aviões deverão ser começar a ser entregues a partir de 2016 e apesar do seu número ser claramente inferior aos dos aparelhos que virão substituir (como de resto está a suceder por todo o mundo) o facto dos F-35 virem a serem parcialmente construídos no Canadá dará a este país Emprego qualificado durante pelo menos 5 anos e devolverá à Força Aérea deste país da América do Norte o nível de operacionalidade que possuía na década de oitenta.

Fonte:
http://www.defpro.com/daily/details/617/

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O F-35: breve resenha

O F-35 pode não ser em termos meramente unitários o caça mais caro de sempre. Mas globalmente, é efetivamente o programa mais caro da História… Com efeito, com 1763 aviões pedidos pela USAF, 680 pela US Navy, 150 pelo Reino Unido e centenas de outros aparelhos pedidos pelos outros parceiros no programa: Austrália, Canadá, Dinamarca, Israel, Itália, Holanda, Singapura e Turquia, estaremos perante um total de perto de 3000 aparelhos.

Existem várias versões do F-35:
O CTOL (Conventional Take-Off and Landing) F-35A; o STOVL (Short take-off and Landing) F-35B e o F-35C que será usado em porta-aviões. A versão F-35B ainda não foi capaz de provar que poderia funcionar e a versão F-35C também ainda não foi testada e só deverá voar pela primeira vez em finais de 2009.

Uma das decisões mais polémicas foi a escolha por um avião com um só motor, um Pratt & Whitney F135, que equipará todas as versões do aparelho. O motor também não é dos pontos mais apreciados no aparelho, já que muitos preferiram um motor mais moderno, como o F136. Há também informações de que será medíocre em manobrabilidade… A sua velocidade máxima é de apenas 1,6 Mach (por comparação a do F-15 é de 2,5 Mach). Mas o ponto mais criticado é a reduzida carga militar que transporta, já que para manter as suas características stealth, apenas pode transportar essa carga internamente, sem os abundantes suportes externos da maioria dos aviões militares atualmente em uso, numa escala de 1 para 4, se o compararmos com o F-15!

Fonte:
Air Forces Monthly, outubro de 2009

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Breve nota sobre as origens do F-35…

As origens do JSF recuam ate ao começo da década de noventa quando foi decidida a fusão de vários projetos para novos aviões que então existiam:

1. O JAST, US Air Force e US Navy Joint Advanced Strike Technology e o
2. ASTOVL, o Advanced Short Take-Off and Vertical Landing, um programa anglo-americano.

Esta junção ocorreu em 1994 englobando ambos os programas sob a sigla JAST.

O avião devia ser um aparelho de baixo custo capaz de tomar o lugar de todo um leque de aparelhos em operação na USAF e na US Navy, como o A-10, o F-16, o F-18, o A-6 e ate os AV-8 Harriers… Daqui se vê a ambição a escala da importância que o programa JSF tinha para a Defesa dos EUA.

Em 1996, a Boeing e a Lockheed Martin foram selecionadas para entrar na fase final de selecto designada como “Weapon System Concept Demonstration”. Neste âmbito, a Boeing recebeu um contrato para construir dois protótipos, designados X-32, e a Lockheed Martin outros dois, sob o nome de X-35. Em 26 de outubro de 2001, a Lockheed Martin foi anunciada a vencedora e recebeu um contrato para a fabricação daquilo que é hoje conhecido como F-35 Lightning II, obviamente, o F-35, seria baseado no protótipo X-35 da Lockheed Martin.

Após a seleção da construtora norte-americana, oito países haveriam de se juntar ao programa, tornando-o num programa verdadeiramente multinacional, a uma escala nunca antes ensaiada no mundo. Atualmente, a parceria engloba Austrália, Canada, Dinamarca, Itália, Holanda, Noruega, Turquia e Reino Unido. Recentemente, alguns destes países exprimiram reservas pela sua continuação no programa, desiludidos com os atrasos do programa e com os problemas encontrados nos primeiros modelos de pré-produção… Aparentemente, a intenção de conceber um caça de massas, verdadeiro substituto do F-16 e de tantos outros tipos esta a revelar-se mais problemática que o previsto… O problema é que já é tarde para parar. Agora há que corrigir os erros de percurso, manter o projeto vivo e manter sempre em perspetiva que ainda que não seja tão excelente como o F-22, o F-35 ainda poderá acabar por revelar-se o pilar mais fundamental da Defesa aérea do Ocidente nas próximas duas décadas.

Fonte:
Air Forces Monthly, novembro de 2008

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F-35 Lightning II: Dificuldades de um “nem-por-isso-grande-avião”…

Embora por vezes pareça que o F-35 Lightning II seja já um avião plenamente desenvolvido e em produção, tendo sido inclusivamente “vendido” como tal, na verdade ainda não é mais que um programa em desenvolvimento… O projeto está mesmo ameaçado e poderá até não haver nunca nenhum F-35 de série se nos próximos meses os países que fazem parte do consórcio não acordarem na partilha de custos e responsabilidades. Se isso não acontecer, o programa de testes em curso (que deverá terminar apenas em 2013) poderá redundar… num dos maiores fiascos da história da aeronáutica.

Todo o projeto está aliás em risco. Nos EUA, o gigantesco e crescente déficit orçamental vai forçar o candidato ganhar a rever todos os programas de andamento em curso, e o F-35, que ainda não chegou à fase de produção pode ser suspenso, e substituido pelo Super Hornet ou pela última variante do F.-16, complementados por um número mais dilatado dos ainda escassos F-22. Mesmo agora, ainda sob a atual Administração, já se estima que os EUA precisão apenas de metade dos aparelhos inicialmente previstos… Um dos seus mais fiéis aliados neste projeto, o Reino Unido também está a mostrar sinais de hesitação no seu empenho no F-35, desiludido com os problemas técnicos surgidos em envolvido com a necessidade de reduzir as verbas de Defesa nos próximos anos devido às consequências da Crise Financeira. Em consequência, reduziu para metade o número de F-35 originalmente planeados. Na Holanda, questiona-se seriamente o F-35 por causa dos seus custos operacionais e reclama-se o lançamento de um concurso internacional para adquirir um avião capaz de cumprir as suas missões… Na Noruega, passa-se o mesmo… dúvidas quantos aos custos e quanto às capacidades do F-35… Na Dinamarca, o mesmo cenário… E como ambos os países são vizinhos da Suécia e esta os tenta com a nova geração JAS-39NG Gripen… esmorece o entusiasmo na participação do programa F-35. De todos os parceiros, somente a Austrália parece não estar a reavaliar a sua presença no programa.

Isto contudo, não quer dizer que as dúvidas australianas quanto ao F-35 não estejam também elas a subir… Uma simulação por computador feita no ministério da defesa australiano e cujas conclusões apareceram no “Sydney Morning Herald” testou um encontro entre aviões SU-30 e uma oposição mista de F-35, Super Hornets e F-22, tendo saído os aviões russos vencedores em todas as simulações! Esta conclusão é especialmente grave, tendo em conta que o avião russo é utilizado por muitos países asiáticos, fazendo parte do inventário de vários vizinhos australianos como a China, a Indonésia, a Malásia e até o Vietname. Esta situação torna sumamente importante o programa F-35, já que o F-22 continua longe das mãos australianas. E a qualidade do F-35 torna-se também mais importante do que nunca.

Os críticos do aparelho alegam que o avião tem “peso a mais e potencia a menos”. Aludem ao facto dos seus 20,010 Kg serem impulsionados por apenas 25 mil libras de potencia, uma proporção inferior à de muitos aviões atualmente em operação. Por exemplo,

o F-22, tem um peso carregado de 29,300 kg para um impulso de mais de 35 mil libras.Outros referem ainda que o aparelho tem um “wing-load” menos favorável que outros aparelhos do passado, oferecedo apenas uma reduzida capacidade de carga de bombas… e um raio de ação medíocre… O avião também parece não ter capacidades para se furtar aos mais modernos de mira IRST (Infra-red scan and track) disponíveis em mísseis ar-ar russos com alcances de até 70 km. Quanto a manobrabilidade… Esta é claramente inferior a qualquer avião de jato vetorial, como o SU-30 ou o MiG-29OVT e, de facto, até inferior a aviões de jato convencional mas equipados com “canards” como o Gripen ou o Rafale… E esta manobrabilidade pode ser critica num “digfight” ou até a iludir um míssil nos seus últimos segundos de voo, e é um factor que nunca deve ser subvalorizado num avião de combate…
Dito isto, o F-35 não é uma completa inutilidade… A sua disseminação entre países da NATO oferece algumas vantagens logísticias significativas para os seus operadores. O avião tem – apesar dos seus defeitos – uma razoável capacidade de sobrevivência contra ameaças médias. A sua capacidade de carga de armamento não é extraordinária, mas será suficiente para a maioria das missões internacionais que os países que o vão operar cumprem pelo mundo fora. Infelizmente, e a somar à acima citada lista de defeitos, o custo do F-35 não tem também parado de subir… Desde as primeiras estimativas – feitas em 2001 – o preço unitário já subiu mais de 50%, estando agora cada aparelhos na casa dos 137 milhões de dólares por unidade… muito para um avião que se pretendia vir a suceder ao F-16, um caça de “massas” e suficientemente barato par servir de espinha dorsal para um número extraordinário de forças aéreas no mundo. Com este preço, dificilmente assistiremos à substituição sistemática de F-16, por F-35…

Fontes:

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Arranca (finalmente) a produção do F-35 Lightning II…

A empresa britânica BAE Systems começou a construção do primeiro F-35 Lightning II encetando a construção de um componente da fuselagem do aparelho. Este F-35 será o primeiro aparelho a entrar em serviço na USAF, em 2010 e é o primeiro resultado concreto de um contrato de produção assinado em Dezembro de 2007. A BAE e os seus subcontratados vão fabricar várias peças e componentes para o F-35, que depois será montado no Texas.

Tom Fillingham, o director da BAE encarregue da produção deste aparelho declarou que “progredimos bem com a fase de desenvolvimento do programa F-35 Lightning II, concorrentemente com o desenvolvimento da fabricação do avião, e estamos agora a fabricar o primeiro aparelho de produção. Este é um sinal claro do amadurecimento deste produto, mesmo numa fase tão inicial da sua vida.”

E também de que os inúmeros atrasos e hesitações no prosseguimento deste programa estão a forçar a queimar etapas… diremos nós. Veremos se este “desenvolvimento” e “produção” simultanea não trás maus resultados.


Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/BAE_Starts_Manufacture_Of_First_F_35_Lightning_II_Aircraft_999.html

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