Posts Tagged With: ExoMars

Depois da saída da NASA o ExoMars luta pela sobrevivência

Os países que compõem a Agência Espacial Europeia (ESA) estão a procurar recursos para compensar a saída da NASA do programa marciano. O plano continua a ser enviar um satélite e um rover para  Marte e decorrem reuniões nesse sentido.

O projeto ExoMars foi aprovado pela ESA em 2005 mas está agora em risco com o corte radical no orçamento da NASA recentemente decido pela Administração Obama. Existe a expetativa de que a Rússia possa compensar esta saída súbita e os dois lançadores necessários já serão fornecidos por este país, mas os 1.3 mil milhões de dólares necessários ainda não foram encontrados e não parece haver disponibilidade russa para compensar a saída da NASA deste projeto…

O lançamento do primeiro foguetão será já em 2016, pelo que o tempo escasseia para encontrar uma solução que salve o ExoMars: ou os parceiros da ESA aumentam decisivamente a sua contribuição, ou a Rússia assume as largas centenas de milhões de dólares que os EUA deixaram por pagar no ExoMars… Ou ocorre uma combinação de ambas as soluções. De uma forma ou de outra, o projeto atravessa atualmente uma fase de grande incerteza.

Fonte:
http://www.marsdaily.com/reports/Europe_hopes_to_save_Mars_mission_999.html

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A missão europeia a Marte “ExoMars” está à beira de ser cancelada

O Rover da ExoMars (www.universetoday.com)

O Rover da ExoMars (www.universetoday.com)

A missão europeia a Marte “ExoMars” está à beira de ser cancelada. A missão pode ser vitima dos cortes orçamentais de que a NASA está a ser alvo. Em particular, a NASA não parece ser capaz de financiar o foguetão Atlas V que iria lançar a ExoMars.

A ESA tem agora uma de duas opções: ou cancela a missão ou lança-a num foguetão Proton russo. Segundo algumas fontes, é hoje mais provável que a opção dominante seja mesmo o cancelamento…

A missão colocaria no solo marciano um Rover semelhante aos norte-americanos Spirit e Opportunity e um Orbitador, o “ExoMars Trace Gas Orbiter”. O plano era lançar a missão em 2016, mas agora tudo está posto em causa…

O plano inicial era colocar a missão no Espaço em dois lançamentos de foguetões Atlas V, mas agora a agência diz que só pode financiar um… A ESA conseguiu reunir para a missão 850 milhões de euros, mas estes são necessários para o orbitador. De facto, a ExoMars é mais uma das vítimas da crise mundial. A missão já perdeu a “estação marciana fixa” que fazia parte dos planos iniciais, assim como a data de 2011 num foguetão russo Soyuz Fregat. Veremos agora (ainda em antes do fim de novembro) se a totalidade da missão não acaba por ser imolada nesse lúgubre altar da recessão económica global.

Fonte:
http://www.universetoday.com/89367/esas-exomars-mission-in-jeopardy/

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A NASA vai colaborar com a ESA no seu regresso a Marte e sobre o “Mars Science Laboratory”


(O “Mars Science Laboratory” em blogs.chron.com)

Como é público, a NASA está a encontrar sérias dificuldades na preparação da sua próxima missão robótica a Marte, intitulada “Mars Science Laboratory” ao Planeta Vermelho foi adiada logo em 2008, para 2011, quando o plano inicial era o de a lançar em outubro de 2009. Estes atrasos sucessivos devem-se á extrema complexidade da missão, inédita até agora, mesmo comparando com os seus antecessores Mars Exploration Rovers, Spirit e Opportunity.

O atraso até 2011 deve-se à necessidade imprevista de desenvolver novo hardware, mas também ao facto de as missões a Marte terem que ser lançadas tendo em conta o alinhamento entre a Terra e o Planeta Vermelho, o qual será novamente ideal – passada a data de outubro de 2009 – em finais de 2011.

Este atraso está a levar a NASA a equacionar a hipótese de enviar algum equipamento científico na missão europeia ExoMars, parte do programa Aurora da ESA. O ExoMars foi concebido inicialmente como um pequeno rover (com um custo inferior a 700 milhões de euros), mas sucessivas atualizações ao projeto haveriam de torná-lo num rover de maiores dimensões e mais extensas capacidades, o que, naturalmente, haveria de duplicar o seu custo total… e atrasar, também, o seu lançamento de 2011 para 2013, e posteriormente, para 2016. Recentemente, no Paris Air Show, o diretor-geral da agência espacial europeia, Jean-Jacques Dordain declarou “estar perto de um entendimento com a NASA, sobre a partilha deste projeto”, no âmbito do qual a NASA “iria contribuir significativamente para o projeto”. A contribuição da NASA, contudo, não seria nas áreas de aterrar e mover o ExoMars pela superfície marciana, nem sequer a nível da instrumentação consistindo assim no lançador e do orbitador que – sabe-se agora – serão da responsabilidade da NASA e que transformam esta missão em mais um bom exemplo da cooperação internacional no domínio da exploração do Espaço.

Fontes:

http://www.marsdaily.com/reports/US_to_take_stake_in_key_European_mission_to_Mars_999.html
http://www.dbtechno.com/space/2008/12/06/nasa-will-not-launch-next-mission-to-mars-until-2011/

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As dificuldades do rover marciano europeu ExoMars

(O robot marciano ExoMars in http://www.esa.int)

O rover europeu ExoMars, especialmente concebido para encontrar vida em Marte sofreu um novo atraso. Depois de um anterior que o deslocou de 2011 para 2013,  agora, só deverá ser lançado em 2016… Este novo atraso, encontra no crónico subfinanciamento do projeto as suas motivações. O custo total do projeto é de 1,2 biliões de euros e este patamar – raro na história da exploração espacial europeia – está a causar algumas hesitações nos governos que fazem parte da ESA, especialmente agora quando se confirmam os receios de que em 2009 a maioria dos países desta agência espacial estarão em recessão.

Uma opção de recurso para salvar o ExoMars seria apelar à entrada no programa de russos ou norte-americanos. Só assim, o essencial das suas capacidades seriam preservadas e não sacrificadas para reduzir custos…

Dada a dimensão do robot, o ExoMars terá que ser colocado no Espaço por um lançador pesado, como o Ariane 5 europeu ou o Proton russo. A sua missão primária será a de encontrar sinais de vida em Marte. Como os anteriores rovers norte-americanos, o ExoMars, devido às suas grandes dimensões e peso terá que aterrar em Marte através de sacos insufláveis para amortecer a queda e recorrendo bem menos aos foguetes de aterragem, método que levou ao fiasco do Mars Polar Lander, mas que conseguiu colocar suavemente no pólo norte marciano, a agora defunta Phoenix.

O ExoMars vai transportar o conjunto instrumental “Pasteur”, assim como uma estação geofísica de 30 kg para monitorizar o clima marciano e a ocorrência de abalos sísmicos. O rover foi aprovado pelos ministros da tecnologia dos países que formam a agência espacial europeia, ESA, em 2005. Na época o âmbito do projeto era o de produzir um rover bem menos sofisticado, mas gradualmente o projeto foi ganhando em ambição e dimensões, tornando-o efetivamente superior aos dois rovers que a NASA continua a operar com tanto sucesso no Planeta Vermelho. Infelizmente, a este aumento de ambição, correspondeu também um aumento de custos o que levou à estimativa que o principal participante no projeto, a Thales Alenia Space, faz do ExoMars: os 1,2 biliões de euros que mencionámos mais acima… Daí as dificuldades presentes deste projeto. A Itália – a maior participante – já deixou claro que iria injetar mais recursos na missão, e mais ninguém se fez avançar disposto a compensar este aumento de custos. Enquanto este dinheiro não aparece, o prazo inicial de Novembro de 2013 torna-se irrealizável, já que os lançamentos para Marte ocorrem sempre nos momentos em que Terra e Marte se encontram em órbitas mais próximas e a seguir a Novembro de 2013, temos apenas a data de Janeiro/Fevereiro de 2016. Razão pela qual se fala agora de 2016… Não porque esteja assegurado o financiamento para esta data de lançamento, apenas porque se sabe já que não haverá dinheiro para um lançamento em 2013.

Esta não será a primeira vez que os europeus tentam colocar uma missão no solo marciano… Em 2003, a muito bem sucedida sonda orbital “Mars Express” largou a sonda britânica “Beagle 2”, sem sucesso, já que este deixou de comunicar com a nave-mãe ainda durante a descida. Na época, culpou-se do falhanço uma série de cortes orçamentais, falta de testes e de sistemas redundantes. A falta de ambição seria assim exposta como a principal causadora do falhanço do “Beagle 2”. Agora, o ExoMars, o ponto principal do programa europeu “Aurora” de exploração do Sistema Solar está também ameaçado e provavelmente será alvo de violentos cortes orçamentais, já que nesta conjuntura não é provável que os EUA, a Rússia ou outros potenciais parceiros (como a Índia e o Brasil) queira colaborar num projeto onde não estiveram desde o início (os EUA já têm dois instrumentos no ExoMars) e onde retirariam escassos benefícios mediáticos… Mas enfim, será melhor termos um mini-ExoMars, do que nenhum ExoMars, presumo…

Fonte:
http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7677349.stm
http://www.esa.int/esaMI/Aurora/SEM1NVZKQAD_0.html

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