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Paul Krugman: “Um grande relaxamento das regras ocorreu sob a administração do Democrata Bill Clinton”

“Um grande relaxamento das regras ocorreu sob a administração do Democrata Bill Clinton que desferiu o golpe final na regulação instituída na era da Grande Depressão ao revogar as regras da Lei Glass-Steagall, que até então diferenciavam a banca comercial da banca de investimento.”

Fonte:
“Acabem com esta crise, já!”
Paul Krugman (Nobel da Economia)

Embora ocorra frequentemente uma demonização dos Republicanos, a verdade é que os dogmas neoliberais se infiltraram em todos os quadrantes nos EUA e no mundo ocidental. Antes de 2008, praticamente todos os “economistas dos Media” apregoavam as virtudes da desregulação financeira, mesmo na sua variante mais selvagem e culpavam a longa estagnação da economia portuguesa aos “excessos” de regulação no sistema financeiro português… afinal parece que estavam errados. Como a selvajaria hoje reinante na Banca e nos Mercados hoje prova de forma absolutamente cabal, de resto.

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Paul Krugman: “Nos Estados Unidos, o crescimento nas décadas que se seguiram à desregulação foi na realidade mais lento do que nas décadas anteriores”

“Nos Estados Unidos, o crescimento nas décadas que se seguiram à desregulação foi na realidade mais lento do que nas décadas anteriores; o verdadeiro período de “crescimento extraordinário” ocorreu na geração a seguir à Segunda Guerra Mundial, durante a qual os padrões de vida duplicaram sensivelmente. De facto, para as famílias de rendimentos médios, já antes da crise tinha havido apenas um aumento modesto dos seus rendimentos, em consequência da desregulação, conseguida sobretudo por via de mais horas de trabalho e não por via de salários mais altos.
Mas para uma minoria reduzida mas influente a era de desregulação financeira e do crescimento do endividamento foi realmente um período de um crescimento económico extraordinário. E isso é, seguramente, uma razão importante para haver tão pouca gente disposta a dar ouvidos relativamente ao caminho que a economia estava a seguir.”

Fonte:
“Acabem com esta crise, já!”
Paul Krugman (Nobel da Economia)

Essa é a verdadeira questão: se a desregulação financeira não trouxe benefícios à economia real (à economia virtual dos financeiros, trouxe…) e só contribuiu para o avolumar da distância de rendimentos entre trabalhadores e especuladores/gestores então não será este o tempo oportuno para desfazer esta desregulação comercial e financeira?

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A NASA prossegue o desenvolvimento do “Space Launch System” (SLS)

A NASA selecionou seis propostas para os foguetões de combustivel sólido (“boosters”) do seu novo lançador pesado conhecido como “Space Launch System” (SLS). O lançador será o pilar fundamental da capacidade de exploração espacial tripulada a longa distância, para a Lua ou até um asteroide (até 2025) conforme aos planos de médio prazo da NASA, que prevem na década de 2030 uma missão tripulada a Marte.

A NASA tenciona construir o SLS a partir de hardware pré-existente e bem testado, deixando espaço para futuros upgrades e permitindo que o lancador se mantenha operacional durante décadas.

O SLS deverá ter cinco segmentos de boosters de combustível sólido muito semelhantes à dupla que durante décadas serviu para ajudar a colocar o Shuttle em órbita. Os boosters do SLS terão que ser muito mais potentes que o Shuttle, mas terão basicamente a mesma tecnologia, bem conhecida e muito fiável.

Estes primeiros contratos ascendem a 200 milhões de dolares e consistem em estudos de contenção de riscos, desenvolvimento e testes de componentes e deverão preparar o primeiro vôo de um SLS que deverá acontecer já em 2017, na configuracao de 70 toneladas. A variante seguinte, com dois andares, terá capacidade para colocar em órbita cargas úteis de até 130 toneladas.

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/NASA_Selects_Space_Launch_System_Advanced_Booster_Proposals_999.html

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Atrasos com o plano indiano de ter até 2015 dois grupos de batalha no Índico

INS Vikrant (cdn2.shipspotting.com)

INS Vikrant (cdn2.shipspotting.com)

Os Estados Unidos têm planos a médio prazo para concentrar 60% do seu poder naval região Ásia-Pacífico, como forma de contrabalancar o crescimento do poder naval chinês. Outro elemento de equilíbrio seria o desenvolvimento da frota de porta-aviões da Índia, nomeadamente do plano indiano para operar dois grupos de porta-aviões autonomos até 2015.

Mas este plano indiano está a atravessar sérias dificuldades: o fim da construção do primeiro porta-aviões indiano, de 40 mil toneladas e que está a ser construido nos estaleiros de Cochim está três anos atrasada e o navio não estará certamente pronto antes de 2017. Este navio terá o nome de INS Vikrant e está apenas dois terços pronto apesar de a sua construção ter já começado em 2009. Os custos de construcao também não têm parado de subir.

Este atraso significa que a Índia não vai conseguir ter os dois planeados “grupos de batalha” com destroyers, fragatas, submarinos e liderados por um porta-aviões até 2015… e cuja simples existencia tornariam a Índia numa potencia com capacidade de projeção global de pooder, como poucos outros países conseguem hoje fazer.

Pelo menos, o primeiro “grupo de batalha” está teoricamente pronto, centrado no INS Vikramaditya, o antigo porta-aviões russo Almirante Gorshov e que estará pronto em 2013 (após uma intensa revisão de 2.3 mil milhões de dolares)

Uma solução poderá ser a de estender a vida util do porta-aviões de 28 mil toneladas, o INS Viraat, um navio de origem britânica ja com mais de cinquenta anos e apenas onze caças Sea Harrier… muito diferentes dos MiG-29K que equiparao os outros dois porta-aviões…

O INS Vikrant terá 260 metros de omprimento, terá embarcados 12 aviões MiG-29K, oito Tejas e dez Kamov helicópteros anti-submarinos e de reconhecimento.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/indias-aircraft-carrier-ambitions-take-a-dive-43771/

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O “Next Generation Bomber” da USAF

Next-Gen Bomber (http://www.wired.com)

Next-Gen Bomber (http://www.wired.com)

A USAF está a desenvolver um novo modelo de bombardeiro de longo alcance. O novo avião irá substituir simultaneamente vários aparelhos atualmente em utilização, como o B-52, o B-1 e o, mais recente, B-2. O trabalho neste novo avião começou em 2006 tendo então o objetivo de criar um bombardeiro capaz de penetrar nas defesas aéreas chinesas a partir de bases aéreas no Oceano Pacífico. O conceito era então conhecido como “Next Generation Bomber” e previa a construção de um aparelho que custaria perto de mil milhões de dólares por unidade. Um valor incomportável, portanto, no presente contexto económico… Este custo levou a um redesenho conceptual e o novo bombardeiro é agora designado como “Long-Range Strike Bomber”. Este aparelho deverá ser substancialmente menos sofisticado que o “Next Generation Bomber” e muito mais económico: menos de 550 milhões de dólares por unidade, com a previsão de construção de cem aparelhos.

A produção do “Long-Range Strike Bomber” deverá começar em 2020 e o trabalho prossegue neste momento usando uma verba de 300 milhões de dólares aprovados em 2010 pelo Congresso, mas com a promessa dada pelo Pentágono de que o programa seria cancelado se o custo total do “Long-Range Strike Bomber” excedesse os 55 mil milhões de dólares. O programa está atualmente a ser disputado pelas maiores construtoras norte-americanas: Lockheed Martin, Boeing e Northrop Grumman.

Fonte:   
http://the-diplomat.com/2012/05/06/why-the-u-s-wants-a-new-bomber/

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A Lockheed entrega o último F-22 Raptor da USAF

O último avião F-22 Raptor construído para a USAF entrou agora na fase de testes de voo. O avião tem o número 4195 e realizou os dois voos que normalmente todos os Raptor realizam na Lockheed antes de serem entregues à força aérea dos EUA.

Depois dos testes da Lockheed, o aparelho será ainda testado pelos pilotos da “Defense Contract Management Agency” (DCMA) antes de ser formalmente aceite pela USAF.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/news/articles/lockheed-begins-test-flights-of-final-f-22-369522/

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Sobre o estado da economia dos EUA

Bandeira dos EUA (http://www.globomidia.com.br)

Bandeira dos EUA (http://www.globomidia.com.br)

“Nos EUA podem ocorrer momentos de incumprimento (default) seletivo a cada dois meses até às eleições em novembro. (…) A economia real está muito melhor do que a imagem que é dada diariamente sobre os EUA (…) Em 2011 atingiram-se lucros recorde e em 2012 o crescimento de tais lucros espera-se que seja inclusive na ordem dos dois dígitos e a economia americana possa crescer 3%%.”
Expresso, 30 dezembro 2011

Os EUA continuam a ter uma economia extremamente dinâmica e resiliente: num mundo em crise, os EUA estão a conseguir reorganizar o seu setor produtivo e a realizar uma tímida (mas real) recuperação do Emprego. É contudo ter algo em conta: a multiplicação dos lucros das empresas norte-americanas não implicou uma distribuição justa dos rendimentos que cresceram nesta época de crise, já que a separação entre ricos e pobres aumentou.

A economia dos EUA está de facto bem melhor do que parece e apesar de uma dívida que não pára de crescer e que é alimentada com doses crescentes de papel-moeda (impresso furiosamente em quantidades desconhecidas), mas tem um problema sério que não cessa de se agravar: uma grande desproporção na distribuição dos rendimentos.

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Obama: A “revolução comercial” isolacionista em curso nos EUA

Ainda que a velha e paralisada “europa” pareça ainda não ter percebido o atual curso dos tempos, nos EUA não estão parados… Recentemente, Obama no seu discurso sobre o Estado da União mencionou 13 propostas que vai apresentar ao Congresso. Ora destas 13 propostas, nada mais nada menos que 6 delas vão no sentido de proteger a economia americana da concorrência estrangeira e a criar incentivos diversos a uma relocalização da produção deslocalizada para a China nas ultimas décadas.

Não é seguro que Obama consiga fazer passar estas propostas num congresso basicamente vendido aos interesses das grandes corporações multinacionais que têm ganho fortunas imensas com a deslocalização e as desregulações comerciais e financeiras, mas é seguro que estamos perante um fecho global de fronteiras já à muito em pratica efetiva na China e ao qual agora os EUA e o Brasil se juntam. O proteccionismo está de volta e apenas a União Europeia parece não ter percebido isto, o que alias explica o seu gigantesco défice comercial externo e a dimensão estrondosa de uma divida externa que nunca terá condições de pagar. Produzir localmente o que se consome localmente será cada vez mais o mantra da nova economia e os últimos a perceberem isto estão a ser os europeus.

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=534189&pn=1

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E se o F-35 fosse cancelado?…

Os custos, atrasos e confusões decorrentes da turbulenta continuação do Programa F-35 nos EUA estão a levar alguns norte-americanos a colocar em causa a sua continuação.

Atualmente, o F-35 é o mais dispendioso programa de armamento em curso nos EUA, ambicionando substituir de uma só assentada três aparelhos diferentes e servindo também uma serie de parceiros internacionais.

Mas existem fortes constrangimentos orçamentais nos EUA e o orçamento de defesa é um dos maiores alvos desses cortes. Não é possível assim que o maior programa do Pentágono escape imune a esses gigantescos cortes que se esperam para os próximos dez anos. De facto, é a própria sobrevivência do F-35 que está hoje ameaçada.

Muitos acreditam que as necessidades de curto e médio prazo podem ser satisfeitas com novos programas de atualização dos F-16 e F-18 hoje em uso operacional nos EUA. Mas um cancelamento do programa seria fatal para as marinhas britânica e italiana que dependem do aparelho par armar os seus futuros porta-aviões. O fabricante, a Lockheed Martin ficaria em graves dificuldades financeiras, num contexto de recessão global, o que poderia ditar a sua falência. De permeio, o despedimento de dezenas de milhar de operários especializados nos EUA agravaria ainda mais a crise económica norte-americana…

O termo do programa F-35 deixaria contudo um problema de longo prazo… o que serviria de espinha dorsal para os vários ramos da força aérea dos EUA quando o envelhecimento das células dos F-16 e dos F-18 fosse de tal modo grande que estes tivessem que ser retirados ao inventário? Recuperar então todo o trabalho de desenvolvimento do F-35 seria ainda mais caro e ineficiente e lançar pela raiz um novo programa, daqui a 10 ou 20 anos, seria ainda mais dispendioso… de permeio, os EUA estariam constrangidos a operar durante 10 ou 20 anos aparelhos obsoletos quando comparados com os aviões Stealth que agora se ultimam na Rússia, China e Japão…

Fonte:
http://www.dodbuzz.com/2011/11/30/thinking-the-unthinkable-about-the-f-35/#ixzz1fHMXi9Yx

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O Paquistão está a mudar as suas ogivas nucleares com receio de um ataque por forças especiais dos EUA

Míssil nuclear paquistanês (http://www.wired.com)

Míssil nuclear paquistanês (http://www.wired.com)

Segundo um relatório oficial norte-americano o Paquistão estaria a deslocar as suas armas nucleares através de camiões em estradas congestionada como forma de as esconder das agências secretas dos EUA. A decisão, contudo, torna-as mais expostas a tentativas de furto por parte dos grupos islamitas radicais que abundam no Paquistão.

O Paquistão teme em particular que depois do raid clandestino que levaria à morte de Osama bin Laden, os EUA poderiam estar também a preparar uma operação visando a destruição do arsenal nuclear paquistanês. Em resposta, estariam a transferi-lo para novas bases, desconhecidas dos EUA, dispersando-as mais pelo território paquistanês num número maior de instalações.

Sabe-se que existem planos para destruir as armas nucleares paquistanesas caso o seu governo caia nas mãos do Islão mais radical ou que a sua localização seja comprometida por um ataque em larga escala conduzido por grupos talibãs. O Paquistão estaria assim a responder a este plano de contingência… a executar não através de uma campanha aérea de bombardeamentos mas através de missões de Navy Seals e Deltas.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Pakistans_nuclear_weapons_vulnerable_to_theft_report_999.html

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A Boeing está a trabalhar num novo caça de Sexta Geração

A Boeing começou a trabalhar na concepção de um avião de combate de superioridade aérea de Sexta Geração. O aparelho está a ser concebido para uso a partir de bases terrestres e de porta-aviões e é um dos principais projetos atualmente na famosa divisão  “Phantom Works” da empresa aeronáutica norte-americana.

O aparelho ainda se encontra numa fase muito conceptual, mas deverá ter um raio de alcance muito longo e ser capaz de voar a altos números Mach. O aparelho será assim muito mais rápido e de maior raio de ação que o F-35 que deverá complementar e que o deverá acompanhar no inventário da USAF em números muito maiores nas próximas décadas.

O projeto da Boeing está a ser financiado apenas com fundos da empresa, já que não existem atualmente planos governamentais para nenhum novo modelo de avião, o que de resto; é inédito na História da USAF e dá uma boa medida do processo de decadência em que se encontra o setor de Defesa nos Estados Unidos.

A existência deste projeto indica também que não é seguro os próximos aviões de combate de sexta geração seja não tripulados… Com efeito, o demonstrador tecnológico “Phantom Ray UAV” terminou agora os seus voos e foi colocado em armazem, sem que exista qualquer encomenda ou indicação de que tal será realizada nos próximos anos.

Fonte:
http://defensetech.org/2011/09/20/boeings-sixth-gen-fighter/#ixzz1cNG3Zohh
Defense.org

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Reduções em vista na US Navy

Porta-aviões George Washington (vladtepesblog.com)

Porta-aviões George Washington (vladtepesblog.com)

No âmbito da profunda revisão das despesas das forças armadas dos EUA, soube-se que os grupos aeronavais serão reduzidos a nove. Em consequência, dez porta-aviões serão mantidos, mas o porta-aviões George Washington não deve ser alvo da prevista “modernização de meia-vida”. A confirmar-se, o navio deverá manter-se operacional até que o seu combustível nuclear se esgotar, entre 2016 e 2021.

Nos próximos 3 anos, a marinha norte-americana vai retirar ao serviço, 9 dos 22 cruzadores da classe Ticonderoga. De igual forma, serão também abatidos ao inventário 3 navios anfíbios.

Fonte:
Défense & Sécurité Internationale, novembro de 2011

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Sobre a polémica venda de F-16 a Taiwan

A Administração Obama tem sido alvo de várias criticas internas por ter recusado a um dos seus mais fiéis aliados asiáticos a venda de 66 novos aviões F-16C/D: Taiwan. Como compensação, Obama preferiu aprovar uma atualização dos 145 aparelhos desse tipo já em inventário para o último padrão do aparelho. O negócio ficará em cerca de 5.8 mil milhões e arrisca-se a deixar descontente toda a gente: a China já protestou, Taiwan sente-se prejudicada e nos EUA a atitude é vista como uma expressão de fraqueza frente a uma China cada vez mais desafiante e bem armada.

Com esta atualização, os F-16 serão capazes de – teoricamente – detetar os aviões Stealth que a China está atualmente a desenvolver. Talvez por isso, a China chamou o embaixador dos EUA em Pequim e protestou contra esta atualização dos aviões taiwaneses.

A opção de vender uma atualização e não novos aparelhos terá serias consequências: em primeiro lugar, representará menos emprego qualificado e menos exportações, mas para Taiwan significará algo de ainda mais grave: que a ilha não poderá aumentar a sua capacidade defensiva para fazer frente ao recente aumento de capacidade aeronaval chinesa…

Fonte:
http://www.defencetalk.com/us-in-5-85-bln-taiwan-jet-upgrade-china-protests-37152/

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Recessão nos EUA. De novo.

Existem sinais de que a economia norte-americana esteja novamente a entrar em recessão: O índice S&P 500 caiu 9% em apenas duas semanas; os custos dos juros pagos pelos EUA não param de subir e o recente acordo entre Democratas e Republicanos que não fez nada para resolver o problema da dívida a curto prazo. Os preços das “commodities” caiem sem parar, com excepção do ouro (o eterno refúgio em épocas de crise).

Os números do crescimento americano aproximam-se da estagnação desde os começos de 2011. A situação é agravada pela crise europeia, provocada pelo desnorte e incompetência dos líderes europeus. Os Mercados respondem a este conjunto de incertezas com medo e nervosismo, amplificando estes sinais de preocupação.

Ainda é possível reverter esta temível recessão “double dip“: regressando aos níveis de cobrança fiscal dos mais ricos e das grandes empresas da época pré-Bush (para aumentar as receitas), alargando os subsídios de desemprego (para aumentar o consumo) e reduzindo despesas onde isso pode ser feito.

Contudo é muito difícil tomar medidas decisivas e corajosas quando os EUA têm como presidente um individuo obcecado com o diálogo e com o compromisso, sem força mental ou assertividade para levar até ao fim ao seu pensamento e que tem que enfrentar um sistema político bloqueado e disfuncional que torna vida difícil a um presidente, mesmo quando este tem a maioria nas duas câmaras, o que não sucede com Obama… E em fundo, temos uma democracia cada vez mais limitada pelo poder das corporações e dos mercados… Uma recessão de “double dip” levará não um par de anos a vencer, mas provavelmente, um par de décadas e terá efeitos permanentes na economia norte-americana, decidindo a descida definitiva da economia dos EUA a um lugar secundário que ela não ocupa no mundo desde o século XIX.

Fonte:
http://www.economist.com/blogs/freeexchange/2011/08/double-dips

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Do declínio dos EUA na exploração do Espaço

Cápsula Dragon, da SpaceX (http://www.spacex.com)

Cápsula Dragon, da SpaceX (http://www.spacex.com)

“Em 1966 (a Corrida Espacial) consumia 4.4% da riqueza anual dos EUA” (hoje é cerca de 0.6%). (…) “O principal significado do fim da era espacial (como a revista The Economist classifica o último voo do vaivém) é a confirmação de um estado de crescente anomia que se instalou nos EUA e na Europa. Uma anomia que descrê dos investimentos do Estado em programas de infra-estruturas como o que Einsehower desenhou para as auto-estradas, ou como o que a França construiu para a sua rede ferroviária no pós-guerra. E que contesta tudo o que não dê lucro imediato. A crença optimista no futuro que a era espacial simbolizava extingue-se no Ocidente e parece agora migrar para outras latitudes: já não os EUA a acreditar nos grandes projetos nem nas visões de “grandes passos para a humanidade” fora da Terra; nos nossos dias, quem tem esse nervo, essa ambição e essa crença são os chineses.”
Público
10 de julho de 2011

O declínio abrupto do programa espacial americano resulta em primeiro lugar do crescimento brutal da dívida pública dos EUA: 18 triliões de dólares e a crescer. Perante um tal volume – criado por défices comerciais com a China – de dívida, a Administração Obama viu-se forçada a realizar uma série de cortes, e a NASA foi uma das vítimas. Obviamente, na NASA, os programas mais visíveis eram os mais dispendiosos, nomeadamente os humanos e entre estes, o do Shuttle, cuja operação nunca foi barata nem regular, nunca tendo existido os lançamentos semanais que se sonhavam na década de 80.

O programa especial americano entra agora em declínio: a existência de várias empresas privadas muito dinâmicas e criativas (como a Boeing ou SpaceX) permite antever que por esta via será possível manter nos EUA alguma dinâmica no setor espacial. Mas a escala, a ambição e a visão de longo prazo que existia na NASA não pode existir num operador privado, sempre mais motivado para lógicas de curto prazo e de rentabilidade financeira. E é aqui que reside o perigo: enquanto a China assume um papel cada vez mais ambicioso e visível: os EUA entram numa nova era: de menor escala e mais reduzida amplitude temporal. Em vez de reenviarem astronautas para a Lua ou de construírem bases lunares semi-permanentes, ou até de preparem uma missão tripulada a Marte, os EUA lutam para manter algum tipo de veículos para envio de astronautas para as órbitas LEO da ISS e viajam (até 2015) em naves russas Soyuz. Entramos numa nova era: a da China. E a Corrida Espacial acabou. Pelo menos enquanto durarem os défices orçamentais monstruosos nos EUA. Ou seja: durante muito tempo…

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O custo do programa LCS dos EUA continua a subir…

LCS (http://www.globalsecurity.org/)

Lançamento ao mar do primeiro LCS (http://www.globalsecurity.org/)

O custo do programa LCS dos EUA continuam a subir… Agora, fala-se que estas corvetas custarão um total de 37.4 mil milhões de dólares, isto para financiar 55 navios, Investigação e Desenvolvimento. Isto significa que cada LCS custará cerca de 535 milhões de dólares, um valor impressionante para um navio da sua categoria…

O problema, contudo, ainda é mais grave. Estas estimativas de custos não incluem os módulos de missão dos navios. Sem estes, os LCS terão apenas um canhão de 57 mm e canhões de 20 mm… Um armamento manifestamente insuficiente para um navio oceânico polivalente e que torna obrigatória a adição (por preço ainda desconhecido) de mais armamento.

A segunda e mais recente unidade LCS foi lançada ao mar a 4 de dezembro de 2010 e é a “LCS-3 Forth Worth”.

Fonte:
Défense & Sécurité Internationale
junho 2011

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Um motor alternativo para o F-35?

Comparada com a dívida pública dos EUA a dívida de todos os países do sul da Europa é uma autêntica brincadeira… Por isso, o mais dispendioso programa de armamento atualmente em curso nos EUA tem estado sobre um intenso criticismo: o F-35 Joint Strike Fighter.

Teoricamente, o programa seria de facto merecedor de um investimento e de uma despesa extraordinários, já que ambiciona a – nada menos nada mais – a substituir todos os aparelhos da época da Guerra Fria ainda hoje atualmente em uso nos EUA. O aparelho prometia também ser a fonte de divisas que os F-15, F-16 e F-18 representaram (e representam ainda) para os EUA. Estima-se que mais de 100 mil milhões de dólares poderiam ser somados às exportações dos EUA nos próximos anos, com as exportações do F-35.

Mas estas exportações e a própria entrada em produção do aparelho podem estar ameaçadas. Um grupo de Representantes do Congresso está a tentar que a General Electric construa um motor alternativo para o aparelho que possa competir com a atual opção do aparelho, desenvolvida pela Pratt & Whitney. O problema é que a GE perdeu no passado o concurso pelo motor do F-35, mas agora está a pressionar os Representantes dos Estados onde tem fábricas para que seja desenvolvido um segundo motor que possa competir de novo com o Pratt & Whitney. Desenvolver um novo motor, adaptá-lo ao F-35 e fabricar uma segunda variante do aparelho iria fazer disparar os custos de um avião que já não tem um registo de custos muito positivo.

Fonte:
http://www.defpro.com/news/details/22050/

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Os EUA arriscam-se também eles a cairem nos ratings da Moody´s…

“No dia 25 de janeiro, chegou o primeiro grande aviso, pela mão do próprio FMI. Numa atualização ao seu relatório sobre a estabilidade financeira mundial, a organização avisava que os EUA e o Japão poderiam começar a ter problemas de dívida.” (…) “A Moody’s avisou os EUA de que a possibilidade de vir a colocar a sua notação financeira com um outlook negativo está a aumentar. (…) Se os EUA não fizerem qualquer progresso orçamental, bastarão seis anos para atingir um nível de dívida de 135% do PIB, o mesmo que o Japão tinha em 2000, antes de a S&P lhe descer o rating máximo de AAA.”
Sol 4 de fevereiro de 2011

O problema da Dívida externa não é apenas um problema português, como parece por vezes transparecer no seguimento mais contínuo do foco noticioso. É um problema do Ocidente e que resulta da aplicação cega e literal dos princípios do Neoliberalismo, da Globalização e de décadas de Desindustrialização e Deslocalizações para o Oriente. Desde a década de 90 que os padrões de consumo no Ocidente têm subido sem parar, perante rendimentos decrescentes e num ritmo apenas sustentável pelo endividamento crescente, o mesmo cujo crescimento agora se esgotou e que ameaça empurrar as economias desenvolvidas para uma intensa e duradoura recessão…

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F-35: Continuam os problemas…

Já é certo que o F-35 é uma das armas mais caras de sempre. O avião que foi concebido para substituir a maior parte da frota da USAF  arrisca-se a tornar um autêntico pesadelo em custos, quer pelo disparo dos custos unitários de cada aparelho, quer pelos elevados custos de manutenção que hoje já se podem antever.

Depois de uma sucessão – aparentemente interminável – de aumentos de custos que levaram a estimativa total do programa F-35 até a uns extraordinários 382 biliões de dólares, por 2443 aparelhos. Tal montante, confrontado com um défice orçamental babilónico e uma economia fragilizada, colocam em risco todo o programa e, sobretudo, o número total de aparelhos e, logo, a manutenção dos mesmos níveis de resposta para o aparelho militar dos EUA.
A aparição do novo caça Stealth chinês e os progressos registados com o T-50, o equivalente russo do Raptor, colocam os EUA sob ainda mais pressão. Para responder a estes desafios e para o desafio ainda mais importante que será colocado quando estes aviões de 5a geração começarem a ser vendidos para outros países que têm conflitos com os EUA (como o Irão…) então estes F-35 parecerão demasiados poucos e caros (cada um custará mais de 92 milhões de dólares) impossibilitando que mais sejam construídos para responder a estes desafios chineses e russos.

Robert Gates, o Secretário de Defesa dos EUA, já avisou a Lockheed Martin que “a cultura de dinheiro infinito tem que ser substituída por uma cultura de contenção”. Gates chegou mesmo ao ponto de ameaçar cancelar completamente a versão de descolagem vertical, colocando em risco os 449 aparelhos desta versão que deveriam ser entregues até 2016. Outra alteração ao programa poderá ser o desenvolvimento de um novo motor, se a Pratt & Whitney não conseguir resolver os problemas atualmente existentes.

No global, contudo, e tendo em conta a extraordinária quantidade de dinheiro já investido e o facto de existirem parceiros e clientes internacionais confirmados é hoje impossível cancelar totalmente o programa, razão pela qual o avião deverá mesmo assumir o papel central na USAF nas próximas décadas. Apesar de todos os custos e do aparente descontrolo dos mesmos… e de começarem a surgir aparelhos que – pelo menos no papel – lhe são superiores, como o russo Sukhoi T-50 e o J-20 chinês.

Fonte:
http://www.spacemart.com/reports/F-35_looking_more_like_white_elephant_999.html

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A “Lockheed Martin Space Systems” está a negociar a compra de um lançador Delta 4 Heavy para um teste de um “Orion Crew Exploration Vehicle”

Orion Crew Exploration Vehicle (http://www.flightglobal.com)

Orion Crew Exploration Vehicle (http://www.flightglobal.com)

A “Lockheed Martin Space Systems” está a negociar com a “United Launch Alliance” (ULA) a compra de um lançador Delta 4 Heavy para um teste não tripulado de um “Orion Crew Exploration Vehicle” a ter lugar em 2013 estando até disposta a suportar o seu custo mesmo se a NASA não o puder assumir.

Atualmente, a agência espacial norte-americana está ainda a estudar o custo e ambito de um teste à Orion e as consequencias neste programa no mandato recebido da Administração Obama para desenvolver uma cápsula espacial e um lançador espacial capaz de voos além de órbitas baixas (LEO) até 2016. Mas estas indecisões e recuos federais estão a deixar impaciente a construtora que acredita que é impossível cumprir com sucesso a meta de 2016 se não existirem já voos de teste em 2013.  Ignora-se o custo deste voo, já que a ULA é detida não apenas pela Lockheed Martin, mas também pela Boeing e que – consequentemente – serão praticados preços de mercado, mas moderados tendo em conta que a LM é simultaneamente cliente e fornecedora.

Em 2006, a LM venceu a Northrop Grumman e a Boeing no contrato de 3.9 biliões de dólares para desenhar e construir a Orion. Mas quando Obama decidiu descartar todo o projeto de regresso à Lua, sacrificando lançador Ares e a própria Orion, a sobrevivência de todo o projeto vencedor foi posta em causa.

A Orion parece ter escapado ao destino fatal do Ares quando o Congresso aprovou as despesas da NASA e em abril, quando Obama declarou que a capsula seria usada como “veículo de fuga” da Estação Espacial Internacional, uma decisão que não foi muito bem acolhida na própria NASA mas que teve pelo menos o mérito de salvar todo o trabalho já feito sobre a nova cápsula. Mais recentemente, em outubro, Obama assinou uma lei que permitia o desenvolvimento de um “veículo multifunções” ou “multipurpose crew vehicle” (MPCV) até 2016 e que fosse capaz de levar astronautas a missões no Espaço Profundo, isto é, muito além das orbitas terrestres do Space Shuttle ou da Dragon da SpaceX. Obviamente, este MPCV é a Orion… tanto mais porque o Congresso cedeu em 2011 1.1 bilioes de dólares para que o desenvolvimento da cápsula não fosse interrompido.

O teste que a Lockheed Martin quer realizar em 2013 pretende simular a reentrada da cápsula a altas velocidades idênticas aquelas que ela experimentaria numa reentrada a alta velocidade, como aquela que ocorrerá numa nave regressando do Espaço profundo.

Fonte:
http://www.space.com/news/orion-space-capsule-huge-rocket-test.html

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O F-22 Raptor pode voltar a ser fabricado

Ainda há não muito tempo parecia absolutamente certo que a USAF nao iria adquirir mais avioes F-22 Raptor. Mas agora, com novos deslizes de custos e prazos com o programa F-35, essa hipótese voltou a regressar à mesa.

Para além das dificuldades com o F-35 há pressões por parte da Administração Obama para reduzir as despesas e tudo indica que se comprarão menos F-35 do que os inicialmente previstos. Como estes se encontravam já num “número mínimo”, esta nova redução colocaria a USAF num patamar operacional perigosamente baixo, especialmente devido ao envelhecimento da frota de F-16.

Se o F-35 for sacrificado nestas reduções, a solução poderá ser encomendar aviões F-16 de último modelo e novos aviões F-22. Assim se manteria uma capacidade Stealth, combinada com a maioria dos meios na forma de F-16 modernos.

A produção do F-22 já foi concluída, mas poderia ser ressuscitada com relativa facilidade e assim tornar a permitir que os EUA fabricassem um aparelho comparável ao PAK-F que agora começa a ser fabricado na Rússia e assim manter algum tipo de liderança tecnológica, ainda que graças a um aparelho extraordinário, mas com já mais de 20 anos.

Fonte:
http://www.airforce-magazine.com/Features/modernization/Pages/box111610raptor.aspx

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Enquanto não chegam os F-35 Lightning II, a USAF vai modernizar os seus F-16

F-35 Lightning II (http://www.lockheedmartin.com)

F-35 Lightning II (http://www.lockheedmartin.com)

Com todas as notícias que dão conta de atrasos sucessivos com a produção em série do F-35 Lightning II, a USAF decidiu procurar formas de atualizar os seus caças F-16 mais recentes da serie Block 40 e 50 em busca de necessidades de reforço estrutural, de nova aviónica. Quase todos os F-16 destas séries atualmente em serviço na USAF serão atualizados, mas de forma diferente consoante o tipo de missões que cumprem: Os aparelhos usados em missões de patrulha nos próprios EUA receberão atualizações diferentes daqueles que servem em cenários de conflito.

Assim, o F-16 deverá seguir sendo, nos próximos o verdadeiro “cavalo de batalha” da USAF que tem sido desde meados da década de 70. Uma resposta flexível por parte da USAF para um problema duplo que iria começar a reduzir seriamente a capacidade operacional da força aérea, já que o programa F-22 terminou e que o F-35 tem sido constante vítima de atrasos sucessivos…

Fonte:
http://www.dodbuzz.com/2010/11/04/air-force-to-modify-f-16-fleet/

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A viagem a Marte proposta a Obama pela SpaceX

A família de lançadores "Falcon" atuais e previstos da SpaceX

A família de lançadores "Falcon" atuais e previstos da SpaceX

A SpaceX apelou ao governo dos EUA para que focar os seus esforços via NASA num programa estatal de desenvolvimento de um sistema nuclear térmico de propulsão a utilizar numa futura missão marciana e deixar o desenvolvimento de lançadores pesados para as empresas privadas como a SpaceX.

A declaração foi produzida na apresentação de duas novas gerações de lançadores pesados da SpaceX: o Falcon X e o Falcon XX. O diretor de desenvolvimento de foguetes da SpaceX, Tom Markusic acrescentou que “Marte era o objetivo último da SpaceX”.

Estes anúncios parecem indicar que depois dos até agora muito económicos e bem sucedidos Falcon 1 e Falcon 9 a SpaceX está a apontar miras para objetivos mais ambiciosos, já não a colocação de satélites em orbitas baixas (LEO) ou no abastecimento da Estação Espacial Internacional (ISS), a empresa norte-americana irá agora focar-se no Espaço Profundo, provavelmente através de contratos governamentais.

Mas para realizar a transição de uma órbita terrestre para Marte a SpaceX acredita que a forma mais eficiente de o fazer é através de propulsão nuclear térmica. A SpaceX defende que a missão principal devia ser seguida por uma missão secundária transportando abastecimentos com propulsão eletro-solar. Segundo a SpaceX estes estudos deviam começar de imediato, de forma a poder realizar o primeiro voo experimental antes de 2025.

Em termos de Design para a missão a Marte, a SpaceX sugere uma cadeia de módulos ligados entre si por cabos e propulsados por uma série de impulsores eletro-magnéticos em cada módulo transportaria até 4 toneladas métricas de carga levando 390 dias a fazer a viagem de ida e volta de Marte até Terra. No total, a visão da SpaceX prevê 10 módulos circulando entre órbitas terrestres LEO e a órbita marciana com os veículos sendo abastecidos na ISS.

Para a aterragem e descolagem em Marte, a SpaceX propõe um sistema de propulsão a oxigénio líquido e metano com a capacidade de transportar até 35 toneladas. A empresa prevê usar o metano de Marte para abastecer o Lander.

O lançamento desta missão marciana vai depender do desenvolvimento do lançador Falcon 9 Heavy com o novo motor Merlin 2 que poderá estar pronto dentro de 3 anos e após um investimento de um bilião de dólares. Serão 3 destes motores Merlin 2 que darão propulsão ao primeiro estádio do Falcon X, o lançador super-pesado da SpaceX com uma capacidade para colocar em órbita 38 toneladas em órbita baixa LEO. O lançador seguinte será o Falcon X Heavy, com 9 Merlin 2 agrupados em 3 núcleos e com uma capacidade de colocar 125 toneladas em órbita. Por fim, a SpaceX tenciona construir o Falcon XX Com 6 motores num único núcleo e capaz de colocar 140 toneladas em órbita LEO.

Se a Administração Obama aceitar este modelo de uma viagem a Marte desenvolvida por um operador privado, será dada uma autêntica revolução nos métodos de desenvolver a exploração espacial, com custos potencialmente muito mais baixos do que aqueles que a NASA consegue mas… sacrificando os seus tradicionalmente elevados padrões de segurança?

Se Obama aceitar esta proposta a SpaceX acredita que conseguirá colocar um norte-americano em Marte até 2025, desde que se comece a construção e desenvolvimento dos sistemas necessários ainda durante o corrente ano de 2010.

O modelo proposto pela SpaceX é interessante: o governo define um objetivo; abre um concurso e recolhe as melhores propostas dos privados, cabendo à agência espacial nacional (NASA neste caso) escolher a melhor opção. O modelo está a funcionar bem para a substituição do Space Shuttle nos voos de abastecimento para a ISS, será que também funcionaria numa escala tão superior como aquela exigida num voo tripulado para Marte?

Fonte:
http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_channel.jsp?channel=space&id=news/asd/2010/08/05/07.xml&headline=SpaceX%20Unveils%20Heavy-Lift%20Vehicle%20Plan

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Israel vai mesmo começar a receber F-35I

F-35 Joint Strike Fighter (http://www.abc.net.au)

F-35 Joint Strike Fighter (http://www.abc.net.au)

Após alguns avanços e recuos, Israel lá acabou por avançar com a aquisição de aparelhos F-35 Joint Strike Fighter, Particularmente difícil foi convencer o Congresso dos EUA a aprovar a instalação de munições e equipamentos de guerra eletrónica de origem israelita.

A versão israelita do F-35 será designada por F-35I. Apesar destas especificidades, os primeiros aviões que a ser entregues a Israel serão idênticos aos recebidos pelos outros clientes do avião, com excepção das interfaces do cockpit que estarão prontas a receber equipamento israelita.

Israel vai também instalar um tanque de combustível adicional para aumentar o raio de alcance do avião, isto à custa da furtividade, mas compensando tal perda com o abandono do tanque exterior à medida que o aparelho se aproxima da zona de ataque, liberta o tanque e recupera a furtividade perdia. De facto, este requisito ajusta-se perfeitamente a missões de longa distancia contra o Irão, o grande inimigo atual de Israel na região… É claro que quando o F-35I entrar em operação já o Irão terá as suas bombas nucleares, pelo que Israel não está a comprar estes aviões para atacar o Irão, já que tudo indica que irá conduzir esse ataque não nos próximos anos, mas nos próximos meses.

Os primeiros F-35I começarão a ser entregues a partir de 2015 com um custo total de 2.75 biliões de dólares a troco de 20 aviões.

Fonte:

http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_generic.jsp?channel=awst&id=news/awst/2010/08/23/AW_08_23_2010_p32-249396.xml

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A Boeing está a construir uma cápsula espacial, a CST-100

A cápsula CST-100 a caminho do hotel da Bigelow (http://digitalvideo.8m.net)

A cápsula CST-100 a caminho do hotel da Bigelow (http://digitalvideo.8m.net)

Muito tenho escrito aqui sobre a SpaceX e sobre a sua cápsula Dragon que dentro em pouco tempo começará a enviar cargas e até astronautas para a Estação Espacial Alpha ou Estação Espacial Internacional (ISS).

Mas embora seja a empresa mais próxima de enviar uma nave para a ISS outras empresas estão também na corrida. Entre os concorrentes, um dos mais fortes é a parceria entre o gigante aeroespacial Boeing e a Bigelow Aerospace para a construção de uma versão simplificada da cápsula Apollo capaz de levar – como a Dragon da SpaceX – pessoas e carga para a ISS e para o hotel orbital que a Bigelow quer construir.

A cápsula Boeing-Bigelow pode transportar entre 1 a 7 pessoas e o seu trabalho de desenvolvimento foi financiado com recursos do “pacote de estímulo” à economia americana criado por Obama ao ascender à presidência.

O veículo tem a designação oficial de CST-100 e está a ser concebido de forma a poder ser lançado a partir de qualquer um dos lançadores comerciais atualmente à disposição no mercado norte-americano. A cápsula deverá realizar 4 voos de teste em 2014 e o primeiro voo operacional em 2015. A partir daí, a cápsula estará disponível para realizar voos de abastecimento para a ISS e até 5 voos por ano para o hotel espacial da Bigelow.

Outra grande empresa aeronáutica norte-americana que se prepara para entrar neste campo é a Lockheed Martin. A empresa desenvolveu muito trabalho no projeto Orion e poderá desenvolver a partir deste projeto da NASA uma variante simplificada e mais económica.

A verdade é que todas estas propostas comerciais são respostas ao programa COTS lançado pela NASA ainda Bush era Presidente e continuado depois por Obama. O desafio de criar sistemas comerciais baratos e seguros que fossem capazes de substituírem o Space Shuttle era tremendo, mas prometia grandes contratos governamentais a que o quisesse enfrentar. O programa COTS (reforçado depois com dinheiro do Pacote de Estímulo de Obama) servia assim como uma forma de dinamizar a aparição de ideias novas e de manter um programa espacial tripulado norte-americano. Com estas novas plataformas estes novos operadores poderiam satisfazer programas governamentais como os que colocam astronautas na Lua ou na Estação Espacial Internacional ou privados, de exploração comercial do Espaço ou de mero Turismo Espacial. No total, estes novos programas podem dinamizar a indústria espacial norte-americana e responder à crescente ambição chinesa…

Fonte:
http://www.floridatoday.com/article/20100725/COLUMNISTS0405/7250326/1086/John+Kelly++Race+for+new+space+taxi+intensifies

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A USAF vai atualizar os seus F-22A Raptor

A Força Aérea dos EUA (USAF) está a estudar fazer um upgrade a 63 dos F-22A Raptor atualmente no seu inventário. A decisão final será tomada internamente nos próximos meses mas será comunicada ao público apenas a partir de fevereiro de 2012.

Estes 63 aparelhos são apenas metade da frota da USAF mas pelo menos tal atualização permitirá que os Raptor possam utilizar os armamentos e equipamentos de comunicação mais recentes.

A linha de producao dos F-22 será encerrada em começos de 2012. Esta linha está atualmente ocupada com um contrato da USAF para reduzir as atuais seis versões do aparelho em apenas três: Block 20, 30 e 35. A atualização que está agora em análise é a passagem destes 63 aparelhos Block 30 para Block 35. Esta atualização dará à USAF uma frota de 150 aviões idênticos, no mesmo padrão.

O problema é que mesmo com esta atualização a frota de F-22 da USAF continuará a não conseguir utilizar algumas das funcionalidades dos aviões mais modernos… que poderão sempre ser instalados nestes aviões, ainda que por enquanto não existam planos para tal.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2010/08/05/345808/usaf-debates-major-upgrade-for-f-22-raptors.html

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Sobre o “Plano de Ataque” dos EUA às instalações nucleares do Irão

Instalações nucleares do Irão (http://www.inewscatcher.com)

Instalações nucleares do Irão (http://www.inewscatcher.com)

Um alto responsável do exército dos EUA admitiu que existia um plano de ataque para impedir o Irão de obter armas nucleares. Mas também admitiu estar seriamente preocupado com as consequências de tal ataque. Quem falava (provavelmente demais) era o almirante Mike Mullen do Estado-Maior dos EUA. O almirante acrescentou que continuava a esperar que os esforços diplomáticos e as sanções económicas produzissem efeito e que não fosse necessário recorrer à opção militar.

Apesar do discurso esperançoso e “diplomático” o certo é que – ao que me recorde – é a primeira vez que um alto responsável militar dos EUA admite publicamente a existência de um plano de ataque detalhado às instalações nucleares da República Islâmica. Tal reconhecimento implica também uma “quase certeza”: assim que o Irão detonar a primeira bomba nuclear experimental o plano é ativado… ou então a existência de tal plano de ataque é um puro absurdo. E não é.

Fonte:
http://www.defpro.com/news/details/17262/

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Do Flop do Finreg ou “Pacote de Regulação Financeira” de Obama

Obama lançou recentemente grandes vagas de euforia sobre o seu “pacote de regulação financeira” alegando ser a maior revolução na tão precisada regulação do sistema financeiro realizada nos últimos anos, nos EUA. Até que poderá ser, mas a maior partes dos analistas concordam em que a escala da mudança foi reduzida e que – como no pacote de Saúde – as alterações foram reduzidas e que todo o pacote legislativo sofreu com o excessivo desejo pelo “compromisso” que carateriza Obama.

Em primeiro lugar, o Pacote só vai entrar realmente em vigor em… 2022! O Pacote Finreg (como é conhecido nos EUA) incluí uma série de omissões e lacunas que os Financeiros já estão a estudar e que irão usar a seu favor para garantirem que nada de substancial na sua conduta será, de facto, alterado.

1. Os emissores dos títulos continuam a pagar às agências de Rating, corrompendo a imparcialidade do sistema e mantendo a fonte das sobre-avaliações do passado recente.
2. Os tão turvos como perniciosos Derivados permanecem sem alterações dignas de registo. Sobretudo, os Derivados permanecem tão opacos como antes e recordemo-nos de que foi precisamente a falta de transparência destes produtos financeiros que esteve na mais imediata causa da Recessão que ainda hoje assola o globo…
3. O pacote cria a nova “Agência para o Consumidor Financeiro”, mas coloca-a na dependência do FED, que, como sabemos não é verdadeiramente um “banco central” (como na Europa) mas mais uma aliança de grandes Bancos.
4. Não é estabelecido o montante máximo de dívida que um Banco de Investimento pode usar numa operação de negociação.
5. Não termina com o perigoso esquema de compensações aos altos quadros bancários por gerarem operações e não resultados. Se a operação (para a qual receberam prémios chorudos) correr mal, em última instância que paga o erro são os contribuintes
6. Nada faz para obstar à aparição de novos Bancos pela fusão dos já existentes nem para dividir aqueles que sendo já demasiado grandes são “grandes demais para falir” e que têm – pela sua escala – de ser salvos com dinheiros públicos de forma a não arrastarem na sua queda toda a demais economia.
7. Os Banqueiros do FED recebem ainda mais poder do que aquele que tinham em 2008… e que usaram tão mal. É que sendo o FED uma associação de grandes Bancos, agora com este pacote, o FED pode “regular” competidores, isto é, todos os Bancos que (médios ou pequenos) não fazem parte deste clube, criando condições de concorrência desleal e levando a prazo a uma concentração ainda maior do sistema financeiro.
8. Os Bancos continuam a poder manter grandes operações no setor especulativo… o regresso ao rigor da Lei Glass-Steagall dos anos 1930 e que foi completamente desmantelada entre Reagan e Clinton, e que era desejada por muitos especialistas como forma de devolver robustez ao sistema, simplesmente não aconteceu…
9. Não foi determinado nenhum limite para os prémios dos gestores bancários, nem uma ligação direta com o desempenho do Banco ou com o merecimento (ou não) do mesmo.
10. Embora seja criada uma entidade para regular o setor dos Seguros, a legislação de regulação continua a ser da competência dos Estados, mais permeáveis ao poder dos lobbies, e logo, nada de substancial é feito para impedir a aparição de “novas AIGs”.

Todas estas falhas do Pacote de Regulação Financeira encontram uma fonte comum nos 500 milhões de dólares que os políticos norte-americanos recebem por ano dos Lobbies das empresas financeiras. Isso e a conhecida (agora) tibieza de Obama e a sua pulsão gutérrica para perder tempo, foco e objetivos na busca de consensos que acabam por esvaziar as metas iniciais e anular os feitos que se esperavam do seu alcançamento. Foram estas as razões pela qual a Reforma da Saúde de Obama foi um Flop, satisfazendo apenas as Seguradoras e os Lobbies e agora, a Reforma Financeira aparece com um sabor semelhante: a meio copo cheio.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/reforma-de-wall-street-soube-a-pouco=f597124

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