Posts Tagged With: Egipto

O “Conselho” Mujahideen Shura atacou um posto fronteiriço egípcio

O APC egípcio capturado e depois destruído (http://www.defenddemocracy.org)

O APC egípcio capturado e depois destruído (http://www.defenddemocracy.org)

Um incidente recentemente ocorrido na fronteira egípcia de Gaza veio exportar um novo problema que começa a despontar no mundo árabe. Num ataque vindo de Gaza mais de uma dezena de militares egípcios e dois transportes blindados de tropas foram capturados. O ataque terá sido executado por “jihadistas globais” durante a noite e dirigiu-se a um posto fronteiriço egípcio, tendo tido completo sucesso.

Depois da operação, os jihadistas (termo que designa habitualmente combatentes estrangeiros paquistaneses, no Afeganistão, mas que aqui parece referir-se a combatentes tribais do Sinai) retiraram para Gaza sendo então aqui atacados a partir do ar por Israel. A operação terá terminado com uma intervenção terrestre israelita e é apenas a mais ousada e recente de uma série de incidentes semelhantes que ocorreram no Sinai (especialmente no norte) desde há um ano e que levaram a que o Egito pedisse a Israel autorização para deslocar para esta região desmilitarizada (desde o tratado de paz) APCs como estes que estiveram envolvidos neste incidente.

Fontes israelitas ligam este ataque ao “Conselho” Mujahideen Shura, uma organização que alegam ter ligações ao que resta da Al Qaeda.

Fonte:
http://www.longwarjournal.org/archives/2012/08/global_jihadists_ove.php

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Sobre os incidentes da recolha de portugueses do Cairo…

C-130H da FAP (http://estb.msn.com)

C-130H da FAP (http://estb.msn.com)

“O avião é nosso, mas teve de se fazer um “contrato” para o check-in que era desnecessário. Teve de se fazer um “contrato” para o transporte de passageiros até ao avião, embora nós tivessemos autocarros. Teve de se fazer um “contrato” do transporte das malas para o avião (mas nós podíamos transportar as malas). Estivemos alinhados no meio da sala do check-in sete ou oito horas, e com o pessoal da embaixada a fazer das tripas coração”.
(…)
“Na segunda-feira, quando o embaixador foi ao aeroporto, teve de andar pé ante pé, entre excrementos e poças de xixi, à procura dos portugueses. E havia portugueses, que estavam lá há nao sei quantos dias. Os americanos ficaram impressionadíssimos com aquilo porque os portugueses foram os primeiros a fazer isso. A política europeia é: não há estado de guerra, não há lei marcial, portanto nao há necessidade de evacuação”.
(…)
“O governo egípcio não permitiu a entrada da força militar portuguesa no país? embora tenha permitido a entrada dos caribinieri italianos. Os soldados deixaram o avião na escala feita em Creta”.

Fonte:
Sol 4 de fevereiro de 2010

Dos acontecimentos no Egito e do desempenho dos representantes do Estado português na defesa dos nossos cidadãos há assim muito por dizer e, ao contrário daquilo a que estamos – infelizmente – habituados a dizer: Bem. O embaixador português comportou-se à altura da crise e o Estado português soube cumprir o seu dever melhor do que o de muitos “países desenvolvidos” que abandonaram os seus nacionais à sua sorte. Portugal não só resgatou os seus nacionais num país que mergulhava no caos e na insegurança e em que o regime de Moubarak chegou a libertar presos de delito comum apenas para aumentar a insegurança nas ruas e justificar a ação policial repressiva, como até auxiliou nacionais de outros países lusófonos a abandonar o Egito.

Num país onde sobejam as razões para criticar o Estado e o Governo, um e outro (não confundir…) estiveram bem. Não devemos contudo esquecer o apoio continuado a um regime tirânico nem a humilhação sofrida quando os nossos GOEs lhes viram recusada a entrada no país onde queriam apenas proteger os nossos nacionais da incompetente, corrupta e desmoralizada polícia nacional. Isso, assim como as condições do embarque dos portugueses e demais cidadãos no C-130 da FAP que não devem ser esquecidas e que são amplamente merecedoras de um protesto formal e da reflexão por parte da nossa diplomacia e de todos os portugueses que pensavam ir ao Egito nos próximos tempos…

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Aribert Heim “faleceu” no Cairo em 1992?

Aribert Heim 8http://i.telegraph.co.uk)

Aribert Heim 8http://i.telegraph.co.uk)

O médico nazi Aribert Heim, conhecido por usar o crâneo de uma das suas vítimas como pisa-papéis e que injetava gasolina ou água envenada no coração dos prisioneiros, observando e cronometrando o tempo que levavam a falecer parece que faleceu no Cairo há 18 anos na capital egípcia. “Parece”, porque investigadores israelitas não conseguiram vencer uma estranha “barreira do silêncio” quando tentaram obter detalhes da sua “morte de cancro do cólon” em 10 de agosto de 1992… Algo particularmente estranho quando se sabe que este médico (fugido da Alemanha apenas em 1962) trabalhou durante 30 anos para a polícia secreta egípcia, que certamente conhecia o seu turvo passado e que agora (aos 96 anos) bem que o pode estar a proteger, como protegeu durante 30 em troca de serviço que certamente nao honram o cumprimento dos Direitos Humanos no Egipto.

Fonte:
Diário de Notícias, 5 de julho de 2010

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Foi descoberto mais um importante túmulo egípcio e algumas variações sobre o tema da Educação…

Túmulo de Dhehuty em http://www.osirisnet.net

Túmulo de Dhehuty em http://www.osirisnet.net

Uma equipa mista, composta por arqueólogos egípcios e espanhóis descobriu em Luxor uma câmara funerária com mais de três mil e quinhentos anos. O túmulo enquadra-se na necrópole de Dra’Abu el-Naga e está ainda completamente coberto com pinturas alusivas a cenas do Livro dos Mortos. Sendo até ao momento apenas o quarto túmulo deste género com pinturas descoberto até hoje.

O túmulo pertence ao escriba real Dhehuty que acumulou essas funções com a de responsável do Tesouro egípcio durante o reinado da rainha-faráo Hatshepsut e a singularidade decorativa do túmulo exprime a importância que a figura detinha no poder egípcio da época.

O túmulo terá sido um dos primeiros que na civilização egípcia a ser completamente decorado com pinturas. Numa segunda divisão os arqueólogos encontraram um par de brincos de ouro, que pode ter pertencido ao próprio Djehuty, de acordo com a moda da época e que escapou à atenção dos saqueadores que esvaziaram o túmulo do escriba.

As paredes do túmulo estão decoradas com passagens do Livro dos Mortos e o tecto com uma figuração da deusa Nut, com os braços abertos, como é habitual.

Esta descoberta, assim como aquela outra de um retrato quinhentista até agora desconhecido de Leonardo da Vinci expõe com evidencia que neste mundo, tão batido, tão reconhecido e explorado, persistem ainda descobertas extraordinárias por fazer e que a capacidade de nos espantarmos com elas não chegou ainda ao fim… Assim se mantenha viva a chama da investigação cientifica e da curiosidade humana e que esta consiga sobreviver à “ditadura económica” que hoje começa a evaporar seriamente a maioria das instituições de ensino que ainda patrocinam estes trabalhos… E onde inevitavelmente estão ausentes as universidades públicas portuguesas (que vegetam em orçamentos apertados que mal pagam os custos com pessoal) e as privadas (concentradas em formar advogados e gestores de empresa por atacado), para grande infelicidade do progresso científico em Portugal e para maior exposição da falta de visão e estratégia dos nossos governantes.

Fonte:
http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=1174389

Categories: Educação, História | Etiquetas: | 7 comentários

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