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Braga de Macedo: “Os dois países mais avançados recearam sempre que uma dimensão económica da CPLP”

Jorge Braga de Macedo (http://www.tintafresca.net)

Jorge Braga de Macedo (http://www.tintafresca.net)

 

“Os dois países mais avançados recearam sempre que uma dimensão económica da CPLP arrastasse expectativas de ajuda pública ao desenvolvimento impossíveis de satisfazer. Uma consequência indesejáveis desse receio foi o atraso da cooperação económica e empresarial, aventada na Cimeira de Maputo em 2000 e decidida na Cimeira de Fortaleza em 2003.”
Jorge Braga de Macedo

Eis explicado, de forma sumária mas bem clara, porque é que a cooperação económica entre os países da CPLP continua a frustrar todos aqueles que – como nós – que defendemos o desenvolvimento da Comunidade e a sua transmutação gradual numa União Lusófona, não avança: Porque esse não é o desejo sincero dos dois países mais “ricos” da Comunidade… Em termos de riqueza nacional (medida em PIB) transferida para a CPLP, que depois poderia ser repartida entre os países da Comunidade, tal esforço é patéticamente baixo. Os recursos até existem, mas estão dispersos em múltiplos programas bilaterais de ajudas ao desenvolvimento… tem é faltado vontade política e – porque não dizê-lo – atrevimento aos nossos políticos.

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Os PALOPs: O terceiro pilar da Lusofonia/CPLP

http://resistir.info

esistir.info

“Agostinho Neto escreveu poesias em português; Cabral dizia que “a língua é o bem mais precioso que nos deixaram os “tugas” e Samora tomou como lema “um só povo, uma só língua”.

Estas opções políticas deram origem à criação, no dia 20 de abril de 1961, em Casablanca (Marrocos) da Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas (CONCP) que em 1979 se tornaria no Grupo dos Cinco Países de Língua Portuguesa (PALOP) que entre 1979 e 1992 realizariam dez cimeiras”
Miguel Jasmins Rodrigues

Infelizmente esta proximidade da África lusófona viria a esmorecer por via de várias divergências entre os seus membros só vindo as relações entre os PALOP a melhorarem após 1996, com a fundação da CPLP. Em 2001 as relações entre os países alcançaram novo ponto alto, sob a presidência de Angola e têm realizado diversas reuniões inter-setoriais sobre os mais diversos domínios, desde a Educação aos Transportes passando pelas Telecomunicações ou Comunicação Social, sendo hoje em dia um dos três pilares fundamentais desse triângulo estratégico Portugal/Europa, Brasil/América e PALOPs/África se funda a base sólida em que radica hoje a Comunidade e a partir de onde países como Timor ou regiões como Malaca, Goa ou Macau  podem reencontrar a sua perdida identidade lusófona.

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Aparecido de Oliveira: “A primeira das nossas preocupações na CPLP foi a de instituir uma sociedade rigorosamente entre iguais”

 

José Aparecido de Oliveira (http://revistalusofonia.net)

José Aparecido de Oliveira (http://revistalusofonia.net)

 

“A primeira das nossas preocupações na CPLP foi a de instituir uma sociedade rigorosamente entre iguais, de tal maneira que as dimensões físicas e políticas dos países participantes não influíssem na formação do grupo nem na sua orientação futura.”
Embaixador José Aparecido de Oliveira

Esta é a matriz fundadora desenhada por aquela pessoa que mais contribuiu para a materialização da CPLP. Ao contrário de outras “comunidades”, a CPLP surge desde logo por iniciativa de uma antiga colónia (o Brasil) “como não poderia deixar de ser” nas palavras de Mário Soares para obviar a receios de neocolonialismo e para que existissem mais condições para que todos os membros fossem Pares antes de serem Membros.

Com efeito, para que a CPLP possa assumir-se como um farol exemplar e que tenha retidão moral que se lhe tem que exigir, todos têm que ter o mesmo poder, capacidade e influência: pequenos e grandes. Para que os “pequenos países lusófonos” não receassem (justamente) serem absorvidos pelo Brasil continental ou pelo antigo colonizador todos na Comunidade tinham que ser iguais, de poderem aceder aos mesmos cargos e responsabilidades e de pesarem o mesmo em todas as votações internas na Comunidade. Este caminho paritário é claramente divergente do rumo federalista da União Europeia, onde um “Diretório dos Grandes” já conseguiu fazer impor o seu império sobre os pequenos e médios países através do Tratado de Lisboa.

Assim, para que a CPLP possa ser aquilo que desejamos: um protótipo, uma anunciação da União Lusófona que desejamos (e que é um dos principais objetivos do MIL) há que saber preservar este princípio igualitário entre os seus membros, tão corretamente gisado por Aparecido de Oliveira na década de sessenta…

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Sobre o papel da língua portuguesa no mundo

Foi no decurso do congresso da “Associação Internacional para a Investigação em Média e Comunicação” (Iamcr), que vários investigadores na área das Ciências da Comunicação expressaram a opinião de que “Os países de língua oficial portuguesa não têm sabido explorar o potencial da Internet para divulgar a cultura”. Essa foi por exemplo a posição de Rosental Alves, um investigador brasileiro da Universidade do Texas (EUA).

Com efeito, as instituições ligadas à promoção e defesa da língua portuguesa nunca tiveram em conta o tremendo potencial que representam quase 200 milhões de lusofalantes ligados à Internet. Sobretudo, os meios de comunicação nunca souberam tiram partido deste imenso mercado de leitores. Um dos investigadores, Rosental Alves, mencionou que “Há mais norte-americanos do que britânicos a ler os sites dos jornais do Reino Unido. A audiência dos jornais espanhóis na América Latina também é enorme”. Este fenómeno, aliás, é também registado na maioria dos blogues portugueses (como o Quintus) sendo assim o “ciberespaço é um novo terreno para o sonho da lusofonia. É uma oportunidade para criar uma rede virtual de cidadãos que sentem e falam em Português”

Em todo o mundo, a língua portuguesa é a sexta mais falada, graças aos seus 250 milhões de lusofalantes. Na Internet, é a quinta e até recentemente, em alguns serviços como o Orkut, o facebook e o twitter ocupa pontualmente posições mais elevadas.

Este gigantesco património comum contudo ainda não é devidamente aproveitado porque aqueles que dele comungam. Um estudo organizado pela investigadora Margarida Ledo e que se estendeu a Portugal, Brasil e Guiné-Bissau revelou que o conceito “Lusofonia” ainda não foi interiorizado pela maioria da população destes 3 países como uma ponte ou laço de união e que “A maioria dos brasileiros não reconhece o termo lusofonia, os guineenses associam-no à época colonial”. Este é o trabalho de sapa – necessariamente lento e difícil que a sociedade civil, os inteletuais e as instituições públicas e privadas com responsabilidades neste domínio têm que ir trilhando para que seja possível obstar ao domínio crescente da língua inglesa nos campos comercial e cibernético e para que o imenso capital que representa ter uma língua utilizada por mais de 250 milhões de pessoas nos cinco continentes possa ser plenamente aproveitado. E esta é a missão principal do MIL: Movimento Internacional Lusófono.

Fonte:
http://www.publico.pt/Cultura/paises-lusofonos-nao-tem-sabido-explorar-a-internet-para-divulgar-a-sua-cultura_1448215

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José Eduardo dos Santos sobre a CPLP

Não concordamos com a forma como José Eduardo dos Santos e a sua família geriram Angola nas últimas décadas. Mas quando o presidente angolano afirma que a CPLP pode “transformar-se numa força poderosa e dinâmica” acrescentando ainda que a Comunidade pode “contribuir para a paz e segurança e acelerar o crescimento e o desenvolvimento” é impossível não estar com Eduardo dos Santos… Falta agora que os países membros da Comunidade acordem em atribuir-lhe mais meios e competências, acordando em tornar uma organização mais operativa e ambiciosa e não apenas o “armazém” de diplomatas em fim de carreira, isto apesar do mérito de alguns destes, como Lauro Moreira, Prémio Lusófono de 2009.

Na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, em que a presidência da CPLP transita de Portugal para Angola, a grande promessa lusófona de África e o país que pela riqueza do seu território e pela relativamente elevada instrução da sua população mais condições tem (a par com Cabo Verde) de se tornar numa efetiva “Média Potencia” mundial.

O presidente angolano referiu também que há necessidade de existir no seio da CPLP “respeito pela diversidade, porque é aí que a CPLP encontra a base da unidade” e da força potencial demonstrada pelo interesse de adesão de países tão diversos como a Indonésia ou a Ucrânia. É também evidente que aquilo que liga os países da Comunidade é muito mais profundo do que a “simples” língua e que se prende com a Cultura dos povos, com as suas semelhanças e laços históricos do que a simples adopção de uma dada língua como “língua oficial”. Uma observação que tem que ser tida em conta para avaliar se um país que coleciona línguas “oficiais” (castelhano, francês e agora, português) tem efetivamente condições culturais e históricas para aderir à CPLP.

Fonte:
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=179543

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Sobre o envio de Força Lusófona de Manutenção de Paz no âmbito da CPLP para a Guiné-Bissau

Militares guineenses (http://www.stratfor.com)

Militares guineenses (http://www.stratfor.com)

O país que ainda hoje atravessa a maior crise social, política e económica de toda a Lusofonia é a Guiné-Bissau. Este país está envolto numa corrupção absolutamente descontrolada. Em Bissau os militares caminham lado a lado com as máfias da droga colombianas, são pagos por elas e protegem ilhas inteiras que estas máfias utilizam e encerram o aeroporto de Bissau sempre que chegam grandes carregamentos de droga. Na Guiné Bissau, o Exército tornou-se num bando de mercenários dos barões da droga e está em fase terminal.

Na última cimeira da CPLP, em Luanda, o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, invocou a necessidade de a Comunidade contribuir para a devolução da Guiné ao Estado de Direito através do envio de uma força militar de intervenção. Em resposta, o secretário executivo da CPLP respondeu que concordava, mas que esta força só poderia ser convocada após o recebimento de um pedido explícito das autoridades guineenses.

Domingos Pereira acrescentou ainda que o envio dessa força lusófona de manutenção de paz “corresponde àquilo que vínhamos a dizer desde abril de 2009”. O problema é que na situação atual em Bissau, onde diversos grupos militares se combatem mutuamente servindo os interesses nem sempre coincidentes de diferentes máfias colombianas, não existem condições para que o Governo possa pedir à CPLP o envio de qualquer força militar. Enviar forças sem o apelo expresso de um governo da Comunidade também é eticamente complexo, a menos que haja um mandato do Conselho de Segurança ou que os países da CPLP acordem mutuamente e unanimemente que esse tipo de intervenção. Sem uma, nem outra condição a intervenção está fora de questão… a menos que alguém em Bissau tenha tanta coragem como aquela que é necessária ou que… saia do país (por exemplo, para Cabo Verde) e faça a partir daqui este apelo por uma Força Lusófona de Manutenção de Paz como aquela a cuja criação apela o MIL: Movimento Internacional Lusófono.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/cplp-envio-de-tropas-para-a-guine-bissau-esta-condicionado-a-pedido-explicito-das-autoridades-guineenses-secretario-executivo=f596719

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Sobre a adesão (adiada) da Guiné Equatorial

Ultimamente, muito se tem escrito sobre a eventual adesão da Guiné Equatorial à CPLP. É certo que esta antiga colónia espanhola tem dado alguns passos importantes para esta adesão com a introdução da língua portuguesa nos currículos escolares mas o seu regime continua sendo – no essencial não-democrático – e esse critério devia prevalecer sobre aqueles dois que parecem estar a sobrepor-se a todos os demais: o estrito economicismo das suas reservas petrolíferas e o estéril desejo de expansão da Comunidade.

A CPLP deve ser – na nossa visão e naquela publicamente defendida pelo MIL – um modelo de Liberdade, Boa Governança e Democracia. A Guiné Equatorial, apesar do seu passado Setecentista lusófono e da recente adoção do português como língua oficial e nos graus de ensino, não cumpre nenhum dos três critérios acima descritos.

Sou claro: nem sempre pensei (e escrevi) assim. Como muitos na CPLP (Brasil e Guiné-Bissau) acreditei que primeiro a Guiné Equatorial poderia aderir para depois, ir aplicando pressão para que mudasse o seu regime implantando instituições democráticas e libertando presos políticos. Mas estava errado.

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PRÉMIO PERSONALIDADE LUSÓFONA DO ANO: Embaixador do Brasil na CPLP, Lauro Moreira

O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO e a Academia das Ciências de Lisboa têm o prazer de convidar Vossa Excelência para a entrega do PRÉMIO PERSONALIDADE LUSÓFONA DO ANO (2009), atribuído ao Embaixador do Brasil na CPLP, Lauro Moreira, que decorrerá no dia 8 de Fevereiro, às 17 horas, na sede da Academia (Rua da Academia das Ciências, 19), numa sessão presidida pelo Professor Doutor Adriano Moreira.

Eu estarei lá… Estão todos convidados!

Fonte:
http://movimentolusofono.wordpress.com/2010/01/21/premio-personalidade-lusofona-do-ano-embaixador-do-brasil-na-cplp-lauro-moreira/

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O governo timorense assinou um protocolo de cooperação com o Fórum das Autoridades Locais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Foral CPLP) com o objetivo de institucionalizar o poder local neste país lusófono

O Foral CPLP irá colaborar com Timor-Leste na concepção do quadro legal e regulamentar e, mais tarde, na sua implementação, formando quadros locais numa administração local que hoje é pouco mais do que incipiente, mas que se repetir o sucesso das Autarquias Locais portuguesas na década de oitenta, será decisiva no desenvolvimento económico e social deste país lusófono. Com efeito, são nos órgãos locais de administração que melhor se podem resolver os problemas mais prementes da população e ensinar direitos e deveres cívicos e democráticos, pela maior proximidade entre eleitos e eleitores e pelo melhor conhecimento dos problemas locais. Se Timor se quer desenvolver deve, de facto, começar por se desenvolver local, e neste concreto, a parceria estabelecida com o Fórum CPLP pode revelar-se decisiva em vários aspectos.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/cplp-foral-apoia-timor-leste-na-institucionalizacao-do-poder-local=f551603

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Proposta: “Banco de Desenvolvimento Lusófono” (BDL)

O “Banco de Desenvolvimento Lusófono” ou BDL seria uma instituição financeira de desenvolvimento capaz de intervir no espaço lusófono ou, mais especificamente, entre os países que atualmente formam a CPLP.

Seria uma instituição internacional com a missão de desenvolver as sociedades dos países-membros, combatendo a pobreza e melhorando a qualidade de vida das populações lusófonas, onde quer que estas se encontrem.

Os principais parceiros do BDL seriam os governos dos países da CPLP, instituições financeiras publicas e privadas, agências de desenvolvimento, ONGs e fundações particulares.

A estratégia do BDL, na sua primeira década de existência, seria o cumprimento da seguinte agenda:
1. Crescimento económico com inclusão
2. Crescimento económico ecologicamente sustentável
3. Promoção da integração das economias dos países da CPLP

Para cumprir esta meta tripla, o BDL teria à sua disposição os seguintes instrumentos:
1. Empréstimos financeiros, especialmente para infraestruturas
2. Assistência técnica
3. Garantias e avais
4. Aconselhamento
5. Criação de uma moeda comum “virtual”, para transações eletrónicas, aos países membros da CPLP, que estes pudessem usar entre si, paralelamente com as suas já existentes moedas nacionais.

O Banco de Desenvolvimento Lusófono seria uma alternativa lusófona ao já existente “Banco do Sul”, lançado por Hugo Chávez e que além da Venezuela, agrega também Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e o lusófono Brasil. O BDL permitiria oferecer uma alternativa lusófona a esta abordagem estritamente sul-americana da política externa brasileira e aprofundar os laços económicos e sociais entre os povos da lusofonia, abrindo novas alternativas de financiamento onde as outras se encontrarem indisponíveis, tendo uma prioridade mais humanista e focada no desenvolvimento humano do que em indicadores imprecisos e tantas vezes injustos como o PIB ou o crescimento bruto de uma economia, sem ter em consideração a repartição da riqueza ou a qualidade de vida e direitos cívicos e humanos dos cidadãos.

O Banco de Desenvolvimento Lusófono seria uma alternativa humanista ao FMI e ao Banco Mundial, dentro da esfera dos países membros da CPLP, recebendo os seus fundos em parcelas relativas correspondentes à riqueza de cada país que o integrasse. Cada país membro terá um direito de voto correspondente à proporção da sua contribuição para os cofres do BDL.

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Proposta para uma candidatura lusófona aos Jogos Olímpicos de 2024

Alguns devem lembrar-se de um certo “Vicente Moura“, o tal presidente do Comité Olímpico de Portugal que a troco do maior investimento de sempre do Estado português tinha prometido quatro medalhas ou 60 pontos, promessa que não cumpriu, exprimindo-se “desiludido” com os resultados obtidos pela maioria dos atletas, entre os quais se contavam efetivamente casos muitos tristes como o tipo da pérola “de manhã é só na caminha“.

Não satisfeito com o desperdício de fundos, e seguindo a linha de Madaíl e de outros esbanjadores do Futebol, agora, Vicente Moura defende que Portugal devia candidatar-se aos Jogos Olímpicos de 2024: “Estamos capacitados para organizar os jogos da Lusofonia. Vamos ver se vencemos este desafio e se nos preparamos para voos mais altos, como por exemplo para uma candidatura à organização dos Jogos Olímpicos em 2024″. Está mais que visto que a carreira do senhor seria largamente beneficiada com este espavento, mas Portugal precisa de tornar a cometer os mesmos erros do passado, do Euro 2004 e a construir estádios após estádios para depois ficarem ao abandono e torrando num projeto tão exigente como o da realização de uns Jogos Olímpicos preciosos recursos que poderiam ser gastos em tantos outros campos e prioridades? Quando um país de escala semelhante à nossa, a Grécia realizou os JO daqui teve um pesado preço a pagar ficando com um défice orçamental de 5,3%, quando a previsão era de 1,2 ou 184 biliões de euros, em grande medida devido aos JO! É disto que estamos a precisar? Dos 12 biliões de euros que os gregos gastaram nos seus JO, isto é, de mais 4 biliões que o TGV irá (supostamente) gastar? Se o TGV já é discutível, na sua rentabilidade, então… que dizer de uns Jogos Olímpicos?

Em suma, parece coisa de gente completamente descabeçada pensar que Portugal tem condições para organizar uns Jogos Olímpicos… É claro que isso nunca nos impediu antes, como se prova pelos elefantes deixados para trás pelos estádios do sacrossanto futebol, do Euro 2004. Mas porque é que não aproveitamos estas propostas megalómanas e as aproveitamos para potenciar o projeto lusófono?

Porque não avaliar a potencialidade de organizar uns Jogos Olímpicos à escala lusófona, integrando na organização, partilha de despesas e recolha de dividendos, assim como na localização dos eventos, todos (ou apenas os maiores) países da Lusofonia, como Angola, Brasil e Portugal, estendendo a mão aos nossos irmãos da Galiza, da Estremadura e da Catalunha? Uma candidatura lusófona aos Jogos Olímpicos de 2024, que criaria no mundo uma nova imagem da Lusofonia, que daria uma projeção mediática inédita aos países que compõem a CPLP e que abriria novos horizontes a novos tipos de uniões internacionais de que estes Jogos Olímpicos poderiam ser apenas a antecâmara.

Fontes:
http://jpn.icicom.up.pt/2008/08/19/vicente_moura_sai_do_comite_olimpico_desiludido_com_prestacao_portuguesa_em_pequim.html
http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1379944
http://desporto.pt.msn.com/especial/article.aspx?cp-documentid=16751268
http://en.wikipedia.org/wiki/2004_Summer_Olympics
http://news.scotsman.com/athensolympics/Athens-counting-cost-of-the.2648827.jp
http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=659924

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2ª Conferência MIL: O Futuro Democrático da Guiné-Bissau e pedido de doação de livros para Timor (Oecussi)

Conforme tem sido noticiado, no próximo dia 4 de Julho, pelas 16h, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO organizará, na sua sede (Associação Agostinho da Silva, Rua do Jasmim, 11, junto ao Príncipe Real, em Lisboa), um debate público sobre “O futuro democrático da Guiné-Bissau no espaço lusófono”.


Pedimos que todos os presentes levem alguns livros infantis e para adolescentes, a serem depois remetidos para a Comunidade das Irmãs Dominicanas do enclave timorense em Oecussi. Esta Comunidade pretende organizar uma Biblioteca mas não tem, até ao momento, nenhum livro.

Petições MIL correlacionadas:

Petição em prol da Construção de um Estado de Direito Democrático na Guiné-Bissau


Por uma
Força Lusófona
de Manutenção de Paz

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Divulgação de apelo para participação em estudo sobre “A Construção da Comunidade Lusófona”

Caros visitantes, recebi este apelo, através de um bom amigo do MIL, do qual, faço agora eco. Recomendo a vossa participação, no sentido de prosseguirmos na caminhada comum do aprofundamento da CPLP e da Lusofonia, cumprindo todos os grandes destinos que juntos, poderemos um dia alcançar:

“Caríssim@s,

Sou investigadora do CESNOVA da FCSH-UNL e encontro-me neste momento a escrever a minha tese de doutoramento sobre a Construção da Comunidade Lusófona.

Para a conclusão de um capítulo, necessito de fazer uma pequena sondagem de opinião que abarque diferentes pessoas da sociedade civil em todos os espaços de Língua Portuguesa, para tal, tenho usado o e-mail como meio de divulgação e apelo à participação.

São apenas 3 perguntas (de resposta rápida, pois o que se pretende é que respondam de forma espontânea e sem qualquer consulta) e alguns dados de caracterização:

1. O que significa para si ser lusófono?

2. O conceito é-lhe familiar?

3. Sente-se parte da chamada “comunidade lusófona”?

Dados de caracterização:

idade:

sexo:

nacionalidade:

profissão:

Gostaria de vos solicitar que, se assim o entenderem, possam reencaminhar este meu pedido através das vossas listas de contactos para que se gere o maior número possível de respostas.

Grata pela colaboração,

com amizade,

Cármen Maciel

Doutoranda em Sociologia na FCSH-UNL

carmenmaciel@fcsh.unl.pt

http://carmenmacielcv.blogspot.com/

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2ª Conferência MIL: O Futuro Democrático da Guiné-Bissau

MIL CARTAZ 04 JUL

Petições MIL correlacionadas:

Petição em prol da Construção de um Estado de Direito Democrático na Guiné-Bissau


Por uma
Força Lusófona
de Manutenção de Paz

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Semana Cultural da CPLP

Logótipo CPLP

CPLP – Guiné-Bissau organiza “Semana Cultural”, de 3 a 11 de Maio, em Lisboa

O que é

Está a decorrer, de 03 a 11 de Maio, em Lisboa, a Semana Cultural da CPLP.

Organizada pela Guiné-Bissau, Presidente da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP),  esta iniciativa aposta na aproximação da organização aos cidadãos, divulgando as suas actividades.

A CPLP foi criada em 1996 e integra os oito países em que o Português é Oficial: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomée Príncipe e TImor-Leste.

A “Semana Cultural da CPLP”, será preenchida com fóruns envolvendo intelectuais, artistas e outras personalidades de referência.

No programa constam actividades tão variadas como espectáculos musicais, exposições de artes plásticas, lançamento de livros, provas desportivas.

A FDTI tem o Estatuto de “Observador Consultivo” da CPLP desde 17 de Julho de 2006, atribuído na VI Conferência de Chefes de Estado e de Governo e vai estar presente nesta inicitiva.

Nos dias 10 e 11 de Maio a FDTI participará com várias actividades, na Praça do Comércio, das 15h00 às 20:00h.

Não percas esta iniciativa!

Sessões

Sábado, 03 de Maio de 2008
Dia de Portugal

7h30 – 19h30: Abertura – Mostra de Arte, Galeria das Finanças;
20h00 – 24h00: Jornadas Musicais, Praça do Comércio.

Domingo, 04 de Maio de 2008
Dia de Cabo Verde

Segunda-feira, 05 de Maio de 2008
Dia de São Tomé e Príncipe

7h00 – 19h00: Fórum dos Artistas – 1º Bloco, Palácio Foz.

Terça-feira, 06 de Maio de 2008
Dia de Moçambique

17h00 – 19h00: Fórum dos Artistas – 2º Bloco, Palácio Foz.

Quarta-feira, 07 de Maio de 2008
Dia do Brasil

14h30 e 23h00: Fórum África, RTP África.

Quinta-feira, 08 de Maio de 2008
Dia de Timor-Leste

Sexta-feira, 09 de Maio de 2008
Dia da Guiné-Bissau

15h00 – 18h30: Debate sobre os Objectivos da CPLP “CPLP e a Lusofonia, de conceito multicultural e vector portador de futuro”, Universidade Católica Portuguesa.

Sábado, 10 de Maio de 2008
Dia de Angola

15h00 – 20h00: Actividades – Observadores Consultivos da CPLP, Praça do Comércio;
15h00 – 20h00: Festival Multicultural, Praça do Comércio;
16h00 – 19h00: Mesa Redonda “Em que Lusofonia nos Revemos?”, Fórum Lisboa;
17h30: Apresentação dos Livros “Tchuba na Desert” e “Canto e Lágrimas em Terra Quente”, Praça do Comércio.

Domingo, 04 de Maio de 2008
Dia do Cidadão da CPLP

15h00 – 20h00: Actividades – Observadores Consultivos da CPLP, Praça do Comércio;
15h30: Sorteio das Chaves das Equipas – Taça José Aparecido de Oliveira, Praça do Comércio; 17h30: Apresentação dos Livros “Ser Solidário – Estórias de Amor e Paz” e “Amar com Amor”, Praça do Comércio;
20h00 – 24h00: Jornadas Musicais, Praça do Comércio.

Para mais informações consulta:
http://www.cplp.org/index.asp

Fonte:

http://juventude.gov.pt/Portal/Eventos/Cultura/CPLP.htm

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Dos frutos da aposta lusófona da Cimpor

A empresa portuguesa de cimentos Cimpor sofreu fortemente com a acentuada descida da construção em Espanha, provocada pelos intensos impactos da atual recessão mundial em Espanha, juntamente com a saturação do mercado imobiliário espanhol provocada por décadas de expansão desenfreada e irracional.

Contudo, a Cimpor fez algumas apostas estratégicas bem sucedidas nos últimos anos que lhe permitiram compensar o abrandamento do mercado ibérico: uma aposta forte no Brasil que fez com que dos 2089 milhões de euros gerados em 2008, 401 destes tivessem origem no Brasil, um crescimento notável de mais de vinte por cento em relação ao ano anterior e que permitiu compensar a queda espanhola e o abrandamento do consumo em Portugal.

A Cimpor está assim a seguir o caminho correto para uma estratégia económica de sucesso: a divergir de forma coerente e consistente do mercado ibérico e europeu e assentar mercados no mundo Lusófono onde Brasil, Angola e Moçambique estão bem posicionados para resistirem à recessão global e para a utilizarem até como plataforma para recuperar atrasos de desenvolvimento com décadas. Se Portugal souber (e quiser) potenciar as sinergias que o falar e o sentir comuns entre os povos da Lusofonia lhe podem oferecer pode acompanhar estes países nesta resistência à recessão, que será tanto maior quanto maior for o afastamento económico de uma Europa imersa em problemas financeiros crónicos e maior a aproximação de um mundo Lusófono, liderado pelo Brasil, que tem todas as condições para ser uma das praças de assentamento da recuperação da economia mundial.

Fonte:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1369616

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Réplica a Pedro Nunes sobre Portugal, o seu destino, o Quinto Império e o Acordo Ortográfico

O nosso comentador, Pedro Nunes deixou em tempos um comentário que mereceu amplamente o destaque de um artigo em réplica. Cá vai o dito:

Pedro:
“este post parte do maravilhoso ideário de Agostinho da Silva
um homem que me lembro de ouvir embevecido de vez em quando naqueles programas da treta das manhãs da semana, que graças a ele ocasionalmente ganhavam uma luz absurda”

-> Foi também aí que o vim a conhecer… tinha já um ou dois livritos dele (como o marcante Ir às Índias sem sair de Portugal), mas nunca ligara a personagem às ideias até ver as Conversas Vadias, que tenho todas e que passei em parte para:
http://www.youtube.com/user/ClavisProphetarum

“um ideário com sólidas raízes na história – e na antropologia, e na sociologia, e na psicologia, … – mas também na poesia
(no que “poesia” não tem de ter de pejorativo!)”

-> E produto de uma cultura clássica robusta, de um conhecimento direto das pessoas mais simples de Portugal e do Brasil e de uma experiência de vida rara…

“sou um céptico em relação a esse Quinto Império
– também ele enraizado na visão poética de Fernando Pessoa -“

-> Assim como Agostinho… que preferia o conceito de Império do Espírito Santo, menos católico e vierista…

“se um Reino Unido é o eixo do mundo anglófono (de que os Estados Unidos estão por muitos motivos desalinhados), não me parece possível que Portugal lhe imite os passos”
-> Nem o deve fazer. Esse “império” anglo-saxão é bárbaro, no sentido em que é material, comercial e militar. O 5º Império nunca o será, será um “império da Língua” como escrevia Pessoa, uma entidade imaterial e pessoal, coincidente com formas de organização políticas, não ao contrário como sucede com esta globalização neoliberal, regida pelos anglo-saxões que hoje nos domina.

“é que se o valor intrinsecamente cultural de uma Nação – e sua história – vale mais do que por aí se diz, também é cruelmente verdade que só o poderio económico (i. é, nível de desenvolvimento, de bem-estar, de estabilidade, de credibilidade,…) confere respeito a um País na cena da mesa internacional dos seus iguais (como o do Reino Unido ou como o da França, respectivamente para o mundo inglês e francês)”

– sem dúvida. Portugal não seria ainda um país independente se não fosse a sua cultura tão diversa da poderosa Espanha, nossa vizinha e da Europa do norte, cuja essência federal representa atualmente a maior ameaça à nossa independência nacional. Contudo, um país economicamente inviável não pode sobrevier. Se Portugal é o país europeu com fronteiras estabilizadas mais antigas do continente isso deve-se sobretudo à única continuidade existente entre cultura, língua e Estado, mas também a economia nacional teve raízes suficientemente fortes para assegurar essa independência. O problema é que nos últimos dez ou quinze anos temos vivido muito acima da medida das nossas capacidades e da riqueza que conseguimos gerar. Esta diferença tem sido colmatada com recurso a níveis pouco saudáveis de endividamento de consumo e de habitação.

“Portugal como interface de continentes SEM se “cumprir” dentro de portas, sem se perceber, sem se encontrar, sem apostar e triunfar sobre o futuro, é inviável Entalado que estará entre (por exemplo) um Brasil em vias de tornar-se uma potência económica mundial e um Europa pseudo-aristocrática de que tão cedo não fará parte secundarizado que será quando a nenhuma das partes for útil como mestre de cerimónias no diálogo prático e pragmático das trocas comerciais (de bens, serviços ou gentes) entre Nações que se entendem num dialecto diferente do seu”

– mas essa é precisamente a questão. Portugal nunca foi um país como os outros “estados-nação” europeus, foi sempre muito mais uma “ideia” que um “Estado”. Uma ideia que esteve perto de se realizar no áureo reinado de Dom Dinis e na primeira fase dos Descobrimentos, mas que depois se perdeu na voracidade mercantilista manuelina e da vã busca de um impossível “império terrestre” no Oriente. Essa ideia foi perdida, mas não esquecida e permanece em estado latente em toda a cultura lusófona, desde o tropicalismo brasileiro até ao “império do Espírito Santo” português, açoriano e brasileiro. Portugal integrado no Brasil, e Brasil integrado em Portugal, como protótipos vivos de uma União Lusófona seriam uma estrutura inédita na História do Homem, porque pela primeira vez haveria um Estado multi-continental verdadeiramente justo e paritário, sem as contaminações éticas que resultam de todos os colonialismos e neocolonialismos. Nem o Brasil tem a escala para “colonizar” Portugal, nem Portugal tem hoje a força para realizar inverso e anacrónico movimento.

“concordo com a existência de uma “tarefa impossível”

…que é arrumarmos a nossa cabeça e a nossa casa, criarmos um futuro viável a nossa preponderância no mundo – lusófono e não só – viria naturalmente e a – minha – poesia reside aí: em crer contra todas as evidências que não estamos fadados ao abismo e a sermos nada”

– Ora é precisamente porque hoje estamos desprovidos de verdadeiros objetivos “impossíveis” que vegetamos… Portugal forjou-se no árduo espírito da Reconquista e de uma difícil guerra de independência milenar contra Castela e Espanha. Agora, que estamos reduzidos ao aborrecido objetivo da “disciplina orçamental”, entediamo-nos e vegetamos, perdendo para todos os países europeus em todos os índices económicos e de desenvolvimento. Portugal e os portugueses só funcionam bem em objetivos de grande escala e de maior ambição, não nestes objetivos mesquinhos e contabilísticos que os aborrecidos europeus do norte nos inventam.

“(n.b.: o meu cepticismo, alargo-o à aplicação do Acordo Ortográfico, que considero mais uma pazada de terra sobre o que deveria ser a afirmação e valorização de uma diferença identitário nacional em relação a todas as outras nações lusófona e ao mundo – que nada tem de chauvinista e faz uma falta de morte ao tal “percebermo-nos” e “encontrarmo-nos” para “cumprir-nos”)”

– A minha defesa – quase solitária – do Acordo encontra motivações em causas maiores do que o próprio Acordo… O Acordo é apenas uma ferramenta para aproximar os lusófonos nos diversos palcos internacionais, para facilitar o intercâmbio de ideias e de produções culturais, de facilitar o ensino do português (pela simplificação da grafia) e de faciliitação do contacto virtual na Internet e das trocas de bens culturais. Havendo dupla grafia, em Portugal e no Brasil, não é sequer um Acordo perfeito, apenas um passo nessa necessária aproximação para um aprofundamento da CPLP que desejamos que seja – a prazo – o embrião de uma União Lusófona…

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O presidente da Guiné-Bissau, Nino Vieira é assassinado e sobre a Força Lusófona de Manutenção de Paz

(militares guineenses em http://www.bbc.co.uk)

O morte do presidente da Guiné-Bissau, Nino Vieira, vem confirmar o estado desesperado em que se encontra esta nação luśofona… Nino Vieira teria sido morto nesta madrugada de 2 de março de 2009, por um grupo de militares ligados ao falecido Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas guineenses, o general João Tagme Na Waie, que teria falecido na explosão de uma bomba detonada por controlo remoto e que destruiu por completo o edifício onde se encontra instalado o Estado-Maior. Nino Vieira teria sido assassinado ao tentar abrigar-se na embaixada do Brasil.

Nino Veira tinha sido afastado do poder – depois de um acumular de rumores ligando-o e à sua mulher a esquemas de corrupção – em 1999, depois de um golpe de estado militar onde a Marinha portuguesa haveria de cumprir um papel muito mais ativo do que a História haverá alguma vez de registar. Eleito em meados de 2005, regressaria ao poder, abandonando o apoio do seu nebuloso amigo Valentim Loureiro, em Portugal e reassumindo a função presidencial.

A sua morte teria resultado de um ataque de forças militares à sua residência e teria resultado de uma reacção à morte do Chefe de Estado-Maior, onde se suspeita que Nino Veira teria sido o mandante e que no passado mês de janeiro já teria conseguido escapar a um atentado.

Em dezembro, Nino Vieira, tinha sobrevivido a um ataque à sua residência (uma sorte que não tiveram dois dos seus guardas) e apesar das garantias de controlo dadas pelo exército, a verdade é que durante toda a noite e parte da manhã se ouviram disparos de armas automáticas de RPGs em vários locais de Bissau.

A morte do seu corrupto presidente é apenas mais um passo na caminhada descendente que a Guiné-Bissau percorre desde a sua independência… Praticamente desprovida dos recursos naturais ao dispôr de outros países lusófonos, a Guiné depende quase em exclusivo das ajudas internacionais, sendo um dos exemplos mais acabados de “Estado-Falhado” do mundo. No último ano, os narcotraficantes colombianos tinham aproveitado esta falência do Estado para se instalarem impunemente no país e para o usarem como eixo de envio de narcóticos para a Europa, já que os controlos alfandegários europeus tendem a ser menos exigentes para voos vindos de África do que para aqueles que provêm da América do Sul. Havia bastos indícios que ligavam Nino Vieira e os seus elementos mais próximos no Exército e estes indivíduos que se movimentam livremente em pequenos aviões e SUVs numa Bissau onde qualquer sinal de riqueza é imediatamente notado. Torna-se evidente, até à exaustão que a Guiné-Bissau não tem atualmente condições para se governar sozinha. O presente caos pode ser decisivo para entregar o governo do país nas mãos das poderosas mafias colombianas que estão ativas no país… e a necessidade da presença de uma força militar lusófona, como ESTA cuja existência aqui defendemos torna-se cada vez mais evidente, uma estrutura lusófona que possa rapidamente intervir em qualquer perturbação no seio do espaço da CPLP, colmatando fragilidades locais e dissuadindo aventuras de vizinhos mais ávidos…

Fontes:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1367365
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1367294&idCanal=11
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Bernardo_Vieira

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A Guiné Equatorial quer aderir à CPLP

Atualmente, a Guiné Equatorial, uma antiga colónia espanhola na África Ocidental é membro da CPLP, como o estatuto de “Observador Associado” desde 2006, juntamente com as Ilhas Maurício e o Senegal. Mas este país – encravado numa região onde predomina a língua francesa e perante um inconsistente apoio por parte da antiga potencia ocupante sente-se isolado e encontrou na CPLP uma forma de alavancar a sua diplomacia e de potenciar o seu desenvolvimento social e económico. Em consequência, o seu governo tenta, pelo menos desde 2006, aderir como membro de pleno direito na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Alguns países membros da CPLP, como a Guiné-Bissau já concordaram publicamente com a adesão, uma posição com a qual concordamos, tendo em conta a localização geográfica da Guiné Equatorial (próxima de São Tomé e Princípe e das ilhas de Cabo Verde), a utilização da língua castelhana (próxima da portuguesa), a necessidade de expandir a influência da Lusofonia até novas paragens, a existência de laços históricos entre Portugal e a Guiné Equatorial e o expresso desejo do país adoptar o português como terceira língua oficial.

A adesão da Guiné Equatorial encontrou um apoiante persistente na Guiné-Bissau, país que é membro da CEEAC “Comunidade Económica dos Estados da Africa Central“, juntamente com a Guiné Equatorial.

A adesão do país africano poderia acontecer já na próxima cimeira da CPLP, em 2010, dependendo o sucesso da mesma da adopção atempada do português como língua oficial.

Micha Ondo Bile, o ministro das Relações Exteriores da Guiné Equatorial declarou à agência Lusa que “O nosso desejo é na próxima cimeira já podermos ser país membro de pleno direito. Se não acontecer, continuaremos a insistir para que se possa conseguir (…). Perder-se-ia energia e uma boa oportunidade da CPLP ter um membro mais. Os países amigos e irmãos da CPLP deveriam dar este passo significativo, importante para a Guiné Equatorial, mas também para eles.”

O ministro fez estas declarações em Lisboa após a cerimónia de assinatura de três protocolos com Luís Amado, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal. Um destes acordos visa precisamente o apoio à adopção da língua portuguesa no sistema de ensino do país africano que inclui a preparação e eventual envio de professores de português, esperando-se resultados práticos ainda durante este ano de 2009. Atualmente, a Guiné tem como línguas oficiais o espanhol (antiga potencia colonial) e o francês (a língua mais falada pelos seus vizinhos), mas o português já é a terceira língua mais falada. A adopção da língua no ensino oficial, faria aumentar esta disseminação da língua de Camões.

Infelizmente, a Guiné Equatorial não tem dos registos mais limpos no que concerne ao respeito pelos Direitos Humanos… e a adesão à CPLP poderia ser usada pelo seu presidente (no poder desde 1979) e o país tem também pendente uma série de disputas territoriais com os Camarões e a Nigéria sobre as águas terriroriais e com o Gabão quanto à ilha que este país ocupa com o nome de Mbane. Neste contexto, a adesão à CPLP poderia servir a este regime de duvidosa legitimidade para apregoar internamente o “reconhecimento internacional” do seu regime… Contudo, é um país onde se fala português e onde o seu ensino e utilização está a aumentar, pelo que existe argumentos de peso para aceitar a sua admissão na CPLP, a qual, aliás, poderia depois ser usada para pressionar pela maior democratização do regime…

São estes registos obscuros no campo dos direitos humanos que me fazem ficar mais hesitante no apoio a esta adesão… A CPLP, apesar de sérios desvios à legalidade em Angola e a uma corrupção e má governança sistemáticas na Guiné-Bissau, por comparação com outros países africanos e sul americanos, os países da CPLP mantêm um bom registo do domínio dos direitos humanos. A adesão da Guiné Equatorial iria certamente alterar o peso deste julgamento… Historicamente, haveria bases para admitir o país, já este foi visitado pelos portugueses pela primeira vez em 1471, tendo Fernão Pó mapeado a sua ilha de Bioko sob o nome de “Formosa” ou simplesmente “Fernão Pó”. Em 1493, o rei Dom João II, assumia a posse da ilha de “Corisco ” acrescentando ao seu título o de “Senhor de Corisco” e vários portugueses haveriam de se instalar nos anos seguintes em outras ilhas hoje sob administração da Guiné Equatorial. A saída de Portugal deste arquipélago começou em 1641, quando a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais se instalou na região, regressando contudo os portugueses em 1648 construindo então o primeiro forte europeu na região, o forte de Ponta Joko. Os portugueses permanceriam na região até 1778 quando sob os tratados de San Ildefonso (1777) e do Pardo (1778) as ilhas e o seu prolongamento terrestre foram entregues à soberania espanhola que as administrou até 1968.

Fontes:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=368591
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1336546&idCanal=11
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guin%C3%A9_Equatorial
http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=6953&catogory=CPLP
http://espanol.guinea-equatorial.com/
http://www.ecowas.info/
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/ek.html#Issues

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Portugal torna-se o o país da União Europeia com a maior taxa de homicídios

Emily Procter: se tivessemos polícias assim... em www.cbs.com

Emily Procter: se tivessemos polícias assim... em http://www.cbs.com

A tradição que dava Portugal como sendo um país de “brandos costumes” parece que já não é aquilo que era… Segundo uma notícia do Jornal SOL, Portugal é o país da União Europeia que tem atualmente a maior taxa de homicídios por mil habitantes. Noutra notícia, desta feita do Diário Digital indicava que 40% dos homicidas seriam de origem estrangeira. A media atual aponta para a ocorrência de 15 assassinatos por mês, ou melhor dizendo, um homicídio de dois em dois dias.

Estes números tornam Portugal acima de países com elevadas taxas de criminalidade, como o Reino Unido e a Suécia e deviam levar a um intenso, sistemático e produtivo pensamento sobre este fenómeno. A crise económica será um factor, assim como a chegada nos últimos dois anos de muitos “falsos emigrantes” dos países de leste e do Brasil que, ao contrario, daquilo que era tradição nestas comunidades estrangeiras em Portugal pretendem apenas montar células criminosas e não exercer profissões legais. Aqui, importa agir criminalmente, com a rapidez e eficiência que não caracteriza o nosso sistema judicial, mas importa também, no quadro da CPLP, encontrar mecanismos lestos e eficazes de partilha de informações e de colaboração judicial e policial que permitam aumentar a eficácia do combate a este novo fenómeno da “criminalidade migratória”. É, sobretudo, sumamente importante agir agora, de forma a cortar pela base qualquer erupção de epifenómenos generalizados de racismo contra estas geralmente pacificas e trabalhadoras comunidades migratórias, é que se nada for feito rapidamente estaremos a deitar palha para o fogo onde ardem os movimentos de extrema direita e nada poderia convir menos à democracia portuguesa se este fenómeno do aumento da criminalidade fosse aproveitado por fins políticos.

Fontes:
Jornal SOL
Diário Digital

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1ª Conferência Pública do MIL: “O Futuro da Lusofonia”: Notas e Vídeo Completo

Embaixador Lauro Moreira

.A CPLP devia patrocinar mais projetos multilaterais e menos projetos bilaterais

.A CPLP teve um papel importante, mas pouco mediático, nas duas crises na Guiné-Bissau, São Tomé e Princípe e Timor.

.A CPLP tem atualmente três papéis:
..Concertação diplomática
..Promoção da Língua Portuguesa
..Concertação de projetos de desenvolvimento e cooperação

.Recentemente ocorreu um avanço importante para a língua portuguesa
..Novo Acordo Ortográfico ratificado em Portugal e no Brasil
..Repondo a união quebrada unilateralmente por Portugal em 1911
..Os jornais brasileiros já estão a adoptar a nova ortografia

.A CPLP é carateriza pela assimetria entre os seus países, compare-se o 5º maior país do mundo, o Brasil, com um dos menores, São Tomé e Princípe.

.A Universidade UNILAB, virada para as necessidades de África com metade das suas vagas reservadas para estudantes dos PALOP

.Futuro da CPLP
..Aprofundar os laços da CPLP com entidades regionais, que os países da CPLP já integraram, como a União Europeia, o Mercosul, a ASEAN, etc
..Organizar secretariados para outras áreas, além da área da Defesa, que já funciona bastante bem. Por exemplo, nas Finanças, Comércio, Ciência e Tecnologia, etc.
..Devia haver em cada país membro da CPLP um núcleo de apoio, um interlocutor que trate exclusivamente dos temas da CPLP
..Mais países além do Brasil e de Portugal deviam estabelecer embaixada na CPLP
..A sede num antigo palácio lisboeta é insuficiente e haverá que buscar nova sede rapidamente. Talvez num dos edifícios da Expo, o que está neste momento em negociações. O Brasil já reservou 600 mil euros para esse fim.
..As pessoas não podem ficar sempre reclamando que esperam mais da CPLP, como se esta fosse a única responsável. Os cidadãos são os primeiros responsáveis pela mudança da CPLP.
..Não existe uma CPLP fora de nós, a CPLP somos nós.
..Devia haver uma muito maior liberdade de circulação de pessoas no seio da CPLP. O Brasil tem no domínio dos vistos uma política muito aberta, já Portugal está condicionado pelo Tratado de Shengen.
..A questão cultural é grave: Por exemplo, o festival de cinema Cineport foi organizado estritamente por fundações e associações portuguesas e brasileiras, sem apoio da CPLP
..O IILP tem que ser profissionalizado. A representante do Institudo, por exemplo, é uma pública opositora do Acordo Ortográfico para a Língua Portuguesa de 1990, e isso deveria colidir com as funções do seu cargo. A direção do IILP devia ser escolhida por um concurso público internacional.

Miguel Real

.Já se ultrapassou aquilo a que Eduardo Lourenço chamou de “complexo de ressentimento” que deformou as boas vontades na Lusofonia.

.A Lusofonia não tem um foco político ou económico mas civilizacional. Mais do que política é na língua que reside a fundamentação e rectaguarda da lusofonia. Não é pelo Comércio, mas pela língua que se fundamentará esse espírito comum.

.Um dia talvez se faça comércio dentro da lusofonia, como se faz hoje dentro da União Europeia…

.É fundamental ultrapassar os problemas culturais entre os países da CPLP, que a podem fazer estagnar. É com alegria que vim a saber que a CPLP esteve presente na resolução dos problemas da Guiné e de Timor.

.A função da CPLP é essencialmente de mediação nas áreas de Saúde, Tecnologia e Defesa. Estas capacidades de mediação devem ser ativadas em momentos de conflito.

.A expressão “Casa da Lusofonia”, como forma de designar a CPLP (Lauro Moreira) deve ser uma forma a reter.

.Deve ser o “espírito da Língua”, o denominador comum da CPLP.

.A Lusofonia deve propôr-se a criar um novo rosto cultural no mundo. Se se ficar pela concertação de interesses económicos ou políticos nada a distinguirá do Mercosul ou da União Europeia. A CPLP não poderá ser uma União Europeia multicontinental, sujeita às flutuações dos interesses dos países mais poderosos. Ou a Lusofonia assim procede ou não terá outro destino que não seja a repetição do passado recente em que cada país tenderá a ser tão dominador quanto maior fôr a sua força económica.

.O desafio consiste em criar um “choque cultural” novo, tornando-se assim numa comunidade éticamente exemplar no mundo.

.A CPLP deverá reger-se pela solidariedade ativa entre os seus membros, independentemente de índices demográficos e económicos, formando um manto de Justiça que se estenda por toda a Lusofonia.

.A CPLP deverá bater-se pela unificação dos sistemas de Saúde e Ensino e por um “Passaporte Lusófono”, como consta na Declaração de Princípios do MIL.

.Daqui a 300 anos se o Portugal europeu não fôr mulato a Lusofonia falhou.

.A tecnologia deve servir a Cultura e não o contrário, como fez a Europa nos últimos cento e cinquenta anos, criando o egocêntrico Homem Europeu.

Parte 1 (Lauro Moreira)

Parte 2 (Lauro Moreira)

Parte 3 (Lauro Moreira)

Parte 4 (Lauro Moreira)

Parte 5 (Miguel Real)

Parte 6 (Miguel Real)

Parte 7 (Miguel Real)

Parte 8 (Miguel Real)

Parte 9 (Debate)

Parte 10: (Debate)

Parte 11: (Debate)

Parte 12: (Debate)

Parte 13: (Debate)

Parte 14: (Debate)

Parte 15: (Debate)

Parte 16: (Debate)

Parte 17: (Debate e Encerramento)

As “MIL Conferências” são uma organização do MIL: Movimento Internacional Lusófono

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Entrevista ao Presidente da Comissão Coordenadora do MIL sobre a CPLP

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MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org)
Blogue associado: NOVA ÁGUIA: O BLOGUE DA LUSOFONIA (novaaguia.blogspot.com)
SEDE: ASSOCIAÇÃO AGOSTINHO DA SILVA (Rua do Jasmim, 11, 2º – 1200-228 Lisboa; E-Mail: AgostinhodaSilva@mail.pt; Tel.: 21 3422783 / 96 7044286; http: www.agostinhodasilva.pt; NIF: 503488488; NIB: 0033 0000 2238 0019 8497 2)

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24 de Janeiro, Sábado, entre as 17h e as 19h o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO promove um debate público sobre “o futuro da CPLP”

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No próximo dia 24 de Janeiro, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO promove um debate público sobre “o futuro da CPLP”.

Falarão, à partida, o Doutor Lauro Moreira, Embaixador Brasileiro na CPLP, e o Doutor Miguel Real, Ensaísta da Cultura Portuguesa e Lusófona.

Porque se trata de um debate, haverá depois espaço para múltiplas intervenções.

Estão, desde já, todos convocados.

Dia 24 de Janeiro, Sábado, entre as 17h e as 19h, na nossa sede: Associação Agostinho da Silva, Rua do Jasmim, 11, 2º (em Lisboa, junto ao Príncipe Real).

Em anexo, cartaz de divulgação.
Com o apoio da Associação Agostinho da Silva, Nova Águia: Revista de Cultura para o Século XXI e Associação Mares Navegados.


MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org)
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Portugal exporta mais para fora da UE e daquela que devia ser a orientação estratégica das nossas exportações

“Em 2008, as exportações portuguesas para fora da União Europeia ganharam peso, com Portugal a apostar em novos mercados, limitando o abrandamento das exportações num cenário de crise global, segundo dados recolhidos pela Lusa.”
(…)
“Os dados do INE até outubro mostram que Angola e os EUA eram os mais importantes parceiros portugueses fora da União Europeia, com as exportações para esses países a representar 21 e 14 por cento das vendas extra EU. Singapura também ocupa um lugar de destaque, absorvendo nove por cento dessas vendas, sendo que muitas das exportações para a Cidade-Estado têm a China como mercado final.”

Posso estar enganado (e provavelmente até que estarei) mas suspeito que a grave Depressão que vai contaminar a maior parte do planeta em 2009 não será tão gravosa em Portugal como alguns acreditam… Desde logo porque as empresas portuguesas já fizeram as suas restruturações de forma a conseguirem sobreviver nesse longo período e depois porque os seus gestores se foram habituando a navegar em aguas turbulentas durante longos períodos de tempo… E o importante factor de os dois maiores parceiros comerciais lusófonos de Portugal (Angola e Brasil) estarem a ocupar um papel crescente nas nossas exportações, assim como serem dos poucos países do mundo que vão atravessar a crise em entrarem em recessão, vai jogar a favor de Portugal.

Que sirva de lição: Portugal deve focar cada vez mais a sua economia numa oferta complementar para o quadro das economias dos restantes países da CPLP de forma a resistir melhor às agruras da sua vizinha Espanha e dos patinanços das economias do norte. Quando mais ligados estivermos aos países da Lusofonia, mais resiliente será a nossa economia às indigestões da Globalização.

Fonte:
Público, de 29 de dezembro de 2008

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A Indonésia na CPLP, como “observador associado”?

//www2.iict.pt)

(Forte português de Toluco, Ternate, Indonésia in http://www2.iict.pt)

A Indonésia exprimiu recentemente o seu interesse em ingressar na CPLP na qualidade de “membro observador”. Luís Amado, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal e Zacarias da Costa, o seu homólogo timorense já exprimiram o seu apoio a esta adesão, uma eventualidade que decorre dos contatos já realizados pelo embaixador indonésio em Lisboa, Francisco Lopes da Cruz.

Os primeiros contatos neste sentido, começaram em Outubro de 2008, quando uma delegação de parlamentares indonésios visitou a Assembleia da República. Em começos de Novembro, questionado sobre esta possibilidade, Ramos Horta, presidente de Timor e parte diretamente interessada e com “direito de veto moral” a esta adesão exprimiu a sua concordância em termos muito veementes, classificando-a de “excelente ideia”, o que foi reforçado depois pelo MNE timorense acrescentando que Timor-Leste apoiaria essa adesão.

Atualmente, no estatuto de “Observadores Associados”, a CPLP já conta com o Senegal, as Ilhas Maurício e a Guiné Equatorial. A Indonésia – ainda que possa parecer “pouco lusófona” – na verdade é um dos países com mais antigos laços com Portugal. Foi o próprio Ramos Horta que recordou existem milhares de vocábulos portugueses no bahasa, a língua indonésia. Por outro lado. Existem, por exemplo, no Aceh ainda lusodescendentes.

Timor-Leste, já  é membro de pleno direito da CPLP, teria tudo a ganhar com esta adesão, já que agilizaria as relações diplomáticas, comerciais e políticas com o único país do mundo com que tem fronteiras terrestres e com qual tem a maioria das relações económicas. Ramos Horta, dando mostras de um sentido de Estado e de uma visão estratégica que falta a muitos políticos portugueses, infelizmente, dado o estado atual da sociedade timorense a este sentido de Estado e visão não corresponde uma capacidade de gestão… Mas adiante. Ramos Horta levantou a possibilidade de conceder a Malaca, na Malásia, o mesmo estatuto. Aqui há uma longa e enraizada comunidade lusófona, sendo o nome “Silva” muito comum na lista telefónica dessa cidade malaia…

Fontes:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1050271
http://www.cplp.org/Observadores_Associados.aspx?ID=50
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1047998

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COMUNICADO MIL SOBRE A 63ª ASSEMBLEIA GERAL DAS NAÇÕES UNIDA

O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO saúda o facto de a língua portuguesa ter sido utilizada nas intervenções da abertura e debate geral da 63ª Assembleia Geral das Nações Unidas, após Portugal ter assegurado a tradução simultânea para as seis línguas oficiais da organização (o inglês, francês, espanhol, russo, árabe e chinês), iniciativa que decorreu das decisões da Cimeira de Lisboa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Julho, onde foi acordado lançar um conjunto de acções com vista à promoção do Português como “língua global”.
Cada vez mais, o MIL espera que, na ONU bem como noutros fóruns internacionais, todos os países da CPLP se expressem na nossa língua comum. Deste modo, cada vez mais, a CPLP constituirá uma só Voz no plano internacional.

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora


Nota de apresentação: O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, projecto que conta já com cerca de sete centenas de adesões, de todos os países lusófonos.

A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges (Universidade de Lisboa), Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).

A lista de adesões é pública – como se pode confirmar publicamente (www.novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.


MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org)
Blogue associado: NOVA ÁGUIA: O BLOGUE DA LUSOFONIA (novaaguia.blogspot.com)
SEDE: ASSOCIAÇÃO AGOSTINHO DA SILVA (Rua do Jasmim, 11, 2º – 1200-228 Lisboa; E-Mail: AgostinhodaSilva@mail.pt; Tel.: 21 3422783 / 96 7044286; http: www.agostinhodasilva.pt; NIF: 503488488; NIB: 0033 0000 2238 0019 8497 2)

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Portugal vai manter as lanchas de fiscalização guineenses

O ministro da Defesa português, Nuno Severiano Teixeira declarou que Portugal iria apoiar as 3 lanchas de fiscalização oferecidas a este pais lusófono em 2006 e que por falta de manutenção estavam inoperacionais.

A Guiné-Bissau é hoje o eixo principal do trafego de droga que leva estupefacientes desde a África Ocidental até à Europa do Sul e a inoperância da sua marinha de guerra assim como os elevados níveis de corrupção são os maiores problemas que têm que ser vencidos por este pais.

Ajudar a marinha guineense a repor o seu nível operacional é um passo, mas três lanchas dificilmente farão diferença contra os poderosos grupos mafiosos que operam na Guiné. Havendo como há, um interesse direto na disponibilização de meios no local, faria todo o sentido ver navios, helicópteros e aviões de patrulhamento oceânico dos países da CPLP a operar nas aguas guineenses. Infelizmente, não só não há, como não há movimentações nesse sentido… Suspeitam muitos que tal se deva mais a pressões das narco-mafias junto do governo guineense do que devido a quaisqueres pudores coloniais, especialmente porque essas missões poderiam ser asseguradas por meios brasileiros, insuspeitos desses temores… De qualquer forma, três lanchas funcionais sempre são melhores que nenhuma, que é o que temos atualmente.

É esta clamorosa necessidade guineense, que está efetivamente a potenciar a transformação da Guiné-Bissau num “Estado falhado”, ou pior ainda, num “narco Estado” que nos recorda a proposta para a criação de uma “força lusófona de manutenção de paz”, como defende o MIL: Movimento Internacional Lusófono nesta petição:

Isto no mais pleno cumprimento do ponto 5 da “Declaração de Princípios do MIL“:
“5 – A identidade e vocação histórico-cultural da comunidade lusófona terá expressão natural na União Lusófona, a qual, pelo aprofundamento das potencialidades da actual Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, constituirá uma força alternativa mundial, a nível cultural, social, político e económico.”

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Sobre a situação da Marinha dos Países da CPLP

(Lancha de fiscalização da Marinha timorense in http://www.marinha.pt)

Teve recentemente lugar em Lisboa o 1º Simpósio das Marinhas dos Países de Língua Portuguesa. A iniciativa partiu da Armada Portuguesa que convidou a participarem neste Simpósio várias delegações dos países da CPLP.

O Simpósio permitiu traçar uma visão global das marinhas dos países da CPLP. A comunicação do professor Adriano Moreira intitulada “O Mar e a CPLP” onde o seu cerne assentou no risco de que o mar português, incluso na nossa zona económica exclusiva está em vias de se perder com a implementação do Tratado de Lisboa com a perda de capacidade negocial que implica assim como com a autonomia plena nos domínios de Defesa que dele decorrem. Duas severas limitações à soberania nacional que nem sequer foram submetidas a Referendo, acrescentamos nós…

Passemos agora em revista a situação especifica que cada país da Comunidade enfrenta no que concerne à Defesa das suas costas e dos seus mares:

Angola: os seus amplos recursos naturais em petróleo e gás natural tornam as águas territoriais deste pais lusófono um alvo crescentemente mais e mais apetecível neste mundo em que a luta pelo controlo direto ou indireto dos recursos será cada vez mais prioritário para as grandes potências, como a declinante, mas ainda poderosa superpotência norte-americana e a ascendente mas imoral China. As numerosas e gigantescas plataformas petrolíferas angolanas são um alvo extenso e exposto que é difícil proteger atualmente, com os escassos meios da marinha angolana, mas que a dependência da economia do pais sobre o sector do combustível mostra que é indispensável reforçar. Se o exército angolano é atualmente o segundo maior e provavelmente um dos mais eficientes da África subsahariana, com excepção do sul-africano, a marinha de guerra angolana alinha apenas pouco mais de mil homens contra cem mil soldados de infantaria. Um desequilíbro que urge suprir com novas lanchas rápidas, patrulhas oceânicos e navios de guerra modernos.

Brasil: a marinha de guerra deste pais-continente é obviamente a maior e mais bem equipada dos países da CPLP. A sua extensa costa marítima, a riqueza dos seus recursos petrolíferos oceânicos e até a natureza exportadora da sua economia fazem com que a defesa dos seus portos e das suas rotas marítimas terão que ser uma das prioridades estratégicas do Brasil. Para além deste padrão de exigências, a ascensão da economia brasileira e a crescente necessidade de afirmação internacional do Brasil, até um estatuto não mais de mera potência regional, mas da potência mundial que a sua demografia, economia e atitude exemplar da sua política externa demonstram são obrigações a que a Marinha de Guerra brasileira tem que assistir. O ambicioso programa de reequipamento em curso, assim como a construção de submarinos nucleares (um plano de que discordamos, mas que irá aumentar o poder dissuasivo da marinha brasileira), com a aquisição e construção de novas fragatas e submarinos convencionais, assim como a renovação do porta-aviões São Paulo e os ainda indefinidos caças vencedores do programa F-X2 irão devolver ao Brasil uma superioridade regional que os programas de armamento chilenos e venezuelanos vieram ameaçar.

Cabo Verde: A pequena marinha deste pais insular, provido de uma excelente situação estratégica alinha atualmente apenas com um escasso número de lanchas de fiscalização. A presença de Cabo Verde na rota das mafias de migrações clandestinas poderá num futuro próximo incentivar os países da União Europeia a financiar a aquisição e manutenção de novos meios navais para Cabo Verde. As dez ilhas do arquipélago dependem de comunicações marítimas que têm que ser defendidas e os recursos piscícolas da nação tem que ser defendidos contra as frotas pesqueiras de outras nações. Todas estas necessidades não podem ser satisfeitas com uma pequena flotilha de lanchas de fiscalização e existe também a necessidade de uma pequena frota de corvetas, não necessariamente das mais modernas, mas com um bastante raio de ação.

Guiné-Bissau: O essencial da marinha guineense é constituído por três lanchas de fiscalização construídas em Portugal e em operação no pais lusófono desde 2006. Estes meios não têm recebido a devida manutenção e isso está a reduzir a sua operacionalidade ate níveis perigosos. A situação atual da Guiné-Bissau, com um Estado praticamente inoperante e uma economia arruinada expôs o pais à condição atual de eixo do narcotráfico. As autoridades policiais e militares estão penetradas até aos níveis mais altos pela corrupção dos narcotraficantes e a passividade das forças armadas e da policia guineense encontra aqui boa parte da sua justificação. Impõe-se criar mecanismos que purguem o Estado guineense destes elementos, financiando os seus vencimentos, colaborando com ações de fiscalização e investigação que exponham as raízes internacionais de um comércio que tem como destino último os países europeus.

Moçambique: O porto de Maputo é hoje um dos principais pontos de escoamento para os mercados internacionais das exportações da África do Sul o que torna a defesa portuária uma prioridade não somente de Moçambique, mas até da África do Sul. Este país lusófono tem uma costa marítima superior à angolana, mas menos riquezas marítimas e uma marinha de guerra ainda mais residual, que brevemente será apenas um pouco reduzida pela activação de um novo batalhão de artilharia de costa. Moçambique tem como grande prioridade naval estratégica a defesa do porto de Maputo e das rotas marítimas que levam ate ele. A África do Sul e o Zimbabue dependem dele para escoar uma parte significativa da sua atividade comercial e a sua defesa deveria ser uma das prioridades de uma política de Defesa que infelizmente esta desprovida dos meios adequados para a poder satisfazer.

Portugal: A Armada tem hoje como principais meios operacionais três fragatas Meko 300 da classe “Vasco da Gama”, construídas na Alemanha na década de oitenta. A estas irão juntar-se ainda este ano duas fragatas ex-holandesas construídas na mesma época, formando assim o cerne de uma marinha adequada às necessidades do mar português. Contudo, a vida útil destas fragatas não é infinita e neste momento os navios desta geração começam a ser substituídos por toda a Europa. Nenhum plano idêntico decorre em Portugal. No momento em que as oito corvetas e as demais fragatas da classe “João Belo” são abatidas ao inventário e os patrulhas oceânicos NPO2000 sofrem atrasos e dificuldades técnicas sucessivas, marinha portuguesa fica reduzida a cinco fragatas da década de oitenta, adequadas em numero mas desprovidas de corvetas modernas para as acompanhar e de um plano de modernização que tarda em arrancar. A entrada em funcionamento de dois submarinos alemães U209PN vai manter a capacidade dissuasória da Marinha, mas urge colocar no mar os novos “Patrulhoes” construídos e a construir nos estaleiros de Viana do Castelo, assim como iniciar planos de construção e aquisição de novas corvetas e fragatas, de forma a assegurar a soberania portuguesa na extensa Zona Económica marítima e a segurança de algumas das mais movimentadas rotas marítimas que a atravessam. A própria existência destas rotas e a sua importância estratégica não só para Portugal mas para o mundo devia também justificar a existência de navios draga-minas, os quais infelizmente desapareceram do inventario da Marinha logo na década de oitenta.

São Tomé e Príncipe: a iminente exploração petrolífera que devera começar num futuro próximo nas aguas deste pequeno pais africano de expressão oficial portuguesa obrigara a que sejam adquiridas lanchas de fiscalização que atualmente não estão à disposição deste pais, já que a marinha são tomense alinha apenas com uma pequena lancha e dois botes pneumáticos.

Timor: A última tentativa de golpe de estado provocou a redução em mais de metade dos efetivos da marinha deste pequeno pais lusófono. Para defender uma costa de mais de mil quilómetros, Timor conta apenas com duas lanchas “Albatroz” construídas em Portugal e cujas tripulações foram treinadas pela Marinha portuguesa.

Conclusão:

Registamos que Portugal vem cumprindo as suas obrigações históricas apoiando os pequenos países lusófonos com equipamento e treinamento. Países como a Guiné-Bissau, Timor e Cabo Verde têm as suas lanchas de fiscalização graças a contribuições portuguesas. Registamos contudo que as marinhas guineenses e timorense permanecem muito abaixo dos padrões operacionais que as suas necessidades especificas impõem. Precisam assim de um reforço de meios, treinamento e apoio logístico por parte de Portugal e de outros países lusófonos, como o Brasil, país que opera a maior e mais moderna esquadra da Lusofonia. Os países lusófonos mais pequenos e com maiores constrangimentos de meios teriam muito a ganhar com o estabelecimento de missões conjuntas e regulares de patrulhamento e vigilância por parte dos países com maiores armadas, como o Brasil e Portugal. Só estes países têm meios para defender as plataformas petrolíferas são tomenses e timorenses e para perseguir e deter as lanchas rápidas e os cargueiros usados pelos traficantes nas aguas da Guiné-Bissau. A defesa da economia e das populações destes países clamam por uma estratégia de Defesa comum e concertada que dedique meios onde eles não existem, mas onde clamorosamente faltam.

O Brasil tem de prosseguir com a sua estratégia de modernização de meios e de manter e – eventualmente – substituir o seu porta-aviões por um navio mais moderno e capaz de operar cacas mais recentes que o vetusto A4. Só assim poderia participar neste esforço conjunto de que carecem os países lusófonos mais pobres e com maiores necessidades de Defesa e usar este navio como a base de uma projeção de poder naval ate ao local de uma crise onde forcas Lusófonas tenham que ocorrer para estabilizar ou apoiar na resolução de alguma crise local. Esta necessidade tornou-se flagrante aquando das recentes crises guineenses e timorenses onde uma fragata portuguesa teve que agir sozinha e quase sem apoio em cenários muito distantes. Uma pequena força-tarefa Lusófona, como aquela cuja criação defendemos AQUI poderia fazer toda a diferença… Para tal seria preciso que o Brasil começasse a surgir com maior frequência e empenho em missões de Paz, com meios e uma amicao renovada, que Portugal se dedicasse a renovar os meios que deixou entregar ao tempo e a uma estratégia europeia que quer ver os nossos recursos marítimos nas mãos da eurocracia de Bruxelas. É também preciso que Angola compreenda que não pode desempenhar o papel regional que ambiciona cumprir sem meios navais convencionais nem defender as suas preciosas plataformas petrolíferas sem lanchas e patrulhas rápidos e modernos.

Sobretudo falta aos países lusófonos uma estratégia comum de Defesa naval que rentabilize os melhores meios das armadas mais fortes, que reforce os laços económicos, sociais e políticos entre os países da CPLP.

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