Posts Tagged With: Colômbia

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) abateram um Super Tucano governamental

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), conseguiram abater um Super Tucano da força aérea do seu país. Isso mesmo foi confirmado pelo governo colombiano e o incidente teve lugar no estado de Cauca, mas em circunstancias ainda nao completamente esclarecidas.

Os dois tripulantes do aparelho terão falecido, sendo um resgatado pelo exército e o segundo levado pelas FARC, mas sendo posteriormente devolvido à Cruz Vermelha, que o entregou depois ao exército governamental.

Não se sabendo como foi o aparelho abatido, não é possível especular muito sobre o real significado deste incidente… mas sendo o Super Tucano um avião de ataque, pode presumir-se que voava a baixa altitude e velocidade e em missão de reconhecimento (estava sozinho) quando foi abatido. Isso aponta para ter sido derrubado por fogo de armas ligeiras ou por uma metralhadora pesada e não por um míssil. Mas se se tratar de um míssil, há que perceber de onde veio e, sobretudo, até que ponto é que a necessidade de proteger os aviões a jato da força aérea colombiana (fazendo-os voar menos e a mais altas altitudes) não vai prejudir a sua eficácia no apoio às missões do exército, um pouco como aconteceu na Guiné-Bissau depois da aparição dos primeiros Strella… a ser assim, entramos num novo patamar da guerra de guerrilha e o papel das forças governamentais sai do incidente seriamente condicionado.

Fonte:
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=44EAE65D-755E-43FB-962B-85AC66456B64&channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021

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A Colômbia confirma o seu interesse no Embraer KC-390

Embraer KC-390

Embraer KC-390A

Representantes do governo colombiano assinaram uma “declaração de intenções” para integrarem o processo de desenvolvimento e construção do novo cargueiro militar da Embraer, o KC-390.

A Colômbia confirmou também a sua intenção em adquirir 12 aparelhos deste tipo. Assim, a Colômbia torna-se, juntamente com o Chile (com 6 KC-390) um dos primeiros clientes do avião da Embraer, que assim, contando com os 28 aviões que a Força Aérea Brasileira também encomendou se começa a tornar uma exportação de sucesso, mesmo antes do primeiro voo de um protótipo.

Estes 46 aviões agora encomendados deverão começar a ser entregues a partir de 2016 e decorrem atualmente negociações idênticas (de parceria no desenvolvimento e construção) com a África do Sul e Portugal que deverão ser bem sucedidas e fazer aumentar ainda mais estes números.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2010/09/01/346892/colombia-formalises-embraer-kc-390-interest.html

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A Unasul: A “União Europeia” da América do Sul e de um certo “amargo de boca”…

(http://www.coral.al.ms.gov.br)

Os representantes de doze países da América do Sul assinaram em Brasília o tratado fundador da “União das Nações Sul-Americanas”, a Unasul no passado dia 23 de Abril. A Unasul pretendia inicialmente aprofundar os laços políticos, económicos e militares entre os países da região, potenciando o aproveitamento e a gestão dos recursos do subcontinente, quer no campo petrolífero, onde a Venezuela e o Brasil são hoje dos maiores produtores mundiais, quer no campo alimentar, onde a Argentina e o Brasil são duas potencias exportadoras muito importantes, quer até no campo da exploração de minério, onde Brasil, Peru e Chile possuem das mais importantes reservas mundiais.

Os primeiros passos para a criação da Unasul foram dados em 2004, no Peru, tendo então o projeto recebido a designação de “CASA” (Comunidade Sul Americana das Nações), alterado em 2007 para o atual “Unasul”. Nesta fase, o organismo terá apenas funções de coordenação comum nas áreas da diplomacia, economia e sociais, mas existem planos para estender estas responsabilidades até a uma integração energética, da área de telecomunicações e energia, sem esquecer a investigação científica e a Educação, decalcando muito de perto o modelo da União Europeia, mas adaptando à realidade sul-americana.

Paralelamente, avança nos bastidores da diplomacia sul-americana o projeto, proposto por Lula da Silva, de formar um “Conselho de Defesa da América do Sul”. O projeto foi bem recebido pelos demais parceiros da Unasul, mas com muitas reservas por parte da Colômbia, que está muito dependente dos EUA e do seu “Plano Colômbia” de combate à guerrilha das FARC e decorre do receio que estes têm de perderem ainda mais influência na região se esta formasse uma tal união no plano militar… Se esta se consolidasse, a tutela “parternalista” dos EUA sobre a região em matérias de Defesa perderia influência, e como tal, a Colômbia tudo fará para bloquear o seu estabelecimento, já que tem muito mais a temer dos seus vizinhos com governos de Esquerda do que dos EUA, cuja ajuda tem sido essencial para inverter o rumo da guerra contra as FARC. Além do mais, o “Conselho de Defesa” decorre também de um incidente fronteiriço entre a Colômbia, a Venezuela e o Equador, aquando da penetração opor forças colombianas do território equatoriano e das críticas veementes que a Venezuela de Chavez então lançou contra a Colômbia e que deixaram os três países à beira de uma guerra… Deixar frutificar um tal “Conselho” iria dar argumentos a que toda a América do Sul se reunisse contra futuras ações idênticas do exército colombiano e isso é algo que não interessa à continuação da guerra contra a guerrilha colombiana…

A Unasul nasceu da resolução dos problemas entre Equador, Venezuela e Colômbia e de facto, pode cumprir um importante papel na redução da conflitualidade entre os Estados latino-americanos… É que a América do Sul não é isenta de problemas fronteiriços como aqueles que opõem o Chile e o Peru, desde a Guerra do Pacífico que entre 1879 e 1881 opôs o Chile contra a aliança entre o Peru e a Bolívia, e que resultou na anexação de regiões muito ricas aos seus dois adversários e, sobretudo, ocupando a única ligação da Bolívia ao mar, algo que ainda hoje está bem vivo na memória dos bolivianos (aliás, é ainda hoje um dos artigos da constituição boliviana).

A presidência da Unasul é rotativa, e teoricamente caberia agora à Colômia, mas esta prescindiu desse papel – e bem – precisamente por causa das tensões entre este país e a Venezuela e o Equador, pelo que, alfabeticamente passou ao Chile.

Não podemos deixar de sentir um certo “amargo de boca” com esta notícia… A notícia de uma formação de uma união de países sul-americanos que potencia o desenvolvimento sustentado e partilhado, assim como a redução dos conflitos entre países e assim limitar a possibilidade de eclosão de guerras neste sub-continente é sem dúvida muito positiva. Mas a noticia indica também que existe uma grande disponibilidade por parte do Brasil para integrar associações multi-nacionais ambiciosas e de grande escala… O Mercosul surgiu em grande medida devido ao impulso brasileiro e a Unisul encontra novamente no Brasil, o seu fundador mais participado e ativo. O papel pacifista que tradicionalmente é aquele cumprido pelo país na cena internacional (e que infelizmente o tem mantido afastado também das missões de paz da ONU) implica que qualquer associação multi-nacional onde encontremos o Brasil será associada à paz e à aplacação de conflitos interiores e exteriores. E de onde vem o nosso “amargo de boca”?… Vem do facto de não vermos a mesma energia a ser aplicada no sentido de um re-aproximação entre Portugal e o Brasil que possa servir de âncora fundadora a uma União Lusófona que é dos projectos do MIL que mais acarinhamos…

Fonte:

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/05/23/entenda_que_a_unasul-440552105.asp

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Segundo a Justiça colombiana, a Chiquita teria financiado grupos paramilitares de Extrema Direita

(Paramilitar colombiano in http://tordesilhas.net)

A Colombia está a tentar extraditar oito executivos da multinacional norte-americana Chiquita, depois desta ter admitido publicamente ter pago mais 1,7 milhões de dólares a “Esquadrões da Morte” colombianos, financiando a sua cega campanha de morte e servindo assim de financiador de centenas de vítimas civis destes Esquadrões. A multinacional alega que realizou estes pagamentos coagida como extorsão e de forma a proteger os seus trabalhadores na Colômbia. Contudo, esse não é o entendimento do Procurador-geral colombiano, Mario Iguaran que sublinhou que as ligações entre a Chiquita e os paramilitares de extrema-direita não pareciam de “uma relação entre um extorsionista-vítima de extorsão”. A Justiça colombiana procura agora extraditar vários altos responsáveis da multinacional e isso poderá acontecer até porque existe um tratado de extradição válido entre os EUA e a Colômbia. Para além de dinheiro, a Chiquita poderá também ter fornecido armas diretamente aos paramilitares, como sugerem vários indícios que em 2001 dão conta de um desembarque de armamento ligeiro num porto das Caraíbas por uma subsidiária local da multinacional, de nome Banadex.

A relação turva entre a Chiquita e as milícias paramilitares vieram a lume no seio de uma investigação de maior escala que decorre na Colômbia e que já expôs várias ligações entre algumas das maiores famílias do pais, outras multinacionais do ramo alimentar e os grupos de extrema-direita.

Os grupos paramilitares que a Chiquita teria financiado estiveram muito ativos na década de 90, assassinando centenas de civis suspeitos de simpatias e de apoios mais ou menos diretos à guerrilha de Esquerda. No total a Chiquita terá feito centenas de pagamentos isolados, mesmo depois do Departamento de Estado dos EUA os ter declarado “grupos terroristas”, entregando nas suas mãos mais de 800 mil dólares em “despesas de Segurança” (assim aparecem na contabilidade da multinacional) e, segundo o Procurador-Geral sempre em consciência de que estes financiamentos iriam contribuir para a execução de diversos assassinatos e abusos vários.

Eis porque tenho reservas a empresas de escala global… Quando uma empresa assume uma escala tamanha, que se torna capaz de competir com os próprios Estados e as suas forças de Segurança, quando se arroga o direito de “defender” os seus interesses locais, sobrepondo assim qualquer ética ou respeito pelas leis locais, então, é porque estamos perante empresas demasiado cínicas e/ou demasiado grandes para poderem ser geridas de forma humana. Como se pode compreender que uma Empresa tivesse dado maior prioridade aos seus lucros, e à permanência num local onde lhe era exigido um financiamento a atividades criminosas, do que é defesa ou pelo menos à abstenção da provocação de danos a vidas humanas? O Lucro bruto está acima da Vida? E isto supondo, que o compadrio entre a multinacional e estes paramilitares não ía ainda mais longe, com entregas de armamento e rumores de que os teria utilizado para contratar o assassinato de líderes sindicais mais contestatários. Não duvidemos que esta e muitas outras multinacionais da mesma escala fariam o mesmo noutros países do mundo, se encontrassem as mesmas condições de fraqueza do Estado e da Lei que encontraram na Colômbia. E atualmente, com a crescente potencia financeira destas megaempresas, com a dependência perigosa dos partidos políticos dos seus financiamentos, da imensa de lobbistas eficientes e “generosos”, caminhamos para esse tenebroso local em todo o Ocidente…

Fonte:
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/03/20/AR2007032001698.html

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