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A Índia e a Rússia terminaram a concepção de uma sonda conjunta que irão enviar para a Lua em 2011 ou 2012

A Índia e a Rússia terminaram a concepção de uma sonda conjunta que irão enviar para a Lua em 2011 ou 2012. Na fase seguinte, os cientistas russos e indianos irão trabalhar em protótipos, numa fase que terminará já em 2010.

A missão receberá a designação Chandrayaan-2 e será a segunda missão lunar indiana, consistindo num orbitador e num veículo lunar que fará uma aterragem suave no solo do nosso satélite natural.

Nesta parceria internacional, cabe à Rússia desenhar e construir o “Lander” e o “rover” que deverá recolher amostras do solo, realizar algumas análises básicas e enviar dados para Terra.

A parceria russo-indiana data de um protocolo assinado em 2007 e resultou já na bem sucedida primeira missão lunar indiana, a Chandrayaan-I, lançada em outubro de 2008.

A Chandrayaan-I foi lançada pelo lançador pesado indiano PSLV-C11 e pesava 1304 kg estando equipada com dez instrumentos diferentes, cinco dos quais construídos na Índia, sendo os restantes fruto de acordos com os EUA e a Europa. A sua missão de dois anos irá produzir um mapeamento detalhado da superfície lunar procurando vestígios de água e de minerais como magnésio, alumínio, sílica e titânio, assim como urânio e tório. Todos indispensáveis à construção e sobrevivência de uma eventual instalação permanente na Lua…

Este “rover” lunar tornará a Índia num líder claro no regresso humano à Lua… Claramente acima do Japão, com o seu grande orbitador lunar, a China – muito ambiciosa, mas mais lenta porque age sempre sozinha – que a Europa, que não se decide a enviar um Rover e os EUA, que atravessam grandes dificuldades e indecisões num programa de regresso à Lua muito ambicioso mas claramente muito subfinanciado…

Fonte:
http://www.moondaily.com/reports/India_And_Russia_Complete_Design_Of_New_Lunar_Probe_999.html

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A missão lunar indiana Chandrayaan-1 chega à Lua e torna a Índia o terceiro país a colocar um engenho no solo lunar

A 14 de novembro de 2008, a União Indiana conseguiu colocar uma bandeira do seu país na superfície da Lua. A bandeira estava pintada na “Moon Impact Probe” (MIP) que colidiu com o solo lunar no pólo sul do nosso satélite. O MIP é uma das 11 cargas úteis da sonda lunar indiana Chandrayaan-1 e o momento em que colidiu com a Lua foi um momento histórico, tornando essas 20:31 horas de 15 de Novembro o dia em que um terceiro país – além da ex-URSS e os EUA – coloca um equipamento científico no nosso satélite natural.

O MIP pesa apenas 34 kg e incorpora três instrumentos: um sistema de captura de imagens de video, um altímetro por radar e um espectómetro de massa. O sistema devia captar imagens da Lua à medida que se ía aproximando da sua superfície, medindo a taxa de descida e recolhendo dados sobre a ténue (mas real) atmosfera lunar. Como esta:

O MIP após ter sido largado pela Chandrayaan-1 viajou durante 25 minutos até ao solo lunar, período durante o qual ligou os seus foguetes várias vezes de forma a assegurar uma separação bem sucedida da nave-mãe. Depois, tornou a usar os mesmos foguetes para retardar a sua descida, enviando sempre dados por rádio para a Chandrayaan-1. Esta gravou estes dados na sua memória e reenviou-os depois para Terra. Infelizmente, o MIP calou-se no momento do impacto, o que estava previsto, mas que determinou o fim da curta vida da primeira presença indiana na Lua…

Atualmente, todos os instrumentos da sonda lunar indiana estão operacionais e a funcionar sem problemas.

A Chandrayaan-1 foi lançada em 22 de Outubro pelo lançador pesado indiano PSLV-C11 e colocada inicialmente numa órbita elíptica que depois foi alterada através do impulso do motor de combustível líquido Newton 440 durante perto de 3 minutos, até alcançar a órbita lunar a 8 de novembro. Posteriormente, novas correções de atitude, levariam a sonda até uma órbita de apenas 100 km, onde deverá permancer até ao fim da sua vida útil, em 2012.

Além do MIP, a sonda tem vários instrumentos com finalidades diversasm, cinco construídos na Índia e seis construídos nos EUA, Grã-Bretanha e Alemanha. Entre estes destaca-se o Mini-SAR que vai procurar detectar água gelada em zonas de sombra permanente no solo lunar, o OBC695B, construído pela empresa britânica BAE Systems e que sendo um computador especialmente construído para resistir às duras condições ambientes do Espaço profundo age como o cérebro da sonda e que já fora usado com grande sucesso pelo GIOVE-A, o percursor da rede Galileo, o sistema GPS europeu. A sonda é alimentada por um único painel solar com capacidade para 700 Watts.

O sucesso desta missão, e a sua maior amplitude que a prévia missão chinesa Chang’e (onde inclusivamente se chegou a questionar a origem das fotografias) prova que a Índia merece plenamente o estatuto de grande potencia espacial… falta agora colocar em órbita um astronauta indiano por meios próprios… A missão Chandrayaan-1 deve ter custado perto de 91 milhões de dólares, e a sua sucessora, a Chandrayaan-2 deve ficar em pouco mais de 97 milhões. Estes valores, que podem ser elevados comparados com os altos níveis de pobreza ainda registados na União Indiana, são notavelmente inferiores aos de um lançamento de um Shuttle “reutilizável”, da NASA, que deve andar pelos… 450 milhões de dólares! É claro que se compararmos este custo ao do programa nuclear militar indiano, com os seus impressionantes 15 biliões de dólares, o preço da exploração lunar rapidamente se dissolve… especialmente tendo em conta a vantagem propagandística obtida por mais este lançamento do fiável e barato lançador pesado indiano, PSLV-C11, o lançador pesado mais económico da atualidade e um seríssimo concorrente no mercado mundial de lançamento de satélites, os 91 milhões acabam muito diluídos…

Fontes:

http://spacefellowship.com/News/?p=7362

http://www.moondaily.com/reports/Indian_Tricolour_Reaches_Lunar_Surface_999.html
http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7718015.stm

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